O desejo de fazer um disco “cru” e verdadeiro, que seria “Nebraska”, não é estético. É existencial. Springsteen não busca uma nova sonoridade. O que ele busca é uma nova possibilidade de verdade.
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Macalé foi um artista do confronto. Com ouvintes, establishment, movimentos, consigo mesmo. Mas desse confronto nasceu uma das obras mais pungentes e livres do país!
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A carreira de Lô Borges é, por si só, uma lição de independência aliada a talento. Um talento enorme, algo quase impossível de classificar de forma tão linear.
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No fim, a minissérie não é apenas um exercício de memória. É um gesto político. Ela recorda que o cuidado e a solidariedade não “caem automaticamente” do céu nem do Estado
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Ozzy se despede como um sobrevivente de si mesmo, um herói improvável que nunca se propôs a sê-lo. E isso o torna ainda mais humano, mais lendário. Não haverá outro igual.
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Michael Madsen não foi protagonista. Não da indústria, pelo menos. Havia nele uma espécie de dignidade suja. Um romantismo desencantado. Era quase um Bukowski que decidiu atuar.
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“¡El Baile Rock!” é mais que um álbum de estreia. É a celebração de um percurso coletivo, mas também um manifesto que propõe repensar o que se entende por rock brasileiro.
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