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Calmantes com Champagne 2.0 — Blog do Editor do Scream & Yell
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PicniK Festival: 02 e 03/07 em Brasília

Nos próximos dias 02 e 03 de julho (sábado e domingo), das 13h às 22h, a capital federal recebe mais uma edição do festival PicniK, que neste ano irá acontecer na Concha Acústica. Consagrado projeto itinerante brasiliense, conhecido por congregar milhares de pessoas em harmonia a cada edição, o PicniK apresentará ao público uma diversificada e inusitada programação com 20 shows, além de atividades, palestras, workshops e marcado alternativo com o melhor da economia criativa de Brasília. A entrada é franca.

No sábado (02) haverá shows com as bandas Horos (SP), Bike (SP), Magic Crayon (SP), Trementina (Chile), Muñoz (MG), Marrakesh (PR), Bang Bang Babies (GO), Pedrinho Grana & Os Trocados (DF), Enema Noise (DF), Disco Alto (DF) e O Bando de Sara (DF). No domingo (03), que irá divider o palco será Lucas Santtana (BA), Guizado (SP), Gasolines (SP), My Magical Glowing Lens (ES), Aloizio (DF), Dillo (DF), Consuelo (DF), Joe Silhueta (DF) e Forró Red Light (DF). Lembrando novamente que a entrada é gratuita!

O clássico mercadinho alternativo tem, mais uma vez, posição de protagonismo dentro do PicniK. O espaço destaca-se por agregar talentos da economia criativa local, com empreendedores das áreas de artes plásticas, moda, fotografia, decoração, design, artesanato e gastronomia. Entre as novidades do PicniK Festival está a parceria com a Feira de Discos de Brasília, que realizará, dentro do evento, sua 11ª edição com a presença dos principais vendedores de discos de vinil do Distrito Federal.

A tradicional área de workshops apresenta no domingo (03) uma série de atividades. A escola Perestroika fará uma oficina de Processo Criativo e o coletivo Sobre Urbana (GO) vai ensinar a fazer bancos de pallet, com uma breve abordagem teórica sobre a importância da apropriação dos espaços públicos, além da introdução de conceitos como o placemaking e o urbanismo tático. Como o universo das cervejas artesanais tem tudo a ver com o rock, o jornalista e beer sommelier paulista Marcelo Costa (editor do site Scream & Yell) apresentará uma concorrida palestra (com direito a degustação!) sobre as Escolas Cervejeiras (faça sua inscrição!).

Outra novidade do PicniK Festival é o espaço Semânticas, criado para discutir assuntos pertinentes da música independente e das artes gráficas. No sábado (02) serão apresentados dois painéis, um debatendo o cenário musical alternativo brasileiro contemporâneo, com a presença de Lucas Santtana e de representantes do selo gaúcho Honey Bomb Records e dos sites Scream & Yell (rock e cultura pop) e Tranquera (música eletrônica); e outro sobre intervenções artísticas urbanas, com participação do grafiteiro Adriano Cinelli (Onio) e do coletivo goiano Sobre Urbana.

A Área Zen novamente traz luz para a experiência convidando a participar de aulas gratuitas de yoga, meditação, dança e até mandalas em bordado. Esse espaço também será palco para o projeto Entre Olhares, movimento mundial que promove a troca de olhares entre estranhos em encontros realizados em locais públicos. A ideia é que os participantes façam contato com desconhecidos e, por meio do contato visual olho a olho, reflitam sobre as conexões humanas. Essas atividades não precisam de inscrição prévia. Para participar, basta chegar no horário indicado na programação.

O Espaço de Cura foi desenhado especialmente para oferecer momentos de maior clareza, equilíbrio e autoconhecimento aos interessados. Para tanto, diversos terapeutas atuantes no mercado holístico local, como massagistas, auriculo acupunturistas, xamãs indígenas e astrólogos oferecerão seus serviços, abrindo a mente dos curiosos para novas possibilidades transcendentais. Com atividades voltadas para crianças e adultos, o Espaço Mini Arena e a Área Kids oferecem apresentações de teatro, aulas de perna-de-pau, brinquedos infláveis e também pula-pula.

