Jeff Tweedy: “Desafio qualquer IA a arrasar no palco do mesmo jeito que o Wilco”

texto de Bruno Capelas
fotos de Fernando Yokota

“Quando comecei a fazer música, eu estava mais próximo da era das big bands do que nós estamos agora do começo do Wilco”, disse Jeff Tweedy, vocalista da banda de Chicago, a certa altura da entrevista coletiva que o grupo concedeu a jornalistas durante sua recente visita ao Brasil. A frase dá a noção exata dos efeitos da passagem do tempo sobre o sexteto responsável por alguns dos mais importantes discos deste século. Mas apesar de acordar frequentemente se sentindo velhos, Tweedy e seus colegas buscam não perder o frescor – algo que quem testemunhou a apresentação do grupo no C6 Fest, no dia 25 de maio, pode perceber. “Nós continuamente tentamos nos desafiar a fazer música que sentimos que é nova”, complementou o baterista Glenn Kotche.

Além de fazer um dos melhores shows realizados em território nacional nos últimos anos, o Wilco também aproveitou a vinda ao Brasil para realizar diversas tarefas. O guitarrista Pat Sansone, por exemplo, veio à caça de discos como “Nelson Ângelo e Joyce”, de 1972 (que ele conseguiu com ajuda da Papisa Discos). O guitarrista Nels Cline e o baterista Glenn Kotche, por sua vez, assistiram às apresentações de Brian Blade no C6 Fest, além de trocarem uma ideia com o produtor Kassin. “Alguns dos meus discos favoritos de todos os tempos são brasileiros. É bonito ouvir música que me inspira de uma forma muito profunda. Saber que a música que nós fazemos também faz as pessoas se sentirem dessa forma é muito bonito”, disse Sansone.

Jeff Tweedy, por sua vez, autografou uma porção de edições de “Como Escrever Uma Canção”, espécie de manual para compositores iniciantes recém-lançado no Brasil pela editora Sesc. “A inspiração é superestimada. Digo isso não porque a inspiração não seja importante, mas sim porque as pessoas a colocam em primeiro lugar, como se fosse necessário esperar por ela”, explicou o vocalista durante a entrevista coletiva, concedida na antevéspera da apresentação no festival do Parque do Ibirapuera.

No papo, que contou com a participação da reportagem do Scream & Yell e durou cerca de meia hora, os seis membros do Wilco falaram com muito bom-humor sobre variados assuntos: da indústria da música até suas leituras do momento, passando pelas memórias de outras viagens ao Brasil e até mesmo qual seria a música da banda que estaria na playlist de Leão XIV, o novo papa que também é conterrâneo do grupo. “Acho que ele é um cara mais ‘Theologians’, não sei”, brincou Jeff Tweedy, que falou ainda sobre o status de autossuficiência do grupo – dono do próprio estúdio, dos próprios festivais e responsável por lançar seus próprios discos. “Ninguém escapa do algoritmo, mas acredito que na maior parte do tempo, não devemos muito a ninguém, exceto a nós mesmos.”

Discos favoritos, a relação com a música brasileira e até mesmo o fato de ser considerado um modelo de comportamento – tal como outras gerações fizeram com Neil Young, Bob Dylan ou Bruce Springsteen – também entram na pauta. “É lisonjeiro ser citado como algum tipo de inspiração para as pessoas. Acho que toda pessoa deve modelar seu comportamento para tentar ser um bom cidadão, uma boa pessoa. Não acho que as bandas de rock deveriam ser diferentes disso, embora sei que parte do que chamávamos de autolibertação quando éramos jovens era apenas mau comportamento”, diz. A seguir, confira os principais trechos da entrevista.

PRIMEIRA VINDA AO BRASIL
Jeff Tweedy: “Ainda lembro de como foi a nossa primeira vez aqui no Brasil [no Tim Festival, em 2005]. Foi extraordinário, sabe? Não sabíamos que as pessoas iam estar lá para ver a gente, porque era muito tarde. Lembro que Caetano Veloso estava lá, disseram para nós que Gilberto Gil talvez estivesse. O mundo piorou desde então, mas nós com certeza melhoramos. Acho que continuamos a fazer o que gostamos: discos, shows, as coisas que amamos fazer mesmo. É uma pena que nós demoramos tanto tempo para voltar. Demoramos mais de 10 anos para voltar, depois quase 10 anos para voltar de novo. Pedimos desculpa. Adoraríamos vir mais vezes, mas estamos felizes por estar aqui agora.”

