Entrevista: Leïlah e Letrux falam do podcast Taradas por Letras

entrevista por Bruno Lisboa

O mercado dos podcasts musicais tem crescido de maneira exponencial no Brasil. Iniciativas como “Discoteca Básica” (vencedor na categoria Melhor Podcast dos Melhores do Ano Scream & Yell 2020), “O Papo é Pop” e o “Balanço e Fúria” são bons exemplos de projetos que guardam em comum ótimas curadorias e boas histórias. Mas entre formatos consolidados e o malfadado mais do mesmo, volta e meia, surgem iniciativas que rompem com o tradicionalismo, apostando no inovador e no inusitado. É o caso do “Tarada por Letras”.

Protagonizado por Letícia Novaes, a Letrux (cantora, escritora e atriz), e Leïlah (escritora, jornalista e designer), no podcast a dupla conversa sobre letras de música, entrecortando o papo com histórias pessoais comoventes / divertidas e muita informação sobre os artistas homenageados. Canções como “Uns Dias” (Paralamas do Sucesso), “Miracle” (Jon Bon Jovi) e “Black” (Pearl Jam) servem como fio condutor para o episódio de estreia, lançado em agosto.

Letrux afirma que as letras “parecem feitas sob medida para expressar o que as pessoas querem dizer pra elas mesmas, nas suas relações, pra se entenderem”. E conta: “Fico impressionada com como tantos versos de letras minhas viraram tatuagem em fãs. Sempre tive muita curiosidade pelo universo lírico de artistas que acompanho, a letra sempre foi um componente fundamental pra eu me sintonizar com a música e fico muito grata por perceber que minhas próprias letras movem tanto as pessoas”.

Leïlah, por sua vez, enxerga no “Taradas por Letras” a oportunidade de atingir e unir diferentes gerações em torno de mensagens de letras nas mais diversas épocas e em diferentes gêneros e estilos, além de contribuir para a preservação dessa memória cultural. “Fico me perguntando se daqui a algumas décadas citaremos memes como citamos letras”. E ainda: “Assim como os memes, as letras se infiltram nos nossos diálogos todos os dias, ou mais que isso, ajudam a gente a criar e identificar a narrativa das nossas vidas, ou até mesmo a vivermos uma história, são realmente parte do imaginário coletivo ao mesmo tempo em que são tão pessoais”.

Na entrevista abaixo, Leïlah e Letrux falam sobre formação musical, o processo de criação do podcast, as composições de ontem e de hoje, o papel da música na atualidade, compositores favoritos, planos futuros e mais. Confira!

