Três vídeos de shows da semana passada
2010 começou bem…
“Paz e Amores”, Nevilton ao vivo no CCSP
“Artista é o Caralho”, Rubinho Jacobina e Jonas Sá no Studio SP
“Cangote”, Curumin ao vivo no CB
Fevereiro 8, 2010 Encha o copo
Quando uma foto resume um grande show
Fevereiro 7, 2010 Encha o copo
Desdobramentos sobre o lance do apartamento
Então, a imobiliária respondeu meu email em que eu perguntava se a dona queria vender o apartamento. Abaixo, o email:
“Bom dia Sr. Marcelo,
Já enviei pelo correio a notificação. A proprietária não tem interesse em vender, e sim atualizar o valor do aluguel conforme o mercado. O senhor teria interesse em permanecer no imóvel perante a atualização do valor de aluguel?
Aguardo seu retorno o quanto antes.
Desde já agradeço.
Atenciosamente”
Um pouco de histórico: nosso contrato venceu em julho de 2009, e uma clausula garantia que se nenhuma das partes se manifestasse, o contrato seria automaticamente renovado. Ninguém se manifestou, e o contrato foi renovado.
A questão toda é a seguinte. A imobiliária que aumentar em R$ 300 o aluguel agora, mas não pode atualizar segundo os índices do mercado (que são baixos). Então eles vão e quebram o contrato, e fazem essa nova proposta. Se quisermos ficar, teremos que fazer um novo contrato com o novo valor. Isso é permitido?
Fevereiro 5, 2010 8 Brindes
A saga da procura do apartamento perfeito
Terça-feira chega um e-mail:
“Bom dia!
Estou tentando entrar em contato pelo telefone, porém não estou tendo nenhum sucesso. Foi enviado já há alguns meses atrás uma notificação para a desocupação do imóvel e até o momento ainda não tivemos nenhum retorno em relação a desocupação do mesmo. Por gentileza, entre em contato conosco o quanto antes, e nos forneça um telefone de contato atualizado.
Desde já agradeço.
Atenciosamente,
Imobiliária”
Não entendi bulhufas. Como assim enviaram meses atrás uma notificação para desocupação do imóvel, e ninguém fala mais nada? Estranhamente, o aluguel e o condôminio, que também são enviados pela imobiliária, chegam todos os meses. Será que eles perderam o endereço do apartamento? Desculpinha esfarrapada, hein.
Liguei lá, ela explicou que tinhámos que deixar o apartamento um mês após recebermos a nova notificação que eles estão nos enviando. Retruquei dizendo que, segundo a lei, tinhámos 90 dias. Ela confirmou, frisando: “Quanto mais rápido melhor”. Isso foi na terça, e a tal notificação ainda não chegou. História mal contada essa, mas não tem como fugir do recado, certo.
Desta forma, passei três horas da minha tarde de folga camelando atrás de um novo apartamento. É incrível como as coisas sempre são o contrário do que queremos. Quando eu era solteiro, e procurava aps de um dormitório, só encontrava aps de dois ou três para alugar. Agora que quero um ap de dois dormitórios achei vários de um ou três e até quatro para alugar. Ah Murphy. Hehe.
Nossa idéia é continuar morando próximo a avenida Paulista, ou no mínimo nessa região. Hoje subi a Peixoto Gomide, andei pelas ruas Antônio Carlos, Luis Coelho, pela Haddock Lobo e pela Matias Aires. Estiquei até um pedacinho da Avenida Angélica e só fui entrar realmente em um apartamento (após ligar para várias imobiliárias) na Rua Antônia de Queiroz, com dois quartos, salão, mas R$ 2 mil de aluguel (tudo incluso, sem garagem) e terreo. É só o primeiro dia.
Fevereiro 4, 2010 3 Brindes
Opinião do Consumidor: Eggenberg Urbock 23º
A austríaca Eggenberg Urbock 23º é uma cerveja duplo bock clara, com 23 graus de extrato primitivo (mais alto ainda que o dá Primator 16% Exkluziv – leia aqui – que é uma cerveja bastante forte) e 9,6% de teor alcoólico (o dobro de teor alcoólico da Pilsen que estamos acostumados a beber em bar), que se apresenta como “a cerveja mais forte do mundo”, o que justifica sua filiação double bock. Para os alemães, as bock são tão fortes quanto um coice de bode (bock). Ou seja, tirem as crianças de perto.