ARTE VS. POLÍTICA
Jeff Tweedy: “Não sei se podemos dar poder para as pessoas. Só sei que me sinto bem em tocar para elas – e acredito que podemos oferecer, basicamente, algum tipo de consolo. Um momento em que elas se sintam parte de uma comunidade, que sintam o pertencimento de estar com um grupo de outras pessoas, conectadas entre si. É para isso que a música serve. Acredito que o rock and roll é um grande modelo de comportamento de auto expressão individual. E, para mim, isso vale muito. Enquanto forma de música, o rock and roll é uma das melhores coisas dos Estados Unidos – e ele foi criado por alguns dos americanos ‘menos livres’. Isso segue sendo uma inspiração para mim. Faz sentido que o rock seja uma das coisas que exportamos e que ele tenha encontrado alguma vitalidade cultural pelo mundo. Não tenho grandes respostas [sobre a política de hoje em dia, Trump ou Bolsonaro], a não ser o fato que nos compadecemos com os problemas que o mundo enfrenta hoje. Não acredito em movimentos que se justifiquem só com base no que eles são contra.”

Glenn Kotche / Foto de Fernando Yokota

COMO MANTER O FRESCOR
Glenn Kotche: “Acredito que nós continuamente tentamos nos desafiar a fazer música que sentimos que é nova. Isso não depende do que fizemos antes, mas estamos sempre tentando explorar coisas novas que nos excitam. Novos sons, novos jeitos de trabalhar, novas avenidas para seguir e descobrir como manter tudo novo e excitante para nós, e quem sabe para nossos ouvintes.”

Jeff Tweedy: “Eu estava pensando nisso esses dias. Quando eu comecei a fazer música numa banda, eu estava mais próximo da era das big bands do que nós estamos agora do começo do Wilco. Não sei se isso põe algo em perspectiva, mas achei que valia a pena dividir o pensamento com vocês. Sei que frequentemente acordo me sentindo meio velho.”

AUTOSSUFICIÊNCIA
Jeff Tweedy: “Ninguém escapa do algoritmo. (risos) Mas, na maior parte do tempo, acredito que somos capazes de manter nossa independência e criar nossa própria dinâmica com o mercado. Não devemos muito a ninguém, exceto a nós mesmos.”

MÚSICA E MERCADO
Jeff Tweedy: “A indústria da música é absurda. Mas a música segue me inspirando, de maneira geral. Acredito que sempre haverá pessoas fazendo música desafiadora, excitante, nova, aproveitando sua própria expressão individual. Se você faz as coisas direito, ninguém vai soar como outra pessoa, e acho isso inspirador.”

APOSTA ACERTADA
Jeff Tweedy: “Acho que a coisa mais arriscada que fizemos foi colocar nossa música na internet para as pessoas ouvirem. Fizemos isso bem antes de ser algo comum [mais precisamente, a banda lançou “Yankee Hotel Foxtrot” na internet em setembro de 2001]. Nossa crença era de que se as pessoas ouvissem a música de graça, pelo menos elas estariam ouvindo. E isso ajudaria a nos manter, a sobreviver do que fazíamos na época: tocar ao vivo, ganhar dinheiro tocando ao vivo. Acho que acabamos provando o conceito, porque sobrevivemos desde então.’

IA VS. WILCO
Jeff Tweedy: “Não sei muito o que dizer sobre inteligência artificial. Mas desafio qualquer IA a arrasar no palco do mesmo jeito que nós seis, seres humanos, conseguimos fazer. Acho que vai demorar pelo menos mil anos para uma IA arrasar no palco do jeito que fazemos – como vamos demonstrar no domingo aqui.”

