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Tentando decifrar o novo DeFalla

“Eu me mijei de rir quando você captou a minha inadequação em ser menos Iggy e mais Bowie”, diz Edu K em troca de mensagens no Instagram sobre isso daqui

Maio 21, 2016   Encha o copo

Um dia de domingo em Olinda

A aventura toda começou “cedo”: antes do meio dia parti de Pina pra Olinda no 910 (”Rio Doce a Piedade, de Barra de Jangada até Casa Caiada”) e cheguei rápido e sussa. Subi morro, desci morro, fiz fotos, papeei com repentistas, subi morro, desci morro e tomei uma garoa tipicamente paulistana subindo “morro, ladeira, córrego, beco, favela”. A fome bateu e dentre as ofertas disponíveis (vários restaurantes *****) escolhi um “botecão” que tinha “cerveja de verdade” cara demais (R$ 29 numa Primator India Pale Ale não dá), mas me pareceu mais acolhedor, o Peneira, e não errei. Pedi bode com fava, uma Bohemia e gastei umas duas horas e meia (e mais três Bohemias) observando e me divertindo com os frequentadores habituais e assistindo ao primeiro tempo da final da Copa do Nordeste (e torcendo com eles).

Dali parti para A Casa do Cachorro Preto, que receberia um show / ensaio aberto da Rua do Absurdo, cujo disco “Limbo”, de 2014, apareceu em várias listas de melhores do ano. O lugar é uma galeria de arte com obras bem interessantes e vibe ótima. Conta pontos, na minha matemática alcoólatra pessoal, o fato deles terem cerveja caseira no cardápio, a La Ursa em três estilos respeitáveis: Saison, IPA e Bock. O show, marcado para às 16h (eu mesmo cheguei às 17h), começou quase 18h e foi excelente, com a sonoridade do quarteto se misturando com a fauna local (cigarras e outros pássaros) numa execução primorosa de baixo, bateria diminuta (e bastante eficiente), cavaquinho engatado na pedaleira e voz. Fiquei imaginando esse mesmíssimo show ensaio num festival bacana. Gostaria de rever isso nessa sintonia.

Dali, ideia de Jarmeson: Baile Cubano no Clube Bela Vista, no Alto Santa Terezinha. Prum cara infelizmente germânico como eu (ou seja, com as juntas duras), por um lado foi uma tortura: todo mundo dançando e eu ali, remexendo os membros e com medo da omoplata ou do fêmur despencarem do corpo para o meio do salão. Por outro lado foi revigorante, duas horas de música cubana e latina que eu nunca tinha ouvido, metaleira apitando, aquela melancolia feliz do estilo e muito, muito charme melódico numa das melhores músicas do mundo. O cansaço bateu (e, milagre, os ossos não caíram na pista nem nos 15 segundos que insistiram em me tirar pra dançar – pra constatar a falta de “molejão”) e começou uma nova aventura:

Segundo Jarmeson, dali até Pina, onde eu estava hospedado, dava uns R$ 30 (e eu tinha R$ 32 na carteira – e o celular já tinha morrido umas quatro horas antes, ou seja, nada de 99 ou Uber). “Não esquenta com as voltas que o motorista do taxi vai fazer pra sair do morro”, ele avisou. Me despedi, sai do clube e parei um taxi. Falei o destino e ele mandou: “Minha maquininha tá quebrada, quanto você paga até lá?”. R$ 32. Ok, partiu. Mais ou menos. Uns 5 minutos depois, já fora do morro, ele encosta o carro e diz: “Pina é muito longe. Vou deixar você aqui para que você pegue um outro taxi, tudo bem?”. Ok, mas quanto eu te devo? “Não se preocupa, vai sossegado”.

