Smashing Pumpkins e a volta do rock burro

Um dos maiores riscos a que um apaixonado por música pode passar com o decorrer dos anos é a elitização de seu gosto. A pessoa acha que já ouviu tudo, encontra seu nicho pessoal, e começa a atirar farpas para todos os outros lados que não sejam o seu. Ela acredita, do alto de seu conhecimento adquirido, que ouve a melhor música, e que todo o resto (e quase sempre o rock) não passa de grande porcaria. Acontece muito, assim como também acontece o contrário: jovens que transpiram testosterona e se acham os donos da verdade com seus conhecimentos limitados amparados pelo “não gosto disso” sem argumentação. São duas atitudes validas, mas que escorregam em suas próprias ranhetices (racionais ou irracionais).

“Zeitgeist”, primeiro álbum do Smashing Pumpkins em sete anos, chegou aos meus alto-falantes em uma manhã de domingo, e bateu de frente com meu elitismo, mal-acostumado que estava com os arranjos inteligentes do Polyphonic Spree. O careca Billy Corgan chutou a porta do som, enfileirou riffs portentosos de metal, jogou sua voz de taquara por cima do barulho, e transformou o retorno de sua banda (dele, e ninguém que ouse tentar roubar-lhe) na maior epopéia do rock burro em 2007. Não compreendi. Passei o ouvido em algumas faixas, franzi a testa, e aposentei a pasta de MP3 em algum lugar do computador sem dó nem pena. O Smashing Pumpkins não tinha mais nada para me dizer.

Uma pequena pausa para descansar os ouvidos do mundo no alto da Cordilheira dos Andes, e quando volto, mais calmo e de coração aberto para novos sons, encontro a pastinha dos Pumpkins intacta. Abro e cada MP3 que surge parece esbofetear o meu gosto musical pretensamente elitista: “Zeitgeist” é um corajoso álbum de retorno que deixa de lado a fase grandiosa, inteligente e grandiloqüente dos Pumpkins (os clássicos “Siamese Dream”, 1993, e “Mellon Colie And Infine Sadness”, 1995) para abraçar – e não largar – o rock burro de guitarras altas sem muito polimento. Da faixa de abertura, o atropelo “Doomsday Clock”, até o encerramento, com a climática “Pomp and Circumstances” (uma das poucas no álbum a namorar climas), os Pumpkins ostentam a coroa dos reis do barulho.

Quando lançou seu confuso álbum solo, Billy Corgan deve ter pensado que estava enterrando a sete palmos do chão da história da música pop seus anos de esmagador de abóboras. O fracasso solo, porém, foi retumbante. E é preciso ter muita cara de pau para se reerguer diante de uma derrocada pessoal, recuperar um dos grandes nomes do rock mundial na década de 90 chutando para fora da formação o guitarrista James Iha e a baixista D’Arcy (mas colocando em seus lugares quase sósias), e mantendo na banda apenas o parceiro mão pesada Jimmy Chamberlin nas baquetas. Como pose de dono do mundo, Corgan assume o Smashing Pumpkins como seu, e tenta deixar o mundo surdo com guitarras afiadas.

Em termos de barulho, antes que você o faça, adianto que não há como comparar os Pumpkins com o Queens of The Stone Age. Mesmo não sendo um álbum perfeito, “Era Vulgaris”, novo CD do combo comandado por Josh Homme, exibe mais daquilo que transformou o QOTSA nos reis do inferno no mundo atual: barulho, mas com charme; porrada, mas com detalhes. Homme faz de seu inferno de barulho uma viagem por paisagens sonoras. O QOTSA bate com violência, mas o faz de uma maneira primorosamente artística, se é que você me entende. Billy Corgan vai por outro lado. Ele desenha riffs na atmosfera sem detalhes. É tudo na cara, sem romance, sem charme, sem perdão. A opção funciona em um mundo que pode lhe atropelar na faixa de pedestres em pleno sinal vermelho, mas quem se acostumou com a voz de Corgan irá sentir falta do apuro melódico e dos arranjos suntuosos vistos em outras eras smashingpumpkianas. O passado condena é uma frase que parece saltar aos ouvidos a cada segundo executado de “Zeitgeist”.

