O segundo disco do Plutão Já Foi Planeta

Formada em Natal em 2013, a banda Plutão Já Foi Planeta ganhou destaque nacional através do programa Superstar 2016, da Rede Globo. Na época, o guitarrista e compositor Sapulha Campos conversou com o Scream & Yell tentando resumir a experiência: “Dividimos um sonho por meses, ficamos longe de nossas famílias, enfrentamos a rotina todo mundo junto o tempo todo. O clima sempre foi o melhor possível”, contou (leia a entrevista na integra).

Agora chegou a hora do desafio do segundo disco, o recém-lançado “A Última Palavra Feche a Porta” (2017). Com lançamento digital pelo selo Slap (Som Livre Apresenta), produção de Gustavo Ruiz (irmão de Tulipa) e participações de Liniker e Maria Gadu, “A Última Palavra Feche a Porta” tem na poesia seu ponto de partida. Abaixo você pode ouvir o disco na integra com comentários faixa a faixa de Natália Noronha (vocalista) e Sapulha. A foto que acima é de Diego Marcel / Divulgação.

FAIXA A FAIXA

1- ALTO MAR (Natália Noronha)
Natália: Como quase tudo que escrevo, esta música partiu de uma poesia, com versos curtos e rimas. O foco desta canção está na formação das rimas e lógicas e não numa narrativa. É minha composição mais recente entre as que entraram para o novo disco e é sobre como conseguimos mentir para nós mesmos.

2- O FICAR E O IR DA GENTE (Gustavo Arruda, Nuno Campos ‘Sapulha’ e Natália Noronha)
Natália: Essa música é bem marcante porque foi a primeira a primeira letra que escrevi com Nuno (Sapulha) e Gustavo. Retrata as idas e vindas da saudade.

3- DEIXA PRA LÁ (Nuno Campos ‘Sapulha’ e Luana Alves)
Nuno (Sapulha): Primeira parceria entre mim e Luana Alves neste disco, a música fala sobre um relacionamento em que uma das partes se conforma com o fim, como algo natural, e a outra, ainda tenta manter a união.

4- MESA 16 (Natália Noronha)
Natália: Esta música é uma narrativa de um breve momento entre duas garotas em um bar, durante a Copa do Mundo de futebol de 2014.

5- ME LEVE (Nuno Campos ‘Sapulha’ e Luana Alves)
Nuno (Sapulha): Vi um urso de pelúcia abandonado em cima de um sofá velho na rua e escrevi, em parceria com Luana Alves, esta letra da perspectiva do urso que passou a vida servindo à alegria dos outros e acabou sozinho. No final, ele percebe que pode viver para sua própria alegria. Depois, percebi que a música também poderia se referir a uma situação de relacionamento abusivo.

6- ANNA (Gustavo Arruda e Nuno Campos ‘Sapulha’)
Nuno (Sapulha): Mais uma canção escrita em parceria com Gustavo Arruda. A letra foi inspirada em uma aula de psicanálise, da faculdade de filosofia, que falava de Anna, uma paciente de Breuer. Um caso que intrigava Freud. Achei bem peculiar sua história e me coloquei no lugar do narrador de seu dia a dia. As características dela são citadas na letra: Problemas de visão, aceitação, quando arrancava botões, etc.

7- INSONE (Natália Noronha)
Participação de Liniker
Natália: Esta música também é sobre saudade, falta, ausência. É uma faixa interessante porque tem uma pegada mais maliciosa, acordes menores, uma vibe bem soul. Gosto bastante, é uma das minhas preferidas.

8- DUAS (Gustavo Arruda e Nuno Campos ‘Sapulha’)
Nuno (Sapulha): A letra inteira retrata um pequeno momento em que duas garotas acordam juntas e brincam embaixo dos lençóis e como essa situação rápida e esse lugar tão pequeno é o mundo todo pra elas. A letra, outra parceria com entre mim e Gustavo Arruda, também brinca com o universo da pintura.

9- POST-IT (Natália Noronha)
Natália: Uma canção sobre esquecimento, de curto ou longo prazo, de coisas, amenidades e pessoas. Todo mundo esquece alguma coisa. É uma letra bem pessoal porque é um resumo do meu jeito esquecido. Khalil, Vitória, Nuno (Sapulha) e Gustavo sabem bem!

10- QUEM SOU (Gustavo Arruda e Nuno Campos ‘Sapulha’)
Nuno (Sapulha): Compus esta faixa com o Gustavo Arruda para um curta-metragem chamado “O Vôo do Pássaro Multicor”, que conta a história de uma palhaça de rua que sofre de Alzheimer e é impedida de apresentar sua arte por seus familiares. A letra narra essa trajetória da decadência e do abandono dos palcos até o momento épico de retomada de consciência e volta da arte. O instrumental acompanha a roupagem circense.

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