Faixa a faixa: “Weapon in my Hand EP”, Wry

Introdução por Marcelo Costa
Faixa a faixa por Mario Bross

A Wry segue em plena atividade, mesmo em tempos pandêmicos. Só em maio, o quarteto sorocabano lançou um clipe inédito, “Man in The Mirror”, single do primeiro EP de remixes que eles lançaram em 2021 (“Assista ao vídeo até depois do final da música, por que aquilo é REAL e deu muito MEDO na hora”, provocava o vocalista Mario Bross no release – dê play no final do post), e agora um segundo EP, “Weapon in my Hand“, que, além da faixa título presente no álbum “Noites Infinitas” (2020), conta com mais quatro remixes.

“Noites Infinitas” foi o primeiro disco da Wry em 11 anos, e fez barulho aparecendo em diversas listas de melhores de 2020 (Scream & Yell incluso). “O novo EP expande nosso som a um horizonte elétrico, com linhas de baixo marcantes que definem o deep house brasileiro, sintetizadores sequenciados que ambientam a estética synth-pop moderna, e que também remetem aos anos 80”, explica Mario.

Entre os quatro remixes disponíveis no novo EP, dois são versões do single “Weapon In My Hand” (um deles com direito a vídeo) e as outras duas faixas remixadas foram resgatadas do disco “Flames in the Head”, de 2005. Mario Bross comenta cada uma das cinco faixas, avisa que a banda está preparando novos EPs para serem lançados em breve e revela as influências que nortearam as remixagens: “Björk dos anos 90 e drum’n’bass clássico”. Ele conta mais abaixo!

FAIXA A FAIXA POR MARIO BROSS

01) Weapon In My Hand – É a original, presente no disco Noites Infinitas. Pra gente é um cruzamento de rock alternativo americano com The Clash. Estranhamente ou não, ela surgiu como uma música bem no estilo Tame Impala (!!), mas depois mudou tudo.

02) Weapon In My Hand (Geztalt Remix) – Essa é a track do vídeo, que tem uma estética plástica e dançante, very synth-pop. A bateria eletrônica e os sintetizadores sequenciadores dão uma sensação futurista; e ao mesmo tempo, uma imagem típica do que tocaria nas danceterias do passado.

03) Weapon In My Hand (Yuro Remix) – Essa tem como principal elemento a linha de baixo forte e marcante que define bem o gênero do Deep House Brasileiro, muitas vezes chamado de “Brazilian Bass” ou internacionalmente como “Slap House”. Com uma pegada bem energética e mainstream

04) Don’t You Ever Call On My Name Again (Langley Remix) – Esse remix foi feito em 2006 pelo amigo inglês Guy Langley. O remix é claramente influenciado por Björk em sua fase mais comercial nos anos 90. A canção original é do disco “Flames in the Head”.

05) Cancer (Ecstasy Remix) – Esse também foi feito em 2006, mas pelo sorocabano Tom Soares. O remix reflete o que rolava nas festas eletrônicas da região de Sorocaba na época. Usando recortes curtos e certeiros da faixa, a sensação de clímax é nítida, por isso talvez, o subtítulo escolhido foi “ecstasy”. A original dessa também é do “Flames in the Head”.

Marcelo Costa (@screamyell) edita o Scream & Yell desde 2000 e assina a Calmantes com Champagne.

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