Primeiramente queria dar o meu depoimento: ao ouvir o primeiro episódio, fui diretamente transportado para a minha adolescência, período crucial em que o rolê do fim de semana era ir para a casa de algum amigo ouvir, discutir e analisar música. E em seus mais variados gêneros e formatos (k7, cd, vinil…). Nesse sentido como se deu a formação musical de vocês? Em que momento a relação com a música se tornou essencial?
Leïlah: Obrigada por compartilhar sua história, isso está rolando muito nos feedbacks que estamos recebendo sobre o primeiro episódio, tem muita gente comentando que ficou conversando com a gente enquanto ouvia o programa e é exatamente esse o efeito que a gente quer causar, que as pessoas se sintam nossas amigas e dividam suas experiências pelo nosso canal no Instagram, porque mais que análise de letra, estamos fazendo uma espécie de análise coletiva, análise no sentido de terapia, mesmo. Minha formação musical começa com meu pai, que era alucinado por rock progressivo, pós-punk, especialmente o mais dark, e new wave, lá nos anos 80. Então, posso dizer que a música é essencial na minha vida desde o berço, quando eu era ninada com discos do Genesis, Renaissance, ELP, Yes, Pink Floyd e Le Orme, que formavam o panteão sagrado do meu pai. Mas em 1986 é dado um grande e definitivo passo quando ele compra o primeiro videocassete e começamos a gravar videoclipes. Eu era uma menininha de sete anos e já fascinada pelas interpretações visuais das músicas, mas poder tê-las registradas me marcou muito e ampliou minha relação com a música, especialmente, quando vi uma certa artista chamada Madonna, que provou pra mim que uma mulher podia estar no comando. Era incrível ter um pai que varava madrugadas gravando clipe comigo, afinal, um dos programas mais interessantes e longos também, daquela época, era o Skretch, no ar da meia-noite às 4 da manhã, e que, curiosamente, passava no canal 9, que veio a se tornar poucos anos depois, a MTV Brasil na sua primeira encarnação em VHF. Ali, comecei a estabelecer uma relação mais próxima com a cena BRock, ao ver clipes de Lobão, Legião Urbana, Marina, Capital Inicial, Camisa de Vênus, Biquíni Cavadão etc. Profundamente impactada pelo clipe de “Tempo Perdido”, da Legião, que é uma colagem reverente a grandes ícones mortos do rock. Pedi de aniversário de oito anos, o álbum que tem essa canção, o “Dois”, e, em uma semana, devorei o encarte e sabia todas as letras. Agora, imagina uma criança cantando toda sentida, “aquele gosto amargo do teu corpo ficou na minha boca por mais tempo”! Em 1993, com a MTV já consolidada no Brasil, e eu, uma adolescente com gosto já formado, passo a tomar a dianteira e mostrar o que está acontecendo pro meu pai e não o contrário. É nessa altura que nossa coleção de discos se expande em novas direções com bandas como R.E.M., Bon Jovi, Smashing Pumpkins, Suede, Hole, Cranberries, entre tantas e tantas outras, e um programa chamado Lado B, do grande jornalista, radialista e escritor, Fábio Massari, começa a mudar minha vida, ao me fazer entrar em contato com a dita cena alternativa. Pra completar, uma mítica loja de discos que ficava no Posto 6, no Rio, onde fui criada, chamada Satisfaction, entra na minha rota, também via meu pai, e ali podíamos encomendar discos internacionais dos medalhões aos mais obscuros (às vezes, levava seis meses pra um CD chegar). Aprendi muito sobre música com os donos da Satisfaction e pude ouvir muita coisa por lá, numa época em que não havia internet. Então, eu sou uma cria clássica do final do século 20, resultado desse cruzamento do gosto do pai com televisão e loja de discos do bairro.

Letrux: Desde criança, meu pai e minha mãe me apresentaram muitas músicas que ainda fazem parte da minha vida hoje em dia. Claro que também tive uma busca mais roqueira, que eles não transitavam muito. Também criei meus mundos, mas muita coisa vem desde sempre. Mas na adolescência acho que comecei a pesquisar mais, comprar revista de música, trocar ideia em blogs, e sem dúvida alguma, comecei a prestar mais atenção nas letras das músicas. Virou um divã quando ainda não tinha onde deitar (risos). Música sempre foi essencial, eu só não tinha consciência, porque nunca me faltou música, mas na adolescência percebi a catarse, a cura, a transformação, o gozo, que uma música podia me causar.

No primeiro episódio vocês trazem à tona diversas impressões a respeito de canções amorosas, num olhar intimista, confessional e, por que não, divertido de canções como “Uns Dias” (Paralamas do Sucesso), “Miracle” (Jon Bon Jovi) e “Black” (Pearl Jam). Então a pergunta é: como se deu o processo de criação do podcast e escolha por esse formato?
Leïlah: Um dia, no final de 2020, a Letícia chegou com essa ideia pra mim, “amiga, a gente fala tanto de letra e você tinha que ter um podcast (eu mando longos áudios pra amigues) porque manda bem nisso, vamos fazer algo nessa direção?”. Daí, gravamos o primeiro piloto no final de fevereiro, apresentamos para um novo player no mercado, que gostou muito, mas só viu espaço pra nos colocar na grade no ano que vem. Algum tempo depois, entramos em contato com o Spotify e também não rolou de imediato, até que a Anchor, plataforma de criação de programas com música, que foi adquirida em abril pelo Spotify, sacou que o Taradas seria perfeito para uma nova feature a ser lançada em agosto pela plataforma de streaming, chamada Música & Papo. Essa feature aposta num formato inovador que entremeia canções na íntegra com comentários de experts e caiu como uma luva na nossa proposta que, sem essa possibilidade da música tocar inteira, estava mais na veia de um sarau, com a gente lendo estrofe a estrofe das letras e comentando em cima. Estamos felizes pela oportunidade de atuar como ponta-de-lanças num formato vanguardista de consumo de áudio. A questão do bate-papo também é central e foi algo que fomos elaborando com o tempo, testando, porque Letícia e eu temos muita sinergia e complementamos bem os estilos uma da outra. Isso chamou a atenção da Anchor, que viu nessa descontração e espontaneidade nossa, mas com muito conteúdo, um grande trunfo do programa, que não é somente analítico, pelo contrário, conta com muito storytelling, o que aproxima a audiência e torna toda a experiência muito intimista como você disse, ainda mais com as faixas tocando durante nosso diálogo. Já teve gente dizendo “que bom constatar, ao ouvir vocês, que ainda existe conversa no mundo”. Adorei essa percepção porque a arte da conversa anda realmente e infelizmente, muito em baixa.

