Três perguntas: The Raulis

entrevista por Gil Luiz Mendes

A The Raulis é uma banda que funciona como um power trio, um quinteto ou qualquer outro tipo de formação. Tudo depende de onde e como eles se apresentam. Independente do número de componentes que estarão em cima do palco, quem vai ao show dos recifenses tem a certeza que vai suar a camisa dançando ao som da surf-cumbia que os músicos entoam entre overdrives, reverbs, percussões e malemoência.

No começo de julho, a banda, que é formada por Arthur Soares (Guitarra, synth e samples), Rafael Gadelha (Baixo), Antônio Marques (Bateria), Gabriel Izidoro (Guitarra e teclados), Rafael Cunha (teclados, percussão e samples), lançou o seu primeiro disco que leva o mesmo nome do grupo. As 10 faixas instrumentais que compõem o álbum mostra muito das referências, que vão de Academia da Berlinda até Calibro 35.

O disco foi gravado em Recife e São Paulo e conta com a s participações de Chiquinho Moreira e Felipe S (os dois do Mombojó), Gustavo Cék e Romulo Nardes (os dois do Bixiga 70), Yuri Queiroga (Elba Ramalho), Jhonny Crash (Dead Rocks), Bruno Luíz (Os Aquamans), Luizinho Nascimento (Di Melo e Mato Seco), Thiago Menezes (Cosmo Grão) e Claudio N (Chambaril).

O guitarrista e produtor musical, Arthur Dossa conversou com o Scream & Yell sobre música instrumental, a mudança da para São Paulo e sobre o personagem mascarado que é uma das atrações das apresentações ao vivo da banda. A respostas você confere abaixo.

Nos últimos tem tido um crescimento de bandas instrumentais na cena nacional. Vocês acham que a música instrumental caiu no gosto popular e por que?
A música instrumenta é uma linguagem universal e atualmente no Brasil está muito forte. Recife tem muita banda massa nesse estilo, Cosmogrão, Mabombe. Kalouv. A cena instrumental está forte, mas eu não sei dizer o porquê caiu no gosto popular. Talvez seja o nascimento de uma geração que está consumindo esse tipo de música.

Conta a história por trás da máscara símbolo da banda. Como ela surgiu?
A máscara é uma marca clássica nas bandas de surf music, não é uma invenção exclusiva da gente. Tem bandas como Los Straitjackets, onde todos usam máscaras. Na The Raulis só eu que topei de usar e o público gostou do personagem.

Por que a decisão da banda em vir morar em SP? Ainda é difícil trabalhar musical autoral em Recife?
Viemos para São Paulo para viver de música. Além de músicos trabalhamos com outras coisas ligadas à área. Eu mesmo sou técnico de som e produtor musical. Gabriel é diretor de palco de vários artistas. A decisão de vir pra cá também teve a ver com a questão de ser mais próximo de outras cidades onde poderíamos tocar, como o interior do estado. Fora o fato que aqui em São Paulo tem mais lugar para tocar do que em Recife.

– Gil Luiz Mendes (https://www.facebook.com/gil.luizmendes), jornalista, 32 anos, viveu boa parte da vida no Recife e hoje mistura a sua loucura com a de São Paulo. Tem passagens pelas rádios Jornal do Commercio, CBN , Central3 e tem textos publicados no IG e na Carta Capital. É skatista e músico quando dá tempo. 

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