Movida por camadas de distorção, “Doomsday Clock” abre o álbum como se um um prédio estivesse caindo, e cita Kafka ao versar sobre o desconforto dos dias que vivemos; o desespero do mundo moderno continua em “7 Shades of Black”, faixa fraquinha que vem na seqüência; em “Bleeding the Orchid”, a dramaticidade dos vocais enchem um pouco o saco, mas há um interessante break no final da canção que quase nos salva do purgatório; “That’s the Way (My Love Is)” faz sentir saudade do velho Smashing com seu refrão romântico e suas guitarras comportadas afundadas na mixagem; o primeiro single, “Tarantula”, é disparada a melhor canção do disco, com seu riff sujo na cara e sua letra direta e esperta.

Em “Starz”, o teclado se faz ouvir enquanto Corgan repete: “Nós somos estrelas”; os nove minutos de “United States” são amplamente dispensáveis; a guitarra só descansa, de verdade, na abertura de “Neverlost”, faixa 8, bonitinha e ordinária; “Bring the Light” é outra faixa medianamente boa; e “For God and Country” e “Pomp and Circumstances” fecham o álbum estranhamente, uma mais eletrônica, outra mais climática, em total falta de sintonia com a primeira parte do disco (sem contar “Zeitgeist”, faixa título que ficou de fora da versão final, e que é uma das melhores composições da nova safra do careca, e que surge como bônus em uma das várias versões do disco, e é essencialmente… acústica, com violões e tudo – aliás, “Stellar”, outra boa faixa, ficou também como lado B). A rigor, Billy Corgan começa o álbum de um jeito e termina de outro, e no meio dessa indefinição se sobressai o barulho, sua paixão pelo rock burro.

É injusto, eu sei, mas comparar é preciso, e em termos de comparação, “Zeitgeist” é o ponto mais baixo da carreira dos Pumpkins; uma das grandes bandas do rock nos anos 90, os Pumpkins parecem um zumbi caminhando sobre uma terra de mortos, o que parece soar proposital. Em seu retorno no diálogo com as massas (depois da chafurdada carreira solo), Billy Corgan parece não querer se relacionar com seu público de quase quinze anos atrás. Ele parece mais interessado na molecada gótica apaixonada por barulho, e que transformou bandas como Linkin Park, Deftones e Korn em grandes nomes do rock nos anos 00.

Imagino que você, assim como eu, torça o nariz para as bandas citadas acima, mas sempre lembro de uma aula na faculdade, em que o professor analisava uma propaganda de sabão em pó, e finalizava seu pensamento sobre o desinteresse de todos os alunos com a frase: “vocês não são o público alvo dessa propaganda”. E talvez seja isso mesmo: Billy Corgan não quer falar com quem o ouvia quinze anos atrás, e por isso fez um disco de rock burro para afastar os fãs de “Tonight, Tonight” e “Disarm”. Se você é um desses fãs, tente ouvir “Zeitgeist” com o distanciamento necessário. Não é um dos grandes discos do ano (acho que não vai entrar nem num Top 100), mas é um ótimo exercício de deselitismo. É pouco, eu sei, mas basta para mim (por enquanto, por enquanto). E para você, leitor?

“Zeitgeist” foi lançado na gringa no dia 09 de julho, em várias versões diferentes (Purple, Brown e outras) incluindo bonus tracks, e ainda não ganhou lançamento nacional.

43 thoughts on “Smashing Pumpkins e a volta do rock burro

  1. achei que só eu tivesse achado o disco com ecos de nu metal. isso provocou a ira dos fãs do SP na comunidade deles no Orkut. mas você corrobora com essa opinião. então beleza. abraços, meu velho!

  2. Sou um grande fã dos Pumpkins, mas, não se preocupe, não vou te atirar pedras por chamar de rock burro o Zeitgeist.

    Discordo por 3 motivos:

    1. O Gish é ainda mais simplório em termos de arranjos, letras e gravação, mas nem por isso é burro.

    2. Hoje em dia o que domina no rock são essas bandas, todas iguais, seguindo o modelo britpop de se fazer rock, porém se aproveitando da faceta mais simplória dele, coisa que o Zeitgeist desafia e, em se tratando de ROCK, faz com muito mais personalidade.

