Anos 10: Os melhores filmes da década

por Marcelo Costa

Seguindo o expediente utilizado “nos melhores shows dos anos 10”, o editor do Scream & Yell convidou quatro colaboradores decanos do site para mandarem seus Top 10 na categoria “os melhores filmes da década 10”. Não rolou aqui a quase unanimidade da votação de shows, em que quatro dos cinco votantes apontaram o show de Bruce Springsteen como um dos grandes shows da década, e sim um grande empate entre “A Rede Social” (David Fincher, 2010), “Que Horas Ela Volta?” (Anna Muylaert, 2015), “Relatos Selvagens” (Damián Szifrón, 2014) e “Trama Fantasma” (Paul Thomas Anderson, 2018 – PTA salta à frente porque ainda teve um voto para “Vicio Inerente”).

Aliás, Damien Chazelle teve dois filmes citados (“Whiplash” e “La La Land”), Pawel Pawlikowski também (“Ida” e “Guerra Fria”) assim como Darren Aronofsky (“Cisne Negro” e “Mãe”), Richard Linklater (“Antes da Meia Noite” e “Boyhood”) e Christopher Nolan (“A Origem” e “Dunkirk”). No total foram citadas 48 obras sendo que a grande maioria, disparada, foi produzida no ano de 2015 (2017 foi o ano mais fraco). Pouco mais da metade dos filmes (27) é falada em inglês, mas há filmes em polonês (os dois do Pawel), grego, francês, italiano, espanhol, persa, japonês, coreano e alemão, além, claro, de português (sete no total, dois deles em português de Portugal).

Sobre os votantes, quando o Scream & Yell entrou no ar, em novembro de 2000, ele já entrou no ar com um texto de Marco Antônio Barbosa (Telhado de Vidro)Rodrigo James (Esquema Novo) também está com a gente desde os primórdios – ele entrevistou e cobriu o show da Diesel, em BH, em 2001! Leonardo Vinhas (Conexão Latina) também chegou em 2001 pensando sobre o termo “alternativo” e escrevendo sobre Grandaddy e Buffalo Tom. O guri da turma, Bruno Capelas (O Estado de São Paulo), chegou em 2010 falando de Fresno e Scott Pilgrim. Confira as listas dos quatro convidados mais a do editor do Scream & Yell, Marcelo Costa, e deixe a sua nos comentários!

BRUNO CAPELAS (@noacapelas)

01. “Ela”, de Spike Jonze, 2013
A vida permeada pela tecnologia, a solidão de nossos tempos, uma grande atuação de Joaquin Phoenix (e da voz de Scarlett Johansson). O futuro é aqui.

02. “Relatos Selvagens”, de Damian Szifrón, 2014
Porque rir é o melhor remédio para a nossa loucura cotidiana – e, afinal, quem você colocava naquele avião mesmo?

03. “Inside Llewyn Davis”, de Joel & Ethan Coen, 2013
Como diria Frank Ocean: “lost, lost in the heat of it all”.

04. “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert, 2015
“Que tempo bom, que não volta nunca mais”

05. “Chappie”, de Neill Blomkamp, 2015
Educação sentimental de um robô – em uma das melhores ficções/visões-científicas da década

06. “Roma”, de Alfonso Cuarón, 2018
Tanto “Roma” como “Gravidade”, os dois filmes de Cuarón na década, poderiam estar nessa lista – mas só o primeiro entende a dor e a delícia de ser latino. Mais a dor, no caso.

07. “As Vantagens de Ser Invisível”, de Stephen Chbosky, 2012
O filme de formação adolescente que essa década merece – com todas as questões complicadas e David Bowie no talo. We are infinite.

08. “Sing Street”, de John Carney, 2016
O segundo filme de formação adolescente que essa década merece – com canções pop e toda a delicadeza de John Carney.

09. “História de um Casamento”, de Noah Baumbach, 2019
O homem que melhor retratou a geração “millenial” em seu filme mais bem resolvido. Atuações incríveis e a delicadeza nos tempos da cólera. A cena do portão e a da discussão quebram corações.

10. “A Rede Social”, de David Fincher, 2010
O ovo da serpente, a caixa de Pandora, estava tudo lá: e não, a gente não curtiu isso.

