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Posts from — dezembro 2010

Opinião do Consumidor: IPA Estrada Real

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Fundada em 2004 em Belo Horizonte, a Falke Bier é resultado dos esforços de três irmãos (Marco Antonio, Juliana e Ronaldo Falcone), que fundaram a cervejaria em 2004. Segunda micro-cervejaria mineira a freqüentar este espaço (a primeira foi a Backer), a Falke surge representada por um de seus maiores destaques, a Índia Pale Ale Estrada Real.

A Estrada Real ligava Villa Rica, hoje Ouro Preto, a Paraty, mas pela necessidade de uma via de escoamento mais segura e rápida ao porto do Rio e, também por imposição da Coroa foi aberto um “caminho novo”. A rota de Paraty passou a ser o “caminho velho”. Com a descoberta das pedras preciosas na região do Serro, a estrada se estendeu até Diamantina, deixando Ouro Preto como o centro de convergência.

No site oficial, os Falcone explicam a escolha do nome: “O estilo India Pale Ale foi criado pelos ingleses durante a colonização da Índia no século XVIII. Aumentaram a lupulagem (o lúpulo tem ação bactericida) e o teor alcoólico (diminui a atividade microbiológica), conferindo, naturalmente, maior durabilidade à bebida. Certamente seria a cerveja que acompanharia os viajantes da Estrada Real no séc. XVIII.”

Faltou dizer que os viajantes ficariam facilmente bêbados, pois o alto teor alcoólico (7,5%) está bem disfarçado no conjunto balanceado desta ótima IPA. O aroma fica entre o frutado e o levemente floral enquanto o paladar, de amargor acentuado, dá o tom perfeito deixando algo de tostado e café no primeiro toque na língua, para depois amaciar e terminar levemente adocicado (bem leve – o amargor comanda o conjunto).

Ainda sinto falta de alguma coisa, talvez um pouco mais de corpo. Mesmo assim, uma ótima cerveja e uma bela homenagem a Estrada Real. Agora é preciso investigar o cardápio da cervejaria (eles fazem uma Tripel Monasterium que me tentou), e vale acompanhar o blog do Marco Falcone, com várias dicas. A garrafa de 600 ml (um pouco mais baixinha que a tradicional nacional – e por isso, mais robusta) pode ser encontrada entre R$ 11 e R$13 (essa foi comprada nos Supermercados Mambo).

Teste de Qualidade: Estrada Real
– Produto: Índia Pale Ale
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 7,5%
– Nota: 3,4/5

Leia também:
– As passagens minhas e de Lili pela Estrada Real (aqui)
– Quatro Backer (Brown, Pilsen, Trigo, Pale Ale (aqui)
– Site oficial da Estrada Real: http://www.estradareal.org.br/
– Blog do Marcelo Falcone: http://culturacervejeira.blogspot.com/
– Site oficial da Falken Bier: http://www.falkebier.com.br/

dezembro 27, 2010   No Comments

Da Bélgica: duas cervejas Chouffe

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A Brasserie D’Achouffe é uma cervejaria belga localizada numa pequena aldeia em Houffalize, na região da Valônia, quase na fronteira com Luxemburgo e a poucos quilômetros da Alemanha. Foi ali que dois irmãos começaram a fabricar cerveja para consumo próprio (os garotos brasileiros jogam futebol, os belgas produzem cerveja), e em 1982 decidiram abrir a cervejaria que leva o nome do vilarejo: Achouffe.

As Achouffe são bem identificáveis em uma adega: o rótulo traz sempre um “simpático duende”, segundo o site oficial, que explica: os elfos e duendes estão entre os principais personagens dos contos das Ardenas (o Vale das Fadas), floresta que toma boa parte da Valônia (incluindo Achouffe – que significa gnomo no dialeto valão). Do capítulo “cerveja também é cultura”.

Em setembro de 2006 a cervejaria foi comprada pela Duvel (ajoelhemos) Moortgat. A primeira atitude da nova empresa gestora foi diversificar o formato das Achouffes, antes encontradas apenas em lindas garrafas de 750 ml – um sonho de consumo que ainda pode ser encontrado na região belga. Para exportação, a Duvel emprestou seu formato de garrafa (baixinha e fofinha – engana pacas) e é assim que a La Chouffe chega ao Brasil (no mesmo formato da Duvel), importada via Beer Paradise.

