Reconhecido como Patrimônio Cultural de Belém, Se Rasgum festeja com Otto, Móveis, Fernanda Abreu, Crizin e Teenage Fanclub

texto e fotos de Marcelo Costa

Sábado de sol em Belém do Pará, dia não só de festival de música, da edição de 20 anos do Se Rasgum, mas também de comemoração: durante a semana, em meio a conferência internacional ALMA, o festival foi reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial de Belém, consagrando-o como expressão identitária e símbolo da memória cultural da cidade. Se o line-up especialíssimo da edição 2025 já prometia um dia de grandes shows no Porto Futuro, o reconhecimento do Se Rasgum premiava uma trajetória repleta de muitas batalhas, e grandes conquistas, cujo capítulo mais recente estava prestes a ecoar em diversos ritmos e vozes durante mais de 12 horas de música. Não poderia ter sido mais perfeito: em uma das melhores estruturas que o festival entregou em sua história, o Se Rasgum 2025 ofereceu de tudo um pouco ao público paraense.

The Mönic & Keila

Com dois grandes palcos montados um ao lado do outro no Porto Futuro, situado na área portuária da cidade, próximo às margens da Baía do Guajará e da Estação das Docas, e com uma estrutura bastante funcional com área de alimentação e bebidas (incluindo a presença da cerveja patrocinadora Tijuca e da independente e premiada Uriboca), mais feira, redes, banheiros e espaço para um soundsystem, entre outras coisas, a edição de 20 anos do Se Rasgum começou pouco depois das 17 horas do sábado com o quarteto paulistano The Mönic mostrando muita empolgação, mesmo com poucos presentes ainda no local. Com pique acelerado (de quem, inclusive, voltaria no mesmo sábado para São Paulo, pois teria show no The Town no dia seguinte), as garotas mostraram canções barulhentas como “Lobotomia” e “Atear”, abriram uma rodinha punk e ainda convidaram Keila, celebridade tecnobrega, ao palco, com quem dividiram sua ótima “Simplifica” além do hit “Galera da Laje”, da Gang do Eletro.

Assucena

No palco ao lado, Assucena trazia ao Se Rasgum não apenas canções de seu álbum de estreia, “Lusco Fusco” (2023), como “Fluorescente”, “Reluzente” e “A Última, Quem Sabe”, mas, assumindo seu romantismo dramático, também covers óbvias de “Besame Mucho” e “Detalhes”, que num ambiente de festival funcionam muito bem, já que a artista muitas vezes está tocando para parte de um público que não a conhece. Foi um show correto que serviu ainda como carta de intenções da pluralidade do festival. Correto, aliás, é um adjetivo que também pode ser empregado para falar de Julia Mestre, que tem três discos solo na carreira e, ainda, outro como integrante do Bala Desejo. Em cena, Julia sorri, sensualiza, faz de sua guitarra um remo e pratica um pop rock tão fincado na fase disco music de Rita Lee que, em muitos momentos do show (e do disco “Maravilhosamente Bem”, de 2025), fica difícil acreditar que Rita e Roberto não estão creditados como coautores das canções. O público, simpático, embarcou e dançou junto.

Julia Mestre

Levantando a bandeira da música amazônica, o irresistível grupo Baile do Mestre Cupijó celebrou não apenas a história e musicalidade do mestre do Baixo-Tocantins (falecido em 2012) pioneiro na divulgação de ritmos como siriá, banguê e samba de cacete, como ainda convidou Mestra Iolanda do Pilão, que aos 84 anos segue como guardiã do samba de cacete, para uma noite de ancestralidade, festa e resistência (aliás, dica: procure o documentário “Mestras”, de Roberta Carvalho e Aíla, exibido no In-Edit 2024). Ancorados no som irresistível da metaleira e na voz potente de Carla Costta, o Baile do Mestre Cupijó faz, diferente de muitos grupos populares, música para dançar, e o público do Se Rasgum arrastou a sandália bonito no ambiente do Porto Futuro (que também abriga o carnaval de Belém) celebrando canções de álbuns como “Siriá” (1974) e “Mestre Cupijó e Seu Ritmo” (1975), que completam 50 anos em 2025. Showzão.