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LEONARDO VINHAS (@fb/leovinhas)

01. “O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus”, de Terry Gilliam, 2010
Foi o primeiro filme que me deu aquela sensação tão referida por quem vivenciou os primeiros anos do cinema: que a sétima arte pode te transportar para um mundo que ela mesma criou, e fazer você viver nele.

02. ‘Mãe!”, de Darren Aronofsky, 2017
Para muita gente, é só um delírio pretensioso. Mas para mim, Aronofsky cumpriu sua missão de adaptar a Bíblia em um filme de duas horas que ainda aponta o dedo na cara de Deus.

03. “Ida”, de Pawel Pawlikowski, 2015
Dolorido e bonito, trata de desejo, comprometimento, fé, origem, família e propósito – enfim, das coisas que efetivamente nos definem, e como é difícil vivenciá-las de forma sincera e plena. Ainda mais quando se é mulher.

04. “Relatos Selvagens”, de Damián Szifrón, 2014
A concisão dos contos mostra, sim, o talento narrativo do diretor, mas também traz visões diferentes e diretas sobre o mais inconfessável dos desejos: a vingança.

05. “Mommy”, de Xavier Dolan, 2015
Esse me ganha em tudo: na estética, nos exageros, na falta de pudores em colocar o dedo na ferida da maternidade e nas atuações impressionantes do trio central. Em tempos de polarização, assisti-lo é tão perigoso quanto necessário.

06. “Cisne Negro”, de Darren Aronofsky, 2012
Dá para “ler” esse filme de várias formas. É óbvio que as questões sobre a identidade feminina formam a leitura predominante, mas também é possível ver como uma alegoria sobre a sociedade que exige das pessoas a morte e a automutilação para atender seus padrões impossíveis.

07. “A Caçada”, de David Michôd, 2014
Pesado, deprê e indispensável, tudo que poderia ser um clichê é demolido nesse road movie distópico. A relação entre o homem embrutecido e o jovem inocente, os encontros na estrada, os propósitos dos protagonistas – nada corresponderá às expectativas, e mesmo assim fará um sentido absurdo e doloroso.

08. “X-Men: Primeira Classe”, de Matthew Vaughn, 2011
Ignorando o “cânone” das HQs, Vaughn opta por trazer à tona a essência que fez a fama dos quadrinhos (e que já se perdeu há muito tempo): os ideais contrapostos de Xavier e Magneto, a amizade destruída em nome do “propósito de vida” e as perdas inevitáveis que vêm a cabo de uma vida dedicada à uma causa, não importa qual seja.

09. “Whiplash”, de Damien Chazelle, 2014
A obstinação funciona ao favor do sucesso ou da tirania? Ser o melhor no que faz implica necessariamente em desprezar os outros que fazem o mesmo? O único aprendizado possível é pela dor? “Whiplash” não responde nenhuma dessas questões, mas deixa você pensando, pensando…

10. “Spotlight”, de Tom McCarthy, 2015
Fiquei na dúvida entre incluir este ou “O Lobo de Wall Street” (ok, muitos outros grandes filmes ficaram de fora). A indecisão é porque ambos seguem o esquema de grandes produções hollywoodianas, mas do tempo em que a “grande produção” significava contar uma história, não confiar apenas no apuro visual. Fico com “Spotlight” por ser um filme que mostra que apuração demora e custa caro, mas ainda é a única forma de fazer jornalismo de verdade. E também nos lembra porque sempre devemos desconfiar de qualquer instituição ou pessoa que não admite ser questionada.

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MARCELO COSTA (@screamyell)

01. “Amor”, de Michael Haneke, 2012
Em um mundo perfeito, Michael Haneke não existiria. Ou, olhando por outro lado: o cinema de Haneke só existe porque vivemos em um mundo corroído por imperfeições. “Amor” é mais um exemplo tortuoso de uma bela cinematografia, mesmo com pétalas de rosas sendo deixadas pelo caminho.

02. “Cópia Fiel”, de Abbas Kiarostami, 2010
Um filme incrível que discute o conceito da originalidade em uma obra de arte homenageando (ou seria copiando fielmente?) Rosselini (procure “Viagem à Itália”, de 1953) e Antonioni (e também os “Before”, de Richard Linklater) enquanto o casal de protagonistas passeia por uma cidadezinha da Toscana vivendo um romance que não existe, mas que é muito mais belo do que vários que já existiram.

