Entrevista: Fishbone volta ao Brasil e Angelo Moore ressalta o quanto “a mensagem na música é importante”

entrevista de Leonardo Vinhas

Angelo Moore começa a entrevista literalmente mostrando a casa. Mal abre a câmera do celular e ele já manda um “olha só a vibe desse lugar”. Há quatro meses no novo lar, ele ainda está empolgado com a nova morada e mostra o misto de lar, estúdio musical, escritório e galeria de arte. Esse último é porque Moore é artista plástico e pinturas suas estão espalhadas pela casa: um auto retrato dele com um sorriso louco recepciona os visitantes que sobem as escadas, e conforme se caminha pelos corredores, imagens de Sammy Davis Jr., Mel Brooks, Mr. T., Madonna e outros fazem companhia pelo caminho.

Mas Moore é mais conhecido por ser o vocalista e saxofonista do Fishbone, que fundou com mais cinco amigos em 1979 e da qual ele é o único integrante que nunca deixou a banda – o tecladista, trombonista e vocalista Christopher Dowd foi fundador, mas deixou a banda em 1994 e só voltou em 2018. Nesse meio tempo, Dowd fez muitas coisas, e em uma delas – o disco que gravou sob o pseudônimo The Seedy Arkhestra e que teve até participação de Jeff Buckley – gravou uma diss track, ou, em bom português, uma “música descendo o malho” nos ex-colegas de banda. Porque nos longos anos de existência do Fishbone, a tensão sempre esteve tão presente quanto o groove, o peso e a excelência instrumental.

Quem assistiu o excelente documentário “Everyday Sunshine: The Story of Fishbone” (disponível logo abaixo) pôde ver como a banda é um cabo de guerra entre as vontades, inspirações, egos e idiossincrasias dos seus integrantes. O filme também é bem-sucedido em mostrar o quanto o grupo foi pioneiro em sua mistura de ska, soul, rock e jazz, chegando a influenciar toda a geração do que convencionou se chamar “funk metal” e várias outras bandas. Gente tão diferente quanto Red Hot Chili Peppers, Primus, No Doubt, The Roots e Gogol Bordello foram diretamente impactados pelo som e pela presença de palco do sexteto, e a maioria delas obteve mais sucesso comercial que seus inspiradores.

Se tudo isso abala os integrantes do Fishbone? Em algum grau, sim. Mas isso não os impede de seguir na ativa, com uma turnê que tanto celebra os 40 anos de seu álbum de estreia, “In Your Face”, como divulga seu mais recente disco de estúdio, “Stockholm Syndrome”, de 2025 – título que alude à sensação de prisão que Angelo sentia quando começaram as primeiras sessões de preparação do LP, cuja tensão escalou a ponto de culminar com a saída dos membros fundadores Norwood Fisher (baixo) e Walt Kibby (trumpete).

Esse show chegará ao Brasil em 31 de outubro, no Fabrique Club, em São Paulo (ingressos neste link). Vai ser a terceira passagem de Moore pelo país – ele veio com a banda em 2010 e com o projeto Celebrating David Bowie em 2018, quando tocou o repertório do Camaleão com Adrian Belew e outros grandes músicos no Cine Joia (“Aquele lugar parece o interior de uma nave espacial, cara”). A turnê sul-americana passará ainda por Buenos Aires e Santiago, onde tocarão com os argentinos Los Fabulosos Cadillacs, com quem já compartilharam palco e estúdio diversas vezes.

Além de Moore e Dowd, a formação atual tem o guitarrista Tracey “Spacey T” Singleton (que militou nas fileiras fishboneanas entre 1997 e 2003, voltando em 2024), o baterista Hassan Hurd, o trompetista JS Williams e o baixista James Jones, todos pisando em palcos brasileiros pela primeira vez. Pode ser que, com boa parte do time rodando os 60 anos, o show não tenha mais os stage dives acrobáticos que contribuíram para a “quase” fama do grupo. Mas é certo que será um show enérgico, dançante e com o peso da história de uma banda que fez e faz muito, independentemente de como essa música é recebida pelo mundo. E nas linhas a seguir, Angelo Moore explica, com exclusividade para o Scream & Yell, como consegue manter essa profissão de fé.

