{"id":21685,"date":"2013-11-18T01:10:11","date_gmt":"2013-11-18T03:10:11","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=21685"},"modified":"2019-11-28T11:55:45","modified_gmt":"2019-11-28T14:55:45","slug":"festival-vaca-amarela-2013-goiania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/11\/18\/festival-vaca-amarela-2013-goiania\/","title":{"rendered":"Festival Vaca Amarela 2013, Goi\u00e2nia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21686\" title=\"vacaamarela1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/vacaamarela1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Festival Vaca Amarela enche o Martim Cerer\u00ea com tr\u00eas dias de bons shows<br \/>\n<\/strong><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/tomazalvarenga\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Tomaz de Alvarenga<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cada festival, Goi\u00e2nia reafirma sua soberania quando o assunto \u00e9 rock independente. Se Belo Horizonte possui a maior m\u00e9dia de bares por habitantes no pa\u00eds, a capital de Goi\u00e1s ostenta a melhor m\u00e9dia de bandas (boas) por habitante. Em tr\u00eas dias de novembro, 47 bandas subiram ao palco do Centro Cultural Martim Cerer\u00ea, sendo 35 do estado, para se apresentar na 12\u00aa edi\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/festivalvacaamarela\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Festival Vaca Amarela<\/a>, reafirmando o compromisso do evento (como das outras produtoras da cidade) em fomentar a cena local, na qual brota uma banda interessante na mesma velocidade em que um pequi \u00e9 apreciado com arroz em qualquer restaurante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s quase dois anos fechado para reforma, o Martim Cerer\u00ea (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/11\/17\/o-19%C2%BA-goiania-noise-festival\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">que tamb\u00e9m ir\u00e1 receber o Goi\u00e2nia Noise em dezembro<\/a>) \u00e9 refer\u00eancia obrigat\u00f3ria em Goi\u00e2nia quando se fala em cultura. Composto por dois anfiteatros cobertos (ideais para shows m\u00e9dios), h\u00e1 um bar e uma \u00e1rea aberta (por\u00e9m cobertas por tendas, devido ao per\u00edodo chuvoso) com v\u00e1rias banquinhas de produtos e alimenta\u00e7\u00e3o. Atr\u00e1s dos teatros, outro teatro, este de arena, aberto, que a produ\u00e7\u00e3o usou como lounge para o encontro de m\u00fasicos, produtores e jornalistas, e que recebeu apresenta\u00e7\u00f5es de DJs (a cerveja oficial era Cerpa, que era vendida ao p\u00fablico em tr\u00eas faixas de pre\u00e7o, mas tamb\u00e9m havia Colorado, para os paladares mais exigentes).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os shows apresentavam uma boa qualidade do som (com exce\u00e7\u00e3o do Dead Fish, alto e mal equalizado, e do Corazones Muertos, insuportavelmente alto). Os tel\u00f5es, com proje\u00e7\u00f5es foram um charme e um atrativo \u00e0 parte. O ar condicionado interno n\u00e3o deu conta da demanda quando os teatros ficaram lotados, mas resfriavam bem se os locais n\u00e3o enchiam. Apesar de a lota\u00e7\u00e3o m\u00e1xima ser de 2 mil pessoas (p\u00fablico corrente, pois o primeiro show era \u00e0s 18h e o \u00faltimo come\u00e7ava \u00e0 1h), havia a preocupa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ir al\u00e9m de mil dentro do local. No primeiro dia, lotou. No segundo, foram 1800 pagantes (a produ\u00e7\u00e3o afirmou que reduziu um pouco a carga de bilhetes) e o terceiro, chegou pr\u00f3ximo da marca do segundo dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No total, 15 apresenta\u00e7\u00f5es no primeiro dia (quinta-feira, 14 de novembro, v\u00e9spera de feriado), 16 na sexta e 16 no s\u00e1bado, sempre alternadas entre os teatros. O tempo de show era perfeito: 30 minutos, o que deixou as apresenta\u00e7\u00f5es otimizadas e din\u00e2micas, per\u00edodo consider\u00e1vel para a banda dar seu recado e ao mesmo tempo n\u00e3o \u201ccansar\u201d o p\u00fablico. Apenas os headliners Bonde do Rol\u00ea (quinta), Projota (sexta) e Dead Fish (s\u00e1bado) puderam ir al\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21687\" title=\"vacaamarela2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/vacaamarela2.