APCA divulga os premiados de 2021

Em assembleia em formato virtual excepcional que reuniu os críticos na noite da segunda-feira, 31 de janeiro de 2022, a APCA – Associação Paulista de Críticos de Artes escolheu os melhores de 2021 nas seguintes categorias: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infanto-Juvenil e Televisão. Neste segundo ano marcado pelos impactos da pandemia da Covid19 em todos os setores da sociedade e em especial nas atividades artísticas, as áreas seguiram a orientação do ano anterior, optando pela realização de uma premiação com menos categorias.

De acordo com a jornalista Maria Fernanda Teixeira, presidente da APCA, “é de fundamental importância celebrar e preservar a cultura, bem maior de um país, expressão artística de um povo que deve ser valorizada e incentivada. Somos fortes e sempre estaremos abraçados com o conhecimento e a criação, importantes valores e riquezas de uma sociedade. No ano do bicentenário da Independência, viva a diversidade, a inclusão e os 100 anos da Semana de Arte Moderna de 22.”! A cerimônia de premiação com a respectiva entrega dos troféus, prevista para acontecer ainda neste primeiro semestre do ano, está em fase de viabilização, com a APCA em busca de apoios e patrocínios para sua realização.

Na área de Música, não houve unanimidade nos três premiados (conheça os pré-indicados): as votações para Artista Revelação e Disco do Ano foram vencidas por 5 votos a 1. Já a de Artista do Ano viu um empate na primeira liberação de votos, e a escolha de Don L por 4 a 2 na segunda votação. O rapper Don L, Artista do Ano para a APCA, nos convida a sonhar com um novo Brasil possível no poderoso “Roteiro Pra Aïnouz, Vol. 2”, segunda parte de uma trilogia inversa. Acompanhado de nomes importantes da nova música brasileira, como Mateus Fazeno Rock, Rael, Giovani Cidreira, Fabriccio, Djonga e Tasha & Tracie, o compositor cearense se posiciona como um dos grandes nomes do rap no país.

A Artista Revelação de 2021 para a APCA é Marina Sena, cantora e compositora mineira que lançou o disco “De Primeira”, um álbum repleto de hits que levou Marina para a Times Square e que colocou a cidade de Taiobeiras em destaque no mapa pop nacional. Como Melhor Disco do Ano, o júri de Música da APCA escolheu “Delta Estácio Blues”, segundo álbum solo da cantora e compositora Juçara Marçal, que insiste em destacar o caráter aglutinador do disco, que contou com a colaboração do parceiro Kiko Dinucci e de nomes como Tulipa Ruiz, Siba, Rodrigo Campos, Maria Beraldo e Douglas Germano, além da participação de Fernando Catatau.

Juntos, Don L, Marina Sena e Juçara Marçal delineam um Brasil festivo, pulsante, criativo e, sobretudo, questionador, que, apesar de todas as adversidades (ou talvez impulsionado por elas), está disposto a lutar pelo sonho de um futuro melhor, de um Brasil melhor, um Brasil que é nosso e de nossos filhos. Afinal, como canta Juçara no single “Crash”, escrito pelo rapper Rodrigo Ogi, “Eu faço tudo pra não entrar numa guerra / Mas se entrar não vou parar de guerrear”. O júri de Música é formado pelos jornalistas Adriana de Barros, Alexandre Matias, José Norberto Flesch, Marcelo Costa, Pedro Antunes e Roberta Martinelli.

Abaixo, você descobre os premiados em todas as categorias do APCA 2021!

ARQUITETURA

– HOMENAGEM PELO CONJUNTO DA OBRA: Joan Villà.
– GESTÃO CULTURAL: Miriam Lerner, Giancarlo Latorraca e equipe (organização social A Casa – Museu de Artes e Artefatos Brasileiros frente ao Museu da Casa Brasileira – gestão 2008/2021)
– ATIVISMO URBANO: Movimento Parque Augusta

Votaram: Fernando Serapião, Gabriel Kogan, Guilherme Wisnik, Luiz Recamán, Maria Isabel Villac e Mônica Junqueira de Camargo.


ARTES VISUAIS

– EXPOSIÇÃO NACIONAL: Tunga, Conjunções Magnéticas- Itaú Cultural/Instituto Tomie Ohtake.
– RETROSPECTIVA: Lygia Clark (1920-1988) 100 anos – Pinakotheke Cultural.
– PESQUISA/MEMÓRIA : Jaider Esbell (1979-2021) artista e escritor, teve papel fundamental na consolidação da arte indígena contemporânea.
– EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL: Ideias- O legado de Giorgio Morandi CCBB.
– FOTOGRAFIA: Terra em Transe no Museu Afro Brasil (600 imagens de 60 fotógrafos).
– PERCURSO VISUAL: Rita Lee no MIS.

