Death Cab For Cutie, Black Keys, Wedding Present

por Marcelo Costa

“Narrow Stairs”, Death Cab For Cutie (Atlantic)
No primeiro álbum após o sucesso de “Plans” (2005), o DCFC parece querer evitar as paradas. A vontade de soar impopular dá as caras desde a capa até o primeiro single, “I Will Possess Your Heart”, com oito minutos de duração (a voz entra quase no quinto). Ben Gibbard, líder do grupo, continua afiado nos textos de coração partido (“You Can Do Better Than Me But I Can’t Do Better Than You” entrega o clima), e rende-se ao pop apenas na docinha “No Sunlight”, mas os arranjos acabam cansando o ouvido.

Preço em média: R$ 50 (importado)
Nota: 6,5

“Attack and Release”, The Black Keys (Nonesush/V2)
O duo de Ohio passou anos sob a sombra do White Stripes, mas isto deve mudar com este quinto CD. Composto especialmente para Ike Turner (falecido em dezembro), produzido por Danger Mouse e com dois colaboradores de Tom Waits participando, “Attack and Release” eleva o blues rock aos céus através de guitarras rascantes, flautas, órgãos e efeitos que credenciam a levadinha folk de “All You Ever Wanted”, a balada bluezy “Things Ain’t Like They Used To Be” e o rockão “Strange Times”. Jack White que se cuide.

Preço em média: R$ 50 (importado)
Nota: 9

“El Rey”, The Wedding Present (Manisfesto)
Após o excelente “Take Fountain” (2005), David Gedge mudou-se para os EUA, enfurnou-se no estúdio com Steve Albini (com quem não trabalhava desde “Seamonsters”, 1991) e saiu de lá com um dos prováveis grandes álbuns do ano. Em “Model, Actress, Whatever” ele se vê guardando jpegs dela. O primeiro single, “The Thing I Like Best About Him Is His Girlfriend”, entrega a confusão no título. Já “Don’t Take Me Home Until I’m Very Drunk” é para quando nos declaramos… bêbados. Para ouvir e se apaixonar.

Preço em média: R$ 70 (importado)
Nota: 9,5

Marcelo Costa (@screamyell) é editor do Scream & Yell e assina a Calmantes com Champagne

7 thoughts on “Death Cab For Cutie, Black Keys, Wedding Present

  1. Ouvi todas as faixas do novo trabalho do Black Keys e acho que embora sejam boas, Jack White pode ficar tranquilo, nao chega nem perto do White Stripes.

  2. Sempre me pareceu meio despropositada a comparação entre White Stripes e Black Keys, uma vez que o ponto comum entre as duas bandas não vai além do formato (guitarra + bateria) e de uma insuspeita paixão dos integrantes pelo blues roots do delta do Mississipi. Tirando isso, a sonoridade é bem diferente. E além do mais, acho o WS e o Jack White um saco. Prefiro o Black Keys. Bem que merecia um textinho maior hein,patrão?

  3. El Rey é um discaço, sem dúvida. Só falou citar Palisades e aqueles guitarras 90’s…
    No Narrow Stairs eu fecho contigo… Já o novo Black Keys, eu nem acho isso tudo…

    Abraço!

  4. Marcelo, desculpe, mas por acaso um álbum necessariamente precisar soar pop para ser bom? O novo do Death Cab for Cutie é de extremo bom gosto e, na minha opinião, claro, superior ao Plans porque soube, sim, dosar pop com novas sonoridades….e é um evidente amadurecimento! Pop de mais cansa, não?

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