A La Chouffe é o carro chefe da micro-cervejaria, uma cerveja especial não filtrada e fermentada diretamente no barril. Temperada com coentro (não faça essa cara: lembra a Hoegaarden, outra paixão belga) e levemente lupulada, a La Chouffe tem o mesmo dom da Duvel: esconde o álcool por trás de especiarias (o floral e o frutado fazem o serviço tanto no aroma quanto no paladar), o que a torna deliciosa – e perigosa (são 8% de graduação alcoólica que você não percebe estar bebendo).

Agora, tirem as crianças da sala. A Houblon Chouffe Dobbelen IPA Tripel (nascida em 2006 e fermentada em barril e na garrafa) assusta já no nome, que numa leitura cervejeira quer dizer que possui três vezes mais lúpulo (afinal é uma Índia Pale Ale – o lúpulo ajuda a conversar a cerveja por mais tempo), o que a torna mais encorpada, complexa, forte e de teor alcoólico batendo a casa dos 9%. Ou seja: esqueça a leveza da anterior.

Tudo na Houblon Chouffe Dobbelen IPA Tripel se apresenta logo, por isso é uma cerveja mais intensa e, até por isso, difícil. O amargor é forte (apesar de um leve adocicado no primeiro toque na língua), e você vai gastar o dobro do tempo para consumi-la. Não desista. O aroma é floral – remete a capim, grama e hortelã. O paladar segue o aroma destacando o floral com uma variedade de sabores (abacaxi, laranja, banana e até cravo e coentro) que o torna quase indescritível. É uma experiência.

O site oficial convida: “Venha visitar nossa fábrica de cerveja e saborear os nossos produtos em uma atmosfera amigável”. Vale muito. Achouffe fica a duas horas de Bruxelas, e além das versões 330 e 750 ml, eles vendem barris de 20 litros. Ok, eu não escrevi isso. Esqueça. No Brasil, a garrafa baixinha e gordinha (330 ml) pode custar entre R$ 16 e R$ 23 (Supermercados Mambo) enquanto a versão 750 ml pode sair até por R$ 60. Lá é três vezes menos que isso…

– La Chouffe
– Produto: Belgian Specialty Ale
– Nacionalidade: Bélgica
– Graduação alcoólica: 8%
– Nota: 3,96/5

– Houblon Chouffe Dobbelen IPA Tripel
– Produto: India Pale Ale
– Nacionalidade: Bélgica
– Graduação alcoólica: 9%
– Nota: 4,25/5

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Leia também
– Top 400 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)

dezembro 26, 2010   No Comments

Discoteca Básica da Bizz

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Em noites de lua cheia de anos bissextos sempre aparece alguém declarando amor ao Scream & Yell, dizendo que quando descobriu o site sua vida mudou. Alguns chegam a dizer que decidiram fazer jornalismo após devorá-lo durante noites em claro (não tenho como ressarci-los por tê-los colocado nessa profissão, mas espero que vocês se divirtam – risos). Acontece com uma freqüência que faz minha alma sorrir.

Já eu devo boa parte da minha paixão por jornalismo cultural (por boa parte leia-se 90%) e de minha educação musical a Revista Bizz. Já contei isso em algum lugar deste blog (provável que na versão 1.0), mas tive várias coleções da revista (três ou quatro). Eu tentava me livrar dela, e quando dava por mim lá estava eu no sebo recomprando tudo (numa dessas perdi, por duas vezes, a edição zero com Mick Jagger na capa).

Chegou uma hora em que aceitei: a revista iria me acompanhar para o resto da vida. Comprei o CD-Rom, mas a coleção com todas as edições em tinta e papel sobrevive em uma estante no quarto. É esta última que consulto quando alguma informação surge na memória. Engraçado. Esqueço nome de pessoas (por mais que eu me esforce), mas sei de cor em que página de tal edição li algo sobre tal assunto.

Ontem, 24 de dezembro, quando o amigo Mauricio Ângelo (@mgangelo) tuitou um link com todos os textos da Discoteca Básica publicados na revista, abri um sorriso. Por alguns minutos me perdi em lembranças boas. De Ana Maria Bahiana falando do Clash (“Três anos depois do verão punk, o establishiment pop ainda lambia suas feridas”) e José Augusto Lemos falando de Miles Davis (“Há pelo menos oito discos de Miles que não podem ficar fora de nenhuma Discoteca Básica”).

