por João Eduardo Veiga
“Acho que fizemos lindas canções. Não sei exatamente como, mas fizemos”, disse certa vez Dean Wareham sobre o Galaxie 500.
Formada em 1987 por ele (guitarra e voz), Naomi Yang (baixo e voz) e Damon Krukowski (bateria), colegas na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, a banda só precisou de quatro anos e três LPs para, mesmo negando os rótulos, se tornar referência fundadora do dream pop e do shoegaze.
Se a separação foi mais ruidosa que os discos, Wareham não levou muito tempo para convocar ex-integrantes de duas de suas maiores influências, The Feelies e The Chills, e montar uma espécie de supergrupo indie (ou, como definiu a Rolling Stone, “a melhor banda da qual você nunca ouviu falar”). O Luna era capaz de muita coisa, mas sabia bem o que não queria. Foi sempre um pouco menos – e, talvez por isso, melhor.
No total, o currículo de Dean Wareham conta com mais de 20 álbuns. Entram nessa conta o duo com Britta Phillips (sua parceira em casa e no trabalho há 25 anos, desde os últimos discos do Luna), música para testes de elenco de antigos filmes experimentais de Andy Warhol, trilhas sonoras para longas do Noah Baumbach (diretor que também o escala regularmente para pontas como ator em filmes como “Frances Ha”, “Mistress America” e “Ruído Branco“, entre outros), canções de Natal, covers de clássicos country e ótimos discos solo. São quase quatro décadas de uma trajetória no mínimo respeitável.
Ainda assim, seu instrumento preferido continua sendo o acaso. Algo entre o zen e o cool – o “não sei exatamente como” da frase que abre este texto (que veio da primeira entrevista que fiz com ele, em 2003, para a revista Rock Press). “Miles Davis disse a John McLaughlin: ‘toque guitarra como se você não soubesse tocar guitarra’. E eu descobri que toco melhor quando não sei o que estou fazendo”, me contou, dez anos mais tarde, numa conversa publicada aqui no Scream & Yell.
Da mesma forma que Elvis Costello se negou a endireitar os dentes, com medo de que a mudança interferisse em sua voz, Wareham nunca quis aprender a tocar “melhor” e correr o risco de deixar de ser o artista que é. “No fundo, sou basicamente o mesmo guitarrista que eu era em 1989”, confidencia nesta nova entrevista, que antecede seu retorno ao Brasil após 15 anos.
Com shows confirmados em São Paulo (9 de maio, no Cine Joia, com Vapors of Morphine) e, pela primeira vez, no Rio de Janeiro (8 de maio, no Cordão do Bola Preta, com Oruã), baseados sobretudo no repertório do Galaxie 500, ele fala sobre passagens anteriores pelo Brasil, seu disco mais recente e o contato com os antigos colegas de banda. Sem deixar a política de lado (“o Partido Republicano é a organização mais perigosa do mundo”), relata ainda um experimento com o ChatGPT (“tentei escrever sobre um coelho lutando no Vietnã”) e indica os discos, livros, filmes e séries que têm feito sua cabeça.
O Luna acabou de encerrar uma turnê nos Estados Unidos. Como foi?
Foi ótimo, seis shows. Para mim, hoje, esse é o tamanho certo de uma turnê.
Você acha que o Luna é melhor ao vivo hoje do que era antes?
Quando voltamos a fazer show depois de muito tempo, dez anos atrás, estudamos a fundo nossos discos, então estamos tocando muito bem. Além do mais, como não temos contrato com nenhuma gravadora ou qualquer pressão por um hit, tocamos porque queremos tocar. Por isso podemos simplesmente relaxar e nos divertir. Não pegamos a estrada para promover um disco, só fazemos shows quando e onde faz sentido fazermos shows. É divertido. Ver uma banda infeliz no palco não é divertido para ninguém. O público percebe quando você está se divertindo. Mas, para falar a verdade, ainda acho mais divertido fazer um show com a Britta que inclua músicas do Galaxie 500, do Luna e dos meus discos solo.
