Hyde Park, Big Star e Tindersticks
O céu é azul de um claro que impressiona. O sol não dá trégua, mas também não podemos reclamar: estes dias em Londres estão absurdamente lindos. Depois da correria dos primeiros dias decidimos fazer as coisas com calma, poupando as pernas. Assim, acordamos tarde e decidimos fazer apenas duas coisas no dia: comer o autentico café da manhã britanico e ir ao Hyde Park.
O café da manhã foi… uma experiencia estranha, mas interessante. Claro que não me incomodo com bacon no café (imagina, amigos sabem que passei boa parte das manhãs acordando com baconzitos e Fanta Uva), mas feijão, e ainda mais esse feijão cujo caldinho é de ketchup, não rola. O prato ainda vem com cogumelo passado na chapa, tiras de pão de forma na manteiga, dois ovos (adoooro) e duas salsichas (outra coisa que não desce pra mim). Ou seja, não foi um café, mas sim um almoco.
Na sequencia, fomos conhecer o Hyde Park, um parque no centro que, junto com Kensington Gardens, que fica adjacente, forma uma das maiores áreas verdes da cidade, com 2.5 km² de extensão. Ele é atravessado pelo lago Serpentine, e era ali em suas margens que iriam acontecer os shows de Big Star e Tindersticks, mais de noite. O parque ainda tem uma galeria (que eu já havia comentando uns posts atrás), um memorial para Diana e uma estatua em homenagem a Peter Pan (!?).
A idéia era não caminhar muito, mas camelamos ao sol até encontrarmos o local do show. Para descansar, alugamos duas espreguicadeiras e descansamos na margem do lado, debaixo da sombra de uma árvore. Milhares de pessoas lotavam o lugar para correr, jogar beisebol, futebol, nadar no lago (há uma área para isso), andar de cavalo e de pedalinho no lago Serpentine. Optamos pelo pedalinho, em um passeio de uma hora que valeu muito a pena e que comecou com Blur passando o som com “Song 2”, “Coffee and TV” e “End of Century” (eles tocam na quinta e na sexta no Hyde Park).
Terminamos o passeio uns vinte minutos antes das Serpentine Sessions comecarem. Deu para entrar no local, pegar uma pizza grande (a mais cara de nossas vidas, 17 pounds), uma Pepsi Light e um Red Bull Cola (horrivel) e, assim que conseguimos uma mesa, ouvimos ao fundo os primeiros acordes de “In The Street”, clássico do Big Star (que ficou conhecida como abertura do seriado “That 70s Show”). Fomos com pizza e tudo para a tenda, e o senhor Alex Chilton não economizou emendando com “Dont Lie To Me”, outra do debute da banda, “#1 Record (1972).
O lider Alex Chilton, genio diminuto de terno cinza em um canto do palco, veio acompanhado do baterista original do grupo Jody Stephens mais Ken Stringfellow (ex-Posies e musico de turne do R.E.M.) e John Auer (ex-Posies) e a platéia essencialmente grisalha vibrou aos primeiros acordes da linda “September Gurls” e em duas do obrigatorio “Third / Sister Lovers” (que o xará Marcelo Orozco defendeu aqui): “Till the End of the Day”, cover genial do Kinks, e “Thank You Friends”. Uma horinha de show para deixar coracoes power pop sorrindo a toa.
Pausa para uma cerveja Tuborg, de Copenhage, na Dinamarca, um pilsen levissima de 4,2% que combinou bem com o sol de fim de tarde em Hyde Park. Para o show do Big Star, nem 1/4 da tenda estava lotada, e David Kitt se apresentou sozinho acompanhado de uma bateria eletronica, em um coreto improvisado apenas para fazer som ambiente, mas assim que os portoes da tenda foram novamente abertos, o publico partiu para as grades para assistir ao belissimo show do Tindersticks.