De Celso Pucci falando de Joy Division (eles “jogavam a última pá de terra sobre o romantismo do rock’), Fernando Naporano de Arnaldo Baptista (“Arnaldo pagou muito caro por toda essa paixão levada às últimas conseqüências”) e Alex Antunes de Roxy Music (“Os 60 foram anos de esperança, os 70, de confusão”). De André Barcinski sobre Black Sabbath (“O grupo permanece como um dos mais subestimados de todos os tempos”).

E André Forastieri (em um dos textos clássicos da história da revista) sobre Ramones: “É duro ser um garoto de doze anos afundado até o queixo no lodoso tédio urbano. Todo mundo dá palpite na sua vida. O status em casa e na rua, a voz e até o corpo ainda são de criança – mas os instintos são de homem, e as garotas, todas ficando peitudas, não estão nem aí com você. Escrotas. Piranhas”.

No link que se segue você tem acesso aos 215 textos dissecados pela seção. O primeiro, da Bizz 01, de agosto de 1985, começa com uma citação. Imagine que o Brasil está saindo aos trancos de uma ditadura, que o Rock in Rio (sete meses antes) e o emergente rock nacional sinalizam a possibilidade de uma revista de rock. Não havia internet, Google e nem Wikipédia. Apenas cadernos de cultura dos jornais. Era preciso começar praticamente do zero. E começou… assim:

“Cada década produz um ou dois momentos autenticamente memoráveis. Em regra, apenas uma guerra ou uma tragédia apavorante conseguem penetrar as preocupações de milhões de pessoas ao mesmo tempo e ocasionar uma única e bem orquestrada emoção. Mesmo assim, em junho de 1967, tal emoção brotou sem ter sido causada por nenhuma morte, mas pela simples audição de um disco.”…

Discoteca Básica da Revista Bizz

Ps. Feliz natal

dezembro 25, 2010   3 Comments

EUA: Três cervejas da Brooklyn Brewery

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Um ex-correspondente da Associated Press (Steve Hindy), um ex-bancário (Tom Potter) e o mestre cervejeiro mais badalado dos Estados Unidos (Garrett Oliver, autor dos livros “The Good Beer Book” e “The Brewmaster’s Table”) formam o trio de frente de uma das cervejarias norte-americanas mais bacanas da atualidade: a Brooklyn Brewery, que abriu as portas timidamente em 1987 em Nova York, mas hoje têm um catálogo vasto que mantém as características de uma micro-cervejaria delicada e personal – indo na contramão do imperialismo american lager.

Primeira do pacote (e carro chefe da casa), a deliciosa Brooklyn Lager promete muito mais do que o nome deixa transparecer. Por isso esqueça as American Lagers (levezinhas) cuja receita faz sucesso no Brasil. Apesar de ter casa em Nova York, a inspiração da Brooklyn Lager é austríaca, mais precisamente nas Vienna Lagers surgidas na primeira metade do século 18. O aroma floral (carregado de lúpulo) é marcante. O sabor é maltado entre o amargo é o levemente caramelizado com final suave e também amargo. Simplesmente apaixonante.

Próxima: A Índia Pale Ale nasceu na Inglaterra, que encheu de lúpulo a cerveja tradicional para que ela resistisse mais tempo e fosse levada em viagens de návio pela Índia. A Brooklyn Brewery seguiu a risca o mandamento na East India Pale Ale. O que a difere da versão Lager é que suas características, por natureza, são mais intensas. Lagers são cervejas de baixa fermentação enquanto as Ales são de alta. Ou seja: está tudo ali (o aroma floral, o sabor maltado, o final amargo), mas mais acentuado. Bate bem mais forte.

Fechando o trio (particular – o catálogo da Brooklyn Bewery é bem mais extenso), a Brooklyn Brown Ale, que deixa o lúpulo em segundo plano (mas só um pouco) para valorizar o malte torrado. O aroma é de um chocolate sutil com um pouco de café, mais forte – mas ainda sútil (ao contrário dos cânones do gênero, que capricham no cheiro), que acaba conquistando. O sabor segue o aroma, com um leve amargor e um final seco e refrescante, delicioso.

Antes das considerações (quase) finais, uma observação bastante pertinente d0 amigo Eduardo Nasi (@eduardonasi): “Deixa as conclusões finais sobre a Brooklyn Brewery pra depois de beber a pint da lager tirada do barril”. Anotado. Nova York, me aguarde.

– Brooklyn Lager
– Produto: Vienna Lager
– Nacionalidade: Estados Unidos
– Graduação alcoólica: 5,2%
– Nota: 3,52/5

– Brooklyn Índia Pale Ale
– Produto: Índia Pale Ale
– Nacionalidade: Estados Unidos
– Graduação alcoólica: 6,8%
– Nota: 3,42/5

– Brooklyn Brown Ale
– Produto: Ale
– Nacionalidade: Estados Unidos
– Graduação alcoólica: 5,6%
– Nota: 3,29/5

dezembro 24, 2010   No Comments

Cinco fotos: Berlim

Clique na imagem se quiser vê-la maior

berlim1.jpg
A Leitora

berlim4.jpg
Foto Automática

berlim2.jpg
O Trilho

berlim3.jpg
A Estação

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Os Jetsons

Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)

dezembro 23, 2010   No Comments

Top 20 Filmes entre 2001 e 2010

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Me pediram uma lista dos 10 melhores filmes da década 2001/2010. Na correria, listei uns 40 e fui cortando, cortando, cortando até chegar a 20. Fiz correndo agora… será que tinha esquecido algo? Dai, nos comentários, vários amigos acrescentaram coisas. A minha lista final é a de cima. A debaixo é a lista com a “repescagem”…

01) Sangue Negro, Paul Thomas Anderson (2007) (texto)
02) Match Point, Woody Allen (2005) (texto)
03) Onde os Fracos Não Tem Vez, Irmãos Coen (2007) (texto)
04) Fale com Ela, Pedro Almodóvar (2002)
05) Katyn, Andrzej Wajda (2007) (texto)
06) Cidade de Deus, Fernando Meirelles (2002) (texto)
07) Bastardos Inglórios, Quentin Tarantino (2009) (texto)
08) A Vida dos Outros, Florian H. von Donnersmarck (2006) (texto)
09) A Fita Branca, Michael Haneke (2009) (texto)
10) Dogville, Lars von Trier (2003)
11) Menina de Ouro, Clint Eastwood (2004)
12) Brilho Eterno, Michel Gondry (2004) (texto)
13) Os Excêntricos Tenenbaums, Wes Anderson (2001)
14) Closer, Mike Nichols (2004) (texto)
15) 2046, Wong Kar Wai (2004) (texto)
16) A Rede Social, David Fincher (2010)
17) Toy Story 3, Lee Unkrich (2010) (texto)
18) Antes do Pôr-do-Sol, Richard Linklater (2004) (texto)
19) Batman Begins, Christopher Nolan (2005) (texto)
20) Adaptação, Spike Jonze (2002) (texto)

Ps. Caiu “21 Gramas”, do Alejandro González Iñárritu, que estava em 20ª, para a entrada de “A Fita Branca”, do Haneke, em nono. Será que “O Segredo dos Seus Olhos” merecia uma posição? Dúvida…

Ps 2. Caiu “O Segredo de Brokeback Mountain”, Ang Lee (2005) (texto) da 17ª posição para a entrada de “Toy Story 3”, que tinha que entrar.

Agora, a lista com as cobranças feitas pelos amigos nos comentários:

01) Sangue Negro, Paul Thomas Anderson (2007) (texto)
02) Onde os Fracos Não Tem Vez, Irmãos Coen (2007) (texto)
03) Fale com Ela, Pedro Almodóvar (2002)
04) Katyn, Andrzej Wajda (2007) (texto)
05) Cidade de Deus, Fernando Meirelles (2002) (texto)
06) Bastardos Inglórios, Quentin Tarantino (2009) (texto)
07) A Vida dos Outros, Florian H. von Donnersmarck (2006) (texto)
08) Cidade dos Sonhos, David Lynch (2001) (texto)
09) Os Excêntricos Tenenbaums, Wes Anderson (2001)
10) Caché, Michael Haneke (2005)
11) Dogville, Lars von Trier (2003)
12) Brilho Eterno, Michel Gondry (2004) (texto)
13) Closer, Mike Nichols (2004) (texto)
14) 2046, Wong Kar Wai (2004) (texto)
15) O Segredo dos Seus Olhos, Campanella  (2009) (texto)
16) Elephant, Gus Van Sant (2003)
17) The Dark Knight, Christopher Nolan (2008)
18) Old Boy, Chan-wook Park (2003)
19) Whatever Works, Woody Allen (2009) (texto)
20) O Lutador – Darren Aronofsky (2009) (texto)

Algumas mudanças pontuais da primeira lista pra segunda. Woody Allen trocado (embora eu não concorde – risos): sai “Match Point” e entra “Whatever Works”. Caíram “Menina de Ouro”, “A Rede Social”, “Toy Story 3”, “Antes do Pôr-do-Sol” e “Adaptação”. “Batman Begins” foi trocado por “The Dark Knight”. “A Fita Branca” deu lugar para “Caché”. E entraram “Cidade dos Sonhos”, “O Segredo dos Seus Olhos”, “Elephant”, “Old Boy” e “O Lutador”. Ainda foram citados todos estes filmes abaixo (alguns eu concordo que mereciam, outros não). E quando me pediram era só um Top 10. Estiquei para um Top 20 (e por pouco não fiz um Top 21 para encaixar o David Lynch, que entrou na segunda lista). Ainda fico com a primeira… e quem quiser arriscar, deixa o seu Top 20 nos comments. Pensa que é fácil? (risos)

Outros filmes citados
– Extermínio, Danny Boyle (2002)
– Encontros e Desencontros, Sofia Coppola (2003)
– O Labirinto do Fauno, Guillermo del Toro (2006)
– O Filho da Noiva, Juan José Campanella (2001)
– Gran Torino, Clint Eastwood (2008) (texto)
– Casa Vazia, do Kim Ki-Duk (2005)
– O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, Jean-Pierre Jeunet (2001)
– Irreversível, Gaspar Noé (2002)
– Into The Wild, Sean Penn (2007) (texto)
– À Prova da Morte, Quentin Tarantino (2007) (texto)
– Zodiaco, David Fincher (2007)
– Vanilla Sky, Cameron Crowe (2001) (texto)
– Paranoid Park, Gus Van Sant (2007) (texto)
– Sinédoque Nova York, Charlie Kaufman (2008) (texto)

Antes de 2000
– Memento, Christopher Nolan (2000)
– Clube da Luta, David Fincher (1999)
– Alta Fidelidade, Stephen Frears (2000)

dezembro 20, 2010   No Comments

Os Melhores de 2010 em 21 Mixtapes

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“por Rodrigo Salem

A história surgiu mais ou menos como qualquer coletânea de adolescente, meio sem querer, meio despojada, mas com um certo prazer em servir para exibir os conhecimentos musicais.

De uma conversa sobre algum assunto nada a ver com música (jornalistas geralmente preferem falar mal de algum texto ou de alguém do que sobre o assunto que cobrem. Lição que universidade nenhuma ensina, kids), seis amigos ou colegas resolveram fazer a velha lista de Melhores do Ano, mas de uma forma diferente: já passando as músicas nos arquivos para o “leitor” baixar.

Como as regras para o tamanho da Mixtape (tradução: seleções musicais que “os nerds sem talento para tocar um instrumento” usavam e usam para pegar as meninas), começaram a ficar nebulosas e complexas, decidimos fazer algo diferente.

Cada um entregaria uma Mixtape com 12 músicas e uma faixa extra escondida. Assim nasceu o projeto 12 Músicas e um Segredo.

Longe de ser um nome genial para um projeto, não espere também um segredo tão bem guardado que somente o WikiLeaks conseguiria decifrar. É uma décima terceira música. Um charminho, tipo, nos Estados Unidos, onde não existe o 13o andar. Mas algumas faixas estão complicadas, você verá.

Bem, a brincadeira acabou ganhando uma dimensão maior. O grupinho de seis ficou pequeno.

Por que não chamar os amigos e amigas que adoram música e, principalmente, Mixtapes. No fim, chegamos ao número absurdo de 21 MIXTAPES para você baixar. Sim, faltou muita gente legal, mas não vamos esquecer que o projeto é, antes de mais nada, uma imensa brincadeira. Quem sabe não seja um começo de algo ainda mais legal para o futuro?

Dificilmente alguém na lista de “convidados” não teve um namoro construído ou destruído por uma coletânea. E por que deveríamos abandonar a mania só porque um iPod acumula dois milhões de músicas em seu HD?

Fazer uma Mixtape ainda é a melhor carta de amor que alguém pode escrever.

Música solta é bacana, um sexo casual. Mas quando elas fazem sentido, juntas, é paixão, algo para ficar com você por muito tempo.