    3. Quando os Pumpkins gravaram o Siamese Dream, eles não queriam fazer outro Gish. Quando fizeram o Mellon Collie, não queriam fazer outro Siamese Dream e assim por diante. Cada disco tem uma abordagem do que a banda (ou, sejamos francos, o Billy Corgan) decidiu fazer na hora, sem se deixar influenciar pelo que já tinha feito antes. Se o Zeitgeist é pesado como eles já foram antes, lembre-se que o Adore é eletrônico como eles já haviam sido antes (inicio de carreira, qdo usavam bateria eletrônica pois não tinham baterista) também.

    Na minha opinião rock burro é outra coisa. É a banda que não tem o que DIZER. Sim pq, se prá dizer algo fosse preciso fazer música complexa, o Rage Against The Machine só falaou abobrinhas por quase uma década, o que sabemos que não é verdade. Ao mesmo tempo, Bob Dylan é extremamente simplório, e, mesmo que não seja exatamente rock, vc ousa classificar a música dele como burra?

    Um abraço!

  3. Caro Marcelo,

    Disse tudo. Tive a mesma sensação quando ouvi zeitgeist.

    Quanto ao disco, fica a minha impressão que o Corgan turbinou as guitarras para combater as fracas e medianas melodias do disco, se existe. Nada ao que se compara ao SD e MCIS.
    A magia parece que se passou, ou tento acreditar que este seja um disco de transição, visto que, as melhores faixas de zeitgeist, são as b-sides. Leia-se Stellar, Zeitgeist e Death From Above. Não entendi pq ficaram de fora. Acredito, como vc bem disse, que o “público-alvo” do Mr. Corgan não seja mais os fãs antigos, como eu e outros demais.
    O que falta em Zeitgeist é unidade.
    E digo com muito pesar, pois sou fã de carteirinha dos Pumpkins, que este é o pior disco deles, e, muito provavelmente, por falta de química nas canções. Pois “contratar” dois “figurões” no lugar de James Iha e D´arcy, sósias da pior espécie, é no mínimo duvidoso.
    Corgan esqueceu de um detalhe no Zeitgeist: Canções. Carro-chefe de um bom disco.
    Sem delongas, dúvido mesmo que estas “canções” se sustentarão por anos e se tornarão clássicas. Uma pena.

    Ps. Enquanto isso, me satisfaço diariamente ouvindo o belíssimo disco do Wilco – “Sky Blue Sky”, e acreditando que ainda podem-se fazer belas canções, atualmente. Que diga Mr. Jeff Tweedy. Discão.

  4. Concordo parcialmente com a resenha. O que você chama de “rock burro” é de longe burro. Eu chamaria de rock and roll puro e simples, ou melhor, curto e grosso.

    Vivemos uma era cheio de bandas exageradas, melodramáticas, pasteurizadas, dançantes como qualquer coisa do movimento Emo, que mais parecem saídas de uma novela mexicana, ou do novo rock inglês, sem força, sem graça e sem atitude.

    Você citou que a banda parece querer se aproximar de um público novo, e nisso eu discordo completamente. Qual jovem da atualidade consegue suportar um simples solo de guitarra com mais de 10 segundos? Nenhum, muito menos de fãs de rock pseudo-pesado, como Linkin Park, citado por você.

    A banda se aproxima muito mais de fãs de um rock clássico, com um instrumento esquecido hoje em dia: guitarra. Mas talvez você esteja certo sobre “não ser público-alvo”, pode ter sido contaminado com o vírus Arctic Mokeys, Flaxons, My Chemical Romance.

    O que os Pumpkins fizeram com o Zeitgeist é o que o Radiohead parece ter esquecido como se faz, mesmo lançando discos bons, estam presos ao estígma do rock complicado que pareça incompreensível e assim genial. Zeitgeist é justamente o oposto disso: Seco, curto, grosso, direto, pesado e, aí, está a diferença tênue entre o rock burro e o rock puro.

  5. Concordo que Zeitgeist é o álbum mais fraco dos pumpkins, mas quanto ao fato de tentar agradar novos fãs não sei.

    Na verdade acho que Corgan se viu sem saída. Algo como a fase áurea da banda realmente seria difícil de reproduzir, ou até poderia soar datado, a eletrônica já havia sido explorada com o Adore, o lado mais pop com o Zwan. Talvez tenha sido aquela hora que o cara pensa “vamos voltar as raízes”. Nos primórdios dos abóboras haviam várias porradas acéfalas, por exemplo Slunk (acho que é isso), faixa antigona que só foi entrar no ao vivo Earphoria.

    Pelo menos eles não lançaram um acústico com participação da Amy Lee, rsrs.

