Blog do Editor do Scream & Yell

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Camisetas: Coleção Filmes da Reverbcity

Publieditorial

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Após uma imperdível seleção de camisetas de gravadoras (confira aqui), o pessoal da Reverbcity lançou esta semana uma coleção de camisetas inspiradas em filmes. E recomenda: apague as luzes, pegue a pipoca e aperte o Play. São seis filmes que ganharam estampas da marca: “De Volta Para o Futuro”, “Bastardos Inglórios”, “Curtindo a Vida Adoidado”, “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”, “V de Vingança” e “As Vantagens de Ser Invisível”.

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“De Volta Para o Futuro” (1985) e “Curtindo a Vida Adoidado” (1986) são dois clássicos incontestes dos anos 80. “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” (2004) e “V de Vendetta” (2006), são dois filmes com séquito fiel de fãs. “Bastardos Inglórios” (2009) é Tarantino em sua melhor forma enquanto “As Vantagens de Ser Invisível” (2012) foi a surpresa indie de 2012 – e com uma trilha sonora impecável.

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Os seis filmes ganharam belas estampas da Reverbcity, loja de moda indie e rock and roll que nasceu em Londrina, 2004, e hoje, além de vender camisetas online no http://www.reverbcity.com, pode ser visitada em Londrina, na Rua Ibiporã, 995, no Jardim Aurora, e tem também uma pocket store na tradicional Galeria Ouro Fino, na Rua Augusta, 2690, loja 114 (a loja abre de Seg/Sáb das 10h as 19h). Além destas seis camisetas, há com certeza uma de sua banda preferida. Vale a pena. Abaixo, as seis estampas (clique na imagem para ver o modelo).


“De Volta Para o Futuro”
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“Curtindo a Vida Adoidado”
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“Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”

“Bastardos Inglórios”
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“V de Vingança”
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“As Vantagens de Ser Invisível”

Maio 24, 2013   Encha o copo

Vídeos: Emicida, Karol Conka e Herod Layne


“Crisântemo”, Emicida (Baixe a música)


“Olhe-se”, Karol Conka (Baixe o álbum)


“Show: Abertura The Cure em SP”, Herod Layne (Baixe o disco)

Maio 23, 2013   Encha o copo

A caminho de Porto Velho

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Começa hoje o Festival Casarão 2013. Ano passado foi assim.

Maio 23, 2013   1 Brinde

Downloads: Apanhador Só e Arthur Matos

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“Antes Que Tu Conte Outra”, Apanhador Só
Download gratuito: http://www.apanhadorso.com/

Aguardado segundo disco do grupo gaúcho. Ouça!

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“Atlântico Pacífico”, Arthur Matos
Download: baixe no site Rock In Press

Folk music

Maio 21, 2013   Encha o copo

Downloads: Passo Torto e Dorgas


“Passo Elétrico”, Passo Torto
Download gratuito: http://passotorto.com.br/Donwloads.html

Segundo álbum do projeto que reúne Kiko Dinucci, Rodrigo Campos, Romulo Fróes e Marcelo Cabral


“Dorgas”, Dorgas
Baixe: http://noisey.vice.com/pt_br/read/lancamento-dorgas

Hype alternativo nacional. Ouça e descubra. Vale a pena

Maio 20, 2013   Encha o copo

Best Kept Secret, na Holanda. Será?

Os ingressos para os festivais alemães irmãos Hurricane e South Side estão sold outs. Ok, há disponíveis em sites (no Via Gogo, por exemplo, o passe para os três dias sai por 196 euros), mas encontrei o line-up desse festival acima, e me interessei. O Best Kept Secret Festival acontece em Hilvarenbeek, na Holanda, em seu primeiro ano de atividade (enquanto os festivais alemães já somam 40 anos nas costas). É a única indecisão do roteiro de viagem europeu.

Comparativamente, optando pela Holanda deixo de ver alguns shows que estava bastante animado em assistir: QOTSA tocando o grande disco novo, The Gaslight Anthem, The National (apesar que cruzo com eles em Bruxelas e vou tentar a sorte na porta - está sold out), The Hives (sim, de novo), Gogol Bordello, British Sea Power (que adoro) e The Vaccines (vi no sábado e foi tão bom). Dispenso o Smashing Pumpkins (apesar do “Oceania” ser legalzim).

A vantagem holandesa, além do ensurdecedor Swans, é que as duas principais bandas que quero ver no Hurricane (Portishead e Sigur Rós) estão no Best Kept Secret. Melhor: o timetable do festival é extremamente amigável (confira aqui). Por fim, os ingressos ainda estão à venda e meu próximo destino, acordando na Holanda na manhã de segunda, 24 de junho, seria a Bélgica. Rola atravessar a fronteira a pé (risos). Bora pensar, mas fiquei animado.

Maio 20, 2013   Encha o copo

México: o line-up do Corona Capital

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Dias 12 e 13 de outubro: http://www.coronacapital.com.mx/

Maio 20, 2013   Encha o copo

Balanço: 17 dias de Estados Unidos

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Fotos (01 a 09): Liliane Callegari
Fotos (10 a 17): Marcelo Costa

Dezessete dias, quatro cidades. Acostumado a viagens mais longas, de 40 dias, uma viagem com a metade do tempo parece pedir mais e mais e mais. Mesmo nos Estados Unidos. Mudou a América ou mudei eu? “Vocês moram no Brasil? É um país muito bonito”, diz a senhora no ponto de ônibus. “Mas tem seus problemas”, comentamos. “A América também tem seus problemas”, ela encerra a questão. Embora o capitalismo desenfreado e a busca pelo milhão ceguem, meu olhar sobre a terra de Obama amaciou o julgamento.

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Bem provável que esse novo olhar seja devido às cidades que visitei nesta viagem. Da primeira vez, em 2011, foram São Francisco, Los Angeles, Nova York e Chicago. Agora, Nashville, Memphis, New Orleans e Nova York. Na primeira, Califórnia. Na segunda, extremo Sul. Lembro-me de um cara no show do Rush, no Madison Square Garden, dizendo: “Você vai pra Califórnia? As pessoas lá são estranhas” (risos). Não as achei estranhas, mas a pobreza latente e a sensação de falta de preocupação para com o outro me irritaram.

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O extremo sul, no entanto, é caipira. E para quem cresceu em uma cidade de 200 mil habitantes que parecia não ter mais de 100 pessoas, muda tudo. Nashville tem 600 mil habitantes e o desenho de uma cidade norte-americana clássica: o centro pequeno e recuperado por um bom prefeito pensando no marketing do turismo, e tudo o mais a uma distância que lhe obriga a ter um carro. O transporte público é usado apenas por pessoas de baixa renda, e, por isso, a espera é secular: passa um agora, outro daqui uma hora. E olhe lá.

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Ainda assim, Nashville vive o boom do country, uma música tradicionalista, vestida de babados, botas de couro e fivelas enormes de cinto. As ruas do centro são bonitas. Os bares que superlotam a Second Street e a Broadway começam a exibir candidatos a Garth Brooks e Taylor Swift logo de manhã, e a balada segue noitada adentro. Se você gosta de country é um paraíso. Se não, vale passar na Third Man Records, na Grimmeys, na Blackstone Brewery, no Museu do Country (e no Estúdio B) e, bora seguir viagem.

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Memphis é outra coisa. Memphis é mais… real. Também com mais de 600 mil habitantes, a cidade respira blues e rock, e blues e rock não está na moda (esqueça o Black Keys, hoje eles são pop de boa safra, mas pop não é blues). Há uma insegurança no ar. Um peso. Talvez o mesmo ou parecido com o que senti em Berlim. E apenas corrobora essa questão o fato de Graceland ficar em segundo plano no mapa da cidade. Ela está lá encravada na Elvis Presley Boulevard, quase 40 minutos de ônibus do centro da cidade. E a cidade só pisca o olho para Elvis.

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Aqui, uma visita ao Sun Studios e ao Stax Museum pode trazer lágrimas aos olhos enquanto o National Civil Rights Museum fará você entender melhor a cidade, os Estados Unidos, e você mesmo. Fará você sentir um pouco de nojo dos antepassados, mas é um nojo necessário. Como pudemos ser tão animais? Ainda assim, podemos argumentar que as pessoas são iguais, mas será que elas acham o mesmo? É terrível sentir-se minoria ao entrar em um ônibus. 2013. No fim, a grande questão: do que sentimos medo? De nós mesmos.

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New Orleans é uma paixão. Você precisa atravessar um enorme mangue em uma ponte interminável por dezenas de quilômetros (não confie no tanque de gasolina na reserva) até chegar à cidade que já foi colônia francesa, depois espanhola, e recebeu influencias dos países da América Central até ser comprada pelos Estados Unidos no começo de 1800. O dinheiro, no entanto, não apaga a história de uma cidade que é um choque constante de costumes, o que, óbvio, só poderia resultar em uma das melhores músicas do mundo, o jazz.

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Ao contrário de boa parte das cidades norte-americanas afundadas em fast foods (é impressionante a quantidade de réplicas do McDonalds), New Orleans tem uma cena culinária excelente baseada em influências cajun e creole, uma mistureba de influencias francesa, espanhola, portuguesa, italiana e africana. Comida rústica e saborosa tendo como base frutos do mar (muito camarão), arroz, cebola, pimentão, aipo, pimenta Cayenne, salsichas especiais (algumas com carne de cobra) e o que tiver na geladeira. Fiquei fã do Jambalaya.

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Andar pelas ruas de New Orleans é andar sobre uma cidade condenada, que vive a custa de diques que seguram as águas do Lago Pontchartrain‎, e o Tour Katrina, mais informativo do que trágico (ainda mais com uma guia como a Carol, uma senhora que não poupa críticas ao governo, seja municipal, estadual ou federal), mostra que a cidade vive o fantasma da inundação, o que explica a população de quase 600 mil pessoas em 2005 ter diminuído para 350 mil em 2013. E por que essas 350 mil pessoas continuam aqui? Porque New Orleans encanta.

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Esse pequeno passeio pelo Extremo Sul foi decisivo para encontrar uma América que olha em seus olhos, conversa com você em pontos de ônibus e parece mais amigável. Ainda assim, um carro faz total diferença em Nashville e Memphis (um pouco menos em New Orleans, onde o ótimo transporte público atende a todos, a não ser que você queira esticar até a capital do Estado, Baton Rouge, ou queira fazer passeios exóticos), e, principalmente, na ligação entre as cidades (mas encarar um ônibus Greyhound é uma baita experiência também). Ah, e é um turismo de terceira idade. Lembre-se: o rock and roll já passou dos 50 anos…

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“Para onde vocês vão”, pergunta o atendente da Delta no aeroporto Louis Armstrong, em New Orleans. “New York”, respondo. “Ahhh, The Big Apple”, ele comenta com certo ar sonhador que parece exibir um sonho norte-americano de também conhecer a grande cidade. Se Nova York parece seduzir os próprios norte-americanos, o que dirá de mim. Difícil exprimir em palavras a sensação de caminhar por estas ruas, mas talvez o fato de querer morar aqui dimensione o imenso desejo que a cidade causa no individuo.

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Claro, a América atenciosa ficou para trás, mas para quem vive em São Paulo, Nova York é apenas uma megalópole que deu certo. Há problemas, sim, mas tudo parece funcionar. A correria, a busca desenfreada pelo dinheiro, a força do capitalismo, tudo isso está vivo e pulsando em Nova York, mas também há permissão para fuga em parques, museus, shows, restaurantes. Embora boa parte da população gaste seu tempo de translado em metrôs com joguinhos no celular, Nova York oferece muito mais, e quero voltar, de novo e de novo.

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O saldo final foi positivo, e até faz desejar outra viagem. Quero me aprofundar em Chicago (os três dias da viagem anterior apenas instigaram o desejo) assim como dar uma segunda chance para São Francisco. Quero conhecer St. Louis e Washington. Quero mergulhar na sensacional escola norte-americana de cervejas artesanais. Quero ver shows no Fillmore, no Terminal 5, no Bowery, no Music Hall Williamsburg. Quero ir ao Lollapalooza Chicago e ao Outside Lands, em São Francisco. Um dia. O diário com o roteiro detalhado está aqui. Até a próxima.

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TOP CIDADES
1) New Orleans
2) New York
3) Memphis
4) Nashville

TOP SHOW
1) Palma Violets no Music Hall Williamsburg (NY)
2) Mudhoney no Music Hall Williamsburg (NY)
3) Frank Black e Reid Paley no no Music At The Mint (NO)
4) Band of Horses no Ryman Audithory (NA)
5) Peter Murphy e Ours no Webster Hall (NY)

TOP CERVEJAS
On Tap
1) Yazoo Rye Saison, de Nashville (TE)
2) Brooklyn Fiat Lux, de Nova York (NY)
3) Turtle Anarchy Rye IPA, de Franklin (TE)
4) Rolle Bolle, de Fort Collins (CO)
5) Shock Top Belgian White, de Saint Louis (MI)

Em Garrafas
1) Brooklyn Silver Anniversary Lager, de Nova York (NY)
2) Flying Dog Gonzo Imperial Porter, de Frederick (MA)
3) Dogfish Head Immort Ale, de Milton (DE)
4) Old Rasputin, de Fort Bragg (CN)
5) Triple Exultation Old Ale, de Fortuna (CA)

TOP BREWPUBS / RESTAURANTS
1) The Flying Saucer, Memphis
2) Blackstone Brewery, Nashville
3) Snug Harbor, New Orleans
4) Sweet Water, Nova York
5) Local Gastropub, Memphis

TOP SODAS
1) The Wizard of Oz Cherry Cola
2) Zombie Brain Juice
3) Bacon Soda
4) Cream My People
5) Dr. Pepper

TOP LUGARES
1) National Civil Rights Museum, Memphis
2) MoMA, Nova York
3) Music Hall Williamsburg, Nova York
4) The Saucer Mission, Memphis
5) Chelsea Market, Nova York

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Leia mais: Diário de Viagem Estados Unidos 2013 (aqui)

Maio 20, 2013   2 Brindes

Quatro cervejas da Samuel Adams

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Fundada em 1984 em Boston, nos Estados Unidos, a Samuel Adams Brewery tem uma história interessante. A primeira receita da Samuel Adams Boston Lager, carro chefe da cervejaria, data de 1860. Louis Koch, o patriarca da família, a fabricou desta data até a Lei Seca, e voltou a produzi-la com a queda da lei até 1950, quando a cervejaria foi fechada. Jim Koch, sexta geração da família, voltou a produzir a Samuel Adams Boston Lager no começo dos anos 80, em sua própria cozinha, seguindo a receita original de Louis e iniciando o movimento de cervejarias artesanais nos Estados Unidos. O resultado, quase 30 anos depois, coloca a Samuel Adams Brewery como a maior micro cervejaria norte-americana em atividade. São mais de 140 milhões de litros (1,2 milhões de barris) anuais. Abaixo, quatro rótulos da cerveja.

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O mundo seria muito melhor se todas as lagers tivessem a qualidade da Samuel Adams Boston Lager (e da Brooklyn Lager). Na receita, a junção de dois estilos de malte (Two-row Pale e Caramel 60) e dois de lúpulos (Hallertau e Tettnang) rende uma cerveja de liquido âmbar claro, ótima espuma e boa permanência. No aroma, há equilíbrio entre lúpulo herbal e malte de caramelo com uma leve percepção de mel e amadeirado. No paladar, as notas aromáticas são replicadas com perfeição em uma cerveja leve, refrescante, saborosa e de carbonatação alta. O final é seco enquanto o retrogosto é amargo, e implora por outra garrafa. Fazer o básico de forma caprichada rende ótimas cervejas como esta Samuel Adams Boston Lager.

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Com a Samuel Adams Black Lager, o foco e o desejo dos norte-americanos era fazer uma cerveja a altura das Schwarzbier alemãs, que tem na belíssima Köstritzer uma de suas grandes representantes. Na taça, a Samuel Adams Black Lager exibe um liquido de cor preta, mas com feixes marrons e uma boa formação de creme. No aroma, o malte torrado remete diretamente a café com muito leve percepção de caramelo e ameixas. O paladar é bastante equilibrado, com doçura, amargor e até um pontadinha de salgado replicando algumas notas do aroma (café, mel e ameixas), e deixando pelo caminho um rastro delicioso de café e caramelo que a aproxima de um belo copo de café com leite gelado. Perfeita para o café da manhã, certo.

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A terceira da lista é a Samuel Adams Boston Ale, um Amber Ale que leva os mesmos dois maltes da Boston Lager (Two-row Pale e Caramel 60), mas altera a proporção de lúpulos, incluindo East Kent Goldings e English Fuggles ao lado do Hallertau, o que resulta em uma cerveja de liquido âmbar claro tendendo ao alaranjado, com espuma média na formação e permanência. No aroma, as notas derivadas do malte levemente tostado se desprendem remetendo a mel e caramelo enquanto os lúpulos trazem uma carga de cítrico (abacaxi) e frutado (manga). No paladar, menos complexo, o cítrico aparece com mais intensidade, mas o malte está ali para equilibrar o conjunto até o final, seco. O retrogosto frutado é ótimo.

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Por fim, a Samuel Adams Octoberfest, uma sazonal preparada para celebrar a chegada do outono. A primeira edição foi feita em 1989, e de lá pra cá, ano a ano, esta cerveja de liquido âmbar translucido e boa formação de espuma integra o cardápio da Samuel Adams. No aroma, bastante malte tostado (são quatro na fórmula: Harrington, Caramel, Munich e Moravian) desprendendo-se em notas de caramelo além de sensação de condimentos, frutado (amêndoa) e, levemente, de defumado. No paladar, após o ataque de acidez e, na sequencia, de doçura, que some rapidamente, a tosta se faz mais presente, com a sensação de defumado um pouco mais intensa. O retrogosto é adocicado e interessante.

Estas quatro cervejas da Samuel Adams podem ser encontradas em bons empórios brasileiros (online ou físicos) em preços que variam de R$ 9 a R$ 15 (garrafas de 355 ml), porém o cardápio da cervejaria é bastante extenso (confira aqui) e merece uma olhadela especial. Há, ainda, tours especiais pela cervejaria em Boston (saiba aqui).

Samuel Adams Boston Lager
- Produto: Premium American Lager
- Nacionalidade: EUA
- Graduação alcoólica: 4,9%
- Nota: 3,39/5

Samuel Adams Black Lager
- Produto: Schwarzbier
- Nacionalidade: EUA
- Graduação alcoólica: 4,9%
- Nota: 3,12/5

Samuel Adams Boston Ale
- Produto: American Amber Ale
- Nacionalidade: EUA
- Graduação alcoólica: 4,8%
- Nota: 3,16/5

Samuel Adams Octoberfest
- Produto: Marzen
- Nacionalidade: EUA
- Graduação alcoólica: 5,5%
- Nota: 3,32/5

Leia também:
- Top Cervejas: Cold 200, por Marcelo Costa (aqui)

Maio 18, 2013   2 Brindes

Movimento Perpétuo Associativo

Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o otimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!

- Agora não, que é hora do almoço…
- Agora não, que é hora do jantar…
- Agora não, que eu acho que não posso…
- Amanhã vou trabalhar…

Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos de vencer!

- Agora não, que me dói a barriga…
- Agora não, dizem que vai chover…
- Agora não, que joga o Benfica…
e eu tenho mais o que fazer…

Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, e é esta a direção!

- Agora não, que falta um ingresso…
- Agora não, que o meu pai não quer…
- Agora não, que há engarrafamentos…
- Vão indo que eu já vou…

Canção original do grupo português Deolinda (conheça) em versão dos brasileiros do Do Amor feita com exclusividade para a coletânea “Projeto Visto”, organizada por Pedro Salgado e Pedro Marques Pereira e divulgada pelo Scream & Yell. Saiba mais e baixe o EP aqui e… “agora sim”.

Maio 17, 2013   Encha o copo

Blur convida para show no Chile

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Show no Brasil será anunciado em breve. Separe o dia 09/11…

Maio 17, 2013   Encha o copo

Europa 2013: 2º rascunho de viagem

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Não sei onde eu estava com a cabeça quando decidi emendar duas viagens internacionais seguidas, mas, vá lá, a passagem já está comprada (só metade paga, mas já comprada - risos), e essa Tour Europa 2013 será a viagem mais pindaíba ever, daquelas de dormir em quarto com 16 camas em hostel e fazer vários trechos de ônibus. Apesar de que, de Londres para Berlim e de Berlim para Oslo, estava muito mais barato ir de avião do que de trem (em média, R$ 150), e decidi já garantir estes voos.

Algumas pequenas mudanças na segunda parte do roteiro: de Oslo ainda não decidi se vou para Helsinqui ou Estocolmo. Tenho vontade de conhecer ambas, os trechos de avião de Oslo para qualquer uma delas sai por volta de R$ 150, e delas para Hamburgo (cidade próxima onde irá acontecer o Hurricane Festival), também R$ 150. Um dos fatores que sempre pesam são os shows que vão acontecer em cada cidade no período da viagem, mas as duas estão fora do roteiro das bandas. Será na moedinha.

Também decidi trocar o Sul da Alemanha pelo Norte, ou melhor, o Southside pelo Hurricane. É praticamente o mesmo festival, e assim que fui procurar informações sobre o segundo, descobri que ele completa 40 anos em 2013, e que foi neste festival que David Bowie fez, em 2004, seu último show completo, pois com fortes dores no peito, teve que antecipar o bis e deixar o palco, sendo diagnosticado depois como ataque cardíaco. Beth Gibbons, se cuida, por favor. Detalhe: os dois estão sold-outs, então vou tentar a sorte.

06/06 - Londres (Elvis Costello no Royal Albert Hall)
07/06 - Londres
08/06 - Londres
09/06 - Londres
10/06 - Berlim
11/06 - Berlim
12/06 - Berlim
13/06 - Oslo - Norwegian Wood Festival
14/06 - Oslo - Norwegian Wood Festival
15/06 - Oslo - Norwegian Wood Festival
16/06 - Oslo - Norwegian Wood Festival
17/06 - Helsinqui ou Estocolmo
18/06 - Helsinqui ou Estocolmo
19/06 - Helsinqui ou Estocolmo
20/06 - Helsinqui ou Estocolmo
21/06 - Scheeßel, Alemanha - Hurricane
22/06 - Scheeßel, Alemanha - Hurricane
23/06 - Scheeßel, Alemanha - Hurricane
24/06 - Bruxelas
25/06 - Bruxelas
26/06 - Bruxelas / São Paulo

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Maio 16, 2013   Encha o copo

EUA 2013: Três cervejas da Flying Dog

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Aberta em 1990 em Aspen, no Colorado, a Flying Dog Brewery conquistou rapidamente uma bela reputação entre os cervejeiros, coroada com a eleição da Flying Dog “Doggie Style” como a Melhor Pale Ale da América, em 1991, no Great American Beer Festival. Com a popularidade crescente, a cervejaria mudou-se de Aspen para Denver em 1994, e, em 2008, foi transferida para a cidade de Frederick, no Estado de Maryland. Adepta ferrenha da escola norte-americana de exageros “cervejisticos”, a Flying Dog mostra personalidade desde seus rótulos, desenhados por Ralph Steadman, ilustrador da obra de Hunter S. Thompson – uma frase do jornalista gonzo estampa todos os rótulos: “Good people drinking good beer” – até o conteúdo caprichado de suas garrafas. Com 10 rótulos em sua linha principal, nove na linha sazonal, e mais de 10 em tiragens limitadas, o cardápio da Flying Dog Brewery é um deleite. Exportada de Maryland para 45 Estados norte-americanos, as cervejas da Flying Dog já chegaram a figurar nas prateleiras brasileiras, mas uma reunião confusa de diversos fatores (mais sobre no último parágrafo) fez com a matriz norte-americana cancelasse a distribuição brasileira. Em Nova York, encontrei algumas delas. O relato segue abaixo.

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No rótulo divertido, uma caveira de chapéu (com jeitão de Hunter S. Thompson) convida: “Ok! Let’s Party”. A festa aqui é comandada pela Flying Dog Gonzo Imperial Porter, uma delicia que reúne três estilos de maltes (Black, Crystal e Chocolate) e três de lúpulo (Warrior, Northern Brewer e Cascade) e já foi premiada com a medalha de ouro no World Beer Cup 2008. Já adianto: ouro merecido. Na taça, um liquido preto projeta um creme de formação e permanência excelentes. No nariz, tudo aquilo que você espera de uma Imperial Porter: café, chocolate, ameixa além de sensação de vinho do Porto e notas amadeiradas. Os 9,2% de álcool estão muito bem inseridos, mas é possível perceber algo leve no aroma. Já no paladar, o álcool aparece mais, mas no final da dose. O primeiro ataque é de doçura, com as notas frutadas (ameixa), adocicadas (chocolate) e derivadas de torrefação (café) surgindo ainda mais nítidas. De corpo médio para alto e textura indo do suave para o licoroso, a Flying Dog Gonzo Imperial Porter é o tipo de cerveja que pode viciar, de tão complexa e sensacional. Por exemplo, após tanta doçura no paladar, o retrogosto é levemente amargo, puxando para o final do copo de café. Uma delicia. Bora pra festa?

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A próxima da lista é a Flying Dog Horn Dog Barley Wine, estilo surgido na Inglaterra buscando englobar cervejas tão fortes quanto vinho. No caso desta preciosidade da Flying Dog são cinco tipos de malte (Crystal, Munich, Carastan, Chocolate e 2-Row Pale) e três de lúpulo (German Perle, Northern Brewer e Cascade) que, após o processo tradicional de ales, é maturada em barris de carvalho por três meses (há edições especiais com 13 meses de envelhecimento disponíveis apenas no bar da cervejaria) com uma segunda maturação na garrafa (ou seja, ela continua se transformando). Na taça, um liquido de cor âmbar com leve turbidez revelou uma bela formação de creme de média permanência. No aroma, intensamente frutado e viciante, notas de mel, madeira, baunilha, pêssego, damasco, vinho do Porto e algo que remete a Coca-Cola vão e voltam remetendo a muitas outras coisas pelo caminho. No paladar, a textura licorosa logo remete a adocicado (melaço) e frutado (pêssego e nozes), mas a porrada de álcool (10,2%) não passa desapercebida, e belisca o céu da boca. O calor aquece a garganta e toma o corpo enquanto o retrogosto adocicado remete a banana caramelizada. Uma cerveja deliciosa para beber devagar (deixando esquentar) e sempre.

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Fechando esse curto e embriagado passeio pelos rótulos da Flying Dog com o cachorro louco da cervejaria (de cueca e partindo pra cima da taça), a Double Pale Ale, uma cerveja de 11,5% de graduação alcoólica, e muita personalidade. A cor é âmbar cristalino e o creme tem boa formação e permanência. No aroma, o malte de caramelo chama a atenção, mas algo de herbal e cítrico (derivados do lúpulo) também se destacam ao lado do álcool, discreto, mas perceptível. No paladar, o amargor dá às boas vindas fazendo você pensar que está bebendo uma Double IPA e não uma Double Pale Ale. Notas cítricas e herbáceas se divertem encobrindo o melaço derivado do malte, que nada consegue fazer diante de tanta destreza amarga – até o álcool fica em segundo plano diante de tanto lúpulo. O corpo é de médio para alto e a textura macia e menos licorosa do que se espera de uma cerveja tão alcoólica. O calor sobe do peito, passa pela garganta e cora o rosto. Impossível ficar impassível. No retrogosto, amargor, amargor e mais amargor. Algo de cítrico, e, se você for a fundo, caramelo, mas o que pega aqui é amarração que o amargor deixa após passar tinindo pelo território. Para lupulomaniacos, afinal, de doce já basta a vida.

Onde encontrar Flying Dog no Brasil? Não tem. Na verdade, a Flying Dog foi uma das primeiras afamadas micro cervejarias norte-americanas a aportar no País, mas uma série de fatores envolvendo prazos de validade da cerveja norte-americana vendida no Brasil, regulamentações do governo brasileiro quanto à logística de transporte, e “inspiração” de rótulos da Flying Dog em cervejas nacionais, fez com que o imbróglio ficasse conhecido como o “Caso Flying Dog” (leia aqui e aqui) e que a matriz cancelasse sua parceria com a distribuidora nacional, a Tarantino – a Anderson Valley, que também integrava a mesma parceria, continua sendo importada, o que permite vislumbrar um retorno das Flying Dogs ao Brasil no futuro. Em Nova York e outras cidades norte-americanas, porém, é possível encontrar com facilidade (nos lugares certos) boa parte da linha tradicional da cervejaria ao preço de US$ 3 até US$ 4,50 (garrafas de 355 ml). Independente das várias leituras possíveis do Caso Flying Dog, o imbróglio levantou uma discussão interessante acerca das validades das cervejas que são importadas para o Brasil, e a ineficiência do governo brasileiro de lidar com este novo mercado, cada vez mais amplo e com mais sede. Enquanto isso, aguardamos uma nova oportunidade para beber Flying Dog em casa. Que não demore.

Flying Dog Gonzo Imperial Porter
- Produto: Imperial Porter
- Nacionalidade: EUA
- Graduação alcoólica: 9,2%
- Nota: 4,45/5

Flying Dog Horn Dog Barley Wine
- Produto: Barley Wine
- Nacionalidade: EUA
- Graduação alcoólica: 10,2%
- Nota: 4,29/5

Flying Dog Double Pale Ale
- Produto: Imperial IPA
- Nacionalidade: EUA
- Graduação alcoólica: 11,5%
- Nota: 4,37/5

Leia também:
- Top Cervejas: Cold 200, por Marcelo Costa (aqui)

Maio 15, 2013   Encha o copo

Vídeos: Apanhador Só, Jair Naves, ChimpanZés


“Despirocar”, Apanhador Só (Baixe a música)


“No fim da ladeira, entre vielas tortuosas”, Jair Naves (Baixe o álbum)


“Antônio Torto”, ChimpanZés de Gaveta (Baixe a música)

Maio 15, 2013   Encha o copo

Conexão BH anuncia programação

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A Rede Conexão anuncia mudanças para 2013, a começar pelo nome, sem a presença da operadora de telefonia Vivo (o patrocínio permanece, avisa a assessoria), e visa criar uma rede nacional para auxiliar e valorizar o “mercado médio” da música brasileira, que tem dificuldade de se sustentar e expandir com as iniciativas públicas e privadas existentes, segundo release. Como pontapé desta nova fase, o Rede Conexão anunciou a programação completa do Conexão BH, festival que acontecerá em Belo Horizonte (cidade onde nasceu o projeto em 1999) entre os dias 29 de maio de 02 de junho.

Da quarta-feira, 29 de maio, até o domingo, 02 de junho, mais de 50 artistas se revezarão entre os três ambientes do Parque Municipal Américo Renné Giannetti e casas de espetáculos como Granfinos e Music Hall. Entre os nomes mineiros destaque para Transmissor, Graveola e o Lixo Polifônico, Fusile, Uakti e Flávio Renegado enquanto a lista de “estrangeiros” traz Otto, Julieta Venegas, Wado, Do Amor, Gang do Eletro, Tulipa Ruiz, Zal Sissokho, O Terno e Mauricio Pereira, entre outros, além de outros eventos, como o ciclo de conversas Pequenas Sessões, do qual estarei participando no dia 04/06.

Confira a programação e o serviço abaixo:

Quarta-feira (29/05)
-Uakti (MG) convida Zal Sissokho (Senegal)
- Garbo convida Kicila (MG) e Carlos Malta (RJ)
- Fusile (MG) convida Gabriel Thomaz (RJ)
- Do Amor convida Domenico
- Brasilidades (MG)
- Roodboss (MG) + Teia (MG)
- Baianas Ozadas (MG)
- Cidade Hip Hop convida Julgamento e Face 3 DJs (MG)

Quinta-feira (30/05)
- Maglore (BA) convida Wado (AL)
- Transmissor (MG) convida cícero (RJ)
- Duelo de MC’s nacional - Eliminatoria BH
- Peu Meurray convida Magary Lord (BA)
- Sala da Toscaria na Base e BNegão tocam “Underground”, de Marku Ribas
- Bloco do Moreré (MG)
- Túlio Araújo e Projeto Dobradura (MG)
- Zimun (MG)
- Bloco do Moreré (MG)

Sexta-feira (31/05)
- Julieta Venegas (MEX) convida Otto (PE)
- Metaleiras da Amazonia convida Juca Culatra (PA)
- Dona Onete (PA)
- Tulipa Ruiz (MG)
- Cateb (MG) + Black Josie (MG)
- Samba da Meia Noite (MG)
- Projeto Secreto Macacos (PA)
- Tempo Plástico (MG)
- Warley Henrique (MG)

Sábado (1/6)
- Graveola e o Lixo Polifônico (MG) convida Thiago Amud (RJ)
- O Terno convida Mauricio Pereira (SP)
- Ilê Aiyê (BA) convida Maíra Freitas (RJ)
- Orquestra Voadora (RJ) convida DJ Corisco e Baque de Mina (MG)
- Yuga + Thiagão (MG)
- Mumia (MG)
- Baque de Mina (MG)
- Deskareggae Sound System e convidados (MG)

Domingo (2/6)
- Flávio Renegado convida Meninas de Sinhá, Aline Calixto, Rogério Flausino (MG) e Sany Pitibull (RJ)
- Viva Viola (MG)
- Gang do Eletro (PA)
- Rafa no Som (MG) + Simbarerê (MG)
- J a c a (MG)
- Bloco Benteviu (MG)

SERVIÇO: CONEXÃO BH 2013
- Cidade Hip Hop – 23 a 26/05
Informações: (www.facebook.com/cidadehiphop)

- Festival Conexão BH – 29/05 a 02/06
Informações: (www.facebook.com/conexoeslivres)

- Circuito de Festas Conexão – 24/05 a 01/06

- Pequenas Sessões – 04/06 a 09/06
Informações: (www.facebook.com/pequenassessoes)
INGRESSOS - SHOWS PARQUE:

- Ingressos dos shows no Parque: R$15 (meia) e R$30 (inteira)
- Passaporte para todos os dias (29/05 a 02/05): R$50 (meia) e R$100 (inteira)
- Circuito de Festas: os ingressos variam de R$20 (meia) a R$50 (inteira), de acordo com local e lote.

VENDA DE INGRESSOS: www.sympla.com.br/conexaobh

Maio 14, 2013   4 Brindes

EUA 2013: Tom’s Restaurant e Met Museum

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No domingo, último dia da viagem, Nova York amanheceu deliciosamente ensolarada, e saímos para tomar café quase às 10h. Lili queria comer panquecas, e eu queria visitar mais um local de cultura pop, então partimos em direção ao Tom’s Restaurant, que muita gente conhece pela fachada, que foi usada na série Seinfeld (a equipe decidiu construir a parte interna em estúdio), mas também já ilustrou letra de música de Suzanne Vega e recebeu Obama nos tempos em que ele era apenas um estudante da Columbia, ao lado.

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O local é charmoso e parece muito um restaurante universitário, com muita gente jovem ocupando suas mesas para uma refeição rápida (se tivesse wi-fi, fácil que a galera passaria mais tempo lá – eis um dos hits do Starbucks). Claro, uma parte das pessoas que o frequenta, o faz pensando no seriado de Seinfeld, que está pelo ambiente em capas de revistas e pôsteres autografados. Pedi um hambúrguer, razoável, mas recomendo veementemente o milk-shake – provei o de chocolate, ótimo. Lili também aprovou as panquecas de strawberry.

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Devidamente alimentados partimos para o último desafio turístico da viagem: passar rapidamente pelo Metropolitam Museum of Art, “um dos maiores centros de arte do mundo”, segundo o guia de bolso que carrego pra cima e pra baixo. O Met, como é conhecido, é o maior museu de arte dos Estados Unidos, e um dos três maiores do mundo contando com mais de dois milhões de obras, divididas entre dezessete departamentos. Depois de ler isso fica difícil dizer “não gostei tanto assim dele”, mas preciso ser sincero: não gostei tanto não. Ou melhor, gostei, mas não entra na lista dos preferidos.

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Imagino que alguém que nunca tenha entrado num grande museu, e caminhe pelos corredores do Met, irá se apaixonar completamente por ele. No meu caso, porém, entro pela porta da Quinta Avenida carregando outros 20 museus nas costas, e isso acaba colocando uma série de questões em perspectiva, sendo que a principal, para mim, é de que é muito bacana o Met ter salas inteiras com obras de Cezanne, Degas, Manet, Monet, Pissaro, Matisse e outros, embora a obra definitiva de cada um destes mestres esteja em outros museus.

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Longe de ser uma questão “quantidade x qualidade”, afinal estamos falando de um acervo com obras como “Os Músicos” (1595), de Caravaggio; “Os jogadores de cartas” (1890/1892), de Paul Cézanne; “Portrait of Gertrude Stein” (1906), de Picasso; o clássico “Self-Portrait with Straw Hat” (1887), de Van Gogh; “Girl By The Window” (1921), de Matisse; “Le Grenouilerre” (1869), de Monet; ou o belo comparativo dos “Jardins de Tuileries” (1899), em Paris, numa tarde de inverno e numa manhã de primavera, de Camille Pissarro, e muito mais, mas mesmo com dois milhões de peças, falta algo.

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Talvez a desorganização do museu neste domingo, com várias salas fechadas, tenha colaborado com o descontentamento, afinal não há como sair feliz de um museu que tem cinco belas obras de Johannes Vermeer no acervo, e não ter visto nenhuma. Se serve de atenuante, o cachorro quente na frente do museu é um dos melhores de rua de Manhattan, e ainda havia um quinteto mandando num coral vocal acompanhado apenas de baixolão e fazendo bonito em classes da soul music. Deviam estar lá dentro, não na escadaria.

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Observações feitas, hora de fechar as malas. O trajeto até o shuttle para o aeroporto JFK é cansativo, mas em tempos de vacas magras (não são só os Estados Unidos que estão em crise financeira, eu também estou), vale a pena o esforço. O bom é que todo cansaço do translado bate forte assim que a gente senta na poltrona do avião, e não quer pensar em mais nada além de voltar pra casa. O voo sai às 22h50 e acordo quebrado e sonado às 9h, mas feliz por observar São Paulo crescendo pela janela do avião. É sempre bom voltar pra casa, mesmo quando a viagem é repleta de momentos especiais.

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Leia mais: Diário de Viagem Estados Unidos 2013 (aqui)

Maio 14, 2013   Encha o copo

Cena Brasil: algumas músicas novas

“Despirocar” estará no aguardado disco novo do Apanhador Só. Assista ao clipe aqui (o download da música pode ser feito no player acima).

Ouça e faça o download das duas primeiras músicas de O Cantor Mudo e a Sonora Vaia, novo projeto de Luiz Venâncio Aiello, ex-Pullovers, que conta ainda com Habacuque Lima (guitarras), Rodrigo Lorenza (teclados), Hurso Ambrifi (baixo) e Paulo Ch Rocha (Bateria)

“Nuestros Gritos” é música nova de Frank Jorge. Você pode ouvir também “Palavra Fuck”, outra nova, no Soundcloud do cara: https://soundcloud.com/jorjahto

Maio 14, 2013   Encha o copo

Feira no Brooklyn e Mudhoney ao vivo

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O sábado em Nova York começou chuvoso, mas logo o cinza venceu a água deixando tudo nublado. O plano original consistia de visitar a Brooklyn Flea Market, feirinha no estilo da que acontece na Praça Benedito Calixto, em São Paulo. Segundo o site, com chuva ou sol, a feira acontece todo sábado em Fort Greene e aos domingos em Williamsburg, pertinho do Music Hall - as sextas eles publicam a programação.

A Brooklyn Flea Market do sábado acontece em uma quadra de basquete, e chegamos no momento em que algumas bancas ainda começavam a serem montadas. Feirinhas são iguais em todo o lugar do mundo. Tem a moça que vende variedades malucas de chocolate, a outra que vende sabonetes perfumados (segundo Lili, há uma cota obrigatória para cada feira que obriga a presença de sabonetes), bancas de comida e, claro, vinis.

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Sai feliz com alguns vinis, e recomendo ir atrás da banca do Evan, da Jones Music. Ele deixa três caixas à mostra: uma com vinis de 5 dólares, outra de 8 dólares e uma terceira de 10 a 20 dólares. Foi nesta última que encontrei a versão original de “Sticky Fingers”, dos Stones, com direito a zíper e tudo. Minha conta deu 58 Obamas, e eu já estava feliz, mas Evan se desculpou: “Cara, não posso te dar muito desconto porque, você sabe, o material é bom e não vendo no atacado. Tudo bem 55?”. Eu nem tinha pedido desconto.

Se seguíssemos o plano original, iriamos bater cartão na Brooklyn Brewery, mas minha mala superlotada de cervejas e o cansaço descomunal me fizeram partir para a próxima aventura: levar ou não o box em vinil dos Beatles, US$ 299 na Kim’s da Primeira Avenida? Fiquei lá olhando pra ele uns 15 minutos. Parava, olhava outro vinil, voltava, pensava. No fim, acabei desistindo da compra. Definitivamente (como descobri no dia seguinte), não iria caber na mala – mas vou sonhar com ele…

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O sábado ainda arriscamos uma nova iguaria do Soup Man (para confirmar se a sopa era boa mesmo, e é) e um baita show do Mudhoney no Music Hall of Williamsburg, mesmo lugar que dias atrás tinha recebido o Palma Violets com festa. O site anunciava que ingressos ainda estavam à venda, mas na porta, após encontrar uma amiga, Thaissa, um balde de água fria: sold out. O pânico durou uns três minutos, até um cara aparecer e oferecer um par de ingressos.

Se fosse no Brasil, diante da nossa cara de desesperados (o show começaria em 5 minutos), fácil que o cara enfiaria a faca e cobraria o triplo, no mínimo o dobro, mas a noite de sábado em Nova York (assim como aconteceu na entrada de um show da PJ Harvey em Amsterdã: “Tô vendendo pelo preço que paguei”) estava salva por um preço mais baixo que o que estava sendo praticado na bilheteria na hora do show: 20 doletas cada (estava 25 na porta).

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Deu tempo de entrar, pegar uma cerveja e encontrar um lugar para ver Mark Arm e compania abrirem o show com duas porradas do recém-lançado “Vanishing Point” (“Slipping Away” e “I Like It Small”) e depois seguir intercalando canções novas com clássicos da estirpe de “Suck You Dry”, “Sweet Young Thing (Ain’t Sweet No More)”, “Judgement, Rage, Retribution and Thyme”, “No One Has” e, claro, “Touch Me I’m Sick”. Eu já havia visto o Mudhoney oito vezes antes desse show, e esse foi, possivelmente, um dos melhores sons que já ouvi deles ao vivo.

O mérito vai pro espaço aconchegante e de acústica impecável do Music Hall of Williamsburg, e, claro, para a banda, que enfileirou 22 canções (sete destas, novas) em pouco mais de 70 minutos de show, incluindo o bis que foi aberto com outro hino, “Here Comes Sickness”, e fez a festa da turma do pogo em versões rápidas e sujas de “The Money Will Roll Right In” (Fang) e “Fix Me” (Black Fag). Em certo momento, parecia ter mais gente sobrevoando o público de pernas pra cima em stage diving do que na Times Square. Bonito de ver.

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Show findo, a fila na banquinha da banda estava prestes a esgotar o pôster da noite (20 dólares), e trazia CDs, vinis e o DVD do documentário “Mudhoney I’m Now” (2012) com o mesmo preço, 15 dólares, o que faz observar como o mercado brasileiro de música, que já foi um dos maiores do mundo, está completamente atrasado e perdido. Vinil aqui é artigo de luxo. Na banquinha do Mudhoney, a edição caprichadíssima de “Vanishing Point”, com capa em alto relevo, cartão para download do álbum em MP3 e vinil transparente saia pelo mesmo preço do CD.

Peguei um exemplar do vinil e também do compacto exclusivo da tour (US$ 7) com três faixas: “New World Charm”, “The Swimming in Beer” e “The Swimming in Beer Blues”. Noitada feliz. A volta para Manhattan foi rápida (nada como viver em uma cidade com transporte público disponível 24 horas por dia) e bastante agitada, pois enquanto eu partia para colocar a carcaça para descansar, centenas de pessoas lotavam os corredores do metrô em direção de alguma balada noturna de sábado. Se eu não tivesse tão acabado… Abaixo, a integra do show do Mudhoney no Brooklyn.

Leia mais: Diário de Viagem Estados Unidos 2013 (aqui)

Maio 14, 2013   2 Brindes

Cinco cervejas da Dogfish Head

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Dogfish Head Brewery é uma cervejaria fundada na cidadezinha de Milton, no Estado de Dellaware, nos Estados Unidos. Saindo de carro de Nova York é só pegar a Interstate 78 e depois a 95 para, em 50 minutos, estar na terra de Sam Calagione, um cara que se apaixonou por cervejas artesanais quando trabalhou em um brewpub na Big Apple, e não descansou enquanto não realizou o sonho de ter sua própria cervejaria. Milton tem menos de 3 mil habitantes, mas as cervejas de Sam viajam por todos os Estados Unidos. Atualmente, a produção da cervejaria é de 75 mil barris por ano, e o pessoal não descansa, partindo sempre atrás do exótico. Isso fica muito claro no programa Mestres Cervejeiros, da Discovery Channel (exibido no Brasil pelo Travel & Living Channel, TLC), apresentado pelo próprio Sam Calagione. A série foi gravada em 2010 e ficou no ar apenas uma temporada (seis episódios), que podem ser comprados na Amazon por US$ 1,99 cada (ou 7,99 todos). Vale para conhecer o pensamento cervejeiro de um grande cara. Abaixo, cinco cervejas da Dogfish Head.

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Quem já assistiu a algum episódio de Mestres Cervejeiros, com certeza já deve ter percebido a fixação que Sam Calagione tem por receitas antigas. E a Dogfish Head Midas Touch foi a primeira cerveja que o pessoal de Delaware produziu (em 1999) tendo por base material antigo, neste caso ingredientes coletados em tachos de 2.700 anos de idade encontrados no túmulo do Rei Midas. Além, a receita desta ale tradicional leva uva moscatel, mel e açafrão. Na taça, o líquido é dourado e a espuma tem média formação e persistência. O aroma é ótimo com notas cítricas que remetem a uva e condimentos (lembra muito uva Chardonnay), um pouquinho de acidez assim como também de mel e nada dos 9% de álcool. No paladar, a acidez surge em primeiro plano dando as cartas, mas deixando um interessante adocicado em segundo plano (e salgado nas notas finais). O retrogosto é intenso de uva lembrando, e muito, vinho branco. Que tal troca-lo por esta belíssima cerveja?

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No site oficial, Calagione apresenta a Dogfish Head Aprihop, feita pela primeira vez em 2004, como “a nossa fruit beer para lúpulomaníacos”. Isso porque a Aprihop traz, além de lúpulos Amarillo e maltes Cristal e Pilsner, adição de damascos (a fruta mesmo) em sua fórmula. Na taça, o liquido de cor âmbar translucido exibe uma boa formação de espuma. No aroma, o cítrico (laranja) e frutado (damasco) se exibem para alegria dos hopheads. Há ainda notas adocicadas (que remetem a pão) e herbais (grama). No paladar, como uma boa IPA, a Aprihop traz o amargor como primeiro ataque, mas não espere tanta aspereza, pois o frutado e o cítrico constroem um cenário interessante com sensação de laranja, damasco, mel e um final seco e deliciosamente complexo (mel e cítrico de mãos dadas) e refrescante. O retrogosto é levemente amargo abrindo o caminho para a próxima Aprihop (os 7% de álcool podem derrubar desavisados, já que eles brilhantemente não aparecem no conjunto).

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Partimos para a Dogfish Head Palo Santo Marron, uma espetacular Imperial Brown Ale, se isso existisse. Nascida de testes que se transformaram rapidamente em sucesso no brewpub da cervejaria em Milton, a Palo Santo Marron leva esse nome por ser maturada em barris de madeira paraguaia Palo Santo (construídos especialmente a pedido da Dogfish). Na taça, um liquido de cor intensamente preta forma um colarinho marrom de bela formação. O aroma é espetacular: o malte torrado se desprende em notas de chocolate, cacau, café, ameixa, figo, baunilha e conhaque (isso mesmo). Depois de tanta surpresa no aroma, é um desafio esperar que o paladar igualasse a experiência, mas uma nova surpresa lhe aguarda: de textura licorosa, a Dogfish Head Palo Santo Marron repete nota a nota as percepções aromáticas acrescentando calor no peito (são 12% de graduação alcoólica) e um adocicado persistente que deve conquistar chocólatras. O retrogosto remete a Irish Coffee gelado. Cade? Quero mais!

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A próxima é a Dogfish Head Raison D’Etre, uma Belgian Dark Strong Ale com açúcar de beterraba e uvas passas na receita (Sam Calagione é, definitivamente, maluco). Na taça, um líquido de cor âmbar exibe uma formação média de espuma, que no entanto permanece com um fio durante um bom tempo. No aroma, notas intensas de frutado remetem a frutas secas e também à madeira, baunilha, cookies, menta e álcool (os 8% de graduação alcoólica se exibem com formosura) além de toques florais. No paladar, a doçura surge em primeiro plano com picadas alcoólicas surgindo na sequencia, mas não surtindo nem amargor, nem tanta acidez (apesar da sensação de uvas verdes), apenas uma leve adstringência devido à textura – entre vivaz e o licoroso. Há notas de caramelo também. Novamente, como na Palo Santo Marron, há uma sensação de conhaque, menos intensa na Raison D’Etre, mas sensível. O retrogosto é totalmente adocicado e intenso – como uma bala de doce de leite/baunilha alcoólica. Deliciosa.

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Fechando esse primeiro passeio pelas cervejas de Sam Calagione, nada melhor que a primeira da turma, a Dogfish Head Punkin Ale, cuja receita foi feita em 1994, seis meses antes de a cervejaria ser aberta. Atualmente, a Punkin Ale é um dos cavalos de batalha da Dogfish Head, e o pessoal de lá recomenda: se encontrar, compre, porque todo ano esgota. Segundo Sam, essa foi a primeira cerveja de abobora dos Estados Unidos, a que fez a Brewers Association incluir o verbete de categoria em sua lista. Na taça, o liquido de cor âmbar recebeu uma formação de creme generosa e de média persistência. No aroma, a abobora (que faz parte da fórmula junto ao açúcar mascavo e a especiarias) se destaca no primeiro plano com resquícios de canela, mas há percepção de malte levemente tostado. No paladar, a abobora continua se sobressaindo enquanto o malte abre espaço com melaço e as especiarias surgem mais presentes na forma de canela, cravo e noz moscada (principalmente na parte final do gole) sem nenhuma percepção dos 7% de álcool. O retrogosto é adocicado com a abobora marcando presença e pedindo outra dose. Clássica.

A Dogfish Head ainda não é exportada para o Brasil (aló importadores, vale a pena), e mesmo nos Estados Unidos é preciso ir atrás dos lugares certos. A dica é fuçar a dica de locais do Ratebeer. Estas cinco cervejas acima foram compradas em dois lugares diferentes em Nova York: na distribuidora New Beer e no Whole Foods Market, do Bowery, mas também vi cervejas da Dogfish Head no Top Hops Beer Shop. O preço é mais em conta na New Beer, por ser uma distribuidora, mas a diferença é de centavos, e você irá pagar entre 2,25 dólares até 4 dólares cada garrafa de 355 ml (dependendo da cerveja). Além destas cinco é possível encontrar muitas outras, como a belíssima edição especial em comemoração aos 40 anos do álbum “Bitches Brew”, de Miles Davis, ou mesmo uma em homenagem a Robert Johnson. Logo logo as duas irão aparecer por aqui. É só aguardar…

Dogfish Head Midas Touch
- Produto: Spice / Herb / Vegetable Beer
- Nacionalidade: EUA
- Graduação alcoólica: 9%
- Nota: 3,76/5

Dogfish Head Aprihop
- Produto: India Pale Ale com Damascos
- Nacionalidade: EUA
- Graduação alcoólica: 7%
- Nota: 3,88/5

Dogfish Head Palo Santo Marron
- Produto: American Brown Ale
- Nacionalidade: EUA
- Graduação alcoólica: 12%
- Nota: 4,81/5

Dogfish Head Raison D’Etre
- Produto: Belgian Dark Strong Ale
- Nacionalidade: EUA
- Graduação alcoólica: 8%
- Nota: 3,90/5

Dogfish Head Punkin Ale
- Produto: Pumpkin Ale
- Nacionalidade: EUA
- Graduação alcoólica: 7%
- Nota: 3,79/5

Leia também:
- Top Cervejas: Cold 200, por Marcelo Costa (aqui)

Maio 13, 2013   Encha o copo

EUA 2013: Algumas coisas em Nova York

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Na primeira vez que estive em Nova York, em 2011, cheguei à cidade no começo do mês de abril, e a primavera havia acabado de começar, mas o tempo cinza e as árvores nuas ainda eram retrato de um frio e longo inverno. Desta vez, porém, pisei na cidade um mês depois, já em maio, e a situação mudou completamente: as árvores estão tomadas por folhas e flores e a cidade parece mais animada, ainda que os dias comecem frios na parte da manhã para ir esquentando levemente durante o dia.

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É nesse período que uma cidade tão bem desenhada como Nova York, e principalmente Manhattan, ganha vida em seus parques e áreas de lazer. A High Line, por exemplo, um parque suspenso com mais de 16 quadras de extensão feito sobre um antigo trecho de linha de trens (é o mesmo que fechassem o Minhocão, em São Paulo, e fizessem uma grande área de lazer), que já é um dos novos cartões postais da cidade, estava tomado no meio da sexta-feira ensolarada com pessoas lendo, tomando sol ou simplesmente caminhando.

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Dois dias antes, porém, a cidade amanheceu chuvosa, e a melhor saída era escolher um museu, e no nosso caso optamos pelo The Museum of Modern Art, o MoMA - desde então, um de meus museus preferidos. Filas imensas surgiam calçada afora (por este dia até vale recomendar chegar ao museu na parte da tarde), mas assim que se começa a andar pelos corredores do belíssimo e cruzar com tantas obras de arte clássicas, entende-se a loucura de pessoas pelos corredores do prédio, e aceita-se (embora o desejo de voltar em um dia vazio – deve existir algum no ano – tome o coração).

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O sexto andar do prédio (assim como no Gugheihem Museum, recomenda-se a visita invertida) abrigava uma interessante mostra pop com obras do sueco naturalizado norte-americano Claes Oldenburg, escultor que ao lado de Andy Warhol e Roy Lichtenstein forma o trio de ferro da Pop Art. Esculturas de hambúrgueres, sorvetes, bolos e objetos comuns do dia a dia ganham vida em formatos exagerados e cores berrantes criando uma sensação de que a cultura de massa, na sociedade de consumo, é como um exagerado prato de comida.

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Porém, o crème de la crème do MoMA está no quinto andar do prédio, e é de deixar mesmo quem já frequentou alguns dos maiores museus do mundo de boca aberta. Estão aqui o magnifico “Noite Estrelada” (1889), de Van Gogh, um dos mais concorridos do acervo, e ainda assim tão sossegado e tão próximo do espectador que comove. Na sala ao lado, mas no mesmo campo de visão, apenas o quadro que inaugurou o cubismo, “Les Demoiselles d’Avignon” (1907), de Picasso. A série de quadros de “Latas de Sopa Campbell” (1962), de Andy Warhol, está na entrada de uma das cantinas do prédio.

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Entre os meus preferidos destaco “Still Life of Three Puppies” (1888), quadro cômico de Gauguin; “Still Life with Flowers” (1912), de Juan Gris; o sublime “The Empire of Light 2” (1950), de René Magritte; “Carta Fantasma” (1937), de Paul Klee; um desenho da Monalisa de bigode, que compõe a obra “Boîte-en-Valise” (1935-1941), de Marcel Duchamp, o maior de todos; mais o espetacular “Number 1A” (1948), de Jackson Pollock. O quadro “A Persistência da Memória” (1931), de Dali, também é do MoMA, mas estava emprestado…

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Fizemos um pouco de tudo nestes últimos dias. Comemos no Soup Man (carinhosamente apelidado de Soup Nazi pelos personagens da série Seinfeld – e a sopa é realmente excelente), caminhamos pelo Battery Park, com a Estátua da Liberdade ao fundo, atravessamos a Brooklyn Bridge, provamos a melhor tira de carne da viagem em um bar no Brooklyn (Sweet Water, recomendo) ao preço de 17 dólares para, no dia seguinte, economizar comendo a pizza de 0,99 cents elogiada pelo The New York Times (“Pelo preço é surpreendemente ótima).

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Passei rapidamente em algumas lojas de CDs e vinis, mas adquiri muito menos do que eu imaginava. No entanto, fiz a festa no New Beer Distributors of New York City, a meca de cerveja artesanal na cidade. Aliás, boa parte dos novos restaurantes tem cervejas locais em cardápio. A Cantina Corsino, bom italiano no Meatpacking, exibe com orgulho a premiada Brooklyn Wit, de Garrett Oliver, que só existe em torneira, não em garrafa, mas ainda devemos esticar até a cervejaria neste sábado (embora o tempo nublado desanime um pouco).

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No quesito comida é importante citar o Chelsea Market, shopping gastronômico montado em um prédio que pertencia a Companhia Nacional de Biscoitos, a NaBisCo, e que agora reúne um bom número de locais notáveis em bons pratos. Quem se anima com frutos do mar tem que bater cartão no Chelsea Market (eles preparam lagosta na hora), mas há opções para todos os gostos em um local charmoso, com q de futurista e hipster, mas você nem dá bola para isso assim que começa a caminhar pela oficina de cheiros que se transforma o shopping.

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A viagem está chegando ao fim. Neste domingo à noite partimos para São Paulo, e a loucura da vida recomeça – embora eu vá retardar alguns compromissos até julho, já que viajo para a Europa no começo de junho para uma segunda perna de viagens em 2013 – antes, ainda, estarei em Porto Velho para o Festival Casarão 2013 e participarei de um ciclo de debates e ideias em Belo Horizonte, no começo de junho. Mas, voltando à Nova York, a viagem está chegando ao fim, e o balanço completo virá ali pela segunda-feira, mas já posso dizer que estou cada vez mais enamorado dessa megalópole barulhenta e instigante. São Paulo, se cuida.

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Leia mais: Diário de Viagem Estados Unidos 2013 (aqui)

Maio 11, 2013   1 Brinde