Congadar lança terceiro disco e provoca: “Talvez esteja faltando ousadia na curadoria (dos festivais)”

entrevista de Leonardo Vinhas

O Congadar não é uma banda de hipérboles. Ao contrário, é uma banda em que os tambores podem apelar à introspecção e sensibilidade quando batem forte, assim como a melodia de cantos em harmonia pode colocar o ouvinte em estado de ebulição. Se formos para um caminho de simplificação, dá para dizer que a banda conjuga congado, rock, psicodelia, música mineira e rap em sua sonoridade. Mas isso certamente não dá conta de traduzir o que a banda provoca, especialmente em seus shows.

O recente “Aprendi com Meus Antepassados” (2025), terceiro álbum da banda, é o que mais se aproxima de traduzir em estúdio o que a banda consegue ao vivo. “Dá Licença” abre o disco e os caminhos com os tambores e as vozes de Mestre Saúva, Filipe Eltão e Wesley Pelé, já sinalizando que há volume, potência e texturas que não estavam presentes nos trabalhos anteriores. Na metade final da canção, entram a percussão de Bruno Batista, a bateria de Sérgio DT, o baixo de Marcão Avellar, e a já característica guitarra de Giuliano Fernandes, também com definição e brilho que ficavam mais subentendidos que presentes nos (bons) álbuns anteriores, “Retirante” (2019) e “Chora N’ Goma” (2022).

De “Dá Licença” já sai a intensa “Risca Ponto”, uma das grandes faixas da safra 2025 da produção nacional. “Semente Raiz” traz a herança africana também nas frases de guitarra, além dos tambores e das vozes, e a ela se segue “Fundido Chão”, talvez a canção mais rica e com a dinâmica mais variada desse álbum. Com a participação do rapper Lorenzo Kaverna, traz todas as vozes do Congadar, dos homens e dos instrumentos, se apresentando como declaração, oração, desejo, crítica e explosão. Uma preciosidade que traduz com precisão o afrofuturismo que é intenção declarada desse álbum.

Ao longo de “Aprendi com Meus Antepassados” há a solene “Legado Orum” (que traz o verso que dá título ao disco), o gingado de “Preparado da Vovó”, o encanto quase pop de “Dança prá Oyá”, os tons psicodélicos de “Senhor Xaxará” e a elegia e a leveza melódica de “Oxalá”. Mas há um inevitável destaque para “Promessa ao Gantois”, bela recriação da canção d’Os Tincoãs de 1975, feita em parceria com Teresa Cristina.

“Aprendi com Meus Antepassados” é um disco precioso e muito bem-vindo, e do ponto de vista artístico, tem todas as condições de fazer o Congadar chegar a públicos maiores. Como não é só a arte que determina isso, especialmente em um mercado cheio de vícios e acessos fechados, não dá para antever que isso vai acontecer. Mas você pode ouvir e deixar o disco chegar até você da forma que tiver que chegar.

Para conhecer mais dos bastidores que levaram o Congadar a ajustar sua sonoridade de estúdio, e tratar de tudo que perpassa essa transformação, conversamos com Mestre Saúva e Marcão Avellar por videochamada. O resultado você lê agora.

Apesar do disco já trazer uma intenção poética e política muito forte já no título, e também nas letras, queria começar o papo falando da sonoridade. Senti uma diferença muito grande em relação aos dois primeiros álbuns e ao EP “Morro das Três Cruzes” (2023). O primeiro álbum, em especial, não tinha tanto peso percussivo, as guitarras estavam mais contidas, e as harmonias vocais, embora presentes, não tinham o cuidado de produção que têm agora. De onde veio essa mudança?
Marcão Avellar: Gravamos esse disco no mesmo estúdio em que a gente gravou o EP, e a diferença nos timbres e na produção é uma consequência dessa primeira gravação. Na primeira, a gente foi lá com a intenção de gravar o EP, claro, mas principalmente a gente queria muito conhecer o processo do estúdio. Então nesse disco a gente estava bem mais preparado, pudemos gravar bem as bases ao vivo, e depois ir adicionando as camadas, as vozes e tal. Nos dois primeiros discos, era tudo muito digital, a gente chegava, gravava uma parte, não precisava repetir, era um tal de “corta aqui, cola ali”, uma coisa assim meio fria.

Mestre Saúva: Acho que a gente não volta mais atrás para gravar como foi no primeiro disco. No “Retirante”, nós que somos do congado aqui, sentíamos que nossas caixas soavam como se alguém estivesse batendo em uma caixa de papelão. O técnico de som fazia questão de pegar as três caixas e fincar num canal só. Por isso, não tem o grave da caixa ali. Depois que saíram o “Morro Três Cruzes” e agora o “Aprendi com Meus Antepassados”, não consigo ouvir os anteriores. O primeiro, principalmente. O segundo, eu consigo, porque a gente já gravou as três caixas juntas. Não tem ainda os graves que a gente queria, porque o produtor teimava em tirar, mas pelo menos o molho, o balanço, já são outros.

É interessante que, no meu entender, essa sonoridade atual ajuda a desfazer uma confusão que imagino que fosse comum, que era de quem não tem referência do congado e dos outros ritmos que vocês usam, e acabavam comparando a banda com a Nação Zumbi. Isso rolava, né?
Marcão Avellar: Sim. Normal, a gente entende.

Sim, mas são tambores diferentes, são outros instrumentos de percussão, outros ritmos, outras referências de canção.
Mestre Saúva: Se a gente puder associar o Congadar a alguma coisa, vai associar com o que tem de Minas Gerais, sabe? É claro que muita gente vai ver os instrumentos de percussão, as caixas de conga, tambores, e vão lembrar do que a Nação fazia, porque são instrumentos parecidos, e o caminho desses instrumentos de África para cá é mais ou menos o mesmo. Mas se a gente for associar, vai ser com o que a gente tinha aqui em Minas, que foi Titane, Tizumba, Pererê. Foi tudo bem antes da gente, até a questão melódica vem coisas que o Marku Ribas fez lá atrás. É com isso que a gente pode estar mais ou menos aproximado. Nesse último trabalho, a gente pôde aproximar muito com o que a gente tem aqui em Minas Gerais. A gente teve contato com o Tizumba de uma vida inteira, com dois anos de banda a gente se aproximou, e ele é uma referência muito forte.

E falando nisso, existe uma identidade afromineira que o Brasil, de modo geral, desconhece. Quando muito, algumas pessoas sabem que a presença de negros e negras no Estado é fruto principalmente da escravidão e de ciclos econômicos movidos à exploração humana, mas para os brancos, em geral, é como se, após a proclamação da Lei da Abolição, de uma hora para outra todos os problemas tivessem se resolvido. E claro que não, né? Essa é uma das razões pelo qual vocês expressam tão claramente essa identidade afromineira na postura e no discurso do Congadar?
Mestre Saúva: Sempre expressamos. Tirando a sonoridade, todo o conteúdo do primeiro disco é esse dedo na ferida como o que você acabou de falar, como se, a partir do dia 14 de maio de 1888, o mundo tivesse se transformado em estrelinhas e tudo ficou lindo. Não! A gente traz essas coisas, mas também traz muita exaltação das conquistas, do que foi essa caminhada. A gente tem essa tradição mineira, e tem esse congo, que chega aqui na nossa terra com o pessoal que extrai metais preciosos, tem esse pessoal do café, então a gente tem muito nosso pilão negro que é batido, que nos dá tempo, que nos dá ritmo, que nos dá batida, e que influenciou esse congado também. Muito ritmicamente, é uma soma de tudo que é feito em Minas Gerais, desde o período do barroco, das músicas religiosas do barroco mineiro, e em tudo a gente vai sentir essa presença preta nessa música. Em Lobo de Mesquita, José Américo, padre José Maurício, alguns compositores eruditos e sacros da época, a gente vai sentir muito essa presença negra na música, o Clube da Esquina também bebeu dessa fonte.

Marcão Avellar: E nas letras, com esse conteúdo da questão política, é porque acho que a gente ainda está colhendo “frutos”, digamos assim, de um período muito, muito macabro, de quatro anos sinistros que a gente viveu. Achávamos que várias coisas já estavam enterradas, e não estavam.

Mestre Saúva: Um desses problemas tem tornozeleira agora? (risos gerais – na época da entrevista, um certo ex-presidente ainda não havia sido recolhido à prisão domiciliar)

Marcão Avellar: Depois desses quatro anos, as pessoas perderam definitivamente a vergonha de se dizerem racistas, machistas, homofóbicas, enfim, essa lama toda. Ainda estamos pagando o preço desse período, e não tem como isso não entrar na nossa música, porque a classe artística como um todo sofreu isso na pele. Além de tocar no Congadar, faço gestão de um projeto cultural, que é a Orquestra Jovem de Sete Lagoas, então vivo da lei Rouanet. Eu não escondo isso: meu salário vem de um projeto da Lei Rouanet. E aí eu fico escutando que “a Lei Rouanet banca vagabundo”. Poxa, eu trabalho tanto, velho! Mas virou essa lama cheia de preconceitos, de ódio.

A questão religiosa é emblemática nesse sentido, não? Porque, em tempos atuais, com um modelo social cada vez maior de sectarização e de discurso hegemônico de alguns setores específicos da sociedade, só o fato de trazer isso às claras é uma baita afirmação política, não?
Marcão Avellar: O que acontece? Eu sou de matriz africana. O Bruno é de matriz africana, Pelé e Eltão tem origens familiares na matriz africana. Eles não são frequentadores assim, mas são próximos, Marcão também frequenta. Então as coisas vem para aparecer mesmo, porque, em certos pontos, quando você fala de um orixá ou de outra entidade, você vai também estar falando, mesmo que sem querer, dessa luta política em vários âmbitos. E a gente vive em uma cidade (Sete Lagoas) muito tradicional, conservadora ao extremo de ocorrerem vários ataques a templos sagrados. Segundo um estudo do Conselho Municipal de Promoção de Igualdade Racial, são 17 ataques a templos por mês, no mínimo! No mês “mais fraco”. Então, o grito tem que sair da gente, porque a gente tem um veículo que tem um poder. Uma vez, nós estávamos fazendo um show aqui e um gestor cultural tinha feito alguma coisa, falou alguma coisa que foi como pegar uma bola e levantá-la dentro de área pra eu cabecear. Eu, com esse cabeção, vou deixar de cabecear? (risos) Aí nós falamos sobre um problema com outra banda nossa, uma situação que vivemos, e ficou todo mundo: “Ah, mas vocês não podem falar assim, mano”. Mas se a gente não pode falar, quem vai poder? É a gente que está com o microfone na mão e não é simplesmente levar um som pros outros. Não, não. A gente está com o microfone na mão para trazer todo mundo para perto. Estou estudando Nêgo Bispo, e ele fala que o mal do mundo foi sair do quilombo e vir para o urbano. E nós queremos aquilombar o máximo possível de pessoas, queremos levar essa ideia para a frente.

Quando entrevistei o Saúva para um programa de rádio em 2023, ele me disse que “Marimbondo Amarelo” foi a primeira música que o Congadar fez, e que deu tão certo que é uma música que provavelmente vocês vão tocar sempre…
Mestre Saúva: Falei, mas nós vamos tirar ela, né Marcão? (risos)

Marcão Avellar: Já falei pro Saúva que “Marimbondo Amarelo” é a “Satisfaction” do Congadar, ele vai ter que cantar isso o resto da vida! (risos)

Mas a minha pergunta é: tem alguma nesse disco novo que é, digamos assim, a “Marimbondo Amarelo” da vez, que seja uma síntese da banda nesse momento?
Marcão Avellar: Nossa! Aí você apertou!

Mestre Saúva: A introdução da “Risca Ponto” me arrepia. Sou filho de Ungila, de Exu, e tinha uma música que era da outra banda dos meninos, que era um instrumental e virou essa, que já está na abertura do nosso show. É a música que vai abrir porque Exu é quem abre tudo, todos os caminhos são apontados por Exu para depois algum orixá vir abrindo, sabe? Essa música já fala do meu lado espiritual, mas aí tem a música que o Marcão, o Lorenzo [Kaverna, rapper] e o Bruno [Batista, percussionista do Congadar] fizeram (“Fundido Chão”), que me dá uma coisa que eu acho que um dia desses ela vai estar tocando numa minissérie qualquer aí..

Marcão Avellar: Essa, inclusive, foi a primeira música do disco que a gente fez. O Lorenzo é um amigo nosso, do movimento hip hop aqui da cidade, das antigas. Só joguei pra ele: “Ô, Lourenço, vamos fazer uma música, vai misturar rock, rap, congado, candomblé, vamos misturar tudo e tal”. A gente começou a se reunir lá na casa do Bruno sábado de manhã, a gente marcava às 9h e chegava às 10h (risos), e começamos a desenvolver essa música. Foi um processo muito legal, ela que deu um start em várias outras músicas, a gente se deu muita liberdade de experimentar. Giuliano botou as guitarras bem fortes, foi uma batida de congo diferente e um canto… é iorubá, Saúva?

Mestre Saúva: Não, não, esá em banto.

Marcão Avellar: Então, um canto em banto, sabe assim? Fomos nós nos permitindo colocar coisas bem experimentais, e é por isso que ela marca tanto nos shows. Atualmente, é a que a galera mais delira quando a gente toca, e a gente está com um certo problema, porque todos os shows que fizemos até agora foram aqui por perto, então o Lorenzo participou. Quando a gente for fazer em São Paulo, por exemplo, os meninos vão ter que se virar para cantar a letra da música, porque ele não vai viajar com a gente. Alguém vai ter que cantar rap (risos).

Ou então arrumar uns rappers locais, hein?
Marcão Avellar: De repente, né?

E a Teresa Cristina, como entrou no disco?
Mestre Saúva: A Teresa é o seguinte: ela está namorando um amigo nosso aqui de Sete Lagoas, um moleque que foi meu aluno há muitos anos, e a gente é muito colado na vida por causa do samba, do qual eu também faço parte. Esse moleque cantou num coral meu quando era criança e tal, ele era do meu bairro, o Garimpo. Aí vem a Teresa, encontra esse mineiro, sotaquezinho, nhém nhém nhém e foram namorando (risos). Ela começou a frequentar muito Sete Lagoas, e, por incrível que pareça, a primeira vez que ela veio pra cidade foi no meu aniversário. Ela colou na minha casa, e todo mundo dizendo “Ah, isso é mentira, não é ela não” (risos). Tivemos umas conversas com ela num evento em que a gente tocou, Quarteirão Preto, que foi na antiga quadra de escola de samba. Nós tocamos e ela impressionada com aquele som, com coisas que ela estava meio que tentando entender o que era. Até que um dia a gente se encontrou, e Marcão e Giuliano deram ideia de chamar ela para gravar alguma coisa. Aí reunimos, fizemos uma costelinha com cansanção, uma comida nossa daqui (com uma planta comestível), só que estava tendo um jogo do Vasco no dia, e ela é vascaína doente. Era Cruzeiro e Vasco, e o Cruzeiro começa a ganhar desse Vasco. Um Cruzeiro mulambo, Cruzeiro ruim (risos), começa a ganhar desse Vasco. Essa mulher perde a paciência. Aí ela não consegue conversar com a gente (risos). Mas na hora que deu o intervalo, ela falou assim: “Gente, tem uma música do Tincoãs que eu gosto muito, que é da minha mãe Oxum, vamos cantar essa música aí”. O Giu só pegou o tom com ela e foi!

Marcão Avellar: A gente iria compor alguma coisa junto, mas acho que o Vasco desconcentrou ela. (risos) Mas ó, vale enfatizar que foi ela que convidou a gente para gravar a música, nesse dia do Quarteirão Preto, quando acabou o show, ela veio do nosso lado, falando: “Gente, a gente vamos gravar o single juntos”. E a gente: “claro”. Né? É óbvio. Ia ser um single, só que como já estava aproximando da gente gravar o disco, decidimos colocar no álbum.
.
Para encerrar, queria fazer uma pergunta um pouco mais espinhosa. Como jornalista e como produtor, acho que muitos festivais no Brasil são bem preguiçosos na hora de montar o lineup. Quando você olha a diversidade musical que o Brasil tem, a quantidade de artista novo que surge, é muito curioso você ver as mesmas atrações encabeçando festivais em diferentes estados. E quando o Bruno Capelas cobriu o show de vocês no Paraíso do Rock 2023 para o Scream & Yell, ele escreveu que vocês e o Marcial Salu tinham que estar em outros festivais pelo país. Então a pergunta é: o que não coloca o Congadar hoje em um pé de igualdade com o que temos no cenário nacional? Não estou falando de comparações artísticas, mas de questões de exposição, de proposta cultural, e de questões dessa natureza.
Marcão Avellar: Essa foi espinhosa mesmo. E eu realmente não consigo explicar muito o que eu vejo, Léo. Por exemplo, eu faço parte de um grupo no WhatsApp de produtores de festivais, porque já fiz festival aqui em Sete Lagoas, que era o Gramofone. Teve três edições, já faz uns bons anos, mas ainda estou nesse grupo, e muitas vezes eu fico calado sobre as discussões ali. Mas em outras não, e acho que vão acabar me tirando dali (risos). Mas já vi, ali, vários produtores reclamando – e não foi uma nem duas vezes, foram várias – que um artista X ou Y pede um valor altíssimo, coisa na casa de R$ 60 mil, alguns chegando a seis dígitos, e não levam nem mil pessoas pro show. E ao mesmo tempo, eu vejo esse vício de repetir os mesmos lineups em vários festivais. Não vou dizer “em todos”, porque tem festivais que eu acho que são louváveis. O Paraíso do Rock para mim foi uma experiência maravilhosa. Eu acho que é um exemplo de festival. Primeiro pela receptividade, por fazer questão de integrar os artistas, pela diversidade da programação. Pô, um festival que traz uma banda do Uruguai, uma banda do Paraguai, uma banda da Argentina, uma banda do Sudeste, uma banda do Nordeste… Mas voltando aos festivais: eles ficam reclamando que a conta não fecha, ficam apertando o orçamento para poder receber aquele “artistão” hypado das redes sociais, mas que não leva mil pessoas… Acho que muitos festivais se perderam da questão musical. Então é isso, tem que ter a tirolesa, os estandes bonitos, e a música está ficando em segundo plano. Acho que os festivais estão precisando de voltar a ser o que eram há 15 anos, há 20 anos, de serem esses momentos de transformação mesmo, das pessoas irem pela curadoria e não pelo nome hypado. Da pessoa ir a um festival, porque confia na curadoria, vai ali pra ver algo diferente e que pode ser do caralho. Já fui em vários festivais assim. Talvez esteja faltando um pouco de ousadia nas curadorias.

– Leonardo Vinhas (@leovinhas) é produtor e autor do livro “O Evangelho Segundo Odair: Censura, Igreja e O Filho de José e Maria“.





One thought on “Congadar lança terceiro disco e provoca: “Talvez esteja faltando ousadia na curadoria (dos festivais)”

  1. Não conhecia. muito bom. e quanto a essa questão dos festivais, acho que isso também se reflete inclusive na questão dos sites culturais. o excesso de hype pra gente que lá no fundo, não é essa coisa toda, como marina sena, ana frango elétrico, bala desejo etc, que quando se escuta, não tem realmente o que chamamos aqui em Belém de ‘sustança’, faz com que o cenário seja um tanto raquítico e enviesado. parabéns pela entrevista e pela banda.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *