Entrevista: RPM

por Marcos Paulino

No dia da entrevista, o celular de Paulo Ricardo, baixista e vocalista do RPM, tinha “Viva La Vida”, do Coldplay, como toque. “Minha mulher gosta muito dessa música”, justificou. “Mas mudo o toque a cada dois ou três dias. Depende do meu estado de espírito”. Naquela tarde, ele parecia bastante tranquilo, apesar de, como contou, ter que entregar até a noite uma matéria sobre os 50 anos de Jon Bon Jovi.

Em época de lançamento do primeiro disco de inéditas da banda em 23 anos, “Elektra”, PR responde as perguntas sem pressa, pausadamente, escolhendo as palavras. Lançado pela Building Records, “Elektra” chega ao mercado em versão dupla, com o primeiro CD trazendo 12 parcerias inéditas de PR com Luiz Schiavon (uma delas, “Muito Tudo”, traz também a assinatura de P.A.) e o segundo apenas com remixes para sete canções do álbum.

Líder de uma das bandas de rock de maior sucesso no Brasil em todos os tempos, Paulo Ricardo hoje, óbvio, é bem diferente do garoto que causava histeria a cada show. Ao lado dos velhos parceiros, o tecladista Luiz Schiavon, o guitarrista Fernando Deluqui e o baterista Paulo P. A. Pagni, PR vem percorrendo o país com a turnê do novo trabalho.

O álbum, fortemente amparado nas bases eletrônicas de Schiavon, não faz lembrar muito o tecnopop do RPM dos anos 80, banda que acabou no auge, em 1987, por divergências entre seus integrantes e que, desde então, voltou a se reunir esporadicamente. Sobre esta nova fase, que considera “a melhor” do grupo, PR conversou com o PLUG, parceiro do Scream & Yell. Abaixo o clipe do primeiro single do disco, “Dois Olhos Verdes”.

Fazia 23 anos que o RPM não lançava um disco de inéditas com a formação original. Como está sendo este recomeço, pra uma banda que já foi campeã de vendas?
Tem dois aspectos quase que opostos. Por um lado, tem aquele desafio que todo artista enfrenta quando vai lançar um novo trabalho, independentemente do sucesso do anterior. E tivemos todo esse tempo em que ficamos ausentes pra nos atualizar. Por outro lado, estamos nos beneficiando desse entusiasmo de uma banda começando. Uma das vantagens dessa trajetória com grandes hiatos é que não enjoamos uns dos outros. Tudo aconteceu de uma maneira muita rápida na primeira fase, de 1984 a 1989. No segundo momento, em 2002 e 2003, com o CD da MTV, havia a alegria de estar a bordo de um grande projeto. A banda havia terminado dois anos antes da chegada da MTV ao Brasil. Então queríamos mostrar pra garotada o que havia sido o RPM, além de realizar um grande sonho, que foi excursionar com uma pequena orquestra. Mas realmente tivemos uma questão muito grande no momento de conceber um novo projeto de músicas inéditas. Não hesitamos em parar pra pensar, mas indo, sem saber exatamente pra onde. Estamos cientes das dificuldades de um recomeço, mas ao mesmo tempo estamos muito tranquilos, porque tivemos bastante tempo pra pensar a carreira, a música, a mídia, e de que maneira a gente se coloca dentro dessa história. Estamos no melhor momento do nosso relacionamento pessoal, como artistas e como banda, e nossa música fluiu com muita facilidade. Lotamos as principais casas do Rio e de São Paulo mesmo antes do lançamento do disco novo. Então percebemos que tínhamos os principais elementos pra ser o combustível dessa retomada. Temos um relacionamento, que foi muito conturbado, e está muito bem resolvido. Temos a criatividade, que é o ponto chave, porque tivemos esse hiato e este momento é de muita fluência no vocabulário. E o principal suporte, ainda mais nos dias de hoje, em que a pirataria e os downloads colocaram a venda de CDs em segundo plano, que são os shows, em que fomos muito bem resolvidos. Ficamos felizes em perceber que, ao longo desses anos, mesmo que fora de cena em alguns momentos, quando estávamos presentes, sempre fizemos o melhor. As pessoas sabem que num show do RPM vai haver uma grande produção, raio laser, cenário, cuidado cênico. Conseguimos deixar uma imagem de profissionalismo, de competência. Se a gente não está bem pra se apresentar, pra gravar, é melhor não fazer, do que fazer coisas só pra preencher o tempo e cuidar da manutenção da carreira.