SERVIÇO
PicniK FESTIVAL
- 2 e 3 de julho, das 13h às 22h
- Local: Concha Acústica (SHTN Vila Planalto, orla do Lago Paranoá).
- Shows, mercado alternativo, palestras, workshpps, atividades de bem-estar e para crianças
- Entrada franca. Classificação indicativa: livre.
Informações: www.facebook.com/PicnikNoCalcadao

Junho 24, 2016   1 Brinde

Sigur Rós: Óveður [Official Video]

Novo single (e clipe) do Sigur Rós: Óveður [Official Video], primeira música inédita deles desde “Kveikur”, o álbum de 2013. O vídeo é dirigido por Jonas Åkerlund e filmado na pequena cidade de Grindavík, península Reykjanes, com presença da coreógrafa islandesa Erna Ómarsdóttir bem como participações especiais de integrantes da banda.

Junho 22, 2016   Encha o copo

Três vídeos: Little Quail and Mad Birds

Ao vivo no Sesc Santo Amaro, 04/06/2016

Junho 6, 2016   Encha o copo

Festival Paraíso do Rock 2016: line-up

- Em 2015, o Paraíso do Rock foi assim: http://bit.ly/22zQJO0
- Beto Vizzotto fala do Paraíso do Rock: http://bit.ly/25zhWlU

Junho 3, 2016   Encha o copo

Festival BUE anuncia line-up completo

14 e 15 de outubro em Buenos Aires
https://www.facebook.com/FestivalBUE/

Junho 3, 2016   Encha o copo

Top 10: Primeiro Semestre de 2016

Todo o arquivo de textos mais lidos mensalmente no Scream & Yell (desde 2004, quando o site passou a aferir audiência) está dividido em dois semestres (e em Top 3) que podem ser conferidos aqui: SEMESTRE 1 (Janeiro a Junho) e SEMESTRE 2 (Julho a Dezembro). O que segue abaixo é o ranking Top 10 dos textos mais lidos mês a mês no Scream & Yell em 2016, e um acumulado do primeiro dia do ano até o final do semestre (em andamento). Partiu :)

2016 - De 01 de Janeiro até 31 de maio
01) Top 7 - Melhores do Ano Scream & Yell (aqui)
02) O cinema pornô feminista de Erika Lust, por Kelly (aqui)
03) Download gratuito: “Temperança: Um Manifesto Contra o Ódio” (aqui)
04) Download gratuito: tributo a Milton Nascimento (aqui)
05) Download gratuito: 50 discos de 2015 (aqui)
06) Download gratuito: tributo aos Paralamas do Sucesso (aqui)
07) 11 momentos emocionantes de David Bowie, por Mac (aqui)
08 ) 13 discos para Download Gratuito - Seleção Maio (aqui)
09) As 100 maiores músicas brasileiras de todos os tempos (aqui)
10) Love, comédia e expectativas, por Manoel Magalhães (aqui)

Top 10 Maio
01) De Olho na Nova Música Brasileira, por Mac (aqui)
02) 13 discos para Download Gratuito - Seleção Maio (aqui)
03) Festival Brasileiro de Música de Rua 2016, por Leo Vinhas (aqui)
04) Entrevista: Bernardo Vilhena, por Bruno Capelas (aqui)
05) Download gratuito: tributo a Milton Nascimento (aqui)
06) Balanço: Abril Pro Rock 2016, por Marcelo Costa (aqui)
07) Download gratuito: Gustavo Kaly e Frank Jorge (aqui)
08) DeFalla ao vivo no Sesc Pompeia, por Mac (aqui)
09) O melhor disco ao vivo de todos os tempos, por Mac (aqui)
10) O desolador grito político de ANOHNI, por Renan Guerra (aqui)

Top 10 Abril
01) O cinema pornô feminista de Erika Lust, por Kelly (aqui)
02) O disco político de PJ Harvey, por Marcelo Costa (aqui)
03) The Wallflowers e o Rock Pedestre, por Ana Clara Matta (aqui)
04) 10 discos para download gratuito: Juliano Gauche, Giallos (aqui)
05) 11 discos para download gratuito: Vitor Brauer, Skylab (aqui)
06) A volta gloriosa da fita K7, por Marcelo Costa (aqui)
07) Soul Asylum, Kula Shaker, Violent Femmes, por Leo Vinhas (aqui)
08 ) Cinema: “A Juventude”, de Sorrentino, por Marcelo Costa (aqui)
09) Entrevista: Paulo Ricardo, por Marcos Paulino (aqui)
10) Cinema: “O Escaravelho do Diabo”, por Leo Vinhas (aqui)

Top 10 Março
01) Love, comédia e expectativas, por Manoel Magalhães (aqui)
02) Entrevista: Clara Averbuck e Eva Uviedo, por Renata Arruda (aqui)
03) Documentário: “Incógnito”,  de André Z. e Otávio Bertolo (aqui)
04) Entrevista: Karine Alexandrino, por Marcelo Costa (aqui)
05) Três episódios da série ‘Vinyl’, por Marcelo Costa (aqui)
06) Livros: Geraldo Vandré, Centopeias Gigantes e Dance of Days, por Mac (aqui)
07) Cinco momentos inesquecíveis de shows, por Mac (aqui)
08 ) Download gratuito: tributo a Milton Nascimento (aqui)
09) Download gratuito: tributo aos Paralamas do Sucesso (aqui)
10) 10 shows imperdíveis no Lollapalooza Brasil, por Mac (aqui)

Top 10 Fevereiro
01) Top 7 - Melhores do Ano Scream & Yell (aqui)
02) Viagem ao útero do Psicodália, por Cristiano Castilho (aqui)
03) Download gratuito: 50 discos de 2015 (aqui)
04) Música: “Anti”, Rihanna, por Marcelo Costa (aqui)
05) De 1966 a 2016: 50 discos, 50 anos, por Marcelo Costa (aqui)
06) Download gratuito: “Temperança: Um Manifesto Contra o Ódio” (aqui)
07) Juntos: Almir Sater e Renato Teixeira, por Marcos Paulino (aqui)
08 ) Download gratuito: tributo a Milton Nascimento (aqui)
09) Download gratuito: tributo a Belchior (aqui)
10) Download gratuito: tributo aos Paralamas do Sucesso (aqui)

Top 10 Janeiro
01) Download gratuito: “Temperança: Um Manifesto Contra o Ódio” (aqui)
02) 11 momentos emocionantes de David Bowie, por Mac (aqui)
03) Download gratuito: 50 discos de 2015 (aqui)
04) Música: “Blackstar”, de David Bowie, por Marcelo Costa (aqui)
05) Retrospectiva 2015, por Marcelo Costa (aqui)
06) Download gratuito: tributo a Milton Nascimento (aqui)
07) Download gratuito: tributo aos Paralamas do Sucesso (aqui)
08 ) Sete versões de “Hey, That’s No Way To Say Goodbye” (aqui)
09) Dez cervejas Pale Lager gringas para o verão, por Mac (aqui)
10) Festival Las Palmeras Fiesta del Sonido, por Leo Vinhas (aqui)

Junho 3, 2016   Encha o copo

Papo Magnético no próximo domingo

No próximo domingo (05/06), no Sesc Santo Amaro, irei conversar com Gabriel Thomaz (Autoramas) e o cartunista Daniel Jucá sobre o livro “Magnéticos 90“, lançado pela editora Ideal, e a geração de fita k7 dos anos 90 do rock nacional. Papo bom (e gratuito). É só colar no Papo Magnético!

O Sesc Santo Amaro fica na rua Amador Bueno, 505, no bairro de Santo Amaro, e o acesso é super fácil: é possível chegar a unidade tanto de ônibus quanto via CPTM (o prédio do Sesc Santo Amaro fica ao lado do terminal de ônibus Santo Amaro e da estação Largo Treze).

De ônibus, a linha 6200 (Terminal Santo Amaro) é bastante rápida saindo do Terminal Bandeira e descendo a 9 de julho via Marginal fazendo o percurso em pouco mais de meia hora; outra, a 669A, sai do Terminal Princesa Isabel, sobe a Consolação e atravessa a Paulista descendo, depois, a Brigadeiro, e o percurso demora quase uma hora.

Via CPTM é simples: linha Amarela até a Estação de Pinheiros e de lá trem da CPTM destino Grajaú. Descer na Estação Santo Amaro e baldear para a linha Lilás do metrô em direção a Estação Adolfo Pinheiro - é só uma estação, Largo Treze). Segundo o site do Metrô São Paulo, o tempo estimado é de 32 minutos.

Ps. No sábado, o mesmo Sesc Santo Amaro recebe o show do Little Quail and The Mad Birds (aqui)

SERVIÇO
- Papo Magético: Rock Brasileiro dos Anos 90
- com Gabriel Thomaz e Daniel Jucá
- mediação de Marcelo Costa (Scream & Yell)
- Domingo, 05/06, de 15h30 às 17h
- Local: Espaço de Tecnologias e Artes (2° andar)
- Sesc Santo Amaro

Maio 31, 2016   Encha o copo

Tentando decifrar o novo DeFalla

“Eu me mijei de rir quando você captou a minha inadequação em ser menos Iggy e mais Bowie”, diz Edu K em troca de mensagens no Instagram sobre isso daqui

Maio 21, 2016   Encha o copo

Um dia de domingo em Olinda

A aventura toda começou “cedo”: antes do meio dia parti de Pina pra Olinda no 910 (”Rio Doce a Piedade, de Barra de Jangada até Casa Caiada”) e cheguei rápido e sussa. Subi morro, desci morro, fiz fotos, papeei com repentistas, subi morro, desci morro e tomei uma garoa tipicamente paulistana subindo “morro, ladeira, córrego, beco, favela”. A fome bateu e dentre as ofertas disponíveis (vários restaurantes *****) escolhi um “botecão” que tinha “cerveja de verdade” cara demais (R$ 29 numa Primator India Pale Ale não dá), mas me pareceu mais acolhedor, o Peneira, e não errei. Pedi bode com fava, uma Bohemia e gastei umas duas horas e meia (e mais três Bohemias) observando e me divertindo com os frequentadores habituais e assistindo ao primeiro tempo da final da Copa do Nordeste (e torcendo com eles).

Dali parti para A Casa do Cachorro Preto, que receberia um show / ensaio aberto da Rua do Absurdo, cujo disco “Limbo”, de 2014, apareceu em várias listas de melhores do ano. O lugar é uma galeria de arte com obras bem interessantes e vibe ótima. Conta pontos, na minha matemática alcoólatra pessoal, o fato deles terem cerveja caseira no cardápio, a La Ursa em três estilos respeitáveis: Saison, IPA e Bock. O show, marcado para às 16h (eu mesmo cheguei às 17h), começou quase 18h e foi excelente, com a sonoridade do quarteto se misturando com a fauna local (cigarras e outros pássaros) numa execução primorosa de baixo, bateria diminuta (e bastante eficiente), cavaquinho engatado na pedaleira e voz. Fiquei imaginando esse mesmíssimo show ensaio num festival bacana. Gostaria de rever isso nessa sintonia.

Dali, ideia de Jarmeson: Baile Cubano no Clube Bela Vista, no Alto Santa Terezinha. Prum cara infelizmente germânico como eu (ou seja, com as juntas duras), por um lado foi uma tortura: todo mundo dançando e eu ali, remexendo os membros e com medo da omoplata ou do fêmur despencarem do corpo para o meio do salão. Por outro lado foi revigorante, duas horas de música cubana e latina que eu nunca tinha ouvido, metaleira apitando, aquela melancolia feliz do estilo e muito, muito charme melódico numa das melhores músicas do mundo. O cansaço bateu (e, milagre, os ossos não caíram na pista nem nos 15 segundos que insistiram em me tirar pra dançar – pra constatar a falta de “molejão”) e começou uma nova aventura:

Segundo Jarmeson, dali até Pina, onde eu estava hospedado, dava uns R$ 30 (e eu tinha R$ 32 na carteira – e o celular já tinha morrido umas quatro horas antes, ou seja, nada de 99 ou Uber). “Não esquenta com as voltas que o motorista do taxi vai fazer pra sair do morro”, ele avisou. Me despedi, sai do clube e parei um taxi. Falei o destino e ele mandou: “Minha maquininha tá quebrada, quanto você paga até lá?”. R$ 32. Ok, partiu. Mais ou menos. Uns 5 minutos depois, já fora do morro, ele encosta o carro e diz: “Pina é muito longe. Vou deixar você aqui para que você pegue um outro taxi, tudo bem?”. Ok, mas quanto eu te devo? “Não se preocupa, vai sossegado”.

