“Mais Uma Vez”, de Tony Parsons

Por Adriano Mello Costa

O que fazer quando a sua vida vira de pernas para o ar? Continuar lutando para que tudo melhore ou se entregar e seguir o resto dela meio no piloto automático. Nem uma coisa, nem outra é o que sugere o escritor Tony Parsons em “Mais Uma Vez”, lançado originalmente na terra da rainha em 2001 e aqui no Brasil em 2008 pela Editora Record. O livro traz algo em torno de 450 páginas do universo já costumeiro do escritor inglês.

Para quem já conhece o autor, “Mais Uma Vez” é uma repetição de temas e características de personagens anteriores, para quem ainda não conhece o livro é um ótimo prato de literatura pop, bem escrita, divertida e com alguns pontos de reflexão. Parsons é responsável por um livro excelente, “Pai e Filho” e outro bem interessante, “Disparos do Front da Cultura Pop”, uma reunião de textos seus publicados em algumas revistas.

Acontece que a beleza de “Pai e Filho” e de seu personagem principal, vem constantemente aparecendo em outros livros seus, como “Marido e Mulher” e “Um Jeito de Família”, sendo que em “Mais Uma Vez” não é diferente. O modo narrativo traz muitas semelhanças e os personagens, principalmente os masculinos, carregam toda a incapacidade de se mexer perante uma vida que busca o caminho da redenção, sendo este sempre um ponto forte, pois nada acontece de maneira gratuita.

No livro, somos apresentados a Alfie Budd, um inglês que ao retornar de Hong Kong, onde viveu uma fase que levará consigo para sempre, chega em Londres para superar uma grande tragédia pessoal. Ao voltar percebe que o mundo virou de pernas para o ar, já que além de não conseguir superar o trauma que o trouxe de volta, precisa lidar com a ruptura da sua família e a incapacidade de ter relacionamentos sérios, já que acredita fielmente que não há segunda chance para o amor.

No desenvolver da trama, Alfie conhece algumas pessoas que irão fazer suas atuais concepções mudarem de forma, ainda que de maneira não tão fácil. Em “Mais Uma Vez”, Tony Parsons novamente forja um livro bastante agradável, recheado de inserções de cultura pop e com o poder de ser lido por horas consecutivas. Apesar do mais do mesmo e da repetição de algumas fórmulas, como dissemos acima, é sempre bom ter nas mãos um livro de Parsons.

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Adriano Mello Costa assina o blog Coisa Pop

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Leia também:
– “Disparos do Front da Cultura Pop”, de Tony Parsons, por Marcelo Costa (aqui)

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