OS MELHORES DO ANO DO SCREAM & YELL

Um ano equilibrado… e movimentado

São 19 anos de Scream & Yell no ar e essa é a 16º votação de Melhores do Ano – só não tivemos em 2002 e 2003. Cada ano pop tem suas particularidades, seus hits, seus momentos. Em 2001, no primeiro ano da votação, Los Hermanos e Strokes dispararam com suas obras primas “Bloco do Eu Sozinho” e “Is This It”. Em 2004, a votação foi bem mais equilibrada consagrando Mombojó (e outro clássico: “Nadadenovo”) e o então disco de retorno de Morrissey, “You Are The Quarry”, que bateu por dois votos de diferença “Hot Fuss”, do The Killers.

2005 viu dois cenários: um ano equilibrado Brasil, e tão equilibrado que deu empate entre a estreia do Cansei de Ser Sexy e o fodaço “Método Túfo de Experiências”, do Cidadão Instigado, ambos com dois votos à frente de “Toda Cura Para Todo Mal”, do Pato Fu; e uma “lavada” do Franz Ferdinand com “You Could Have It So Much Better” abrindo 19 votos de diferença do lindaço “Howl”, do Black Rebel Motorcycle Club. O equilíbrio voltou em 2006, com Caetano Veloso (e seu “Cê”) batendo o Mombojó (“Homem-Espuma”) por 25 a 23 (dentro da margem de erro – risos) e Dylan (“Modern Times”) deixando o debute do Raconteurs para trás por 23 a 19.

2018 foi mais um ano equilibrado. Não chega a ser como em 2007 (em que o Radiohead bateu o LCD por um voto de diferença, o mesmo que aconteceu com Céu e Cidadão Instigado em 2009), mas está longe de ser 2010, quando “Suburbs”, do Arcade Fire, fez 40 a 20 em “High Violet”, do National, ou 2011, o ano em que Criolo (com “Nó na Orelha”) fez 42 a 21 em “Samba 808”, discaço de Wado. São apenas números, mas são números com “muito conteúdo” que permitem uma análise cuidadosa de como este grupo de pessoas convidadas a votar acompanha a cultura pop nacional e mundial e sente, respira, transita e repercute música, cinema, TV, literatura, discos.

O resultado final, sempre repito isso, diz muito mais sobre o alcance de determinada obra do que, necessariamente, sobre qualidade, que é algo intangível, de olhar pessoal, de bagagem histórica de cada um. Mas fazer listas é legal para debater cultura ampliando seu alcance, afinal esse grupo de convidados listou nesse especial mais de 1650 objetos de cultura (entre discos, filmes, livros, séries, músicas), tudo de 2018! Se foi um ano equilibrado, também um ano foi movimentado. Passeie pelas listas pessoais e confira, atice a sua curiosidade, encontre semelhanças com seu gosto pessoal e… movimente-se (se animar, deixa seu Top 5 nos comentários das categorias). Tem muita coisa boa acontecendo no mundo aqui e agora. Aproveite.

Para finalizar, a mesma ladainha anual. Juntando 122 votos de uns aqui e outros acolá apontamos os 7 Melhores de 2018 em diversas categorias: Melhores Discos, Filmes, Músicas e Shows (Nacionais e Internacionais) além de Melhor Livro e o Melhor da TV. Por que 7? Curtimos essa coisa meio cabalística do número, mas também gostamos de posar de diferentes. No mais, assim como de praxe, optamos por manter os votos de músicos que votaram na própria banda, mas eles não foram computados. Os vencedores estão ai embaixo, divirta-se.

Marcelo Costa
Editor

One thought on “OS MELHORES DO ANO DO SCREAM & YELL

  1. Fantástica votação, como sempre. Poucos desses ou talvez nenhum entre na minha lista de melhores, mas o trabalho do site é louvável. Parabéns pelos 19 anos à frente desse projeto de alma.

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