Entrevista: Mallu Magalhães (2009)

mallu

por Marcos Paulino

Mallu Magalhães não gosta de planos. “Vou levando a vida”, diz. É assim, meio despretensiosamente, que a paulistana, de apenas 17 anos, chega ao seu segundo disco. A exemplo do CD de estreia, antecedido por uma enorme repercussão de suas músicas na internet, este também tem como título apenas o nome da garota, cuja história já é bem conhecida: tinha 15 anos quando lançou quatro canções na internet, entre elas “Tchubaruba”, que fizeram enorme sucesso, até que ela foi contratada por uma grande gravadora etc. e tal.

Hoje, após expandir seu trabalho para além da internet, Mallu parece mais madura. Principalmente se comparada à maioria das meninas de sua idade. Essa nova fase está refletida nas 13 faixas do novo disco, sete em português e seis em inglês. A produção ficou por conta de Kassin (leia-se Caetano Veloso, Los Hermanos, Vanessa da Mata…). Marcelo Camelo e a banda paulistana Jennifer Lo-Fi também fazem suas participações no álbum, que deve cair no gosto dos fãs. É sobre este álbum que ela conversou com o Plug, parceiro do Scream & Yell.

Por que seu segundo disco, como o primeiro, chama-se apenas “Mallu Magalhães”?
Porque não tenho capacidade de inventar um nome (Risos). Não consegui mesmo achar um nome. Pensei em colocar “Mallu Volume 2”, como o Chico (Buarque) fazia, mas aí teria que ser “Maria Luíza Magalhães Volume 2” (Risos).

Depois de um ano do lançamento do CD de estreia, você evidentemente amadureceu. Isso se reflete neste novo trabalho?
Aconteceu muita coisa neste ano. A gente vai vivendo e quanta coisa não aprende, não passa, né? A gente melhora ou piora, são novas experiências, aflições, angústias, preocupações. É uma nova leva de valores que tem reflexo no disco. Tem também as influências. Pesquisei muito sobre o Chico Buarque, Nara Leão, por quem fiquei apaixonadíssima. Também amo Vinícius (de Moraes), Tom (Jobim). Tudo isso forma uma mistura, e fica um pouco diferente, mas continuo a mesma.

Como foi ter o Kassin na produção do disco?
Sempre fui muito fã do Kassin. Vi nele a possibilidade de alguém para cuidar dos dois lados do CD, um das faixas em português e outro das músicas mais voltadas ao folk, ao rock. Nos demos muito bem, foi muito legal.

Quando você lançou o primeiro CD, disse em entrevista ao PLUG (leia aqui) que as letras surgiam para você em português ou inglês naturalmente. Continua assim?
Continua, o processo é o mesmo. Teve uma canção que comecei a escrever em inglês, aí meu pai me disse para fazer em português. Relutei, mas ele insistiu e eu fiz. Ficou bom.

O disco tem várias participações especiais. Como você escolheu quem participaria?
A Jennifer Lo-Fi é uma banda muito promissora de rock progressivo e, quando conheci o trabalho deles, fiquei imaginando como poderiam interpretar uma música antiga minha, “O Herói, o Marginal”, para a qual eu vinha procurando um jeito de tocar. Então os chamei, eles produziram a canção e gravamos. Tive outras participações de amigos que estavam por perto, que fizeram coro e outras coisas.

Você surgiu como um fenômeno da internet, mas acabou ganhando espaço também em outras mídias. Com isso, seu público mudou?
Sim. Fico feliz quando vejo, nos meus shows, todas as idades possíveis, desde pai com bebê e a criança que quis ir até jovens e adultos. É legal estar aberto a todas as mídias. Não é todo mundo que acessa a internet com frequência.

Você tem uma vida muito diferente da de outras garotas da sua idade?
Talvez sim. No trabalho, a gente convive com pessoas mais velhas, tem que ter profissionalismo, lidar com questões financeiras, legislação, pagamento de impostos. Você acaba conhecendo o mundo, cai na vida. Sinto bastante diferença nos valores, não frequento boate, não gosto de sair à noite, nem de bebida e cigarro. Mas São Paulo é tão grande, que encontro pessoas da minha idade com jeito de pensar semelhante.