    Falow, texto massa.

  6. Ainda não ouvi o disco inteiro,ouvi apenas 3 músicas,Tarantula, Bring the light e That’s the Way (My Love Is) ,e achei as canções boas.Mas tanto o Adore quanto o Machines of God,lembro de não ter gostado muito de 1º,só que depois de muitas audições,eles não paravam mais de tocar no meu cd player.Devo ter escutado mais esses dois do que o clássico Mellon Colie.As vezes o tempo colabora com o disco…
    Agora só um comentario a respeito do Violins.O que eu ouvi de comentarios de pessoas (inclusive amigos meus que se acham inteligente e entendidos) dizendo que a banda é racista,que as múscas são “nazistas”.algumas peesoas na internet dizendo que o vocalista era skinhead…É brincadeira isso,como uma banda que faz um trabalho inteligente e relevante vai conseguir exito num país onde a ignorancia parece ser nossa moeda corrente???Talvez por isso a maioria prefere copiar a Pitty ou Charlie Brown jr…Abraços

  7. Marcelo,vc já escutou uma banda chamada ASH?Eles são da Irlanda,e sou fã deles desde que ouvi o disco 1977.Acabaram de lançar um disco novo,chamado Twilight of the Innocents,que é muito bom (O anterior,Meltdown,ainda é melhor).Se vc puder ouvir algum disco,e gostar, escreva algo sobre a banda,de repente uma resenha do novo cd.Gosto muito da banda,e fico impressionado deles serem desconhecidos completamente até por quem ouve rock por aqui…Fica a sugestão.Abraço

  8. Qualquer pessoa que elogia a melodia de bandas como :

    Nirvana – Nevermind,
    White Stripes
    Artic Monkeys
    Queen of the Stone Age – Era Vulgaris

    E diz que a melodia do Zeitgeist é burra. Deve ser doido.

    Não importa se vc falar mal.. Mas fale de uma forma correta e não desigual.

  9. Só uma pergunta,o Mellon Colie não é até hoje o album duplo mais vendido da história?(perdoem minha ignorancia se estiver errado)

  10. Caro Marcelo

    É lamentável notar que, infelizmente, você perdeu uma ótima oportunidade de resenhar o novo álbum dos Pumpkins e preferiu apenas criar uma polêmica em busca de alguma visibilidade, já que a banda possui muitos fãs e o IG uma grande audiência na internet.

    Na realidade, concordo em parte. Sim, o público -alvo mudou porque Corgan mudou. O mundo mudou. Eu e você mudamos.

    O que traz alguma realização profissional, principalmente em termos artísticos, é a tentativa de mudar, evoluir, se reinventar. Se ele conseguiu ou não, pouco importa.

    Uma banda da importância dos Pumpkins volta depois de um hiato de sete anos, e tudo que você faz são comparações sem cabimento.

    É óbvio que Billy não tem mais aquela abordagem do Mellon Collie porque, simplesmente, as pessoas procuram inovar, buscar novos horizontes.

    O próprio Adore foi um tremendo choque para os fãs, pelo mesmo motivo. Ninguém quer ficar se repetindo.

    Sobre Zeitgeist, acredito que seu pseudo-conhecimento musical não o deixou enxergar o óbvio: O disco é um belíssimo exemplar de uma álbum de rock. Sem frescuras, sem firulas. Rock. Ponto.

    E para mim, isso basta.

  11. É claro que notei que seu texto é elogioso. Você leu a parte “concordo em parte” ?

    E outra: disse que os Pumpkins “tentaram” inovar, não disse que conseguiram. Acho que a tentativa já é louvável, pois é preciso muita cara de pau pra voltar à ativa depois de falhar em carreira-solo.

    “Retrocesso assumido” já é opinião sua.

    Acho que você que você é que não teve a capacidade de ouvi-los novamente, sem pré-julgamentos ou preconceitos.

    Queria ouvir outro Mellon Collie? Pois bote-o pra tocar e curta!

    As coisas mudam, Marcelo.

    Tente argumentar sem baixar o nível. Há tempos acompanho seu blog e não esperava uma atitude grosseira de você ao ouvir uma crítica.

    Os Pumpkins mudaram. Vê se muda também.

  12. Tenho que concordar com o comentario a respeito de Radiohead,quando escuto o sensacional The Bends e algum disco da “fase nova”,sinto vontade de chorar.

  13. hahaha não tem argumentos ai me chama de Rei.

    Retrocesso?

    O machina é ótimo separando as faixas. Ouvindo de uma vez só se torna cansativo.

    Diferente do Zeitgeist.

    E se uma United States é um rotrocesso.. pow.. espero que eles voltem mais..

    Vc fala muito das B-sides.. Pra mim Stellar não é melhor que Bleeding the Orchid, That’s the way, e United States.

    Nem Zeitgeist.. nem Death from Above que acho bem gay aliás.

    Mas como vc é doido.. eu aceito sua critica.

  14. Rei, os argumentos estão no texto. Eu, por sinal, acho que um cara que desmerece o Nirvana e o Queens of The Stone Age é maluco de pedra, mas ai seria um doido falando de outro, né. 🙂 Eu prefiro a minha loucura. Divirta-se com a sua.

    Abraço

  15. Sentido pode até ter,o problema é a ausencia de músicas belíssimas como black star ou fake plastic trees…Acho que de Kid A prá cá deve ter umas 3 músicas que gosto deles,entre elas,go to sleep.Ele deviam pelo menos fazer canções nessa linha.

  16. Só citei canções do Bends,nem citei o OK COMPUTADOR,que contem pelo menos mais umas 5 canções absolutamente perfeitas…Vc acha alguma música dessa “fase nova” melhor do que Paranoid Android?

  17. Porque, ao invés de respeitar uma opinião (como fiz com a sua, aliás, mesmo discordando), você fala sobre “falta de discernimento” ou “incapacidade para entender” seu texto?

    Marcelo, já que você é tão erudito e eu um mero ignorante, não vejo mais motivo para (tentar?) ler seu blog.

    É uma pena que quem tenha ficado “chateadinho” foi você quando, ao ouvir uma crítica, atira pedras.

    Lamentável.

    Abraço.

  18. Então pela força das canções,a fase até o OK COMPUTADOR é melhor do que a atual…Rs.Eu inclusive acho o 1º disco deles melhor tb do que os dessa fase,gosto muito de anyone can play my guitar.
    Falando de Nirvana,o In Utero ´´e o que mais gosto.Serve the servants é perfeita.

  19. Marcelo,

    Não peço que me entenda; faltar-lhe-ia condição para isso.

    O que me espanta é que um sujeito que faz um texto supostamente crítico, rejeite a opinião de quem não concorda com ele.

    Imaginei que a pluralidade de opiniões e o respeito existia nesse espaço; vejo que não.

    Eu te entendi muito bem, Marcelo. Lamentavelmente.

    Acho que foi você quem não me entendeu. 🙂

    Abraço!

  20. Tá difícil!

    Pois bem, vamos devagar.

    Marcelo, eu disse que concordo com vc em partes, lembra? Então.

    Com alguns outros trechos, porém, eu não concordo.

    Quando vc fala que esse é o mais fraco álbum dos Pumpkins, eu não concordo, por exemplo. Adore, pra mim, é bem vazio.

    Quando compara os Pumpkins ao Queens (ótimos) eu discordo também. São duas bandas totalmente diferentes. O peso, vá lá, pode lembrar alguma coisa, mas não há como compará-las. Uma banda bem estabelecida contra outra recém-“reunida” é covardia.

    E você é um pouco incoerente quando destrói quase todas as faixas do disco quando, poucas linhas acima, você elogia Zeitgeist.

    O infeliz comentário sobre bandas de Nu Metal também é dispensável, porém válido.

    Seu texto é elogioso, porém confuso.
    Gostei do texto, só não gostei de algumas partes.

    O disco que marca a volta de uma banda maravilhosa como os Pumpkins não é a oitava maravilha do mundo, mas também não é uma porcaria. O pior? Sei não.

    Já deixei bem claro (espero) com quais idéias discordo .

    Posso ter me excedido ao dizer que você procurava ibope, mas foi o que me pareceu, principalmente no título.

    E agora, deu?

    Abraço

  21. Então deixa eu ver se eu entendi.

    Prá vc, rock “burro” é aquele cruzão, sem mta pós-produção de pro-tools (mesmo pq nos anos 70 ele nem existia) ou arranjos bem elaborados.

    Eu discordo. Nos anos 70, por mais que tenha sido a década do surgimento do punk (esse sim, um rock mais cru impossível), tínhamos o Led Zeppelin, o Rush, o Deep Purple, o Black Sabbath e o Pink Floyd (prá citar influências assumidas do Corgan), todos no auge da forma, fazendo discos extremamente trabalhados.

    Então qual seria esse rock burro dos anos 70, sendo que o Zeitgeist não é um disco de Punk Rock, definitivamente, pois não preza pela simplicidade, assim como estas bandas que citei tbm não fazem um som cru, burro ou sem firulas.

    Acho que você se contradisse, nesse ponto.

  22. Me identifiquei completamente com o primeiro parágrafo. ehehehhee
    Tenho achado(já a algum tempo) as novas, e nem tão novas, bandas de rock uma %!@$&@#

  23. Outra banda maravilhosa que quase ninguém conhece chama se The Scourge Of The Sea.Lançaram o1° disco ano passado.Nada tem haver com esse novo rock tão citado por aí.

  24. Sim, Mac, mas vc realmente acha que as músicas do Zeitgeist não têm polimento?

    Sinceramente, não concordo. Aliás, do meu ponto de vista (e agora falo tbm como músico que sou) diria que a única música que não recebeu polimento algum foi a b-side Zeitgeist, só voz e violão, bem no estilo demo caseira mesmo. Talvez algumas soem cruas, mas propositalmente, o que é uma forma de polimento, só que uma forma não bonitinha hehehe. Os caras não iam botar tudo a perder, criando uma expectativa tão grande prá lançar um disco que soasse mal produzido. Eles ficaram 17 meses em estúdio cara!

    Acho que algumas coisas nunca tiveram polimento nos Pumpkins sim, mas quando isso acontecia era proposital e não por descuido. Billy Corgan é famoso por seu perfeccionismo que gerava atritos com o resto da banda.

    Prá vc pode soar sem polimento, burro, cru. É cru sim, mas sem polimento? Não acho mesmo.

    Abraço!

  25. Sinto muito, mas sou mais uma a descordar de seu texto cretino.
    Primeiro, você diz em seu texto, que Smashing Pumpkins faz um rock burro. Burro porque resolveu voltar, ou burro porque não faz seu gosto? Não digo que só por ser fã da banda tenha que gostar de todo material feito por ela, mas te faltou um ouvido mais apurado para compreender o álbum. Se Billy Corgan quisesse fazer um álbum para o publicozinho adolescente, ele faria músicas falando sobre como dói ser corno, ou com letras estúpidas como Red Hot Chili Peppers. E ainda faria clipes com mulheres semi-nuas fazendo dancinha com coreografia. Se você já ouviu algum álbum dos Pumpkins, sabe que as músicas têm estilos diferentes dentro do mesmo álbum, isso já é característica da banda. E sua afirmação: “os Pumpkins ostentam a coroa dos reis do barulho” não faz sentido. Barulho sem polimento? Quer dizer que um álbum elaborado em 1 ano e meio não teve tratamento nos arranjos? O perfeccionista Billy Corgan não iria lançar um álbum ‘sem polimento’. E quanto à ‘voz de taquara’, acredito que há muito tempo você não precisa ter voz de Frank Sinatra para cantar bem.

  26. Cara, li a maioria desses comentários, visito com frequencia a comunidade brasileira da banda e, concordo e discordo com várias coisas tanto aqui, como lá. Acho até que não cabe iniciar maaaaaaais uma discussão…..

    Mas, cara, na boa, porque você define o rock puro como rock burro?? Acho que mora nessa definição grande parte do descontentamento de quem lê. Não dá mesmo pra usar outra palavra, tem certeza??

    Abraço

  27. Cara, que novela esse negócio de “rock burro”, acho que a palavra “burro” soou mais forte do que deveria, da próxima vez use um eufemismo como “rock que não foi a escola”, ou “rock com QI reduzido”. Talvez não choque tanto, rsrsrsrsrsrs

    Abraço

  28. Entendi!

    Como eu disse, não tô de criar mais polêmica, certo! Conforme vc encerra sua resposta, rock burro pra ti é o mesmo que rock barulhento ou sujo, certo?
    Enfim, vlw pela resposta!

    Abraço!

