Blog do Editor do Scream & Yell
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Category — Internet

Um netbook ou um notebook?

Duvida. Não sei se compro um netbook Acer Aspire One 150 (que na configuração que vi trazia 2 gigas de memória) ou um notebook destes das promos do Submarino. A diferença de preço é pequena. O netbook será ótimo na viagem, mas deve até ficar um pouco encostado na volta. Já o note poderia ser melhor usado na volta, mas seria algo mais pesado para carregar daqui pra lá em 40 dias de Europa. O que fazer? Duvida.

Junho 19, 2009   7 Comments

Dezenove sites essenciais na web brasileira

“Como em qualquer lista, foi uma escolha subjetiva. O gosto pessoal pesou mais do que um suposto valor objetivo ou crítico de cada um dos escolhidos. A Revista Bula apurou, num período de seis meses, as leituras de 51 colaboradores, compartilhadas pelo Google Reader. O resultado contempla uma série de 19 sites/blogs, de díspares perfis e tendências, mas que se tornaram referências por seus conteúdos, espécies de pérolas, em meio ao lixão da internet brasileira. Resenhas, ensaios, textos críticos e literários, sugestões de leituras, filmes, música, vídeos, links, humor, tecnologia. Em comum: o poder de manter-nos grudados numa tela de computador”.

O Scream & Yell é um dos 19 sites. Veja a lista completa aqui.

Junho 9, 2009   1 Comment

A perna mecânica do Rei

Você já descobriu o jornal “Sensacionalista”? Divirta-se.

“Amigos dizem que o cantor é tão supersticioso que se jogou debaixo de um trem e deixou a perna esquerda ser decepada só para acordar todo dia com o pé direito.” Leia mais aqui!

Maio 4, 2009   1 Comment

Sobre dias em silêncio e outras coisas

Estou inquieto, bastante inquieto. Uma das coisas interessantes de se envelhecer é que inquietude não pressupõe sair por ai dando porrada em todo mundo, enchendo a cara pelos cantos e ficar reclamando, reclamando e reclamando. Não que dar porrada, encher a cara e reclamar não tenham a sua importância em determinados momentos da vida, mas é que, agora, estou mais reflexivo, cuidando de minha amada gastrite e planejando mais as coisas dentro da minha cabeça. Talvez seja isso que dizem ser “experiência”, mas eu ainda sou um moleque… (risos)

Bem, fiquei emocionado com o show do Romulo Fróes (leia aqui) na quinta passada. Eu queria muito ver o De Leve, mas não tinha como sair do Teatro do Sesc Pompéia antes do show do Romulo terminar. Foi foda, muito foda. Na tarde da quinta papeei sobre jornalismo, internet, cultura pop e essas coisas que a gente gosta com o Alex e com o Vini, dois quartoanistas de jornalismo da Unip. Papo bom. Às vezes é bom lembrar os motivos de eu gostar de fazer o que faço. A Ligilena voltou de viagem e trouxe das Zooropa um Doritos Tex-Mex pra mim (ela fala sobre a viagem que fez aqui). E o Guab tocou duas da Marina na pista da Neu na quinta (e eu acabei com a Leffe do lugar… ok, só tinha duas, mas eu acabei).

Na sexta, eu e Lili adiantamos ainda mais nossos projetos de viagem. Além de garantirmos passagens (de avião e trem) para 90% dos trechos longos da viagem, agora já temos reservas em hotéis/albergues de Roma, Florença, Veneza, Bruges e Berlim. Falta acertar os detalhes do apartamento que escolhemos em Paris e cuidar do último trecho da viagem, na Espanha. Aliás, das coisas que a gente faz por amor: Lili conseguiu uma semana a mais de férias, e eu diminui a minha viagem em uma semana para que possamos voltar juntos de Madri para São Paulo. Ou seja, Leste Europeu, nos vemos mais para a frente.

Sobre a Virada Cultural, me concentrei no palco brega, e vi algumas coisas perdidas. Como tinha comentando antecipadamente, a fraca escalação deste ano não prometia grandes emoções, mas até que as coisas rolaram legais – dentro de suas possibilidades. Ponto negativo para a organização que não serviu a cidade com um número decente de lixeiras, o que transformou o centro da cidade em um lixão a céu aberto. Ponto positivo para o palco brega, com uma programação bem bacana, e para o palco Raul, que eu mesmo não cheguei a ver, mas que achei a idéia bacana. Falo mais da Virada durante a semana.

Pra hoje, novidades bacanas do Pato Fu por aqui. Aguarde.

Maio 4, 2009   3 Comments

No meio da madrugada

… um texto do Forasta (meu caro, vou cobrar a cerveja com porção de calabresa depois)

“Não gostar de Roberto Carlos, do que interessa de Roberto Carlos, é como não gostar de arroz e feijão, de paçoca, de garapa - é antibrasileiro.” Mais aqui

Abril 23, 2009   1 Comment

Acho que é isso

Ainda preciso acertar alguns pequenos detalhes deste novo lay-out, mas acho que é isso. Posso confessar um toc? Então, eu odeio textos não justificados. (risos). Só preciso descobrir como justificar os textos do blog sem que o comando no html justifique os textos das barras laterais, que fica feio pra cacete. Além, preciso descobrir como estender a caixa de texto, que não está ocupando o espaço do tamanho da foto. Falta entrar a listinha dos Melhores do Ano atualizada e acho que já podemos partir para outra. Então, gostou desse novo lay-out? Confesso que estava acostumadíssimo com o outro, e que estou achando este um bocadinho poluído, mas é bom mudar, né. A gente vai, muda o sofá de lado, ajeita a mesinha no canto, arrasta as plantas para o outro lado da sala, e parece que a casa é nova. Um pequeno exercício para combater a acomodação.

Março 16, 2009   4 Comments

Homens trabalhando…

Estou escolhendo um novo lay-out para o blog, pois faltam algumas features importantes neste que uso para que eu possa casa-lo à perfeição com o novo Scream & Yell. Então não se assuste se entrar aqui em casa e tudo estiver bagunçado. Faz parte. Por enquanto, estou completamente apaixonado pelo Neoclassical 1.0, mas estou brigando para descobrir como aumentar o tamanho da caixa de texto para que as fotos caibam perfeitamente. Vou tentar mais um pouco. Se não rolar, abandono ele e parto para outro. Vamos ver.

Março 15, 2009   6 Comments

Sou fã do Pequeno Profeta

Março 3, 2009   1 Comment

RSS, Clash, Cure e Smiths

O Mauricio, da revista Movin Up, testou colocando o RSS do Scream & Yell 2.0 na barra lateral de seu site e funcionou. Então, já está na hora de divulgar bem tanto o RSS do Scream quanto o deste blog, pois a idéia é deixar os textos cri-críticos pra lá e postar aqui só o lenga-lenga da vida e algumas bobagens rapidas. Por enquanto estou postando os textos de cinema e este último de teatro nos dois lugares, mas a idéia é fazer como na 500 Toques, que só está lá. Inclusive, já tem duas coluninhas postadas… uma sobre The Smiths, The Clash e The Cure (aqui) e outra sobre as coletâneas “Álbum Branco 40 Anos”, “DIS 1″ e “Pero ese olor en cuarto del piano fue el primer perfume que necesitó en su vida” (aqui).

Guarda ai os RSS:

rss_logo.jpg RSS Scream & Yell 2.0

rss_logo.jpg RSS Calmantes com Champagne - Blog de Marcelo Costa

Março 2, 2009   4 Comments

Discutindo o mercado de música

O Ronaldo Evangelista já havia me passado esse link no começo do mês, e na correria deixei para dar uma espiada só hoje. Coisa fina. André Bourgeois (que cuida de gente como Céu e Curumin nos States), Juliano Polimeno (que lançou o Cérebro Eletrônico), Mauricio Tagliari (toca a YB de forma artesanal), Pena Schmidt e Carlos Eduardo Miranda (além do próprio Ronaldo) marcaram encontros mensais nos estúdios da YB para discutir o mercado de música. O Ronaldo explica melhor aqui, mas você pode assistir aos sete vídeos (até o momento) do bate-papo aqui. “Estou tateando para ver o que dá”, diz Juliano Polimeno sobre as apostas de sua gravadora, a Phonobase. “Há dez anos atrás havia um modelo, hoje não”, diz Mauricio Tagliari. “A gente é louco. Estamos aqui sentados em uma sala sem ar-condicionado no verão discutindo mercado. A gente é louco. Quem é bundão vai fazer outro negócio. Vai no Big Brother para ver se tu entra. Quer? Tem que lutar, tem que inventar, ter idéia boa, achar um jeito de furar o bagulho. É isso”. Assista aos vídeos aqui.

Leia também:
- “A Nova Idade Média”, por Marcelo Costa (aqui)

Dezembro 29, 2008   1 Comment

Links, fotos e algumas histórias

Tenho uma amiga muito querida que num de seus e-mails de final de ano falava com alegria sobre as “aquisições” de amizades que tinha conseguido no ano que passou. Eu conheci muita gente especial neste ano, entre estes, o Carlos (companheiro de shows na Europa e fonte inesgotável de dicas sobre viagens) e a Camila, que acaba de fazer um blog para dividir dicas de viagem e contar outras coisinhas (ainda vou pedir para ela descrever o show de quase 3h do Leonard Cohen que ela viu por lá). Acompanhe os Pensamentos Inadequados dela por aqui:

http://pensamentosinadequados.blogspot.com/

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A Cristal me procurou uns meses atrás animada com o conteúdo do Scream e da Calmantes. Ela queria escrever um perfil do site para o seu blog, o Feijoada com Laranja, e publicou ontem. “O blog, escrito por Marcelo Costa, um paulistano bem despretencioso, é uma coleção de boas dicas de bandas, livros, shows e filmes que devem entrar na lista de “preciso ver” de qualquer viciado em coisas boas”. Cristal, gostei do paulistano despretensioso. :) O Feijoada com Laranja traz muitas dicas legais de blogs, sites, discos, filmes e tudo aquilo que a gente gosta. Confira:

 http://feijoadacomlaranja.blogspot.com/

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Pra fechar: uma das minhas fotos de Paris, do Forum de Halles, foi selecionada - e liberada via Creative Commons - para a sexta edição do Schmap City Guide Paris. Você pode vê-la aqui e ou então baixa-la para o iPhone/iPod, conforme imagem abaixo. Bacana, apesar de que minha foto preferida de Paris seja essa.

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Doces variações sobre o mesmo tema:

“Quando eu era criança, eu não gostava disso. Agora eu gosto”.
Gabriela, a sobrinha, do alto de seus 8 anos de idade

“Eu estou forte, bem. Acho que a minha velhice vai ser bem saudável”
O avô de uma amiga do alto de seus 85 anos

Dezembro 27, 2008   1 Comment

O novo Scream & Yell

Sem muitas delongas: após completar oito anos no ar em novembro, começa a se desenhar o novo lay out do Scream & Yell. A página que está no ar é um mero rascunho e muita coisa vai mudar ali. Ainda preciso formatar as categorias, arrumar o rss, entender como se edita a capa, mudar a cor do fundo e fazer um milhão de pequenos acertinhos, mas como esse blog estreou sua versão 2.0 totalmente aos barrancos, natural que o Scream siga o mesmo caminho.

Exibo o rascunho do lay out, pois a partir desta semana alguns textos devem entrar por lá enquanto corrijo o acervo post a post importado da coluna Revolution. Calma: meu negócio é escrever, mas espero entrar em 2008 com um site com melhor usabilidade, arquivamento e busca (e mais algumas coisas). Estou namorando dois lay outs e os testando no formato magazine dentro do site. Quando tudo estiver ok (será neste século?), passa a ser capa principal. A criança ainda está chorando então cuidado…

http://screamyell.com.br/site/

Dezembro 8, 2008   9 Comments

Rock independente, webjornalisno e Madonna

O Lucas, o Mauricio e a Julianne me enviaram perguntas nas últimas semanas acerca de alguns assuntos bacanas, que tomo a liberdade de reproduzir abaixo:

1) O rock independende brasileiro passa por um momento de grande boom para as bandas, produtores e criação de selos independentes, devido ao surgimento de mídias alternativas. Essas mídias digitais colaboram na divulgação e facilitam o acesso de determinado segmento (que se identifica com determinadas bandas) a terem o acesso as músicas (através de download de CD´s completos, vídeos no You Tube, sites e blog entre outros); além de manter atualizado determinado público quanto à agenda de shows, histórico da banda entre outras informações. A interatividade, que marca a  mídia digital e a nova forma de divulgação atinge os objetivos de quem se lança numa diferenciada experiência musical e mercadológica (no intuito de se vender uma música em que se acredita)?

Acredito que sim, mais até que em outros tempos. Primeiro: agora você elimina o atravessador, o lojista, e fala direto com seu público. Segundo: você sabe o preço certo do seu produto que, com certeza, será mais barato do que se fosse vendido por um grande conglomerado de comunicação. O problema é que o alcance ainda é mais restrito. Essas novas mídias digitais, em países como o Brasil, não tem a força de uma rádio e de uma TV, então no quesito divulgação a coisa toda ainda está meio lenta, mas tende a melhorar.

2) Uma das polêmicas após o surgimento do MP3 era a de que com a liberdade do usuário poder “baixar” os CD´s completos prejudicariam a venda dos mesmos. Muitos acreditam que esse era o fim do formato CD. Mas no meio do rock independente o MP3 só veio a colaborar com as bandas para divulgarem seus trabalhos sem precisarem lançar um CD. Comente acerca da relação do artista com as grandes gravadoras e do consumo cada vez menor de CDs devido a facilidade do MP3.

Bem, ainda não há um estudo cientifico que afirme que a baixa das vendas de CDs seja culpa do MP3. A pirataria, por exemplo, pode ser a maior culpada. No caso da web existem muitos casos que provam o contrário, CDs que foram baixados antes do lançamento e que bateram recordes de vendas. O problema, na verdade, é mais no futuro do que no presente. Quem comprou CD e vinil sempre irá comprar. Mas a molecada que cresceu baixando música será que um dia irá pagar por ela? Por outro lado, será que os artistas não estão mal acostumados com um modelo de mercado que existe há mais de 50 anos e que já está ultrapassado? Para mim, o futuro dos artistas será ganhar dinheiro com show, não com CDs. Como disse um jornalista espanhol sabiamente, “na época em que se compra menos CDs, se ouve muito mais músicas”. E é esse o lance. Quem está chorando é quem ganhava muito dinheiro e agora irá deixar de ganhar. Parodiando a frase de um famoso apresentador, quem sabe faz ao vivo. E vai viver disso. 

3) Na atualidade existe a possibilidade de que o rock independente cresça a tal ponto que ele se torne mais um produto nas mãos das multinacionais e das majors? As grandes gravadores poderiam demonstrar interesse em transformar isso num grande negócio? As bandas se renderiam?

Não existe isso de se render, é folclore demais. Nirvana se rendeu por que assinou com a Geffen? De maneira alguma. Estamos caminhando cada vez mais para a liberdade artística. O cara grava o CD em casa (ou num estúdio alugado), produz e entrega a máster pronta para a gravadora, que se interessa ou não em lançar o produto (com o Pato Fu e várias medalhões da MPB já vem fazendo). As gravadoras só vão na onda. Se o Vanguart estourar nacionalmente vão pintar dez cópias de Vanguart no mercado, e as gravadoras vão vendê-las e todo mundo vai ganhar dinheiro e ficar feliz. Menos as outras bandas que não soavam como Vanguart e continuam no underground. E esse exemplo pode ser adaptado dezenas de vezes.

4) No começo dos anos 80, no Brasil, começavam a surgir as primeiras bandas independentes, os primeiros produtores e selos voltados para esta produção, principalmente nas grandes cidades, a exemplo de São Paulo e Rio de Janeiro, que  encontravam um público maior e “mais aberto” a experimentalidade desses músicos. A maior parte deles, influenciados ainda pela contracultura, procuravam novos caminhos para fazer sua música “acontecer”. Em sua opinião o espaço da internet é correlato a este momento anterior do cenário musical independente? Quais são os prós e os contras das mídias digitais em relação a divulgação e comercialização de novas tendências musicais?

Não daria nem para dizer que eram bandas independentes aquelas nascidas no começo dos 80. Era uma coisa underground por obrigação, não por opção. Tanto que a maioria delas (inclusive os punks) assinaram com grandes gravadoras e tiveram seus discos lançados. É um momento bem diferente agora. Tem muita banda atual que não quer assinar com uma gravadora porque quer ter domínio total sobre sua carreira. Quantos aos prós e os contras, para mim só existem prós: você pode montar um site com custo baixíssimo ou disponibilizar as suas canções em um site que as hospede gratuitamente (tipo My Space e Trama Virtual). Isso já é divulgação. A comercialização é uma outra coisa que precisa ser adaptada e repensada para os novos tempos. Vivemos uma nova idade média com a vantagem que agora os músicos podem gravar CDs e vende-los para seu público, enquanto lá atrás eles tinham que ir de cidade em cidade se apresentando, e ganhavam dinheiro só com o show que faziam, e não com os discos. Agora o cara lança uma música hoje e amanhã já vai ter gente no show cantando. O National, que veio ao Tim Festival, agradeceu à internet, pois ela possibilitou a vinda da banda ao Brasil, um país que nunca teve um disco deles lançado aqui. Eles ganharam dinheiro com os discos? Não. Eles ganharam dinheiro para virem fazer shows aqui. O mundo precisa se adaptar a isso. Enquanto ficar tentando ajeitar um modelo antigo em um novo negócio estará perdendo tempo. E tempo, todos sabem, é dinheiro.
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1) Como você analisaria a experiência do jornalismo cultural na internet? Em relação a outras mídias, o que ela traz de mais interessante e quais os seus problemas?

A internet permite a união de várias mídias, e isso é sensacional. Uma pessoa pode falar de um show, colocar fotos, vídeos e ainda receber comentários rápidos de outras pessoas que também foram neste show. Ou seja, a interatividade e a união das mídias são dois fatores importantes que favorecem o uso da web.

2) A internet mudou muito desde o início do Scream & Yell até hoje. Como isto afetou o conteúdo e o site num todo?

Afetou muito, e pra melhor. A velocidade aumentou de oito anos pra cá e, principalmente, as ferramentas de edição permitiram que eu melhorasse algumas coisas como o transporte do blog que eu fazia em html dentro do site para o wordpress, que permitiu uma atualização mais rápida e maior contato com os leitores.

3) De que modo a interação com o leitor interfere no seu trabalho? Você leva isto em conta para definir pautas e reportagens?

A interação intefere de várias maneiras. As melhores são quando alguém aparece para corrigir alguma informação que eu eventualmente tenha me equivocado, ou mesmo completa-la. Em vários casos, a discussão nos comentários do texto esclarecem pontos que ou ficaram obscuros ou mesmo serve para verificar se aquilo que eu queria propor com o texto funcionou. E acaba, em poucos casos, ajudando na pauta, mas é mais corriqueiro.
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1) Na sua opinião, o que fez a Madonna se manter no topo por tanto tempo?
 
É muito difícil mensurar isso, mas acredito que tenha sido seu carisma aliado a um alto conhecimento de mercado e indústria, juntando a isso a sua constante adaptação ao que está em voga no momento através de parceiros e produtores.

2) Como você entende essas mil faces da Madonna? Autenticidade, estilo ou alguma espécie de tendência de mercado mesmo, como um produto rentável?
 
A Madonna é extremamente rentável, quanto a isso não a dúvida. E essas mil faces são um choque dessas coisas que você citou, internas e externas: autencidade e estilo (coisas delas) com o mercado e o momento histórico que vivemos (coisas do mundo). Desse choque nasce o personagem Madonna.

3) Musicalmente, quais são os méritos e os deméritos da Madonna?
 
Atualmente, seu maior mérito é também um demérito: ao procurar se atualizar sempre buscando o “produdor do momento”, ela se afasta das caracteristicas próprias de compositora que ela tinha nos anos 80 e começo dos 90. Ou seja, ela passa a ceder mais ao mercado ao invés de tentar fazer com que o mercado ceda a ela.

4) Na sua opinião, qual é o melhor e o pior trabalho dela?
 
Admiro seus trabalhos dos anos 80. Coisas como Into The Groove, Like a Virgin, Lucky Star e Material Girl são eternas. As baladas, que ela abandonou nos anos 00, também eram estilosas. Acho que a sua última grande canção foi Music. Na outra ponta incomoda a repetição de American Life, Confessions on a Dance Floor e Hard Candy, nenhum deles um disco totalmente ruim, mas que pouco evoluem de um trabalho para o outro.

5) O que a Madonna representa hoje pra música pop?

Ela é a principal artista do mundo (já que Michael Jackson se aposentou). Ela ainda consegue chocar, mexer com as pessoas. Como escrevi na resenha sobre o disco Hard Candy: “Aos 50 anos, ela viu nascerem dezenas de “filhas”, e até beijou na boca a mais famosa (incesto é tão Madonna), mas continua dando as cartas no mundo pop”. É isso, ela continua dando as cartas.

Novembro 7, 2008   5 Comments

Blog do André Forastieri

Muito tempo atrás, acho que numa das últimas vezes que falamos algumas coisas à sério na brincadeira (hehe), comentei com o Forasta que ele devia lançar um livro com seus melhores textos nos moldes da coleção Iê, Iê, Iê, da Conrad. Ele deu uma resposta evasiva e saiu pela tangente, mas chega agora com um blog em endereço próprio que pretende reunir seus textos para diversas publicações.

Sintomaticamente, recebo a notícia do blog no mesmo momento que um leitor me manda um e-mail especial, daqueles que a gente tem que ler com os pés no chão e com uma tremenda responsabilidade: “Oi, Marcelo. Sou estudante de comunicação e blogueiro, e pretendo ser como você quando crescer”. O que posso dizer é: deixe-me de lado e vá direto à fonte:

http://andreforastieri.com.br/

E ferro na boneca!

Novembro 3, 2008   No Comments

Enquanto isso, no trabalho…

Já vazou para alguns lugares, e pra mim já nem é nova de tanto que a olhei nas últimas semanas, mas dá uma espiadinha na nova capa do iG antes da estréia oficial: http://www.ig.com.br/tour/

Março 20, 2008   No Comments

Os 21 Blogs Definitivos

Em outubro, a Revista Bula publicou uma pesquisa com usuários de web que pretendia verificar quais são os blogs mais influentes do Brasil. Na ocasião, a Revoluttion (coluna que mantenho em formato de blog no iG Música) ficou com a 20ª posição (o compadre Inagaki foi o grande vencedor com seu excelente “Pensar Enlouquece“).

Agora, a Bula publica uma pesquisa definitiva de caráter científico, aumentando o número de participantes e dividindo o Brasil em regiões. Foram ouvidas 704 pessoas em diferentes regiões como: Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza, Distrito Federal, Goiás, Amazonas e Tocantins. O compadre Inagaki apareceu no topo novamente, e a Revoluttion caiu fora, mas este Calmantes com Champagne que você está lendo apareceu na 19ª posição… :)

Na boa: devem existir ao menos mais uns 100 blogs mais influentes e interessantes que este daqui, mas fico feliz com a lembrança e a leitura.

Veja o resultado completo da nova pesquisa aqui:
http://www.revistabula.com/page3.aspx

Novembro 23, 2007   2 Comments

Quanto vale o novo disco do Radiohead?

Ôôôôôôô, quanto vale o show, Lombardi?
Quer pagar quanto, Sílvio?

Direto ao ponto enquanto o garçom traz uma cerveja escura: o Radiohead é a melhor banda do mundo, e isso já faz dez anos, mais precisamente desde quando Thom Yorke e cia jogaram o arrebatador “Ok Computer” (ainda em formato real, CD mesmo) nas lojas. E 1997 parece tãoooo distante. Foi o ano que Woody Allen chocou o mundo ao se casar com sua enteada, Soon-Yi; o mesmo ano em que Xuxa anunciou sua gravidez; e em que Fernando Henrique Cardoso estava exercendo a metade de seu primeiro mandato como Presidente de uma República chamada Brasil (ou seria Eldorado?).

De lá pra cá quando se fala o nome de Woody Allen ninguém pensa mais em Soon-Yi, mas sim em Scarlett Johansson, atual musa do diretor em seus filmes recentes (principalmente no excelente “Match Point”); Sacha, a filha de Xuxa, já ganhou capa “solo” de Caras versando sobre seu aniversário em que rolaram Bonde do Tigrão, “Ilarie” e outras pérolas; e Luis Inácio Lula da Silva (quem diria) já está no meio de seu segundo mandato. O Corinthians era 17º no Brasileirão de 1997 e está em 18º no deste ano, o que prova que nem tudo muda, não é mesmo.

Mas o que aconteceu com o Radiohead? A rigor, a fama e o sucesso conquistados com “Ok Computer” deram um nó na cabeça dos integrantes da banda, que precisaram aprender em um ano o que o R.E.M. teve uma década para decorar – e o que levou Kurt Cobain para o lado de lá da força em apenas dois anos: a maneira certa de lidar com a mídia e a indústria. O resultado desse curso rápido e intenso pode ser verificado no excelente documentário “Meeting People Is Easy”, que flagra o momento exato de uma banda se libertando do mercado fonográfico (e de si mesma, por que não).

Os próximos passos foram óbvios: discos impopulares que serviram para despistar a mídia enquanto o público iniciava uma idolatria sobre o quinteto cujo altar passou a ser a Internet (nada mais normal para uma banda que cravou “Ok Computer” como nome de disco). Shows, aparições em TV, letras, entrevistas e tudo o mais superlotou a rede com informações passo-a-passo do grupo britânico. “Kid A” (2001) foi um dos primeiros álbuns a ser vazado em larga escala na Web (bons tempos do Napster), o que não atrapalhou sua escalada normal nas paradas nem diminui as filas para os shows do Radiohead, muito pelo contrário.

Seis anos e dois álbuns oficiais depois (”Amnesiac” – também conhecido como “Kid B” – e o político “Hail To The Thief”), o Radiohead pára o mundo pop com o anúncio de um álbum novo de forma totalmente inusitada: na segunda-feira passada (01/10), o site oficial do grupo avisava que a partir do dia 10/10 estará á venda “In Rainbows”, sétimo álbum de inéditas da banda. Não bastasse o anúncio surpreendente, o modo de vender o trabalho também é inovador: “In Rainbows” terá venda online com dois meses de antecedência no site oficial (www.inrainbows.com) e o ouvinte irá pagar pelas músicas o valor que ele quiser pagar. No dia 03 dezembro, uma versão real do álbum será vendida por 40 libras (aproximadamente R$ 150) e conterá um disco duplo de vinil, um CD multimídia com todas as nove faixas deste primeiro lançamento mais sete faixas extras, fotos, arte e letras. Uau.

O que tudo isso significa, caro leitor? Não só que o Radiohead continua sendo uma banda à frente de seu tempo, mas que as gravadoras como nós a conhecíamos estão com os dias contados – agora mais do que nunca. Porque “In Rainbows” não será lançado por nenhum grande selo. O contrato da banda com a poderosa EMI/Parlophone terminou em 2005 e desde então o Radiohead tem o “passe livre” na música pop. Essa estratégia doida de lançamento de “In Rainbows” cheira a revolução. Pense: não estamos falando de qualquer banda, mas sim da principal banda do mundo (e não sou eu apenas quem diz isso; qualquer tablóide de qualquer canto do mundo carrega nas tintas em relação ao grupo de Thom Yorke). A estratégia do Radiohead de se desamarrar das gravadoras pode demarcar uma nova era no modo de se negociar música pop, e para uma indústria que já perdeu a batalha do MP3, a derrota digital no modo de se negociar canções pode significar o fim da guerra – e de um abusivo controle sobre a obra artística musical de décadas e décadas.

A importância de “In Rainbows” para a música pop é muito mais teórica do que prática. Não que o valor de suas músicas seja inferior em qualidade a sua importância histórica, mas a estratégia de lançamento tende a causar um burburinho que poderá colocar as canções em segundo plano. É um fato, ainda mais se levarmos em conta que das dezoito canções anunciadas para o álbum, só quatro são realmente inéditas: “Weird Fishes”, “Faust Arp”, “MK 1″ e “MK 2″. As outras catorze canções e meia (incluindo a metade da faixa quatro, “Arpeggi”) circulam pela rede – em excelente qualidade e diferentes versões – faz meses. Ou seja, “In Rainbows” já chegará ao tocador de MP3 do fã como um álbum conhecido, que ele terá ouvido muito mais do que vários discos reais lançados neste ano. Apesar da palavra final em termos de arranjo e letras ser dada apenas no dia 10, “Bodysnatchers”, “15 Steps” e “Down Is the New Up” (por exemplo) podem ser ouvidas em alta qualidade agora-neste-momento-já na Internet.

E ouvindo estas versões das novas canções, à primeira impressão é de que os arranjos continuam fundindo rock e eletrônica, mas a guitarra de Jonny Greenwood está muito mais presente no som da banda (”Bodysnatchers”, “Down Is the New Up”, “Up On The Ladder”), embora existam momentos calmos/líricos (”All I Need”, “Videotape”, “4 Minute Warning”). Nas letras, Thom Yorke novamente dá sinais de querer se desvencilhar do cargo de Messias: “Eu não tenho a mínima idéia sobre o que estou falando / Estou preso neste corpo e não posso sair”, canta no refrão de “Bodysnatchers”. Porém, ele nunca foi tão direto quanto em canções como “House of Cards” (”Não quero ser seu amigo / Quero ser seu amante”) e “All I Need” (”Eu sou todos os dias / que você escolhe ignorar / Você é tudo que eu necessito”). O que permanece nas letras, no entanto, é um forte sentimento de inadequação que agora também se confunde com partida: “Esta é minha maneira de dizer adeus / Porque eu não posso fazer isso cara-a-cara”, canta Thom em “Videotape”; em “Weird Fishes/Arpeggi”, o protagonista se compara a um peixe que planeja escapar; em “4 Minute Warning” o personagem quer se esconder dos bombardeios.

Entre letras e músicas em versão bootleg fica quase impossível cravar uma avaliação da qualidade de “In Rainbows”, mas as onze canções disponíveis permitem algumas pequenas certezas: “In Rainbows” parece um “Hail To The Thief 2″ da mesma forma que “Amnesiac” parecia um “Kid B”. Não parece destacar nada que venha a fazer do álbum algo tão importante quanto “Ok Computer”, e talvez nem precise mesmo. O Radiohead já caminha faz tempo à frente do mundo pop. Sua estratégia de divulgação, no entanto, deve dar uma chacoalhada em todo o cenário, entrar para a história e abrir um novo caminho no modo de se comercializar música. Acredite: é algo muito importante porque lida com as relações entre um determinado artista e seu público. Na prática, ninguém precisa pagar para baixar as músicas de “In Rainbows”, afinal elas vão estar em programas de trocas de arquivo e blogs de MP3 minutos após serem colocadas à venda no site oficial. A grande sacada, no entanto, é a banda depositar sua confiança sobre seu público. Pode ter certeza que muita, mas muita gente mesmo vai pagar pelo álbum. Pelo simples prazer de se apoiar uma idéia original e que respira a revolução. Quanto vale? Bem, o preço é o de menos, mas estive pensando em quanto vou pagar, e acho que, Seo Silvio, o show vale US$ 5, algo em torno de R$ 10, para mim um bom preço sobre um CD que virá sem capa, encarte, letras e um material tateável que me faça sentir sua real existência.

Pago com prazer e vou ficar torcendo para que daqui dez anos o Radiohead ainda me surpreenda com boas músicas e atitudes acima de qualquer suspeita. Vou esperar, também, que Woody Allen permaneça vivo e filmando, que Sacha chegue as vinte anos sendo matéria de capa da Bravo ou da EntreLivros (hehehe) e que os futuros presidentes dessa Eldorado chamada Brasil consigam nos devolver a fé não só nos partidos políticos, mas nas pessoas mesmo. Ok, Corinthians campeão do mundo, mas ai seria pedir demais. Realmente, acho que só posso contar com as mãos do cinema de Woody Allen e o abraço da música de Thom Yorke e seus amigos. Será que as gravadoras vão existir/resistir até 2017?

Tracking List: - CD 1 (10/10)
“15 Step”
“Bodysnatchers”
“Nude”
“Weird Fishes/Arpeggi”
“All I Need”
“Faust Arp”
“Reckoner”
“House of Cards”
“Jigsaw Falling Into Place”
“Videotape”

Disco bônus: (03/12)
“MK 1″
“Down Is The New Up”
“Go Slowly”
“MK 2″
“Last Flowers”
“Up On The Ladder”
“Bangers and Mash”
“4 Minute Warning”

Leia Também:
- Amnesiac, uma merda ou uma pérola, por Marcelo Costa (02/2002)
- Hail To The Thief, Planeta Terra “2+2=5″, por Marcelo Costa (06/2003)
- Com Lag, Radiohead sombrio e futurista, por Marcelo Costa (10/2004)
- RADIOHEAD - IN RAINBOWS - SITE OFICIAL

Outubro 5, 2007   1 Comment

Os Melhores Blogs do Brasil

Recentemente uma campanha publicitária do jornal O Estado de S. Paulo gerou a ira e a reação enfurecida de blogueiros e leitores. A campanha - que supostamente teria chamado blogueiros de macacos - provocou o primeiro grande debate sobre o fenômeno dos blogs no Brasil. Aproveitando a polêmica e a mania de listas, a Revista Bula perguntou a 400 usuários da web quais são os blogs mais influentes do Brasil. Como regra, um único critério: cada participante poderia indicar um número máximo de cinco blogs. Participaram da pesquisa jornalistas, escritores, publicitários, alunos e professores da UNB, UFG, UEG, UEL, UFMG, UFRJ, USP. Dos 400 questionários enviados, 327 obtiveram respostas. A pesquisa foi feita em parceria com o Laboratório de Pesquisas de Opinião Pública e de Mercado da UEG/GO e não tem valor científico.

Em primeiro lugar apareceu o compadre Inagaki com seu excelente “Pensar Enlouquece, Pense Nisso”; em segundo, o blog do Daniel Piza no Estadão; em terceiro, Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim, no iG; em 20º, Revoluttion, deste que vos escreve, no iG. :)

Os 21 blogs listados: http://www.revistabula.com/service35.aspx

Outubro 5, 2007   1 Comment