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Primeiro dia: 14 de novembro<\/strong><br \/>\nO maior destaque foram os goianos da Cambriana (foto acima), com um som clim\u00e1tico e mel\u00f3dico, claramente influenciados pelo rock ingl\u00eas p\u00f3s-1990. Teatro abarrotado, com f\u00e3s cantando todas as letras. A cereja do bolo foi uma bela cover de \u201cLucky\u201d, do Radiohead. Tamb\u00e9m merecem registro o Ultravespas (GO), com seu som bem psicod\u00e9lico e sessentista e o j\u00e1 tradicional rock do Johnny Suxxxx n\u2019 the Fucking Boys (GO).  Mais cedo, o Vers\u00e1rio (GO) tamb\u00e9m agradou, com seu pop\/rock extremamente competente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os paranaenses do Bonde do Rol\u00ea encheram o teatro com muita alegria e golfinhos infl\u00e1veis, levando o p\u00fablico ao del\u00edrio, principalmente com o hit \u201cSolta o Frango\u201d. A decep\u00e7\u00e3o do dia foi o trio Nevilton (PR), que se apresentou para um teatro surpreendentemente vazio e, por mais que se esfor\u00e7asse, fez um show morno, que n\u00e3o empolgou, com repert\u00f3rio baseado no recente \u201cSacode\u201d, que pelo jeito ainda n\u00e3o caiu nas gra\u00e7as da plateia, que se animou mais com as m\u00fasicas do primeiro \u00e1lbum, o \u00f3timo \u201cDe Verdade\u201d. At\u00e9 Spice Girls entrou no repert\u00f3rio, mas a impress\u00e3o \u00e9 de que o show ainda ser\u00e1 maturado, da mesma forma que a percep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico para com este novo trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21688\" title=\"vacamarela3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/vacamarela3.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/vacamarela3.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/vacamarela3-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Segundo dia: 15 de novembro<\/strong><br \/>\nFoi imposs\u00edvel assistir ao show do Projota (SP). Com lota\u00e7\u00e3o m\u00e1xima do teatro, alguns n\u00e3o conseguiram entrar e acompanharam nas proximidades da entrada. O acesso ao backstage foi fechado para outros artistas e jornalistas, tornando a tarefa de acompanhar o show imposs\u00edvel. Ainda no hip hop, Patrick Horla (GO) foi uma bela surpresa, mesclando suas rimas com uma banda no palco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O bom rock esteve presente com elogiadas apresenta\u00e7\u00f5es dos goianos do Mad Matters (com tr\u00eas guitarras) e do Space Truck (mesclando o rock dos anos 70 e 90, reunindo \u00f3timo p\u00fablico, mesmo tocando cedo). Da mesma forma, os brasilienses do Cassino Supernova arrancaram aplausos (show animado, bem sessentista, com uma oportuna homenagem a Lou Reed em uma vers\u00e3o de \u201cSweet Jane\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os f\u00e3s do rock mais pesado curtiram o Dry (GO), os argentinos do Petit Mort (com uma m\u00fasica barulhenta e ao mesmo tempo dan\u00e7ante) e o Corazones Muertos, apelidados de Velvet Revolver por alguns, por um som extremamente alto e visual condizente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A m\u00fasica brasileira estava representada com o Porcas Borboletas (MG), que possui um p\u00fablico fiel na cidade, aplaudindo a mistura de MPB, rock nacional e pitadas de psicodelia, com catarse em \u201cSuper Her\u00f3i Playboy\u201d. O Caboclo Roxo (GO) fez o p\u00fablico dan\u00e7ar com a salada sonora, com frevo e altas doses de percuss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois destaques do dia foram o \u00e1pice do todo o festival. O Overfuzz (GO) \u00e9 um power trio agressivo, fazendo um som pesado, variando entre o rock alternativo e o p\u00f3s-grunge. Show empolgante, principalmente gra\u00e7as ao desempenho do baterista Victor Ribeiro, um monstro. O Boogarins (foto acima) confirmou os elogios da cr\u00edtica, com um show (muito) superior ao \u00e1lbum, mesclando uma m\u00fasica clim\u00e1tica, pesada e ao mesmo tempo, experimental. O frissom sobre o grupo fez o teatro lotar e o backstage tamb\u00e9m, com outras bandas curiosas pela apresenta\u00e7\u00e3o dos goianos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21689\" title=\"vacaamarela5\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/vacaamarela5.