Certo, tô ali no meio de algum lugar do Recife que eu não sei onde, garoando, e decido caminhar a ficar parado. Uns 500 metrôs depois vejo outro taxi, e dou sinal: “Meu caro, quanto você cobra pra me levar até Pina?”. Ele diz R$ 40, aviso que tenho R$ 32 e bora. “Você tava no Baile Cubano e desceu a pé até aqui?”, ele se surpreende. Conto sobre o outro taxista e ele observa: “Pina é longe mesmo”. Segue o cortejo. No caminho, ele liga para uma paquera e pergunta se pode encontra-la no baile em que ela tá. Ela diz que tá embaçado, e o romance fica pra segunda (ele desliga deixando “um cheiro” pra ela). Conversamos então sobre o frio paulistano (do tempo em que ele foi motorista de uma grã-fina do Morumbi) e de Santos e Audax até o momento mágico do dia: começa a tocar uma versão sofrível em português de “Killing Me Softly” na FM, e o amigo motorista dá um show encobrindo a voz da rádio cantando a versão original, em inglês, como se estivéssemos em um karaokê móvel, com direito a agudos, falsetes e tudo mais.

Ele me deixa no hotel, desejo bom trabalho pro parceiro e subo o elevador pensando em quantas nuances um simples dia de domingo (na voz de Gal e Tim) pode ter. Obrigado, Recife :)

Ps. Valeu Jarmeson, valeu Júlio. Baita domingo!

Maio 5, 2016   Encha o copo

Download: As Mulheres do Rap em SP

“Narrativas femininas de 10 rappers do Estado de São Paulo são o mote da publicação “Mulheres de Palavra: um Retrato das Mulheres no Rap de São Paulo”, que encontra nestas MCs a voz de um universo cultural ainda predominantemente masculino. São elas: Bia Doxum, Brisa De La Cordillera, DJ Niely, Dory de Oliveira, Luana Hansen, Lunna Rabetti, Odisseia das Flores, Preta Rara, Priscilla Fêniks e Sharylaine.

A obra mostra os trabalhos artísticos dessas mulheres em consonância com suas vidas sociais e familiares, extrapolando o palco. A publicação vai além: busca entender a ancestralidade no trabalho e na poesia de cada uma destas mulheres, uma vez que, em sua maioria, são negras.

A publicação foi idealizada pelas pesquisadoras Fernanda Allucci, Ketty Valencio e Renata R. Allucci, com registro audiovisual de Ricardo Dutra e Samuel Malbon e textos de quatro autoras convidadas, Daniela Gomes, Izabela Nalio Ramos, Nerie Bento, Roberta Estrela D’Alva e será distribuída gratuitamente nos principais equipamentos culturais de São Paulo.”

www.mulheresdepalavra.com

Abril 25, 2016   Encha o copo

Duas playlists: Latin e Tugas

Atendendo a um convite da equipe da rádio UFSCar 95.3 FM preparei duas playlists que foram apresentadas no programa Residentes, em dois sábados. Em cada uma das playlists busquei valorizar a aproximação do Scream & Yell com as cenas de música latina e portuguesa. Abaixo você pode ouvi-las.

01) El Cuarteto de Nos - “Cuando Sea Grande” (2012)
02) Bestia Bebe - “No Me Importa Verte Perder” (2013)
03) La Vela Puerca - “De Amar” (2013)
04) El Mato a Un Policia Motorizado - “Violencia” (2016)
05) Superhéroes - “Danger Four” (2011)
06) Edu Schmidt - “Un Río” (2015)
07) Molina y Los Cosmicos - “En el Camino del Sol” (2014)
08) Concha Buika - “Jodida Pero Contenta” (2005)
09) Los Fabulosos Cadillacs - “La Vida” (1999)
10) Cafe Tacvba - “Cómo Te Extraño Mi Amor” (1996)
11) Julieta Venegas - “Amores Platónicos” (2010)
12) Babasonicos - “El Loco” (2001)
13) Charly Garcia - “Los Dinosaurios” (1983)
14) Vivian Benford - “La Edad del Cielo” (2015)
15) Soda Stereo - “De Musica Ligeira” (1990)
16) Attaque 77 - “Perfección” (1998)

01) Ornatos Violeta - “Dia Mau” (1999)
02) A Caruma - “Diabetes com Chantili” (2010)
03) Nuno Prata - “Se Acabou, Acabou” (2010)
04) Tiago Lacrau - “Qual é o Meu Tom, Zé?” (2015)
05) Diabo na Cruz - “Dona Ligeirinha” (2009)
06) Os Pontos Negros - “Amor é Só Febre” (2010)
07) B Fachada - “Estar à Espera ou Procurar” (2009)
08) O Martim - “Rosa” (2014)
09) Capicua - “Medo do Medo” (2014)
10) Deolinda feat. DJ Riot - “A Velha e o DJ” (2016)
11) Antonio Azambujo - “Flagrante” (2012)
12) J. P. Simões - “Gosto de Me Drogar” (2013)
13) Ana Claudia - “João e o Pé de Feijão” (2013)
14) Linda Martini - “Unicórnio De Sta. Engrácia” (2016)
15) Os Golpes - “O Amor Separar-Nos-Á” (2011)
16) Manuel Fúria e os Náufragos - “Que Haja Festa Não Sei Onde” (2013)
17) The Legendary Tigerman & Maria de Medeiros - “These Boots Are Made For Walkin’” (2009)

Abril 24, 2016   Encha o copo

Download: 99 catálogos do CCBB

Responsável por diversas mostras bacanas, o Centro Cultural Banco do Brasil também produz excelentes catálogos para essas mostras, que muitas vezes vão além do material apresentado na instituição, e servem como guia para a obra do artista em questão, mesmo que você não tenha acompanhado a mostra. 99 destes catálogos estão disponíveis para download gratuito e trazem um vasto material imperdível de artes, cinema, arquitetura e muito mais.

Entre os volumes disponibilizados pelo CCBB estão catálogos sobre a mostra Alfred Hitchcock, um calhamaço de 416 páginas que pode funcionar como um excelente guia para neófitos na obra do mestre do suspense. O mesmo pode ser dito dos volumes sobre Quentin Tarantino (com textos e análises de cada filme do diretor), Escher, Kandinski, Jean Luc Godard, Ingmar Bergman, Impressionismo, Iberê Camargo, Castelo Ra-Tim-Bum, Francis Ford Coppola, o movimento Dogama 95 e muito mais. Divirta-se:

http://culturabancodobrasil.com.br/portal/categoria/catalogos

Abril 24, 2016   Encha o copo

Download: As receitas da Brewdog

Em fevereiro deste ano, a Brewdog mostrou mais uma vez sua faceta punk ao incentivar o lema Do It Yourself (Faça você mesmo) disponibilizando para download em PDF o livro “DIY Dog”, com mais de 200 receitas de cerveja da casa detalhadas e com dicas. Isso mesmo: James e Martin, sócios da cervejaria escocesa, incentivam cervejeiros caseiros a produzirem na panela receitas clássicas como a Punk IPA e a linha Paradoxx até as especiais Abstrackt.

“Em 2007, conseguimos um empréstimo bancário, compramos alguns equipamentos de segunda mão e transformamos nosso hobby cervejeiro em nosso trabalho, diz o texto de introdução do livro. “Nossa cervejaria original era, basicamente, um home brewing gigante com galões de água de plástico de 50 litros e controle manual. Até hoje desenvolvemos novas receitas neste sistema de galões de 50 litros”, eles explicam.

O livro não só detalha as receitas como dá dicas de home brewing (com os equipamentos básicos) e traz um breve glossário. James e Martin incentivam: “Copie nossas receitas, rasgue elas em pedacinhos, perverta-as, adapte-as e, acima de tudo, aprecie-as”. Eles ainda recomendam: “Só não se esqueça de compartilhar suas cervejas, adaptações e o resultado. Compartilhar é se importar”. Mãos a obra:

https://www.brewdog.com/diydog

Leia também
- Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
- Leia sobre outras cervejas (aqui)

Abril 24, 2016   Encha o copo

Cinco momentos inesquecíveis de shows

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Foto: Marcelo Costa

São tantas emoções que é difícil separar cinco. Comecei a ter ideia dessa seleção quando estava ouvindo “Art of Almost”, do Wilco, nos fones, e me lembrando da hipnose de ver a banda executar a canção ao vivo: eu estava no fosso, a dois metros da banda, fotografando e enlouquecendo com a catarse de Nels Cline neste show do Primavera Sound. Dai comecei a lembrar de outros e, até hoje, os shows que mais me deixaram desidratado foram Brian Wilson no Tim Festival, em 2004, e Leonard Cohen no Festival de Benicàssim, Espanha, em 2008. Abaixo, outros cinco momentos arrepiantes…