Quando o Luna tocou no Brasil, em 2001, você não estava se divertindo tanto, certo? Pelo menos foi o que deu a entender no seu livro de memórias, “Black Postcards“, de 2008.
Foi uma época complicada porque meu casamento tinha acabado de se desintegrar e terminou oficialmente naquele verão. E tinha também o fato de eu estar saindo com a Britta, algo que ainda era um segredo. Não para a banda, eles sabiam, mas ainda assim era delicado. Nós nos divertimos naquela viagem, sim, porém foi um ano tenso para o Luna. Qualquer pessoa que tenha passado por um divórcio sabe que não é legal. Quer dizer, é triste e é empolgante, também. As duas coisas, acho.
Em nossa entrevista de 2013, você disse que o show que fez em São Paulo, em 2011, com o repertório do Galaxie 500, havia sido um dos melhores da sua vida. Como ficou essa lembrança depois de 15 anos?
Fizemos dois shows em São Paulo em 2011, um do disco “13 Most Beautiful: Songs for Andy Warhol’s Screen Tests” e outro com músicas do Galaxie 500. O público foi incrível. Tive uma imensa surpresa ao atravessar o mundo e descobrir que milhares de pessoas, tanto mais velhas quanto jovens, sabiam de cor as letras de cada canção. E adoro tocar em cidades nas quais não conheço praticamente ninguém. É exatamente o oposto do que acontece em Nova York, onde tenho família e amigos aos montes.
Pela primeira vez você vai tocar no Rio de Janeiro. Em 2001 o Luna passou por cinco cidades brasileiras, inclusive do interior, e nem chegou perto do Rio.
Bem, até nos Estados Unidos há cidades onde nunca toquei. Miami, por exemplo. É um lugar com uma identidade musical muito própria e onde bandas indie não costumam fazer shows. O mesmo vale para Nashville, Memphis e Nova Orleans. São cidades com uma cena muito forte e muito local. Mas estou animado para tocar no Rio. Confesso que não sei muito sobre a cidade, nunca estive lá. Britta já esteve uma vez. Quem sabe eu não consiga dar uma volta, estou tentando garantir pelo menos um dia livre. Muitas vezes você viaja meio mundo e tudo o que vê é o interior de uma casa de show. É deprimente.
O que podemos esperar dos shows?
Da última vez tocamos no Brasil como um quarteto, agora seremos um trio. Gosto das duas formações, mas às vezes prefiro o trio. Todos precisam se esforçar um pouco mais para fazer um som robusto, mas no fim fica mais parecido com o que o Galaxie 500 era ao vivo. Amanhã, 21 de abril, vamos ensaiar pela primeira vez. Temos quatro ensaios previstos para as próximas duas semanas. Quero incluir no setlist pelo menos duas músicas do meu disco solo mais recente. A Britta vai cantar, também. E vamos tentar descobrir como tocar algumas do Luna.
Vai ser ótimo poder ouvir alguma coisa dos seus discos solo.
Acho que minhas melhores composições estão nos meus dois últimos álbuns. Mas é normal que o público queira ouvir as mais antigas, pois é com elas que as pessoas têm mais histórias. Gosto de colocar pelo menos uma ou outra canção nova no repertório pois me divirto tocando.
Seu último disco, That’s the Price of Loving Me, de 2025, reúne você e Kramer, produtor dos álbuns do Galaxie 500, pela primeira vez desde 1990. Como foi esse reencontro?
Posso dizer que nos esforçamos para não nos repetir no estúdio. Não quisemos usar os mesmos truques dos discos do Galaxie 500. Além de essa nova leva de canções ter estruturas de acordes mais complexas, Kramer insistiu para que eu gravasse todas as guitarras. Acho que foi uma boa ideia. No fundo, sou basicamente o mesmo guitarrista que era em 1989.
Basicamente? O que mudou?
Hoje sei mais acordes. Mas durante os solos sinto que continuo usando as mesmas escalas e tirando os mesmos sons, ainda que nos anos 90 eu tenha experimentado mais com pedais e efeitos estranhos. Agora voltei a usar só um ou outro. Mas nos meus últimos dois discos me obriguei a compor músicas com mudanças de tonalidade e acordes com sétima maior, por exemplo. Se você for estudar as músicas do Velvet Underground vai descobrir que muitas estão repletas de acordes, vários deles bem complexos. Não são só três, como muita gente gosta de repetir. Eles não eram idiotas, eram músicos de verdade. Alguns deles, pelo menos.
O cantor mudou mais que o guitarrista?
Minha voz está um pouco mais grave, embora eu ainda consiga cantar as músicas do Galaxie 500. Só não gosto de fazer isso por muitas noites seguidas, porque a garganta reclama. Depois dos shows preciso ter cuidado para não falar demais. Mas no último disco cantei num tom mais grave que a minha extensão vocal e muito mais perto do microfone do que de costume. Quando gravamos com o Galaxie 500 eu ficava bem mais longe e cantava alto. Hoje provavelmente sei usar melhor o microfone.
E o compositor?
A diferença é que hoje trabalho mais nas letras. Há boas letras no Galaxie 500, claro, mas muitas vezes eu entrava no estúdio só com metade das canções escritas. Terminava no último minuto. Fazia tudo muito, muito rápido. Por isso as letras eram curtas. Não era incomum a primeira estrofe ser igual à segunda e à terceira… De vez em quando vou cantar alguma delas e penso: “meu Deus, eu queria ter trabalhado mais nisso.”
Quais, por exemplo?
As letras de algumas das demos do Galaxie 500, aquelas gravações iniciais que lançamos recentemente no “Uncollected Noise New York ’88–’90”, me deixam constrangido. Mas, bem, foi justamente por isso que não as lançamos na época. Penso também nas do “Bewitched”, do Luna. É aquela coisa, estávamos sempre com tanta pressa para gravar… Assim era o ciclo do contrato com uma grande gravadora: compor as músicas, gravar um álbum, sair em turnê e, pronto, começar tudo de novo para que todo mundo fosse pago. Às vezes isso nos empurrava para o estúdio antes de estarmos prontos. Hoje posso fazer as coisas no meu próprio ritmo.
Você uma vez falou que palavras não surgem magicamente, precisam ser “roubadas” de algum lugar.
Roubar, pegar emprestado, lembrar, combinar… Não considero roubo, na verdade. Godard disse que não importa de onde você tira, mas para onde você leva. Eu componho tanto música quanto letra, que são dois processos muito distintos. Acontece de eu pegar uma sequência de acordes de que gosto em outra canção e mudar o tom para se adequar à minha voz. Essa é a parte fácil. Escrever letras é a difícil. E às vezes me pergunto por que me dedico tanto a isso, já que a maioria das pessoas nem presta atenção ao que está sendo dito. Mas é mais para mim mesmo. Não quero cantar algo que considero clichê, fico constrangido. “O céu é azul”… Fica mais interessante se o céu for de outra cor. Mas a verdade é que algumas letras vêm rápido, enquanto outras… Veja só a diferença entre Leonard Cohen e Bob Dylan. Cohen trabalhava numa música por seis meses ou algo assim, revisando sem parar. Às vezes é necessário fazer isso. Já Dylan parece ser capaz de sentar e escrever tudo de uma vez, embora já tenha dito que não sabe como compôs tudo aquilo nos anos 1960. Com um pouquinho de anfetamina, talvez…
Em 2013 você me disse que passava semanas pensando na sequência de um disco, embora soubesse que as pessoas simplesmente escolhiam as faixas que queriam ouvir no iTunes. E agora, então, quando o padrão é ouvir música em playlists geradas por algoritmos via streaming?
Você ouve muita música assim, em playlists geradas por algoritmos? Eu raramente faço isso. Prefiro criar minhas próprias playlists ou encontrar um DJ em que confie. De qualquer forma, ainda produzo música no formato de álbum e sei, ou espero, que quem é fã de verdade ouça tudo até o fim. Então ainda paro e penso sobre o fluxo das faixas, mesmo tendo em mente que algumas pessoas não vão passar das três primeiras.
O que você acha da inteligência artificial, uma máquina que pode gerar conteúdo infinitamente? Faz você repensar alguma coisa sobre o que significa escrever?
Nunca usei IA. Quer dizer, tentei uma vez. Pedi ao ChatGPT para escrever uma música sobre um coelho lutando na Guerra do Vietnã.
Um coelho lutando no Vietnã?
Foi a coisa mais estranha que me veio à cabeça. Queria ver o que o ChatGPT iria inventar. O resultado nem foi tão ruim, mas não usei para nada. E foi a única vez.
Por falar em Vietnã… “That’s the Price of Loving Me” parece ser seu disco mais político. Fecha com “The Cloud Is Coming”, que diz, no refrão, “não vejo diferença entre o azul e o vermelho”. É uma visão sombria da democracia americana, os dois partidos como uma coisa só.
Tem gente que diz que Republicanos e Democratas são duas alas do mesmo grande partido. No que se refere à política externa, pelo menos, são de fato muito parecidos. Mas, claro, o Partido Republicano está completamente ensandecido. É a organização mais perigosa do mundo. O que vimos nos últimos anos foi que ambos enfrentaram candidatos outsiders com ideias fortes que ameaçavam suas lideranças. Os Democratas foram ameaçados por Bernie Sanders. Os Republicanos, por Donald Trump. O que aconteceu foi que Democratas conseguiram fazer uma manobra para derrotar Sanders. O establishment Republicano, no entanto, não foi capaz de deter Trump, o que acabou sendo uma bênção para eles. Agora é o partido de Trump. E, claro, ele tem sido um desastre em muitos níveis. Para nossas instituições democráticas, para pessoas queer e imigrantes, para o clima, para o mundo.
Voltando ao “Uncollected Noise New York ’88-’90”. Como foi fazer a compilação?
Damon e Naomi, quando sugeriram lançarmos aquelas gravações, pensavam que tínhamos umas duas ou três faixas inéditas. Eu disse: “não, temos muito mais, pelo menos sete”. Acho que eles ficaram surpresos, não se lembravam de muita coisa. Eu também não ouvia aquilo há muito tempo. O que posso dizer é que não são nossas melhores músicas, mas ainda assim dá para perceber que somos nós três tocando juntos. E aqui e ali tem uns 20 segundos com uma guitarra bacana ou uma percussão bonita. Cada faixa tem algo interessante.
Como foi se reaproximar de Damon e Naomi para esse trabalho? Existe alguma possibilidade de a colaboração ir além disso?
Somos como pais divorciados cuidando dos filhos que tiveram juntos. Ainda temos coisas a discutir. Relançamentos, camisetas, essas coisas. Não somos amigos nem inimigos. Mas, não, nossa colaboração não vai mais longe do que isso.

Você e Britta estão juntos como casal há mais de 20 anos e colaboram em praticamente todos os projetos musicais um do outro. Como tem sido sustentar uma parceria pessoal e criativa por tanto tempo?
Tem sido ótimo. Temos a sorte de ser dois músicos vivendo sob o mesmo teto, sempre colaborando e viajando juntos. E temos habilidades diferentes. Eu componho mais, mas Britta é muito boa em mixagem e arranjos. Ela é a engenheira de som da casa. Estamos sempre trabalhando em alguma música, lançamos duas canções por mês no nosso canal no Patreon. Covers, demos, gravações ao vivo. E um novo álbum de Dean & Britta está nos planos para o ano que vem.
Pode adiantar alguma coisa?
Ainda está muito no início. Tenho umas sete canções que ainda não são canções de fato, mas trabalho nelas todo dia. Recentemente gravamos uma versão de uma música antiga dos Rolling Stones para o nosso Patreon. Ainda não saiu, mas cantamos juntos e ficou bem bonito. Acho que só dá para cantar assim com alguém com quem você está junto há muito tempo. É como os Everly Brothers, as vozes deles simplesmente funcionam juntas. Acho que as nossas também. Não somos irmãos, mas somos um casal. E quem faz as harmonias é a Britta, que entende disso muito melhor do que eu. Ela cresceu cantando harmonias com a irmã.
Em 2003 você me disse que seu disco favorito do Galaxie 500 era “Today” e o do Luna, “Penthouse”. Continua assim?
Sim, esses ainda são meus álbuns favoritos do Galaxie 500 e do Luna. Do Dean & Britta, nosso primeiro álbum, “L’Avventura“, talvez seja meu preferido, mas também adoro a trilha sonora que fizemos para o filme “Mistress America“. E tenho muito orgulho dos meus dois últimos álbuns solo. É bom saber que ainda dá para fazer música boa depois dos 50 anos.
Shoegaze e dream pop estão de volta, especialmente entre a geração Z. Bandas como Slowdive parecem maiores hoje do que jamais foram. Mesmo que você nunca tenha gostado do rótulo, o Galaxie 500 sempre foi associado aos gêneros. Você tem percebido um público novo nos seus shows?
Pois é, o Slowdive agora toca para públicos grandes. Lá atrás ninguém sabia quem eles eram. Mas o Galaxie 500 é um pouco diferente. Chegamos um pouco antes disso tudo e nunca fizemos exatamente essa coisa de “parede sonora”, cheia de reverb e com guitarras sobrepostas. Nas nossas músicas sempre é possível ouvir bem as letras e os solos. É outra coisa. E minha banda de shoegaze favorita sempre foi o My Bloody Valentine, acho que eles eram simplesmente os melhores de todos. Mas, sim, nos meus shows com repertório do Galaxie 500 vejo cada vez mais gente jovem na plateia. Gosto bastante disso.
O que você leu, escutou e assistiu recentemente que marcou de verdade?
Li o novo romance de Ian McEwan, “O que Podemos Saber“. Parte da história se passa num futuro distópico, depois que o planeta foi devastado pela guerra e pelas mudanças climáticas, mas sempre olhando para trás e fazendo referência ao nosso tempo, o início do século 21. É ficção científica, mas também levanta questões sobre literatura, memória e o que podemos de fato saber sobre a vida de poetas e artistas. É um pouco da ideia que também está numa música minha, “The Past is Our Plaything”. Tentamos entender o passado, mas toda história tem muitas camadas. Os historiadores precisam juntar os pedaços e, claro, têm seus próprios vieses. Li também o livro de Mary Beard sobre o Império Romano. Todos aqueles imperadores que sentiam a necessidade de colocar seus nomes em moedas e edifícios… Acho que é assim que Trump se vê.
Escutei… boa pergunta. Ouvimos tanta coisa, mas muito pouco marca de verdade. Meu disco favorito dos últimos anos é “Here in the Pitch”, da Jessica Pratt. Tem noites em que ouvimos Brahms, em outras Rolling Stones, Velvet Underground ou Spacemen 3. Uma banda nova de que gosto: En Attendant Ana, da França.
Assisti e adorei a série documental do Adam Curtis, “TraumaZone”, sobre o colapso da União Soviética e da Europa Oriental. É algo que o Ocidente celebra, mas o que vemos são pessoas tendo seu mundo virado de cabeça para baixo e de repente precisando sobreviver num sistema econômico para o qual não estavam preparados. Ele fez uma série parecida sobre a Inglaterra sob Margaret Thatcher e o surgimento do neoliberalismo. E tem também o novo documentário sobre Elvis Presley, “Epic”. É todo feito com imagens ao vivo de 1970 a 1973, quando ele estava no auge e tinha uma banda incrível. Britta e eu fomos assistir no cinema e saímos chorando, tamanho o poder da música.
Mais alguma coisa para contar?
A única coisa na minha agenda é a turnê latino-americana!
– João Eduardo Veiga é jornalista e já entrevistou o Codeine para o Scream & Yell. Confira.