Apesar de estar lançando um disco novo agora, você já pensa em projetos para o futuro?
Nunca fui muito de fazer planos. Não sei me programar, nem que dia é hoje, em que mês a gente está, o que aconteceu ou o que vai acontecer. Vou levando a vida. Tenho que me colocar umas regras para pelo menos programar a próxima semana. Tenho sonhos e venho tentando encaixá-los nos próximos anos. Tenho muita vontade de fazer projetos em outras áreas de expressão, como moda, artes plásticas. Sou bem curiosa, estou sempre pesquisando tudo. Na minha carreira, vou encontrar oportunidades para expressar todos os meus lados.

Como será a turnê do CD novo?
Estamos começando a receber os contratantes e temos tido bastante procura. Estamos marcando alguns shows, mas a turnê começa mesmo no ano que vem. Mas continuamos fazendo festivais, como o de Verão em Salvador, em Floripa. Quando virar o ano, começamos a colocar em prática a agenda de casas de shows e teatros.

*******

Marcos Paulino é jornalista e editor do caderno Plug, do jornal Gazeta de Limeira


“Mallu Magalhães”, Mallu Magalhães (Sony)
por Marcelo Costa

Se Mallu Magalhães tivesse 30 anos, ela não existiria no mundo pop. Destino provável: estaria tocando em seu quarto nas horas vagas de seu emprego público. Serviu de marketing o fato de compor com tão pouca idade (nem tão pouca se lembrarmos que Mozart começou a compor minuetos para cravo aos cinco anos) e também o auxilio da divulgação via internet, o que não quer dizer que ela seja realmente boa: Mallu é fruto de uma época estranha, em que a qualidade vem em segundo, terceiro plano. O que importa é o inusitado.

No entanto, ela está fazendo a parte dela, que é gravar discos e crescer em frente ao público, e isso abre boas perspectivas para o futuro. Sim, porque ao contrário das bandas novatas cujo terceiro disco define realmente o que o artista tem a dizer, Mallu talvez se transforme em algo grandioso ali pelo quinto, sexto álbum. Talvez. Por enquanto, ela não chama a atenção pela qualidade de suas canções, mas sim pela postura (calculada?) nonsense em entrevistas e pelo fato de ser uma compositora menor de idade.

Assim, “Mallu Magalhães”, segundo disco homônimo da cantora (e primeiro de um contrato de cinco álbuns com a major Sony), é uma colagem/bobagem pop que abraça o folk e a MPB e sai a bailar por um cenário lúdico que mais parece um quarto colorido de criança. É tocante ver a inocência em estado bruto de alguém que ainda não trocou de pele, que ainda não levou uma rasteira da vida e muito menos comeu o pão que o diabo amassou por amor. Falta dor e maldade ao disco, e a inocência exagerada constrange.

A influência do namorado Marcelo Camelo (e, por conseqüência, do Los Hermanos) desabrochou e pode ser vista em números como “Versinho de Número 1”, “Compromisso” ou mesmo no reggae “Shine Yellow” (e mais umas quatro canções). Mesmo com o tom de voz não ajudando nem um pouco, Mallu canta mais canções em português neste segundo disco. Há arranjos de cordas na boa “É Você Que Tem” e participação de Mauricio Takara (Hurtmold) na bateria e percussão em cinco músicas e de Camelo fazendo vocais em três e assoviando outra.

Mallu transpira honestidade, mas estamos falando de música, não de empréstimo de dinheiro. O fato de ter 17 anos não pode servir como desculpa para que a tratem de forma conivente. Assim, “Mallu Magalhães” é um disco bonitinho que não incomoda se tocado em uma sala de espera de dentista, e pode até ninar bebês recém-nascidos. Mais que isso é exagero. Mallu vai crescer (mais do que os 10 centímetros que cresceu de 2008 para 2009), vai sofrer e, talvez, escrever grandes canções. Uma grande artista pode estar surgindo, mas só vamos descobrir isso daqui uns cinco, dez anos. Quem quiser esperar…

*******

Marcelo Costa é editor do Scream & Yell e assina o blog Calmantes com Champagne

50 thoughts on “Entrevista: Mallu Magalhães (2009)

  1. Taí uma resenha honesta. Nem passa a mão na cabeça, nem deseja apenas destruir. Em outros sites de cultura pop conhecidos aí do mundo virtual brasileiro falou-se muito bem do disco, falando até sobre ser ”um dos melhores discos do ano”. Ultimamente, pessoas – jornalistas – que deveriam ser especializadas em separar o joio do trigo ultimamente são as primeiras a abraçar a construção espetacular midiática e a multiplicá-la pelos espelhos virtuais (e o pior, de graça! sem estar sendo bancado pelas gravadoras). Basta ver as porcarias inglesas e americanas que tentam nos enfiar goela abaixo como ”as grandes revelações do Brooklin” ou merda do tipo. E de simulacro em simulacro perde-se a noção do que é uma música realmente fodida, cantada com alma e coração, não apenas porque “é legal ser artista e nem é difícil, afinal, fazer uma musiquinha pop” (o que não é mesmo). Valeu pela honestidade, Marcelo. É massa ver que você não tem medo de ficar mal com o pessoal bacana de SP. Abraço!

  2. Eu acho que o cd tem varias qualidades que não são encontradas assim tão facilmente ,
    qualidades que você não percebeu . sua resenha foi diferente da grande maioria , mas ainda é em cima do muro e mediócre . ” Mallu transpira honestidade, mas estamos falando de música, não de empréstimo de dinheiro ” essa frase é imbecil e contradiz textos que você escreveu criticando a situação da musica brasileira .

  3. Bem, Marcelo. Eu particularmente não gosto da Mallu. Mas vamos melhorar o nível da argumentação. Comparar ela com Mozart é patético, porque você compara números retirando a coisa do contexto histórico. Na época do Mozart nem infância existia. Texto pobre e você sequer fala do disco em si mesmo. Recicla mais preconceitos do que qualquer outra coisa. Além disso, embora eu ache que seu gosto musical seja até bacana, colocar Wilco The Song como canção do ano é no mínimo patético, assim como colocar uma canção do Morrissey entre as cinco. E olhe que eu sou fã dos dois, mas se você quer falar de qualidade, então deixe o fanatismo de lado. Wilco já não faz um grande disco desde A Ghost Is Born. E o Morrissey é bacana, mas por mais que eu o ame, já não tem tanto a acrescentar para além das letras. E isso soa até contraditório, porque se você fala da ingenuidade da Mallu, o meu amado Morrissey também parece que não cresceu tanto assim. Enfim. Um abraço!

  4. Manoel, não sinta-se envergonhado. Pode citar as frases que eu falei e que, por acaso, eu tenha me contradito. A música brasileira está em uma fase excelente, mas Mallu não tem nada a ver com isso.

    Guilherme, tem gente que acha que Mallu é gênio. Mozart pra mim é gênio. Isso já coloca as coisas em ponto passível de argumentação. Estou tentando relatizar e é lógico que é fora de questão. Escrevi um tempo atrás que os adjetivos estão perdendo o valor, e essa crítica a Mallu também é uma crítica a desvalorização dos adjetivos. Quanto ao Wilco, como falar em fanatismo se você acha A Ghost Is Born relevante. Ela já deixava muito a desejar. Escrevi sobre isso aqui. Gostei de “Wilco, The Song” porque ela é simples e resgata algo que eles tinham em “Summerteeth”, e perderam. Quanto ao Morrissey, é o que você falou: a letra. “That’s How People Grow Up” ajuda a explicar o que penso sobre a Mallu:

    Eu estava desperdiçando meu tempo
    Tentando me apaixonar
    A decepção veio até mim e me chutou
    Me encheu de hematomas e me feriu

    Mas é assim que as pessoas crescem
    É assim que as pessoas crescem

    Ela vai crescer quando viver algumas coisas que estão nessa letra. Preconceito? Por favor, menos. Eu tenho mais de 7 mil discos em casa. Amo ouvir música. A coisa que eu mais gostaria era de ouvir uma grande canção, algo que me deixasse estupefato. O problema não é a Mallu ter 17 anos. O problema é ela ser o que é por ter 17 anos. Ela tem o meu beneficio da dúvida, afinal, “dei” a ela de cinco a dez anos para lançar um grande disco (como se a minha opinião fosse realmente importante para o futuro dela). Pode acontecer antes. Pode nunca acontecer. Preconceito? Desculpe, mas você anda acreditando demais no politicamente correto. Enfim. abraço.