SEM FRONTEIRAS
Glenn Kotche: “Acho incrível como a música consegue superar fronteiras culturais, barreiras e linguagens. [Ter fãs pelo mundo] é um dos melhores sentimentos que você pode ter como um artista e como um músico.”

Pat Sansone: “Uma das emoções de estar aqui no Brasil é que algumas das minhas músicas favoritas foram feitas no Brasil. Tenho um amor profundo pela música brasileira. Alguns dos meus discos favoritos de todos os tempos são brasileiros. Esse círculo de inspiração, de amor, é uma coisa bonita. É bonito ouvir música que me inspira de uma forma muito profunda. Não sei o que as letras dizem, mas elas me preenchem com muito significado. E saber que a música que nós fazemos também faz as pessoas se sentirem dessa forma é muito bonito. É um tipo indescritível de mágica.”

Pat Sansone / Foto de Fernando Yokota

MÚSICA BRASILEIRA
Pat Sansone: “Estou procurando um disco enquanto estou aqui. É um disco bem raro. ‘Nelson Ângelo e Joyce’, de 1972. É um dos discos mais mágicos que eu já ouvi. Eu amo Milton Nascimento, Caetano Veloso, Tropicália, muito da MPB. Quando você começa a abrir as camadas, há tanta música daquele período que é impressionante. É um montão de nomes que eu nunca ouvi falar, mas que simplesmente aparecem do nada e, meu Deus, quando você vê, é mais um artista brasileiro incrível. Há tanta coisa!”

Glenn Kotche: “Eu estava ouvindo ‘Domenico + 2’ outro dia. É um disco que eu amo tanto. E também estava ouvindo ontem o primeiro disco do Quarteto em Cy. É um disco extraordinário para se ouvir, especialmente se você é um percussionista.”

Nels Cline: “Eu e minha esposa [Yuka Honda, do Cibo Matto] ouvimos música brasileira dos anos 1960 e 1970 quase todos os dias. É algo muito importante para nós. Peço desculpas por não saber o que está acontecendo agora por aqui, mas adoro o que vocês já fizeram. É uma música de um conteúdo tão rico, tão fascinante, mas também de uma beleza natural. É o tipo de música que faz alguém ficar feliz por estar vivo, porque é muito criativa, tem muita cor. Comecei ouvindo Egberto Gismonti, porque ele era da ECM (Records). Depois, passei pela Bossa Nova, que era muito popular nos EUA quando eu era jovem, por conta das harmonias incríveis e do ritmo contagiante. Mas gosto de muitas coisas, de Lô Borges a Quarteto em Cy, Luís Bonfá e Tom Zé. Toda essa gente. É o que a gente ouve todas as noites. Durante a pandemia, nós ouvíamos Caetano. Ouvíamos Caetano toda noite enquanto fazíamos o jantar, variando entre uns doze discos. É o que nós gostamos. Estou feliz demais de estar aqui porque é como se nós nos escutássemos, uns aos outros.”

Mikael Jorgensen: “Tem uma música que eu já ouvi milhares de vezes e nunca enjoei. “Águas de Março”. Vocês já viram o vídeo deles gravando no estúdio? É absolutamente incrível, um dos meus favoritos da vida. E eu amo Elis Regina.”

Mikael Jorgensen / Foto de Fernando Yokota

CIDADÃO MODELO
Jeff Tweedy: “Preciso dizer, antes de tudo, que vivemos tempos difíceis – e que é muito lisonjeiro ser citado como algum tipo de inspiração para as pessoas. Acredito que uma das coisas mais incríveis sobre fazer arte e colocá-la no mundo é perceber o impacto que ela tem nas pessoas. Ou ajudar alguém a entender que tem permissão para criar o que quiser, assim como eu faço. Mas não sei, não me preocupo muito com a masculinidade hoje em dia, com o que é ser um bom homem. Acho que toda pessoa deve modelar seu comportamento para tentar ser um bom cidadão, uma boa pessoa. Não acho que as bandas de rock deveriam ser diferentes disso, embora sei que parte do que chamávamos de autolibertação quando éramos jovens era apenas mau comportamento. Hoje, nós tentamos ser boas pessoas, bons cidadãos, tanto internamente quanto externamente. É algo que me faz bem, e faz bem estar conectado a essa ideia se alguém pensa assim.”

BATALHA PAPAL
Jeff Tweedy, ao ser questionado sobre Leão XIV: “O novo papa é de Chicago. Acho que a música favorita dele seria ‘Theologians’.”

Jornalistas: “Mas e ‘Jesus, Etc.’?”

Jeff Tweedy: “Não sei. Acho que ele é mais um cara “Theologians”, não sei.”

INSPIRAÇÃO X HÁBITO
Jeff Tweedy: “Eu já escrevi que a inspiração é superestimada. Digo isso não porque a inspiração não seja importante, mas sim porque as pessoas a colocam em primeiro lugar, como se fosse necessário esperar por ela. Acho que o principal motivo pelo qual sou um artista prolífico é porque eu tenho o hábito de continuamente me colocar no caminho das coisas que me inspiram. Eu escrevo todos os dias. Eu faço músicas e toco violão todos os dias. Se você faz isso, você tem uma tendência a se sentir inspirado. Se você escrever uma música nova todos os dias, você terá 365 músicas no ano. Acredito que você conseguirá pelo menos 10 músicas que você vai amar. Mas é evidente que a inspiração faz parte do processo. A questão é que proteger a sua habilidade de se inspirar é tão importante quanto a inspiração. Para mim, isso significa escutar. Ouvir a música de outras pessoas. Manter curiosidade sobre o mundo. Ler coisas que não têm nada a ver com música. Viver sua vida de uma forma que os seus arredores e as pessoas na sua vida lhe inspirem. Achar significado em coisas que não são necessariamente música. Acho que sem isso, eu não saberia o quanto a inspiração em si é importante.”

John Stirratt / Foto de Fernando Yokota

LEITURAS DO MOMENTO
John Stirratt: “Eu estou numa sequência de biografias agora. Uma das que li recentemente foi a biografia de Peter Wolf, uma leitura definitivamente interessante. Ele é um cara tipo ‘Zelig’, cruzando caminhos com muita gente bacana. E estou lendo também ‘I Regret Almost Everything’, de Keith McNally, um restaurateur britânico que trabalhou em Nova York, é um ótimo retrato da cidade no final dos anos 1970, começo dos anos 1980.”

Jeff Tweedy: “Eu ainda estou lendo sobre a Guerra do Peloponeso. Mas também comecei outro livro, ‘Rumo à Estação Finlândia’, de Edmund Wilson”.

Glenn Kotche: “Comecei recentemente a ler uma nova série de um autor norueguês, Karl Ove Knausgard. Ele é um dos meus favoritos.”

Pat Sansone: “Eu também estou lendo a biografia de Peter Wolf, que é realmente incrível. E também estou relendo um livro de um cineasta experimental chamado Nathaniel Dorsky, ‘Devotional Cinema’. Se você se interessa por cinema ou fotografia, é uma leitura linda. Sugiro a todos os fotógrafos que estão aqui.”

Mikael Jorgensen: “Estou relendo ‘Uma Breve História de Quase Tudo’, de Bill Bryson. É incrível a capacidade dele de contar tanta história e tanta ciência em algumas páginas. É algo que eu e meu filho estamos lendo e ouvindo muito.”

Nels Cline: “Acabei de terminar o livro do Peter Wolf. E agora, comecei a ler um livro de Sonny Rollins. É um livro meio estranho, mas basicamente reúne os diários dele, coisas que ele escreveu para si mesmo a partir de 1959, quando ele sumiu da cena por dois anos e se tornou uma lenda por praticar na Ponte de Williamsburg. É um livro que tem muitas partes sobre saxofones e uso dos dedos, nada que eu entenda, mas também há pensamentos políticos e filosóficos que são extremamente fascinantes. É uma experiência de fluxo de consciência incrível.”

