No final, tudo vai dar certo, Rivers

por Marco Antonio Barbosa

Por um bom tempo entre os distantes anos de 1996 e 1997, “Pinkerton”, o segundo álbum do Weezer, tornou-se a coisa mais importante da minha vida. Não o disco mais importante: A COISA mais importante. Não apenas porque eu, então na flor dos meus 22 anos, era basicamente o fã-padrão da banda: o introspectivo-peganinguém-sensível-fã-de-melodias-pop-e-guitarras-distorcidas-que-sempre-levou-o-rock-a-sério-demais. Mas porque também, dentro do mundinho do college rock noventista (uma cena já em queda criativa na época), “Pinkerton” representou um marco histórico. Eram 10 canções curtas e aparentemente simples, sem arranjos mirabolantes nem experimentos radicais. No entanto, sutilezas mil desdobravam-se a cada nova audição: das mudanças de tom em “Across the Sea” à progressão de acordes no refrão de “Falling for You”, do compasso torto de “El Scorcho” às variações de dinâmica em “The Good Life”. Cada música contava uma historinha própria e mesmo assim o conjunto formava uma narrativa coesa. O carinha cansado do sexo fútil e sem conexão (“Tired of Sex”) se apaixonava de novo (“Getchoo”, “No Other One”), decidia que não valia à pena (“Why Bother?”) e resolvia fantasiar com uma garota distante (“Across the Sea”). Depois chuta o balde e resolve cair na vida de novo (“The Good Life”), mas acaba se apaixonando por uma lésbica (“Pink Triangle”). Ao final, exausto com a montanha-russa de paixões, usa uma frágil borboleta capturada (“Butterfly”) como metáfora para a impossibilidade de se aprisionar o amor. Ou seja, um álbum conceitual sobre (i)maturidade emocional e (des)educação sentimental, embalado por melodias grudentas e guitarras altas e que ganhava vários pontos de bônus por soar extremamente sincero… algo que, a longo prazo, teria uma parcela de culpa sobre o aparecimento do chororô emo. Eu havia me apaixonado pelo Weezer já no primeiro disco, e a combinação alto nível de inspiração musical + ressonância emocional foi letal para mim. Decorava as letras, tocava (ou tentava tocar) as músicas no violão, buscava qualquer informação sobre o disco e a banda. Reouvir “Pinkerton” hoje me remete diretamente àqueles dias, em que eu acabara de sair da faculdade e encarava meu primeiro emprego como jornalista, um jovem adulto com milhares de dúvidas e frustrações sobre amor, sexo, dinheiro e carreira.

Esta crônica, entretanto, não é sobre “Pinkerton”: é sobre “Everything Will Be Alright in the End”, o disco novo do Weezer. Na verdade, é mais sobre como o disco novo me fez pensar em como nós — eu e o Weezer — envelhecemos nessas duas décadas.

Poucas bandas me decepcionaram tanto quanto o Weezer nos últimos 10 anos. (Entre as bandas com as quais me importo, claro.) Desde “Make Believe”, o quinto disco, e lá se vão quase 10 anos, Rivers Cuomo e seu grupo vêm descendo desembestadamente a ladeira da irrelevância. Dos quatro álbuns que eles lançaram entre 2008 e 2010, só consigo me lembrar de uma única canção. Mesmo assim, estoico e fiel, comprei-os todos, nem sei bem por que. Provavelmente iria comprar também “Everything Will Be Alright in the End”, sem qualquer esperança de que o álbum fosse quebrar a longa sequência de mediocridades. Algo parecia diferente desta vez, entretanto. Gente que tinha ouvido o disco andava por aí comentando que tratava-se de “um retorno aos bons tempos”. Os relatos davam conta de que as guitarras estavam de volta, as melodias estavam melhores, e que algumas músicas até — gasp! — lembravam o Weezer dos anos 1990! Seria possível? Baixei o disquinho no Soulseek, meti no iPod e resolvi ouvi-lo num ambiente adequado: deitado na areia da praia do Leme, no Rio de Janeiro, no feriado do Dia da Consciência Negra.

“Everything Will Be Alright in the End” não é o anunciado retorno ao Weezer dos três primeiros discos. É, no máximo, um esforço para retomar o rumo esboçado em “Make Believe” e que a banda não teve capacidade (ou vontade) de seguir nos anos seguintes. Eu já tinha ouvido o primeiro single, “Back to the Shack”, e não ficara muito entusiasmado. Junto ao resto do disco, a canção faz um pouco mais de sentido, perfilada a outras que remetem ao álbum de 2005: “Eulogy for a Rock Band”, “Lonely Girl” e “Foolish Father”. Outros momentos — especificamente “Cleopatra”, “Da Vinci” e “I’ve Had it Up Here” — se limitam a requentar o pop-rock genérico dos discos mais recentes, com resultados entediantes. “Go Away”, com vocais da cantora do Best Coast, Bethany Cosentino, é bonitinha, mas nos bons tempos não passaria de um B-side. A melhor e mais ambiciosa canção do novo disco é a única que realmente recupera o clima dos dois primeiros discos: “The Futurescope Trilogy”, que vem dividida em três partes (dã), das quais duas são instrumentais.

O problema ao confrontar “Everything” com o passado do Weezer é que isso também força um confronto entre o ouvinte de hoje (40) e o do passado (22). Quando Rivers olha para o passado e busca resgatar uma sonoridade “vintage Weezer”, inevitavelmente se impõe uma reflexão sobre o tempo que passou e sobre como a banda atual se resume a um simulacro do que fora há 20 anos. Aí surge o paradoxo 1: o Weezer de “Pinkerton” está inextricavelmente ligado à pessoa que eu era em 1996. Eu segui adiante, e isso me habilita a olhar para trás com nostalgia, mas também com distanciamento. Já o Rivers Cuomo de 2014 agarra-se desesperadamente ao Rivers de 1996 e não parece conceber um presente (nem um futuro) desenraizado do passado. Paradoxo 2: “Everything”, na prática, nem é tão diferente assim de “Pinkerton”. A diferença é que como nós, ouvintes, amadurecemos — e a música, não — falta a ressonância emocional que, outrora, fazia do banal algo grandioso. Exemplo: a letra de “Ain’t Got Nobody”, a música de abertura do disco novo, é vergonhosa. Como um sujeito adulto não se embaraça ao escrever (e cantar! Em público!) aqueles versos? Mas no fundo, não há muita distância entre versos como “Ain’t got nobody / Ain’t got nobody / Ain’t got no one to really love me” e “No, there is no other one / No, there is no other one / I won’t have any other one / Though I would / Now I never could with one”.

Será que, como dizia alguém mais sábio, a história se repete primeiro como farsa, depois como tragédia? Na trajetória do Weezer, “Make Believe” seria a farsa e “Everything Will Be Alright in the End”, a tragédia? Menos, menos. Não seria o primeiro caso de uma banda que atinge seu ápice cedo demais e, exaurida, gasta o resto de sua discografia tentando buscar o brilho perdido. Voltando à análise confessional, digo que sempre ouvirei “Pinkerton” como um souvenir de uma época importante de minha vida… e também como um tremendo disco de rock, que se sustenta independentemente de qualquer contexto emocional/histórico. Alguém diria o mesmo sobre “Everything Will Be Alright in the End”? E mais: tenho certeza de que hoje, em 2014, não apenas mudei em comparação com quem eu era em 1996, mas mudei para melhor. Poderia Rivers Cuomo dizer o mesmo? Talvez ele apenas se conforte na crença de que tudo vai dar certo, no final.

 – Texto de Marco Antonio Bart (@bartbarbosa), jornalista que assina o blog Telhado de Vidro

Leia também:
– Entrevista: Brian Bell: “Nossas músicas deixam as pessoas felizes” (aqui)
– “Hurley”, do Weezer: Ainda não foi dessa vez que eles voltaram a ser geniais (aqui)
– Weezer: “Red Album” soa preguiçoso mas supera “Maladroit” e “Make Believe” (aqui)
– “Raditude”, do Weezer: Rivers Cuomo prefere bancar o difícil (aqui)
– “Make Believe”, do Weezer: a banda enfim reencontrou sua melhor forma (aqui)
– Weezer em Curitiba: Dezenas de clássicos cantados em coro pelo público (aqui)

14 thoughts on “No final, tudo vai dar certo, Rivers

  1. Esse último disco não vai mudar a vida de ninguém, mas, pelo menos, tem um pouco mais de sal do que o insosso “Hurley”. Não dá para negar que deve ser o melhor desde o Make Believe. Acredito que o disco vermelho e o Raditude tinha algumas poucas boas canções perdidas no meio de uma porção bem ruim.

    Mas, se você for parar para pensar, desde que o Rivers Cuomo parou para concluir os estudos, a banda nunca mais foi a mesma. São dois discos excepcionais e depois um monte com alguns bons momentos. Até o bom disco verde acaba perdido nessa névoa do Weezer do século XXI.

  2. Então, eu acho que essa “queda” do Weezer se deve por dois motivos:

    1. Rivers Cuomo não é a mesma pessoa de 20 anos atrás por uma questão óbvia: as pessoas mudam com o tempo.

    2. Pelo que eu entendi nas entrevistas que eu vi, ele liga MUITO pra a crítica, pros fãs, pro sucesso COMERCIAL do álbum, etc. E quem não liga? Acontece que Pinkerton não obeteve tal sucesso comercial nem crítico. Muita gente falou mal do álbum e vendeu muito menos que o anterior, e pro Pinkerton, Rivers se doou 100%. Todos seus sentimentos ele expôs ali, todas suas fraquezas. Como o álbum não teve sucesso, ele se sentiu muito frustrado e responsável pelo fracasso da banda, inclusive sentindo pelos outros membros. Então ele achou que devia remar justamente na contramão do caminho que ele fez no Pinkerton.
    Foi aí que ele começou a explorar mais o pop mesmo, com letras fáceis de entender, não muito profundas e algumas vezes sem sentido algum (como Hash Pipe, que ele apenas bebeu muito e escreveu coisas sem sentido). E o que aconteceu? O Green Álbum foi um dos maiores sucessos comerciais do weezer, e a própria Hash Pipe foi um grande single. A partir daí ele continuou por esse caminho, mas se afastando cada vez mais da ideia original, e exatamente nesse ponto que se dá a queda.

    Particularmente, achei o EWBAITE muito bom. Não é um retorno à velha forma, como muitos pregam, mas é um álbum e tanto. Mas pra isso, tive que me desfazer um pouco da imagem que eu tinha do Weezer original. Na minha cabeça tento dividir Weezer em duas fases: século XX e século XXI, porque é basicamente isso.

    Depois posso passar a entrevista que ele fala sobre o Pinkerton. Foi numa sessão no Guitar Center. O único link que eu tenho é privado, e não sei se posso passar por aqui, haha. Qualquer coisa, pode pedir.

    Abraço, belo artigo.

  3. Bela crônica/resenha, curti bastante. 🙂

    Eu tenho a impressão que as melhores composições do Rivers dependem muito de autobiografia. O Pinkerton é bom porque, como disse o Ramgund aí em cima, o Rivers ~~abriu o coração~~ ali e colocou muito da vida dele nas canções. Mesmo “Pork and Beans”, que deve ser uma das melhores músicas do Weezer do Maladroit pra cá, só saiu depois que a gravadora disse que o disco tava fraco e sugeriu o Timbaland como produtor, o Rivers deve ter ficado puto e fez uma letra cheia de autoironia e humor.

    Problema (ou não) é que a vida dele mudou radicalmente desde então (natural, né? acontece com todo mundo), hoje ele é um cara que tá bem, casado, com filhos. Me parece que ele não soube achar outra forma de compor sem ser a autobiografia, aí tudo que ele escreve parece genérico, já que ele não tem mais a própria experiência como base ou inspiração. O Make Believe tá cheio de músicas assim, e mesmo o Green vai um pouco nessa linha — o Rivers já disse que o que escreveu as letras meio no automático, sem nada especial em mente.

    Mesmo assim, eu gostei bastante do EWBAITE. Ele soa bem menos piloto automático que a trinca Red-Raditude-Hurley (sério, tem hora ali que parece que eles desencaram de ser uma banda), mais elaborado, mais redondo, mais disco mesmo. Espero que continuem assim, seria uma carreira bem digna pra uma banda veterana.

  4. Pra mim, a banda acabou depois do Pinkerton. E, pode crer, melhor pensar assim do que se decepcionar a cada novo disco…. Bateu uma tristeza com esse disco novo? Dá nada, não: bota o Blue album ou o Pinkerton pra bombar a toda que tá tudo resolvido.

  5. Gostei muito do EWBAITE, na minha opinião disputa com o Green o posto de terceiro melhor da discografia deles. É um disco muito mais coeso que os anteriores, mais bem produzido (e interpretado) e com grandes canções como ‘British’, ‘Foolish Father’, ‘Eulogy’ e a sensacional trinca final.

    O que mais gostei nesse texto é a reflexão sobre a passagem do tempo. É ingênuo ficar a cada lançamento esperando um Pinkerton, como muitos fazem. Penso que EWBAITE é um grande álbum por ser o melhor que o Weezer de hoje pode ser.

  6. Eu não fico esperando um novo Pinkerton. Eu não espero nada do Weezer, na real. Como disse, pra mim a banda já acabou faz tempo. Quem gosta destes discos recentes, bom, que goste, oras.

  7. Achei o disco bem sem sal no começo, mas do meio em diante mudei de opinião e pirei na trilogia final. Concordo com o Ricardo: disputa o posto de terceiro melhor da discografia com o Green. Pra mim, uma surpresa daquelas porque, como o Paulo, eu já não esperava coisa alguma do Weezer.

  8. Todas músicas dos 3 últimos álbuns melhores ou iguais do que os 2 primeiros :

    *I’m Your Daddy
    *Put Me Back Together
    *In The Mall
    *The Prettiest Girl in the Whole Wide World
    *Brave New World
    *Blowing My Stack
    *Trampoline
    *Everyone ( nessa eu pensei que o Nirvana tinha voltado. Expetacular !!! Melhor música com baixo bateria guitarra e voz dos últimos 20 anos sem medo de errar )

  9. Ah e esqueci de “(If You’re Wondering If I Want You To) I Want You To” também maravilhosa. Ainda não ouvi esse último mas ouvirei e acho difícil ser ruim. Ainda não consigo entender o que os roqueiros esperam das suas bandas favoritas ou especiais. Será que não aprendemos nada com o AC/DC ???

  10. Ótimo texto, mas discordo: “Everything will be alright in the end” é um disco muito bom, o melhor do Weezer nos últimos 13 anos. Embora do álbum verde a “Hurley” haja bons singles (“Hash Pipe”, “Dope Nose”, “Beverly Hills”, “Pork and Beans”, “Troublemaker”…), de fato não foram discos tão consistentes quanto o álbum azul e “Pinkerton”.
    Concordo com Ramgund e Giovanni: os melhores momentos do Weezer são as canções autobiográficas de Rivers Cuomo. O trunfo dos dois primeiros álbuns da banda reside no tom confessional (e freqüentemente auto-depreciativo) de faixas como “Only in Dreams”, “Tired of Sex”, “Across the Sea”, “The Good Life” etc.
    O disco novo é um prato cheio nesse sentido: gostei das letras de “Eulogy for a Rock Band”, “I’ve Had it Up Here” e “Back to the shack”.
    A melhora também é nítida nas melodias: “The British are Coming” e “Go Away” (ainda mais com os backing vocals da Cosentino) ficaram deliciosas, e a trilogia progressiva do final é surpreendente.

  11. Pois é, Kaio, e justamente por isso que esse álbum é legal, porque Rivers volta a escrever sobre o que ele pensa e sente. Ele mesmo falou isso, e inclusive separou o álbum em três partes: sobre a relação dele com mulheres, com os fãs e com seu pai. Talvez esse seja o real retorno aos tempos antigos que ele quis dizer, não em relação ao som propriamente dito, mas em relação à forma como ele compõe, como ele se expressa através da música, o que deixa o álbum ainda mais legal, haha.

  12. Na boa, Maneirista, sem querer causar polêmica, mas teus comentários soaram meio fanzoca, sabe, tipo “defendo os caras acima de tudo”. Mas gosto é gosto, música que serve pra um, não serve pra outro. Em primeiro lugar, tu resolve fazer uma espécie de coletânea dos TRÊS últimos discos pra tentar justificar a produção recente do Weezer frente aos dois clássicos iniciais. Ora, assim é fácil. É claro que o Rivers Cuomo consegue ainda compor um ou outro som bala na agulha, mas vamos falar sério, os discos em si não convencem ninguém (talvez só os fanzocas mesmo), são irregulares, fraquinhos (aliás, pelo menos metade destas músicas que tu listou são bem ruinzinhas, meu deus). Ou seja, essa tua coletânea de TRÊS discos não dá MEIO blue album ou Pinkerton. Sinto muito KKKK. E dizer que Everyone é a melhor música baixo-bateria-guitarra-vocal dos últimos anos 20 anos é de uma inocência constrangedora. Você precisa ouvir mais música, rapaz KKKKKKKKK, e parar com esse deslumbre por qualquer coisa. Quanto a aprender algo com AC/DC, o que deveríamos ter aprendido? Que virar uma cópia piorada e requentada de si mesmo pode sustentar por muito tempo uma carreira? Ora, isso é recorrente no rock: que o diga Ramones, Iron Maiden, Rolling Stones, Guns n’ Roses etc, todos covers de si mesmos durante décadas. Não quero ser o dono da verdade ou caga-regra, mas é necessário reconhecer quando a fonte seca e as coisas ficam meia boca. No caso do Weezer, a fonte só durou dois discos, fazer o que. Mas nada disso importa: se tu acha que os caras apavoram ainda, vai na fé. Só não tenta passar esse migué KKKKKKKKK.

  13. Vamos lá brother Paulo. Os 2 primeiros discos do Weezer são superestimados. Nem gosto tanto deles assim. São bons discos de rock como todos os outros deles. Uns um pouco mais e uns um pouco menos. E em todos tem umas 2 ou 3 canções realmente especiais. Aquela foi a minha lista dos 3 últimos pois não acho que eles estejam descendo a ladeira não. Agora discutir o gosto iria alongar a discussão. “Everyone” é com baixo bateria guitarra e voz a minha favorita que ouvi. Pode ter outra perdida por ai que eu goste mais mas ainda não ouvi. Tem uma que chegou perto. “Rock n Roll Train” adivinha de quem ??? Foi o que eu aprendi com o AC/DC. Num mundo onde tudo é passageiro e superficial você tem um artista que mostra com dignidade como é que se faz. Quando eu ouço, lembro que o rock, aquele que um dia traduziu os sentimentos de rebeldia do mundo ainda está por ai. Se você prefere criticar Stones, Maiden, Guns etc…Tudo bem a escolha é sua. Eu prefiro procurar uma pepita perdida pois sei que eles sim podem fazer isso. E lembre-se : O gosto é inimigo da arte.

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