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/vacaamarela5.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/vacaamarela5-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Terceiro Dia: 16 de novembro<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 tradicionalmente como o dia mais pesado (apelidado de \u201cvaca preta\u201d), o evento passeia por diversas vertentes do rock. O new metal estava l\u00e1, representado pelo \u00f3timo show dos goianos do Coletivo Sui Generis (com dois MC\u2019s, bom p\u00fablico e show eficiente), o hardcore do Vero HC (GO) e o mesmo estilo, mas com uma verve straight edge, do Lost in Hate (DF).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O stoner, t\u00e3o tradicional na cidade gra\u00e7as a grupos cl\u00e1ssicos como o MQN e o Black Drawing Chalks, teve no Hellbenders (foto acima) seu fiel representante. Os pequenos Diogo, Braz, Victor e Rodrigo se agigantam no palco, com um som pesado, sujo e agressivo. Tamb\u00e9m dignos de aplauso foram as apresenta\u00e7\u00f5es dos locais Cherry Devil (stoner), Kamura (a maior roda de mosh do festival), Aurora Rulles (recorde de camisas preta em um show), al\u00e9m dos australianos do Don Fernando, tamb\u00e9m passeando (com compet\u00eancia) pelo stoner e fazendo o p\u00fablico bater cabe\u00e7a. Os capixabas do Dead Fish encerraram o festival com alguns hits e um repert\u00f3rio ainda engessado, em virtude da recente troca de guitarristas (saiu o Philippe Fargnoli e entrou Rick Mastria).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao final, o produtor do evento Jo\u00e3o Lucas foi sucinto sobre o que est\u00e1 por vir. \u201cDependendo dos headliners da pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o, podemos at\u00e9 sair do Martim Cerer\u00ea, mas j\u00e1 fizemos v\u00e1rias edi\u00e7\u00f5es do festival aqui, que considero o melhor local de m\u00e9dio porte para se fazer show no Brasil\u201d, avalia. O pr\u00f3ximo encontro em Goi\u00e2nia com a boa m\u00fasica independente j\u00e1 est\u00e1 marcado no mesmo local: entre os dias 6 e 8 de dezembro, com a 19\u00aa edi\u00e7\u00e3o do tradicional\u00edssimo <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2013\/11\/17\/o-19%C2%BA-goiania-noise-festival\/\">Goi\u00e2nia Noise Festival<\/a>. Nos aguarde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TOP 7 DO FESTIVAL<br \/>\n1.\tOverfuzz (GO)<br \/>\n2.\tBoogarins (GO)<br \/>\n3.\tCambriana (GO)<br \/>\n4.\tHellbenders (GO)<br \/>\n5.\tUltravespa (GO)<br \/>\n6.\tCherry Devil (GO)<br \/>\n7.\tDon Fernando (Austr\u00e1lia)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-21690\" title=\"vacaamarela6\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/vacaamarela6.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"401\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/vacaamarela6.jpg 600w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/vacaamarela6-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Tomaz de Alvarenga (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/#%21\/tomazalvarenga\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@tomazalvarenga<\/a>) \u00e9<span class=\"null\"> jornalista e escreve no <a href=\"http:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Correio Braziliense<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Todas as fotos por Fora do Eixo \/ Vaca Amarela \/ Divulga\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/festivalvacaamarela\/photos_stream\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">veja galeria completa<\/a>)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>O Scream &amp; Yell viajou para Goi\u00e2nia a convite da produ\u00e7\u00e3o do evento<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Tomaz de Alvarenga\nA cada festival, Goi\u00e2nia reafirma sua for\u00e7a quando o assunto \u00e9 rock independente. 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