São doze pessoas no palco: os seis integrantes mais um sexteto de cordas que faz o coracão bater mais forte em muitos momentos da noite. Stuart A. Staples, o vocalista de voz grave e jeito desesperado, comanda a orgia apaixonada cujo centro é o repertorio do belissimo “The Hungry Saw”, um dos grandes discos de 2008, mas a banda não nega seus clássicos buscando no fundo do baú coisas como “City Sickness” e “Her” (do álbum de estréia de 1993) e “A Night In”, “She’s Gone” e “Sleepy Song”, pérolas do segundo disco (1995) além de numeros de todos os outros álbuns.
Stuart A. Staples falou bem pouco com a platéia, mas lamentou quando o show chegou ao fim. “Está é a ultima do show. Para mim, passou tão rapido. Não sei para voces…”. O bis, incessantemente pedido pela tenda lotada, veio com uma dobradinha do álbum ”Simple Pleasure” (1999): “Before You Close Your Eyes” e “If She’s Torn” em versoes redentoras. Acabou? Não. Staples voltou para a facada final, “Tiny Tears”, outra do segundo disco da banda, que fechou com beleza rara uma apresentacão irretocável, daquelas que acalmam a alma.
Fotos da viagem:
http://www.flickr.com/photos/maccosta/
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Julho 2, 2009 3 Brindes
Piney Gir, cerveja de banana e fish and chips
Aconteceu de tudo no meu melhor dia em Londres (isso contando os dias que passei aqui no ano passado). Bebemos cervejas exoticas, encontramos amigos queridos, perambulos por bairros legais, vimos um show de uma bandinha bacana, comemos (ou tentamos comer) comida ruim, descansamos no jardim da Tate Modern, vimos fotos de Bob Dylan, compramos CDs e comemos o tradicional fish and chips. Tudo num dia so.
Acordamos tarde, pois estamos bem cansados das caminhadas, e sabiamos que o dia iria se estender até o anoitecer, que ontem por exemplo so aconteceu quase as dez da noite. O dia foi de calor intenso, e um amigo já avisou que a previsao de tempo para quinta-feira, dia do show do Blur, é de 33 graus, recorde em se tratando de Londres. Nao a toa, garotas se estendem nos parques, jardins e onde quer que seja para pegar uma cor nessa cidade agitada.
O primeiro compromisso do dia foi visitar a Catedral de Sao Paulo, a badalada St Pauls, igreja em que Charles e Diana se casaram para mostrar que eram representantes do povo (o normal seria que a cerimonia tivesse acontecido na Abadia de Westmister). Uma das obras-primas de Sir Christopher Wren, o arquiteto que reconstruiu a cidade depois do incendio de 1666, a catedral é belissima e permite uma vista majestosa da cidade.
Porém, sao 257 degraus para chegar até a Galeria dos Sussuros, em que a pessoa fala de um lado da parede, e outra ouve no outro lado da sala. Depois, mais 119 degraus para chegar até a galeria de pedra e mais 152 degraus para alcancar a ultima galeria, a dourada, que permite uma vista belissima da cidade. Sao, no total, 528 degraus, e Lili acabou passando mal, mas la em cima acabou curtindo a vista e fazendo umas fotos. Ainda assistimos um pouco de balé na porta da St. Pauls.
No caminho para a Tate resolvemos comer. Olhamos varias opcoes, e fomos seduzidos por um lugar que prometia beef assado, salada e mais algumas coisas. Vimos uma dezena de pessoas comendo o mesmo prato nos jardins ao redor da St Pauls, e resolvemos encarar. Quebramos a cara. Já nao havia carne assada, entao optamos por carne de carneiro. Fizemos uma mistureba de salada e… nao desceu. Lili so conseguia lembrar do dono do escritorio em que ela trabalha recomendando: “Quer comer bem em Londres? Va a um pub”. Beliscamos a comida apenas.
Dali fomos para a Tate Modern, olhar o acervo. Lili amou outras obras de Giacometti, impressionou-se com duas obras de Andy Warhol (que ela nao levava a sério até entao) e deslumbrou-se com varios Miro. O plano original era sairmos da Tate Modern, pegar a balsa e ir para Tate Gallery, mas quem diz que aguentamos. Haviamos marcado de encontrar o Daniel as 17h na National Gallery, e decidimos descansar deitados no jardim da Tate até a hora de partir.
Encontramos ele no horario marcado na porta da National Gallery, mas nao tinhamos pique para ver as obras. No maximo, passamos para ver algumas fotos da turne de 1966 de Bob Dylan, expostas no café da galeria. Dali fomos para a Fopp, uma das lojas mais bacanas da cidade, e nao resisti: comprei os quatro primeiros CDs da viagem, destaque para uma edicao bacana do “Blue Train”, do Coltrane, que em CD duplo ainda traz dois albuns do mesmo periodo, “Dakar” e “Soultrane”.
Daniel nos levou até o Hotel Savoy, local que serviu de pano de fundo para o clipe de “Subterranean Homesick Blues”, de Bob Dylan. Depois seguimos caminhando pelo Covent Garden, com dezenas de pubs lotados pos seis da tarde, até a rua Fleet, para pegarmos um onibus até o final da London Bridge, onde um pub bacana nos esperava com cervejas exoticas. Alias, todo o entorno das ruas Winchester Walk e Stoney Street merecem uma visita. Anote.
Na Winchester Walk fica o The Rake, um pub bacana com otimas cervejas importadas. Abrimos os servicos (hehe) com uma cerveja belga chamada Mongozo, nos sabores banana (4,5%) e coco (3,5%). As duas muito boas. Lili adorou a de banana. Na sequencia, pegamos para a Lili uma Pineapple Fruit Beer para a Lili e encaramos, eu e Daniel, uma autentica trapista belga de 11,5% chamada Rochefort, que apesar da alta graduacao alcoolica é leve, mas sobe que é uma beleza. Bastou para nos deixar bebados.
Deixamos de lado a terceira rodada no The Rake e partimos para um tradicional Fish and Chips acompanhado de Jake and Coke. E terminamos a noite no The Lexington, um pub bacana cuja programacao é de um brasileiro, o queridissimo Marcio Custodio, que nesse dia apresentava o Piney Gir, uma banda “meio bossa, meio samba” com uma norte-americana do Kansas no vocal, e o restante do grupo todo britanico (inclusive as duas jovens backing vocals), um choque de Belle and Sebastian com Pipettes. Um som bem pop, easy listening total, gostoso de ouvir.
No pub ainda encontramos o grande Juliano Zappia, editor da Jungle Drums Magazine, que adiantou o calorao da proxima quinta-feira (ele vai ver o Blur na sexta, noite que ainda tera Vampire Weekend), e talvez apareca hoje na Serpentine Sessions. “O Alex Chilton esta bem loucao, mas o show é bom”, garantiu ele. Chegamos detonados em casa, mas o dia valeu, e valeu muito. La vamos nos para mais um dia de maratona de museus e shows.
Fotos da viagem:
http://www.flickr.com/photos/maccosta/
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Julho 1, 2009 2 Brindes
Quem converte nao se diverte
Lili está impressionada com o preco das coisas em Londres. Uma água, quase R$ 4. Mas o lema para Londres (e, no fim, para a Europa toda) é: quem converte nao se diverte. Estou muito achando que vamos chegar no fim da viagem sem um puto na conta corrente, mas nao dá para ficar se preocupando tanto, né mesmo. Tem que gastar com moderacao e nao chorar sobre a água de R$ 4 derramada…
Sendo assim, a segunda-feira comecou com Lili indo as compras. Passamos na Bond Street e na Oxford e ela se aventurou em lojas buscando algumas promocoes básicas. Deixei-a lá e fui me perder na HMV, uma das grandes megastores de CDs, DVDs e livros da cidade. Consegui sair sem nada nas maos. Achei tudo muito caro e pouca coisa me tentou (além de uns boxes que custavam os olhos da cara). Até passei rapidinho na MVE, na Berwick Street, uma loja de usados fodaca, mas nao levei nada.
