Como o Arctic Monkeys salvou o rock

por Eduardo Palandi

Uns anos atrás eu perdi a paciência com o rock. Foi por volta de 2003, quando o mundo era dominado por Strokes, White Stripes, Hives e outras bandas que traziam um som tão inócuo quanto seu discurso, tão chato e anódino que a única coisa que inspiravam era a vontade de ir para casa dormir – de tão entediante, nem valia a pena falar mal.

O tempo passou e alguns bons discos de rock saíram: o primeiro do Franz Ferdinand, de 2004; o “Pocket Revolution”, do dEUS, em 2005; “Tillbaka Till Samtiden”, do Kent, dois anos depois. Mas apesar de interessantes, esses trabalhos não tinham em si grandes motivos para acreditar que o rock estava bem. E enquanto isso, a imprensa especializada já antecipava a próxima melhor banda de todos os tempos: um quarteto de Sheffield, Inglaterra, chamado Arctic Monkeys.

Apesar do nome da banda ser cretino, “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”, disco saído em 2006, tinha lá seus méritos. Em tempos de politicamente correto, era bom ver alguém fumando na capa de um disco, e isso ainda era uma fina ironia que poderia ter relação com o título. Mas o conteúdo do álbum era uma explosão hormonal sem muito sentido, liderada por um vocalista que não sabia cantar. Decepção pura.

No entanto, um ano depois veio “Favourite Worst Nightmare”, uma surpresa positiva: Alex Turner, o cantor, havia de fato aprendido a cantar, conteve sua efervescência juvenil e colocou, nas doze músicas do disco, um retrato da molecada inglesa, algo bem geracional. Relações com os colegas (“Brianstorm”), gostosas bobagens surgidas na cabeça (“Fluorescent Adolescent”), bagunça (“This House is a Circus”) estão na receita de “Favourite Worst Nightmare”, uma delícia de se ouvir.

Mas se as dez primeiras músicas são festivas, sem descambar para o idiota, Alex Turner deixou para o final do álbum duas canções que mostravam que os Arctic Monkeys eram, sim, uma banda especial. Em “Old Yellow Bricks” ele descasca alguém que foge de sua vida e de seus problemas, achando que tudo será melhor em outro lugar (o problema, no entanto, não é o lugar, mas sim a pessoa. Acontece com mais freqüência do que você imagina).

Fechando “Favourite Worst Nightmare” há uma pequena obra-prima, singelamente chamada “505”. É um dos grandes momentos do desespero masculino na música pop, com uma letra autobiográfica sobre manter o amor vivo mesmo com a distância, as viagens e as diferenças para a pessoa amada. Tem um verso perfeito, que diz “it seems that once again you’d have to greet me with goodbye” (“parece que mais uma vez você teve de me saudar com um adeus”), algo que talvez alguns leitores já tenham sentido ao menos uma vez na vida. Aqui, a molecada espinhenta de Sheffield mostrava um salto enorme de maturidade e aumentava as expectativas sobre o que viria.

Em 2008, Alex Turner lançou um projeto paralelo, ao lado de seu amigo Miles Kane. Batizado Last Shadow Puppets, foi feito com a mesma inspiração de “505”, uma moça chamada Alexa Chung, namorada de Turner. Todo apaixonado, o disco “The Age of the Understatement” era uma evolução do som dos Monkeys, com orquestrações em todas as canções, clipes retrôs e uma indisfarçável empolgação romântica. Exagero? Olhe, abaixo, uma foto da Alexa Chung. Não foi à toa…

Então surgiu “Humbug” (2009), terceiro disco dos Arctic Monkeys, que salvou o rock (ao menos para mim). Para quem conhece os dois primeiros discos, a introdução mais calma, do timbre da guitarra até o vocal, surpreende. Quando a letra da primeira canção, “My Propeller”, diz “I can’t hold down the urgency”, então, chega a soar irônico. Um clima western, sem clichês de chapéus e cavalos, toma conta do som. Algumas páginas de fãs acreditam que a música fale da própria genitália do cantor, provavelmente por causa dos backing vocals lânguidos e de trechos como “você tem que ir descendo devagar / e lubrificar essas chaves grudentas / convença-me, meu amor / e dê uma girada na minha hélice”.

Sensualidade pura, que não caberia em outros momentos dos Monkeys. Como a revolta contida de “Crying Lightning”, onde Alex Turner fala de uma dona que se vale de dispositivos que os americanos conhecem como bitch shield e shit test, coisas do jogo amoroso. Ele conta um encontro com a doida que tenta manipulá-lo, descrevendo da postura corporal da moça até suas (péssimas) intenções. A cadência da bateria, até sua pancadaria final, depois do terceiro minuto, tabela com a guitarra e o vocal, que sugere que o cara se deu bem em relação à menina.

Você conhece a expressão “guitarrada”? Essa é a palavra que vem à cabeça para falar da terceira música de “Humbug”, “Dangerous Animals”. O animal perigoso da letra é a garota que ele ama, que lhe deixa pirado, lhe tira o equilíbrio e lhe crava o salto da bota no coração, como diz a letra. Mas o grande destaque aqui é a guitarra de Jamie Cook, que brilha duas vezes: a primeira, a 1 minuto cravado, com um solo que aumenta a tensão de encontrar o animal perigoso; a segunda, a 2:24, numa sequência de palhetadas que parece estar ressoando na cabeça de quem cruza o caminho da moça.

Existem músicas que dão vontade de dançar, outras dão vontade de dirigir, outras de ir à praia, por exemplo. “Secret Door”, a quarta faixa do álbum, faz ter vontade de… rezar. De correr para a igreja mais próxima, acompanhar uma missa em latim e permanecer lá dentro orando até que a alma esteja finalmente salva. Essa sensação não se relaciona com a letra, um tanto psicodélica e que fala, exatamente, de portas secretas que se abrem para mundos diferentes. A guitarra, em peculiar afinação, se junta a um órgão mixado bem baixinho para jogar os ouvintes na metade dos anos 1970. Nem o fato de a letra ter um palavrão tira de “Secret Door” o título de melhor música de “Humbug”.

“Potion Approaching”, que a sucede, tem jeito de ter sido das primeiras músicas a serem escritas para o disco, já que guarda alguma sonoridade de “Favourite Worst Nightmare”. A letra, bem mais refinada, entrega o medo de botar um relacionamento a perder: “tenho esse ego mecânico (…) eu preferia que ela fosse um desenho animado / se eu pudesse ser outra pessoa por uma semana / eu preferia passá-la correndo atrás de você”.

A segunda metade do álbum começa com “Fire and the Thud”, uma baladinha discreta que conta com os backing vocals de Alisson Mosshart, do Kills, e que pode ser resumida num pedaço de sua bela letra: “um dia depois que você roubou-me o coração / tudo que eu tocava me dizia que seria melhor dividido com você”. É a deixa para uma das mais belas baladas de corno feitas nessa década, “Cornerstone”.

Trata-se da história de um pé na bunda superado quando não se sabe exatamente se é isso o que desejamos. Melhor explicar: às vezes você acha uma pessoa muito especial e a conquista, depois de muito brigar por ela. Aí vem a fase de manter a relação. Normalmente se consegue, mas às vezes não dá, e você a perde. Nesse caso você vai atrás de alguma outra pessoa para substituí-la, mas então você descobre que não é qualquer uma que pode ficar no lugar: seu nível de exigências aumentou e você não quer menos do que tinha antes. Às vezes não quer nem alguém do mesmo patamar. Quer mais.

E assim Alex Turner procura em todas as meninas aquilo que tinha na outra, inclusive pedindo para chamá-las pelo nome da ex. É a maior música de corno desde a versão acústica que Matogrosso & Mathias gravaram para “24 Horas de Amor”, em 2003 – mas com um final feliz, desta vez.

A influência do produtor Josh Homme (“o” Queens of The Stone Age), que até então havia sido discreta, livrando “Humbug” de máculas, se mostra mais forte em “Dance Little Liar”, sem que isso seja um ponto ruim. Ao contrário, é uma canção que mistura, com maestria, um maior peso a um clima dark, uns vocais abafados a um baixo marcante. “Pretty Visitors” é outra que poderia caber no disco anterior, com uma bateria arrasadora cobrindo uma letra menos sobre os novos sentimentos e mais sobre as impressões de Alex Turner sobre sua turma, sua geração, sua cidade.

O disco fecha com o belo piano de “The Jeweller’s Hands”, uma reflexão em terceira pessoa sobre a chegada à idade adulta: hora de assumir os próprios erros, de não se deixar dominar por obsessões, de manter a cabeça no lugar. E lidar, com o cuidado das mãos de um joalheiro, com as coisas preciosas da vida. Ao contrário das faixas anteriores, onde o recado era dado em cerca de três minutos, essa aqui leva seis – dois deles para, sem a angústia de “505”, Alex Turner proclamar: “se você tem uma lição para me ensinar, eu estou ouvindo, pronto para aprender”.

E assim os Arctic Monkeys fizeram, em “Humbug”, o disco que marca a virada em sua carreira. Que mostra que chegar à idade adulta não é, necessariamente, aliviar o peso das guitarras, financiar um apartamento ou concordar com tudo aquilo o que dizem. Ao contrário, dão a cara a tapa, se irritam com o que está errado, mostram que malacos em jaquetas de moletom também amam. E tocam, ao longo dos pouco menos de 40 minutos do disco, com um tesão que parecia que havia sido erradicado do rock no início da década, sem precisar disfarçar suas emoções em poses de roqueiro vintage.

Os Arctic Monkeys salvaram o rock. E pela primeira vez tenho um ídolo mais novo do que eu.

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Eduardo Palandi, 29, é branquelo.

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Leia também
– “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”, Arctic Monkeys, por Juliana Zambelo (aqui)
– “Favourite Worst Nightmare” (aqui), “Humbug” (aqui) e “At The Apollo” (aqui), por Mac
– Arctic Monkeys em São Paulo: sem punch, mas com pretendentes a clássico, por Mac (aqui)

77 thoughts on “Como o Arctic Monkeys salvou o rock

  1. O texto é infinitamente melhor do que a banda. Vi o show do AM em Curitiba e foi pavorosamente chato. Simpatia zero, vontade subzero de estar ali, apresentação burocrática e criticada até mesmo por quem era fã do grupo e estava na pedreira Paulo Leminski só pra vê-los. Bandas de rock não deveriam salvar o rock, mas salvar a gente. Ao menos comigo, AM falhou de modo miserável.
    Fui ouvir Old Yellow Bricks por causa do texto, mas a música continua chata. Fiquemos com a sabedoria do Palandi, que deveria ser crítico de bandas ruins, já que consegue oferecer análises melhores do que as próprias bandas que analisa:

    “Em “Old Yellow Bricks” ele descasca alguém que foge de sua vida e de seus problemas, achando que tudo será melhor em outro lugar (o problema, no entanto, não é o lugar, mas sim a pessoa. Acontece com mais freqüência do que você imagina).”

    Atesto e dou fé:

    “Quase faz a gente acreditar que a banda é boa também…” [3]

  2. Arctic Monkeys é muito bom, Humbug é mediano e o This is it dos Strokes não salvou porra nenhuma. O rock atual é chato, cansativo, monótono, semelhante ao próximo e não se houve grito algum de revolta. É $$$ mesmo! Tudo marketing pra vender uma fórmula que já tá desgastada e já passou da validade faz tempo. Salvo duas ou três bandas aqui e acolá, marasmo total. Puta calmaria!

    This is it!

  3. momento fofoca mulherzinha: alex pode ter tido suas rigas, mas namora alexa até hoje, bem contente ao que parece, moram juntos e tal. (ou eu entendi errado e o pé na bunda é de outra?)

