Três perguntas: Chris Barnes fala sobre a expectativa da estreia do Six Feet Under no Brasil

entrevista de Guilherme Lage

Após mais de 30 anos de espera, o Six Feet Under fará sua estreia no Brasil. Após um cancelamento inesperado de uma turnê em 2012, a banda liderada por Chris Barnes (ex-Cannibal Corpse) se apresenta em quatro cidades brasileiras. A tour começa nesta sexta-feira (30/10), em Belo Horizonte, no Mister Rock e segue por Limeira (31/10), São Paulo (01/11) e Curitiba (02/11).

Os shows fazem parte da divulgação do álbum mais recente da banda “Next To Die”, celebrado por fãs e crítica como um retorno ao death metal clássico apresentado pela banda nos anos 1990. Antes dos shows, Chris conversou com o Scream & Yell sobre a expectativa para os shows, suas inspirações e death metal. Confira!

Esta é a primeira vez que vocês vêm ao Brasil, mas quase rolou em 2012. O que levou tanto tempo para a banda fazer uma turnê por aqui? As plateias brasileiras têm uma reputação e tanto. Como está a expectativa?
Eu não me lembro exatamente em que ano foi (o cancelamento). Foi em 2020? Não, não foi durante a pandemia. Sim, desculpe, foi em 2012. Acho que algum promotor decidiu cancelar as datas. (Demorou porque) as ofertas anteriores não foram tão boas, e agora são, então decidimos ir fazer uma turnê. Acho que, em todos os lugares onde tocamos, as pessoas reagem do mesmo jeito, então não acho que vai ser diferente, sabe? Em todos os lugares do mundo, em shows desse tipo de música, as pessoas reagem da mesma forma. Mas acho que vai ser divertido porque é a primeira vez que tocamos aí e parece que as pessoas estão esperando pra nos ver.

O “Next To Die” se mostrou um novo ápice criativo para o Six Feet Under. Você diria que esse é um dos melhores trabalhos da banda até agora? O que mais te inspirou para compor? E como você compõe?
Eu não escolho álbuns favoritos nem nada disso, mas “Next To Die” é um bom álbum, tem músicas muito boas nele. Eu apenas tiro inspiração das músicas que estou escutando, então escrevo as letras das músicas. (Mas) Não sei se fui propriamente inspirado a me tornar letrista. Simplesmente comecei a escrever letras para a banda enquanto ensaiávamos, e foi assim que comecei. Sempre gostei das aulas de literatura na escola e de escrever histórias. Acho que foi uma evolução natural a partir daí. Eu apenas pego cada música que escrevo e a acompanho com o tom vocal que eu gosto e sinto que se encaixa melhor com a música que estou escrevendo naquele momento.

A Flórida é considerada meio que a Meca do death metal. Como esse tipo de música te encontrou enquanto você morava em Buffalo, Nova York?
Acho que não enxergávamos dessa forma, Achei que o Morrisound tinha uma boa qualidade de produção e que Scott Burns era um produtor e engenheiro de som interessante. Por isso, quis usar aquele estúdio para produzir nossa música. Entrei em contato com Scott Burns, no Morrisound, e perguntei se ele tinha interesse em trabalhar conosco. Mas a Flórida não era necessariamente vista por nós como a meca do death metal enquanto crescíamos em Buffalo. Se havia algum lugar com mais bandas de death metal, provavelmente era Nova York, que tinha mais grupos do gênero do que a Flórida. Sempre ouvi muito metal quando era moleque. Gostava de Slayer e de vários tipos de metal. Já me interessava por heavy metal antes mesmo de o death metal existir. Sempre fui fã de heavy metal.

– Guilherme Lage (fb.com/lage.guilherme66) é jornalista e mora em Vila Velha, ES. Leia outras entrevistas dele! A foto que abre o texto é de  Stephanie Cabral / Divulgação

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