Vamos começar pelo “Stockholm Syndrome”? As letras são muito incisivas, ainda mais diretas ao ponto do que o habitual de vocês. Mas é sabido que o clima interno da banda estava bem complicado. O álbum é um reflexo dos tempos difíceis que a banda estava vivendo ou dos tempos difíceis que os EUA, como país, estão atravessando?
Bem, no início, era sobre os tempos difíceis que a banda estava passando, e foi por isso que vim com o termo “Stockholm syndrome” (Síndrome de Estocolmo). Na verdade, a situação estava tão ruim naquele momento (2024) que eu me referia à banda como “Penitenciária Fishbone”. Era como… sabe, você está numa banda onde, depois de um tempo, seus amigos meio que viram seus carcereiros, porque já não há muita concordância ou às vezes não vemos as coisas da mesma forma, mas temos que continuar ali porque ainda precisamos entregar a música que havíamos criado antes de tudo virar a “Penitenciária Fishbone”. Então, era quase como se eu tivesse que, de certa forma, idolatrar meus carcereiros. Porque você criou aquela música incrível, tem que tocá-la com eles e precisa criar mais música, já que é isso que o público quer — e você sabe que eles querem e você também quer criar. Só que as pessoas com quem você está não estão necessariamente na mesma sintonia que você. Certo? Então… acabou virando síndrome de Estocolmo (Nota: “fenômeno psicológico em que uma vítima desenvolve um vínculo afetivo, empatia ou lealdade com seu agressor”). Foi por isso que escolhi esse título. Mas, ao mesmo tempo, nosso país, a América, está sendo forçado a idolatrar nosso captor — e o captor é o presidente e todo mundo em volta daquele filho da puta, né? É a maior idiotice de todas.

Pois é. Os tempos atuais parecem assustadores de um jeito que eu não lembro de terem parecido antes.
É quase como se o país nunca tivesse mudado. Dá para pensar que os EUA já passaram por racismo, violência, guerra, abuso e injustiça o suficiente — todas essas coisas negativas. Dá para pensar que, a esta altura, a América já teria entrado numa fase de ascensão ou evolução, mas, em vez disso, tudo está indo ladeira abaixo de novo. E é ainda pior, cara, porque agora temos a internet e os celulares; dá para ver o que todo mundo está fazendo, ao contrário de antigamente, quando não se via isso tão claramente porque não havia internet. Não havia câmera no celular para filmar a revolução.

Então, o país já estava indo ladeira abaixo quando vocês estavam fazendo o álbum. A banda estava em conflito, vocês mudaram a formação… E não é a primeira vez que o clima pesa dentro do Fishbone. Houve muitos conflitos entre os integrantes do Fishbone ao longo dos anos, e imagino que haja momentos em que você realmente pensa em desistir ou mudar para algo totalmente diferente. A questão é: onde você encontrou motivação para continuar?
Sei que o Fishbone é maior do que eu. Eu fui apenas o escolhido para ficar na proa da porra desse navio, ou ser o motor. Sabe, tem aquele enfeite na frente do carro, aquela merda que fica em cima do capô de um Cadillac? Eu devo ser esse troço aí. É o que todo mundo vive me dizendo. E a mensagem na música é importante, cara. Eu penso: “Bom, se eu parar, então a coisa não vai pra frente”. É isso que as pessoas vivem me dizendo. E aí, bom, talvez elas tenham razão. A gente passou por umas quatro formações, talvez quatro ou cinco formações na banda. E sim, teve momentos em que eu disse: “talvez eu só precise parar com essa merda”. Caramba, todo mundo fica saindo e voltando! Sabe, o Walt saiu por, sei lá, cinco, seis anos (nota: saiu em 2003, voltou em 2010, saiu de novo em 2024). O Chris Dowd saiu da banda por 20 anos (nota: 24, na verdade) e depois voltou. O Spacey T saiu [em 2003] e está de volta agora. E aí temos outros três caras — JS, James e Hassan — para levar adiante esse legado do Fishbone.

Essa nova formação está junta desde 2024. Você vê esses caras agora não como os “caras novos”, mas como parte real da banda? Tudo flui bem ou…
(rindo) Na maior parte do tempo, flui bem. Sempre vai ter solavancos, buracos ou turbulência durante a jornada; acho que isso faz parte da fórmula que compõe o Fishbone. Mas, quando olho para o panorama geral e coloco tudo na balança… é algo novo. Todo mundo está feliz. Porra… o único desgraçado traumatizado da banda sou eu — ok, tem o Chris e talvez um pouco o Spacey T —, mas, tirando isso, todos estamos felizes por estar aqui. Somos gratos por estar aqui, cara. Somos gratos por Deus ter nos dado outra oportunidade de dar o próximo passo. Sabe, quando o Norwood e o Walt saíram da banda, e o [baterista] John Steward… Quando aqueles desgraçados saíram da banda, eu fiquei tipo: “caramba, o que eu vou fazer agora?” Mas aí os outros caras apareceram e quiseram entrar, foi o Chris Dowd quem sugeriu alguns deles – JS e James. E eu sugeri o Hassan, o baterista que também toca com o Brand New Step. Esse é o meu outro projeto, chamado Angelo Moore and The Brand New Step. Eles toparam, e ficamos com uma formação totalmente nova para dar continuidade ao Fishbone, para que a gente possa voltar — fazer coisas como voltar ao Brasil e contar para todo mundo que diabos a gente tem feito.

Neste ano foi lançado o álbum “Cover Your Face”, uma homenagem com diferentes artistas que regravaram as faixas de “In Your Face” e as doaram para o compilado. Como você recebeu esse álbum?
É bom. Bom para karaokê (gargalhada)

Teve alguma versão de que você gostou especialmente?
Gostei de “When Problems Arise” [pela banda Twin Shadow], foi bem gótica e psicodélica. Mas sabe de uma coisa, cara? Quando penso nas diferentes pessoas que fizeram versões para o “Cover Your Face”… cara, fico muito feliz que existam artistas por aí que gostam da gente e se importam o suficiente para refazer as músicas do jeito deles. Isso é muito bom, cara. É algo que gera muita gratidão, né?

O “In Your Face” tem 40 anos mas vocês já estavam na ativa desde 1979…
(ri) Isso aí, cara. Faz tempo!

Pois é. Eu nasci em 1978. (risos)
(mais risos) Caramba. Meu Deus. Você nasceu em 78! Isso significa que a banda surgiu quando você não tinha nem dois anos de idade!

Exatamente.
Poxa, cara… (risos) Isso é tão… Isso é uma loucura!

Vocês eram bem jovens quando começaram a tocar. Vocês imaginavam que passariam a vida toda fazendo isso e que talvez se tornariam uma referência para outras bandas?
A gente estava só fazendo o nosso som e nunca pensou muito nisso Mas, às vezes, quando eu estava lá no palco, eu pensava comigo mesmo: “Será que toda essa merda que a gente está fazendo vai fazer alguma diferença no mundo?” Isso vinha à minha cabeça e depois passava. Mas eu me perguntava isso de vez em quando. Fora isso, a gente só tocava nossa música e curtia o que estava fazendo; não ficava pensando em como seríamos vistos no futuro.

Vi um comentário na apresentação de vocês na KEXP em que o espectador disse que “o Fishbone é toda a história da música negra em uma só banda”. Você concorda com isso?
(Repete lentamente) “O Fishbone é toda a história da música negra em uma só banda”… (sério) Bom, isso é muito lisonjeiro. (abre um sorrisão) Pois é, por que não? O Fishbone é toda a história da música negra em uma só banda! Eu aceito essa definição. Vou usar! (risos)

Mudando de assunto e entrando em um tema mais pessoal: você está sóbrio desde 2020, certo?
Estou sóbrio desde 2020, cara.

Isso muda a forma como você curte estar na banda ou como lida com os problemas dela?
Bom, sim, porque se eu ainda estivesse bebendo, eu não conseguiria… não teria conseguido manter o Fishbone, com todos os diferentes integrantes, as interações de personalidades, os conflitos e as colaborações — principalmente alguns dos conflitos e, sabe, as pequenas disfunções que aparecem aqui e ali no Fishbone, que parecem fazer parte do DNA da banda. Se eu não estivesse sóbrio, não conseguiria lidar com isso com força e elegância.

E quão difícil é manter a sobriedade na estrada? Porque sabemos que a estrada pode ser bem tentadora…
É bem fácil agora. Eu consegui aprender a me livrar da obsessão por beber. E, caramba, cara, sabe, eu posso ficar num bar e tomar um suco de laranja ou um Red Bull com suco de laranja e fico de boa. Mas levei muito tempo para chegar nisso. Participo do programa (Alcoólicos Anônimos) há uns 20 anos. Tenho um vídeo do AA. Fiz um vídeo para o Alcoólicos Anônimos que está no meu canal do YouTube, chamado “Angelo Moore of Fishbone’s AA Meeting”. O nome anterior era “Nazi Nigger Sponsor” (ri), porque meu padrinho do AA era um nazista, cara. Ele me inspirou a escrevê-la. Mas… mas… quando a coloquei no YouTube, o YouTube achou — por causa do título — que era conteúdo racista; mas é só um robô, sabe, analisando minhas coisas. Então tive que mudar o título para que ela pudesse ficar lá, caralho (risos). Então, ela está lá, é boa e é praticamente uma reunião inteira do AA em uma música.

Falando nisso, tem alguma de suas composições que faz você pensar: “hm, essa é realmente a música mais pessoal que você já fiz”?
(hesita) No momento, ‘Gelato the Clown’ é uma das minhas favoritas. Tocamos algumas vezes durante a última turnê.

Ela é realmente uma das melhores do disco novo. Mas a minha favorita do “Stockholm Syndrome” é “Last Call in America” (com participação de George Clinton, inclusive), porque ela realmente resume toda essa ideia da história da música negra em uma canção só, praticamente; porque é uma canção soul muito poderosa, mas também é pesada, tem um groove excelente – e acredito que traduz o sentimento de muita gente em relação aos Estados Unidos hoje em dia.
Pois é. Te digo, tomara que não joguem bombas aqui. Porque se jogarem… se jogarem bombas aqui na América, vai ser o “último chamado” de verdade. Então, acho que estávamos nos antecipando, falando sobre esse “último chamado” na América, porque não queremos que essa merda aconteça. Esses vermes da extrema direita, cara…

Além do Brasil, essa turnê vai passar por Chile e Argentina. No Chile, vocês tocarão com Los Fabulosos Cadillacs. Em 1996, vocês gravaram uma música com eles para o compilado “Red, Hot + Latin” (uma versão esquisitíssima para “What’s New, Pussycat?”, de Burt Bacharach, que só foi lançada em 1997). O Vicentico, vocalista deles, gravou “One Planet People” com o Fishbone em 2000, e você, Norwood e Walt escreveram com o baixista Flavio Cianciarulo a faixa título do álbum “La Marcha del Golazo Solitario” (1999)… Como surgiu essa amizade? Como vocês ficaram tão próximos naquela época?
A gravação de “What’s New, Pussycat?” veio mais tarde. A gente se conheceu antes, mas não lembro bem quando. Só sei que, na época, nossa equipe de gestão ou a agência de shows nos juntou por causa do álbum que estávamos divulgando na turnê. Os Fabulosos Cadillacs eram uma das bandas da programação e… eles eram uma banda compatível. E depois disso, sempre que voltávamos para a América do Sul, cara, a gente fazia questão de que eles estivessem na mesma programação que a gente. Acho que, desta vez, o Los Fabulosos Cadillacs colocou o Fishbone no line-up deles.

Sim, no Chile. Vai ser um show grande, e a banda chilena Chico Trujillo vai tocar também. Esse disco que tem a participação do Vicentico, “Fishbone and the Familyhood Nextperience Present: The Psychotic Friends Nuttwerx” (2000), é um dos melhores da banda, na minha opinião. Mas acho que sua opinião é mais interessante que a minha (risos). Quais são os seus álbuns favoritos e os que você menos gosta do Fishbone?
Essa é difícil. Acho que nem sei dizer. É complicado, porque quando eu me apresento e me dedico ao Fishbone, tento dar 200% de mim em todas as músicas e em todos os álbuns. Então, não sou a pessoa certa para perguntar qual é a minha música favorita ou de qual eu não gosto tanto, sabe? Mas deixa eu ver… O disco que fizemos antes de “Stockholm Syndrome”… Qual foi mesmo? Nem lembro o nome.

Seria o álbum “Still Stuck in Your Throat” (2006)?
Não, esse foi bom. Foi aquele que fizemos com o Fat Mike (dono da Fat Wreck Records e frontman da finada NOFX). É o que tem “Estranged Fruit”. Teve muita confusão com esse… Qual o nome mesmo?

É o EP de 2023? Se chama simplesmente “Fishbone”.
Foi aquele com fita adesiva sobre o rosto de todo mundo na capa (nota: é o EP de 2023 realmente). Fizemos uma paródia da capa do primeiro álbum e nós tínhamos pedaços de fita sobre o rosto de todo mundo, Mas enfim… não sei, cara. Não sou muito bom com essa pergunta, porque gosto de tudo o que o Fishbone está fazendo, e se não curto de primeira, tenho que fazer com que eu curta, porque é em prol da banda e da mensagem que todos querem transmitir. Então, eu faço parte… eu sou o transmissor da mensagem, pelo menos uma grande parte dessa transmissão da mensagem.

Aliás, alguns minutos atrás você disse que o Fishbone é muito maior do que você. Você tem a mesma sensação em relação a toda a outra arte que cria? Digo, você tem outros projetos musicais. Você é artista plástico, você faz muita coisa. Você tem a sensação de que as coisas que faz são maiores do que você também, ou o Fishbone é o único projeto que ocupa essa posição na sua vida?
O Fishbone tem sido o projeto da alma, cara. Foi a primeira coisa que fiz, musical e artisticamente — a primeira de todas. Portanto, serviu de base para tudo o que veio depois. Mesmo depois de o grupo se transformar na “Fishbone Penitentiary”, isso ainda me dava uma brecha — uma porta dos fundos ou uma janela lateral — para sair e realizar esses projetos diferentes. O projeto do David Bowie, o Dr. MadVibe, The Missing Links, o Brand New Step, o Vau de Vire Circus… tudo isso aconteceu enquanto o Fishbone estava na ativa. Em qualquer um desses projetos, o nome Fishbone trazia alguma familiaridade, e a partir disso, todos os meus projetos paralelos, minhas saídas de emergência e coisas assim, é tudo quando as pessoas dizem: “Oh, Angelo do Fishbone está nessa banda”.

E você é o único integrante que sempre esteve na banda.
O Soldado Oficial Nº1 do Fishbone, cara!

Sendo assim, a banda ainda é uma democracia, ou ela é muito guiada pela sua direção?
Ainda é uma democracia. Todo mundo tem uma palavra igual em relação à música e à arte. Não sou só eu quem comanda. Apesar de estar aqui desde o começo e não ter ido a lugar nenhum, não sou o único na banda e a opinião de todos e suas contribuições são importantes nesta banda. Mas sim, sou um membro original e sim, estou aqui há mais tempo e sim, fiz todos os shows em todas as quatro formações, talvez cinco formações. Eu estive aqui durante tudo isso.

– Leonardo Vinhas (@leovinhas) é produtor e autor do livro “O Evangelho Segundo Odair: Censura, Igreja e O Filho de José e Maria“.

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