R.E.M. no Rock in Rio, 2001
Vários momentos mágicos marcaram a primeira apresentação da banda no Brasil (e a primeira das cinco vezes que os vi ao vivo) e um dos melhores shows que vi na vida. Eu estava, sei lá como, no gargarejo, com o set list distribuído para a imprensa nas mãos, e amando cada segundo daquele show, mas o grande momento veio no maior hit da banda, uma canção que eu adoro, mas nem sei se figuraria num Top 10 pessoal: “Losing My Religion”. Quando Peter Buck dispara no bandolim o riff inconfundível ouve-se a massa vibrando (imagine 150 mil pessoas atrás de você gritando insanamente quando ouvem uma das músicas mais lindas já escritas na música pop). Esse é o momento cristalizado na minha memória: o silêncio antes da canção começar, os primeiros acordes e o urro apaixonado da plateia.

Blur no Hyde Park, 2009
Era pra ser a volta oficial do Blur, mas eles não resistiram e tocaram no Glastonbury antes. Isso não evitou que os 110 mil ingressos evaporassem (55 mil por dia), e eu, que não tinha lá muita certeza do que esperar, sai chapado com um set list de 25 canções numa apresentação impecável. Algumas das minhas favoritas estavam no set (“End Of A Century”, “To The End”, “Tender”, “Out Of Time”), mas a canção dessa noite foi “Parklife”, que eu gostava, mas nunca tinha dado muita bola. Antes de começa-la, Damon Albarn comentou que morou um bom tempo na vizinhança do Hyde Park, e então diz que aquela canção nasceu ali, nas caminhadas dele (assista abaixo). Isso tornou aquele momento especial… e inesquecível.

Radiohead em São Paulo, 2009
Eu já os tinha visto no Rock Werchter, na Bélgica, e logo em seguida em Berlim, na mesma turnê. O show belga foi meio frustrante (o Sigur Rós os engoliu nessa noite), mas o show de Berlim, no meio de uma floresta (a mesma em que eles tocavam enquanto as torres gêmeas estavam sendo atingidas em 2001 – há um bootleg imperdível desse show), lavou a alma, com uma garoa nos molhando enquanto desconhecidos se abraçavam cantando “No Surprises”. O show de São Paulo, no entanto, foi quilômetros melhor: a banda estava muito mais bem humorada e o set list, generoso. O grande momento aconteceu em “Paranoid Android”, tocada de forma matadora. Assim que a canção acaba, o público continua fazendo a segunda voz (que na música é de Ed O’Brien) mesmo com a canção terminada. Essa segunda vez começa baixa e vai num crescendo até Thom Yorke entrar no clima: ele pega o violão e volta a fazer a primeira voz entrelaçando-se com a plateia num daqueles momentos raros que valem uma vida. A partir de 1h31m18s no vídeo.

Pulp no Primavera Sound, 2011
Essa noite no Primavera era o primeiro show oficial do Pulp em 9 anos, e a banda se mostrou absolutamente impecável. Barcelona vivia um momento tenso e, naquele dia, a polícia havia invadido a Praça da Catalunha e descido a porrada nos manifestantes. No show, Uma faixa no meio da galera dizia: “Spanish revolution: sing along with de common people”. Jarvis Cocker não desperdiçou o momento. “É complicado quando uma pessoa de fora chega a seu país e emite uma opinião, mas vi a faixa de vocês e só tenho a dizer que algo está errado quando a polícia entra em uma praça e pessoas inocentes vão para o hospital. Essa próxima música eu dedico aos Indignados” (é o começo do vídeo abaixo). Arrepia só de lembrar todo mundo dançando abraçado!

Arcade Fire no Coachella, 2011
Nunca esquecerei o diálogo com o amigo Renato Moikano. O show estava seguindo, impecável, quando ele vira e manda: “O que é aquilo acima da estrutura do palco?”. E eu: “Sei lá. Não tava lá?”. E ele: “Não!”. Demos de ombro e seguimos vendo o show, maravilhoso. Dai Win Butler avisa que o show está chegando ao final, que é a última canção, e que agora a gente precisa cantar de verdade. Começam os acordes de “Wake Up” e a galera estende os braços para a frente e grita enlouquecidamente, como se estivesse numa missa. Só isso bastaria para ser especial, mas dai, aquilo que estava sobre a estrutura do palco se abre, e dezenas de bolas luminosas caem sobre o público. A coisa toda fica ainda mais bonita quando, na parte acelerada da canção, todas as bolas começam a piscar e mudar de cor… sincronicamente! Foi foda!

