Entrevista: Manuche

por Rodrigo Guidi

Com influência do blues elétrico das décadas de 50 e 60 e do rock and roll de bandas tradicionais como Rolling Stones, AC/DC e Beatles, a banda Manuche lança seu primeiro álbum, “Livre”, que traz melodias com timbres de gaita, pianos, órgãos Les Paul e Hammonds, que se misturam em letras que trazem temas atuais e mostram que o rock nacional ainda conta com fôlego de sobra para inspirar as pessoas.

Formado por Tom Gil (guitarras) e Feeu Moucachen (voz e gaita), o Manuche contou com apoio em estúdio de Fábio Sá (baixo), Thiago Rebello (bateria) e Zé Ruivo (piano) além de participações especiais de Andreas Kisser, Tuco Marcondes, Billy Brandão, Walter Villaça e Felipe Cambraia.

Em meio aos ensaios para a turnê de lançamento de “Livre”, Feeu Moucachen conversou com o PLUG, parceiro do Scream & Yell, sobre a banda, o trabalho e qual a expectativa com relação ao disco. Confira o bate papo:

Como surgiu essa união com Tom Gil, já que vocês sempre trabalharam sozinhos na cena musical paulistana?
Nos conhecemos por meio de minha tia Stela, que é amiga do Tom. Ele havia comentado com ela sobre esse projeto de montar uma banda, então ela comentou sobre mim, disse que também era músico. Ele tentava fazer um trabalho autoral e não estava conseguindo reunir um pessoal bacana. Nos conhecemos, fizemos uma reunião e vimos que tínhamos pontos em comum e decidimos tocar o projeto.

Isso foi há quanto tempo?
Faz uns dois anos, mais ou menos.

De onde surgiu a inspiração para o nome da banda (um termo cigano derivado do sânscrito que significa “homem livre”)?
O Tom já tinha ideia de usar o nome em um projeto novo que estava parado. Ele me mostrou o nome, eu gostei e resolvemos adotá-lo como o nome da banda.

Como foi para vocês definir os convidados para o disco?
Primeiro fizemos uma busca por estilo de cada músico, levantando qual músico se encaixaria em nosso estilo, daí a gente foi atrás deles. Como o Tom já os conhecia, fizemos o convite.

Como está sendo o trabalho de divulgação?
Está indo muito bem. Com três semanas já estamos com 7 mil seguidores na fanpage (do Facebook) e mais de 9 mil visualizações no YouTube. A divulgação está sendo muito boa e as pessoas estão gostando do trabalho.

Vocês estão fazendo shows só na Grande São Paulo ou pretendem levar o show para outros locais?
A gente pretende levar o show para o Brasil inteiro, mas ainda não estamos fazendo o show (dom disco). A gente está ensaiando para começar a turnê.

Como está sendo o trabalho de venda do disco?
Ele já está à disposição em alguns pontos aqui em São Paulo e também já está em algumas lojas fora de São Paulo e no iTunes.

Como foi a escolha do repertório do disco?
A gente quis montar uma sequência para mostrar a imagem da banda, que é uma coisa mais rock and roll, depois umas faixas marcantes, baladinhas, para deixar um clima no CD para ele ser ouvido, guiando a pessoa, sem ser enjoativo.

Quais as influências musicais suas e do Tom que estão presentes no disco?
O disco tem muito de Black Crowes e Rolling Stones. Está bem pegado mesmo e é mais ou menos esse nosso estilo musical, o rock and roll que vai desde AC/DC, Led Zeppelin, The Purple. Sou beatlemaníaco também, tem Eric Clapton. Toda nossa escuta musical.

Há uma lenda que diz que quem gosta dos Beatles não gosta dos Stones. Como você vê isso?
Acho que isso é coisa de gente pouco evoluída (risos). Brincadeiras à parte, há esse boato mesmo, mas é besteira. Gosto e admiro os dois e acham que são duas puta bandas com uma grande história. São dois estilos musicais que são uma história para todo mundo.

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Rodrigo Guidi (@rodrigoguidi) é jornalista do caderno Plug, do jornal Gazeta de Limeira

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