Rio de Janeiro -> Amsterdã

“Tem internet wi-fi aqui”, pergunto no setor de informações do aeroporto Galeão, no Rio. “É free, mas só na sala de embarque. Você precisa do número do seu e-ticket”, diz a atendente. São quase 18h e tenho 40 minutos para fazer a minha declaração de imposto de renda (sim, atrasada). Na sala de embarque, tento de todas as formas logar no site da Infraero com o número do meu e-ticket, do meu passaporte, minha data de aniversário, as dezenas de Lost, sem sucesso. Desisto e no fim das contas pago R$ 9 por duas horas. Funciona, e rápido.
Enquanto estou ali, lançando números na declaração (ano passado declarei no primeiro dia, e não recebi até hoje: dados desencontrados no relatório, coisa de… R$ 10), uma loirinha pergunta do “wi-fi free”. Ela é loirinha, está com mais três amigas, e parece canadense. “Tem, mas não consegui logar”, digo. “Estou usando a internet paga”, aviso. Ainda assim passamos uns bons cinco minutos tentando logar no celular dela, sem sucesso. Ela agradece, em inglês, e desembesta a falar com as amigas, em alemão. Canadense? Wi-fi Free? Bem, como diz a hastag: #querovernacopa.
Existem poucas coisas no mundo mais cansativas que uma viagem Brasil / Europa. No meu caso é um pouquinho mais desagradável, pois a pressão da altitude castiga meus joelhos, que passam mais de 10 horas latejando, uma tortura com final feliz, afinal, a viagem, o roteiro, a experiência como um todo compensa, mas ainda assim é uma tortura. É o preço (ainda bem que nunca desejei ser astronauta, piloto de avião e/ou nem sou Donald Trump, que deve voar cinco vezes por semana).
Nunca tinha viajado de KLM (no computo pessoal, três vezes de Iberia, que é ok – e tem Mahou, uma bela cerveja madrilena – uma de Air France e uma de Lan Chile), e fiquei bem satisfeito. Os bancos me pareceram mais espaçosos, e no fim das contas, numa viagem tão longa quanto esta, espaço para esticar as pernas é bastante desejável. A comida é aquela coisa (a da Air France me pareceu melhor) e a cerveja é Heineken (o vinho é chileno). Já que estamos aqui, bora.
A seleção de filmes da programação está bem boa, com alguns títulos recentes que perdi no cinema (o que me faz deixar Mad Men S05E10 na reserva, até para economizar a bateria do lap), e fico entre “Albert Nobs” e “Jovens Adultos”. Opto pelo do Jason Reitman, com roteiro da Diablo Cody, que parece ter ser sido ignorada pelas garotas populares na época do colégio, e decidiu descontar tudo agora com um filme afiado e deliciosamente cínico (uma porrada com luva de pelica).
E por mais que o personagem principal seja uma babaca que vira e mexe encontramos aqui e ali (não só em Minneapolis, qualquer cidade tem bons exemplares da espécime), não deixa de ser tocante ver Charlize Theron voltando a fita K7 no carro, deixando a microfonia invadir o ambiente, e cantar “The Concept”, do Teenage Fanclub (não bate as cenas dela em “Celebridades“, de Woody Allen, mas é… especial). Jason Reitman e Diablo Cody conseguem sustentar seu retrato perverso de líderes de cheerleaders e não cedem até o final – brilhante.
Agora, Amsterdã. A conexão para Londres foi cancelada, e encaixaram os “brasileiros” num voo das 15h (o original era 13h25). Quero ver na Copa. Ops. O bom foi que a folguinha permitiu conhecer essa Tiger abaixo (uma lager fraquinha, fraquinha) e corrigir logo na sequencia com um pint de Palm direto da torneira. Wi-fi free em Amsterdã funciona. Por uma hora, mas funciona. Agora a gente se vê em Londres.
Ps. Desculpa as fotos do celular
Ps2. Trouxe a Rebel XTI da Lili pra viagem. Vou aprender na marra
Ps3. Tocando Coldplay no bar do aeroporto…

Maio 23, 2012 5 Brindes
Caleidoscópicas, de Dulce Quental

Entre 2005 e 2008, Dulce Quental assinou no Scream & Yell mais de 40 textos abrigados sobre o chapéu “Caleidoscópicas”. Depois a coluna virou blog no iG, e ela seguiu seu caminho pelas ruas da internet. Boa parte dessas colunas (e algumas extras) estão presentes no livro que ela lança agora, cujo prefácio assino orgulhoso. O livro pode ser encomendado com Dulce no email “contato@dulcequental.com.br”. E, nesta semana, pode ser adquirido pessoalmente por quem for assistir ao bate papo com ela na V Jornada Internacional de Mulheres Escritoras”: Dulce Quental palestra no dia 23/05 com o tema “A Voz do Autor” no auditório do Sesc Consolação e depois no dia 25/05 em São José do Rio Preto (programação completa aqui). Como estarei no Velho Mundo, compareçam e deem um abraço nela por mim! : D
Maio 20, 2012 Encha o copo
Opinião do Consumidor: Rochefort

No século 19, a cidadezinha de Rochefort, na província belga de Namur, era um resort. Hoje, com aproximadamente 12 mil habitantes, Rochefort é a casa da Abadia de Notre-Dame de Saint-Rémy, fundada no século 13 por monges Cistercienses da Estrita Observância, famosos por sua vida espiritual e também por seus doces e por sua cerveja, que começou a ser produzida em 1595. Há cerca de 20 monges residentes no mosteiro, que guardam o processo de fabricação de cerveja a sete chaves. Com razão…
A Rochefort 6 é a de tampa vermelha e “apenas” 7,5% de graduação alcoólica. A cacetada de álcool marca presença no conjunto, mas não inibe os sentidos. O aroma é levemente picante e caramelado (com algo ainda de castanha). No paladar, o álcool se apresenta incrivelmente de forma tímida (o que pode derrubar muito bebedor metido a corajoso) com lúpulo e malte caramelado formando um conjunto interessante, mas não tão complexo. A 6, na verdade, serve mais como degrau para as versões 8 e 10. Ainda assim, uma bela cerveja.
A da tampinha verde é a Rochefort 8, uma versão turbinada da 6: no aroma, o mesmo picante e o mesmo caramelado, mas mais intenso: o álcool (que aqui chegam a 9,2%) marca presença envolto numa nuvem de melaço, chocolate, nozes, maça e frutas cítricas. O paladar segue a risca a complexidade de notas que o aroma explora com o álcool tocando delicadamente o céu da boca e marcando o gole até o fim. Daquelas cervejas que vão além… uma verdadeira experiência alcoólica. Simplesmente perfeita (e mais balanceada que a outras duas irmãs).
A terceira Rochefort é a 10 (tampa azul), com 11,3% de graduação alcoólica. Isso mesmo: 11,3%, mas não se preocupe: o álcool não atrapalha o conjunto. Ele está ali, intenso no aroma, mas são facilmente perceptíveis notas de caramelo, chocolate, ameixa, madeira e um picante que remete a pimenta do reino. No paladar, o primeiro toque deixa uma marca licorosa e um rastro de álcool que gruda no céu da boca e marca até o fim da garganta. Depois a gente acostuma, e tudo desce de forma suave, adocicada. Uma belíssima cerveja que, infelizmente, não se recomenda beber três seguidas (risos), mas deleitar-se com uma por vez.
Trazidas ao Brasil pela Casa da Cerveja, as Rochefort são… caríssimas. No entanto, ela anda aparecendo, ao menos em São Paulo, em vários empórios por preços entre R$ 8 e R$ 11. Seus preços normais, no entanto, transitam entre R$ 17 e R$ 25 a garrafa de 330 ml, e uma das vantagens dessa belga é que ela pode ser armazenada por até cinco anos (a validade desse trio acima era 27/07/2016!), mantendo a qualidade. A água para as cervejas é extraída de um poço situado no interior dos muros do mosteiro e os monges capricham na receita. É outro nível de cerveja, ou como diz um hastag que circula por ai, #cervejadeverdade.
Trappistes Rochefort 6
- Produto: Belgian Dubbel
- Nacionalidade: Bélgica
- Graduação alcoólica: 7,5%
- Nota: 3,94/5
Trappistes Rochefort 8
- Produto: Belgian Dark Strong Ale
- Nacionalidade: Bélgica
- Graduação alcoólica: 9,2%
- Nota: 5/5
Trappistes Rochefort 10
- Produto: Belgian Dark Strong Ale
- Nacionalidade: Bélgica
- Graduação alcoólica: 11,3%
- Nota: 4,87/5

Leia também:
- Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
- Leia sobre várias outras cervejas aqui
Maio 20, 2012 Encha o copo
Último detalhes da viagem
Na terça à noite embarco do Rio de Janeiro para Londres, com escala em Amsterdã (KLM). Faltam dois dias e meio e acho que 90% dos detalhes estão fechados. Falta ainda comprar os tickets para o Afghan Whigs em Amsterdã (está dificil!), aguardar as respostas dos hostels em Veneza e trocar uma passagem Madri/Barcelona por uma Barcelona/Veneza. E ainda tenho que cadastrar o ingresso que está sobrando do ATP em Londres em um site de vendas (e ai, não quer comprar não? - risos). Já comecei a separar umas peças de roupa. Amanhã já quero fazer um teste do que levar. Europa, tamo chegando.
Maio 19, 2012 1 Brinde
Los Hermanos ao vivo no cinema

O terceiro show do Los Hermanos em São Paulo em 2012, dia 31 de maio (os dois primeiros, esgotados, foram dia 10 e 11 de maio) terá um ingrediente especial: será transmitido ao vivo para 34 salas de cinema em 21 cidades do País.
Tanto os shows de São Paulo (quatro) quanto os de Belo Horizonte (três) e os do Rio de Janeiro (seis) estão esgotados, e a iniciativa permitirá que algumas pessoas que não conseguiram ingressos confiram a banda em tela grande, in loco.
Os ingressos para a exibição do show começam a ser vendidos ao preço de R$ 60 a inteira, R$ 30 a meia entrada na próxima quarta-feira, 23/05. O show será transmitido ao vivo a partir das 21h45 de 31/05. Confira as cidades:
- Belo Horizonte: Cinearte do Minas Shopping + Cinemark Savassi
- Brasília: Kinoplex Park Shop + Cinemark Pier 21
- Campinas: Cineflix Galeria Shopping
- Caruaru: Center Plex Caruaru
- Curitiba: UCI Palladium
- Florianópolis: Cinespaço Beira Mar Florianópolis
- Fortaleza: UCI do Shopping Iguatemi + Shopping Via Sul
- João Pessoa: Cinespaço MAG Shopping
- Juiz de Fora: UCI Independência
- Maceió: Centerplex do Patio Maceió
- Maringá: Cineflix Maringá Park
- Niterói: Cinemark Niterói
- Porto Alegre: Cineflix do Shopping Total
- Recife: UCI do Shopping Center Recife
- Ribeirão Preto: UCI Ribeirão Shopping
- Rio de Janeiro: Espaço Itaú Praia Botafogo + Kinoplex Tijuca + UCI New York City Center + Fashion Mall + Cinemark Botafogo + Cinemark Downtown
- Salvador: Cinemark Salvador Shopping
- Santos: Roxy Santos
- São José dos Campos: Cineflix Shopping Vale Sul
- São Paulo: Shopping Vila Olímpia + UCI Shopping Jardim Sul + Espaço Itaú Frei Caneca + Cinermark Santa Cruz + Cinemark Eldorado + Cinemark Market Place
- Sorocaba: Cinespaço Villagio Sorocaba
Informações -> http://www.cinelive.com.br/
Maio 19, 2012 Encha o copo
Opinião do Consumidor: Way Beer
A Way Beer é uma micro cervejaria artesanal localizada em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, que surgiu em 2010 e já arrebatou alguns prêmios. Em abril de 2011, por exemplo, a Way American Pale Ale foi eleita a melhor Pale Ale no 1º Prêmio Maxim de Cervejas Brasileiras. Além dela, a Way fabrica outros cinco títulos: Amburana Lager, Cream Porter, American Lager, Irish Red Ale e, desde o começo de 2012, a famosa (em Curitiba) Diabólica 6,66%. O lema da cervejaria é “rock your taste”. Vale muito encarar.
Começando pela campeã, Way American Pale Ale tem aroma floral e frutado com notas marcantes de lúpulo (que remetem a caramelo e também guaraná). Cheirosíssima. O paladar não é tão complexo quanto o aroma, mas ainda assim é bastante agradável com o lúpulo pressionando os adversários no campo de ataque. O malte até tenta algo no começo, mas logo é vencido pelas doses carregadas de lúpulo, que marcam com força essa cerveja. O final é de um amargor suave, mas constante que vai do céu da boca até a garganta. Excelente.
Assim como a Pale Ale, a versão Premium Lager da casa paranaense chama a atenção já no aroma, uma união de notas malte de caramelo e mel que surpreende e encanta ao abrir a garrafa. No paladar, o lúpulo parece ter saído para dar uma volta (de mãos dadas com a Pale Ale) deixando todo o território para o malte, que capricha no dulçor e na leveza, que seguem até o final. Uma bela Premium Lager nacional (que pode conquistar bebedores de boteco), suave e refrescante.
A Red Ale da Way acaba ficando em segundo plano no catálogo da casa, escondida sob a sombra do brilho da versão American Pale Ale. O caramelo dá as caras com vontade no aroma, e marca presença forte também no paladar, chegando até a sugerir melaço (com álcool marcando presença de forma discreta). É uma versão personal e mais domesticada das Red Ale tradicionais, que pode desapontar quem esperava uma cerveja mais robusta, e encontra uma cerveja mais terna no copo.
Assim que a tampa deixa a boca da garrafa da Way Cream Porter, o aroma característico da casa paranaense se faz presente, mostrando a personalidade da cervejaria (que tem muita relação com o uso caprichado do malte). E são eles, os maltes de caramelo tostados que remetem a café e chocolate amargo no aroma. O sabor segue a risca as notas flagradas pelo nariz mostrando que a Way fez uma bela homenagem às Porters tradicionais nessa versão bastante fiel ao estilo.
Para fechar, uma cerveja infernal famosíssima em Curitiba, a Diabólica 6.66 (de gradução alcoólica simbólica), uma IPA de responsa como manda o figurino. No aroma, os sete tipos de maltes que a receita promete fazem o serviço e brigam tapa a tapa com o lúpulo (principal estrela das indian pale ales), terminando no empate. No paladar, o lúpulo sai vencedor, mas ainda assim o amargor acentuado é comportado e bem temperado com o adocicado do caramelo do malte resultando em uma das melhores IPAs nacionais. Como o diabo gosta.
As cinco cervejas acima (faltou a Amburana Lager) podem ser encontradas com facilidade em bares especializados de Curitiba. Para outros Estados recomendo o Clube do Malte, onde essas belezinhas foram adquiridas entre R$ 8 e R$ 11. Vale citar ainda o tour que a Way oferece aos curiosos e fãs de cerveja: em abril, a cervejaria passou a abrir a fábrica (Rua Pérola, 331, Pinhais – Paraná) para visitas aos sábados e inaugurou uma sala de degustação para promover a cultura cervejeira (mais infos aqui). Se estiver de bobeira em Curitiba, recomendo: http://www.waybeer.com.br/
Way American Pale Ale
- Produto: American Pale Ale
- Nacionalidade: Brasil
- Graduação alcoólica: 5,2%
- Nota: 3,84/5
Way Premium Lager
- Produto: Premium American Lager
- Nacionalidade: Brasil
- Graduação alcoólica: 5,3%
- Nota: 3,33/5
Way Irish Red Ale
- Produto: Irish Red Ale
- Nacionalidade: Brasil
- Graduação alcoólica: 5%
- Nota: 2,81/5
Way Cream Porter
- Produto: Porter
- Nacionalidade: Brasil
- Graduação alcoólica: 5,6%
- Nota: 3,12/5
Diabólica 6,66%
- Produto: IPA
- Nacionalidade: Brasil
- Graduação alcoólica: 6,66%
- Nota: 3,66/5
Leia também:
- Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
- Leia sobre várias outras cervejas aqui
Maio 17, 2012 1 Brinde
Cinco fotos: Pisa
Clique na imagem se quiser vê-la maior
Faltou uma foto da Torre de Pisa inteira, né. Ok, está aqui. Também gosto desta, desta e desta aqui também
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- O rádio acaba de avisar: 35 graus na Itália (aqui)
Cinco fotos: Atacama, Atenas, Barcelona, Berlim, Bratislava, Bruges, Bruxelas, Budapeste, Chicago, Dublin, Florença, Istambul, Leuven, Londres, Madri, Málaga, Nova York, Parati, Paris, Praga, Roma, Salvador, Santiago, Santorini, São Francisco, São Paulo, Tiradentes, Veneza e Viena (aqui)
Maio 17, 2012 Encha o copo
Três vídeos: Cícero, Lucas e Thiago
“Ponto Cego”, Cícero (site: http://www.cicero.net.br/)
“Para Onde Irá Essa Noite?”, Lucas Santtana (www.lucassanttana.com)
“Não se Vá”, Thiago Pethit (site oficial: http://www.thiagopethit.com/)
Maio 16, 2012 Encha o copo
Radiohead na Rolling Stone Brasil #68

Rolling Stone nova nas bancas. O destaque é uma grande e excelente reportagem de sete páginas com o Radiohead, escrita por David Fricke (se você assistiu algum “Classic Albuns” já deve tê-lo visto). O jornalista rememora o último ano da banda pós “King of Limbs”, o recrutamento do sexto Radiohead, Clive Deamer, ex-baterista do Portishead, e dá um passeio pela história do grupo. Há ainda um ótimo bate papo de Paulo Terron com Brendan Benson em um estúdio de Nashville; Mariana Tramontina falando de Cícero; uma análise sobre o ECAD pelo chapa Leonardo Dias; Paulo Cavalcanti relembrando as memórias de Elvis e uma análise do rock argentino pós-Malvinas. Na sessão de resenhas tem texto meu sobre o belíssimo trabalho dos mineiros do Transmissor. Nas bancas.
Maio 16, 2012 Encha o copo
Europa 2012: roteiro fechado!

Acho que nunca fechei um roteiro tão em cima da hora, mas agora foi: bora ver Afghan Whigs no Paradiso, em Amsterdã. Ainda não consegui comprar o ingresso: a Ticketmaster holandesa não aceita cartões sul-americanos, então vou ter que ligar à noite pra lá e garantir os tickets.
Na verdade, estou comprando a possibilidade de ver Lee Ranaldo, que toca praticamente no mesmo horário do grupo de Greg Dulli no Primavera Sound. E, de quebra, ainda ganho o show do Guitar Wolf, que tocará em outra “sala” do Paradiso na mesma noite que o Afghan Whigs.
Depois, nada de pirações: dois dias e meio em Veneza, esfriando a cabeça e descansando as pernas em uma das minhas cidades preferidas no mundo (antes que alguém pergunte, o ranking pessoal ainda elenca Amsterdã, Cork, Paris, Praga, e Santorini). Ainda faltam alguns detalhes, mas o roteiro será esse:
22/05 - Rio de Janeiro / Amsterdã / Londres
23/05 - Londres - The Zombies
24/05 - Londres - Elvis Costello (Royal Albert Hall)
25/05 - Londres - I’ll Be Your Mirror
26/05 - Londres - I’ll Be Your Mirror
27/05 - Londres - I’ll Be Your Mirror
28/05 - Londres - Big Star
29/05 - Barcelona
30/05 - Barcelona - Primavera Sound
31/05 - Barcelona - Primavera Sound
01/06 - Barcelona - Primavera Sound
02/06 - Barcelona - Primavera Sound
03/06 - Barcelona - Primavera Sound
04/06 - Paris
05/06 - Paris - Guns ‘n Roses
06/06 - Luxemburgo - Lou Reed
07/06 - Cork
08/06 - Cork - Tom Petty
09/06 - Barcelona - Stone Roses
10/06 - Trieste
11/06 - Trieste, Bruce Springsteen
12/06 - Amsterdã, Afghan Whigs e Guitar Wolf
13/06 - Amsterdã
14/06 - Veneza
15/06 - Veneza
16/06 - Veneza - Rio de Janeiro
Maio 14, 2012 3 Brindes
Os horários do Primavera Sound 2012

Saíram os horários do Primavera Sound, que acontece de 31 de maio a 02 de julho em Barcelona (com o dia 30/05 e o dia 03/06 abertos ao público), momento dramático em que você percebe que alguns daqueles shows que você queria muito ver serão no mesmo horário. Veja aqui a grade completa e, abaixo, o que “pretendo” ver (e perder).
Dia 1 - 31 de Maio - Quinta-Feira
- Linda Martini (18h00)
- Archers Of Loaf (19h30)
- Afghan Whigs (20h40) *
- Death Cab For Cutie (21:45) **
- Wilco (23h) ***
- The XX (00h45) ****
- Franz Ferdinand (01h45) - começo
- Spiritualized (02h15)
* Perderei Lee Ranaldo (20h45) e Field Music (20h30)
** White Denim (21h45), Mazzy Star (21h50) e Mudhoney (22h)
*** bye bye Beirut (23h15)
**** Queria muito ver Refused (00h30)
Dia 2 - 01 de junho - Sexta-Feira
- Laura Marling (17h15)
- Jeff Mangum (18h30)
- Girls (20:15) *
- Big Star’s Third (21:45) - 15 minutos e só
- The Cure (22h10) ** - 40 minutos e só
- Napalm Death (23h) ***
- Codeine (00h45) ****
- The Rapture (02h) *****
* Era Rufus Wainwright (19h50) e Marianne Faithfull (20h00)
** Bye bye Melvins (21h45) e The War On Drugs (21h45)
*** Perderei Wavves (23h15) e Dirty Three (23h15)
**** Era a chance de M83 (00h45) e The Drums (00h50)
***** Espero pegar o finalzinho do Death In Vegas (02h15)
Dia 03 - 02 de junho - sábado
- Jeff Mangum (19h) *
- Atlas Sound (20h45) **
- The Olivia Tremor Control (21h45)
- Saint Etienne ou Shellac (23h)
- Wild Beasts ou The Weeknd (00h30) ou Yo La Tengo (00h45)
- Justice live (01h45)
- Neon Indian (03h10)
* Bye Veronica Falls (19h)
** Era uma vez Kings Of Convenience (20h30)
*** :/ Beach House (21h45) e Real Estate (22:00)
Ps. No dia 30/05, quarta-feira, ainda haverá shows gratuitos ao ar livre com Black Lips, The Walkmen e The Wedding Present. Eno domingo, 04/06, também gratuitos, Richard Hawley e Yann Tiersen
Leia também:
- Entrevista: Alberto Guijarro, diretor do Primavera Sound (aqui)
- Balanço do Primavera Sound 2010, por Marcelo Costa (aqui)
- Balanço do Primavera Sound 2011, por Marcelo Costa (aqui)
Maio 11, 2012 6 Brindes
Vídeos: Nevilton, Tokyo Savannah, Tupiniquin
“Tempos de Maracujá”, Nevilton (site: http://www.nevilton.com.br)
“Fantastic Business”, Tokyo Savannah (site: www.tokyosavannah.com)
“Grávida”, Tupiniquin (site oficial: http://www.tupiniquin.com)
Maio 11, 2012 Encha o copo
Afghan Whigs, Paradiso, Amsterdã
Greg Dulli e seus comparsas baixam no Paradiso, a velha igreja que se transformou em local de shows em Amsterdã, no dia 12 de junho. Na teoria, perfeito: o preço dos voos de Veneza para Amsterdã são beeem em conta, o Paradiso é um local sensacional, Amsterdã é especial e seria o único show só deles em toda a viagem (tanto no Ill be Your Mirror quanto no Primavera Sound o show deve ser menor e naquele esquema festival). O coração diz “vai”. A razão diz “desencana”. Dúvidas…
Maio 10, 2012 6 Brindes
Alta Fidelidade
Clique na imagem para ver a imagem em alta
Leia também:
- Sebos e lojas bacanas de CDs e DVDs em SP (aqui)
- Onde comprar CDs e vinis em cidades da Europa (aqui)
- Comprando vinis com Robert Crumb (aqui)
- Onde comprar CDs em Buenos Aires (aqui)
- Lojas bacanas de CDs e vinis em Nova York e Chicago (aqui)
Maio 10, 2012 Encha o copo
Download: Pedro Veríssimo e Cascadura

“Esboços”, Pedro Veríssimo -> http://www.pedroverissimo.com.br
Dez músicas: http://soundcloud.com/pedroverissimo

“Aleluia”, Cascadura -> http://bandacascadura.com/aleluia/
Maio 10, 2012 Encha o copo
Opinião do Consumidor: Affligem

A Abadia de Affligem é um mosteiro beneditino fundado em 1061 (por seis cavaleiros arrependidos de sua vida bárbara, veja só) na pequena cidade de Affligem, cerca de 20 quilômetros da capital Bruxelas e com atualmente pouco mais de 12 mil habitantes. Os monges começaram a fabricar cerveja em 1574, e hoje em dia a Affligem integra o grupo de 18 produtoras belgas que têm direito de usar o selo que define as cervejas de abadia, cujas receitas devem ser aprovadas e/ou elaboradas por uma ordem religiosa, e parte da renda revertida em ações de caridade. A cerveja, no entanto, é fabricada atualmente em Opwijk, noroeste de Bruxelas, e não na Abadia.
De cor marrom avermelhada, a Affligem Dubbel namora a escola inglesa, com maltes levemente tostados e uma certa picância, mas é belga até o último gole. O aroma apaixonante é deliciosamente frutado e caramelado, remetendo a frutas vermelhas e também a especiarias (notadamente cravo e pimenta do reino). O paladar segue a risca o caminho proposto pelo aroma, com as notas de fruta vermelha se tornando ainda mais presentes (puxando para cerveja, framboesa, uva e ameixa). Há um pouco de álcool, que surge contrabalanceado a perfeição com o malte caramelado. O final é impressionantemente seco e doce. Uma delicia.
A Affligem Blond, no entante, sofre logo de cara com a comparação com outras blond ale belgas (como a Leffe, por exemplo,). Ela mantém as principais características do estilo, como o aroma herbal, que é leve remetendo a mel, banana e flores, e também picante devido ao cravo. O paladar perde um pouco das nuances propostas pelo aroma valorizando em excesso as notas de banana. O álcool, quase imperceptível (mesmo com seus 6,8% - o que é interessante), fisga de leve o céu da boca e o final é seco, suave e adocicado. Uma bela cerveja belga, refrescante, embora não tão complexa quanto suas concorrentes.
Já a versão Tripel , que se intitula “rainha das cervejas de abadia”, traz um aroma bastante picante, com presença forte de notas de cravo e pimenta do reino, aliadas ao frutado que remete a banana, laranja e muito levemente a mel. E, claro, álcool, afinal, são 9,5% que tomam a frente assim que tocam a língua deixando em segundo plano o cravo e a pimenta (mas ainda assim bem presentes) e, por último, lá no fundo quase esquecido, o frutado. A valorização do álcool em detrimento do frutado torna essa Tripel mais forte e intensa, e menos equilibrada. Bem boa, mas assim como as anteriores, inferior a outras belgas.
Para quem admira a escola belga, a Affligem é altamente recomendável. Ela mantém as boas características do estilo, e até pode conquistar, principalmente a Dubbel e Blond, mais doces e menos alcóolicas. Mesmo sendo inferior a alguns outros rótulos do país (mais baratos, como a Leffe, ou mais caros, como a Duvel e a Chimay), vale a pena provar e investir nessa boa cerveja, que hoje em dia é controlada pela Heinken Internacional – mas segue sendo feita segundo os preceitos do selo de abadia – e chega ao Brasil numa faixa de preços entre R$ 7 e R$ 11.
Affligem Dubbel
- Produto: Belgian Dubbel
- Nacionalidade: Bélgica
- Graduação alcoólica: 6,8%
- Nota: 3,89/5
Affligem Tripel
- Produto: Belgian Tripel
- Nacionalidade: Bélgica
- Graduação alcoólica: 9,5%
- Nota: 3,24/5
Affligem Blond
- Produto: Belgian Blond Ale
- Nacionalidade: Bélgica
- Graduação alcoólica: 6,8%
- Nota: 3,33/5

Leia também:
- Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
- Leia sobre várias outras cervejas aqui
Maio 9, 2012 Encha o copo
Baixe: Rodrigo Campos e Pipo Pegoraro

“Bahia Fantástica”, Rodrigo Campos (YB)
Download: http://www.mediafire.com/?x5ydajc7b29tttl

“Taxi Imã”, Pipo Pegoraro
Download: http://www.amusicoteca.com.br/?p=132
Maio 7, 2012 Encha o copo
Seis shows na Virada Cultural 2012

Com quase duas centenas de atrações musicais, mais uma seleção de filmes em quatro cinemas (com películas sobre western spaguetti, pancadaria, Boca do Lixo e uma sessão de Gene Kelly), um palco cabaré (com poledance e a presença das “rainhas” Gretchen e Rita Cadillac), outro de stand-up, um de luta livre e uma virada gastronômica com alguns chefs badalados na rua vendendo pratos de até R$ 15, a oitava edição da Virada Cultural de São Paulo movimentou o centro da cidade por mais de 24 horas.

O tamanho do evento obriga o público a uma tarefa árdua: escolher o que fazer e, principalmente, o que deixar de fazer. Desta forma, como nos anos anteriores, listei alguns shows como meta pessoal, risquei minha agenda própria e… fui atropelado pela ansiedade. O plano inicial era ignorar as primeiras horas da festa, dormir cedo e acordar no meio da madruga, por volta das 3 da manhã, para começar a festa com Members of Morphine & Jeremy Lyons e seguir com White Denim, Pin Ups e outros. Era uma vez…

Para a edição 2012, a produção da Virada Cultural apostou em nomes não tão populares entre o público, mas de qualidade inegável, gente como McCoy Tyner Quartet, Roy Ayers, Tony Allen, Charles Bradley e Seun Kuti (filho de Fela) & Egypt 80 além de grupos com Man Or Astro Man?, White Denim e Friends of Morphine, mas ainda havia campeões de audiência como Suicidal Tendencies, Titãs (tocando o álbum “Cabeça Dinossauro” na integra), Gilberto Gil, Guilherme Arantes, Mutantes e Maria Rita (homenageando a mãe).

20h e eu já estava camelando pelas ruas do centro modificando meu roteiro. Segui o instinto e me deixei levar. O palco (brega) do Largo do Arouche, que já havia rendido em anos anteriores grandes shows de Odair José, Reginaldo Rossi e Wando, recebia Dalto, um cantor que no começo dos anos 80 cravou um punhado de hits em novelas da Globo e rádios do país. Com uma banda inspirada de moleques, “Espelhos d’agua”, “Leão Ferido” e, principalmente, “Muito Estranho”, vieram em versões encorpadas para embalar os casais na praça. Bonito.

No palco da Avenida São João, o chicano Tito Larriva, acompanhado de sua potente banda Tarantula, encharcado de tequila, mostrou paixão pelo blues rock sujão com suas canções que já foram temas de filmes de Robert Rodriguez – como “A Balada do Pistoleiro” (1995) e “Um Drink no Inferno”, de 1996 (o álbum de estreia da banda, de 1997, se chama “Tarantism”, o que já dá o tom da coisa toda), e que ao vivo merecem o acompanhamento de uísque, cachaça ou mesmo o vinho barato de R$ 8 vendido pelos ambulantes.

Um caminhada pelo centro do Arouche até o Theatro Municipal (que recebia Cauby e Angela Maria) e, após passar por meia dúzia de grupos peruanos de flautinhas, o encontro com o Man or Astro Man?. O quarteto mantém a fama de ensandecido no palco acelerando sua surf music espacial até os planetas mais distantes da galáxia. Um dos guitarristas pogou com a galera enquanto o baixista Coco the Electronic Monkey Wizard fez um stage diving atrás de… água de coco. Grifo para a guitarrista (alguém sabe o nome dela?), que deixou muito marmanjo desenhando corações roqueiros.

Para a meia noite estava marcado o começo da distribuição dos 500 pratos preparados pelo eleito quarto melhor chef do mundo, Alex Atala, no Minhocão. Assim que entramos no Elevado Costa e Silva, Atala saia de carro deixando para trás centenas de hipsters e uma grande confusão, fruto da desinformação geral (senhas foram distribuidas antes, mas ninguém sabia), da péssima ideia da produção (distribuir comida de um chefe premiado num evento com milhões de pessoas? WTF) e o apreço do paulistano por filas e #mimimi (se são só 500 pratos, por que encarar uma fila de quase três quilômetros se a comida não atenderia a todos?). A Galinhada de Atala foi o Mico da Virada Cultural 2012.

Já que a galinhada foi para poucos, uma pausa para jantar no ótimo restaurante O Gato Que Ri, no Arouche, seguida de oito horas de sono, que vitimou na minha lista pessoal as apresentações de Members of Morphine & Jeremy Lyons (que, segundo amigos, foi excelente) e White Denim. Acordei em tempo de rever o Defalla tocar alguns clássicos de seus primeiros discos (“It’s Fucking Boring To Death”, “Sodomia”, “Não me Mande Flores”, “Repelente”) e versões hip hop chapadas de “ (I Can’t Get No) Satisfaction”, “Help”, “Whole Lotta Love” (mixada com “Como Vovó Já Dizia”, de Raul Seixas) e “Sossego”. Baita show.

Novamente na Avenida São João, só que agora ao meio-dia de domingo, o que restou dos Titãs (Branco Mello, Paulo Miklos, Tony Belloto e Sérgio Brito) assassinou boa parte do repertório clássico da banda em um show cantado a plenos pulmões por uma multidão. “Nós somos de São Paulo. Nós saímos desses esgotos”, foi a deixa para que Paulo Miklos entoasse “Bichos Escrotos”, um dos hinos do mítico “Cabeça Dinossauro” (1985), tocado na integra. Ainda houve espaço, no bis, para “A Verdadeira Mary Poppins”, “O Pulso”, “Televisão”, “Aluga-se”, “Lugar Nenhum”, “Flores”, “Será Que é Isso Que Eu Necessito? e uma canção nova, “Fala Renata”, em um show que reproduz um décimo do poder da banda ao vivo, mas a nostalgia agradece (e só ela).

Enquanto isso, na Virada Gastronômica do Minhocão, desde às 8 da manhã, 20 chefs ofereciam pratos até R$ 15. O grande sucesso foi o Hamburguer de Pato com Molho Trufado: “Achei que não fosse conseguir vender tudo até às 8 da noite, mas acabou! Foram dois mil hambúrgueres”, disse o chefe Renato Carioni, que esgotou sua cota às 13h. Lanche aprovadíssimo. De sobremesa, brownie, arroz doce com doce de leite e mini quindim, de Carol Brandão, e a certeza de que esse Chefs na Rua deveria ser um evento semanal ou mensal no Minhocão. Uma ideia bem bacana.

Para fechar a programação pessoal, carimbó. O mestre Pinduca desceu de Belém do Pará com sua orquestra para fazer o público (e músicos como Nevilton, Karina Buhr e DJ Gorky, do Bonde do Rolê) chacoalhar no Largo do Arouche ao som de “Sinha Pureza”, “Garota do Tacacá”, “O Caçador” e “Carimbo do Macaco”, entre outros sucessos, distribuindo cheiro e sorte. Ainda tinha Gilberto Gil na Praça Júlio Prestes e Jair Rodrigues relembrando clássicos do “Dois na Bossa” no Boulevard São João, mas faltavam pernas.

Com um público estimado de 4 milhões de pessoas, a Virada Cultural de São Paulo firma-se cada vez mais como o maior, melhor e mais variado evento de entretenimento e diversão do calendário da megalópole. Tem seus problemas (pequenos arrastões em alguns palcos, desinformação de funcionários e policiais e som deficiente em alguns palcos são alguns), mas a balança pesa com facilidade do lado positivo: por mais de 24 horas, São Paulo respirou boa música, dança e entretenimento. Que continue crescendo e melhorando nos próximos anos.

Todas as fotos por Marcelo Costa
Leia mais:
- Destaques da Virada Cultural 2009, por Marcelo Costa (aqui)
- Destaques da Virada Cultural 2008, por Marcelo Costa (aqui)
- Destaques da Virada Cultural 2007, por Marcelo Costa (aqui)
Maio 6, 2012 4 Brindes
Isle of Wight tem um convite pra você

Chegou por e-mail… vai que te interessa:
“Com o mundialmente famoso Festival da Ilha de Wight se aproximando rapidamente, estamos oferecendo aos nossos frequentadores mais leais a chance de ganhar um bilhete grátis para a edição deste ano. Estamos à procura de embaixadores para espalhar a palavra e ajudar a moldar o nosso futuro e pensamos quem melhor do que as pessoas que nos conhecem melhor. É o seguinte:
Se você vender 8 bilhetes, ganha 1 bilhete para o Isle 2012
Se você vender 16 bilhetes, ganha 2 bilhetes para o Isle 2012
Se você vender 24 bilhetes, ganha 3 bilhetes para o Isle 2012 + 2 upgrades VIP
Se você vender 36 bilhetes, ganha 4 bilhetes para o Isle 2012 + 4 upgrades VIP
Para participar envie um email para letsgo@isleofwightfestival.com com o seu:
1. Nome
2. Universidade / local de trabalho
3. Data de nascimento
4. Número de telefone
5. Por que você precisa se tornar um embaixador
Estamos ansiosos para ouvir de você!
A Isle of Wight Festival”
Leia também:
- Paul McCartney, Strokes e Vampire Weekend na Ilha de Wight (aqui)
Maio 5, 2012 Encha o copo
Download: Ludov e Máquina

“Paraiso - EP”, Ludov (Inker Agência)
Download: http://www.mediafire.com/?2v1b8rbis5qgh8i

“Máquina”, Máquina (Independente)
Download: http://www.maquina.tv/downloads.html
Maio 4, 2012 Encha o copo