  5. Me diz uma coisa Marcelo… Já que vc é o dono da razão: Vc sabe pelo menos afinar um violão? Já fez alguma música na vida?
    Só por curiosidade.

  6. Grande Marcelo! Respostinha previsível a sua! Eu acompanho seu blog há um bom tempo, meu chapa, e sabia que você ia puxar pro “A Ghost Is Born”. Eu particularmente não vejo fanatismo nenhum da minha parte em gostar do “A Ghost”, até porque muita gente boa gostou do disco e o tem com um dos grandes da banda. Mas eu não insisto em dizer que os dois últimos discos da banda são primorosos, apesar de ser fã. Fanatismo é isso: defender com unhas e dentes qualquer coisa que seus ídolos fazem. De mais a mais, lembro-me também que você tentou fazer uma espécie de arremedo do A Ghost Is Born quando soltaram o disco ao vivo da banda, por volta da aparição no Tim. Você disse algo como “só agora a ficha caiu e eu consigo ver a grandiosidade do disco”. Interessante. Ok. Quanto ao Morrissey, gosto dele, como disse, é divertido e não é exatamente ruim, mas se apenas letra fosse o critério, bastariam poesias, não? Música, que eu saiba, é mais que “a poesia”. Eu particularmente concordo com você que a Mallu não é um gênio e eu nunca disse isso. Disse apenas: analise o trabalho dela. Você perde mais tempo com ressentimentos em torno da imagem dela do que falando do disco. A minha crítica a você é que não tem argumentos na resenha que não ressentimento com a dimensão dela. Então, a coloque no lugar e fale das canções. Porque daqui a pouco você vai resenhar um disco sem nem tê-lo escutado, só de ouvir dizer, percebe? Quem me conhece sabe que eu estou longe do politicamente correto, mas acho que você podia deixar de lado um pouquinho o seu lado fã às vezes e traçar panoramas um pouco mais realistas. Lembro da resenha sua do show so REM em que você simplesmente pegou o seu argumento – sobre o fanatismo em torno do Kaiser Chiefs – e caiu numa contradição dentro do texto, tipicamente de fã do REM, que de tão gritante até um rapaz de bom senso me poupou na época de te dar esse toque. Abraço!

  7. Acho que a Malu Magalhães amadureceu muito rápido. Começou meio Bob Dylan e em apenas dois anos já diz que ama Tom Jobim e faz um disco meio MPB. Ela nem passou pelo punk (Pistols, Fugazi, Big Black, Nirvana). Putz, que coisa mais bunda mole…

  8. Concordo com seu ponto de vista Mac. Mallu chama muito mais atenção pela idade e pelas ditas influências exóticas e “maduras” para sua faixa etária, tipo “olha que bonitinha, tão novinha e já fala em johnny cash, dylan e chico buarque”. Contudo, ainda lhe falta substância e seu trabalho é raso como um tchubaruba (foi mau, não deu pra resistir, heheeh). Realmente, se lhe sobrassem uns aninhos a mais é bem possível que suas músicas passassem em branco. Mas quem sabe a moça, com o tempo, não ratifica essa bajulação desmedida (que em parte nem é sua culpa). Por hora, não consigo me imaginar, perto dos trinta (olha a questão da idade aí de novo), apreciando algo tão ingênuo, pois sim, essa inocência exagerada constrange e deveria constranger ainda mais um bando de jornalista bem crescido por aí que tratam a moça como alguma espécie de sumidade. Pô, deixa crescer, deixa se criar, deixa engordar o caldo.

  9. comprei o primeiro disco da mallu, ouvi uma vez. não bateu nada, a mim pareceu puro hype, o que também não quer dizer nada; ainda não ouvi o segundo, mas achei tua avaliação bem interessante, mac! abraço!