Dali partimos numa longa caminhada pelas ruas do Soho até a entrada de Chinatown, o bairro oriental em Londres. E subimos a pé até o British Museum, o museu mais antigo do mundo, com um acervo de mais de 6 milhoes de itens que abrangem 1,8 milhao de anos da civilizacao. Coisa de chapar, viu. Vimos dezenas de mumias, coisas de 800 anos antes de Cristo e muito mais. Além da Great Court, o domo da nova sala de leitura do museu inaugurdo em 2000 e projetado por uma brasileira do escritorio de Sir Norman Foster. Foda.
Descansamos um pouco do jardim, e depois fomos caminhar. Acabamos aos pés da London Eye, a mais alta roda gigante do mundo, e mesmo o preco proibitivo (17 pounds) nao impediu o passeio. A visao da cidade é magnifica e o passeio vale a pena. Cabem umas dez, doze pessoas em cada cabine, mas sempre existem os romanticos que reservam a cabine inteira para pedir sua amada em casamento. Acho que umas duas cabines a frente acontecia isso, pois além do casal havia até um garcom servindo champagne…
O passeio deu tempo da minha roupa encharcada secar. Eu havia feito graca entrando em uma fonte labirintica no Royal Festival Hall, achando que nao ia me molhar. Sai ensopado, mas a roupa secou rapidamente, devido ao forte sol. Ainda estou gripado, e o ar seco combinado com o forte calor me fez ter nauseas, mas nada que pudesse atrapalhar. O dia esta escurecendo as 21h, e aquela previsao que falava em pancadas de chuva e temperatura em torno de 23 graus já era: o negocio aqui está acima de 25 graus fácil.
Terminamos o dia com um jantar em familia. Daniel fez uma pasta e ficamos conversando na mesa com ele e a Beth enquanto o Samuel enlouquecia com as quartas-de-final de Wimbledon. Um escoces passou para a semifinal, para delirio dos britanicos (e alguns nao britanicos, como o Samuel, que é portugues). Hoje o dia será de museus: Tate Modern, Tate Gallery e National Gallery. No fim da tarde, uns pints de cerveja com Daniel e na sequencia uma balada. Vamos ao sol.
Fotos da viagem:
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Junho 30, 2009 3 Brindes
Glastonbury, Neil, Paul e Pixies
“It began with the death of a legend, and ended with the birth of new ones. Glasto 2009 had it at all: Blur, the boss, and the greatest ‘I was there at Glasto’ moment - Jacko’s death”…
Esse eh o comeco da resenha do Glastonbury 2009 feita pelo London Paper, um dos jornais gratuitos distribuidos em portas de metro. Mas o grande momento da semana em Londres aconteceu no sabado, quando Neil Young fechava a segunda noite do Hard Rock Calling, no Hyde Park, com a sua ja costumeira versao de “A Day In The Life”, daquela bandinha de Liverpool, e chamou para o palco um tal de Paul McCartney…
Ah, e o Pixies confirmou para o fim do ano shows no Brixton Academy tocando a integra do “Doolittle”… ingressos a venda a partir de sexta-feira.
Ps. O primeiro show da viagem eh depois de amanha: Big Star e Tindersticks.
Ps 2. Andrew, vou te escrever. Passamos pelo Soho hoje!!!
Junho 29, 2009 2 Brindes
Um domingo em Londres
Dica do Daniel: subimos a pe a Holland Park Ave (vindos do Shepherds Bush Green) ate a Notting Hill Gate, e foi bem gostoso, uma caminhada de pouco mais de dez minutos em uma area bacana da cidade. Demos uma passadinha em Portobello Road (que pra minha surpresa, nao estava pouco agitada para um domingo de sol - sera que todos os ingleses foram pegar “uma praia” em Brighton?), e depois seguimos para a City, mais precisamente para a St. Pauls Cathedral.
A catedral pertence a nacao e a Londres, mas estava aberta no domingo apenas para as missas. Entramos, ouvimos o coro e o orgao, mas Lili nao pode subir ate a galeria dos sussuros, que fica para terca ou quarta. Atravessamos a Ponte do Milenio, sobre o Tamisa, para irmos fazer um lanche na Tate Modern, e naunica sala que entramos, Lili deu de cara com as bailarinas de Giacometti, e quase teve um ataque de emocao (Giacometti eh um dos artistas prediletos dela).
Deixamos para olhar as exposicoes em outro dia (de chuva, de preferencia), e saimos a bater perna pela City caminhando ate a prefeitura (onde Lili tirou um cochilo), de Sir Norman Foster, atravessando a Tower Bridge, passando pela Torre de Londres (os corvos estavam la, o que quer dizer que a monarquia esta segura) chegando ate o Swiss Re, outro marco de Norman Foster no centro Londrino.
Chegamos detonados em casa, mas deu para ver o jogo do Brasil e sair para beber uma London Pride, interessante cerveja da cidade que eh servida em temperatura ambiente, e caminhar por Sheperds Bush bebendo Castle Lager, uma cerveja sul-africana que gelada deve ser bem boa. Bem, dois minutos para acabar o tempo do netcafe. Conta sobre a casa do Aleister depois…
Junho 29, 2009 1 Brinde
Sao Paulo, Paris, Londres
Chegamos. Na verdade, ja faz um tempo, mas soh agora deu para pegar o lap do Daniel para dar um alo. Alo. (hehe) A viagem foi aquela coisa cansativa, mas ate que deu para rever “Ele Nao Tao Afim de Voce” (a Lili, que nao dormiu nada, viu ainda “Scoop”, dois episodios de Friends e dois episodios de outra coisa que esqueci), tentar jogar xadrez e apagar. Lili nao dormiu durante a noite, e apagou assim que o sol nasceu. 10h30 depois de sair de Guarulhos estavamos em Paris. O pessoal da imigracao conferiu os passaportes na saida do aviao, tudo liberado para a conexao para Londres.
Vou dizer, mas voce ja sabia: voar de Air France eh bem melhor que de Iberia. O servico de bordo entao, nem se compara. Teve ate no voo de conexao. Descemos em Heathrow quase 10h40 da manha, e a passagem na imigracao foi tranquilissima. O tio perguntou se era a primeira vez da Lili no velho mundo, e resmungou por eu ter esquecido de colocar a data no meu cartao de entrada. Nada que atrapalhasse. Chegamos mortos na casa do Daniel, a nossa casa em Londres, e um banho nos deixou pronto para as aventuras do dia, que eu conto amanha com calma (e com fotos).
Soh uma coisa: Lili se apaixonou por Londres. Mais do que eu na primeira vez…
Outra: o Liberation fez um caderno de 20 paginas para o Michael
Mais uma: assisti ao jogo do Brasil com transmissao da BBC, e eles nao ficaram tao felizes com a virada do time do Dunga. (hehe).
Vou prum pub. Ja volto.
Ps. Na foto, Lili em um momento de relaxamento no aeroporto Charles de Gaule, na poltrona que ela traria pra casa, se pudesse.
Junho 28, 2009 5 Brindes
Saindo do inverno para o verão
São Paulo - mínima de 14, máxima de 19
Paris - mínima de 15, máxima de 25
Londres - mínima de 12, máxima de 26
Junho 27, 2009 2 Brindes
Paul is dead?
Junho 26, 2009 Encha o copo
Agora só falta Barcelona
Bem, último dia de trabalho. Amanhã começam as tão esperadas férias. Voamos para Paris no fim de tarde, a baixamos em Londres na manhã de domingo. Á viagem está praticamente toda fechada, com passagens internas de avião, trem, e albergues, hotéis e apartamentos reservados, só faltando hospedagem nos quatro dias de Barcelona. Assim como no ano passado, vou tentar manter um diário o mais atualizado possível (mesmo sem levar um notebook). Vamos ver como vai ser.
Junho 26, 2009 4 Brindes
Michael Jackson, 1958 / 2009
Sabe qual foi a primeira coisa que Michael disse ao chegar no céu?
- Onde está o menino Jesus?
Alguém responde:
- Está com a Madonna…
*******
Três respostas rápidas para um jornal de Fortaleza:
Por que o Michael Jackson foi tão importante?
Michael Jackson, assim como Madonna, são talvez os últimos grandes ícones da música nos últimos 30 anos. Os anos 90 tiveram Axl Rose e Kurt Cobain (e outros menos cotados), mas Michael conseguiu atrair a atenção de muito mais pessoas durante muito mais tempo. É praticamente impossível escrever qualquer coisa que seja da primeira metade dos anos 80 sem esbarrar na figura dele. E ele acabou virando personagem de si mesmo, algo que alimenta e muito o mito, o imaginário popular. Ele foi mais um daqueles artistas que cresceram na frente do público.
O que ele deixa para a música pop?
Um enorme vazio. O fato dele ter esgotado 50 apresentações mostra o quanto a música pop ainda era reverente ao mito. E com a mudança de cenário, difícil imaginar o surgimento de um outro Michael. Quem vai vender 30 milhões de discos, se as vendas só despencam mês a mês? Michael é o símbolo de um dos últimos momentos da era de ouro da música pop.
É possível existir outro fenômeno como MJ ou ele é um ícone como Elvis, John Lennon?
É muito difícil, mas não impossível. Kurt Cobain foi um desses. Talvez Bono o seja. Sobre essa novíssima geração, quem sabe. Em nosso intimo fica difícil imaginar que alguém possa igualar gente como Michael Jackson, John Lennon e Elvis Presley. Eles são ícones. Eles estão ai faz tanto tempo que parece que sempre existiram.
Ao som de Beat It
Junho 26, 2009 8 Brindes
Aimee Mann em Buenos Aires e… Santiago
Já está no site dela, 13 de agosto em Bue e 14 de agosto na capital chilena. Alguém faz o favor de trazer essa mulher pra São Paulo!
Junho 25, 2009 4 Brindes
Sobre coisas que não combinam
Gripe forte com ressaca enorme. Não tem como dar certo.
Junho 25, 2009 1 Brinde
Cenas da vida em São Paulo: no cabeleireiro
Em São Paulo é possível encontrar todo o tipo de barbearia que você quiser. Tem algumas, tipo a Barbearia 9 de Julho, que oferecem aos clientes máquina de chope, garrafas de uísque e revistas masculinas. Nessa reportagem aqui você lê um pouco mais, porém é fato que nunca topei pagar mais do que R$ 10 para cortar o cabelo (talvez seja trauma do exército, em que se pagava R$ 2 e o cara passava a máquina sem se importar muito com o resultado - e até ficava ok).
Até entendo as mulheres que vão a salões de cabeleireiros super chiques e tal, mas meu cabelo não é a coisa mais difícil de cortar, então nem me preocupo tanto. Aliás, a única vez que cortei em um cabeleireiro chique, influenciado pela namorada que estava ali cortando, o cara conseguiu errar o corte. Dito isto, já faz uns dez anos que, em São Paulo, corto cabelo em uma cabeleireira em uma das galerias do centro da cidade. Comecei pagando R$ 6. Hoje pago R$ 10. E as histórias…
Um cara está sentado com uma senhora fazendo a sua unha. Ele puxa papo com a cabeleireira.
- E a Wanda, como está?
- Ela passou aqui ontem. Que peitão, viu – comenta a cabeleireira.
- Eu soube. Parece que ela vai colocar silicone na bunda também.
- Essa vai se dar bem na vida.
- Com certeza. Uma hora dessas ela arranja um italianão que vai pagar tudo pra ela.
- Ela está comprando um apartamento no Copan, mas não é kit não.
- Ai, falando em apartamento, sabe que eu me mudei, né – muda de assunto o rapaz
- De bairro?
- Não, continuo no mesmo bairro, mas mudei de prédio. Lembra que eu tinha contado que eu morava numa cobertura…
- Que chique…
- Nada. Era pequeno, um quarto, sala e cozinha, mas com uma sacada de 7 metros. Só que acredita que todo o domingo, às 8h da manhã, a vizinha debaixo ligava o som com axé no último volume…
- Axé? – diz a cabeleireira com jeito desgostoso.
- Pois é. Todo santo domingo era a mesma coisa, até que não agüentei e me mudei para um outro prédio, um apartamento enorme, 80 metros, mas no segundo andar. E não que estou dormindo no domingo de manhã no novo apartamento e a vizinha começa a ouvir pagode no último volume…
- Eu tinha uma amiga, emenda a cabeleireira, que se mudou de apartamento por causa do Amado Batista.
- Ahn?
- A vizinha dela ouvia Amado Batista todo o santo dia. E a minha amiga falava: “Ou eu me mudo, ou eu mato essa mulher”. Ela se mudou, mas até hoje não pode sequer ouvir falar no nome do Amado Batista… (risos)
Junho 24, 2009 4 Brindes
Um especial sobre cervejas de trigo
O Tiago já tinha me falado desta reportagem interessante que saiu no caderno Paladar, do Estadão, e hoje o Alexandre me repassou o link. Abaixo tem três, mas na verdade é um Top 10. Leia aqui. Vou te dizer que provei umas cinco dessas, e nenhuma delas entra num Top 10 particular de boas cervejas.

Junho 23, 2009 1 Brinde
Hotel Avenida e Bruno Morais para download
A banda Hotel Avenida lança no próximo dia 25/06 (quinta-feira), com show no James Bar, dentro das James Sessions promovidas pela produtora Maamute, seu primeiro single. A canção “Eu Não Sou Um Bom Lugar” tem participação de Igor Ribeiro no sax, e produção do guitarrista Carlos Zubek (Folhetim Urbano), que gravou a canção em seu estúdio Confraria Z, no último mês de maio.
A Hotel Avenida surgiu de um projeto do vocalista Ivan Santos (OAEOZ) e de Giancarlo Rufatto iniciado com um EP lançado no final de 2008. A vontade de apresentar ao vivo as canções do EP e outras que estavam sendo compostas fez com que os dois decidissem recrutar outros músicos para montar uma banda. Assim, no começo de 2009 a dupla ganhou os reforços de Carlão Zubek (OAEOZ, Folhetim Urbano), do baixista Rubens K (ruído/mm) e do multi-instrumentista Eduardo Patrício na bateria e teclado.
A estréia ao vivo foi no mesmo James Bar, em fevereiro. Em agosto, a banda grava participação no programa Acústico Mundo Livre - da rádio homônima - com canções inéditas e covers com o lançamento previsto para 11 de setembro no Jokers Pub. Baixe o single aqui.
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O compositor Bruno Morais está disponibilizando seu segundo álbum, o excelente “A Vontade Superstar”, nos blogs da gravadora YB (aqui) e no obrigatório Um Que Tenha (aqui). “A Vontade Superstar” conta com a participação de quase 40 músicos, entre Romulo Fróes, Guizado, Bocato e XXXChange (produtor, Dj e um dos fundadores do grupo de electro-rap Spank Rock), e traz versões para canções de Nelson Cavaquinho (”Pode Sorrir”) e Alvaiate (”O Mundo É Assim”), além de ótimas canções próprias. Baixe aqui.
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Outros downloads:
- Raridades do Terminal Guadalupe (aqui)
- “Machismo EP”, Giancarlo Rufatto (aqui)
- “Hoje”, Lestics (aqui)
- “Aceitação do 14″, Lulina (aqui)
- “Aos 28 Anos Dei Reset Na Minha Vida”, Lulina (aqui)
- “Pareço Virtual”, Cérebro Eletrônico (aqui)
- “Pouca Vogal“, Humberto Gessinger com Duca Leindecker (aqui)
- “Tudo Que Eu Sempre Sonhei”, Pullovers (aqui)
- “C_mpl_te”, do Móveis Coloniais de Acajú (aqui)
- “A Força do Hábito”, Poléxia (aqui)
- “Oyo”, Diego Medina (aqui)
- “Translucidação”, Nei Lisboa (aqui)
- “Data Crônica”, Felipe Shuery (ex-Lasciva Lula) (aqui)
- “The Way Opa!”, Superphones (aqui)
- “No Chão, Sem o Chão”, Romulo Fróes (aqui)
Junho 23, 2009 1 Brinde
