Pensar na existência de um podcast sobre letras de músicas me remeteu ao álbum “Danç-êh-sá” do Tom Zé que, em 2006, já falava num mundo “pós-canção” e no “fim das letras”. De fato, não é de hoje que se discute a qualidade lírica das canções. Neste embate, de um lado tem aquela galera purista que acha que a música contemporânea é ruim, malfeita, preguiçosa. Por outro lado, há aqueles que acham que não, que a qualidade das letras de outrora permanece viva. E aí: qual é a posição de vocês?
Leïlah: Eu mesma tenho refletido mais do que nunca sobre isso porque, apesar do primeiro tema — Amores Adolescentes — ter esse espírito saudosista, o programa como um todo não será assim, e quero muito que as minhas escolhas nele reflitam minha própria experiência com a música, que não é a de alguém que ficou parada no tempo, sabe? Sigo acompanhando tudo que sai, ouço lançamentos toda semana, adoro ouvir o que a música pop está dizendo, estou sempre em contato com as paradas, buscando entender as dinâmicas do sucesso, apesar do topo do meu gosto ser mais baseado em música esquisita, experimental, inovadora. Rechaço completamente essa tese de que a música contemporânea é ruim e essas balelas, a música nunca teve tanta complexidade e há discos bons e fantásticos saindo a toda hora, mas a hiper-segmentação e a facilidade de produção complicaram e incharam um pouco o cenário, além de o rock não ser mais a principal fonte de ideias interessantes há um bom tempo. Acho que as pessoas sentem mais falta de hubs de curadoria de música, da coisa de ter programas mainstream que apontem quem merece ser ouvido e do reinado do rock, do que de boa música em si. Hoje, temos mais trabalho pra chegar no que mais nos interessa ouvir, é fato. Nesse sentido, um programa como o próprio Taradas tem muito a contribuir porque atuamos como apresentadoras, e não, apenas podcasters, e sinaliza que há um movimento de retorno à curadoria de música. Sobre letra, vejo muita gente fazendo boas letras no cenário internacional, hoje, especialmente no hip hop e posso citar de cara, Childish Gambino, Tyler The Creator e Kanye West. Temos no pop a Lana Del Rey, por exemplo, que é também poeta, deitando a caneta com muita sensibilidade e muito plena no casamento de som e dicção. Na live que fizemos de lançamento do projeto, Letrux recitou a letra inteira de “Not My Responsibility” do novíssimo disco da Billie Eilish, letra excelente, por sinal. No cenário português contemporâneo (estou morando em Lisboa desde 2019), há letras formidáveis a cargo de bandas como Capitão Fausto e artistas como Vaiapraia, capaz de criar versos como “100% Carisma, adrenalina em pó/ O caramelo-de-macho derrete sempre no pão-de-ló/ Aquece outra vez a malga de mágoa/ Atira-te outra vez pra poços sem água (…)/ Só me restam as comidas do infinito”. Ouço as rádios de Lisboa e dou verdadeiros saltos com as letras que brotam do cenário pop e rock underground, é um jorro de criatividade vibrante, sem medo, sem pudor. Mas no Brasil, que tem uma tradição fenomenal em letra de música, percebo com muita dor no coração uma decadência da letra, sim. Há um contexto de crise cultural e criativa, mais preocupação com selfies e likes em rede social que com estofo poético e valores da mensagem, adoção de fórmulas prontas e seguras e o pior, uma miséria material que desencoraja a experimentação com a língua, e um certo pavor ou vergonha da inteligência que, infelizmente, não diz respeito só ao projeto contra-iluminista oficialmente em curso. Nesse cenário, uma letrista como a Letrux é um diamante raríssimo. Não é à toa que tantos versos dela são tatuados por fãs e que ela fazia um show chamado “Línguas & Poesias”, focado no aspecto verbal da música. Dois talentos que ela tem, dos quais sinto muita falta na cena brasileira, são a capacidade de ser profunda com muita leveza, e de inserir nas suas letras com total naturalidade elementos do cotidiano aparentemente anti-líricos, o que provoca uma surpresa e traz conforto ao mesmo tempo. Eu queria ver mais gente se arriscando assim, sendo cronista de seu tempo — temos a Salma Jô do Carne Doce fazendo isso também — e hipnotizando multidões e sendo festejada pela crítica, como Renato e Cazuza foram.

Letícia: Acho que minha posição é de que em toda época há coisas toscas e coisas boas sendo feitas. Claro que vivemos numa época mais assustadora do excesso da harmonização (facial e não musical, risos) e as preocupações das pessoas anda mais no raso, ninguém quer nadar onde não dá pé. Eu me interesso. E eu gosto de coisa pop, eu me interesso, mas se a letra não me gera curiosidade e percebo que foi feita em cima do que está em voga, eu já sinto muita preguiça. E eu prefiro ficar constrangida do que bocejar, sabe assim? Prefiro que uma música chegue ao ponto de me constranger, porque aí acho que significa alguma coisa, do que ela simplesmente me causar sono. Há muitas pessoas fazendo música boa hoje em dia. Há muitas pessoas fazendo músicas péssimas hoje em dia. Acho que não tem fim.

Ao entrar na “dança” promovida pelo podcast me fez pensar nesta entrevista me remeteu ao hino “música para ouvir” do Arnaldo Antunes que aborda a multiplicidade de funções e lugares que a música tem em si ou ocupa. Afinal, tem música para tudo mesmo? E ainda: qual o papel que a mesma desempenha na atualidade?
Leïlah: Tem música pra tudo, sem dúvida, e eu sou muito partidária da linha “listen without prejudice” como cunhou George Michael, que deu esse título ao seu álbum mais bem-sucedido. O quadro UmaLetraQ — que sempre fará parte do 2º EP de cada tema do nosso programa, levando uma pessoa convidada a citar trechos de letras perfeitas para as mais variadas situações que você possa imaginar — vai provar que, de fato, existe não só música como letra pra tudo nesta vida. Mas, numa análise mais intuitiva que racional, me parece que a música perdeu o peso sociocultural que teve até os anos 2010, o que talvez ajude a explicar a crise da letra no Brasil, por exemplo. Se ninguém está prestando atenção, pra que(m) escrever, afinal? A crise da curadoria e da crítica musical, a dispersão e aceleração da mensagem promovidas pelas redes sociais também contribuem pra enfraquecer o rolê. Existia um circo estético erguido em torno da música, que envolvia revistas especializadas e cadernos culturais dos jornais, clipes na MTV, cenografia em shows, capas e encartes de disco, a própria cultura do álbum, que está em baixa, e esse circo favorecia que a música desempenhasse esse papel tão proeminente na identidade cultural, que hoje, sem brincadeira, me parece estar sendo deslocado para o meme. A música invadiu a indústria do entretenimento de tal forma que se tornou mais um acessório trendy a ser usado que a alma do negócio. Hoje, a música parece estar mais no fundo que na frente, e é só pensar no quanto o TikTok tem sido fundamental pra disseminação de música nova que isso pode ser graficamente comprovado. O ou a influencer que está ali dançando importa mais que a música que está servindo de base para aquela coreografia. Além desse culto à individualidade, personificado por influencers, tem também a questão dessa individualização no consumo da música, o que está sendo piorado pela pandemia e o consequente isolamento, que está muito voltado para as plataformas de streaming e a sua lógica de inteligência artificial, que funciona muito bem, mas que, assim como se dá com a rede social, restringe as pessoas aos mesmos percursos e paisagens e deixa-as presas num circuito viciado. Mas ao mesmo tempo em que penso nisso, penso também que talvez nunca tenhamos ouvido tanta música quanto hoje, graças a essa mesma lógica. Nossas playlists eram muito mais repetitivas quando o consumo de música era limitado financeira e espacialmente pelas mídias físicas. Então, novamente, tendo a elaborar que a música não está menos presente, muito pelo contrário, ela está tão presente, tão constante que se tornou até um pouco banal, aquela coisa do efeito de trilha de fundo das nossas atividades mais que um statement, um mergulho, um gerador de conexões emocionais e intelectuais profundas. A saturação da oferta também pode estar causando essa espécie de apatia dos ouvintes porque com um número mais limitado de artistas onipresentes nos canais mais centralizadores de antes, ficava muito mais fácil de se vincular emocionalmente e conhecer profundamente discos, canções e artistas. Agora, música é rito coletivo, precisa ser celebrada em grupo, ganha corpo conforme se dialoga dentro de uma sociedade, então, como ela vai sobreviver ao extremo individualismo da era das bolhas? Essa é a provocação que eu deixo aqui.

Letícia: Sinto que há música para tudo. Enquanto compositora, nem penso na categoria que minha música vai se encaixar, mas fico feliz com o passeio que elas fazem na vida das pessoas. Recebo muitas mensagens dizendo que tal música ajudou num luto, outra música é A música de um casal. E eu mesma tenho meus momentos mais emburacada e só quero ouvir Al Green estrondar “How Can You Mend a Broken heart” doze mil vezes. Tem música que só gosto do instrumental, há outras que ouço mais pela letra, há ainda aquelas que amo apenas a voz de quem está cantando, mas não amo muito o arranjo, mas o bom é que é tanta música, é tão infinito que dá pra fazer trilha de qualquer momento. Eu também amo o silêncio, amo tanto música que prezo muito pelo silêncio, quando convém. Minha vida é melhor porque existe música, porque eu faço e me transformo, e porque eu ouço e me curo.

Numa inevitável pergunta gostaria que vocês listassem seus letristas favoritos. Aqueles(as) que se vocês fossem fazer análises das letras renderiam horas e horas de gravação ou até mesmo uma temporada!
Leïlah: Pra render uma temporada inteira: Renato Russo, Cazuza, Caetano Veloso, Chico Buarque, Nelson Motta, Antônio Cícero, Cadão Volpato (Fellini), Fernando Brant, Bob Dylan, Lou Reed, David Bowie, Leonard Cohen, Patti Smith, Morrissey, Robert Smith, Joni Mitchell, Siouxsie Sioux, Kate Bush, Kanye West, Michael Stipe, Billy Corgan, Simon Le Bon (Duran Duran) e Madonna (subestimadíssimos!), Peter Gabriel, Moody Blues (todos os cinco integrantes eram letristas) e meu favorito de todos os tempos, Steve Kilbey (The Church), que renderia cinco temporadas.

Letícia: Com certeza esquecerei alguém, mas acho que Lhasa de Sela, PJ Harvey, Michelle Gurevich, Nina Simone, Renato Russo, Cazuza, Robert Smith, Itamar Assumpção, Leonard Cohen, Lulu Santos, Nelson Motta, Marina Lima, Antonio Cícero são figuras que eu deliro com as letras.

Por fim, após uma promissora estreia, o que podemos esperar para a sequência do “Taradas por Letras”?
Leïlah: Obrigada pelo “promissora estreia”! Vocês podem esperar muita entrega nossa, uma preocupação muito grande com a relevância do que estamos dizendo, temas inteligentes e instigantes, entretenimento de qualidade e um pout-pourri delicioso de letras no UmaLetraQ com artistas, jornalistas, escritores e escritoras que vamos convidar, trívias e curiosidades do universo musical, nossas histórias curiosas e o principal, um espaço pra escutar atentamente música & letra, e se escutar a partir disso, porque letras contam a história de vida de todes nós.

Letícia: Vamos mergulhar cada vez mais em letras icônicas, em letras zeitgeists, letras mais lado B. Como uma letra nos abraça, como uma letra resume bem um sentimento coletivo, como uma letra resume gerações. Vamos dar esse mergulho e continuaremos taradas em letras, sempre.

– Bruno Lisboa  é redator/colunista do O Poder do Resumão. Escreve no Scream & Yell desde 2014.

One thought on “Entrevista: Leïlah e Letrux falam do podcast Taradas por Letras

  1. Caros executivos, membros do screamyell
    Parabéns pela contribuição de todos esses anos no campo da informação musical, e boa sorte no seu belo trabalho que embeleza nossas vidas.
    É importante em nossa época ter pessoas como você, que enquadram o blog com paixão todos os dias para oferecer informações musicais para o mundo, apesar dos tempos difíceis
    Eu gostaria que você prestasse atenção e ouvisse a música: pagosmia katifora-spyridon

    http://www.youtube.com/watch?v=s48ZZEXNnXY

    Eu sempre desejo sucesso de novo,
    saúde para você e sua família
    boa continuação em seu trabalho muito importante

    nestoras

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