Então, saindo do momento Nick Hornby encontra Caetano Veloso, cada um desses apaixonados enviou um arquivo com os MP3s na ordem preferida. A missão era, em tese, simples: as Melhores Músicas de 2010. Como a grande maioria escreve sobre música ou respira música, e-mails foram e voltaram para explicar que “não, não dá para ser 32 músicas” ou “não, você não pode mudar a lista porque se arrependeu”.

Na boa e sem modéstia, o projeto 12 Músicas e Um Segredo talvez seja o mais abrangente projeto da Internet nacional sobre o que rolou na música em 2010. Existirão listas mais extensas, claro, mas aqui decidimos entregar as músicas para você mesmo julgar e não apenas nomes jogadas em uma tela. Ler uma lista é tããão 1900.

Confesso que eu esperava mais canções em comum entre as Melhores de 2010. Mas a diversidade é atraente, não é?

De qualquer maneira, 2010 está muito bem explorado nas 21 Mixtapes abaixo – por ordem alfabética. Tem de Marcelo Jeneci a Cee-Lo Green, passando por LCD Soundsystem e Arcade Fire. Vale a pena ouvir cada uma delas com calma.

E boa sorte para descobrir algumas das “hidden tracks””.

Baixe as 21 Mixtapes aqui

dezembro 13, 2010   No Comments

Opinião do Consumidor: Murphy’s Irish Stout

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Após passar por uma double chocolate stout (a ótima Young’s), hora de encontrar uma stout de verdade, com colarinho hiper-cremoso, cheiro marcante de café e muita história cervejeira. A Murphy’s – fundada em Cork, na República da Irlanda – já passou por aqui, mas com sua versão Irish Red, mas o patrimônio da casa é a versão stout, que segundo consta ainda segue a receita original desde sua fundação, em 1856.

Principal particularidade: o sistema Draughtflow. Ao abrir o latão de 500 ml, um dispositivo libera nitrogênio formando um efeito de cascata de espuma (semelhante ao da Guiness), o que torna o colarinho permanente e bastante cremoso. Já que falamos em Guiness, numa comparação com a stout mais famosa do mundo, a Murphy’s parece mais doce, mais seca e muito mais leve (são só 4% de graduação alcoólica).

Uma propaganda da empresa brinca que a cerveja é escura como um capuccino forte. A comparação tem relação também com o aroma e o sabor marcados por café (devido ao malte tostado) e, levemente, por caramelo (há malte de chocolate na formulação). Se não há muita personalidade no conjunto, o que valoriza a Murphy’s Irish Stout é sua suavidade, tornando-a boa companheira para qualquer ocasião.

Está sendo trazida ao Brasil pela Femsa e pode ser encontrada entre R$ 9 e R$ 14 em supermercados (Pão de Açúcar) e empórios.

Teste de Qualidade: Murphy’s Irish Stout
– Produto: Stout
– Nacionalidade: Irlanda
– Graduação alcoólica: 4%
– Nota: 3,02/5

Leia também:
– Young’s Double Chocolate Stout, uma delícia (aqui)
– Murphy’s Irish Red, não é perfeita, mas é agradável (aqui)

dezembro 12, 2010   No Comments

É esse e mais nove…

arcade_fire.jpg

Clique na imagem para ler o texto. E imprima 😛

dezembro 12, 2010   No Comments

O ano poderia acabar…

Cansaço mega. Muita, mas muita coisa pra falar, mas cade tempo? Bem, vou refletir melhor o bate papo no III Seminário Internacional Rumos Jornalismo Cultural, o qual participei nesta quinta. Acho que falei rápido demais (ainda mais vendo depois as outras apresentações – ou vai ver que a minha sensação na bancada foi acelerada, e assistindo foi mais lenta – coisas assim) para tentar fazer um resumo. Mas agradeço antecipadamente, e muito, o carinho do pessoal do Itaú Cultural, que fez me sentir bastante à vontade e com dever cumprido: Renan, Ricardo, Fernanda, Babi, Claudiney e ao Eduardo. Aos companheiros de mesa Alex Needham, Jan Fjeld e Fernanda Cerávolo. E especialmente a Rachel Bertol, por levar o Scream & Yell para um evento tão importante. Obrigado.

Deixa eu só refletir algumas questões abordadas ali que coloco tudo aqui. E nesta sexta tem mais Seminário Internacional Rumos Jornalismo Cultural. Veja aqui.

Ps. Rendeu até uma tripinha na Folha desta sexta (valeu Rafa!)

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dezembro 9, 2010   No Comments