Leia mais
-Top 25 Shows em 10 Anos (2005/2015) - Leia aqui

Março 23, 2016   Encha o copo

Mapa do Jornalismo Independente

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“Um projeto da Agência Pública: A ideia é ambiciosa, mas cada vez mais necessária neste momento de ruptura e renascimento que o jornalismo vive: mapear as iniciativas independentes no Brasil. Neste “mapa” interativo, selecionamos aquelas que nasceram na rede, fruto de projetos coletivos e não ligados a grandes grupos de mídia, políticos, organizações ou empresas”.

Da parte do Scream & Yell, creio que nunca fomos tão perfeitamente definidos: “Um site jornalístico sobre cultura pop, com entrevistas, reviews e coberturas de festivais de música, cinema, cerveja. Também produzem e lançam álbuns, fazem podcast e mixtapes e jornalismo musical aprofundado independentemente do apelo do entrevistado: tratando Caetano Veloso, Romulo Fróes e Loomer como iguais, porque todos fazem boa música.”

Parabéns ao jornalismo independente! Parabéns à Agência Pública por uma iniciativa tão importante. Fuce lá porque vale muito a pena!

http://apublica.org/mapa-do-jornalismo

Março 4, 2016   Encha o copo

Combinando cervejas e pop rock stars

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Tô indicando a Urbana Refrescado de Safadeza pra Rihanna, a Backer Tommy Gun para o AC/DC e mais oito cervejas (pra Katy Perry, pro Michael Stipe, pro Paul…) na Rolling Stone que acaba de chegar às bancas (com Bowie na capa)

Fevereiro 19, 2016   Encha o copo

Melhores de 2015 na Cerveja brasileira

Janeiro 25, 2016   Encha o copo

Os Melhores do Ano do Guia da Folha

Neste ano votei em Melhor Show Internacional e Melhor Festival.

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Meus votos:
MELHOR FESTIVAL
1) Popload Festival
Evento impecável com grandes shows e Iggy Pop inspiradíssimo

2) Dia da Música
Feliz surpresa, festival apostou em independentes. Deu certo!

3) Jazz na Fábrica
Daymé Arocena e Shai Maestro Trio brilharam no Sesc Pompeia

MELHOR SHOW INTERNACIONAL
1) Iggy Pop, Popload Festival
Com 20 minutos - e quatro clássicos - já era o show do ano

2) Shai Maestro Trio, Sesc Pompeia
De Israel, eles foram um dos pontos altos do Jazz na Fábrica

3) St. Vincent, Lolla BR
Riffs ásperos, modernidade, esquisitice pop e muito charme

Dezembro 25, 2015   Encha o copo

Os Melhores do Ano do Divirta-se

Neste ano votei na categoria Melhor Show Internacional

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Dezembro 25, 2015   Encha o copo

Quatro perguntas sobre cervejas

Você tem uma marca de cerveja favorita?
Não. Minha preferida é sempre a cerveja que não bebi e, de preferência, local. Se eu estiver em Minas, vou de Wäls, Três Lobos e alguma das Inconfidentes. Se eu estiver em POa, Coruja, Abadessa ou Tupiniquim; se estiver em São Paulo, alguma da linha da Cervejas Sazonais…

Qual é a relação que você tem com o universo craft?
Sou beer sommelier e escrevo sobre cervejas tanto no Birrinhas quanto no Scream & Yell. É um universo que me interessa bastante.

Você costuma ser fiel a uma marca de cerveja?
Não. Existem marcas que me agradam, mas meu interesse é sempre em descobrir uma cerveja nova, inédita. Então se estou em um bar e existem 10 cervejas crafts que já bebi e gosto, e uma que não bebi, vou nessa última.

Onde você compra cerveja e onde bebe?
Meu local preferido para comprar em São Paulo hoje é a loja da Beer4U no Sumaré. Para beber ainda acho o EAP imbatível, mas gosto de dar uma passada na Brewdog SP vez em quando.

