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Novo Woody Allen no Brasil: 25/08

Mais: Woody Allen de 0 a 10, por Marcelo Costa (aqui)

julho 21, 2016   Encha o copo

A capa do novo disco do Wilco

“Schmilco”, 10º disco do Wilco, será lançado dia 09 de setembro, traz arte de Joan Cornellà e já tem duas músicas liberadas: “Locator” e “If I Ever Was A Child”! O Wilco toca no Brasil em 08 de outubro dentro do Popload Festival! O cartunista Joan Cornellà chega em setembro ao país. O catalão está confirmado para a Bienal de Quadrinhos de Curitiba e se junta ao peruano Jesus Cossio, à colombiana Power Paola, à israelense Rutu Modan e ao uruguaio Troche. A Bienal acontece entre 08 e 11 de setembro, no MuMA em Curitiba. No Instagram, a Editora Mino, que lançou “Zonzo”, de Cornellà, no Brasil em fevereiro deste ano avisa que “deve rolar pelo menos mais uma data (de Cornellà) em São Paulo”. Abaixo, o tracklist do novo disco do Wilco!

Schmilco
01 “Normal American Kids”
02 “If I Ever Was A Child”
03 “Cry All Day”
04 “Common Sense”
05 “Nope”
06 “Someone To Lose”
07 “Happiness”
08 “Quarters”
09 “Locator”
10 “Shrug And Destroy”
11 “We Aren’t The World (Safety Girl)”
12 “Just Say Goodbye”

julho 19, 2016   Encha o copo

Download: Nove discos de Wado

WadoTudo aqui, gratuito: http://wado.com.br

julho 17, 2016   1 Brinde

Um sonho desejo: Pussy Power Festival

Na noite de sexta, após eu juntar as entrevistas de Girlie Hell e Anarchicks num único tweet com a chamada “8 mulheres, 2 bandas”, a Amanda França comentou de como seria legal um festival só com bandas de mulheres, e isso bastou para começarmos a sonhar (como ela mesma tuitou depois, “sonho que sonha junto…” <3) com um line-up assim. Ela batizou o festival (já depois que passamos a conversa para o Facebook e pintarem dezenas de sugestões) e esse primeiro recorte (pessoal) visa juntar bandas de várias cantos do mundo e possíveis (com cachês que permitiriam o corre).  Na minha cabeça ficou assim:

– PJ Harvey (Inglaterra)
– Sleater-Kinney (EUA)
– Babys in Toyland (EUA)
– Mercenárias (Brasil)
– Savages (Inglaterra)
– Butcherettes (México)
– Girlie Hell (Brasil)
– Anarchicks (Portugal)
– Plastiscines (França)
– Shonen Knife (Japão)
– Las Robertas (Costa Rica)
– Pussy Riot (Rússia)

12 shows, três dias com quatro shows cada (mais debates, filmes…)

A Sylvie Piccolotto, jornalista e produtora de shows na Argentina, sugeriu o Las Piñas, de La Plata, o que poderia fazer uma conexão com o festival por lá (nesses casos é sempre bom dividir custos para baratear o processo todo de trazer os artistas de fora para a América do Sul). Courtney Barnett, Warpaint, Haim e Fiona Apple foram muito citados, mas dois nomes me soaram perfeitos: o Alexandre Inagaki lembrou a história da Anita Tijoux, filha de pais exilados na França por causa da ditadura do Pinochet, e o Alex Antunes lembrou que a Bush Tetras (combo pós punk nova-iorquino formado em 1979) está na ativa. Elson Barbosa sugeriu Kim Gordon de curadora e Renata Arruda lembrou da Amanda Palmer, e acho que as duas poderiam fazer parte de palestras falando sobre seus livros (“A Garota da Banda” e “A Arte de Pedir“, respectivamente), o que engrandeceria o evento ainda mais. Da mesma forma, o Chacal indicou Julie Ruin, o que também poderia render uma exibição de “Kathleen Hanna: The Punk Singer”, grande documentário de Sini Anderson. A coisa toda vai se ampliando. Ou seja, há um evento esperando para ser feito! Não é um line-up tão caro e abre dezenas de possibilidades. Bora transformar isso em realidade? 🙂

julho 16, 2016   Encha o copo

O melhor festival de todos os tempos?

monterey

Nunca tinha pensando nisso, mas assistindo ao ótimo e delicadíssimo documentário sobre Janis Joplin (“Janis – Little Girl Blue”, com narração de Chan Marshall, em cartaz em vários cinemas do país) caiu a ficha de que se eu pudesse voltar no tempo e escolher apenas 1 festival para estar presente, eu não teria duvida: Monterey Pop Festival 1967. Dose dupla de Janis Joplin & Big Brother and the Holding Company (eles não permitiram gravar o show no sábado e a coisa foi tão foda que deram um jeito de eles repetirem o show no domingo pro D. A. Pennebaker registrar pra posteridade), Pete Townshend destruindo sua guitarra e Keith Moon o seu kit de bateria em “My Generation” (é hilário no vídeo o rapaz do som tirando coisas do palco com medo da destruição do Who), Jimi Hendrix incendiando sua guitarra (!!!!!!), e, ainda, Eric Burdon & The Animals; Simon and Garfunkel; The Byrds; Jefferson Airplane; Ravi Shankar; Buffalo Springfield; Grateful Dead; The Mamas & The Papas; Booker T. & the MG’s e, mama mia, Otis Redding. Sensacional!

E era pra ter sido ainda melhor. O Beach Boys, um ano depois de “Pet Sounds” e no auge da piração de “Smile”, cancelou. A produção sondou os Beatles, mas eles não estavam seguros de reproduzir a loucura de “Revolver” e “Sgt Peppers” ao vivo. No entanto, Paul indicou The Who e The Jimi Hendrix Experience. A produção tentou os Kinks, mas eles não obteram visto de trabalho em tempo. Stones e Donovan ficaram de fora por causa de visto de trabalho também, mas dessa vez negados antecipadamente pelas prisões deles com drogas; Bob Dylan não aceitou porque estava se recuperando do tal acidente de moto que quase lhe custou a vida em 1966; Frank Zappa se recusou a tocar no mesmo palco que outras bandas “menores” de São Francisco; e o Captain Beefheart não tocou porque o Ry Cooder achou que a banda não estava pronta (o Love estava, mas a produção do festival recusou eles). Era pra ter sido ainda melhor… risos

Ps. Ficou famosa a história de que The Who e a Jimi Hendrix Experience tiraram na moedinha quem deveria tocar antes. O The Who ganhou e destruiu o palco. Na sequencia, Jimi Hendrix fez história. Automaticamente me lembro de Pete Townshend em sua autobiografia “lamentando” (de brincadeira) ter indicado para Jimi Hendrix “armas tão potentes“…

Leia também:
– Cinco momentos inesquecíveis de cinco grandes shows (aqui)

julho 12, 2016   1 Brinde

Truman

Em 99% das vezes que vou ver um filme, tento saber o mínimo sobre ele. Gosto da sensação de não saber absolutamente nada da história (ainda que o cartaz adiante pequenas coisas) e, mesmo que isso tenha quase me causado um leve trauma (ver “Katyn“, do Andrzej Wajda, num dia depressivo não foi uma boa escolha – fiquei, inclusive, tremendo algumas horas num show que fui ver no Studio SP, logo depois, mas que filme, que filme), continuo tentando ir ao cinema sem saber nada da história. Hoje não estava sendo um dia bom. Um pouco de tristeza aqui, um pouco de depressão acolá. Mas dai que a esposa chegou em casa e eu consegui faze-la sorrir algumas vezes, o que já serviu para deixar tudo mais leve, para colocar as coisas um pouco nos eixos. E depois fomos ver “Truman” (2015), grande vencedor do Oscar espanhol, o Goya, arrematando cinco estatuetas das seis a que fora indicado – melhor filme, diretor (Cesc Gay), ator (Ricardo Darín), ator coadjuvante (Javier Cámara) e roteiro. Na minha mania de não ler sinopses nem nada, eu acreditava que “Truman” se tratava de uma comédia bestinha, mas, feliz engano, é daqueles dramas levemente cômicos e contidos, que lavam a alma com silêncio. Bonito e triste. Como a vida.

julho 12, 2016   Encha o copo

Pablo Picasso no Instituto Tomie Ohtake

picasso

“Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar”, cantava Chico Science. Em uma cena de “Sociedade dos Poetas Mortos”, de Peter Weir, o professor inspira seus alunos a subirem na carteira e observarem ali de cima. “O mundo parece muito diferente visto daqui”, ele diz. Bem, eu já havia tido a sorte de ir duas vezes ao Museu Picasso, em Paris, e adorado as visitas, mas não saído deslumbrado (uma delas, inclusive, estava repleta de crianças entre 3 e 5 anos com professores e cuidadores – e foi a imagem que mais guardei dessa visita, mais do que qualquer quadro que eu tenha visto).

Andar por museus em viagens é especial e, ao mesmo tempo, um tiquinho estressante. Em Paris, o “stress” aumenta porque são tantos museus fodas que inúmeras vezes a alma não está pronta para passear por corredores olhando quadros dia após dia. É tanta coisa para se observar e se apaixonar em tão pouco espaço de tempo que o olhar fica inebriado, diria drogado. Numa das viagens, Lili brincou: “Deve ser a 20ª pintura da ‘Anunciação’ que vemos. Não aguento mais” (risos). Mas nada como tirar a obra de um lugar e passar para outro. Ou tirar as obras de Paris e traze-las para São Paulo.

Até o dia 14 de agosto, o Instituto Tomie Ohtake exibe a mostra “Picasso: Mão Erudita, Olho Selvagem”, com mais de 150 obras, entre quadros, esculturas, fotografias e desenhos, dos quais 90% inéditos no país, emprestados do Museu Picasso. Já visitei a exposição duas vezes e planejo mais duas visitas. Na primeira, inebriado e com olhos marejados, senti o coração acelerar descompassado na segunda sala, a respiração ofegante soar dificultosa e temi por cair sobre alguma obra de prima de milhões de dólares. Sai, sentei numa cadeira e me recompus, aos poucos, amando (assustado) a situação.

Essa exposição mexeu comigo de uma maneira mais intensa que as duas visitas anteriores ao Museu Picasso. Há dezenas de possibilidades (o cansaço de viagem e o olhar drogado em Paris; o momento pessoal de minh’alma em São Paulo), mas o que importa é que você precisa vê-la. Estão lá esboços de “Guernica”, o primeiro quadro que Picasso pintou quando tinha 14 anos, obras de várias de suas fases, desenhos que eu não lembrava de ter visto em Paris e as loucuras de um dos mágicos dessa arte chamada Pintura. De São Paulo essa exposição segue para o Rio e depois para Santiago. Não perca!

Abaixo, sete obras favoritas dessa exposição:

“O Homem de Gorro”, 1895


“Busto de Homem (Estudo para As Senhoritas de Avignon”), 1907

“Duas Mulheres Correndo Na Praia”, 1922

“Paul como Arlequim”, 1924

“O Beijo”, 1925


“Figuras a Beira-mar”, 1931

“A Grande Banhista Lendo Livro”, 1937

julho 11, 2016   Encha o copo

We can do it! #Enriqueta

Enriqueta

We can do it! #Enriqueta – @Liniers

julho 7, 2016   Encha o copo

Festival Fora da Casinha, em SP

07 de agosto em São Paulo
https://www.facebook.com/casadomancha

julho 6, 2016   Encha o copo

Bruce e uma garotinha de 4 anos em Oslo

oslo1

Os shows de Bruce Springsteen duram, invariavelmente, cerca de três horas… todas as noites desde os anos 70 (ok, um ou outro passou de quatro horas). E neste longo espetáculo, Bruce não deixa o palco um segundo sequer, nem na hora do bis, quando a banda toda sai e ele faz um ou dois números solo até a banda voltar. Há vários momentos que se repetem show após show: ele tira pessoas da plateia para dançar no palco com ele e com os integrantes da banda em “Dancing In the Dark” (repetindo a cena do clipe original com Courtney Cox), pega cartazes que os fãs fazem com todo carinho pedindo músicas (em São Paulo, um rapaz não só pediu a música “She’s The One” como também queria pedir a namorada em casamento, e Bruce os trouxe para o palco para que o pedido fosse realizado), vira o cartaz para a banda, e ela toca o que o fã pediu. Um dos momentos mais fofos, porém, acontece em “Waitin’ on a Sunny Day”, canção do álbum “The Rising”, de 2002, e talvez seu último grande hit single planetário (e nem foi tãooo sucesso assim, mas boa parte das pessoas conhece e canta com ele) – e olha que dos sete álbuns que Bruce lançou neste século, seis foram número 1 na Billboard. Bem, em “Waitin’ on a Sunny Day”, o teatrinho fofo se repete em todo show, seja em São Paulo, em Trieste, em Roma, em Manchester, em Los Angeles ou… Oslo, que recebeu na quinta-feira passada a E Street Band para as tradicionais três horas de show. No momento de “Waitin’ on a Sunny Day”, Bruce puxa para o palco uma garotinha de 4 anos, que dá o “pequeno show” que você assiste abaixo (Bruce fica tão impressionado com a doçura e determinação da menina que retorna a ela depois, no segundo vídeo, para presenteá-la com sua gaita. Ela termina o vídeo mandando beijos para o Chefão). É emocionante <3