O relacionamento na banda, principalmente entre você e o Schiavon, sempre teve idas e vindas, rupturas e reencontros. Depois de todos esses anos, o entrosamento entre vocês veio pra ficar?
Na verdade, fomos vencidos pela constatação de que estamos longe de conseguir fazer sozinhos o que fazemos juntos. Cada um tem seus projetos, porém no fundo fica aquela voz dizendo que está muito legal, mas e se vocês estivessem trabalhando juntos? Quando a Globo nos ligou pra fazer “Por Toda a Minha Vida”, não estávamos numa fase muito próxima, mas também não estávamos brigando. Tínhamos tido uma ruptura, talvez a pior de todas, no final de 2003, porque realmente não houve acordo na questão da identidade do RPM. A banda deveria assumir um som clássico, de anos 80, de tecnopop, ou deveria manter sua postura de vanguarda, experimental, de ousadia? Acabamos brigando mesmo. Isso durou uns dois ou três anos, então procurei os outros, menos o P. A., que continuou tocando comigo, e disse que tínhamos um passado, uma história muito interessante. Então encontrei por acaso um autor, o Marcelo Leite de Moraes, perguntei qual seria seu próximo projeto e ele propôs contar a história do RPM. Liguei pros caras e propus colocarmos as diferenças de lado. Se não tínhamos chegado a um acordo sobre o novo, que cuidássemos do antigo. Nos reorganizamos e conseguimos lançar produtos de muita qualidade. Um é o livro “Revoluções Por Minuto”, que dentro dessa onda de biografia é o que tem a produção gráfica mais bacana. Outro é a caixa com quatro CDs e um DVD com toda nossa produção dos anos 80. Porém, tivemos outra discussão sobre se faríamos uma turnê pra lançar esses produtos. O Schiavon estava animado, mas eu, não, porque já tínhamos feito essa turnê revisionista em 2002. Eu só me sentiria à vontade com nosso público se tivéssemos um novo álbum. Quero provar até pra gente mesmo que continuamos criativos. Deixamos aquilo congelado, mas quando a Globo nos procurou para o programa, voltamos a nos falar. A questão era: estávamos felizes, mas estaríamos mais felizes se estivéssemos juntos? Teríamos a mesma facilidade de compor juntos ou essa fonte secou? A resposta está no disco. Compusemos as músicas com muita facilidade, então é a constatação de que há alguns pontos do meu cérebro e do Schiavon que só um pode ativar do outro. Tem letras que eu jamais escreveria sem o estímulo do som, dos timbres que ele me mandou. E ele consegue arranjar as melodias que faço de um modo que valoriza enormemente.

É inevitável que, quando uma grande banda volta a se reunir, surjam comentários de que a principal motivação, e talvez única, é o dinheiro. Não foi diferente com o RPM. Como você lida com esse tipo de crítica?
Isso é um clichê. A crítica pega quando você está fazendo aquilo por dinheiro, então você pode se incomodar. Mas o fato é que nós não precisamos nos submeter, a esta altura da vida, a uma convivência forçada. E não há dinheiro que faça brotar boas canções. Você pode até colocar os caras no palco pra tocar os velhos sucessos, mas não pode comprar novas canções, esse tesão que gera a nova canção. Tem que ter a ereção, tem que penetrar, fecundar pra nascer a criança. Foi por isso que preferi não me engajar numa nova turnê em 2008. Estaríamos muito expostos a esse tipo de crítica e não teríamos repertório pra responder a isso. Hoje em dia respondo a esse tipo de questionamento com um disco duplo. Não tem nada do baú, nada foi reciclado, são 12 músicas compostas em 2011, e a gente está cheio de tesão com um show novo, recursos novos, coisas que a gente vai mudando ao longo da turnê. Agora, é óbvio que todo mundo trabalha por dinheiro, a menos que você seja um monge tibetano. O dinheiro é consequência de um trabalho bem feito. Quando você está num palco, as pessoas farejam a mentira. E palco é como se fosse uma grande lente de aumento: se é bom, fica muito bom; se é ruim, fica muito ruim. Até o fato de a gente ter brigado várias vezes em público expõe de certa forma a nossa sinceridade.

No momento de compor este novo disco, vocês levaram em conta que o público que era adolescente quando vocês estouraram agora tem idade pra ser pai de adolescentes?
Não diria que pensamos no público, mas que a gente vivencia isso como espectador. A gente vivencia Lady Gaga, o que está acontecendo no pop, Bruno Mars, tudo que está acontecendo em nossa volta. A gente se conecta com o que está dentro de nós, no sentido de se identificar com alguns daqueles elementos. O tempo de música deu uma volta completa. Hoje, mais do que nunca, os anos 80 estão muito presentes, como uma referência consolidada. O Coldplay poderia ser até dos anos 70, por exemplo, o Killers é super anos 80. Voltou o teclado, a música eletrônica se desenvolveu enormemente e nós somos pioneiros nisso no Brasil. Fizemos os primeiros remixes, e por isso estamos lançando um disco duplo, com um CD só de remixes, feitos por um DJ, sem influência nossa. A gente quer dialogar com essa linguagem e estamos muito à vontade, porque a história deu a volta completa e nos pegou no mesmo lugar. Diferentemente do que aconteceu em 2003, quando estávamos em dúvida, ou dos anos 90, quando a cena pop rock estava muito pesada, com aquela coisa toda de Seattle, do grunge, do Nirvana, agora está muito tranquilo. Agora a coisa está muito pop, então pra gente está tranquilo. Óbvio que a gente sabe que há o fã dos anos 80 e seu filho de 18 ou 20 anos. Eu tenho uma filha de 24 anos. Porém, uma das conquistas destes longos anos de reflexão sobre o que a gente faz é uma certa leveza de fazê-lo sem tanta preocupação, sem tanta objetividade de busca de resultado. Temos um vocabulário, está no nosso DNA, que é resultado de coisas que a gente ouviu a vida inteira, do que a gente fez, estudou e absorveu. Quando a gente senta pra compor, não é tão premeditado. Aí separamos o joio do trigo. Às vezes, você está à frente de certas coisas, e o tempo é seu aliado. Hoje nos sentimos uma banda de rock clássico brasileiro, mas extremamente contemporânea, moderna, e continuamos a ser uma das únicas que usam sintetizadores e sequenciadores, por incrível que pareça.

O disco tem duas características bem marcantes: a base eletrônica e as letras leves. Vocês todos estavam de acordo com isso quando pensaram nas composições?
Não. Não quero parecer pouco romântico, nem pouco rock’n’roll, mas o nosso processo nunca foi tão solitário. A tecnologia hoje permite que você grave um dueto com um artista da China. Eu, por exemplo, não encontrei com o Nando nenhuma vez no estúdio. Ele passava no estúdio do Schiavon, pegava as bases e punha no computador dele. Assim, tinha o tempo todo à disposição, poderia gravar uma guitarra às 3 da manhã. Não houve essa reunião, essa grande teorização do conceito. Foi um processo muito prático: o Schiavon me mandava um tema, eu fazia uma letra, ia para o estúdio e gravava aquela melodia. Ou mandava uma melodia pra ele, que fazia uns arranjos e me mandava de volta. Eu e o Schiavon só nos encontramos mesmo pra resolver questões, como um tom, ou se a música seria mais rápida ou mais lenta. O grosso do disco foi composto cada um na sua casa. Agora, é claro que aprendemos muitas coisas. O Schiavon veio de uma formação erudita, o rock progressivo ainda estava muito presente quando a gente começou. Ele passou sete anos como diretor musical do Faustão, então ele suingou mais, ficou mais popular, mais flexível, mais eclético. Eu amadureci, e não posso imaginar que vá escrever uma letra sobre aquela inocência, aquela timidez do garoto de olhar 43, que mal conseguia chegar na garota. Queríamos soar confortáveis pra gente hoje, não resgatar alguma coisa do passado. A gente sofre muito pra envelhecer, pra continuar vivo, então temos que usar isso. Quando as pessoas ouvem um disco, querem absorver, aprender alguma coisa. Com o tempo, você vê que algumas questões não são tão complexas quanto acreditava na adolescência. Às vezes, ouço as canções daquela época e penso que aquele moleque era muito sério. As letras agora são mais cínicas, mais irônicas, como sou hoje.

Quando vocês se reúnem no palco hoje volta aquele tesão de antigamente?
Volta, e acontece todo show. Hoje temos o privilégio de ter muito mais controle sobre tudo, de ter uma das melhores equipes do Brasil. O rock brasileiro foi hegemônico nos anos 80, mas nunca mais. Então os profissionais da música têm que trabalhar em meios nos quais eles não têm muito tesão. Quando você junta uma turma em torno de uma banda de rock, normalmente são pessoas que gostam de rock e que estão muito felizes de estar ali. Depois daqueles três meses de retomada, de reajuste, chegamos num patamar que é só alegria. Olhar em volta e ver aqueles três caras é uma sensação muito interessante de tempo, totalmente diferente do tempo linear. Você está no palco, fazendo aquela música, e de repente é 1985. Não mudou nada, está todo mundo em 1985. Então você toca uma música nova e vai de 1985 a 2012 em três minutos. Isso rejuvenesce. Nada se compara a ter uma grande banda de rock. Nunca tive a intenção de ser um artista solo. Minha carreira solo aconteceu por necessidade, mas meu sonho de garoto era ter uma banda. Mas você tem que estar feliz, isso tem que dar certo, e nossa relação muitas vezes foi muito conturbada. A gente fez sucesso muito rápido e não conseguiu administrar uma série de coisas. Hoje estamos muito felizes porque ainda deu tempo de pensar, de fazer uma autocrítica, sem estarmos tão velhos pra isso. Estamos muito bem de saúde, todo mundo se cuidando, malhando, querendo dar o melhor de si. É o melhor momento da banda.

Quando você lança um trabalho depois de tanto tempo, dá vontade de já começar a pensar num próximo projeto, ou ainda é tempo de digerir este?
Nem uma coisa nem outra. Trabalhamos em etapas. É como a gravidez: quando o disco fica pronto, nasceu. E não é porque você teve um filho que imediatamente vai querer ter outro. Você tem que pensar na educação desse filho, o que espera pra ele. Hoje queremos cuidar deste produto com uma atenção maior, porque mudou tudo. A parte da criação é essencialmente a mesma, com um violão e um caderno você faz uma canção. Mas tudo em volta dessas canções mudou. Tem que pensar na questão do remix, se a capa vai caber na gôndola, cada pequena decisão é uma extensão do trabalho de criação. Depois de gravar e remixar o disco, você não larga ele. Então começa o trabalho de levar essa criança às pessoas. Cada canção vai ocupar um determinado timing no ciclo de vida deste trabalho, que costuma ter no máximo dois anos, incluindo a turnê que vai percorrer o país todo. Queremos mostrar pelo menos três músicas de trabalho e estamos na primeira ainda. Hoje as possibilidades são muito maiores. Antes você tinha um modelo de gravadora multinacional, mas a internet abriu um leque enorme. A gente pode num determinado momento entrar num estúdio, gravar uma música e pôr na internet. Não precisa de todo aquele tempo pra lançar um novo disco. Agora, por exemplo, o “Big Brother” está na 12ª edição e a gente se deu conta de que não tinha gravado o tema da maneira como ele aparece na Globo diariamente. A gente toca nos shows, mas não tinha gravado e lançado ainda. E deve haver uma segunda tiragem do disco que inclua esse tema. Mas eventualmente a gente tem as comichões de composição, porém tem que conter a ansiedade. Não adianta ficar despejando material, mobilizando energia num momento em que a gente precisa consolidar este primeiro trabalho, mostrar uma música de uma maneira clara, para depois pensar numa segunda e só então pensar num outro disco. Estamos curtindo o fato de este disco ter saído como a gente queria, e isso é uma grande vitória. Estamos muito empenhados em mostrar este disco pras pessoas, e talvez a parte mais dura do trabalho seja esta.

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Marcos Paulino é jornalista e editor do caderno Plug, do jornal Gazeta de Limeira

Leia também:
– “Revolução! RPM 25 Anos”, uma parte da história do rock nacional, por Marcelo Costa (aqui)

31 thoughts on “Entrevista: RPM

  1. Pelas perguntas – não tive coragem de ler as respostas – o Marcos Paulino parece mais ser membro do fã clube da banda(?) que jornalista.

  2. Isso aqui tá ficando complicado… Que parada sinistra, que matéria ruiiiimmmm e sem propósito… podiam cobrir a nova turnê do roupa nova e seu revival PROGRESSIVO KKKKKKK

  3. Não descontem a má vontade que vocês tem com a banda no jornalista. As perguntas que tinham que ser feitas são essas mesmas, e eu gostei das respostas. A banda está ai lançando disco novo e merece espaço, merece ser ouvida e criticada/elogiada conforme for o caso.

  4. Concordo, achei boa a entrevista e as respostas, é importante separar o som, do artista e da pessoa. Isto sem falar no fato de onde o RPM chegou no início da carreira. Boa parte das bandas que nasceram nos anos 90 foi culpa única e exclusivamente do sucesso estrondoso que eles fizeram nos 80.

  5. Tenho má vontade com a banda. Aliás, péssima.
    Agora, discordo do Mac. As perguntas foram pra lá de bobocas, sim.
    ‘Quando vcs se reúnem no palco hoje volta aquele tesão de antigamente?”
    Que isso, rapá!
    Se vissem, acho que o Luciano Huck, o Faustão e o Nelson Motta ficariam com inveja.
    Tb discordo do Mac quanto a esse engodo merecer espaço.
    Já não se dão ao respeito há muito tempo. Se é que um dia se deram e tiveram.

  6. Tenho resistências ao próprio som do RPM nos anos 80 (overdose de teclados, batidão techno etc.), não consigo re-ouvir quase nada, mas reconheço a importância da banda naquele processo do rock brasileiro. A entrevista do Paulino podia ter sido menos burocrática, senti falta de algumas perguntas mais agudas e sacanas, até pra quebrar a pose rockstar do PR.

  7. RPM é uma banda que já era datada e muito ruim (vejam bem, é a minha opinião) nos anos 80, imaginem só agora, depois da magnífica trajetória dos seus membros. Não ouvi o cd novo e não quero nem chegar perto. As letras são ruins de doer, os teclados são bregas demais, enfim, lixo.

  8. O primeiro disco do RPM é muito bom, não temos dúvidas disso, mas eles sempre foram um Duran Duran de segunda……comparem o visual da banda e o disco Notorious, da mesma época. Mas nós estamos precisando aqui no Brasil de uma banda que faça um bom tecnopop, como está acontecendo já há algum tempo nos EUA, quem sabe essa banda não é o RPM ?

  9. Como esperar que o RPM faça música relevante depois de chafurdar tanto na auto-condescendência? Só por milagre sai um coelho desse mato!

  10. é assim, hoje em dia… RETROMANIA!! diante da mediocridade da produção atual, onde não se salva NINGUÉM, todos os que já foram, serão…

    não há limites para a presente reavaliação do passado. a chance é grande de todas as “MERDAS” produzidas se tornarem “PÉROLAS ESSENCIAIS”

    estamos vivendo em um eterno “night of the living dead”!!!
    vide um post recente sobre o progressivo…

  11. Quem criticou,tem direito,mas provou desinformação.
    gosto é pessoal e isso é com pratos,cores,bandas,qualquer coisa,ninguém é obrigado a ter o mesmo gosto.
    mas existem coisas que são FATOS,estão na história e nenhuma opinião pode desconfigurar.
    e uma delas é a grandiosidade histórica do Rpm,a lista é tão extensa que nem caberia todinha aqui.
    -pioneiros do remix no Brasil,na verdade o primeiro,já um fato histórico
    -num momento em que rock ainda era visto com desconfiança no pais,pelas gravadoras,lançam um primeiro álbum que atinge 1 milhão de cópias,coisa só conseguida antes por Roberto Carlos
    -introduziram uma sofisticação cênica e tecnológica nunca antes vista no Brasil,com um show que arrastou multidões insandecidas,que só tinham visto laser em imagens de shows internacionais na televisão
    -nesse disco,conseguem a façanha de unir coisas pops e comerciais extremamentes bem feitas,como louras geladas e olhar 43,a músicas com conteúdos politicos e socias,vide as letras de Juvenilia e alvorada voras,por isso mesmo,ao contráriodo que um disse ai,muito superiores ao Duran Duran,que só tratavam de temas superficiais e comerciais,sendo o rpm uma banda mundial,teria muito mais prestigio da critica por esse fato
    -no segundo álbum,não bastasse td que conseguiram no primeiro,conseguem “apenas” se tornarem o maior fenômeno pop jamais visto no pais e ter o disco de rock mais vendido da história,com quase 3 milhões de cópias,fato que por si só,já os daria relevância eterna
    -esse sucesso enorme fez surgir desde novas publicações até lojas de instrumentos musicais,além de alimentar uma “indústria jovem” no Brasil,que com o sucesso do Rpm,provou que rock poderia ser um bom negócio e relevante
    -a indústria pop no Brasil e o show business existem antes e depois do rpm,pois td mundo bem informado sabe que o show “rádio pirata” foi um verdadeiro divisor de águas
    a lista é extensa na sua magnitude.
    e finalmente,falando em atualidade,procurem ouvir e analisar a letra de “Muito Tudo” ou “Problema Seu” e verão que o “novo” Rpm é DE LONGE e ainda,a coisa mais relevante em termos de conteúdo que temos na música”pop” nacional atual.

  12. Só para constar: nunca fui fã do RPM e não gostei do(s) disco(s) novo(s). Lamento que as perguntas não tenham agradado a todos. Vou me esforçar para melhorar e chegar à altura dos leitores do SYY.

  13. as perguntas são boas e relevantes. já a banda… o que importa do RPM ficou lá na década de 80, datado. eles foram os pioneiros do remix? poxa, que legal. podia ter sido a Xuxa. e daí?
    são sim um engodo. zumbis por zumbis, fico com os seriados.

  14. Zé, você mesmo escreveu que não teve coragem de ler as respostas. Ou seja, você julga sem ler e ainda quer acusar de alguma coisa. Porra, velho, é muita falta de respeito com o trabalho dos outros. Não concordar com você passa a ser corporativismo. É uma maneira “copo vazio” de ver as coisas, né. Fazer o que. De resto, tem muito texto que entra imperfeito aqui no site, por vários motivos que nem justificam, mas é o que a gente consegue fazer, e me orgulho disso. Essa entrevista não se encaixa nesse caso. Se você acha isso corporativismo, uma pena.

  15. corporativismo, Zé?
    discordo de uma série de matérias aqui, em especial, muito mais na escolha das pautas que na condução da matéria. jamais me disporia, por livre e espontânea vontade, a escrever sobre o RPM, por exemplo.
    se o CEL defender minha visão sobre o show/carreira solo do Camelo, se o Mac dizer que concorda com o Noa sobre os rumos da carreira do Fresno, bem, aí a gente passa a pensar em falar em corporativismo.

  16. Pô, Mac, jamais me indisporia com quem não concorda comigo. Pelo contrário, o Cel é dos que mais gosto e respeito.
    Agora, já notei sim que quem escreve aqui – alô, alô jw e Ismael – tende a, nos comentários, concordar com os colegas de site. E pra ser bem honesto, livro a sua cara dessa conduta.

    PS: As perguntas que o cara fez são indefensáveis – nem precisava ler as respostas. No mais, deve mesmo se orgulhar do site que é ótimo.
    Por último e não menos importante, peço desculpas ao Marcos Paulino pelo mau jeito quando ele pedir aos leitores sem ironia.

    Revejam esse corporativismo. Tá com nada isso.

    Abraço

  17. comento concordando na maioria dos casos porque 80% das vezes só leio o que me interessa.
    as outras raras situações, como foi o caso do RPM, acabo lendo por curiosidade mórbida, do tipo “é sério que escreveram sobre isso?!”

    tenho mais o que fazer do que deixar sempre um comentário discordante e pseudo-provocativo em todos os textos que leio.

  18. A ironia foi por sua conta, Zé Henrique. Agora, me desculpar por quê? Por que escrevi um texto do qual alguns não gostaram? Estranho. Se o Mac publicar uma matéria sobre o Exaltasamba, não vou ler. Nem ofender quem escreveu ou quem gosta da banda. Simples assim.

  19. Tb só leio o que me interessa, caro jw. Tanto é que comento na minoria dos posts.
    Nesse caso do RPM, veja só, o motivo que me levou aqui foi o mesmo que o seu. Tipo quando a gente vê um acidente na rua e passa de carro devagarzinho pra dá espiada.
    Ainda bem que temos só a curiosidade mórbida como ponto em comum.
    Já que não é porque me interessa que tenho que concordar com o que foi dito. Além do que mil vezes ser pseudo – provocador que bajulador de coleguinha.

  20. Realmente, Marcos Paulino, desculpar-se talvez não seja o caso. A não ser que tenha sido incauto com segundas intenções. O que não acredito.
    Sendo assim, vc não tem culpa.
    Ora, ora, cara, a repulsa é um baita atrativo. A vida não é tão “simples assim”.
    A sua ironia acima é latente pra quem tem mais de dois neurônios. Eu tenho três.

    PS: Mac, não vou ficar de briguinha com ninguém aqui. Não é essa a intenção.
    Expus minha opinião e por mim assunto encerrado. Com sinceros votos que alguns que fazem esse ótimo site de cultura sejam menos melindrosos, menos corporativistas – só abrem a boca para corroborar com quem escreveu – e mais críticos. Porém, sem perder a ternura.

  21. O RPM tem um dos melhores discos já lançados nesta nossa interessante gleba.
    “Louras Geladas” é uma das músicas pop mais legais que já tivemos por aqui.

    Esclarecido isto, o resto é punheta batida com o polegar e o mindinho.

  22. Opa, como fui citado, me vejo na obrigação de responder. Leio muitos textos aqui não por gostar desse ou de outro artista. Leio por querer conhecer. Não tenho ranços de descolado nem de jornalista ‘enfant terrible’. Não tenho ranço contra bandas dos anos 80, por exemplo. E não discordo por discordar. Acho que há muitos comentários desnecessariamente ácidos e desrespeitosos aqui. Não concordo com eles e tento não emitir o mesmo tipo de postura. Quanto a concordar com o que escrevem, não faço isso. Não gosto, por exemplo, de Los Hermanos, Criollo, Malu Magalhães, Tulipa Ruiz e outros que são elogiados em resenhas nesse espaço. Mas nem por isso deixo de ler. Gosto de bons textos. E foi isso que me fez vir frequentar esse site. Quanto a entrevista em si, ora, se não fosse o RPM e sim algo como o Radiohead e o Paulino tivesse feito perguntas semelhantes, os elogios viriam em cascata. Há um patrulhamento meio fascista por parte de alguns leitores. E não compartilho com essa ideia.

  23. A equipe deve sofrer bastante ao ler os comentários.
    O site é ótimo. No Brasil, nenhum site musical é tão completo e rico quanto este. Claro que dou minhas alfinetadas por aqui. Geralmente exponho minha insatisfação para com os artistas e público. Às vezes sobra pra alguns críticos, dentro, claro, do contexto de público.
    Detesto o trabalho de muita gente que elogiam aqui. Entretanto, isso faz parte do negócio. E o campo de comentários está aí pra isso! Todavia, não sejamos injustos. Não há problema em dar espaço para o RPM, por pior que seja. Nem há problema com as perguntas. Aliás, o que você perguntaria à uma banda como essa?
    Mac e cia., minhas sinceras condolências. E desculpem alguns comentários maldosos que faço . Amo vocês. S2 S2

  24. O Paulo Ricardo se equivoca ao dizer que o RPM foi o pioneiro no remix. O primeiro remix nacional a invadir as rádios foi “Lindo Lago do Amor” – Gonzaguinha! Só não me recordo quem fez os blips e bloings da faixa, mas essa sim foi a primeira.

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