Faixa a faixa: Conheça “Live Session/EP”, o novo lançamento da Chuengue

introdução de Diego Albuquerque
faixa a faixa por Chuengue

Chuengue surgiu em 2024, quando o músico, compositor e editor de vídeo Samuel Chuengue convidou o produtor e baixista Hugo Noguchi para produzir um conjunto de canções autorais que daria origem ao primeiro disco do projeto, “Névoa/Nada” (2024). As origens criativas do projeto carregam a bagagem de anos de vivência na cena independente carioca; a banda, composta atualmente por Samuel Chuengue (voz, guitarra e flauta transversal), Hugo Noguchi (baixo e direção musical), Dony Von (guitarra) e Robson Riva (bateria), costura influências da nova MPB, do indie rock e do rock clássico.

Agora, o grupo apresenta uma Live Session/EP com direção de Lucas Rangel e Pedro Knoll. A sessão revisita três faixas do “Névoa/Nada” e traz a inédita “Clara e Eu”, primeiro lançamento do próximo álbum de estúdio, “Carta Ambiente”, previsto para o início de 2027. A nova canção percorre um território onde tudo parece expandir: o tempo, a cidade e a memória, antes que a realidade volte a ocupar seu lugar. “Entre guitarras texturizadas, baixo pulsante, bateria marcante e uma interpretação contida, a faixa combina a energia do rock clássico com a estética indie e lo-fi, criando uma atmosfera acolhedora e inquietante”, comenta Noguchi, diretor musical da live.

A live session foi gravada na sala Glauce Rocha, um espaço teatral multiuso da Escola de Teatro da UNIRIO, na Urca – RJ. Além do novo passo em direção a um novo trabalho, o registro também mostra quão coesa é a banda ao vivo. “Estamos muito felizes com o lançamento desta Live Session/EP e também do videoclipe. Este registro ao vivo representa com alta qualidade o nosso momento atual e consolida mais um passo importante na trajetória do projeto”, comenta Chuengue. “Para mim, é um enorme orgulho apresentar essa banda incrível, músicos e pessoas excepcionais dos quais sou fã e amigo”, complementa.

Da o play na Live abaixo. Ou ouça o EP no seu streaming favorito e saca um faixa a faixa exclusivo com Samuel falando das faixas da session:

01. “Frames” – Abrindo o EP com uma atmosfera cinematográfica e contemplativa, “Frames” traz versos que flertam com a sétima arte e a transitoriedade do tempo (“Talvez Deus seja o cinema, e seja ele todo luz e sombra”). Com arranjos que equilibram guitarras texturizadas e uma base rítmica pulsante, a faixa estabelece o tom estético do projeto: uma ponte fluida entre o rock clássico e a sonoridade indie/lo-fi.

02. “O Nascimneto do Universo” – Com uma levada nostálgica e arranjos imersivos, a segunda faixa explora a ansiedade e a expectativa do reencontro. A letra evoca a imensidão do universo e o peso da espera, criando um crescendo instrumental denso que reflete perfeitamente a angústia e a beleza de se perder nos próprios pensamentos.

03. “Clara e Eu” – Primeira amostra oficial do próximo álbum de estúdio (“Carta Ambiente”), a faixa funciona como uma “epifania do instante”. Entre guitarras delicadas e uma interpretação vocal contida, a música expande a percepção do tempo, da cidade e da memória, entregando uma atmosfera acolhedora e ao mesmo tempo inquietante que permanece na mente mesmo após o último acorde.

04. “Eu Tenho Que Voar” – Fechando a sessão, a canção traduz a tentativa de inventar soluções para driblar a saudade, ancorando-se em uma performance orgânica em crescente, que coroa a intensidade do registro ao vivo na Urca.

– Diego Albuquerque é o criador do blog Hominis Canidae, um dos maiores repositórios de discos brasileiros da última década. O blog foi criado em 2009, no Recife, e divulga novos artistas e nomes indies da música brasileira, de norte a sul do país.

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