03. “Trama Fantasma”, de Paul Thomas Anderson, 2018
Silenciosamente cômico, elegantemente cínico e meticulosamente apaixonante, “Trama Fantasma” é a simples construção de um código de conduta entre duas pessoas, algo que acontece a toda hora, todos os dias, ainda que não com o delicioso sarcasmo impresso por PTA, que deve ser saboreado nos mínimos detalhes, como uma frestinha de sol que insiste em iluminar o olhar e sumir em meio a nuvens densas de um dia frio, cinzento e nublado.

04. “A Grande Beleza” e “A Juventude”, de Paolo Sorrentino, 2013/2015
Pretensioso. O adjetivo, que na grande maioria das vezes reduz um artista (e sua obra) ao que ele gostaria / pretenderia ser, mas não consegue, funciona como elogio para Paolo Sorrentino, o diretor napolitano que vem injetando adrenalina numa sétima arte cada vez mais óbvia, refém do mercado e de seus próprios vícios. “A Juventude” não está no mesmo nível de “A Grande Beleza”, mas, juntos, estes dois filmes referendam um realizador genial.

05. “O Lagosta”, de Yorgos Lanthimos, 2015
Ainda no capitulo “realizador genial”, o grego Yorgos abriu a década indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, do Oscar, por “Kynodontas”, seu segundo projeto. Mas é com essa obra-prima surrealista e distópica movida a Nick Cave que ele abre caminho a tiros de espingarda para conquistar Hollywood, estratégia seguida com o pesado “O Sacrifício do Cervo Sagrado”, de 2017, depois com o premiado “A Favorita”, de 2018. Mas tudo começa aqui.

06. “Melancolia”, de Lars Von Trier, 2011
“Melancolia” é um daqueles filmes essenciais ao mundo moderno. Lars Von Trier usa a podridão da natureza humana como veículo de entretenimento, e deve ter pesadelos todas as noites. Alguns o chamam de louco, mas no mundo das pessoas ditas “normais”, movido pela utopia da felicidade e pela capacidade / necessidade de sonhar, há uma sensação de que se mente a todo o momento para o espelho. Quem é o louco?

07. “Divertida Mente”, de Pete Docter, 2015
Seguindo com eximia dedicação em construir histórias animadas para adultos, a Pixar lançou essa pérola que é uma aula (divertida) de psicologia, comportamento, relacionamento, família, amadurecimento e auto-conhecimento.

08. “Chatô, o Rei do Brasil”, de Guilherme Fontes, 2015
Todos nós achamos que esse filme nunca iria sair, mas ele saiu e surpreendeu. Com um grupo excelente de atores, um roteiro esperto e um personagem rico em polêmicas, “Chatô – O Rei do Brasil” se provou um filme imperdível, que, sim, demorou 20 anos para chegar às telas, mas foi lançado no momento certo. Em alguns pontos, o Brasil permanece exatamente o mesmo de 60 anos atrás.

09. “Tabu” e “As Mil e Uma Noites”, Miguel Gomes, 2012 e 2015
O cineasta português começou a década com uma engenhosa fábula sobre nostalgia cuja esperteza do roteiro era exatamente inverter a trama, e colocar o próprio espectador frente ao espelho. Depois ele lançou uma trilogia que empresta apenas o formato do “Livro das Mil e Uma Noites” para recontar a história recente de Portugal (mais propriamente entre 2014 e 2015), quando o governo baixou leis que deixaram a população na miséria. Antológico.

10. “Miss Violence”, de Alexander Avranas (2013)
Certa vez fui ao cinema e a sessão que eu queria estava esgotada. Decidi entrar na sala ao lado e ver um filme do qual eu não sabia nada. Duas horas depois sai da sala tremendo, chorando e em pânico. Encontrei um amigo, contei sobre o filme e, tempos depois, ele me deu o DVD de presente. “Katyn”, de Andrzej Wajda, permanece lacrado na estante, pois nunca mais vou querer ver aquilo novamente. O grego “Miss Violence” está na mesma categoria – nem quis conversar sobre ele em casa –, mas você precisa ser exposto ao lado pobre da sociedade… ao menos uma vez.

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MARCO ANTONIO BARBOSA (@BartBarbosa)

“A Separação”, de Asghar Farhadi, 2011
A vida em família não é fácil em lugar algum do mundo. Mas no Irã, onde papeis sociais, leis bizantinas e responsabilidades religiosas se interpõem aos relacionamentos, a coisa é ainda mais difícil. O drama de Asghar Farhadi captura essa complexidade de forma tocante e verdadeira.

“O Palhaço”, de Selton Mello, 2011
Um palhaço e sua crise existencial, que vira crise profissional; indeciso sobre seu futuro pessoal, Benjamin (Selton Mello, também diretor e roteirista) passa a questionar sua capacidade de fazer o público rir. Felizmente, não faltam risos (agridoces) para o espectador.

“Vicio Inerente”, de Paul Thomas Anderson, 2014
O melhor filme de P.T. Anderson na década – um feito e tanto, se lembrarmos que o cara ainda fez “O Mestre” e “Trama Fantasma”. Um anti-filme policial que serve como um rico e hilário painel da vida na Califórnia da década de 1970, depois que o sonho hippie virou pesadelo.

“Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert, 2015
Há um abismo entre ricos e pobres no Brasil. Mas tambem há uma complicada relação de co-dependência entre as duas camadas. Tudo isso é apresentado de maneira sensível pela cineasta Anna Muylaert em um filme que, felizmente, rejeita o panfletarismo fácil.

“Boi Neon”, de Gabriel Mascaro, 2015
O drama de Gabriel Mascaro explora o contraste entre o cotidiano duro de um boiadeiro (Juliano Cazarré) e suas secretas ambições artísticas. É uma metáfora para as inesperadas nuances que se escondem em um Brasil profundo e aparentemente tosco, mas rico em possibilidades.

“Toni Erdmann”, de Maren Ade, 2016
Alemão sabe fazer comédia sim, ainda que de um modo torto e muito surpreendente. Merece estar nesta lista por uma cena em especial: a performance improvisada de “The Greatest Love of All” que resume a jornada de reencontro entre um pai malucão e sua filha autoreprimida.

“A Criada”, de Park Chan-Wook, 2016
Numa década prodigiosa para o cinema coreano, coube a Park Chan-Wook (“Oldboy”) o posto mais alto com esta obra sensual e barroca – uma história de amor (e sexo) repleta de suspense, reviravoltas e significados ocultas, filmada de modo muito requintado.

“Arábia”, de Affonso Uchoa e João Dumans, 2017
Mais Brasil profundo, apresentado de forma simultaneamente onírica e semi-documental. Um road movie minimal no qual a estrada é tanto real quanto figurada, já que a verdadeira jornada do protagonista se desenrola internamente. Um dos grandes filmes nacionais de todos os tempos.

“Guerra Fria”, de Paweł Pawlikowski, 2018
O mais belo filme romântico da década é também um dos mais humanos e tristes. A fotografia P&B é deslumbrante, mas não distrai o espectador da dolorosa história de dois amantes que não conseguem viver nem juntos, nem separados… para sempre?

“Dunkirk”, de Christopher Nolan, 2018
A maestria narrativa de Christopher Nolan consegue uma proeza aqui: um filme de guerra que recusa o caráter épico de tantos outros longas sobre a Segunda Guerra Mundial e, ainda assim, assombra o público ao capturar, de forma contida, o drama humano na frente de batalha. Veja no cinema.

RODRIGO JAMES (@rodrigojames)

01. “A Origem”, de Christopher Nolan, 2010
Mais do que um filme, uma experiência. Uma trama complexa que vai da ficção científica ao thriller policial, tendo os sonhos e uma investigação sobre eles como pano de fundo. Nunca me esquecerei de assistir a este filme em um cinema IMAX e sair de lá atordoado e meio tonto. Das poucas ocasiões na minha vida em que um filme me deixou fisicamente cansado.

02. “Boyhood”, de Richard Linklater, 2014
Uma trama bem simples e singela, que ganhou ares de clássico em função de sua realização. Ver o envelhecimento dos personagens na medida em que seus atores foram envelhecendo ao longo dos anos é uma experiência única. Um filme único de um diretor (Richard Linklater) criativo e que nos brinda sempre com ótimas histórias.

03. “Trama Fantasma”, de Paul Thomas Anderson, 2018
O provável ultimo filme de Daniel Day Lewis é Paul Thomas Anderson fazendo o que sabe de melhor: trabalhar as nuances dos olhares, gestos, movimentos e fazendo os atores dizerem mais com suas linguagens não-verbais. De quebra, a revelação da incrível Vicky Kreps, cuja performance não me sai da memória. Marcante.

04. “A Rede Social”, de David Fincher, 2010
Como transformar a história da criação de uma rede social (Facebook) em um thriller eletrizante e por vezes claustrofóbico. David Fincher conseguiu melhorar o livro que deu origem e fez seu melhor filme na década, obtendo com isso sucesso de crítica e público. De quebra deixou uma interrogação nas cabeças de todos nós sobre a seriedade e idoneidade do próprio Facebook e de seu criador, Mark Zuckerberg.

05. “Parasita”, de Bong Joon-ho , 2019
Das poucas vezes em que eu realmente fui surpreendido pela história do filme. Parasita tem uma trama tão bem amarrada e com reviravoltas incríveis e inesperadas que não deixam que o espectador respire em nenhum momento. Eu realmente fui pego de surpresa pela reviravolta no meio do filme e fiquei sem fôlego até seu incrível final.

06. “Star Wars – O Despertar da Força”, de J. J. Abrams (2015)
Não é o melhor Star Wars e talvez não seja nem o melhor desta trilogia (Os Últimos Jedi?), mas “O Despertar da Força” foi a realização do meu sonho Jedi adolescente: saber o que aconteceu com Luke, Leka e Han depois de “O Retorno de Jedi”. De quebra, os ótimo novos personagens e a morte inesperada e impactante de Han Solo. Como não amar?

07. “La La Land”, de Damien Chazelle (2016)
Para a maioria das pessoas, musicais são um gênero menor no cinema e quase não existe paciência para assisti-los. Como fã dos grandes musicais da Metro Goldwyn Meyer das décadas de 40 e 50, principalmente, não dá pra não gostar de um musical moderno como este, que não só bebe nas fontes dos originais, como os atualiza, trazendo sua estética para os dias de hoje.

08. “Antes da Meia Noite”, de Richard Linklater (2013)
O final da trilogia “Antes”, de Richard Linklater, não é somente o final da história de Jesse e Celine. É um filme sobre envelhecimento, sobre companheirismo, sobre amor, sobre relacionamento ao longo dos anos, e sobre as voltas que a vida de um casal dá. E seria mesmo este o final da história dos dois?

09. “Ex-Machina”, de Alex Garland (2015)
Um pequeno grande filme de Alex Garland, ambientado em uma casa que poderia estar em qualquer espaço/tempo, e que fala sobre o impacto de tecnologias em nossas vidas, através de um robô dotado de uma inteligência artificial. Se você, por algum momento, simpatizou com o/a robô e até mesmo se apaixonou por ela, então o filme provou sua teoria.

10. “Vingadores – Ultimato”, de Anthony Russo e Joe Russo (2019)
O grande filme da Marvel nesta década. O mais grandioso, o mais superlativo e o final de uma trama construída ao longo de dez anos. Emocionante, eletrizante, enxuto (apesar de mais de três horas de projeção) e o ápice de uma estética que mudou a história do cinema moderno e ainda vai render bons frutos no futuro.

3 thoughts on “Anos 10: Os melhores filmes da década

  1. eu odeio a maioria dos filmes do PTA, principalmente os que ele fez depois de dois dos seus primeiros – Boogie Nights e Magnolia – que amo…

    achei O Mestre horroroso (vi no cinema) e dormi durante Vício Inerente

    mas Trama Fantasma, que se eu tivesse me tocado que era do PTA não teria assistido, é simplesmente incrível, vi no cinema e concordo que é um dos melhores filmes da década

    ps.: Punch-Drunk Love eu nunca assisti, a maioria das pessoas que conheço sempre massacraram esse filme, mas depois de Jóias Brutas (e de me lembrar aqui o quanto amo Trama Fantasma) irei assisti e dar mais uma chance ao PTA

  2. Onde estão toy story 3, Up? o lobo de wall street, kick ass, o segredo dos seus olhos, três anúncios para um crime, o cidadão ilustre, precisamos falar sobre kelvin, corra, uma noite de 12 anos????

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