Baile do Mestre Cupijó

Ainda bem que o Baile do Mestre Cupijó abriu a porteira dos grandes shows do Se Rasgum 2025, porque se ela ainda estivesse fechada, Crizin da Z.O. a teria derrubado em milésimos de segundos. Cris Onofre, Danilo Machado e Marcelo Fiedler passaram como um trator sonoro sobre a audiência do festival paraense, mostrando canções do celebrado “Acelero”, um dos grandes discos de 2024, como também do recente EP “ACLR+6” (2025). “Acelerado”, canção que encerra o álbum do ano passado, e “Demônio do Rio da Prata” abriram a festa punk funk samba torta de maneira muito mais pesada que no disco, percepção que também marcou “Buraco Mundo” (do álbum “Brasil Buraco Vinte Vinte”, de 2020) e a porrada “Repetição Zero” (2025). A sensação de vê-los ao vivo é como presenciar uma versão 2025 do Black Future, mas mais conciso e focado. Ao final, Reiner subiu ao palco para celebrar os amigos com a bandeira paraense, afinal a melhor “chave da cidade” é a que vem das ruas. Taí: um dos grandes shows da semana em Belém!

Crizin da Z.O.

Até então, o Se Rasgum tinha oferecido rock nacional com pitadas de tecnobrega, MPB romântica, disco music vitaminada e rap punk torto. Assim que surgiu, Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo abriram uma fenda indie no espaço/tempo do festival, que iria perpetuar por praticamente duas horas e meia (e três shows). Na verdade, antes mesmo do show começar, um grupo de fãs já estava em frente ao palco, repetindo uma cena que também foi vista no Festival Casarão Manaus, cerca de três meses atrás. Ou seja, arrastando um séquito de fãs, Sophia abriu a noite com duas canções cantadas em coro pelos paraenses: “Baby Missil” e a deliciosa “As Coisas Que Não Te Ensinam Na Faculdade de Filosofia”. Assim como na capital amazonense, o quarteto lo-fi mostrou músicas inéditas como “Cinema Brasileiro” e, diferente da censura da prefeitura de São Paulo, no Se Rasgum o público pode ouvir Sophia dedicar “Eu Não Bebo”, outra inédita, a todos que “lutam bravamente contra o imperialismo norte-americano” e pedir por “Palestina Livre”, recado que também foi exibido no telão, num show delicadamente indie, politizado e tortinho.

Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo

Da mesma safra jovem do novo indie brasileiro, mas com uma postura mais fechada, os curitibanos da terraplana entraram mudos e, praticamente, saíram calados. Ok, exagero. Eles agradeceram ao convite do festival e disseram estarem “felizes pra caralho de tocar em Belém”, primeiro show da banda na região Norte do Brasil. Fora isso, todo o restante do tempo da apresentação foi gasto na concentração em entregar um show coeso ao público paraense. “salto no escuro” e “desaparecendo”, que vêm abrindo quase todos os shows da turnê do álbum “natural” (2025) – incluindo o set especial da banda para a Audiotree disponibilizado nos streamings – foi uma perfeita amostra do que viria pela frente: dedilhados sutis, voz quase sussurada até a explosão de guitarras e bateria, numa massa sonora densa e arrastada. Por cerca 45 minutos, os curitibanos deram uma pausa na festa dançante da galera, convidando todo o público a olhar para os tênis enquanto riffs de guitarra fatiavam o ar (tal qual fez o DIIV no ano anterior). Não foi só bonito de ver e ouvir como também uma ótima preparação para o show seguinte.

terraplana

Após passarem pelo Rio de Janeiro (em noite especialíssima com a Pelvs) e São Paulo (em apresentação sold out no Cine Joia), o Teenage Fanclub desembarcava de calças e casacos em Belém para, assim como o terraplana, sua primeira (e, no caso dos escoceses, provavelmente única) apresentação na região amazônica do país, um fato que chamou muito a atenção quando da divulgação do line-up (“Como assim o Teenage vai tocar em Belém e não em Belo Horizonte, Curitiba ou Porto Alegre?”, ouviu-se nas redes sociais), e que merece reconhecimento do mérito da curadoria do festival, ainda que seja algo que só impressione quem desconhece a trajetória do Se Rasgum, um festival que, em seus 20 anos de história, já estampou em seus cartazes nomes como Mac DeMarco, Shame, Yuck, Nada Surf, Afrika Bambaataa, Ben Kweller, El Cuarteto de Nos, El Mato a Un Policia Motorizado, Nashville Pussy, Max Romeo, Fin del Mundo, DIIV, The Slackers, Pega Monstro e Maia Vidal, entre tantos. O Teenage em Belém é mais uma vitória do festival.

Teenage Fanclub

Mantendo uma postura sorridente de quem está feliz com tudo o que está acontecendo, meio sem entender nada, Norman Blake deu início ao sonho indie paraense com “Tired of Being Alone”, cantada junto com o autor da canção, Raymond McGinley. As duas seguintes, os clássicos power pop “About You” e “Metal Baby”, fizeram alguns marmanjos marejarem enquanto o quinteto, claramente em marcha lenta, cristalizava na frente dos olhos do público aquela frase de Nick Hornby do começo dos anos 2000: “É como se eles quisessem inverter a direção dos anos 60: eles começaram com ‘Helter Skelter’ e foram trabalhando até chegar em ‘I Want To Hold Your Hand’”. Ainda assim, é preciso ter um coração de pedra para não se emocionar com “Alcoholiday”, “What You Do to Me”, “Neil Jung”, “I Don’t Want Control of You”, “The Concept”, “It’s a Bad World” e “Your Love Is the Place Where I Come From”, canção pedida pelo curador do festival, Marcelo Damaso, e dedicada a ele. Após 12 canções (afinal, diferente dos shows solo no Rio e em São Paulo, que tiveram mais de 20 canções, estávamos em um festival), o volume das guitarras foi elevado e “Everything Flows” surgiu lindamente barulhenta por quase 7 minutos, fecho de ouro para um show especialíssimo.

Móveis Coloniais de Acajú

Findos os 150 minutos indie guitarreiros do festival, o momento era de celebrar o reencontro com uma das bandas mais divertidas ao vivo dos anos 2000, o Móveis Coloniais de Acajú. Quase 10 anos após anunciarem uma pausa, o grupo brasiliense retomou os trabalhos com a mesma formação e com as mesmas questões da época, baseadas principalmente no choque do repertório eficiente (que fez a fama da banda ao vivo), porém tematicamente besta do disco de estreia, “Idem” (2005), com o desejo de maturidade exibido nos ótimos dois discos seguintes, “C_mpl_te” (2009) e “De Lá até Aqui” (2013). À primeira vista, a sensação era de que nenhum dia sequer havia passado desde a pausa: as irresistíveis “Perca Peso” e “Lista de Casamento” deram início ao corre-corre insano dos nove músicos enquanto “Sem Palavras”, do segundo álbum, começou a fazer a transição, finalizada com a linda carta de intenções chamada “Campo de Batalha”. Nas quatro primeiras canções, o Móveis repassava sua história (e suas cicatrizes) como que assumindo: “É isso que a gente é”. Recado dado, hora de se rasgar sorrindo com direto a tradicional roda no meio do público e pedido de tempo para respirar do vocalista André, afinal, estamos todos 10 anos mais velhos. É bom ter vocês de volta, Móveis.

Suraras do Tapajós & Lia Sophia

Não tinha como deixar o clima cair, certo? Por isso, a escalação das Suraras do Tapajós foi um grande acerto. Com a experiência de quem já havia conquistado fãs tanto em edições anteriores do Se Rasgum quanto em uma apresentação festejada no Coala Festival e uma data marcante no Rock in Rio 2024 ao lado da Gang do Eletro, as sete integrantes (três chocalhos, dois tambores, um banjo artesanal e uma potente vocalista) que representam a Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós entoam cantos de amor e resistência movidos a percussão e carimbó. Se no show em São Paulo, em 2023, a guitarra de Lucas Estrela trouxe um tempero todo especial à apresentação, desta vez foi a vez de Lia Sophia abrilhantar o set das Suraras tocando uma guitarra sacolejante para não deixar ninguém parado no começo da madrugada e cantando números como “O Que É Que Ela Tem?” e “Amazônia” e homenagear Dona Onete cantando “Banzeiro”. Showzão.

Suraras do Tapajós

O bom público que ainda estava de pé à 1h30 da manhã no Porto Futuro não estava ali à toa, ele queria ser entretido. E a garota carioca suingue sangue bom Fernanda Abreu entregou muito mais do que o público esperava. Teve abertura com hino de Jorge Ben (a icônica “Jorge da Capadócia”), hits do primeiro disco (a dançante “A Noite” e a irresistível baladinha eletrônica “Você Pra Mim”), homenagem à Blitz (“A Dois Passos do Paraíso”, marco necessário da carreira, mas, talvez, o único momento dispensável do set) e, claro, o momento Fausto Fawcett com as irresistíveis “Rio 40 Graus” e “Kátia Flávia (Godiva do Irajá)”. Também teve aulinha de funk carioca com teacher Fernanda (com hinos do quilate de “Eu Só Quero É Ser Feliz” e “O Funk é da Favela”, entre outros, que ela gravou em seu “Ao Vivo MTv”) em quase 60 minutos de dança e aeróbica – com direito até a espacate no meio do palco: detalhe que Fernanda iria completar 64 anos no dia seguinte ao festival -,que, facilmente, deixaria muito jovem de 20 anos estendido no tatame. A empolgação era tanta que ela queria até cantar mais, mas o tempo já havia terminado. Que show, senhoras e senhores, que show.

Fernanda Abreu

Do luxo ao lixo, a dobradinha Fernanda Abreu / Valesca Popozuda manteve o funk e Irajá em voga no evento. Acompanhada de DJ e de dançarinos, a funkeira abriu seu show mandando, de cara, sua carta de intenções, o hino “Beijinho no Ombro”. Na sequência, perguntou ao público paraense: “Quem aqui conhece poesia cústica? Não é acústica, é cústica?”, para risos da plateia, deixa para o single lançado no primeiro semestre, que diz: “Quer fazer mulher contente? Quer fazer mulher feliz? Não faz o coraçãozinho, abre o app e faz o Pix”. Chora, Trump, chora. Os hits funks se atropelam: “Eu Sou a Diva Que Você Quer Copiar”, “Festa na Baru”, “Proibidona” (“Meu nome é Valesca e dou aula de putaria”) enquanto seu DJ solta proibidonas de Dennis e DJ Dollynho da Lapa. As interações são um caso à parte no show: rola desde “eu te amo” até “eu quero meter”, no que Valesca não desperdiça a bola levantada, e corta: “Se meter em mim vai ser melhor”. Em outro momento, ela desce pra galera e pergunta: “Desde a Gaiola das Popozudas, eu nunca deixei de ser o que?”. As respostas começam tímidas com “gostosa” e “safadona”, mas logo chegam em “piranha”, “tesuda” e “puta”. Quando retorna ao palco, ouve mais um “elogio”: “Não acredito que vocês esperaram eu subir pra falar que eu sou ‘bucetuda’. Tão com vergonha?”. É, meu povo, só tiro, porrada e bomba na madrugada de BellHell.

Valesca Popozuda

Já passava das três e meia da manhã quando AQNO e RAWI entraram em cena numa das apostas mais ousadas do festival neste ano: juntar no palco dois nomes emergentes da cena queer do Norte, que ainda estão construindo público (AQNO tem cerca de 10 mil ouvintes no Spotify enquanto RAWI soma pouco mais de 200 fãs), mas cujo trabalho já surge extremamente bem delineado. De Santarém, RAWI lançou em 2024 o disco “A Arte de Ser Bicha” com apoio da Natura Musical. Já AQNO, de Marabá, está em pleno trabalho de divulgação de “Latino Brega Love”, disco que saiu em abril. Juntos em cena, e acompanhados de um grupo de dançarinos, a dupla promoveu um espetáculo extremamente dançante (a turma da aeróbica que começou lá no show da Fernanda Abreu ganhou uma madrugada para não botar defeito) que combinou brega, cumbia, lambada, reggae, pop, teatro e suor – com direito a troca de roupas e muita coreografia em um show que merece ser replicado em outros palcos.

AQNO e RAWI

Fechando a noite, ou melhor, se preparando para a chegada do nascer do sol, Otto não apenas trazia a tiracolo seu disco mais emblemático, como também tinha a tarefa de rememorar um dos shows mais icônicos da história do Se Rasgum: em 2010, o galego entrou em cena com o dia já claro, e fez um show que até hoje é lembrado em conversas na cidade. Não a toa, quando o festival anunciou a grade de horários em seu perfil oficial no Instagram, e muitos fãs reclamaram do adiantado da hora (o previsto era de que Otto entrasse às 3h30, mas seu show começou quase às 4h30 da manhã), o próprio Otto chegou comentando e convidando: “Prometo um grande show”. Bem, fica fácil manter a promessa quando o show tem como base um dos discos brasileiros clássicos desse século, “Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos” (2009) e uma dupla de guitarristas como Junior Boca e Guri Assis Brasil à disposição. Ainda assim, quem esperava uma performance mais caótica (a fama precede o homem) ganhou um Otto mais focado, o que em termos musicais deixou o show ainda mais redondo, encerrando a maratona de shows do Se Rasgum 2025 de maneira especial.

Otto

Em uma de suas edições mais redondas, o Se Rasgum não apenas comemorou 20 anos de trajetória e ganhou o reconhecimento da comunidade local, como também demonstrou que ainda tem muito potencial para criar histórias inesquecíveis e novas narrativas na região amazônica – e não apenas para o seu público como também para os visitantes, pois dificilmente os escoceses do Teenage Fanclub (que se esbaldaram com peixes e a incrível comida paraense em passeios na Ilha do Combu e no mercado Ver-O-Peso), os paraenses da terraplana, os paulistas da Sophia Chablau (com baixista e baterista tocando com camisetas do estado do Pará), a carioca Fernanda Abreu (que terminou seu show já dizendo que quer voltar) ou vão esquecer a experiência de apresentar sua música em Belém. Ou como confidenciou o vocalista André Gonzales, em certo momento do show do Móveis: “Estamos emocionados de estar aqui, hoje, nessa terra que a gente ama de paixão, nesse festival que faz parte da história do Móveis”. Se Rasgum, já estamos com saudades. Que venham mais 20 anos!

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Se Rasgum no Scream & Yell: 2009, 2010, 2011, 2014, 2022, 2023, 2024

– Marcelo Costa (@screamyell) é editor do Scream & Yell e assina a Calmantes com Champagne.

2 thoughts on “Reconhecido como Patrimônio Cultural de Belém, Se Rasgum festeja com Otto, Móveis, Fernanda Abreu, Crizin e Teenage Fanclub

  1. Cobertura bonita, Marcelo. Salvo engano a música pedida pelo curador ao Teenage foi outra. Mas o que importa é o que ficou de energias grandiosas nos 20 anos do Se Rasgum.

    1. Realmente, Aerton, a música pedida foi “Your Love Is the Place Where I Come From”! E que bom que você gostou do texto. Sai apaixonado por essa edição do festival, e tentei replicar isso em palavras.

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