Votaram: Antonio Zago, Bob Sousa, Dalva de Abrantes, José Henrique Fabre Rolim, João J.Spinelli e Silvia Balady .


CINEMA

– MELHOR FILME – Cabeça De Nêgo, de Déo Cardoso
– MELHOR DIREÇÃO – Madiano Marcheti, por ‘Madalena’
– MELHOR ELENCO – Intérpretes de ‘Marighella’
– MELHOR FOTOGRAFIA – Gustavo Habda, por “Veneza” e “Acqua Movie”
– MELHOR DOCUMENTÁRIO – “A Última Floresta”, de Luiz Bolognesi

Votaram: Flávia Guerra, Luiz Carlos Merten e Orlando Margarido.


DANÇA

– ESPETÁCULO / PRESENCIAL: “ou 9 ou 80”, Clarín Cia de Dança.
– ESPETÁCULO / NÃO PRESENCIAL: “Janela 43”, GRUA – Gentlemen de Rua.
– COREOGRAFIA / CRIAÇÃO: “Aldeias Mortas”, Márcio Filho, Balé da Cidade de São Paulo.
– INTERPRETAÇÃO: Mauricio de Oliveira, Laboratório Siameses, por “Da Natureza da Besta”.
– PRÊMIO TÉCNICO: Ana Bottosso, Beatriz Gabriel, Danila Bustamante, Fábio Pazitto e Vic von Poser, Captação e Edição de Video de “SCinestesia”, Cia de Danças de Diadema.
– PROJETO / PROGRAMA / DIFUSÃO / MEMÓRIA: Série de Videos para o Mês do Patrimônio Histórico Cultural, Cia Jovem de Dança de Jundiaí.
– GRANDE PRÊMIO DA CRÍTICA: Décio Otero e Marika Gidali, pelos 50 Anos do Ballet Stagium.

Votaram: Cássia Navas, Henrique Rochelle, Iara Biderman e Yaskara Manzini.


LITERATURA

– ROMANCE: Diga que não me conhece – Flávio Cafiero (Todavia).
– CONTOS: Erva brava – Paulliny Tort (Fósforo).
– POESIA: Risque esta palavra – Ana Martins Marques (Companhia das Letras).
– TRADUÇÃO: Cantos, de Giacomo Leopardi, por Álvaro A. Antunes (Editora 34).
– BIOGRAFIA: João Cabral de Melo Neto: uma biografia – Ivan Marques (Todavia).
– ENSAIO: A vida nunca mais será a mesma – Adriana Negreiros (Objetiva).
– INFANTIL: O mar de Manu – Cidinha da Silva (Autêntica).

Votaram: Felipe Franco Munhoz, Ruan de Sousa Gabriel e Ubiratan Brasil.


MÚSICA POPULAR

– ARTISTA DO ANO: O rapper cearense Don L, pelo disco “Roteiro Pra Aïnouz, Vol. 2”.
– DISCO DO ANO: “Delta Estácio Blues”, segundo álbum solo da cantora e compositora Juçara Marçal .
– ARTISTA REVELAÇÃO: Marina Sena, cantora e compositora mineira, pelo disco “De Primeira”

Votaram: Adriana de Barros, Alexandre Matias, José Norberto Flesch, Marcelo Costa, Pedro Antunes e Roberta Martinelli

RÁDIO

– PRÊMIO ESPECIAL do Júri: Rádio Cultura Brasil (AM, FM e Portal TV Cultura)
Rádio Cultura Brasil é a primeira emissora de São Paulo a migrar para a frequência estendida em FM, para o 77,9 MHz no dia 07 de maio de 2021
– PODCAST: “Paciente 63”, com Mel Lisboa e Seu Jorge (Original e exclusivo Spotify).
– PRODUÇÃO: Emanuel Bonfim e Leandro Cacossi – pelo programa “Fim de Tarde Eldorado” (Portal e Rádio Eldorado FM, Spotify, Google Podcasts e outros)
– APRESENTAÇÃO: Danilo Gobatto – “Antenados” – (Rádio Bandeirantes, Portal Band, YouTube, Spotify e outros)
– DESTAQUE EM CULTURA: João Marcello Bôscoli, pelo “Contraponto” (Rádio Cultura Brasil – AM, FM e Portal TV Cultura)

Votaram: Fausto Silva Neto, Marcelo Abud, Marco Antônio Ribeiro e Maria Fernanda Teixeira.