Certo, tô ali no meio de algum lugar do Recife que eu não sei onde, garoando, e decido caminhar a ficar parado. Uns 500 metrôs depois vejo outro taxi, e dou sinal: “Meu caro, quanto você cobra pra me levar até Pina?”. Ele diz R$ 40, aviso que tenho R$ 32 e bora. “Você tava no Baile Cubano e desceu a pé até aqui?”, ele se surpreende. Conto sobre o outro taxista e ele observa: “Pina é longe mesmo”. Segue o cortejo. No caminho, ele liga para uma paquera e pergunta se pode encontra-la no baile em que ela tá. Ela diz que tá embaçado, e o romance fica pra segunda (ele desliga deixando “um cheiro” pra ela). Conversamos então sobre o frio paulistano (do tempo em que ele foi motorista de uma grã-fina do Morumbi) e de Santos e Audax até o momento mágico do dia: começa a tocar uma versão sofrível em português de “Killing Me Softly” na FM, e o amigo motorista dá um show encobrindo a voz da rádio cantando a versão original, em inglês, como se estivéssemos em um karaokê móvel, com direito a agudos, falsetes e tudo mais.

Ele me deixa no hotel, desejo bom trabalho pro parceiro e subo o elevador pensando em quantas nuances um simples dia de domingo (na voz de Gal e Tim) pode ter. Obrigado, Recife :)

Ps. Valeu Jarmeson, valeu Júlio. Baita domingo!

Maio 5, 2016   Encha o copo

Download: As Mulheres do Rap em SP

“Narrativas femininas de 10 rappers do Estado de São Paulo são o mote da publicação “Mulheres de Palavra: um Retrato das Mulheres no Rap de São Paulo”, que encontra nestas MCs a voz de um universo cultural ainda predominantemente masculino. São elas: Bia Doxum, Brisa De La Cordillera, DJ Niely, Dory de Oliveira, Luana Hansen, Lunna Rabetti, Odisseia das Flores, Preta Rara, Priscilla Fêniks e Sharylaine.

A obra mostra os trabalhos artísticos dessas mulheres em consonância com suas vidas sociais e familiares, extrapolando o palco. A publicação vai além: busca entender a ancestralidade no trabalho e na poesia de cada uma destas mulheres, uma vez que, em sua maioria, são negras.

A publicação foi idealizada pelas pesquisadoras Fernanda Allucci, Ketty Valencio e Renata R. Allucci, com registro audiovisual de Ricardo Dutra e Samuel Malbon e textos de quatro autoras convidadas, Daniela Gomes, Izabela Nalio Ramos, Nerie Bento, Roberta Estrela D’Alva e será distribuída gratuitamente nos principais equipamentos culturais de São Paulo.”

www.mulheresdepalavra.com

Abril 25, 2016   Encha o copo

Duas playlists: Latin e Tugas

Atendendo a um convite da equipe da rádio UFSCar 95.3 FM preparei duas playlists que foram apresentadas no programa Residentes, em dois sábados. Em cada uma das playlists busquei valorizar a aproximação do Scream & Yell com as cenas de música latina e portuguesa. Abaixo você pode ouvi-las.

01) El Cuarteto de Nos - “Cuando Sea Grande” (2012)
02) Bestia Bebe - “No Me Importa Verte Perder” (2013)
03) La Vela Puerca - “De Amar” (2013)
04) El Mato a Un Policia Motorizado - “Violencia” (2016)
05) Superhéroes - “Danger Four” (2011)
06) Edu Schmidt - “Un Río” (2015)
07) Molina y Los Cosmicos - “En el Camino del Sol” (2014)
08) Concha Buika - “Jodida Pero Contenta” (2005)
09) Los Fabulosos Cadillacs - “La Vida” (1999)
10) Cafe Tacvba - “Cómo Te Extraño Mi Amor” (1996)
11) Julieta Venegas - “Amores Platónicos” (2010)
12) Babasonicos - “El Loco” (2001)
13) Charly Garcia - “Los Dinosaurios” (1983)
14) Vivian Benford - “La Edad del Cielo” (2015)
15) Soda Stereo - “De Musica Ligeira” (1990)
16) Attaque 77 - “Perfección” (1998)