Nels Cline / Foto de Fernando Yokota

COMO SE FAZ UM SETLIST
Jeff Tweedy: “Acho que somos uma democracia. Eu escrevo o setlist sozinho, tentando levar em consideração as músicas que tocamos no lugar da última vez, o que as pessoas vão ficar felizes de ouvir dos nossos discos. Como banda, nós também ficamos animados com as nossas músicas mais recentes, mas queremos deixar espaço para as músicas mais antigas que queremos que nos representem agora. Com isso em mente, eu escrevo o setlist. Geralmente, depois temos uma espécie de conferência, em que toda a banda decide se tem algo que funcionaria melhor, uma certa ordem. Só vamos pro palco se estiver tudo OK para todos. Tem algumas músicas que não podem ficar de fora no Brasil. Nós viemos de tão longe, então temos que tocá-las. Mas claro que não vou dizer quais são. O que é divertido sobre o Wilco é que temos uma área no nosso site em que as pessoas podem pedir uma música. E em qualquer dia do ano, se você olhar para a lista, todas as músicas que nós já lançamos têm pelo menos um voto. Não há nenhum consenso! O que torna para nós difícil demais saber o que as pessoas querem ouvir. (risos).”

DISCO FAVORITO
Pat Sansone: “É uma das questões mais difíceis de se responder, porque eu tenho muitos discos. Não há como escolher só um disco para me descrever. Vou escolher não escolher. Talvez alguém aqui possa me descrever.”

Jeff Tweedy: “Mas qual foi o primeiro disco que você comprou? Acho que a gente não muda muito ao longo da vida.”

Pat Sansone: “Acho que o primeiro disco que comprei com o dinheiro que eu mesmo ganhei foi ‘Sgt. Pepper’s’, dos Beatles. Sabe, é um grande disco. Você já ouviu? Você deveria ouvir.”

Glenn Kotche: “Não!” (risos)

Pat Sansone: “É um disco realmente muito criativo!”

Glenn Kotche: “É aquele da capa branca? Sei.” (risos)

Pat Sansone: “Não sei se é um disco que me descreve por inteiro, mas talvez uma boa parte de quem sou.”

Glenn Kotche: “Obrigado, Pat. Você me deu tempo para pensar! Vou com três discos: o primeiro disco do Velvet Underground (‘The Velvet Underground and Nico ‘, de 1967), ‘White Light/White Heat’, e ‘Led Zeppelin III’.”

Jeff Tweedy: “Não vale! Você tem uma personalidade tripla?”

Glenn Kotche: “É que eu sou um cara complexo!” (risos)

John Stirratt: “O primeiro disco que eu comprei foi ‘Band on the Run’, dos Wings. Comprei não muito depois que saiu. Não sabia sobre o que era o disco, mas ouvi a música no rádio e comprei. Era intrigante. Acho que foi um bom ponto de partida.”

Jeff Tweedy: “Eu falei sobre o primeiro disco que a gente compra porque acredito que a gente não se desvia muito dele ao longo da vida. Ou seja, preciso dizer que é o mwu foi ‘Greatest Hits’ do The Monkees.”

Mikael Jorgensen: “O primeiro disco que eu comprei em CD, já nos anos 1980, foi ‘So’, de Peter Gabriel. É um disco que continua sendo uma fonte de inspiração para nós, seja pelo aspecto da colaboração, pela musicalidade ou pelas texturas presentes no disco.”

Nels Cline: “Sou um pouco mais velho que o resto da banda, cresci em Los Angeles nos anos 1960. O primeiro disco que eu comprei foi ‘Turn Turn Turn’, dos Byrds. Eles eram enormes na época. Mas devo dizer que é um disco que não me descreve tanto assim hoje.”

Jeff Tweedy: “Mas os Byrds são os melhores!”

Nels Cline: “Mas se for pra citar um disco só, preciso ficar com ‘Live/Evil’, de Miles Davis.”

– Bruno Capelas (@noacapelas) é jornalista. Apresenta o Programa de Indie e escreve a newsletter Meus Discos, Meus Drinks e Nada Mais. Colabora com o Scream & Yell desde 2010.
– Fernando Yokota é fotógrafo de shows e de rua. Conheça seu trabalho: http://fernandoyokota.com.br/

One thought on “Jeff Tweedy: “Desafio qualquer IA a arrasar no palco do mesmo jeito que o Wilco”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *