O rock brasileiro precisa morrer

por Vladimir Cunha

Não, não é um poster do novo filme da Disney

Tecnicamente o rock é um negócio limitado pra caralho. E justamente por conta disso ele sempre foi movido por sua capacidade de gerar possibilidades, sejam elas de fuga ou de auto-afirmação. O poder mobilizador do rock não está em uma resposta consciente a uma determinada construção simbólica. A música não arrebata ou emociona pelo seu aspecto formal e sim pelas possibilidades de criação que permite ao ouvinte. Nos últimos 50 anos, o que o rock pôde oferecer nesse sentido sempre foi mais interessante do que aquilo que ofereceu como expressão artística. É o que explica a sua necessidade de reinvenção e conflito consigo mesmo na qual está metido desde que, dos anos 60 em diante, gerações de músicos floresceram negando umas às outras, conflitando símbolos e pontos de vista, oferecendo aos ouvintes um ciclo contínuo de morte e renascimento.

Foi preciso que a Invasão Britânica fornecesse um novo ponto de vista ao rock’n’roll para que, a partir dela, todos os sub-estilos do rock se desenvolvessem na segunda metade dos anos 60. E quando os códigos e paradigmas dessa mesma geração se transformaram na pretensão vazia e elitista do rock progressivo – que fornecia escapismo, mas não diversão e catarse – surge o punk rock, pronto para criar um novo horizonte de possibilidades para os jovens sem futuro de todo o mundo. Quando não se tem isso, trata-se apenas de música pop no seu pior sentido, um produto da indústria do entretenimento com propósito e vida útil bastante definidos.

Agora imagine que você é um garoto de 12 anos, ainda meio confuso com os pentelhos crescendo, as espinhas na cara e o súbito interesse nas meninas da rua, curando com muita punheta e site de mulher pelada o fato de que todas elas te acham um zé-mané. Você não é mais criança, mas também não é adulto e precisa encontrar uma trilha sonora decente para esse período de turbulência. Você sintoniza uma “rádio rock” qualquer, liga a TV e ai vem a pergunta: que possibilidades de criação, revolta e catarse oferece a você o rock brasileiro dos anos 00?

Provavelmente nenhuma. Essa foi a única resposta que passou pela minha cabeça enquanto via a banda Cine lançar o clipe de “Garota Radical”, seu primeiro single, uma overdose de cores cítricas e penteados mirabolantes na qual os músicos são apresentados como se fossem caixas de sabão em pó. A produção profissional e higiênica ocupa tanto espaço que não existe aqui nenhuma brecha para a criação de um novo olhar. Mas, espertamente, e por ser um produto voltado para adolescentes do sexo feminino, a imaginação foi deliberadamente substituída pela fantasia, seja ela sexual ou afetiva.

É assim que se apresenta o rock brasileiro nos anos 00: como um veículo de satisfação imediata, que por ser baseado em regras de mercado, e não em imaginação e força criativa, não possibilita o estabelecimento de um novo paradigma ou de uma nova percepção. NXZero, Fresno, CPM 22, Leela, Capital Inicial, Cachorro Grande… todos esses grupos apresentam-se apenas como produtos da indústria cultural e como uma caricatura de transgressão e não como proponentes de novas possibilidades de criação.

Quando o mundo é uma merda

Junho de 2008. No estúdio VIP do Mosh, um mega-complexo de estúdios de gravação na Barra Funda, em São Paulo, Marcelo Nova reclama da nova geração do rock brasileiro enquanto Marcão e Paciência – que, junto comigo, vieram gravar um depoimento do músico sobre o disco “Viva!”, do Câmisa de Vênus, para o último episódio de 2008 do Discoteca MTV – arrumam a luz e posicionam as câmeras.

“O problema, cara”, grita Marcelo, agitado, “é que o adolescente PRECISA gritar que o mundo é uma merda porque quando você é adolescente o mundo É UMA MERDA. Mas quem quer gritar hoje em dia que o mundo é uma merda? NINGUÉM, PORRA!”

O homem não pára quieto. Enquanto fala, se mexe de um lado para o outro, dando um trabalho da porra para Marcão, cada vez mais agoniado na impossibilidade de acertar a luz e a marcação das câmeras. E então dá um pulo da cadeira quando me ouve falar a palavra “emo”.

“Aí não… Emo é foda. Esse negócio de emo me torra a porra do saco. Pega essas bandinhas aí… tudo com aquele cabelinho, aquele… aquele sebo no cabelo, aquela seborréia…”, diz ele de pé, gesticulando sem parar, eu dando risada, sem coragem de pôr ordem no recinto, “Levei um chifre’, ‘ai meu cu’, ‘ai não sei o que’… porra, isso não é rock, meu filho. Isso é uma porra de SERTANEJO DISFARÇADO. PUTAQUEOPARIU!”.

Ele sabe do que está falando. Afinal teve o ímpeto de gritar que o mundo era uma merda. E de me fazer, aos 12 anos, em 1986, criar um novo paradigma pessoal a partir das músicas que gravou com o Câmisa de Vênus, aquele rock sombrio e barulhento com letras sobre estupro e morte; sobre yuppies em crise de identidade; capaz de misturar em uma mesma música marxismo, Jesus Cristo, Freud e pós-punk. Foi através do Câmisa de Vênus que comecei a negar o pop brasileiro dos anos 80 e me interessei pelo movimento punk – na falta de um rótulo melhor a imprensa brasileira da época associou Marcelo e companhia a bandas como The Clash e Sex Pistols. E foi o punk que me levou à new wave, ao skate, ao pós-punk, ao thrash metal e ao hardcore.

É por isso que não canso de me perguntar qual é a do rock brasileiro nos anos 00. Acomodado nos já não tão confortáveis braços da indústria da música, cada vez mais combalida pela pirataria, ele se apresenta apenas como um acessório estético de revolta controlada, que não avança em suas proposições justamente por se conformar aos jogos de poder e mercado. Como o pop supostamente sensível do Capital Inicial, dos anos 80, mas renascido nos anos 00 e cada vez mais semelhante a um livro de auto-ajuda para adolescentes em crise; e a fantasia “sex, drugs & rock’n’roll” do Cachorro grande, milimetricamente sujos e descuidados, como se os Rolling Stones tivessem surgido repentinamente do provador de um brechó da Benedito Calixto direto para um editorial do curso de moda da Fundação Álvares Penteado. Ou mesmo a suposta dureza de CPM 22, Fresno e NXZero, com suas tatuagens e visual estilizado, que se confronta com o vazio do discurso e a ausência de imaginação, abraçando como única razão de sua existência a trilha sonora de uma adolescência conformada.

Hora de voltar ao clip do Cine. Um pop de videogame em cores berrantes como um vídeo de aeróbica da Jane Fonda. O que a banda oferece é saturação sensorial e fantasias afetivas vagas, porém em quantidade suficiente para estimular as primeiras explosões hormonais de meninas recém-saídas da infância. É uma história de amor com começo, meio e fim, envolvendo o vocalista aloirado e a Garota Radical que empresta seu nome à música. Um telão espalha abstrações pelo cenário e a banda dá uns pulinhos como um enxame de clones dos Mario Bros. E quando sobe o aviso de game over o impacto é tão profundo quando o de um comercial de pasta de dentes.

O fim da História

Acredite: eles queriam competir com o Carcass

Pra mim o rock brasileiro acabou em 1991, quando Paralamas do Sucesso e Titãs lançaram os seus piores discos até então, respectivamente “Os Grãos” e “Tudo Ao Mesmo Tempo Agora”. Logo depois, o Nirvana dominou o mundo. Em comparação com o trio de Seattle, QUALQUER rock feito no Brasil soava anacrônico, mofado e desprovido de sentido (Sepultura corria por fora e é uma outra história). O Capital Inicial e a infame “Mickey Mouse em Moscou’ só nós deram mais certeza de que, naquele momento, era necessário virar as costas para o país.

Foram precisos três anos, duas bandas de Pernambuco, quatro moleques de Brasília e um bando de maconheiros do Rio de Janeiro para que fosse possível confirmar a viabilidade de uma música pop genuinamente brasileira. O mangue bit, os Raimundos e o Planet Hemp mudaram tudo ao cruzar gêneros, desafiar convenções de mercado e estabelecer um novo padrão de composição, que fugia do rock, se aproximava do rap e tinha como referência as contradições das grandes cidades brasileiras. Suicidal Tendencies e forró, hip-hop e a malandragem da Lapa, skate e maracatu. Ídolos pop de uma linhagem suburbana, a continuação pós- moderna do imigrante que enxerga a metrópole a partir de uma perspectiva muito particular. Cabelo carapinha, pele escura e dreadlocks em choque com o arianismo gélido e encapotado do rock dos anos 80.

Mas a onda que quebraria com toda a força em 1994 recuou e se diluiu, ainda que seus respingos estejam por aí. E o ciclo de destruição pop se repete quando a música jovem feita hoje no Brasil, pelo menos a que se impõe no mainstream, surge da negação da década passada ao abraçar o rock tradicional da mesma maneira que a geração dos anos 80. O som é californiano e o padrão estético a ser perseguido não está na periferia das cidades brasileiras e sim nos subúrbios norte-americanos; sejam eles reais, idealizados ou mesmo replicados de maneira pobre nos condomínios de São Paulo e da Barra da Tijuca.

A saída pode estar na nova eletrônica brasileira do Montage, dos tecnobregas de Belém do Pará e do Bonde do Rolê ou até mesmo na nova MPB feita pela vanguarda paulistana liderada por Curumin, Céu, Lucas Santana e Fernando Catatau. Mas mesmos estes parecem pequenos e segmentados demais para fazer algum barulho fora do gueto chique da Vila Madalena. Enquanto isso, o rock brasileiro – ou o pop, caso seja preciso usar um termo mais amplo – continua devendo uma nova possibilidade de criação e uma nova construção de significados. Só assim será possível dar vazão à vontade adolescente de gritar que o mundo é uma merda.

******

Vladimir Cunha é jornalista e assina o blog Tudo Jóia

102 thoughts on “O rock brasileiro precisa morrer

  1. Ótimo texto, resume tudo o que eu sinto ao ver certas coisas hoje em dia! Só discordo do que você disse sobre o “Tudo Ao Mesmo Tempo Agora”, do Titãs! Pra mim, esse é um dos melhores discos que eles fizeram. Sujo do começo ao fim. Mas opinião é que nem bunda, cada um com a sua!

    Abraços.

  2. Eu acho que a década de 00 teve boas bandas nacionais.
    Exemplos:
    Los Hermanos
    Violins
    Wado
    Móveis Coloniais de Acaju
    Mombojó
    Supercordas
    Cidadão Instigado
    Rômulo Fróes
    Superguidis
    Gram
    Ludov
    Entre outras.

  3. Vanguarda Paulistana??? Lucas Santana e Fernando Catatau não são Paulistanos…Acho que você generalizou tudo aí. As bandas que você citou são aquele tipo de produto feito pra vender que sempre existiu e sempre irá existir…

  4. Barquinho, tirando o Los Hermanos, as outras bandas que você citou só existem para gente que acompanha a cena independente ou sites como esse. Ou seja, uma panelinha. O que o cara tá falando no texto é rádio, televisão, sucesso. E falou muito bem. Tem que acabar mesmo.

  5. Sabe o que acho muito engraçado disto? O rapaz do CPM22 é irmão do M. Takara e são duas coisas distintas; um é o sucesso e o outro é o querido da mídia. Isto só me faz creer que acesso à informação não se transforma em qualidade.

    Outra coisa, não há o que se revoltar neste rock? Acho que as bandas com maior grau de visibilidade por si já bastam para os adolescentes se insurgirem. Agora o que esperar de um país que cultua há 30 anos Iron Maiden como se fossem atuais. Além disto, eu nem ouço rádio mesmo, digo, até ouço mas apenas na internet.

    O modelo de divulgação que conhecemos já não existe. Os artistas mencionados vivem fazendo shows pequenos e, às vezes, lotados em casas pequenas com um público que já tem ciência do que irão ouvir. Algo que eu gostaria de ler é uma crítica estruturada ao modelo de um Trama virtual de download remunerado ao artista. Reclamar que as bandas que tocam na rádio são de qualidade sofrível, é esquecer que ali impera ainda os jabás.

    Bem, irei parar pois já devo ter perdido o foco…

  6. Concordo com o Barquinho sobre algumas bandas e entendo perfeitamente o texto acima, mas acho que esperam demais do rock.
    Criar novos paradigmas no rock, só se for pela criação da música, do conceito, pq na vivencia da cena roqueira de qualquer cidade do Brasil e do mundo pode-se viver a mesma situação que eu vivi qdo tinha 15 anos e comecei a sair. Os roqueiros eram tão chatos e ortodoxos como as patricinhas da minha escola que amavam o Junior Lima, e a identidade de juventude que eu pretendia formar com tais pessoas que ouviam as mesmas bandas que eu se frustrou. No final, pra mim, o mundo e os roqueiros eram uma merda. A que recorrer? Comecei a ouvir Belchior (!) e a perder o tesão que tinha pelas bandas, porque acabei percebendo que rock ou pop, no final, eram todos ortodoxos e conservadores dentro de seus mundos. Fiquei sem identidade e o rock acabou virando passatempo ao invés de paradigma.
    Hj aos 22, percebo que está na hora de acabar com isso, mas não espero grandes revoluções do rock. Não do rock!

  7. Cara, seu único problema é confundir rock com punk. Punk serve pra gritar q o mundo é uma merda. O rock não necessariamente. Os eventos artísticos que criticavam o mundo (Woodstock, Live Aid) tinham a música como um chamariz pra juntar cérebros pra tentar chegar em alguma coisa palpável (oq não aconteceu) e nada mais. Além do mais, poderíamos mto bem culpar os mega-ultra-master-foda-punks pelo Cine, já que, como vc disse, gritaram bastante q o mundo é uma merda e, se rolaram mudanças no mundo por isso, hoje os jovens já não acham o mundo uma merda, fazendo, consequentemente, música sobre amorzinho de colégio. Se não rolaram, não adiantou de bosta nenhuma, concorda?

  8. Confundiram pitty com penelope?! Ambos os nomes começam com P, ambas estão cheias de tatuagem, falam coisas bizarras e são baianas, mas mesmo pai elas não tem…

    Radio é uma estetica batida, lobão fala de jabá antes de eu nascer se duvidar e antes dele outros ja falavam. Existem ótimas bandas de 2000 pra ca, talvez pequem pela falta de originalidade ou vivam realmente em guetos, mesmo acreditando que a internet leva música ate onde não tem rádio, porém ainda não está na maioria das casas brasileiras.

    Mas como diz o texto: Tecnicamente o rock é um negócio limitado pra caralho. Como esperar novos paradigmas musicais?!

    Falows!

  9. muito bom.
    …falando ainda do rock brasileiro faltou o nome dO RAPPA nas bandas que mostram a viabilidade tupiniquim. seu rock-reggae c/ elementos de samba, funk, hip-hop, rap e até MPB fazem par aos meninos do NAÇÃO em sua cruzada social.

  10. Duro né. Mas o underground está lotado de ótimas bandas de rock. O problema é que as pessoas esperam que a cultura pop entre no túnel do tempo e desembarque na efervescência criativa dos anos 60. O sonho acabou, já se esqueceram? Se o pop era sinônimo de qualidade nos tempos idos, hoje é sinônimo de lixo. É tão difícil assimilar algo tão simples?? E não me venham com exceções. Elas são… Exceções… Nada mais. Música de qualidade temos às toneladas. Basta cortar esse cordão umbilical que nos liga inutilmente a essa palavrinha escrota: pop. Parem de ouvir rádio. Desliguem a MTV. Nada de bom saí dali. Prestem atenção naquele som que sai da garagem do seu vizinho. Procurem no lugar certo.
    Ah… Gostei muito do texto. Só não concordo com a opinião sobre Tudo Ao Mesmo Tempo Agora, para mim, o melhor dos Titãs.
    Apoiem o underground! Esqueçam a moribunda cultura pop. Porque o mundo é uma merda!

    http://www.nervusrock.com
    http://www.youtube.com/user/bandanervus

  11. Quem é esse tal de rock n rooooooooooooooooooooooooooooooll?

    Tb tive a leve impressão de confudirem punk com rock e tb tenho a leve impressão de que pra adolescência de hj o mundo não é uma merda, pode ser uma merda pro resto do mundo, mas não pros adolescentes, mas ok.

    Td isso pra mim tem a imagem da Britney Spears cantando I Love Rock n Roll da Joan Jett.

  12. Bom, concordo com muitas coisas no texto e discordo de algumas várias tb… O rock progressivo nucna foi vazio. Algumas bandas sim abusaram do que essa vertente trazia e o transformaram numa punhetação só. Em contrapartida, TODAS as bandas emo bebem do Punk. Talvez se não fosse tão fácil (ou melhor, tão empurrado pela mídia) que só o punk prestou nos anos 70, a molecadinha nojenta com dor de corno não teria ouvido só Ramones e não acharia só essa forma de se expressar.
    Enfim, chega a ser até difícil dizer que não vivemos mais numa ditadura musical. E as ÚNICAS vias para alguém poder “gritar que não há nada mais genial no mundo” são a Internet e os bares com som lixo e que desrespeitam as bandas.
    Já que temos o primeiro, vou ousar gritar: http://www.oinovosom.com.br/reversi (sobre o assunto, ouçam a faixa Antíteses).
    E, como bem disseram nos comentários, esperar que alguém queira ouvir algum grito. Se você quer, ouça.

  13. Ta certo cara, a coisa musica aqui ta feia. Nunca foi tão bonita, mas atualmente ta horrenda. Cito Chris Simunek, q possivelmente nem sabe o q é rock brasileiro, mas esta frase dele em “Paraíso na Fumaça” sintetiza bem meus sentimentos pelo adolescentes deste século perdido.

    “Até os garotinhos caretas de Kent usam camisetas do Merilyn Manson. Mas isso é um avanço. Quando pessoas assim começam a posar como os caras cujos cortes de cabelo seus irmãos mais velhos ridicularizavam, em cujos armários escolares eles mijavam, eu digo que é hora de pegar em armas.”

    Isso ai!

  14. Rock no Brasil (fora do undergound, myspace, site do scream & yell, sua panelinha de amigos do twitter) sempre será assim, simplesmente porque o Brasil não é o país do rock, e sim do Funk, do Samba, da Swingueira e do Forró. Pensar que vanguardistas do myspace vão chegar no mainstream é completa utopia. Não adianta, infelizmente, Elvis Presley não nasceu no Brasil, não adianta reclamar nem gritar. De resto, tampar os ouvidos com seu iPod cheio de músicas que só você descobriu no last.fm.

  15. Eu concordo com alguns pontos que foram levantados no texto, e em alguns dos comentários feitos.
    Tenho 14 anos e simplesmente DETESTO Cine, Nx Zero, Fresno, CPM, e todas essas novas bandas aí. As letras são uma mesmice, a melodia não faz sentir nada, os clipes são outra porcaria…e em sua maioria (não dá pra GENERALIZAR, mas…) as fãs desse tipo de banda não tem muitas coisas na cabeça.
    Mas é isso que está na mídia. E a mídia é isso: é se focar na massa. Se a massa são garotas e garotos adolescentes que não procuram se informar, que não pegam um livro, que só assistem filmes de besteirol americano, as letras não precisam ser grande coisa, e etc.
    Só que vão sempre existir excessões. Eu por exemplo, passo longe de música nacional (com excessão de bossa nova e um pouco, bem pouco do samba rock), principalmente desse ‘rock’ nacional. é isso..

  16. “Quem é esse tal de rock n rooooooooooooooooooooooooooooooll?”

    Texto muito bom. Não acho que ele confundiu nada, apenas citou estilos tendo o ponto de vista sua atitude emblemática mas doq a postura de estilos.

    Concordo que no underground tem muitas bandas boas.

    O sonho acabou? besteira, oq estamos vivendo é um nova realidade, outras bandas, outros contextos, bandas ruins e boas bandas, querem o Novo titãs? o novo Camisa de Vênus? nunca vão ter mas dentro de outros contextos se encontra sim coisas relevantes, agora, não numa rádio comprometida (para sua própria sobrevivência) com as bandas que se renderam a caricatura comercial.

    O “Pop” de hj em dia é ruim (?) mas não deixa ser ser “Pop”.

    A diferença era que Pink Floyd por exemplo era pop mas tinha qualidade.
    É raro achar esse equilibrio hj em dia. Pq? culpa das bandas? ou culpa de uma falta de espaço e de uma “Síndrome Underground” que bitola até quem não se acha bitolado?

  17. ótimo texto, concordo e tenho essa mesma crítica e crise, minha banda sempre foi associada a vanguarda paulistana, e quando nos deparamos com Edgard Scandurra ele nos falou: porra mulecada vcs tocam como as bandas de antigamente, e demorou para o seychelles sacar essa responsabilidade. como no início tudo que era banda começou a liberar e gravar seus sons, entramos no balaio de maneira meio perdida, hoje a peneira da crítica músical não sabe o que foi o rck da década de 00, pq não soube pesquisar, para garantir seus empregos queridos escreveu e presenciou essa porcaria toda, e soube através de poucos hyppes, algumas boas novidades independentes, ou reverenciou meia dúzia que voltou da gringa com algum pretígio. a próxima década começa e daqui a pouco teremos que aguentar dinho ouro preto comemorando 30 anos de Capital, Nxzero ganhando VMB pela milionésima vez com pitty e documentários medriocres com estética de propaganda, em quanto muitas bandas bem intencionadas gravam com má qualidade e tocam em casas esburacadas pelo brasil para amigos e blogueiros que pesquisam o que realmente tem sido feito no rock brasileiro….minha crítica vai também aos jornalistas musicais, que escrevem mais para garantir seu pão de cada dia, do que investigam como historiadores do nosso cenário underground

    muito bom o texto

    Fernando Coelho
    Guitarrista das bandas Seychelles, Mamma Cadela, Monique Maion e Heroes

  18. Concordo plenamente com o texto. Eu considero esse cenário musical pobre um reflexo da miudeza dos horizontes da juventude atual. Não há pelo oq brigar como havia em outros tempos, o politicamente correto e o bom-mocismo imperam, ninguém ataca nada, e qdo há ataque consideram falta de educação. Tudo é motivo de escandalo, é só pensar como seriam inviáveis hj tipos como Glauber Rocha ou Secos e Molhados. O mundo parece retroceder.

    Mas acho q não se pode condenar td. Escavando, dá pra achar coisas boas, com uma postura comprometida com a arte, procurando novas possibilidades nesse deserto criativo, e não fazendo o q o mercado manda. Na Paraíba mesmo, onde moro, está despondando uma boa leva de bandas q nos leva a crer q podemos ter esperança: Blue Cheep, Reis da Cocada Preta, Nublado e Gauche.

  19. Só a internet salva. O mainstream brasileiro fede nos 00, fato, mas não é mais impossível ter acesso a coisas de qualidade. O problema é que, talvez exatamente por tê-la, essas bandas nunca deixarão o rótulo vago de “independente”. O que é bom é inteligente, e só o burro vende.

  20. Odeio todas as bandas citadas com exceçao do Fernando Catatau e do Lucas Santana que nao sao paulistanos, mas o texto faz entender de outra maneira
    .
    O texto foi muito mal escrito.
    Parece que foi escrito por um estudante do segundo grau aspirante a Lester Bangs.
    Mas acho, na melhor hipóteses, sua mensagem benéfica a todos que concordam com a merda do rock mainstream

    O pior de tudo mesmo foi o comentário do Coelho. Esse aí provou que a grande maioria dos guitarristas do rock dos 00 nao sabe concatenar uma ideia sequer. Nem sobre aquilo que mais lhe interessa que é divulgar bem a sua banda.

    O Brasil vai bem, obrigado, com bandas e artistas como:

    Ronei Jorge e os Ladroes de Bicicleta
    Wado
    Numismata
    Matuto Moderno
    Romulo Froes

  21. Boa a discussão. Vou dar um testemunho. Em 2006, quando chegou a hora de definir o “conceito” do álbum que o Terminal Guadalupe iria gravar, relutei até o último instante em tratar sobre exclusão. Sempre acreditei que uma eventual crítica à pauta/agenda social/política soaria melhor e mais forte se partisse de um moleque de 20 anos. Como ninguém, exceto Beto Cupertino (Violins) ou Wado, tocava nas feridas, eu, que já passei dos 30, fiquei com o trabalho sujo. “A Marcha dos Invisíveis”, a seu modo, muito modesto, tornou-se um pequeno libelo contra a apatia da geração 00. A propósito, ainda acho que tudo está uma merda e continuarei falando assim.

  22. Esse texto é muito EMO. Esse papo é muito EMO. Só se lê textos sobre o fim da música e blá blá blá, e isso pra mim é EMO. Se vc sabe o que é ter uma banda e mudar o mundo,MONTE VC!!!Pra mim isso sempre foi uma coisa além da música.Se vc acha que o mundo é uma merda, GRITA VC PÔ!!!! Junte pessoas e mude o mundo VC!!!! E não fique esperando o novo Kurt Cobain fazer isso. Aliás o Nirvana refletiu em que fora da musica? Salvou o mundo da miséria? Eu era fã de Nirvana e Planet Hemp lá nos meus 15 anos, e quando foi que eu fiz algo pra mudar alguma coisa. Ou vc acredita que alguma pessoa vai mudar algo com música? Existiram 150 milhões de bandas que tinham atitude, e um discurso de protesto sensacional e… O mundo ficou melhor por isso? Pelo contrario.
    O problema é o consumismo e o egoismo das pessoas, que acabam gerando esse tipo de coisa que vc está citando, como bandas coloridas como um saquinho de jujuba para adolescentes femeas que não sabem, e nem querem saber de nada. Música é consumismo e as bandas agora são feitas com fast food,vc aprecia rapidamente,não cai tão bem assim, e servem mesmo é apenas pro lucro alheio. Enfim, parem de reclamar vcs também, que escrevem textos, e façam algo. Que tal?
    Ou vcs acham que a responsabilidade disso não é de vcs também?

  23. O Mais coerente de todos foi o comentario Victor B. O cara enche a bola da Pitty, que é dessa industria que vcs estão recriminando aí no texto…. Será que se ele estivesse também no mesmo populacho dessas bandas ele não faria o mesmo???? Será que ele não e aproveitaria???? Enfim se o mundo é uma merda, cabe a que acha fazer mudar, e não esperar… QUEM SABE FAZ A HORA…

    Acho esse papinho e reclamação de que a música morreu realmente uma M…

  24. Ficar procurando rock na rádio pop é perda de tempo. O negócio é garimpar o cenário underground, tem muita coisa boa por aí. Por exemplo, moro no Paraná e tem muita banda boa aqui do sul. Agora, se eu ficasse ouvindo Jovem Pan e assistindo MTV, não iria conhecer nenhuma das melhores bandas que já ouvi. Conversem com amigos, troquem informações. O rock ainda não morreu.

  25. O rock brasileiro é uma farsa comercial(alguem já disse isso) mas no mundo todo o rock não tem mais relevância nenhuma, quem domina é o pop e o r&b americano, o rock hoje é coisa para meia duzia de malucos, como é o blues e o jazz.

  26. sobre o comentário do Amaury (“Enfim, parem de reclamar vcs também, que escrevem textos, e façam algo. Que tal?”). eles ESTÃO fazendo algo quando escrevem contra o cenário, não acha?
    esse argumento de “quer reclamar, faça melhor” é fail demais! imagino que as pessoas que o usam nunca falam mal de políticos (afinal, de acordo com as teorias que apregoam, se querem algo melhor, por que elas mesmas não se candidatam?), de juízes ou jogadores de futebol (por que não vão elas próprias apitar uma partida ou jogar numa final?) ou de qualquer profissional de outras áreas.
    gosto de imaginar alguém indo reclamar com um médico sobre um erro em uma operação: ele reclama que o doutor deveria ter operado o braço direito, e não o esquerdo; aí o médico responde: “não gostou?! o bisturi tá aí! OPERA VOCÊ, PÔ!”

  27. “Ficar procurando rock na rádio pop é perda de tempo”

    Se vc tiver só a pespectiva da rádio, vc realmente vai dizer “o Rock é uma merda mesmo”

    Mas se vc tiver humildade pra procurar, deixar a mídia de lado (os melhores do ano e tsl) vai encontrar sim muita banda interessante.

  28. O problema é que as Radios estão mortas, ninguem mais escuta isso, mas isso não é o problema principal.

    Agora bandas undergrounds são todas boas ne?? Mop Top um Strokes de 5ª categoria que acham que estão enganando alguem.

    E o Cachorro Grande então?? Roubaram as roupas dos anos 60 dos Rolling Stones e o vocal do cara do Supergrass pra fazerem musicas mediocres.

    Eu quero saber onde esta a ambição dessas bandas undergrounds brasileiras, quando elas serão capazes de comoverem milhões como Paralamas e Titãs faziam antigamente.

    A vida no underground é facil demais, é so montar uma banda, fazer uma musica sem refrão com letras sem sentido e uns blips e blops aqui e ali que os criticos lhe chaman de vanguarda. É rir pra não chorar disso.

    Quero ver se essas bandas são capazes de fazerem grandes musicas como Familia ou Alagados. Se querem ser vanguardas pelo menos façam que nem o Chico Science que fez a ultima coisa boa musicalmente que esse pais ja viu, tomara que essas tal bandas undergrounds brasileiras não fiquem esperando alguem prorcura-las pra escuta-las, tenham um pouco de ambição tbm.

  29. VictorB, presumo que vc conhece muitas bandas underground pra dizer isso, certo?

    musica sem refrão com letras sem sentido e uns blips e blops? cite alguma banda que faz isso VictoB? e melhor, vc realmente ouviu essas bandas ou sabe JUSTAMENTE pq leu de algum crítico essa postura dessas bandas?

    No mais, concordo plenamente, as rádios COMERCIAS estão mortas mesmo assim ainda existem rádios interessantes, pelo aqui onde moro.

  30. Meu ponto não foi esse Thomas, eu quis dizer pras bandas underground terem um pouco mais de ambição e tentar alcançar o grande publico, se essas bandas são as melhores, então é melhor elas não esperarem o pessoal as descobrirem e sim elas fazerem com que sua banda se torne mais conhecida.

    O que seria de Los Hermanos sem Ana Julia?? Seria uma excelente banda como é atualmente do mesmo jeito, mas não teria nem um terço da popularidade que tem hoje. Mas por causa dessa musica muitos conheceram uma grande banda ao inves dela ficar restrita somente no underground.

  31. GRANDE texto. só faço uma ressalva, mínima: “Titanomaquia”, produzido por Jack Endino, é o melhor disco que uma banda de rock brasileira produziu. (não obstante ter sido odiado pela crítica e pelo público e sumir de catálogo etc.)

  32. Uma das melhores bandas de Rock acabou esse ano e ninguém ficou sabendo disso.
    O Banzé! realmente pra mim se destacava porque tinha músicas boas com letras muito acima da média. E acho que ao mesmo tempo em que eram rock tinham uma veia pop muito mal interpretada no dito ambiente indie.

    Victor B, curti os seus comentários, essa é pra vc:

    http://www.myspace.com/banze

  33. Concordo muito com o Amaury.
    E vou além. Muito do momento de fiasco musical que vivemos é por causa dos jornalistas/critícos e blogueiros de música que esperam um novo Nirvana a cada ano e fazem jabá pra meia duzia de puxa-sacos amigos que possuem bandas.
    Fiquem atentos: blogueiros sao os novos jabazeiros. Saudades da época da revista Bizz em que os críticos eram inimigos das bandas de merda e a seção de carta gerava ameaça de morte.
    Fico feliz em ler os comentários e ter a certeza de que muitos foram feitos por adolescentes (aqueles que segundo o texto deveria estar gritando que o mundo é uma merda).
    Consome lixo quem quer consumir. Se um moleque acha que é rebelde por ouvir NX Zero, o problema nao está na música, nao está no rock.

  34. 1. Rádios comerciais sempre foram ruins, afinal, são “comerciais” e não “artísticas”.

    2. entendo q a rebeldia adolescente faz o Rock girar, mas deixar o Rock só nessa leva é diminuir o próprio.

    3. A música é reflexo da época, da sociedade, do tipo de relações. Adolescente sempre é adolescentes mas o mundo muda e até as formas de revolta tbm. Pra ver pq essa revoltanão ta sendo expressa em 3 acordes é necessáriou uma análise de quem são os tais adolescentes hj, em q mundo vivem.

    4. precisamos parar de querer achar salvadores da pátria, novos ídolos e etc, Pois assim seremos como o mercado q procura produtos. As pessoas querem ser contra as bandinhas pop de mercado, mas querem q o Rock seja visto no “mercado”. Preciso dizer q isso é uma inquerência ?

    5. Fiquemos com quem faz coisa legal esteja ou não aparecendo
    Valeu pessoal…

  35. Engraçado.. tem um monte de banda boas do final dos 90 e começo de 00 que ainda estão aí no undergroung fazendo sua estrada, não ficando ricos, mas fazendo história.. meus votos são: Autoramas e Velhas Virgens.. não estão nem aí pro mainstream e fazem um sucesso da porra

  36. cara, acho que voce viajou legal aí.Rock , pra mim eh só um meio de diversão, então deixa os muleques tocarem o que eles quiserem e deixa cada um ouvi o que quiser, sem pressão..

  37. Mas esse é o ponto X da questão levantada pelo VitorB. Que há bandas boas no undergroud isso há MASSSSS pra o vitorB se fossem boas mesmo já teriam estourado.

    Discordo. Se fossem ruins seriam. O Contexto é outro. Los Hermanos é fruto de uma época tb.
    Os Caras querem fazem bossa nova com ar de rock, se fizessem isso na década de 80 seria uma palhaçada mas se fazem hj, onde é considerado “arte”.

  38. A saida ta no Montage e no Bonde do Rolê?

    ok, rock nacional és una mierda mrmo. EMOrroidas não! Mas quem aqui assiste televisao? Minha midia esta no Youtube, Myspace e afins. Ali nao toca essas bagaça nao.

    Indo tomar leite com pêra. Melhor que esse papo aqui.

    Atenciosamente.
    Mini Motumbo

  39. É, concordo com 99% do que vc disse.
    Não fui dos anos 80 (tenho 19 anos) mas ouvi muito dessas bandas que fizeram sucesso nesse período.
    Não vou negar que esse rock que nos é mostrado todos os dias pela tv seja horrível. Eu particularmente detesto. Mas ainda tenho grandes esperanças, quando ouço bandas como Móveis coloniais de acaju, Lab, R.Sigma, Mombojó e até msm o Vanguart com seu folk pretensioso. Claro que tem muitas outras em que eu deposito minha confiança, para que o rock ainda seja sinônimo de diversão, mas não cabe ficar listando.
    Mas o problema é que as pessoas mais velhas, sismam em nos dizer que temos as cabeças vazias e por isso a música hoje em dia não tem mais sentido. O rock se tornou sinônimo de luta contra um regime na época em que esse regime existia. O jovem não tem a necessidade de gritar que o mundo é uma merda quando ele tem pais, grana, comida e educação. Então, o que resta a ele é viver e se divertir, como cabe a todo jovem.
    O problema maior, é que como o jovem só busca diversão, empresários viram aí grande renda a ser captada. Então, eles pegam os mais bonitinhos, com arranjos divertidos e roupas legais (vide seu exemplo do cine) e colocam na tv aberta em horário nobre. Claro que isso irá gerar grande impacto, como qualquer propaganda da coca-cola.

    Então na minha opinião, o rock não deve morrer. Só deve haver uma compreensão maior por parte dos mais velhos. Eu msm qnd mais nova gostava de bandas tão vazias como essa que vc citou. Com a idade e amadurecimento, fui procurando coisas mais reais a minha idade e estrutura de vida.
    Só tenha um pouco mais de compreensão com eles, daqui a pouco eles crescem.

  40. bahh na tv passa cada porcaria… essa bandinha aih, cine, passa direto e minha irmã gosta ainda, putz… hahua ainda vou fzr ela gostar de Radiohead…

    escuto muuito pouco rock brasileiro.. e só escuto quando alguém pede rs
    ta complicado.. mas tipo o vanguart é bacana, tem futuro, tem coisinhas assim, um dia, espero, vai ter uma boa música brasileira!

  41. Thomas vc realmente não sabe interpretar textos.

    Tou dizendo que talvez essas bandas undergrounds sejam a salvação do rock nacional, eu disse talvez, mas pra isso elas tem que se tornarem um pouco mais conhecidas para a massa.

    E nem venha com esse papo infantil de que o que é maisntream é ruim porque é do povão, coisa mais infatil de se dizer. Maria vai com as outras…

  42. Boa Daniel, pensei que estivesse sozinho nessa, rs. Acho ruim isso de jornalistas ficarem querendo definir o padrão comportamental ideal, até porque é exatamente isso que a industria faz. Concordo também que existam muitas bandas boas por aí, e não precisam exatamente ser de mainstream ou underground. Até pq, depois da internet, mainstream e underground significam muito pouca coisa. No Brasil, a gente tem Pato Fu,Autoramas, Violins, Terminal Guadalupe, Nação Zumbi,Superguidis e outros, é só vc procurar que estarão lá boas as bandas… Vc só não pode obrigar as pessoas a acharem, que isso é o correto.
    Esse papo de que o Rock morreu ou precisa morrer é velho e tolo, na ShowBizz da década passada vc já lia baboseiras como essa… Abraços

  43. VictoB eu não sei interpetrar ou vc não sabe expor teu pensamento com coerencia? [dúvidas]

    E é a mesma moeda. Eu disse “maisntream é ruim porque é do povão” ? foi isso realmente que vc entendeu? enfim…

    Concordo com o Amaury eu vários pontos. Mas o texto não se destina a passar o cimento no rock nacional e colocar uma lápide e sim se destina a refletir sobre o tema é conseguiu. Estamos fazendo isso. Prova que a discussão não morreu.

  44. Vladimir Cunha esqueceu, injustametnte, de citar outra perola dos anos de 1990, o Virna Lisi, que por sinal esta esquecido por muitos colunistas e criticos especializados em rock. Enquanto a salvação do rock brasileiro, ter comentado sobre o tecnobrega do Pará foi uma infelicidade. Olha, eu sou macapaense, já convivo com isso a anos e tenho propriedades prea dizer com todas as letras “eu odeio a cena tecnobrega”, pois nela não existe nenhum toque de originalidade. O que vocês viram de bom naquilo?

  45. Sim, o texto é para reflexão, mas poderia ser colocado de outro modo. Não precisa ser algo como “morrer” ou “tá tudo uma merda”. Acho que hoje o que exite é uma especie de rock bem pasteurizado, bem embaladinho, e bem arrumadinho feito pra vender, pra ser a alegria da garotada. Hoje existe um excesso disso. Mas se vc for ver, dos anos 80 pra cá, desde quando a mtv inventou estética de videoclipes e música, a originalidade deixou de ser o ponto mais importante pra aparecer pra grande público. O que dizer de coisas como o metal farofa americano, que era totalmente popular, ou o Guns n Roses que foi a maior banda do mundo durante o final dos 80 e iniciozinho dos 90. Foi derrubado por um movimento que foi uma grande exceção, o Grunge. Na época Echo & The Bunnymen ou Pixies eram populares???? Oingo Boingo vendeu mais que os dois juntos, poor causa de uma música sem sal chamada Stay. lembram de Oingo Boingo? Porcupine do Echo e Doolittle dos Pixies são discos fundamentais, mas não venderam nada comparados a outras bombas da época em que sairam. O Motley Crue vendeu mais. No fundo há muito tempo é assim, o melhor fica ofuscado pelo comercial e feito pra vender que na sua grande maioria não vale nada.
    Esse mal não é de agora, por isso eu achei muto exagerado esse texto. Emo é ruim e irrelevante? Sim é, mas metal farofa, coisas como Motley Crue,Warrant ou Poison também eram e sempre foram mais populares. Enfim, procure o que é bom e o que vale a pena, pq sempre existirão coisas muito boas por aí, não vejo motivo pra desespero nesse sentido. Abraços.

  46. “A saída pode estar na nova eletrônica brasileira do Montage, dos tecnobregas de Belém do Pará e do Bonde do Rolê”

    Nossa, e desde quanto Bonde do Rolê traz alguma proposta cultural e/ou musical de maior relevância do que os meninotes do Mario-Bros-Cine? Me explica, porque realmente não vejo diferença entre o Bonde (fabricado apenas para criar músicas de balada para um público Vila Madalena + MTV ) e um Cine (cuja função social é agradar os corações de todos os pré-adolescentes que fazem fila na Augusta pra assistir qualquer programação de fim de tarde da KISS Fm). O princípio (mercadologico da música vendável e ruim) é o mesmo, minha gente.

    E falar que Tecnobrega é a melhor invenção do mundo… Que fetiche sócioantropológico, hein? Mesmo discursinho de certos historiadores que por mero fetiche de mercado passam a valorizar (em todos os sentidos) a obra de algum Zé Antônio escultor dos confins do Maranhão ou MInas Gerais…

  47. Não adianta ODIAR uma banda. Não adianta falar, publicar ou ficar apenas no saudosismo

    O SAUDOSISMO é o pior erro de todos. Ao invés de ficarem reclamando e voltar ao passado pra ouvir alguma coisa, velha mais ainda, interessante, pq nao tentar fazer algo NOVO

    O cine é novo. É algo que ninguem havia escutado. Por mais que seja copia de bandas gringas, mas quem se importa? o rock nacional (salvo exceções) sempre foi uma copia do que acontece “lá fora”. Não pq agente gosta de clonar, mas simplesmente pq é legal

    Foda é quando nego só sabe reclamar e não faz nada pra mudar. NADA.

    Eu to de saco cheio dessa coisa emo brasileira. Mas tem publico e gente que gosta. E aí entra uma das maiores frases de todos os tempos de autor desconhecido

    “FODA-SE”

    Deixem eles serem famosos e tudo mais.

    Agora se foquem em fazer algo novo. Não ficar repetindo sucessos do passado.

  48. Cara, tem muita banda boa no underground com apelo pop sim (uso aqui o pop no melhor dos sentidos). Bandas como Superguidis e Tiro Williams poderiam fazer sucesso nas massas se o cérebro da nossa juventude ainda não tivesse derretido.

  49. Argumentos vagos…
    Quem disse que essas bandas não tem a mesma importância que os Raimundos e Planet?
    Pra galera de hoje em dia, é o que eles curtem e é o que vai ficar.
    E quem falou que essa vanguarda paulistana que você falou é tão importante assim?
    Ninguém fora daqui ou do Studio SP abraça esses artistas..
    Generalização vaga e sem consistência,é o mesmo que dizer que o rock brasil anos 80 é melhor por que veio antes.Naquela época existiam bandas piores do que as de agora,tipo Capital Inicial e Biquini Cavadão,que estão até hoje lotando shows e enchendo o saco.
    Esse papo de que o rock morreu é uma tolice sem tamanho,simplesmente você não gosta dessas bandas(nem eu) e quer induzir o leitor a acreditar que tuas lembranças adolescentes são melhores que as dos adolescentes de agora.
    Não faz sentido,existe muita coisa boa nessa década que você citou.Talvez não seja legal generalizar dessa maneira.
    Nem ridicularizar as meninas púberes que gostam.Elas também gostavam de Beatles na época que eles surgiram,mas o diferencial deles foi justamnente criar a melhor obra musical do século XX.
    Música boa é atemporal.E o tempo é um limite que o homem estabeleceu.
    Menos mau humor ajuda a concordar com teus pontos de vista,na maioria das vezes ajuizados.

  50. quotando o moleke… >
    “O barquinho vai, a tardinha cai.
    Novembro 25th, 2009 at 10:24 pm

    Eu acho que a década de 00 teve boas bandas nacionais.
    Exemplos:
    Los Hermanos
    Violins
    Wado
    Móveis Coloniais de Acaju
    Mombojó
    Supercordas
    Cidadão Instigado
    Rômulo Fróes
    Superguidis
    Gram
    Ludov
    Entre outras.”
    tipo…

    TE INTERNA. pqp

  51. O Vladimir deixou claro, em seu texto, de que falava da música “que se impõe no mainstream”. Ainda assim, senti falta de ver citadas as maravilhosas bandas dos anos 2000: Violins, Terminal Guadalupe, Charme Chulo e, agora no finalzinho, com seu disco em português, Pullovers. Texto e discussão deliciosos 😉

  52. Desculpe pessoal, mas eu gostaria de estar ganhando dinheiro com o que gosto de fazer, os caras do Cachorro Grande fazem isso, não sei se bem ou mal, mas honesto. Existem varias bandas boas, mas o que mais precisamos é consciencia, comentar politica e denunciar.

  53. pois e, o panorama musical no mainstream nem me incomoda tanto quanto quando olho p/ underground (vide bandas citadas aqui) ai e q fico desanimado. muito pouca coisa se salva, falta originalidade e ousadia. o underground esta virando uma simulacao do mainstream.

  54. O rock brasileiro nunca foi motivo de orgulho mesmo…é incoerente esperar um rock genuinamente brasilerio, já que o ritmo não é daqui, é importado….o cenario hoje é infinitamente melhor, pois temos a internet pra buscar e garimpar bandas…se quer ver/ouvir atitude, certamente nao esta no mainstream….se assistir videos de bandinhas adolescentes sem cérebro incomoda, sugiro que simplesmente não assita…sempre tivemos ”bandas” assim……quanto ao Marcelo Nova, isso é tipico de pessoas que atingem certa idade, reclamar da geração atual…concordo com o que ele diz até, mas isso não é exclusividade dos tempos atuais…algum tiozinho da época dele provavelmente esbravejava da mesma forma sobre as musicas dele…

  55. E outra, citar Raimundos e Planet Hemp como sinonimo de qualidade, quer dizer que estamos muito mal mesmo…se voce gostava desses caras em meados dos anos 90, não pode falar uma vírgula de quem gosta de NXzero e Fresno hoje…

  56. Olá. gostaria de te parabenizar pelo ótimo texto. Tenho uma visão muito próxima à sua no que tange ao cenário pop/rock nacional, cada vez mais mercantilizado e menos criativo e ousado. E isso é apenas um reflexo da sociedade atual, onde tudo pode ser comprado, desde o lifestyle até bens de consumo pra suprir algum vazio existencial. O que mais tem por aí hoje é riquinho pagando de moderno, teenager se achando hipster e lançador de tendências sem ter qualquer conteúdo pra compreender alguma coisa, seja o seu modo de vestir ou o comportamento do bando com o qual ele anda. Tem horas que eu sinto saudade de quando não era tão fácil assim ter acesso à tanta música como temos hoje na interenet, porque atualmente, baixar música virou esporte e se foi trocando o apelo emocional da música e o significado pessoal dela pra quem ouve por mais e mais gigabytes no iPod. Quase ninguém mais para para realmente ouvir música e entender o que está por trás do discurso ou da melodia do artista x ou y. É mais fácil ter um discurso pasteurizado e diluído para ser digerido como papinha de bebê por pessoas com idade mental de 12 anos de idade (mesmo que cronologicamente tenham 20, 30 ou até mesmo 40 anos). Cada vez mais vemos crianças sendo empurradas pra vida adulta precocemente e essas mesmas crianças adultificadas acabam um dia crescendo e virando adultos infantilizados, mimados e cheios de desejos, acreditando que podem ter tudo ao mesmo tempo agora (para citar o horrendo disco dos titãs ao qual vc se referiu no texto) e têm o direito de decidir e agir como bem entendem, sem nunca prestarem atenção nas consequências (rapaz, que estranho isso de não ter trema…) das escolhas feitas. Enfim… é muito mais fácil aceitar e engolir o que é imposto e continuar “comfortably numb” do que prestar atenção ao momento e ao meio em que se vive e começar a gritar contra o que se vê de errado rolando em tudo que é canto.

  57. Se hoje temos acesso ao “underground”, pra que se preocupar com o “mainstream”?
    A ditadura do rádio e a Geração Coca Cola acabaram, este texto me parece com palavras de alguém afetado pelos efeitos colaterais de quem os vivenciou na adolescência.
    Se o underground for para o topo, ele irá ditar as regras e tudo que não se enquadrar no estilo que estiver “na moda” será posto de lado e assim o underground virará mainstream e o que não for aceito será underground. É uma cadeia.
    Este texto se contradiz ao querer reclamar que a industria impões as regras e ao mesmo tempo querer ditar quais são as regras à serem seguidas.

  58. A grande mídia só toca merda. Seja aqui, nos EUA ou em UK. Se vc gosta mesmo de música boa, seja rock ou qualquer outro ritmo vc tem que fugir do mainstream. Em qualquer época o que é bom foge do mainstream e se mantém ativo justamente por isso. Por não se subjulgar à massificação. Por não se entregar a obsolecencia e por não querer vender seus ideais. Música boa e mercado nunca combinaram.

  59. Para B.B. King o rock acabou quando Elvis surgiu. Conconrdam com isso?
    Beatles era o pop inglês, mas qual era o pop brazuca da década de 60?
    O pop, é o que há de mais popular, fácil de ser compreendido pela grande massa.
    Existem milhares de outras bandas que não se destacam como a CINE, e são ótimas. Cabe a nós procurar e ouvi-las.

    Meu Pai odiava o Cabeça Dinossauro, pra ele o rock acabou com o Roberto Carlos e Raul Seixas.

  60. Realmente a nova safra popular da musica brasileira é uma vasta merda. Temos que ver que ainda assim existem as bandas fora da tijuca, formadas por trabalhadores e com música de grosso calibre, como o la carne por exemplo.

  61. O termo “morrer”, presente no título do texto me soa como uma metáfora, uma maneira de se decretar uma passagem para um novo momento. E diante do que vejo, tomara que venha logo.

    Comecei a minha vida roqueira bem no começo do “boom” do rock brasileiro dos anos 1980, aos 13 anos de idade em 1982. Ouvia os ídolos da minha adolescência, mas no entanto, movido pelo interesse em tentar entender o que era “esse tal de rock’n’roll”, lia tudo sobre a história do rock, tanto nacional e internacional.

    Já com uma idade mais madura, na faixa dos 40 anos, não acho que esteja tudo perdido. No início dos anos 1990, quando o “breganejo” tomava conta de tudo, achava que estava perdido. Daí veio o Manguebeat, Raimundos e toda uma galera que fundia o rock com o regionalismo musical brasileiro, deu-se um novo rumo ao rock brasileiro. Aliás, essa geração 1990, na verdade, trouxe de volta, e de uma maneira mais contemporânea, a receita que a geração de Raul Seixas, Sá, Rodrix & Gaurabira e a turma do rock dos anos 1970 jap faziam.

    Parece mesmo ser algo meio cíclico no nosso rock ao se flertas com a sonoridade brasileira e depois memorfosear com a estética totalmente estrangeira. Trançando um linha do tempo, vocês perceberam coisas pontuais. A Jovem Guarda, que possuia toda uma concepção comercial e estética fincada no pop anglo-americano, foi suplantado pelo Tropicalismo, cuja sonoridade aliava a tradição da musica brasileira com a pop contemporâneo internacional da época. A receita ensolarada tropicalista envoltada da aura “bricho-grilo” segue com a geração dos anos 1970 até ser deposta pelo New Wave/punk da geração 80. A turma dos anos 1990, traz de volta os princípios tropicalistas, mas de uma maneira renovada e da metade desta década pra cá, a “brasilidade” sofre mais uma vez um “bico” e “bola de vez” é o emo.

    A negação e afirmação de uma identidade, o conflito entre a opção de um rock “mestiço” e uma mera cópia estrangeira, canções inocentes e canções de conteúdo, sempre foram fatores presentes no rock brasileiro.

    A new wave brasileira havia trazido de volta o frescor juvenil da Jovem Guarda. Os Titãs, ants Titãs do Iê-Iê-Iê foram um exemplo disso e em suas declarações deixaram claro isso. Metrô, Magazine entre outras bandas, seguima pelo mesmo caminho. Porém não faziam coisas tão imbecilizantes como algumas bandas emos. Parce até que até mesmo os fãs desssas bandas oitentistas naquela época eram um pouco mais maduros do que os fãs emos, que parecem ter um comportamento infantilizado se comparados aos fãs adolescentes new waves dos anos 1980.

    Guardadas as devidas proporções, Jovem Guarda e a geração emo guardam algumas semelhanças ao desenvolverem canções descompromissadas, ingênuas ( guardadas as devidas proporções e respeitando as realidades de suas épocas). Aprópria Jovem Guarda sofria verdaderios “bombardeios” de alguns críticos mais ferozes e da turma e “protesto” como Geraldo Vandré e Carlos Lira. Hoje, bem ou mal, a Jovem Guarda é vista com outros olhos e como um elemento relevante para a afirmação do rock brasileiro.

    Talvez pelo fato de vivermos um momento que bem ou mal, temos uma ecoomia estabilizada não vivemos nem repressão e nem ressaca da repressão como nos anos 1970 e 1980, a geração atual do rock “mainstream” um “inimigo” direto para dirigir as suas “baterias anti-aéreas”. É bom lembrar que esta é uma geração que cresceu num país com inflação controlada e ilhada com todos os recuros tecnológicos disponíveis. Então, estaria de uma manera tudo bem.

    Só o tempo dirá, se a geração emo do rock brasileiro terá a sorte como o da Jovem Guarda, se será respeitada no futuro ou entrará para a história do nosso rock como um momento negativo e vergonhoso.

  62. Não sei se o Rodolfo, Digão ou Canisso tinham exatamente uma visão suburbana de dentro de suas amplas casas no Lago Sul, bairro mais nobre de Brasília….

    Concordo com as linhas fundamentais do texto, mas algumas generalizações, ainda que retóricas, podem ser confundidas com desconhecimento.

  63. Que bom saber que existem pessoas concientes que sabem expor as suas idéia sem nenhum tipo de ofensas diretas. Existe muita gente que critica essa praga que é o novo perfil do rock nacional mas não tem muitos fundamentos porque essa porcaria nunca sai do topo das paradas e infelizmente consegue se renovar. Tenho medo e pena dessa geração adolescente que tem um conceito tão deturpado de ídolo.

  64. Só mais um lance. Galera, tem muita gente aí que tá viajando na maionese. Não se pode levar música pop tão a sério. Será que ninguém se lembra que essas “boy bands” pré-fabricadas sempre existiram?

    Polegar era o quê? E Sandy e Júnior? E o KLB? Vou até mais longe, o RPM era o quê? E Mamonas Assassinas? É isso. Popzinho sabão em pó radiofônico, pra vender bugiganga, chiclete e o que mais rolar. Quem não gostar, é só ficar longe. Eu mesmo nunca me dei ao trabalho de procurar músicas desse Restart pra ouvir. Sinceramente, nem faço ideia de como são suas músicas e só fui saber que essa banda existe por causa daquele vídeo do “puta falta de sacanagem” que explodiu na net…

  65. Eu quase concordei, mas acho que o texto deveria falar que é no mainstream que não dá para encontrar coisas com a qualidade e que nós gostaríamos de ver. Realmente, as bandas boas acabaram nos anos 90 e dá inveja de ver que as bandas populares dos anos 80 era Legião, Titãs e Paralamas, entre outras.

    Mas acho que tem muita banda boa e com potencial de tocar em rádio, que não consegue chegar a esse mainstream sujo de banda fabricadas. Eles tem espaços nos festivais e na internet (blogs e afins), onde encontramos mais uma porrada de coisa legal. Os anos 2000 produziram o Do Amor, o Holger, o Black Drawing Chalks, o Nevilton, o Mombojó… E vc acha isso pouco? Eu também! Por isso existe mais!

    Acho que só esse finalzinho do texto, continua a desmerecer a música feita pelo país. Tem coisa boa aqui sim!

  66. Marcelo Nova ta certo, isso é sertanejo ! ! ! e dos piores. Raimundos foi umas das ultimas bandas de rock nacional, e pra mim, o Titas morreu no acustico, mas vou ouvir este disco novamente, quem sabe tenha morrido antes mesmo.
    Tem coisas antigas (Iron, AC/DC, …) que são antigas mas tem qualidade, não dependem de Rick Bonadio para existir.
    O problema é que não existe, pelo menos aqui no Rio rádios que toquem rock, no máximo um programa ou outro. Ai vem o que vende para pré-adolescente burro, que passa na MTV, que está uma merda musicalmente falando. Prefiro mais a VH1.
    Infelizmente a nossa geração atual está carente de rock (não pense que um solo de guitarra no meio de uma música sertaneja não é rock). Quem sabe ouvindo um pouco de clássicos o pessoal aprenda, pq a decada de 2000 pro rock nacional (?) não existiu.
    O lema deles em vez de sexo, drogas e r’n’r é “Todynho, coraçãozinho (S2) e chapinha”

  67. Sério, depois que muitos ouvem apenas músicas gringas a galera fala que é preconceito com as músicas Brasileiras, na MTV a Band Restar ganhou varios prêmios mesmo assim a banda foi vaiada, muito estranho esses lances de prêmios via net, não da mais pra confia depois dessa, nem os caras acreditaram que iriam ganhar, o rock Brasileiro acabou, agora a nova geração são de frutas, e artificiais ainda, colorida e menos masculas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.