01) Ornatos Violeta - “Dia Mau” (1999)
02) A Caruma - “Diabetes com Chantili” (2010)
03) Nuno Prata - “Se Acabou, Acabou” (2010)
04) Tiago Lacrau - “Qual é o Meu Tom, Zé?” (2015)
05) Diabo na Cruz - “Dona Ligeirinha” (2009)
06) Os Pontos Negros - “Amor é Só Febre” (2010)
07) B Fachada - “Estar à Espera ou Procurar” (2009)
08) O Martim - “Rosa” (2014)
09) Capicua - “Medo do Medo” (2014)
10) Deolinda feat. DJ Riot - “A Velha e o DJ” (2016)
11) Antonio Azambujo - “Flagrante” (2012)
12) J. P. Simões - “Gosto de Me Drogar” (2013)
13) Ana Claudia - “João e o Pé de Feijão” (2013)
14) Linda Martini - “Unicórnio De Sta. Engrácia” (2016)
15) Os Golpes - “O Amor Separar-Nos-Á” (2011)
16) Manuel Fúria e os Náufragos - “Que Haja Festa Não Sei Onde” (2013)
17) The Legendary Tigerman & Maria de Medeiros - “These Boots Are Made For Walkin’” (2009)

Abril 24, 2016   Encha o copo

Download: 99 catálogos do CCBB

Responsável por diversas mostras bacanas, o Centro Cultural Banco do Brasil também produz excelentes catálogos para essas mostras, que muitas vezes vão além do material apresentado na instituição, e servem como guia para a obra do artista em questão, mesmo que você não tenha acompanhado a mostra. 99 destes catálogos estão disponíveis para download gratuito e trazem um vasto material imperdível de artes, cinema, arquitetura e muito mais.

Entre os volumes disponibilizados pelo CCBB estão catálogos sobre a mostra Alfred Hitchcock, um calhamaço de 416 páginas que pode funcionar como um excelente guia para neófitos na obra do mestre do suspense. O mesmo pode ser dito dos volumes sobre Quentin Tarantino (com textos e análises de cada filme do diretor), Escher, Kandinski, Jean Luc Godard, Ingmar Bergman, Impressionismo, Iberê Camargo, Castelo Ra-Tim-Bum, Francis Ford Coppola, o movimento Dogama 95 e muito mais. Divirta-se:

http://culturabancodobrasil.com.br/portal/categoria/catalogos

Abril 24, 2016   Encha o copo

Download: As receitas da Brewdog

Em fevereiro deste ano, a Brewdog mostrou mais uma vez sua faceta punk ao incentivar o lema Do It Yourself (Faça você mesmo) disponibilizando para download em PDF o livro “DIY Dog”, com mais de 200 receitas de cerveja da casa detalhadas e com dicas. Isso mesmo: James e Martin, sócios da cervejaria escocesa, incentivam cervejeiros caseiros a produzirem na panela receitas clássicas como a Punk IPA e a linha Paradoxx até as especiais Abstrackt.

“Em 2007, conseguimos um empréstimo bancário, compramos alguns equipamentos de segunda mão e transformamos nosso hobby cervejeiro em nosso trabalho, diz o texto de introdução do livro. “Nossa cervejaria original era, basicamente, um home brewing gigante com galões de água de plástico de 50 litros e controle manual. Até hoje desenvolvemos novas receitas neste sistema de galões de 50 litros”, eles explicam.

O livro não só detalha as receitas como dá dicas de home brewing (com os equipamentos básicos) e traz um breve glossário. James e Martin incentivam: “Copie nossas receitas, rasgue elas em pedacinhos, perverta-as, adapte-as e, acima de tudo, aprecie-as”. Eles ainda recomendam: “Só não se esqueça de compartilhar suas cervejas, adaptações e o resultado. Compartilhar é se importar”. Mãos a obra:

https://www.brewdog.com/diydog

Leia também
- Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
- Leia sobre outras cervejas (aqui)

Abril 24, 2016   Encha o copo

Cinco momentos inesquecíveis de shows

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Foto: Marcelo Costa

São tantas emoções que é difícil separar cinco. Comecei a ter ideia dessa seleção quando estava ouvindo “Art of Almost”, do Wilco, nos fones, e me lembrando da hipnose de ver a banda executar a canção ao vivo: eu estava no fosso, a dois metros da banda, fotografando e enlouquecendo com a catarse de Nels Cline neste show do Primavera Sound. Dai comecei a lembrar de outros e, até hoje, os shows que mais me deixaram desidratado foram Brian Wilson no Tim Festival, em 2004, e Leonard Cohen no Festival de Benicàssim, Espanha, em 2008. Abaixo, outros cinco momentos arrepiantes…