  4. “Quase faz a gente acreditar que a banda é boa também…” [5]
    Alguém uma vez disse que os Monkeys soavam como se o rock tivesse começado com os Strokes, e eu sinceramente não teria pensado numa definição melhor. E o mais engraçado é o fato do The Last Shadow Puppets ser uma banda tão boa (pelo menos o único disco deles até agora), engraçado pensar que é o mesmo sujeito que escreve, compõe e canta músicas tão insossas no Artic Monkeys.

  5. Este negócio de “salvar” o rock é uma tremenda de uma palhaçada usada por pseudo-críticos. Fãs de rock sabem que o rock jamais esteve a ponto de morrer, a não ser que você observe apenas as paradas de sucesso. Ah, e Arcade Fire, Wolf Parade, Tapes n’ Tapes, Sufjan Stevens e muitos outros são bem melhores que Arctic Monkeys.

  6. Quase faz a gente acreditar que a banda é boa também…(6), muito ruim essa banda, tem uma ou outra música + ou -, daqui um tempo ninguém vai lembrar que existiu!!!

  7. tchê, é engraçado, isso…
    somem todas as bandas citadas, no texto ou nos comentários, somem suas obras, seus shows, cds, vídeos e etc.
    somaram?
    multipliquem por dois e elevem na terceira…
    resultado: muito menos relevante do que, por exemplo, grinderman, projeto paralelo do cinquentão nick cave, que é muito mais rock e muito mais roll com muito menos pose…
    AM é fraquinho demais!

  8. Bom como sou historiador o tempo é muito menos relevante pra mim.Os anos 60 do ponto de vista histórico são na verdade a semana passada.Então o rock atual está muito bem obrigado.Com Rolling Stones, Velvet Underground, Love e Flying Burrito Brother.Por esta ótica o Artic Monkeys é ítem insignificante!

  9. Eu gosto do AM, Strokes e White Stripes, nunca achei que salvariam nada, nem minha vida e nem o rock, são só moleques fazendo música, não são os caras do SAMU!
    O texto está bem escrito, mas discordo do ponto de vista do autor. As bandas citadas tem trabalhos interessantes e concordo com o comentário acima, existem diversos artistas produzindo coisas relevantes, como o citado Grinderman/Nick Cave e o próprio dEUS lembrado no texto.
    Cabe a cada um dar a importância que quer para as coisas que ouve! E só para finalizar, o Guardian enterrou o rock essa semana de novo: “Segundo esta publicação, em 2010 a porcentagem de músicas rock no top de singles britânico foi a mais baixa dos últimos 50 anos”. Mostrando que somente 3 canções de rock chegaram ao topo: Journey “Don’t Stop Believing” (graças a série Glee), “Dog Days Are Over” de Florence & The Machine e “Hey Soul Sister” do Train. Você se importa com quem irá salvá-lo? Eu não…vou ouvir o novo do Neil Young que eu ganho mais!

  10. Se vc falasse APENAS de Arctic Monkeys seria uma matéria perfeita, mas logo no início vc me irritou falando mal do Jack White, que junto com o Josh Homme são os melhores músicos de rock da atualidade. Strokes também é foda, ouça melhor.

  11. Sou fã dos Macacos há bastante tempo, são minha banda favorita e ponto, aprendi a gostar de rock com eles. Mas também gosto de muito de Strokes e White Stripes, portanto também não vi necessidade de “diminuir” essas bandas para exaltar os AM, já que eles tem muitos fãs em comum com essas bandas. Infelizmente, talvez eu ainda não tenha a maturidade para gostar tanto de Humbug, prefiro a simplicidade do primeiro álbum e considero o segundo com sua “obra-prima”. Porém, respeito as demais opiniões.

  12. E, se não me engano, acho que os Arctic Monkeys já buscaram influência de Strokes, então não haveria necessidade de criticar tanto as outras bandas, mesmo os macacos sendo um diferencial. Ainda assim, o artigo é ótimo, a descrição das faixas de Humbug é excelente, e não me canso de escutar os Arctic Monkeys, que ainda é minha banda favorita.

  13. então digam aí uma música dessas outras bandas (Strokes/Stripes/etc) que é hit como Fluorescent Adolescent e ao mesmo tempo tem uma letra tão sagaz.

  14. Acho o Arctic Monkeys ok, mas acho exagero afirmar que eles ‘salvaram’ o rock. Ainda assim, o texto está ótimo e sincero, quase que convincente não fosse meu ceticismo exagerado.

    Acho que teria essa mesma inspiração que você teve para descrever Arcade Fire ou Janelle Monáe.

    Vamos ver como vai ser esse novo disco dos Monkeys aí.

    Abs!
    Tiago

  15. Para mim, os melhores discos da década passada (sem ordem de preferência e considerando apenas artidas surgidos durante a década) são:
    Illinoise – Sufjan Stevens
    Funeral – Arcade Fire
    The Trials of Van Occupanther – Midlake
    Make me armored – The Scourge of The Sea
    When I said I wanted to be your dog – Jens Lekman
    Fate – Dr. Dog
    The Pains of Being Pure At Heart
    Ben Kweller – Ben Kweller
    Vampire Weekend – Vampire Weekend

  16. Fiquei curioso só pelo título hiperbólico – e mentioroso, pois Arctic Monkeys não salvou nada. O rock estava muito bem com as bandas que já existiam, e o mundo ficaria muito bem se eles não existissem.

    Mas chamar The White Stripes de “inócuo” e “chato”? Pelamordedeus, você quer destruir seu conceito logo no primeiro parágrafo?

    O texto está bem escrito, mas exagera ao falar muito bem de uma banda que nem é tudo aquilo. Humbug é legal? Claro que é, mas saíram outros discos muito melhores que o Humbug em 2009. Já ouviu falar de Them Crooked Vultures? The Dead Weather? Pra mim, eles não salvaram o rock (novamente, o rock não precisa ser salvo), mas certamente fizeram discos superiores ao Humbug naquele ano.

    Você expressou sua opinião bem, mas acredito que ela é muito fechada. Só o fato de você insistir que White Stripes pertence ao mesmo grupo que Strokes e Hives (bandas que não evoluíram 10% do que o Jack White evoluiu ao longo da carreira) mostra falta de conhecimento. Amplie seus horizontes.

  17. Nossa pessimo.Primeiro acho Arctic Monkeys uma banda com um puta compositor comercial de se admirar e musicos fracos por traz não existe uma melodia diferenciada e marcante ,Alex não tem uma musica que o cara deixa o sentimento rola sempre pensado na rimazinha perfeita no refrão grudento esse tipo de banda não cola em min(difrente dos Strokes Julian parece ter preocupação minima com as letras), na boa defino eles como grandes espertões um dia o Alex falou “nos inspiramos em Strokes” no auge do do Novo Rock pronto ganharão milhares de fans de carona e vida tava ganha.

  18. Texto excelente! Não concordo com a premissa, mas o autor escreve que o Arctic Monkeys salvou o rock para ele, e só isso já delimita o espaço. Não foi o rock como um todo, mas só pra ele, o autor. Sinto falta de textos assim, mais pessoais. Também acho, como alguém escreveu nos comentários, que Jack White precisa ser melhor valorizado, por tudo que ele fez e vem fazendo desde que o White Stripes surgiu. E vou baixar o “Pocket Revolution”, do dEUS e o “Tillbaka Till Samtiden”, do Kent, pra ver qual é. Parabéns.

  19. quando vejo alguém dizer que “‘x’ é mais rock ‘n’ roll que ‘y’, logo é melhor”, a primeira coisa que eu penso são naqueles tiozinhos (vovôs?) de sessenta e tantos anos que tocam no made in brazil e seu público. o mesmo valendo pra quem acredita só ter existido “merda” nos 2000’s.

  20. “Foi por volta de 2003, quando o mundo era dominado por Strokes, White Stripes, Hives e outras bandas que traziam um som tão inócuo quanto seu discurso” – parei de ler aí.

  21. …”são só moleques fazendo música, não são os caras do SAMU!”

    kkkkkk

    Engraçado isso. Gosto é complicado. Pra mim, o Humbug é o pior disco deles. Olha que coisa…

  22. Perdi a vontade e parei de ler quando falou que Stroker, Hives e TWS erá inócuo e anódino. O que me diz de “Cornerstone” do Arctic Monkeys?

  23. “Foi por volta de 2003, quando o mundo era dominado por Strokes, White Stripes, Hives e outras bandas que traziam um som tão inócuo quanto seu discurso” – parei de ler aí [2]

    Este texto não “salvou” meu dia…

  24. Não concordo com o cenário musical antigo ser taxado de monótono, mas concordo que Arctic salvou o rock. Todas as bandas de indie rock que surgiram posteriormente, tentaram imitá-los. Eles restauraram a juventude do rock, a emoção.
    Quem discorda que Arctic pelo menos não marcou a década como das melhores bandas, simplesmente caiu de para-quedas num artigo de rock.

  25. 2009 não teria sido o mesmo sem o Humbug. E muito menos sem as outras bandas que fizeram excelentes álbuns no mesmo ano (como Dead Weather). Mas só digo uma coisa: não tem nada igual a Arctic Monkeys, eles são, simplesmente, geniais.

  26. Pelos menos o cara é inteligente ,e não mistura Hives,Strokes e White Stripe com Arctic Monkeys o ouvido dele não e surdo isso ele já provou não jogando tudo no mesmo balaio e pagando pau como a impressa hipster.

  27. “Mas chamar The White Stripes de “inócuo” e “chato”? Pelamordedeus, você quer destruir seu conceito logo no primeiro parágrafo?
    O texto está bem escrito, mas exagera ao falar muito bem de uma banda que nem é tudo aquilo. Humbug é legal? Claro que é, mas saíram outros discos muito melhores que o Humbug em 2009. Já ouviu falar de Them Crooked Vultures? The Dead Weather? Pra mim, eles não salvaram o rock (novamente, o rock não precisa ser salvo), mas certamente fizeram discos superiores ao Humbug naquele ano.”

    comentário 27 falou tudo.

  28. Acho exagero, infantil e desnecessário falar de salvar o rock, mas é inegável que o Artic Monkeys é uma das bandas mais legais da atualidade. “Humbug” é fodástico e agrada quem gosta de guitarras, solos, refrões – e isso porque o “Whatever…” e o “Favorite…” já eram bons. Para mim, o “Humbug” é o melhor do Artic Monkeys. Nada mirabolante, mas muito eficiente. Sou fã e admito, viu? E falar mal de White Stripes é pura afetação: Jack White é um dos músicos mais interessantes e competentes em atividade, seja com os Stripes, com o Dead Weather ou o Raconteurs.

  29. Bah, que textinho forçado. E essa banda é tão sem graça. Concordo com um camarada aí de cima: MEIO disco do Grinderman é melhor que toda a discografia destes macacos.

  30. Acho que na atualidade existem muitas bandas boas, o rock definitivamente nao morreu. Mas percebo tambem que nao temos mais artistas com tanto sucesso e influentes quanto em decadas anteriores (led zeppelin, pink floyd, acdc, etc…). Seria isto porque a maneira de ouvir musica mudou? Isto e, com tantas bandas novas, com a facilidade de divulgar, com acesso que temos aos materiais das bandas, acabamos nao nos prendemos em algumas especificas?
    Ou na realidade a gente nao sabe ainda o impacto que as bandas atuais terao no futuro?

  31. Melissa, artistas com enorme popularidade continuam a nascer, mas não no rock.
    Lady Gaga, Beyonce, Amy Winehouse e os rappers são bem populares.
    Nenhuma banda de rock surgida nos últimos 10 anos rivaliza com esses em termos de popularidade, não está em questão a qualidade.
    O rock deixou de ser o produto principal – excetuando os medalhões, U2, Stones… – das gravadoras(o que restou delas) já há algum tempo.
    O rock não morreu, nem morrerá. Mas perdeu MUITO espaço.
    O autor do texto diz que perdeu a paciência em 2003. Acho que perdi um pouco antes.

  32. Pergunta Tostines:
    Perdeu espaço por que já não existem bandas de qualidade ou já não surgem bandas de qualidade por que o espaço diminuiu?