Ps. Eu derreto na hora que ela grita: “Come on, E Street Band”!

Leia também:
– Bruce Springsteen ao vivo em São Paulo: Inesquecível (aqui)
– Discografia comentada: todos os discos de Bruce Springteen (aqui)

julho 5, 2016   Encha o copo

Textos mais lidos: Junho 2016

TOP 10
01) Três filmes: O sexo no cinema brasileiro, por Renan Guerra (aqui)
02) Entrevista: Humberto Gessinger, por Daniel Tavares (aqui)
03) BaianaSystem no Sesc Pompeia, por Marcelo Costa (aqui)
04) Discografia comentada: Bob Dylan, por Gabriel Innocentini (aqui)
05) Entrevista: Wry, por Bruno Leonel (aqui)
06) O novo disco do Car Seat Headrest, por Ana Clara Matta (aqui)
07) O “Amor Geral” de Fernanda Abreu, por Renan Guerra (aqui)
08 ) A turnê do Wilco pela América Latina, por Marcelo Costa (aqui)
09) Cinema: Trago Comigo, Ave Cesar, Mestres Cervejeiros (aqui)
10) Entrevista: Valciãn Calixto, por Bruno Lisboa (aqui)

TAGS
01) Download -> 28º link direto mais clicado (aqui)
02) Top 1001 Cervejas -> 40º link direto mais clicado (aqui)
03) Conexão Latina -> 63º link direto mais clicado (aqui)

DOWNLOAD
01) 15 discos: Metá Metá, Tatá, Caio Castelo e mais -> 4º link (aqui)
02) “Ainda Somos os Mesmos”, Tributo a Belchior -> 15º link (aqui)
03) “Caleidoscópio”, Tributo aos Paralamas do Sucesso -> 17º (aqui)

O EDITOR RECOMENDA
01) Entrevista: do México, Sotomayor, por Leonardo Vinhas (aqui)
02) Deolinda ao vivo no Rio de Janeiro, por Marcelo Costa (aqui)
03) Três HQs: Quiral, Zoé, Thomas e Thor, por Adriano Costa (aqui)

– Os textos mais lidos na história do Scream & Yell (aqui)

julho 1, 2016   Encha o copo

PicniK Festival: 02 e 03/07 em Brasília

Nos próximos dias 02 e 03 de julho (sábado e domingo), das 13h às 22h, a capital federal recebe mais uma edição do festival PicniK, que neste ano irá acontecer na Concha Acústica. Consagrado projeto itinerante brasiliense, conhecido por congregar milhares de pessoas em harmonia a cada edição, o PicniK apresentará ao público uma diversificada e inusitada programação com 20 shows, além de atividades, palestras, workshops e marcado alternativo com o melhor da economia criativa de Brasília. A entrada é franca.

No sábado (02) haverá shows com as bandas Horos (SP), Bike (SP), Magic Crayon (SP), Trementina (Chile), Muñoz (MG), Marrakesh (PR), Bang Bang Babies (GO), Pedrinho Grana & Os Trocados (DF), Enema Noise (DF), Disco Alto (DF) e O Bando de Sara (DF). No domingo (03), que irá divider o palco será Lucas Santtana (BA), Guizado (SP), Gasolines (SP), My Magical Glowing Lens (ES), Aloizio (DF), Dillo (DF), Consuelo (DF), Joe Silhueta (DF) e Forró Red Light (DF). Lembrando novamente que a entrada é gratuita!

O clássico mercadinho alternativo tem, mais uma vez, posição de protagonismo dentro do PicniK. O espaço destaca-se por agregar talentos da economia criativa local, com empreendedores das áreas de artes plásticas, moda, fotografia, decoração, design, artesanato e gastronomia. Entre as novidades do PicniK Festival está a parceria com a Feira de Discos de Brasília, que realizará, dentro do evento, sua 11ª edição com a presença dos principais vendedores de discos de vinil do Distrito Federal.

A tradicional área de workshops apresenta no domingo (03) uma série de atividades. A escola Perestroika fará uma oficina de Processo Criativo e o coletivo Sobre Urbana (GO) vai ensinar a fazer bancos de pallet, com uma breve abordagem teórica sobre a importância da apropriação dos espaços públicos, além da introdução de conceitos como o placemaking e o urbanismo tático. Como o universo das cervejas artesanais tem tudo a ver com o rock, o jornalista e beer sommelier paulista Marcelo Costa (editor do site Scream & Yell) apresentará uma concorrida palestra (com direito a degustação!) sobre as Escolas Cervejeiras (faça sua inscrição!).

Outra novidade do PicniK Festival é o espaço Semânticas, criado para discutir assuntos pertinentes da música independente e das artes gráficas. No sábado (02) serão apresentados dois painéis, um debatendo o cenário musical alternativo brasileiro contemporâneo, com a presença de Lucas Santtana e de representantes do selo gaúcho Honey Bomb Records e dos sites Scream & Yell (rock e cultura pop) e Tranquera (música eletrônica); e outro sobre intervenções artísticas urbanas, com participação do grafiteiro Adriano Cinelli (Onio) e do coletivo goiano Sobre Urbana.

A Área Zen novamente traz luz para a experiência convidando a participar de aulas gratuitas de yoga, meditação, dança e até mandalas em bordado. Esse espaço também será palco para o projeto Entre Olhares, movimento mundial que promove a troca de olhares entre estranhos em encontros realizados em locais públicos. A ideia é que os participantes façam contato com desconhecidos e, por meio do contato visual olho a olho, reflitam sobre as conexões humanas. Essas atividades não precisam de inscrição prévia. Para participar, basta chegar no horário indicado na programação.

O Espaço de Cura foi desenhado especialmente para oferecer momentos de maior clareza, equilíbrio e autoconhecimento aos interessados. Para tanto, diversos terapeutas atuantes no mercado holístico local, como massagistas, auriculo acupunturistas, xamãs indígenas e astrólogos oferecerão seus serviços, abrindo a mente dos curiosos para novas possibilidades transcendentais. Com atividades voltadas para crianças e adultos, o Espaço Mini Arena e a Área Kids oferecem apresentações de teatro, aulas de perna-de-pau, brinquedos infláveis e também pula-pula.

SERVIÇO
PicniK FESTIVAL
– 2 e 3 de julho, das 13h às 22h
– Local: Concha Acústica (SHTN Vila Planalto, orla do Lago Paranoá).
– Shows, mercado alternativo, palestras, workshpps, atividades de bem-estar e para crianças
– Entrada franca. Classificação indicativa: livre.
Informações: www.facebook.com/PicnikNoCalcadao

junho 24, 2016   1 Brinde

Sigur Rós: Óveður [Official Video]

Novo single (e clipe) do Sigur Rós: Óveður [Official Video], primeira música inédita deles desde “Kveikur”, o álbum de 2013. O vídeo é dirigido por Jonas Åkerlund e filmado na pequena cidade de Grindavík, península Reykjanes, com presença da coreógrafa islandesa Erna Ómarsdóttir bem como participações especiais de integrantes da banda.

junho 22, 2016   Encha o copo

Três vídeos: Little Quail and Mad Birds

Ao vivo no Sesc Santo Amaro, 04/06/2016

junho 6, 2016   Encha o copo

Festival Paraíso do Rock 2016: line-up

– Em 2015, o Paraíso do Rock foi assim: http://bit.ly/22zQJO0
– Beto Vizzotto fala do Paraíso do Rock: http://bit.ly/25zhWlU

junho 3, 2016   Encha o copo

Festival BUE anuncia line-up completo

14 e 15 de outubro em Buenos Aires
https://www.facebook.com/FestivalBUE/

junho 3, 2016   Encha o copo

Top 10: Primeiro Semestre de 2016

Todo o arquivo de textos mais lidos mensalmente no Scream & Yell (desde 2004, quando o site passou a aferir audiência) está dividido em dois semestres (e em Top 3) que podem ser conferidos aqui: SEMESTRE 1 (Janeiro a Junho) e SEMESTRE 2 (Julho a Dezembro). O que segue abaixo é o ranking Top 10 dos textos mais lidos mês a mês no Scream & Yell em 2016, e um acumulado do primeiro dia do ano até o final do semestre (em andamento). Partiu 🙂

2016 – De 01 de Janeiro até 31 de maio
01) Top 7 – Melhores do Ano Scream & Yell (aqui)
02) O cinema pornô feminista de Erika Lust, por Kelly (aqui)
03) Download gratuito: “Temperança: Um Manifesto Contra o Ódio” (aqui)
04) Download gratuito: tributo a Milton Nascimento (aqui)
05) Download gratuito: 50 discos de 2015 (aqui)
06) Download gratuito: tributo aos Paralamas do Sucesso (aqui)
07) 11 momentos emocionantes de David Bowie, por Mac (aqui)
08 ) 13 discos para Download Gratuito – Seleção Maio (aqui)
09) As 100 maiores músicas brasileiras de todos os tempos (aqui)
10) Love, comédia e expectativas, por Manoel Magalhães (aqui)

Top 10 Maio
01) De Olho na Nova Música Brasileira, por Mac (aqui)
02) 13 discos para Download Gratuito – Seleção Maio (aqui)
03) Festival Brasileiro de Música de Rua 2016, por Leo Vinhas (aqui)
04) Entrevista: Bernardo Vilhena, por Bruno Capelas (aqui)
05) Download gratuito: tributo a Milton Nascimento (aqui)
06) Balanço: Abril Pro Rock 2016, por Marcelo Costa (aqui)
07) Download gratuito: Gustavo Kaly e Frank Jorge (aqui)
08) DeFalla ao vivo no Sesc Pompeia, por Mac (aqui)
09) O melhor disco ao vivo de todos os tempos, por Mac (aqui)
10) O desolador grito político de ANOHNI, por Renan Guerra (aqui)

Top 10 Abril
01) O cinema pornô feminista de Erika Lust, por Kelly (aqui)
02) O disco político de PJ Harvey, por Marcelo Costa (aqui)
03) The Wallflowers e o Rock Pedestre, por Ana Clara Matta (aqui)
04) 10 discos para download gratuito: Juliano Gauche, Giallos (aqui)
05) 11 discos para download gratuito: Vitor Brauer, Skylab (aqui)
06) A volta gloriosa da fita K7, por Marcelo Costa (aqui)
07) Soul Asylum, Kula Shaker, Violent Femmes, por Leo Vinhas (aqui)
08 ) Cinema: “A Juventude”, de Sorrentino, por Marcelo Costa (aqui)
09) Entrevista: Paulo Ricardo, por Marcos Paulino (aqui)
10) Cinema: “O Escaravelho do Diabo”, por Leo Vinhas (aqui)

Top 10 Março
01) Love, comédia e expectativas, por Manoel Magalhães (aqui)
02) Entrevista: Clara Averbuck e Eva Uviedo, por Renata Arruda (aqui)
03) Documentário: “Incógnito”,  de André Z. e Otávio Bertolo (aqui)
04) Entrevista: Karine Alexandrino, por Marcelo Costa (aqui)
05) Três episódios da série ‘Vinyl’, por Marcelo Costa (aqui)
06) Livros: Geraldo Vandré, Centopeias Gigantes e Dance of Days, por Mac (aqui)
07) Cinco momentos inesquecíveis de shows, por Mac (aqui)
08 ) Download gratuito: tributo a Milton Nascimento (aqui)
09) Download gratuito: tributo aos Paralamas do Sucesso (aqui)
10) 10 shows imperdíveis no Lollapalooza Brasil, por Mac (aqui)

Top 10 Fevereiro
01) Top 7 – Melhores do Ano Scream & Yell (aqui)
02) Viagem ao útero do Psicodália, por Cristiano Castilho (aqui)
03) Download gratuito: 50 discos de 2015 (aqui)
04) Música: “Anti”, Rihanna, por Marcelo Costa (aqui)
05) De 1966 a 2016: 50 discos, 50 anos, por Marcelo Costa (aqui)
06) Download gratuito: “Temperança: Um Manifesto Contra o Ódio” (aqui)
07) Juntos: Almir Sater e Renato Teixeira, por Marcos Paulino (aqui)
08 ) Download gratuito: tributo a Milton Nascimento (aqui)
09) Download gratuito: tributo a Belchior (aqui)
10) Download gratuito: tributo aos Paralamas do Sucesso (aqui)

Top 10 Janeiro
01) Download gratuito: “Temperança: Um Manifesto Contra o Ódio” (aqui)
02) 11 momentos emocionantes de David Bowie, por Mac (aqui)
03) Download gratuito: 50 discos de 2015 (aqui)
04) Música: “Blackstar”, de David Bowie, por Marcelo Costa (aqui)
05) Retrospectiva 2015, por Marcelo Costa (aqui)
06) Download gratuito: tributo a Milton Nascimento (aqui)
07) Download gratuito: tributo aos Paralamas do Sucesso (aqui)
08 ) Sete versões de “Hey, That’s No Way To Say Goodbye” (aqui)
09) Dez cervejas Pale Lager gringas para o verão, por Mac (aqui)
10) Festival Las Palmeras Fiesta del Sonido, por Leo Vinhas (aqui)

junho 3, 2016   Encha o copo

Papo Magnético no próximo domingo

No próximo domingo (05/06), no Sesc Santo Amaro, irei conversar com Gabriel Thomaz (Autoramas) e o cartunista Daniel Jucá sobre o livro “Magnéticos 90“, lançado pela editora Ideal, e a geração de fita k7 dos anos 90 do rock nacional. Papo bom (e gratuito). É só colar no Papo Magnético!

O Sesc Santo Amaro fica na rua Amador Bueno, 505, no bairro de Santo Amaro, e o acesso é super fácil: é possível chegar a unidade tanto de ônibus quanto via CPTM (o prédio do Sesc Santo Amaro fica ao lado do terminal de ônibus Santo Amaro e da estação Largo Treze).

De ônibus, a linha 6200 (Terminal Santo Amaro) é bastante rápida saindo do Terminal Bandeira e descendo a 9 de julho via Marginal fazendo o percurso em pouco mais de meia hora; outra, a 669A, sai do Terminal Princesa Isabel, sobe a Consolação e atravessa a Paulista descendo, depois, a Brigadeiro, e o percurso demora quase uma hora.

Via CPTM é simples: linha Amarela até a Estação de Pinheiros e de lá trem da CPTM destino Grajaú. Descer na Estação Santo Amaro e baldear para a linha Lilás do metrô em direção a Estação Adolfo Pinheiro – é só uma estação, Largo Treze). Segundo o site do Metrô São Paulo, o tempo estimado é de 32 minutos.

Ps. No sábado, o mesmo Sesc Santo Amaro recebe o show do Little Quail and The Mad Birds (aqui)

SERVIÇO
– Papo Magético: Rock Brasileiro dos Anos 90
– com Gabriel Thomaz e Daniel Jucá
– mediação de Marcelo Costa (Scream & Yell)
– Domingo, 05/06, de 15h30 às 17h
– Local: Espaço de Tecnologias e Artes (2° andar)
– Sesc Santo Amaro

maio 31, 2016   Encha o copo

Tentando decifrar o novo DeFalla

“Eu me mijei de rir quando você captou a minha inadequação em ser menos Iggy e mais Bowie”, diz Edu K em troca de mensagens no Instagram sobre isso daqui

maio 21, 2016   Encha o copo

Um dia de domingo em Olinda

A aventura toda começou “cedo”: antes do meio dia parti de Pina pra Olinda no 910 (“Rio Doce a Piedade, de Barra de Jangada até Casa Caiada”) e cheguei rápido e sussa. Subi morro, desci morro, fiz fotos, papeei com repentistas, subi morro, desci morro e tomei uma garoa tipicamente paulistana subindo “morro, ladeira, córrego, beco, favela”. A fome bateu e dentre as ofertas disponíveis (vários restaurantes *****) escolhi um “botecão” que tinha “cerveja de verdade” cara demais (R$ 29 numa Primator India Pale Ale não dá), mas me pareceu mais acolhedor, o Peneira, e não errei. Pedi bode com fava, uma Bohemia e gastei umas duas horas e meia (e mais três Bohemias) observando e me divertindo com os frequentadores habituais e assistindo ao primeiro tempo da final da Copa do Nordeste (e torcendo com eles).

Dali parti para A Casa do Cachorro Preto, que receberia um show / ensaio aberto da Rua do Absurdo, cujo disco “Limbo”, de 2014, apareceu em várias listas de melhores do ano. O lugar é uma galeria de arte com obras bem interessantes e vibe ótima. Conta pontos, na minha matemática alcoólatra pessoal, o fato deles terem cerveja caseira no cardápio, a La Ursa em três estilos respeitáveis: Saison, IPA e Bock. O show, marcado para às 16h (eu mesmo cheguei às 17h), começou quase 18h e foi excelente, com a sonoridade do quarteto se misturando com a fauna local (cigarras e outros pássaros) numa execução primorosa de baixo, bateria diminuta (e bastante eficiente), cavaquinho engatado na pedaleira e voz. Fiquei imaginando esse mesmíssimo show ensaio num festival bacana. Gostaria de rever isso nessa sintonia.

Dali, ideia de Jarmeson: Baile Cubano no Clube Bela Vista, no Alto Santa Terezinha. Prum cara infelizmente germânico como eu (ou seja, com as juntas duras), por um lado foi uma tortura: todo mundo dançando e eu ali, remexendo os membros e com medo da omoplata ou do fêmur despencarem do corpo para o meio do salão. Por outro lado foi revigorante, duas horas de música cubana e latina que eu nunca tinha ouvido, metaleira apitando, aquela melancolia feliz do estilo e muito, muito charme melódico numa das melhores músicas do mundo. O cansaço bateu (e, milagre, os ossos não caíram na pista nem nos 15 segundos que insistiram em me tirar pra dançar – pra constatar a falta de “molejão”) e começou uma nova aventura:

Segundo Jarmeson, dali até Pina, onde eu estava hospedado, dava uns R$ 30 (e eu tinha R$ 32 na carteira – e o celular já tinha morrido umas quatro horas antes, ou seja, nada de 99 ou Uber). “Não esquenta com as voltas que o motorista do taxi vai fazer pra sair do morro”, ele avisou. Me despedi, sai do clube e parei um taxi. Falei o destino e ele mandou: “Minha maquininha tá quebrada, quanto você paga até lá?”. R$ 32. Ok, partiu. Mais ou menos. Uns 5 minutos depois, já fora do morro, ele encosta o carro e diz: “Pina é muito longe. Vou deixar você aqui para que você pegue um outro taxi, tudo bem?”. Ok, mas quanto eu te devo? “Não se preocupa, vai sossegado”.

Certo, tô ali no meio de algum lugar do Recife que eu não sei onde, garoando, e decido caminhar a ficar parado. Uns 500 metrôs depois vejo outro taxi, e dou sinal: “Meu caro, quanto você cobra pra me levar até Pina?”. Ele diz R$ 40, aviso que tenho R$ 32 e bora. “Você tava no Baile Cubano e desceu a pé até aqui?”, ele se surpreende. Conto sobre o outro taxista e ele observa: “Pina é longe mesmo”. Segue o cortejo. No caminho, ele liga para uma paquera e pergunta se pode encontra-la no baile em que ela tá. Ela diz que tá embaçado, e o romance fica pra segunda (ele desliga deixando “um cheiro” pra ela). Conversamos então sobre o frio paulistano (do tempo em que ele foi motorista de uma grã-fina do Morumbi) e de Santos e Audax até o momento mágico do dia: começa a tocar uma versão sofrível em português de “Killing Me Softly” na FM, e o amigo motorista dá um show encobrindo a voz da rádio cantando a versão original, em inglês, como se estivéssemos em um karaokê móvel, com direito a agudos, falsetes e tudo mais.

Ele me deixa no hotel, desejo bom trabalho pro parceiro e subo o elevador pensando em quantas nuances um simples dia de domingo (na voz de Gal e Tim) pode ter. Obrigado, Recife 🙂

Ps. Valeu Jarmeson, valeu Júlio. Baita domingo!

maio 5, 2016   Encha o copo