R.E.M. no Rock in Rio, 2001
Vários momentos mágicos marcaram a primeira apresentação da banda no Brasil (e a primeira das cinco vezes que os vi ao vivo) e um dos melhores shows que vi na vida. Eu estava, sei lá como, no gargarejo, com o set list distribuído para a imprensa nas mãos, e amando cada segundo daquele show, mas o grande momento veio no maior hit da banda, uma canção que eu adoro, mas nem sei se figuraria num Top 10 pessoal: “Losing My Religion”. Quando Peter Buck dispara no bandolim o riff inconfundível ouve-se a massa vibrando (imagine 150 mil pessoas atrás de você gritando insanamente quando ouvem uma das músicas mais lindas já escritas na música pop). Esse é o momento cristalizado na minha memória: o silêncio antes da canção começar, os primeiros acordes e o urro apaixonado da plateia.

Blur no Hyde Park, 2009
Era pra ser a volta oficial do Blur, mas eles não resistiram e tocaram no Glastonbury antes. Isso não evitou que os 110 mil ingressos evaporassem (55 mil por dia), e eu, que não tinha lá muita certeza do que esperar, sai chapado com um set list de 25 canções numa apresentação impecável. Algumas das minhas favoritas estavam no set (“End Of A Century”, “To The End”, “Tender”, “Out Of Time”), mas a canção dessa noite foi “Parklife”, que eu gostava, mas nunca tinha dado muita bola. Antes de começa-la, Damon Albarn comentou que morou um bom tempo na vizinhança do Hyde Park, e então diz que aquela canção nasceu ali, nas caminhadas dele (assista abaixo). Isso tornou aquele momento especial… e inesquecível.

Radiohead em São Paulo, 2009
Eu já os tinha visto no Rock Werchter, na Bélgica, e logo em seguida em Berlim, na mesma turnê. O show belga foi meio frustrante (o Sigur Rós os engoliu nessa noite), mas o show de Berlim, no meio de uma floresta (a mesma em que eles tocavam enquanto as torres gêmeas estavam sendo atingidas em 2001 – há um bootleg imperdível desse show), lavou a alma, com uma garoa nos molhando enquanto desconhecidos se abraçavam cantando “No Surprises”. O show de São Paulo, no entanto, foi quilômetros melhor: a banda estava muito mais bem humorada e o set list, generoso. O grande momento aconteceu em “Paranoid Android”, tocada de forma matadora. Assim que a canção acaba, o público continua fazendo a segunda voz (que na música é de Ed O’Brien) mesmo com a canção terminada. Essa segunda vez começa baixa e vai num crescendo até Thom Yorke entrar no clima: ele pega o violão e volta a fazer a primeira voz entrelaçando-se com a plateia num daqueles momentos raros que valem uma vida. A partir de 1h31m18s no vídeo.

Pulp no Primavera Sound, 2011
Essa noite no Primavera era o primeiro show oficial do Pulp em 9 anos, e a banda se mostrou absolutamente impecável. Barcelona vivia um momento tenso e, naquele dia, a polícia havia invadido a Praça da Catalunha e descido a porrada nos manifestantes. No show, Uma faixa no meio da galera dizia: “Spanish revolution: sing along with de common people”. Jarvis Cocker não desperdiçou o momento. “É complicado quando uma pessoa de fora chega a seu país e emite uma opinião, mas vi a faixa de vocês e só tenho a dizer que algo está errado quando a polícia entra em uma praça e pessoas inocentes vão para o hospital. Essa próxima música eu dedico aos Indignados” (é o começo do vídeo abaixo). Arrepia só de lembrar todo mundo dançando abraçado!

Arcade Fire no Coachella, 2011
Nunca esquecerei o diálogo com o amigo Renato Moikano. O show estava seguindo, impecável, quando ele vira e manda: “O que é aquilo acima da estrutura do palco?”. E eu: “Sei lá. Não tava lá?”. E ele: “Não!”. Demos de ombro e seguimos vendo o show, maravilhoso. Dai Win Butler avisa que o show está chegando ao final, que é a última canção, e que agora a gente precisa cantar de verdade. Começam os acordes de “Wake Up” e a galera estende os braços para a frente e grita enlouquecidamente, como se estivesse numa missa. Só isso bastaria para ser especial, mas dai, aquilo que estava sobre a estrutura do palco se abre, e dezenas de bolas luminosas caem sobre o público. A coisa toda fica ainda mais bonita quando, na parte acelerada da canção, todas as bolas começam a piscar e mudar de cor… sincronicamente! Foi foda!

Leia mais
-Top 25 Shows em 10 Anos (2005/2015) - Leia aqui

Março 23, 2016   Encha o copo

Mapa do Jornalismo Independente

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“Um projeto da Agência Pública: A ideia é ambiciosa, mas cada vez mais necessária neste momento de ruptura e renascimento que o jornalismo vive: mapear as iniciativas independentes no Brasil. Neste “mapa” interativo, selecionamos aquelas que nasceram na rede, fruto de projetos coletivos e não ligados a grandes grupos de mídia, políticos, organizações ou empresas”.

Da parte do Scream & Yell, creio que nunca fomos tão perfeitamente definidos: “Um site jornalístico sobre cultura pop, com entrevistas, reviews e coberturas de festivais de música, cinema, cerveja. Também produzem e lançam álbuns, fazem podcast e mixtapes e jornalismo musical aprofundado independentemente do apelo do entrevistado: tratando Caetano Veloso, Romulo Fróes e Loomer como iguais, porque todos fazem boa música.”

Parabéns ao jornalismo independente! Parabéns à Agência Pública por uma iniciativa tão importante. Fuce lá porque vale muito a pena!

http://apublica.org/mapa-do-jornalismo

Março 4, 2016   Encha o copo

Combinando cervejas e pop rock stars

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Tô indicando a Urbana Refrescado de Safadeza pra Rihanna, a Backer Tommy Gun para o AC/DC e mais oito cervejas (pra Katy Perry, pro Michael Stipe, pro Paul…) na Rolling Stone que acaba de chegar às bancas (com Bowie na capa)

Fevereiro 19, 2016   Encha o copo

Melhores de 2015 na Cerveja brasileira

Janeiro 25, 2016   Encha o copo

Os Melhores do Ano do Guia da Folha

Neste ano votei em Melhor Show Internacional e Melhor Festival.

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Meus votos:
MELHOR FESTIVAL
1) Popload Festival
Evento impecável com grandes shows e Iggy Pop inspiradíssimo

2) Dia da Música
Feliz surpresa, festival apostou em independentes. Deu certo!

3) Jazz na Fábrica
Daymé Arocena e Shai Maestro Trio brilharam no Sesc Pompeia

MELHOR SHOW INTERNACIONAL
1) Iggy Pop, Popload Festival
Com 20 minutos - e quatro clássicos - já era o show do ano

2) Shai Maestro Trio, Sesc Pompeia
De Israel, eles foram um dos pontos altos do Jazz na Fábrica

3) St. Vincent, Lolla BR
Riffs ásperos, modernidade, esquisitice pop e muito charme

Dezembro 25, 2015   Encha o copo

Os Melhores do Ano do Divirta-se

Neste ano votei na categoria Melhor Show Internacional

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Dezembro 25, 2015   Encha o copo

Quatro perguntas sobre cervejas

Você tem uma marca de cerveja favorita?
Não. Minha preferida é sempre a cerveja que não bebi e, de preferência, local. Se eu estiver em Minas, vou de Wäls, Três Lobos e alguma das Inconfidentes. Se eu estiver em POa, Coruja, Abadessa ou Tupiniquim; se estiver em São Paulo, alguma da linha da Cervejas Sazonais…

Qual é a relação que você tem com o universo craft?
Sou beer sommelier e escrevo sobre cervejas tanto no Birrinhas quanto no Scream & Yell. É um universo que me interessa bastante.

Você costuma ser fiel a uma marca de cerveja?
Não. Existem marcas que me agradam, mas meu interesse é sempre em descobrir uma cerveja nova, inédita. Então se estou em um bar e existem 10 cervejas crafts que já bebi e gosto, e uma que não bebi, vou nessa última.

Onde você compra cerveja e onde bebe?
Meu local preferido para comprar em São Paulo hoje é a loja da Beer4U no Sumaré. Para beber ainda acho o EAP imbatível, mas gosto de dar uma passada na Brewdog SP vez em quando.

Agosto 28, 2015   Encha o copo