  33. Porra, mais um texto idiota sobre salvar o rockkkkk!!!!! Ahhhhhhhhrrrrrgggghhhhhhhhhhh…. Se querem salvar o rock levem ele na igreja universal!!!!!!!!!!!!!!! Que puta idiotice….
    Vc acha que Idlewild é inócuo????? Vc acha que Manic Street Preachers é inócuo????
    O Rock morto outra vez????!!!!!!! Para com esse papinho de M@!-ghjh!!!

  34. Acho exagero, infantil e desnecessário falar de salvar o rock, mas é inegável que o Artic Monkeys é uma das bandas mais legais da atualidade. “Humbug” é fodástico e agrada quem gosta de guitarras, solos, refrões – e isso porque o “Whatever…” e o “Favorite…” já eram bons. Para mim, o “Humbug” é o melhor do Artic Monkeys. Nada mirabolante, mas muito eficiente. Sou fã e admito, viu? E falar mal de White Stripes é pura afetação: Jack White é um dos músicos mais interessantes e competentes em atividade, seja com os Stripes, com o Dead Weather ou o Raconteurs. +++++2

  35. Na verdade, a melhor coisa desse artigo é menina linda que aparece do lado do vocalista dos Arctic Monkeys. Que gata! (é a namorada dele né?).E na verdade, eu sou fã da maioria das bandas citadas no artigo: Monkeys, Strokes, Franz Ferdinand (exceto o terceiro disco). E o disco do Last Shadow Puppets é muito bom também. E também acho um pouco tardio comentar um disco de dois anos atrás. Isso é teste para fazer parte da equipe do scream & yell? kkkk

  36. Sei la viu…
    ia escrever algo, mas desisti…
    O mundo ta muito complicado hoje em dia… muita informação, muita banda… Todos usam a mesma caligrafia própria do teclado…
    acho que hoje em dia ficou mais fácil errar… basta apertar delete, ctrlZ…

  37. Pensa aí, pensa aí. Seria uma honra encabeçar categoria tão nobre e ser selecionado diretamente por vossa majestade. Mil abraços para vc, campeão.

  38. O texto está muito bem feito e, como crítica do Humbug, funciona. O problema é que a crítica está inserida na história de como o autor cansou do rock lá em 2003 e como o Arctic Monkeys salvou o rock (PARA ELE, sem motivos para polêmicas ou discussões eternas sobre se o rock precisa ser salvo). E aí, no meio do caminho, ele explica porque cansou do rock, ganhando assim a antipatia de alguns leitores. Mas a crítica do disco está lá e, como eu já disse, para mim funciona, me deixou com vontade de ouvir Humbug de novo.
    Só para constar, sou fã de boa parte das bandas criticadas e meu disco preferido do Arctic Monkeys não é o Humbug, e sim o Favourite Worst Nightmare.

  39. Um texto deslumbrado de alguém que provavelmente não tem uma bagagem musical das mais sólidas. Nada contra o autor amar Artic Monkeys, mas retorcer a história com frases de efeitos como “É um dos grandes momentos do desespero masculino na música pop”, aí não….

  40. Essa é a primeira vez que leio essa resenha, estava procurando pela do novo disco Suck it and See (que preciso destacar que não suportei). Enfim, foi muito bom encontrar alguém que concorde comigo quanto a grande qualidade que este album tem. A maioria dos fãs do Arctic Monkeys dizem que este é o mais fraco, inclusive dispensável, uma pena pensarem assim, acho que é preciso ter uma certa maturidade para apreciá-lo (isso inclui a grande quantidade de “trolls” trollando a resenha com argumentos pouco fundamentados).

  41. apesar de discordar com algumas coisas.. (em relação a melhores músicas e melhores álbuns, whatever people say pra mim é o melhor deles, e o favourite worst nightmare o menos bom..) MAS texto muito bom! ;D

  42. Discordo consideravelmente do papo de salvar o rock. Pra mim o espirito critco, a despreocupaçao com midia e popularidade e o foco no som, e apenas nele se perdeu lá pelos 70. Artic é de fato uma otima banda, mas nao da pra comparar com Pink Floyd, Led Zeppelin e outros ja citados. Hoje em dia, como ja falaram, nao me parece haver espaco pra que bandas de rock n roll puro façam sucesso como o pop atual, mas talvez os macacos sejam realmente nossa esperança pra reabertura desse espaço de rock no cenario musical atual. O texto ta incrivelmente bem escrito, mas tambem discordo no ponto de diminuiçao do autor em relacao aos Strokes, White Stripes e outros usados como argumento pra valorizaçao do AM. Mas é isso ai, sera que vamos ver algo como AC/DC estourando novamente? Oremos

  43. seria muito mais legível pra mim se o título fosse ‘como o arctic monkeys salvou o rock PRA MIM’ porque obviamente o autor exibe seu gosto pessoal como se fosse a verdade universal superior e como se seu gosto realmente ‘salvasse o rock’

    a ‘crítica’ do primeiro disco é tão superficial que fica claro que o autor apenas não gosta dele por qualquer motivo que não seja o que ele disse, seja por parecer strokes ou por algum motivo oculto. estranho que ele gosta de franz ferdinand mas ignora os elementos da banda no primeiro disco do AM

    pra dizer que uma banda salvou o rock alguem teria que ouvir todo o rock feito no mundo hoje, sem exceção e explicar num contexto ou objetivo, longe de opinião própria, como a banda ‘salvou o rock’

    enfim, como alguém ai falou nos comentários, ‘papo pra vender revista’

  44. Não quero criticar o texto, mas o que eu não gosto nesse tipo de análise de banda/discos é que, você escreve como tivesse certeza de tudo que passou na cabeça dos caras pra fazer as músicas, certeza do que a música fala e quer dizer, e isso é impossível pra alguém que não fez parte do processo criativo. Você toca no Artic Monkes? Não, então como afirma com tanta veemência tudo sobre tudo sobre a vida dos caras, sobre o significado as letras, sobre o significa dos instrumentos?

  45. KKKKK cara seu texto ficou um lixo , voce nao entende nada , como assim um vocalista que nao sabia cantar ? Por favor , ja existem ignorantes demais no mundo

  46. “Arctic Monkeys” are the new “Beatles”
    Mesmo estilo de música, mesmo estilo de cabelo, mesmo rock indie.
    Devo confessar que o rock não morreu, so foi enterrado vivo a sete palmos. Mas graças ao bom ROCK INDIE que não se associa a modinhas, gritos e sons incomodos… o rock está sendo ressuscitado aos poucos. Porém o que mais me amedronta é como um estilo tão poderoso conseguiu ser deixado de lado pela sociedade.

  47. Comentário 61 diz tudo. Para o autor da crítica, o Arctic salvou o rock, na visão dele, que deveria estar cansado das mesmas “guitarradas”. Porém, o rock não precisa de salvação ou renovação. Ele precisa de sossego e de compreensão. Como toda arte, ele se desgasta inevitavelmente, o que tinha pra ser inventado já foi e agora só restam as inspirações! Título hiperbólico sim, análise intensa e tudo o mais, mas dizer que os Monkeys escrevem letras insossas e que o Humbug não foi um dos melhores álbuns de 2009 apenas reforçam a ideia de que quem está comentando não alcançou a maturidade necessária para compreensão do disco, nem da banda, nem do indie rock em si.
    Eles abriram as Olimpíadas, cantaram Beatles, e são aprovados por Noel. E há quem diga que daqui a alguns anos ninguém mais se lembrará dessa banda…
    Arctic Monkeys não precisam do hype, como a NEM (revista inglesa) já disse.
    E olha que saiu na edição especial de 60 anos da revista…

    http://rockline.mtv.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/09/nmecapas-1.gif

  48. você me parece meio careta ao buscar entender as letras do humbug rs
    elas não são tão historinha como vc interpreta.
    Ninguém “se dá bem” em crying lightning, aliás….
    Eu amo o cd porque todas as letras parecem sufocantes, assim como o amor.

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