Agosto 28, 2015   Encha o copo

Top 25 Shows em 10 Anos (2005/2015)

 

Uma lista bastante pessoal:

01) Arcade Fire no Coachella, 2011 (Texto)
02) Radiohead em São Paulo, 2009 (Texto)
03) Bruce Springsteen em Trieste, 2012 (Texto)
04) Blur no Hyde Park, 2009 (Texto)
05) Leonard Cohen no Benicàssim, 2008 (Texto)
06) Lou Reed em Málaga, 2008 (Texto)
07) R.E.M., Via Funchal, 2008 (Texto)
08) Neil Young, Stockholm Music and Arts, 2014 (Texto)
09) Elvis Costello no Royal Albert Hall, 2012 (Texto)
10) Paul McCartney na Ilha de Wight, 2010 (Texto)
11) Neutral Milk Hotel no Paradiso, 2014 (Texto)
12) PJ Harvey no Paradiso, 2011 (Texto)
13) Pulp no Primavera Sound, 2011 (Texto)
14) Bob Dylan no Via Funchal, 2008 (Texto)
15) Morrissey em Benicàssim, 2008 (Texto)
16) Sigur Rós em Benicàssim, 2008 (Texto)
17) Tom Petty and The Heartbreakers em Cork, 2012 (Texto)
18) Pogues no T In The Park, 2008 (Texto)
19) Portishead no Best Kept Secret, 2013 (Texto)
20) Pearl Jam no Pacaembu, 2005 (Texto)
21) Weezer, Curitiba Rock Festival, 2005 (Texto)
22) Patti Smith, Tim Festival, 2006 (Texto)
23) The Rolling Stones, Praia de Copacabana, 2005 (Texto)
24) Mogwai em Firenze, 2009 (Texto)
25) Iggy & The Stooges, Claro Que é Rock, 2005 (Texto)

Essa lista é completa com o… Top 10 da minha vida

Agosto 20, 2015   Encha o copo

Rock in Rio: Oi Pocket Show

Parada quente pra quem tem banda ou trabalho solo: até o próximo dia 08 de novembro de 2015 você pode se inscrever no concurso Oi Pocket Show e concorrer a uma oportunidade de tocar no Palco Sunset do Rock In Rio, fazendo um pocket show de 10 minutos com passagem, hotel e alimentação na faixa, tudo pago. Sem contar o dia de curtição no festival.

O processo é o seguinte: vai no www.oipocketshow.com.br, dá uma sacada no regulamento e se inscreve gratuitamente. Os inscritos passaram por três fases: na primeira, eu (pelo Scream & Yell), Alexandre Matias (Trabalho Sujo) e Tony Aiex (Tenho Mais Discos Que Amigos) vamos escolher SETE (7) para apresentarem-se ao vivo no dia 10 de setembro usando o Periscope, quando farão exatamente o show que pretendem apresentar no Rock In Rio.

Essas apresentações serão assistidas por Lucio Ribeiro (Popload) e Kid Vinil, que dos 7 vão indicar TRÊS (3) nomes ao diretor artístico do Palco Sunset, Zé Ricardo, que escolherá aquele que será o felizardo que vai pegar essa barbada. O processo de curadoria é coordenado por Carlos Eduardo Miranda, que irá acompanhar todas as fases do processo com os curadores convidados. E ai, bora passar um fim de semana no Rio e, de quebra, tocar no Rock In Rio?

Inscreva-se: http://oipocketshow.com.br/

Agosto 19, 2015   Encha o copo

Festa em Vitória: o set list

A Festa Scream & Yell do sábado, no Liverpub Vitória, foi bastante especial. Adorei o local, fui muito bem recebido pela turma da casa (obrigado pelo convite, Renato e Bianca!) e por um grupo especial de amigos (abraços Vagner, Bruno, Jane, Thais, Marina, Carol, Aline, Marcelo e todo mundo mais com quem conversei rapidamente na noite e no encontro cervejeiro de tarde). Abaixo, o set que fiz, pra variar, improvisado. Já dizia outro, “discotecagem é como sexo, você tem que seduzir, acariciar”, e eu fui todo avançadinho tocando “Punk Song” logo no começo do set. Tive que usar Corrine para dar uma baixada no pique e recomeçar. Dai em diante gosto do embalo que a noite tomou. E eu acho que foi mais ou menos isso daqui…