TEATRO

ESPETÁCULOS
– PRESENCIAL: Sueño (Dramaturgia e Direção Newton Moreno).
– VIRTUAL:
* As Aves da Noite (Dramaturgia Hilda Hilst. Direção Hugo Coelho)
* Desfazenda – Me Enterrem Fora Desse Lugar (Cia O Bonde. Dramaturgia Lucas Moura. Direção Roberta Estrela D´Alva)

PRÊMIO NOVAS PROPOSTAS CÊNICAS: Estilhaços da Janela Fervem no Céu da Minha Boca (Coletivo A Digna. Dramaturgia Victor Nóvoa. Direção Eliana Monteiro), pelo tema social abordado e processo de execução da montagem

– PRÊMIO ESPECIAL
* Livro Teatro de Grupo na Cidade de São Paulo e na Grande São Paulo, organizado por Alexandre Mate e Marcio Aquiles, com a criação do selo Lucias em homenagem a Lúcia Camargo.

* Mariana Muniz, pela contribuição ao teatro e teatro-dança em São Paulo e, em especial, pelos espetáculos virtuais apresentados em 2021.

Votaram: Celso Curi, Edgar Olimpio de Souza, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Melão, José Cetra, Kyra Piscitelli, Maria Eugênia de Menezes, Miguel Arcanjo Prado e Vinicio Angelici.


TEATRO INFANTO-JUVENIL

– MELHOR PROJETO HÍBRIDO de pesquisa em Teatro-Educação: EDUKA/Banda Mirim .
– MELHOR PEÇA-FILME (ou experimento cênico digital): “Quase de Verdade”/Cia Los Lobos Bobos .
– MELHOR ELENCO: “Meu reino Por Um Cavalo”/Cia Vagalum Tum Tum: Edgar Bustamante; Tatiana Thomé; Christiane Galvan; Val Pires; Demian Pinto; Theófila Lima; Alexandre Maldonado; Jhuann Scharrye .Criz Lozano, pela Trilogia audiovisual Paisagens Antes do Fim/Cia la Leche .
– PRÊMIO DE VALORIZAÇÃO de espetáculos em territórios periféricos da cidade: SANKOFA/Bando Jaçanã

Votaram: Beatriz Rosenberg, Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu e Mônica Rodrigues da Costa.


TELEVISÃO

– ATOR – Juan Paiva (Um Lugar ao Sol/TV Globo)
– ATRIZ – Leticia Colin (Onde Está Meu Coração/Globoplay) e Paula Cohen (Nos Tempos do Imperador/TV Globo)
– NOVELA – Nos Tempos do Imperador (TV Globo)
– ESPECIAL/DOCUMENTÁRIO – Missão Cabul (Roberto Cabrini – Record TV)
– SERIADO/MINISSÉRIE – Passaporte para Liberdade (TV Globo/Sony Pictures TV/Floresta)

Votaram: Edianez Parente, Fabio Maksymczuk, Leão Lobo, Neuber Fischer, Paulo Gustavo Pereira e Tony Goes.


SOBRE A APCA

Há 65 anos, a Associação Paulista de Críticos de Artes realiza a premiação dos Melhores das Artes, um ritual de apontamento dos artistas, trabalhos e profissionais que mais se destacaram durante o ano em curso. No início de sua existência, no começo dos anos 1950, era a Associação Paulista de Crítica Teatral que, a partir da premiação anual dos melhores do segmento, foi renomeada como APCA em 1956, quando passou gradativamente a contemplar outras áreas além do Teatro, com a chegada também de críticos de Música Erudita (em 1959). No começo dos anos 70, a entidade se ampliou, atraindo definitivamente mais áreas (Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular e Televisão), vindo a abranger nos anos seguinte também Rádio, Teatro Infanto-Juvenil e mais recentemente, nos anos 2000, também Arquitetura.

A atual configuração, ao longo do tempo, se transfigurou no abrangente molde que contempla dez setores artísticos e não encontra similares entre os prêmios brasileiros, visto ser concedido por entidade formalmente constituída por membros da sociedade civil. A APCA é uma entidade não empresarial e de caráter absolutamente independente, formada por quadro associativo cujos integrantes têm majoritariamente atuação profissional no exercício do jornalismo cultural ou exercício de crítica na área artística. As áreas atualmente contempladas pela APCA são: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infanto-Juvenil e Televisão.

Leia também:
– Veja como foi a premiação da Associação Paulista dos Críticos de Arte em 2014 (aqui)
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