Entrevista: Mallu Magalhães (2017)

entrevista por Marcos Paulino

Mallu Magalhães está no olho do furacão – ou então está se deliciando com o método Caetano Veloso de autopromoção, que prevê sempre uma polêmica nova surgindo exatamente quando há um disco novo para ser trabalhado. No caso de Mallu é “Vem”, seu quarto disco como solista (há ainda seu trabalho com a Banda do Mar), que surge embalado por acusações de apropriação cultural (no clipe de “Você Não Presta”) e declarações controversas em rede nacional (no programa “Encontro com Fátima Bernardes”).

Em agosto, Mallu Magalhães completa 25 anos, mas faz tanto tempo em que ela está na mídia que parece que tem mais idade do que aparenta. Influenciada pelo gosto de seu pai pelo violão, Mallu aprendeu a tocar instrumentos a partir dos 9 anos. Aos 12 já compunha, inclusive, e principalmente, em inglês, e ganharia certa notoriedade como musicista em 2007, quando tinha 15 anos e disponibilizou quatro de suas canções folks no site MySpace, com destaque para “Tchubaruba”, que tornaria-se seu primeiro hit.

Em 2008, Mallu lançaria seu álbum de estreia e seria convidada a participar do primeiro disco solo do cantor e compositor Marcelo Camelo, do Los Hermanos, que se tornaria mais tarde seu marido, pai de sua filha e parceiro na Banda do Mar (que tem também o português Fred Ferreira), iniciada em 2014. Há alguns anos, a paulistana Mallu vive na triangulação São Paulo-Rio-Lisboa, cidade em que vive atualmente. Do início folk sobrou quase nada. “Vem” aposta no samba e na bossa. Na entrevista abaixo, concedida ao Plug, parceiro do Scream & Yell, ela conta sobre a produção do disco.

Quando você lançou seu primeiro disco, era ainda uma adolescente que começava a ganhar destaque na internet. Agora apresenta o quarto álbum já casada e mãe. Como você analisa este momento da sua carreira?
Todos os desdobramentos que acontecem nas nossas vidas nos amadurecem muito. Este disco chega num momento muito mais maduro, embora eu ainda seja nova e tenha muito pra amadurecer e experimentar. [Risos] Chega num contexto muito mais seguro e confiante da minha vida.

Naquele primeiro disco, passava pela sua cabeça trilhar uma carreira tão sólida na música?
Não, não sonhava com tudo isso. Foi uma completa surpresa pra mim, na verdade. A música sempre foi muito pessoal pra mim, um hobby. Embora meu pai seja engenheiro, ele sempre tocou muito violão, e comecei a tocar por isso. Sempre foi uma coisa totalmente de prazer e de lazer, a música como companhia, como refúgio, como comemoração, não com um caráter profissional. É bem curioso ver minhas aparições na televisão, porque eu era quase um alienígena, não fazia ideia da indústria e de como se jogava aquele jogo.

Além de cantora e instrumentista, neste disco você se reafirma como compositora, assinando todas as faixas, música e letra. Você realmente se enxerga hoje como uma autora consolidada?
Sempre me vi mais como compositora do que como artista performática. Tanto que meus quatro discos são autorais, sempre com músicas e letras minhas. Nos discos da Banda do Mar, todas as músicas que canto também são de minha autoria. E tem também as músicas que fiz pra outros cantores, como a Bruna Caram, a Raquel Tavares, a Gal Costa, agora o Paulo Miklos. Tem vários artistas gravando músicas que faço por encomenda. Pra mim, isso é um privilégio. Hoje em dia, inclusive priorizo mais a composição, porque é o momento que vai servir de material pra todos os desdobramentos do meu trabalho. Levo muito a sério o momento da composição e a encomenda.

Os produtores que já trabalharam com você falam que você compõe muito rápido, que sai de um dia de gravação e no seguinte volta com uma nova música pronta. É assim mesmo, a inspiração vem fácil pra você?
Não diria fácil, mas frequente. Tenho bastante produção, a composição pra mim é muito natural, muito instintiva, faz parte da minha vida. É um impulso como todos os outros, como o do diálogo, o da socialização, tudo aquilo que nos move como agentes sociais. É um mecanismo muito intuitivo mesmo, componho como converso com as pessoas, como faço minhas atividades diárias, é muito natural. Mas não deixa de ser trabalhoso. Uma coisa é aquele primeiro instante da composição, a inspiração, o início da música, aquele rabicho de canção. É a criação de uma harmonia com uma melodia. E depois tem o trabalho braçal, que exige muita disciplina, de elaborar e de finalizar a letra, de fazer com que fique boa.

A sua vivência em Portugal influenciou suas composições, tanto nas músicas quanto nas letras?
Acho que sim. Portugal é um país muito calmo, e essa calma traz uma confiança e uma paz pra gente fazer um trabalho bem autoral. Não existe motivo de desespero, e isso é muito positivo pra cabeça artística. Estar em paz, calmo, cria um solo muito fértil de criação.

Apesar dessa experiência europeia, o disco novo traz ritmos bem brasileiros, em especial o samba. Isso foi pensado ou aconteceu naturalmente?
Foi natural. Não pensei em fazer um disco com determinado número de sambas. O processo de produção do Marcelo (Camelo), pra todos os arranjos do disco, é de priorizar a canção, e o meu também. Então vamos caso a caso, canção a canção. Às vezes, uma canção que a gente achava que era um samba vira um rock e vice-versa. Neste caso, se tem vários sambas, é mais porque a composição pediu do que um conceito nosso. Hoje em dia divido bem meu tempo entre o Brasil e Portugal, e assim consigo aliviar toda a saudade que eu tinha.

Há quem considere “Vem” o seu disco mais solar. Você concorda?
Realmente, algumas pessoas têm me falado sobre esse caráter solar; eu nunca tinha parado pra pensar nisso. Pra mim, é um disco muito intenso, muito vivido. Eu enxergava ali vários dramas, achava que era um disco mais bravo. Mas, olhando com frieza e com senso crítico, apesar das minhas opiniões sensíveis, vejo que existe esse caráter bem mais alegre, mais solar, mais divertido. É um disco bem humorado.

Falando nessa ponte aérea Brasil-Portugal, como tem sido administrar isso, com marido, com filha e tudo mais?
Acabo contando muito com a ajuda da minha família e com a da família do Marcelo. Contamos muito com o auxílio dos nossos pais pra conseguir administrar os cuidados com a nossa filha. Claro que existe toda uma adaptação, como pra qualquer pessoa que tinha uma profissão antes da maternidade e passa por esta experiência de ter que ajustar seu tempo. Precisa só de boa vontade, um pouquinho de estratégia, contar com a ajuda da família e às vezes até dos amigos, que as coisas se encaminham.

A turnê do disco novo vai ter shows no Brasil e na Europa?
A previsão é iniciar por Brasil e Portugal. Em agosto, é o Brasil, até o começo de setembro. O resto de setembro e outubro, é Portugal. Novembro e dezembro, é Brasil, e no ano que vem a gente continua revezando. Nessa primeira perna, já tem São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba.

E a Banda do Mar, como fica nessa história?
A Banda do Mar é um projeto que nós três temos sempre no coração e na cabeça. Vira e mexe componho uma canção e penso que ela é pra Banda do Mar. A gente ainda tem muito a cabeça na banda, mas no momento o Fred está finalizando o disco com a Orelha Negra, eu estou divulgando e concentrada na turnê do “Vem” e o Marcelo está trabalhando num projeto novo. Mas estamos sempre juntos e cedo ou tarde a banda aparece.

crítica por Marcelo Costa

Em 1965, em seu segundo disco, “O Compositor e o Cantor”, Marcos Valle defendia na canção “A Resposta” que “se alguém disser que teu samba não tem mais valor / porque ele é feito somente de paz e de amor / não ligue não que essa gente não sabe o que diz / não pode entender quando um samba é feliz”. Logo mais a frente, cravava: “um samba pode ser feito de céu e de mar / o samba bom é aquele que o povo cantar / de fome basta que o povo na vida já tem / pra que lhe fazer cantar isso também?”. O golpe de 1964 tinha sido há pouco, e a discussão da politização das artes era tema de conversas de botequim e canções da bossa nova, mas Marcos (e o irmão Paulo Sergio) insistiam no amor, no sorriso e na flor.

Num pequeno salto para 1968, ano do Ato Institucional Nº 5, em seu quinto disco, “Viola Enluarada” (o mesmo álbum que traz a canção “Bloco do Eu Sozinho”, parceria do compositor com o cineasta Ruy Guerra), Marcos Valle crava logo na faixa título que abre o álbum: “A mão que toca um violão se for preciso faz a guerra, mata o mundo, fere a terra / A voz que canta uma canção se for preciso canta um hino, louva à morte / Viola em noite enluarada no sertão é como espada, esperança de vingança / O mesmo pé que dança um samba se preciso vai à luta, Capoeira / Quem tem de noite a companheira sabe que a paz é passageira, prá defendê-la se levanta e grita: Eu vou! Mão, violão, canção e espada”.

Três anos separam essas duas canções, parcerias de Marcos Valle com o irmão Paulo Sérgio Valle, e 50 anos as separam de “Vem”, quarto disco de Mallu Magalhães, porém estamos falando de praticamente o mesmo objeto de cultura e sociedade, com uma diferença: História (com H maiúsculo e dourado, principalmente em tempos de ensino público sucateado e professores desvalorizados). “Vem” é um disco de samba bossa elegante que reprisa o Marcos Valle de “A Resposta” e ignora o Marcos Valle de “Viola Enluarada”, e as polêmicas em que Mallu se envolveu aleatoriamente em 2017 apenas referendam esse desencontro entre a artista com o tempo / espaço em que vive.

Ok, Mallu Magalhães nem vive no Brasil mais, o que só acentua seu descompasso com tudo que o país caminhou nos últimos anos (e confunde estrangeiros como o grande escritor português Valter Hugo Mãe, que após se deliciar com a beleza do disco comenta os recentes tropeços de Mallu aqui), e “Vem” representa essa redoma de vidro em que Mallu vive, uma casa no campo em outro país que a afasta do golpe político, dos 4 x 3 no TSE, dos senadores envolvidos com narcotráfico, dos prefeitos que acreditam que manifestações de arte podem ser atos criminosos e lançam bombas nos viciados ao invés de prender os traficantes, do Brasil em 2017 que tenta estar atento a atos que possam exprimir racismo e outros preconceitos.

“Vem”, então, padece de uma beleza artificial, sem profundidade e conexão com os tempos atuais. Adaptando o “Samba da Benção”, de Vinicius de Moraes (que assim como Marcos Valle era outro branco fazendo samba enquanto Cartola não podia gravar suas próprias canções – História com um doloroso H maiúsculo), “Vem” é “como amar uma mulher só linda. E daí?”. Não que Mallu tivesse que surgir politizada (“Pra que tanto veneno?”, grita Carmen Miranda), afinal há um grande mercado de música descartável aliviando (alienando?) o povo das mazelas do país, mas a sonoridade samba bossa pré AI-5 aliada a um núcleo de canções que foca (tal qual “Pitanga”, o álbum anterior) no cotidiano de um casal encontra nas declarações da artista um arcabouço de ideias que faz de “Vem” um belíssimo disco para 1965, e um equivoco para 2017. História.

Marcos Paulino é editor do caderno Plug (www.mundoplug.com), da Gazeta de Limeira.
– Marcelo Costa (@screamyell) é editor do Scream & Yell e assina a Calmantes com Champagne. A foto que abre o texto é de Gonçalo F. Santos / Divulgação

Leia também:
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– Crítica: Em segundo disco, Mallu transpira honestidade, mas estamos falando de música, não de empréstimo de dinheiro

14 thoughts on “Entrevista: Mallu Magalhães (2017)

  1. Concordo com a crítica do MAC , a Mallu parece viver em uma bolha, um mundo de conto de fadas, por isso quando fala “vou mostrar que branco pode fazer samba” vira polêmica, porque ela não tem vivência no estilo nem talento pra dizer algo do tipo. Um ponto que poucas pessoas comentaram na apresentação dela na Fátima Bernardes nesse mesmo dia da frase foi o quanto ela desafinou e o quanto o violão estava mal tocado. A frase repercutiu, a péssima apresentação não.

    1. Crítica rasa e demagoga, que esquece de comentar sobre o principal…a música. Agora o artista tem que pagar de politizado pra estar surfando a onda do momento?? Não basta fazer música com sua verdade? Eu não sou fã da Mallu, esse é o primeiro disco dela do qual gosto de algumas canções. E gostei justamente pois achei sincero. Acharia palha se surgisse uma Mallu lacradora, politizada e etc, soaria um pouco fake. Fora o vexame na Fátima Bernardes, o disco é muito bem produzido e arranjado e com boas canções e composições. Coisas que o crítico ignora. Mas é sinal dos tempos, em que as pessoas não ligam mais pra música, mas sim pra imagem, atitude, lacre e etc. Só acho uma pena ela não se dedicar mais a estudar violão e canto.

  2. Curioso como o autor da critica ao tentar exemplificar o caos político no país, cita diversas situações realmente revoltantes e que nos indignam, mas todas da “direita”. Realmente não existe nada que a “esquerda” tenha feito de errado e seja digno de nota a se destacar também como exemplo? Nestas e outras se mostra que o autor da critica também aparenta viver em uma bolha. Bolha por bolha, prefiro música sem politica do que música que critica apenas um lado.

      1. Esse comentário da Renata simboliza o Brasil destes tempos, em que antes de criminalizar se partidariza, e partidarizando não se criminaliza, porque no FlaxFlu da política brasileira, seja de Direita ou seja de Esquerda, “o meu político bandido é melhor que o seu”. Perdoe-me, Marcelo, mas “bora chorar”.

        1. Por mim vai pra cadeia Temer, Aécio, Bolsonaro, Serra, Alckmin e companhia. Não sei da onde onde entenderam que eu quero bandido de direita solto…
          Só acho que no meio de todas as coisas citadas ali, caberia uma coisinha ou outra do Lula por exemplo, só pra mostrar que a preocupação é contra o silêncio em face de toda a merda que tá ai.
          Não conhecia o site, desculpe se aqui tem partido oficial. Bola pra frente;

  3. Chico e Jobim apanharam por isso no lance do Sabiá, já depois do golpe em 64. E não acho que estavam errados, estavam fazendo boa arte também.

    Chico, que é um ícone desse tipo de arte, partiu pra música politizada apenas depois, e porque sofreu muito dos efeitos da ditadura mais pelas opiniões do que pela produção musical. Precisou ser muito, muito cutucado pra isso, e não parece se orgulhar muito disso nas declarações que deu depois. Não que não se envolva com política, mas não parece gostar que esta interfira na sua arte.

    Enfim, ainda que Mallu viva sua bolha – o que acho bem possível, nem discuto isso -, cobrar esse tipo de resposta de artista é bobo. Se o cara se sente confortável com isso, que vá atrás disso, mas é a arte dele. Existe a história e a forma como a arte a representa e nela se encaixa, sem dúvida, mas mais relevante ainda é o caráter atemporal da boa produção artística, que deve ser o objetivo maior.

    No mais, a Mallu precisa melhorar o canto dela urgente, porque tá ruim. O disco é bem produzido, e ela tem seu espaço como compositora. Não é das minhas favoritas, mas do jeito que a coisa está, tá valendo.

  4. Não curto o trabalho dessa moça, mas achei equivocada a resenha. Por quê? Porque pouco fala sobre música, e sim sobre a (falta de) postura ideológica dela, cobrando um posicionamento político de alguém que não tem. E nem é obrigada a ter ou se manifestar sobre. Me parece que Mallu é um “alvo fácil”, ainda mais depois da gafe na TV – nem falo sobre o clipe porque acho isso uma paranoia. De uns tempos para cá, a crítica musical vem perdendo sua relevância justamente por coisas como essa: focar o artista, não a obra. É por essas e outras que vários discos medíocres são idolatrados… Aplaude-se ou condena-se o artista por sua postura nas entrevistas, por suas postagens nas redes sociais… A música parece vir em último plano.

    1. Saulo, é você quem diz que a resenha é sobre a postura ideológica dela, não eu. Eu fiz uma resenha sobre um álbum que apresenta um pacote de ideias, e que está conectado a um tempo que não o de agora. Toda arte está conectada ao espaço / tempo que ela foi feita, ela é um fruto do momento pessoal de criação do artista, e foi isso que eu identifiquei na resenha. Existem N formas diferentes de se escrever uma resenha, N ângulos que um disco pode ser abordado. Eu preferi essa, e se você acha que “a crítica musical vem perdendo sua relevância justamente por coisas como essa: focar o artista, não a obra”, está errado. Mas você acha o que você quiser. Eu escrevi a resenha que eu queria escrever. Se você queria ler outra, a internet é vasta e há resenhas para todos os gostos.

  5. Esqueci de perguntar no comentário anterior:
    Boogarins e Dingo Bells, cujos últimos trabalhos são excepcionais, deveriam deixar de existir por falar de temas alheios à política?
    Voltando no tempo: Roberto Carlos, é o “rei da alienação”, mas nem por isso deixou de compor grandes canções falando apenas de amor nos tempos da ditadura.

    1. Boogarins e Dingo Bells estão perfeitamente inseridos no pacote da sonoridade que escolheram trabalhar, e são grandes bandas que estão trilhando um caminho e construiram uma discografia. Quer coisa mais escapista que a psicodelia? Não há nenhum problema em ser apolítico, ou não falar de política nas canções, quem está dizendo que estou cobrando posicionamento político é você. Eu apenas desenhei um quadro: Marcos Valle 65 x Marcos Valle 68 (porque a sonoridade que escolheram para a Mallu nesse disco permite isso), e situei a Mallu nesse cenário. Só nesse quadro já um arcabouço de ideias, e, claro, é preciso conhecer um pouco de música brasileira para saber o que é Marcos Valle 65 – quem sabe já visualiza, mas ainda assim fiz a opção de linkar as fases para facilitar. O artista não é só o disco, ele é um pacote completo: é o show, é a apresentação na televisão, é a entrevista, é o clipe. Tudo isso forma uma persona artística e a crítica se baseia nesse pacote. De maneira alguma cobrei posição política, apenas identifiquei que além de ser desinformada culturalmente sobre a música que pratica, Mallu (como diversas outras pessoas) está desconectada do que o Brasil é hoje, um país cada vez mais atento (e algumas vezes de forma até intensa) em cobrar questões como racismo, homofobia, pobreza. Tudo isso é o disco, tudo isso é a Mallu 2017, e tudo isso é objeto para construção de uma crítica cultural.

  6. Eu acho que no caso da Mallu foi ótimo todo esse debate pra ela porque tirou o foco de algo que na carreira de uma cantora é fundamental – saber cantar! Não dá pra considerar como uma grande artista alguém que desafina daquele jeito e ainda toca aquele violão fuleiro

    1. Hahaha.
      De fato, ouvi o disco algumas vezes, e achei bem isso. Violão e voz ali ficam devendo.

      Mas o arranjos são muito bons, a produção é boa. E as composições também: não são geniais, mas têm qualidade.

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