  29. Eu não ouvi o Zeitgeist ainda, então não posso comentar a maioria do seu texto. Mas, Marcelo, acho que você foi um pouco injusto com o Deftones, colocando-o no mesmo saco que Limp Bizkit e Korn. Você pode até não gostar da banda, beleza, mas é inegável a preocupação dos caras com a harmonia, lirismo e arranjos em seus discos. O peso, no caso dos Deftones, é a mais pura escolha estética. O lance é que eles começaram a aparecer para o grande público junto com toda essa galera do nu metal, então muita gente nem ouve pensando que vai ouvir só mais um xerox de Limp Bizkit (que é bem ruim, concordo). Ó, eu aconselho, sinceramente, que você ouça, sem a postura elitista da qual vc fala no texto, o último disco do Deftones, Saturday Night Wrist (2007). Na minha opinião, é o melhor disco do ano passado. E, já esclarecendo, eu estou longe de ser fãzinho de nu metal ressentido e acho que o Deftones é o trigo no meio de um mar de joio.

    Abração

  30. marcelo, meu chapa, smashing pumpkins é igual pizza, mulher e cerveja.
    mesmo quando é ruim é bom.

    parabéns adiantado. estivesse eu morando em sampa ainda, iria lhe parabenizar em pessoa, mas como se mudei-se para bhz, sobra-me o parabéns virtual.
    boa festa e discotecagem.
    se couber tanta gente no CB.

  31. Meu caro, achei mais ou menos esse novo disco do SP. Mas te confesso que gostei mais do que pensava. Deve estar no meu Top 50 do ano sem duvida. Vamos esperar o que vem pela frente.

    Ah…esse seu primeiro paragrafo do texto é otimo, a mais pura verdade.

    Abraços!

    Adriano Mello Costa

  32. É, Marcelo. Concordo com o começo e o fim de sua resenhona! Não consegui encontrar os Pumpkins q eu tanto gostava nos anos 90. Triste fim para uma boa figura!

  33. Engraçado, não achei o disco tão ruim assim na primeira ouvida. Achei estranho e, acima de tudo, pouco sincero (uma coisa que eu sentia nos primeiros álbuns e que depois se foi… ou pq eu era novo e inocente mesmo… rs). A pancadaria desenfreada é puramente para a geração Linkin Park mesmo.

    Concordo com o que você disse do QOTSA. A barulheira toda tem uma harmonia e faz parte da mensagem. Coisa bem diferente do Sr.Billy-Wall-Mart-Corgan.

    Belo texto. Difícil se enxergar nesta de “elitismo musical”, mas quando a gente menos percebe, já está lá.

    Abraço!

  34. Parem de discutir sobre rock burro e vão ouvir o disco novo do Silverchair e do Wilco. Jogar pra fora a mesmice que a música ultrapassa esse ano. Salve Daniel Johns e Jeff Tweedy.

  35. Eu sou um grande fã de pumpkins e achei esse álbum uma mentira, sem qualidade alguma.
    Ainda bem que não foi apenas eu que achei isso, o álbum não tem sincronia alguma de sonoridade, praticamente nada climática, só guitarras sujas mesmo…

    Pumpkins já era…
    Infelizmente porque billy corgan poderia fazer um outro belo álbum dos pumpkins

  36. Olá, Mac!

    Se é que alguém ainda volta a esse tópico antigo…

    “Ouço” rock em meu sistema límbico, não em meu neo-cortex. Para o segundo tipo, tenho uns 50 Gb de música erudita, para o primeiro, o Zeitgeist me caiu muito bem.

    Para falarmos a mesma língua, se o rock não for “burro”, não funciona para mim. Desde os anos 70 tem gente tentando sofisticar o rock e (na minha modesta opinião) isso nunca funcionou.

    Não acho que o Corgan seja do tipo que “escolhe público”, o momento dele era para algo mais cru, e assim foi. O Zeitgeist pode não ser o melhor álbum da banda, mas (cada um, cada um) prefiro Tarantula a Ava Adore.

    Abraço.

  37. Como o cara cita o “gótico”, “pancadaria” e “linkin park” na mesma frase? Escrever sobre música sem conhecer música é o risco, isso sim.

    Se a pancadaria faz parte dessa geração, onde vamos colocar as reais inspirações do Billy no Zeitgeist: Scorpions, UFO, Queen, Dire Straits?

    Acho que algo aqui é burro, mas não o rock. Zeitgeist é um disco de “Rock de Arena”, mas para quem está perdido nos anos 90 ou na bundamolisse do radiohead fica difícil de entender.

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