Taylor Swift vs. NIN - “Shake It Off (The Perfect Drug)”
1975 - “Sex”
The Breeders - “So Sad About Us”
Palma Violets - “Best Of Friends”
Cake - “War Pigs”
BRMC - “Whatever Happened to My Rock’n’Roll (Punk Song)”
Corrine Bailey Rae - “Steady As She Goes”
Jack White - “Love Interruption”
Wanda Jackson - “You Know, I’m No Good”
Sister Sparrow & The Dirty Birds - “Bordeline”
Nancy Sinatra - “Day Tripper”
The Pippetes - “Pull Shapes”
Backbeat - “Please Mr. Postman”
Ramones - “Do You Remember Rock & Roll Radio?”
Manics - “Can’t Take My Eyes Off You”
We Are Scientists - “Be My Baby”
The Beatles vs Beck - “Taxman Polution”
Social Distortion - “Ring Of Fire”
Los Pirata - “Blackbird”
Babyshambles - “Delivery”
Afghan Whigs - “Miles Iz Ded”

Agosto 18, 2015   Encha o copo

Cenas da vida em São Paulo: Club

O casal conversa no ônibus:

- Me pediram para escolher três músicas para a festinha do trabalho. Escolhi “Blister on The Sun”, “Should I Stay Shoud I Go” e “Regret”…
- O que você tem contra este novo século?
- Não tem muita coisa boa…
- Tem sim, vai.
- …
- Strokes, Arctic Monkeys, Killers, Arcade Fire…
- Verdade, eu poderia ter colocado “Reflektor”…
- Franz Ferdinand…
- Eu poderia ter colocado uma do Two Door Cinema Club, gosto deles…
- …
- Você não gosta?
- Não. É coxinha demais. Tipo… Foster The People… blé…
- Você é chato…
- …
- Você não gosta mesmo?
- Não.
- …
- Tanto que nem CDs deles eu tenho
- Perai, acho que estou confundindo…
- ?
- Não é Two Door Cinema Club! É Bombay Bicycle Club!
- Ahhh, deles eu gosto! E tenho os CDs
- É tanta banda nova com Club no nome… eles são a minha preferida.
- A minha é o Black Rebel Motorcycle Club…

Final feliz.

Agosto 14, 2015   Encha o copo

Cinco fotos (de celular): Salvador

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Futebol

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Pier

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Proibido

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Elevador

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A dança na lagoa

- Veja também: Cinco fotos de Salvador, 2012 (aqui)
- Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)

Agosto 3, 2015   Encha o copo

Download: O Livro Negro da USP

Clique na imagem para baixar o livro

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Vi uma cópia do livro exposta na Ocupação Vilanova Artigas, sobre o professor e arquiteto perseguido pela ditadura brasileira, e descobri que o livro está disponível para download gratuito no site da Adusp. Fica a dica! Sobre o documentário sobre Artigas, leia aqui

Julho 26, 2015   Encha o copo

O quarto ap que morei em São Paulo

A saída da rua Rocha (e da casa anterior) culminou com meu período mais difícil em São Paulo: eu havia perdido dois empregos (a Folha da Manhã havia acabado com o Noticias Populares e a bolha da internet havia levado o iG Economia para o brejo) e também um local pra ficar. Era me virar ou voltar pra casa (Taubaté), e optei pela primeira alternativa: morei cerca de dois meses em uma pensão no centro de São Paulo até que uma amiga, queridíssima, me chamasse para morar com ela. Essas lembranças que ando tendo sobre as casas que morei me fazem pensar se agradeci o tanto que essas pessoas que me ajudaram mereciam. Provavelmente não, e elas foram absolutamente importantes para mim. Essa casa, por exemplo, me colocou nos eixos. A partir daqui a minha vida começa a entrar nos trilhos em São Paulo, e as lembranças que tenho é de um ano intenso de descobertas e novidades. Eu adorava a casa (no primeiro andar, e meu quarto era no fundo) e uma das coisas que mais me lembro era do caminhão do lixo parando tipo duas da manhã para retirar caçambas na Congregação Israelita, logo em frente. Mais: o casal (gay) vizinho era extremamente amigo e atencioso. Outra: cansei de tomar porres na Funhouse e voltar tateando as paredes da rua até chegar à porta do apartamento. Foi só um ano, mas foi muito, muito especial e importante.

Cenas de São Paulo

Julho 18, 2015   Encha o copo