Medalha de prata em 2008 do Word Beer Cup na categoria duplo bock estilo alemão, a Eggenberg Urbock 23º é uma cerveja de baixa fermentação que amadurece em caves durante nove meses, até que esteja completamente fermentada e com sua bela e intensa cor dourada. O aroma é fortíssimo e bastante complexo, marcado por malte, álcool e um pouco de mel – e impressiona mais do que o teor alcoólico, que não chega a bater tanto apesar da forte presença de álcool.
O paladar no inicio é amargo, deixando transparecer malte e mel (que encobrem a presença do álcool). O lúpulo marca o final, que após alguns segundos de amargor passa a ser extremamente adocicado, o que dificulta sua ingestão em grandes quantidades – e confunde o paladar. É uma cerveja densa, bastante maltada, perfeita para acompanhar queijos e doces a base de chocolate. Não é a minha preferida, mas pode conquistar alguns.
Eggenberg Urbock 23º
- Produto: Double Bock
- Nacionalidade: Austriaca
- Graduação alcoólica: 9,6%
- Nota: 2/5
Fevereiro 4, 2010 Encha o copo
Liev Schreiber, Stephen Frears e Mike Mills

“Uma Vida Iluminada”, Liev Schreiber (2005)
Ainda não li o livro de Jonathan Safran Foer, mas acabei de terminar “Pergunte ao Pó”, do Fante, e ele é o próximo. A Lili leu, e pelo jeito curtiu bastante a adaptação (ela adorou o livro do Jonfen). O filme é excelente. Roteiro e fotografia espertos, frases ótimas e uma atuação impecável de Eugene Hutz, vocalista do Gogol Bordello, que rouba a atenção do espectador. Elijah Wood também está muito bem, e acho que resumo o filme em uma frase que Lili me falou ao tentar explicar o livro: tem partes cômicas, mas também é triste, muito triste. Tem umas três passagens ali no final que poderiam ser a tradução perfeita da palavra lirismo. Gostei tanto que vou rever qualquer dia. E ler o livro. Já.

“Ligações Perigosas”, Stephen Frears (1988)
Falando em rever filmes, aproveitei a inspiração de “Cheri”, o mais recente lançamento de Stephen Frears (e que traz Michelle Pfeiffer no elenco), e fui tirar a poeira do DVD de um dos meus filmes preferidos de todos os tempos. “Ligações Perigosas” me fascina desde a primeira vez que assisti. Há um cuidado nos mínimos detalhes da produção que são simplesmente arrebatadores. Do começo brilhante com John Malkovich e Glenn Close sendo arrumados pela criadagem até o final angustiante, “Ligações Perigosas” é um dos melhores filmes sobre vingança já feitos. Ganhou três Oscars (roteiro adaptado, figurino e arte), mas Michelle Pfeiffer merecia uma estatueta dourada. Ainda escrevo um textão sobre ele…
![]()
“Impulsividade”, Mike Mills (2005)
Esperava mais desse filme, mas não sei por qual motivo. Ok, sei. Confundi o diretor Mike Mills com Mike Figgis (“Despedida em Las Vegas”, “Por Uma Noite Apenas”) e, ao mesmo tempo, com o Mike Nichols (“Closer”, “A primeira noite de um homem”), quando devia ter pensando no baixista do R.E.M. A premissa de “Impulsividade” é interessante (jogando luz sobre a fase em que você começa a sair da infância para a adolescência), mas o resultado não comove. Prejudica ainda a atuação fanfarrona de Keanu Reeves (ele já teve alguma graaande atuação?). Lou Pucci, que interpreta o jovem que ainda não conseguiu deixar de chupar o dedo, se sai muito bem, mas o problema de “Impulsividade” é o roteiro extremamente previsível. Ahh, a trilha é assinada pelo pessoal do Polyphonic Spree e ainda traz coisas do Ellioth Smith. Ouça o CD…
Fevereiro 2, 2010 1 Brinde
Coluna de Segunda: Do vinil para o MP3

Um rascunho de pensamento…
20 de outubro de 1986. Essa é a data do meu primeiro registro em carteira de trabalho. Não que eu não tivesse trabalhado antes. Ali pelos 12 anos eu peguei um bico de entregar pastel (muito bom por sinal) para diversos botecos da região para um japonês que morava perto de casa. O segundo trabalho foi em uma banca de jornal, que ficava na rodoviária de Taubaté, ao lado de uma loja de discos. Do outro lado da rua ficava a Hermes Macedo, a tal empresa que carimbou minha carteira pela primeira vez.
O primeiro salário de verdade a gente não esquece. Não que os 1300 cruzados fossem uma fortuna, mas assim que recebi o meu primeiro cheque, descontei e fui direto para a lojinha de discos que ficava ao lado da banca que eu tinha trabalhado meses antes. Sai de lá com seis vinis: “Dois”, do Legião Urbana; “O Rock Errou”, Lobão; “Selvagem?”, Os Paralamas do Sucesso; “Nós Vamos Invadir a Sua Praia”, do Ultraje a Rigor; “Mudança de Comportamento”, do Ira! e “Revoluções por Minuto”, do RPM.
Até então eu só tinha dois vinis em casa: “Radioatividade”, o segundo álbum da Blitz, e “Ballads”, uma coletânea com 20 baladinhas dos Beatles, o primeiro disco que ganhei na vida (já falei sobre ele aqui). De 1986 para cá muita coisa mudou. Os vinis sumiram das prateleiras brasileiras (eu devo ter uns 500 em casa), o CD surgiu, virou mania e então apareceu o MP3, e o modo das pessoas ouvirem música foi mudando e se adaptando conforme cada evento tecnológico surgia para animar as nossas vidas.
Nos anos 80 a gente gravava fitinhas K7 e ia pra escola ouvindo walkman. Também já escrevi sobre a arte de gravar fitinhas (aqui), mas isso também mudou com o tempo. Ali pelo meio dos anos 90, o discman veio com tudo para fazer com que o ouvinte levasse seus CDs prediletos para ouvir onde quisesse. E funcionou, mas daí chegou o século 21, e em 2001, a Apple lançou o iPod, pois o formato já não era mais CDs e nem vinil, e sim MP3 podendo transportar 5GB de músicas. A revolução se fez.
Agora estamos começando mais uma década, e a discussão sobre formatos (que começou uns dois, três anos atrás) parece esquentar. Muita gente boa defende que o MP3 vai morrer, e que o futuro da música será… 1, 2, 3: o streaming. Em streaming, as informações da mídia não são usualmente arquivadas pelo usuário que está recebendo a stream. Isso permite que um usuário reproduza mídia protegida por direitos autorais na Internet sem a violação dos direitos, similar ao que acontece em rádio e televisão aberta.
Por que streaming?, pergunta o leitor. Porque, defendem alguns, ninguém vai ter paciência de guardar milhares de gigas com MP3 a partir do momento que você poderá ouvir aquela mesma música de graça, na hora que você quiser, estando conectado. A idéia é que as gravadoras devem apostar nesses servidores, disponibilizando seus catálogos. Com uma simples busca você encontra o disco que queria ouvir, e o ouve sem precisa arquivar nada em seu HD. Clicou, ouviu, foi feliz.
Não sei, mas sou um pouco cético quanto a isso. Pra mim, o MP3 veio para ficar (espero nunca ter escrito a mesma coisa sobre o CD – risos – na verdade eu disse aqui que ele ia morrer). Espaço é algo cada vez mais irrelevante. Acredito que antes das gravadoras apostarem nos sites de streaming vão aparecer pendrives com capacidade enorme ocupando pouco espaço. O máximo até o momento são 128 GB naquele chaveirinho, um espaço em que você pode guardar mais de mil álbuns. Imagina quando isso chegar a 1T.
