Johansson, Yorn, Casablancas e Isaak

500 Toques por Marcelo Costa

“Break Up”, Scarlett Johansson e Pete Yorn (Warner)
Scarlett tem voz de taquara rachada, mas isso não a impediu de estragar canções de Tom Waits em sua estréia. Agora ela “retorna” (o disco já estava gravado antes de seu debute) na compania de Pete Yorn com “Break Up”, um álbum que prova por a (boas canções dele) +b (a voz irritante dela) que qualquer pessoa pode cantar… mal. Ainda assim, “Break Up” é melhor que a estréia de Scarlett, mas inferior ao ótimo “Music For The Morning After”, de Pete Yorn. Esqueça o CD e vá atrás dos clipes. Ahh, Scarlett…

Preço em média: R$ 30 (lançamento nacional)
Nota: 5

Leia também:
– Nota 1 para “Anywhere I Lay My Head”, de Scarlet Johansson, por Mac (aqui)

“Phrazes For The Young”, Julian Casablancas (Sony)
Enquanto o quarto álbum do Strokes se transforma na nova democracia chinesa, Julian estreia solo chocando o rockinho de “Room of Fire” e o synthpop de “Day and Age” (sim, Killers) com timbres de teclados que Pet Shop Boys e Asa de Águia teriam vergonha de usar (seria “11th Dimension” a “Jump” do século 21?). O resultado é divertido e lembra um CD do Strokes: tem coisas boas (“Out of the Blue”) e bobagens (“Ludlow St.”). Julian canta muito, mas parece que perdeu o trem da história. 2001 prometia mais.

Preço em média: R$ 20 (lançamento nacional)
Nota: 6

Leia também:
“Is This It”, dos Strokes é um disco realmente importante?, por William Alves (aqui)

“Mr. Lucky”, Chris Isaak (Warner)
Chris Isaak já cantava sobre desamores muito antes dos emos tomarem o mundo com franjinhas, maquiagem e corações partidos. “Mr. Lucky” é seu 14º álbum e a produção comercial o distancia da beleza singela de “Baja Sessions” (1996) e da dor de “Forever Blue” (1995), mas a voz que conquistou a Phoebe num episódio de Friends continua cantando música caipira apaixonada. Cuidado: “O amor é apenas um monte de palavras bonitas que nos deixam tristes”, avisa ele em “Baby, Baby”. Roy Orbison iria se orgulhar.

Preço em média: R$ 35 (lançamento nacional)
Nota: 6

Leia também:
“Forever Blue” foi feito pra destruir qualquer coração, por Eduardo Palandi (aqui)

17 thoughts on “Johansson, Yorn, Casablancas e Isaak

  1. Espero que o Little Joy não lance nada até a próxima semana, quem sabe assim não teremos uma folga dos Strokes? Já a Scarlett Johansson pode escrever romances, ilustrar HQs, fazer a continuação do Avatar etc. Pode tudo.

  2. Cara, enfim alguém por essas bandas comenta algo sobre o Pete Yorn, e realmente o Music For The Morning After me tranformou em fã do cara. Espero que vc tenha escutado a versão extended do cd, que tem as covers de Bowie (China Girl), Smiths (Panic) e a maravilhosa versão de Dancing in the Dark do Boss Bruce. Pete Yorn é classe A.
    E parabens também por comentar com isenção o cd do Chris Isaak, sempre desdenhado pela maioria da crítica e do público que o tratam como um cantor “mela romantico farofa”. Ele é bem mais, tem ótimas canções no repertório. E se essa porra de emo desse lugar a essas canções, seria muito melhor rs…. Abraços

  3. Amaury, eu tenho em CD essa versão especial Music For The Morning After. Assim que terminei de ouvir o “Break Up”, peguei e coloquei o segundo CD, e a distância entre os discos é enorme. E que versão de “Dancing in the Dark”, ne mesmo! Já o Chris Isaak foi capa do Scream & Yell número 2, em papel.

    Lucius, foi bondoso demais? Assim minha consciência pesa. 🙂

    Abraços

  4. Fernando

    O Guns tem o Axl que foi e é muito mais talentoso q o Casablancas. O ultimo disco do Strokes é ótimo mas eles podem continuar com seu conceito, sua “formação clássica”(menos de 10 anos) que nunca lançarão algo parecido/melhor com o Apettite for Destruction se é que podemos comparar música desta forma.

    Mac
    A Scarlet como atriz é uma grande porcaria também.

  5. Boa Arlen, realmente o Apettite é um excelente disco, pena que os 2 use your illusion não chegaram nem perto. Pra mim só You Could Be Mine é a altura do Apettite.
    Mac, esquece esse break up e escuta o último do Pete Yorn, Back & Fourth, embora mais lento e também distante do Music For The Morning After, é um bom disco.
    Eu assisti aquele filme “A ILHA” várias vezes só por causa da Scarlett, ela tá linda demais…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.