  10. Discordo da crítica do Guilherme sobre sua resenha. Acho que é necessário sim desmistificar Mallu Magalhães, pois muitos não ouviram suas músicas e baseiam-se em sua imagem ou projeção midiática, que se deu de forma inusitada e explosiva. Tanto é que estive fora do país em 2008 e quando retornei para o Paraná em 2009 me surpreendi com a falação em torno dessa guria. Coisa de louco.

    Bom. A resenha está bacana, cheia de tiradas bem boladas. “Mallu transpira honestidade, mas estamos falando de música, não de empréstimo de dinheiro.” Essa matou a pau! Gosto desse estilo.

  11. òtima resenha Mac, explicitou que é realmente necessário na obra de Mallu.Só lembrando que Stevie Wonder,Michael Jackson produziram discos e canções sensacionais antes dos 20 anos e Mallu por enquanto está devendo mesmo.

  12. Putz, que povo neurado! O texto do Mac é legal sim. Eu discordo radicalmente de quem acha que fazer uma resenha é fazer faixa-a-faixa, destrinchando segundo por segundo os acordes e letras da canção. Puta coisa chata fazer isso! Um texto como esse do Mac me diz muito mais sobre o disco da Mallu do que qualquer outro faixa-a-faixa.

    E André, quem disse que ela tem que passar pelo punk? O punk acabou, meu caro. Os tempos são outros.

  13. Outra coisa é que, espalhadas por aí, há muita menina na faixa etária da Mallu Magalhães fazendo coisas muito melhores. Basta ouvir aqui esse pernambucana de 18 anos:

    http://www.myspace.com/solodolorez

    Escutem “Lacuna” e comparem com qualquer coisa de Mallu (ou de quase todas as bandas de SP). O nível está absurdamente acima: uma noção melódica fodida, e uma voz de verdade.

  14. Mallu é uma das piores coisas que ja ouvi. Menininha mimadinha, metida a ‘neo-adulta-cult’..ainda mais depois de Camelo. Talento pra compor, tocar, pode até ter, mas devia ser menos metidinha a ‘nemseioquetodizendoesouinteligente’. Acho ela insuportavel.

  15. Para mim o Marcelo simplesmente não viu as qualidades do cd , não acho que uma resenha precisa discutir faixa por faixa , mas precisa discutir a essência do disco . que bom que alguem fez uma critica negativa , as outras criticas estavam muito ” enlatadas ” , mas ainda não estou satisfeito . Não preciso dizer que gosto do blog , por mais que a frase tenha me irritado e eu não tenha gostado da critica , eu continuo lendo e discutindo e xiita não faz isso. Roger , pensando nessa logica você não pode escrever sobre o texto dele já que você não é jornalista . André , acho que um artista brasileiro não precisa passar pela historia do punk , é mais maduro sim ela ir direto para as raízes e entre Bob Dylan e Tom Jobim existe coisas muito mais importantes do que as bandas que você falou . Mac , você dá a hipótese de que se a Mallu tivesse 30 anos suas canções não bombariam tanto assim , se isso tivesse acontecido , o cd dela estaria na lista dos 10 cds gratuitos que você postou , que alguns transbordam honestidade e ingenuidade e tem letras infinitivamente menos madura dos que a da Mallu , gosto de vários cds da lista , nem quero falam mal deles , só quero dizer que se ela não tivesse o histórico que ela tem e fosse desconhecida você escutar o cd de uma forma mais otimista ( concorda ? ) . Quando eu falo que você contradiz com aquela frase é quando você critica mainstrean brasileiro , falando que o que vende mais é quem tem a perna mais bonita , claro que a Mallu não tem o publico da Ivete Sangalo , mas esta na TV , Radio e Jornal , e se você olhar bem para esse cenário a Mallu se destaca por ter essa honestidade , sendo uma das poucas que se preocupa com a musica e com a cultura popular brasileira . Eu falei que sua frase era imbecil , você quis dar uma alfinetada e eu resmunguei ,só quis te agradar rsrsrs .

  16. Eu não consigo respeitar a Mallu musicalmente, o primeiro nem escutei. Este eu escutei mas achei muito fraco, a primeira música até da pra ouvir mas, a voz dela, o jeito de cantar, enfim, não desce. Ainda dá impressão que as pessoas gostam dela como uma mascote. ACho que ela tem muito pouco talento para o Alarde que todos fazem.