Além do mais, acho que o ser-humano é acostumado a comodidades. É muito fácil ouvir algo em streaming, mas para o modelo funcionar será preciso dar ao ouvinte o mínimo de chance de erro. Buscar uma música e não encontrá-la, e um ouvinte perdido. Talvez seja uma visão de apaixonado por música, de pessoas que querem ter o controle sobre o que ouvem, e não querem correr o risco de não poder ouvir aquele disco que tanto ama. No mais, se streaming funcionasse, o My Space não teria sido esquecido, certo.
De qualquer forma, não há como cravar nada. Vivemos um período interessantíssimo da história mundial, em que tudo pode ser possível, mas poucos podem prever o que vem por ai. Em três décadas passamos do vinil e do K7 para o CD e do CD para o MP3. Qual o próximo passo? Será que a música será guardada em um grande servidor online, e todo mundo vai acessar conforme suas preferências, ou vamos continuar lotando HDs com MP3? Como você acha que estará ouvindo música daqui dez anos?
Fevereiro 1, 2010 10 Brindes
Dois vídeos: Superguidis e PS22 Chorus
Clipe oficial para a música nova do Superguidis. Assista aqui
“Viva La Vida”, do Coldplay, com um coral infantil. Assista aqui.
Janeiro 30, 2010 2 Brindes
Meu set list do Unbuttoned, na Rádio Levis
Nesta sexta fui o convidado da Rádio Levis para comandar o Unbuttoned, um programa que toda sexta convoca alguém do meio musical (jornalista, músico) para fazer uma seleção de músicas. Escolhi as 15 faixas abaixo concentrando o repertório no território nacional.
01) Nunca Nunca, Lê Almeida
02) Paz e Amores, Nevilton
03) Elvis, Frank Jorge
04) Lição de Casa, Pullovers
05) Alguma Coisa Me Diz, Lestics
06) Coracion, Banda Gentileza
07) Pavão Macaco, Wado
08) Meu Príncipe, Lulina
09) Cidade Baixa, Bruno Morais
10) Crua, Otto
11) Olhar de Mangá, Erasmo Carlos
12) Pareço Moderno (Remix by Guab), Cérebro Eletrônico
13) O Que Todo Mundo Quer/Ninguém Liga, Rômulo Fróes e Nina Becker
14) Artista, Rubinho Jacobina
15) O Que Que Nego Quer, De Leve
O programa é semanal, e o convidado da semana indica o da próxima. Convoquei o chapa Tiago Agostini para fazer a sua seleção, próxima sexta (05/02) às 14h. A minha seleção você pode baixar para ouvir aqui.
Janeiro 29, 2010 2 Brindes
Wilco libera dois shows pelo Haiti
A turma de Jeff Tweedy decidiu trabalhar em favor do povo do Haiti, e de uma maneira bem bacana. A banda está liberando dois shows inteirinhos no site oficial (http://wilcoworld.net/causes/), um de 13/07/2009 no Brooklin, EUA, e outro do dia 04/11/2009 em Londres, Inglaterra. Basta entrar no site, clicar nos links dos shows e fazer o download.
E o Haiti nessa? Bem, a banda confia em seu público. Eles pedem para que quem baixar os shows doe 15 doláres para uma destas instituições: Doctors Without Borders (http://doctorswithoutborders.org) ou OXFAM (http://www.oxfam.org/en/haitidonate). Optei pela Doctors. E os dois shows já estão na metade dos downloads… rolando aqui em casa.
Set list do show de Nova York:
1. Wilco (The Song)
2. I Am Trying To Break Your Heart
3. Shot In The Arm
4. At Least That’s What You Said
5. Bull Black Nova
6. You Are My Face
7. One Wing
8. Handshake Drugs
9. Deeper Down
10. Impossible Germany
11. Take Me Out To The Ball Game
12. Jesus Etc.
13. Sonny Feeling
14. I’m Always In Love
15. Can’t Stand It
16. Hate It Here
17. Walken
18. I’m The Man Who Loves You
19. Hummingbird
20. Encore:
20. Heavy Metal Drummer
21. You And I (with Feist)
22. California Stars (with Feist and Ed Droste from Grizzly Bear)
23. You Never Know (with Feist and Ed Droste from Grizzly Bear)
24. Misunderstood
25. Spiders (Kidsmoke) (with Yo La Tengo)
26. Encore 2:
26. The Late Greats
27. Hoodoo Voodoo (with Feist and Ed Droste from Grizzly Bear)
Set List do show de Londres
1. Ashes of American Flags
2. Bull Black Nova
3. A Shot In The Arm
4. Side With The Seeds
5. I Am Trying To Break Your Heart
6. One Wing
7. At Least That’s What You Said
8. Impossible Germany
9. Country Disappeared
10. Handshake Drugs
11. Pot Kettle Black
12. I’ll Fight
13. Box Full Of Letters
14. Sonny Feeling
15. Jesus Etc
16. Theologians
17. I’m The Man Who Loves You
18. Hummingbird
19. Encore:
19. Via Chicago
20. Spiders (Kidsmoke)
21. Encore 2:
21. Wilco (The Song)
22. The Late Greats
23. Heavy Metal Drummer
24. Hate It Here
25. Walken
26. Monday
27. Outtasite Outtamind
28. Encore 3:
28. Someone Else’s
# As músicas em bold não estão no arquivo disponibilizado pelo Wilco.
Janeiro 28, 2010 3 Brindes
Destaques da Virada Cultural Paulista
A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo anunciou nesta quarta-feira a programação da Virada Cultural Paulista, que irá acontecer em 29 cidades do interior de São Paulo nos dias em 22 e 23 de maio. Abaixo estão os destaques, mas você póde conferir a programação completa de cada cidade aqui.
- Araçatuba: CPM 22, Falamansa, Multiplex e Vivendo do Ócio
- Araraquara: Copacabana Club, Lenine, Ludov, Manu Chao
- Assis: Rádio Taxi, Toquinho, CPM 22, Kid Vinil Experience
- Bauru: Demônios da Garoa, Pública, Ultraje a rigor, Wander Wildner
- Caragua: Anelis Assumpção, Plebe Rude, Sepultura
- Franca: Falamansa, Leci Brandão, Vitor Araújo, Tiê
- Indaiatuba: Bebel Gilberto, Macaco Bong, Pitty, Mônica Salmaso
- Jundiaí: Cat Power, Zeca Baleiro, Pitty, Cidadão Instigado
- Marília: Cachorro Grande, Madame Mim, Canastra e Paralamas
- Mogi das Cruzes: Mudhoney, Autoramas, Funk Como Le Gusta
- Mogi-Guaçu: Arnaldo Antunes, Beto Guedes, Arrigo Barnabé
- Piracicaba: Yann Tiersen, Paralamas do Sucesso, Toquinho
- Presidente Prudente: Lobão, Detonautas, Dona Ivone Lara
- Ribeirão Preto: Titãs, Toni Garrido, Nina Becker, Autoramas, Leela
- Santa Bárbara do Oeste: Móveis Coloniais, Ultraje, Maria Alcina
- São Carlos: Vanguart, Dead Rocks, Cordel do Fogo Encantado, Móveis
- São João da Boa Vista: Blitz, Ana Cañas, Canastra
- São José do Rio Preto: Mudhoney, Vivendo do Ócio, Canastra
- São José dos Campos: Cat Power, Banda Sinfônica de SP, Del Rey, Leela
- Soracaba: Titãs, Osesp, Quinteto em Branco e Preto, Heraldo do Monte
- Baixada Santista: Manu Chao, Zeca Baleiro, Otto, Cérebro Eletrônico
Janeiro 27, 2010 4 Brindes
Opinião do Consumidor: Cerveja Czechvar
A Czechvar é um ícone da República Tcheca, mas lá é conhecida como Budweiser Budvar. Devido a uma pendenga judiciai com a Anheuser-Busc, dona da Budweiser norte-americana, a Budvar precisou mudar seu nome para ser exportada para alguns países. É uma cerveja que lembra muito as brasileiras, com seu amargor característico marcando o paladar.
A Pilsen como a conhecemos nasceu na cidade de Pilsen, na República Tcheca. A Czechvar começou a ser produzida em 1895 pela Budejovicky Budvar, uma das mais respeitadas cervejarias do mundo, que começou sua história com cerveja em 1265 na cidade de Ceské Budejovice (sede do governo da região da Boémia do Sul), que fica a duas horas de Praga e a uma hora da fronteira com a Alemanha (região da Baviera).
Uma das marcas mais famosas em seu país (uma de suas concorrentes – em qualidade e história – é a 1795), a Czechvar é muito leve e refrescante, mas a dosagem perfeita de malte e lúpulo confere ao conjunto um sabor perfeito para esta que é considerada por muitos como uma das melhores pilsens do mundo. A long neck (300 ml) pode ser encontrada entre R$ 7 e R$ 10 enquanto a garrafa (500 ml) sai por R$ 12.
Czechvar (Budweiser Budvar)
- Produto: Cerveja Lager
- Nacionalidade: Tcheca
- Graduação alcoólica: 5%
- Nota: 4/5
Janeiro 27, 2010 Encha o copo
Jason Reitman, Guy Ritchie e Spike Jonze

“Amor sem Escalas”, Jason Reitman (2009)
O ponto de partida da história de “Up In The Air” (esqueça o título besta nacional) é excelente e perfeito para o atual momento (principalmente, o atual momento norte-americano): George Clooney é um dos empregados de uma empresa que é contratada para demitir funcionários de outras empresas, e faz o serviço com uma eficácia surpreendente. O desenrolar da história você já deve ter lido (ou visto no trailer). Clooney se envolve com duas mulheres (uma profissionalmente, a outra sexualmente) e a experiência o faz reavaliar sua vida. Jason Reitman é bom nisso, vide os ótimos “Obrigado por Fumar” e “Juno”, mas “Up In The Air” é o mais fraco dos três. Clooney está convincente e brilha em vários momentos, mas na segunda parte o roteiro derrapa para o melodrama cheio de boas intenções, o que não chega a incomodar totalmente, mas desperdiça uma excelente primeira hora de película. Azarão no Oscar.

“Sherlock Holmes”, Guy Ritchie (2009)
Não tem jeito: Guy Ritchie dificilmente irá fazer algo tão brilhante quanto “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (um sub-Tarantino que ousou ser melhor que a safra do próprio na época), e parece ter sido o primeiro a ter descoberto isso. A opção do cineasta foi dedicar sua carreira ao saudável cinema fast-food: o público até se diverte na sala escura, mas esquece do que viu alguns dias depois. Desculpe-me os detratores, mas é bom para a sanidade não viver todos os dias apenas de cinema iraniano. Guy Ritchie merece ser saudado por atualizar o personagem de Sherlock Holmes (apesar dele e seu fiel companheiro Watson viverem na Londres do começo do século passado), e acertou na loteria ao escalar a dupla Robert Downey Jr para o papel principal e Jude Law para o secundário, mas o roteiro (repleto de enigmas mirabolantes) parece mais uma adaptação de Dan Brown do que Conen Doyle.

“Onde Vivem os Monstros”, Spike Jonze (2009)
Max é uma criança esperta típica: muita energia, necessidade de atenção e falta de amigos marcam seu cotidiano. A irmã, mais velha, já tem sua turma. A mãe, separada (provavelmente, o roteiro não esclarece) é atenciosa o tanto que consegue, mas está atolada de trabalho e tentando dar um jeito em sua vida sentimental. Após uma traquinagem, o garoto deixa a casa e sai correndo pelo bairro, chega ao rio, pega um barco e entra no mundo dos sonhos, de seus próprios sonhos, e encontra um grupo de monstros esquisitos (e carinhosos) que representam, cada um, suas próprias facetas. “Onde Vivem os Monstros”, de Spike Jonze, é uma fábula tristonha sobre a passagem da infância para a adolescência em um filme muito mais adulto que infantil. A trilha de Karen O (ex-namorada do cineasta) e a fotografia de Lance Acord são os pontos altos desta pequena e frágil epopéia de redescobrimento. Para lembrar a infância.
Janeiro 27, 2010 2 Brindes
Uma foto de feliz aniversário, São Paulo
Janeiro 26, 2010 Encha o copo
Masp expõe 179 gravuras de Marc Chagall

Os Lobos e as Cegonhas
Conheço pouquíssima coisa do bielorusso Moishe Zakharovich Shagalov, popularmente chamado de Marc Chagall, mas ouço seu nome e me lembro de “A Casa Cinza” (essa), um fabuloso exercício de expressão em que o pintor busca transmitir a tristeza de sua cidade natal, Vitebsk, mas que me chama a atenção não pelo retrato cinzento, mas sim pelas formas alegóricas (influência cubista) que parecem fazer o quadro dançar. Ele está exposto no Museu Thyssen-Bornemisza, em Madrid, e nas duas vezes que estive na cidade precisei ir vê-lo (assim como o magnífico “Quarto de Hotel”, de Hopper).

“O avarento que perdeu seu tesouro”
“O Mundo Mágico de Marc Chagall – Gravuras” (em cartaz até 28/03, às terças com entrada gratuita) não tem nada a ver com esse meu quadro preferido do pintor, mas é um passeio delirante por sua obra através de 179 gravuras que vão desde suas primeiras, feitas na Alemanha nos anos 20, até as ilustrações para as fábulas de La Fontaine, uma edição especial com 50 passagens da Bíblia e, por fim, a magnífica série “Dafne e Cloé”, um romance grego do século III. Chagall visitou a Grécia para decorar a paisagem buscando ser o mais próximo possível em sua adaptação.

”O bezerro de ouro”
Gostei de muita coisa que vi. Um gravura com o “Rei Davi” me chamou bastante a atenção na seqüência especial sobre a Biblia. Os desenhos “infantis” para as fábulas de La Fontaine também são excelentes (entre eles, “A águia e a coruja”, “Os lobos e as cegonhas” e “O avarento que perdeu seu tesouro”). Já a parte da série “Dafne e Cloé” (publicada originalmente em 1961) é mais forte, com cores quentes e vivas. Chagall exigiu muito de Solier, seu impressor, para conseguir chegar às cores exatas que viu nas ilhas gregas. O resultado é uma obra viva e vibrante.

“Os jovens de Mithymna”
Para matar saudade, uma visita ao segundo andar do Masp, local do acervo do museu, que guarda, entre tantas preciosidades, obras de Portinari, Tiziano, Rembrant, Van Gogh, Renoir, Degas, Picasso, Cézanne, Toulouse-Lautrec e Modigliani. Adoro os retratos de princesas francesas pintados por Jean Marc Nattier (como este aqui), que abrem a sala, mas não saberia escolher apenas uma obra preferida. Vou arriscar três: “Rosa e Azul”, de Renoir (aqui), “Lunia Czechowska”, de Modigliani (aqui) e “Quatro Bailarinas em Cena”, de Degas (aqui).

“As flores saqueadas”
Serviço:
“O Mundo Mágico de Marc Chagall – Gravuras”
De 23 de janeiro a 28 de março de 2010
- Terças, quartas, sextas, sábados, domingos e feriados, de 11h às 18h
(bilheteria aberta até às 17h).
- Quintas-feiras, de 11h às 20h
(bilheteria aberta até às 19h).
Ingressos:
R$15,00 (valor inteiro)
R$ 7,00 (estudantes com identificação da instituição).
Entrada gratuita ao público somente às terças-feiras.
Menores de 10 e maiores de 60 anos não pagam.
Leia também:
- Uma foto de viagem e outras lembranças (aqui)
- Obras primas de Michelangelo em Florença (aqui)
- L’Orangerie, o museu mais fofo e especial de Paris (aqui)
- Monalisa, Venus de Milo e… Coldplay no Louvre (aqui)
- Plaza Mayor, Palacio Real e Museu do Prado em Madri (aqui)
- Um jarro de sangria e as pinturas negras de Goya (aqui)
- Arte sacra, Bernini, Caravaggio e tiramisu em Roma (aqui)
- São João Del Rey e o inesquecível Inhotim, em Minas (aqui)
- Voll-Damm, Reina Sofia e Thyssen-Bornemisza em Madri (aqui)
Janeiro 25, 2010 1 Brinde