    Não sei quem foi que falou também mas, tipo desde quando alguém precisa saber tocar pra falar de música? Sempre surge estes tipinhos “sabe afinar um violão”? deusulivre

  17. cara, eu tou na turma do “não conheço e não gosto e tenho raiva de quem gosta” pra esse disco novo da mallu magalhães.

    preconceito puro.

    porém, contraditório como possa ser, concordo com vc que ela tá verde e que em alguns anos ela pode melhorar.

    que mais que eu posso reclamar? ah, woody allen é uma MERDA. (not)

    grande abraço.
    hasta.
    a.

  18. Eu ouvi o disco,ele está no Myspace dela:

    http://www.myspace.com/mallumagalhaes

    Particularmente gostei muito,tá mais produzido,mais pensado e mais bem composto do que o primeiro.Qualquer um perceberá isso.É mais fluido,com certeza.Tem diferença entre aquelas músicas que ela fez de voz e violão e com banda agora.Ela evoluiu bastante,agora vocês ainda desconfiando dela.Bem,concordo com o Mac de que ela precisa sofrer um pouco pra fazer aquelas músicas.Agora o que acho que ainda há um ranço sobre uma menina de 15 anos fazer sucesso com umas musiquinhas e o resto meter o pau.Claro,ela teria que ser uma idiota fã dos Jonas Brothers ou sem nada na cabeça,melhor pra consciência,sabem?

    Não acho que ela se ache não,é do tipo dela.

  19. “Mallu é fruto de uma época estranha, em que a qualidade vem em segundo, terceiro plano. O que importa é o inusitado”. Mac, vc não acha que isso é culpa dos próprios jornalistas\críticos???? Esses mesmos que veem como sensacionais e espontaneas coisas como a cena tecnobrega!!!!!

    3 considerações minhas sobre a Mallu Magalhães:

    1.Honestamente nunca ouvi muito bem a Mallu Magalhães pra ter uma opinião formada do seu trabalho, mas pelo (muito) pouco que ouvi pareceu ser melhor que Jonas Brothers,Hanna Montana ou até Nxzero… (Não vale dizer que não dá pra ser pior! )

    2.Talvez se ela não tivesse surgido num Hype fosse melhor aceita. (E eu teria escutado com mais atenção)

    3.O Forastieri, por exemplo, ia ser fã se ela fosse negra e moradora da rocinha. Abraços

  20. Malu Magalhães é superestimada. Sua voz é enjoativa e o termo indie tá super banalizado. Não julgo se a garota tem talento ou não, o fato é que criaram um “pequeno-monstro-sagrado-super-talentoso” e me preocupa quando a mesma deixar de ser a queridinha da mídia.

    Acho que faz um pop descartável não muito diferente de uma Kelly Key por exemplo, apenas pelo fato de cantar em inglês(!!!), já que escrever por escrever, Kelly também compõe boa parte de seu repertório.

    さようなら、

  21. “não julgo se a garota tem talento ou não”

    Esse é um dos X da questão.

    Oq está em jogo, a idade dela ou a música dela?
    quem criou esse “monstro”? quem a “superestima” ela mesma? será?

    Coloque a senhorita “Camelo” no lugar, ouça suas músicas e análise seus discos,
    não são discos ruins, retalhos de boas canções, honestas idéias, letras dentro do possível para um menina da idade dela (conheço metade que nunca vai compor uma música) e oq se tem?
    Um disco de um talento promissor, a menina não é a sandy e nem pretender ser.

    Se gosto dela?
    não importa, eu ouvi o disco, dificilmente vou ouvi-lo tão cedo (to mais preocupado com o novo disco da Ellen Allien doq com ela) mas lixo nao é. A questão da idade e sua alta e exagerada exposição tem (pra mim) que ser vista fora a obra, a não ser que sua obra tivesse essa finalidade, aí sim a “comparação” tola com a Kelly Key soaria mais honesta.

  22. Ahhh…tá explicado…rsrsrs

    Los Hermanos – formação e apio:

    Integrantes
    Marcelo Camelo
    Rodrigo Barba
    Rodrigo Amarante
    Bruno Medina

    Banda de Apoio:
    Gabriel Bubu
    Valtecir Bubu
    Mauro Zacharias
    Marcelo Costa

    Ex-integrantes
    Patrick Laplan

  23. eu discordo totalmente, adoro a voz dela, e como ela compoe… acredito que o resto que dizem e pura inveja de alguem que aos 15 anos provavelmente nao tinha chegado a lugar algum… e inveja de nao ter talento como ela….

  24. Como disse o Ludovico logo no primeiro comentário, acho que tua resenha tá no ponto exato, Marcelo.

    O sentimento que tenho quanto à Mallu é bastante contraditório.

    Porque, nela, pode não ser louvável a música, a mística criada, o hype midiático. Mas, pôxa, a iniciativa da menina, sua curiosidade artística e vontade de criar, a atitude em buscar espaço, tudo isso é muuuuuuuuito louvável.

    Daí vc pensa “putz, eu bem que queria ter uma filha assim” 🙂 e aí já foi condescendente com a música, já valorizou simplesmente a intenção, já mimou, já passou a mão na cabeça… Enfim, talvez seja só o instinto paterno aflorando…

    Melhor seguir suas recomendações – esperar uns cinco anos pra sua música evoluir (e olha que ela tb tá ficando gatinha, eheheh…)

  25. Mané, a minha opinião é extramente otimista (quanto ao futuro), mas ela não é uma grande artista, tivesse 15 anos ou tivesse 50. Não é. Pode vir a ser. O comentário do Drex foi bastante pertinente, mas prum cara como eu, que já está chegando nos 40 anos, não tem como levar a Mallu à sério. Dou o beneficio da dúvida a ela e acho que ela pode vir a ser algo. Por enquanto ela é – musicalmente – um amontoado de clichês de folk e MPB (e até reggae) que já foram feitos de forma muito melhor por dezenas de outros artistas. Ela poderia ser uma zé ninguém que continuaria sendo uma bobagem. Um bobagem com futuro, mas uma bobagem. Eu vi o primeiro show dela. Ninguém conhecia. Ali ela não tinha sucesso. E ela não me impressionou. Mas sou otimista. Ela tem tudo para crescer, mas esses dois discos dela são bobagens.

  26. Você deve estar se referindo ao show da clash , eu estava lá !
    ok , eu concordo que o que ela fez já foi feito ( menos a o heroi , o marginal ) mas o que me impressiona é como ela é musical
    vou indo ..
    até o próximo cd da Mallu !

  27. acho um pouquinho de exagero, esperar 5, 10 anos.
    mas a maioria das coisas que você disse tem algum sentido e é muito mais original do que chamar ela de ‘poser’ ou só de cliche. não suporto, quando bombardeiam de criticas em torno do gosto musical dela. vários frustrados odeiam a menina só pq ela gosta de bob dylan, por exemplo, e toca isso ou usa como influencia. eu gosto dela, porque ela gosta da parada, pegou e fez. agora eu tinha uma pergunta a fazer: o que tu acha de almir sater?

  28. eu acho a Mallu muito talentosa, e como o Mac disse, ela vai tem muito tempo pra crescer… o negócio é que formaram uma baita aura de menina prodígio ao redor dela. tipo, eu toco violao e amo musica, mas nunca consegui compor uma musica, por pior que fosse auhsauhsa daí falam que a guria compos tchubaruba com 13 anos, pronto.

    e tchubaruba, J1, são boas de escutar – mallu leva jeito pra coisa
    agora é só esperar ela ficar boa pra caralho nessa coisa ;D

  29. ‘ “Mallu Magalhães” é um disco bonitinho que não incomoda se tocado em uma sala de espera de dentista, e pode até ninar bebês recém-nascidos.’

    Me desculpe, mas Mallu é muito mais intensa que isso, bem como suas músicas. Sua critica é infundada, baseada apenas em pré-conceito e com certeza numa audição rapida do disco.

    “Uma grande artista pode estar surgindo, mas só vamos descobrir isso daqui uns cinco, dez anos. Quem quiser esperar…”

    Você assitiu o Som Brasil em que ela participou? É, acho que não é preciso esperar tanto tempo pra ver que ela é uma grande artista.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *