Entre a vontade de desenvolver seus projetos independentes e relação de amizade, Ana Clara, Erik Lopes, Meio Amargo e Naïf têm investido espontaneamente numa atuação coletiva em Belém, PA. Com referências musicais e abordagens da atividade artística em comum, o grupo decidiu aprofundar o funcionamento colaborativo em 2024. Os artistas já desenvolviam vários tipos de parcerias criativas e, nesta nova iniciativa, uniram as bandas para apresentações conjuntas e para um registro em vídeo desta produção e convivência.
O fruto dessa jornada é o minidocumentário “Até aqui” (2024), uma visão poética sobre a relação de cada um dos integrantes com a cidade onde vivem e a música. O filme acompanha ensaios e shows em Belém e Capanema (no interior do Pará), e também a gravação ao vivo de faixas de cada banda na Ilha de Mosqueiro (distrito da capital paraense). Os próprios músicos captaram os vídeos e áudios, contando com a parceria do também artista Camillo Royale no suporte técnico das atividades.
A direção e a edição são de Erik Lopes. Ele conta que a ideia do documentário reforça como o grupo “trabalha colaborativamente bem, fazendo com que os projetos de todos fiquem ainda mais interessantes. O filme todo foi muito pensado pra valorizar como a gente é como um grupo de pessoas”, pontua. Segundo ele, são pessoas bem diferentes, que, juntas, conseguem criar e construir coisas maiores do que na atuação individual. “O filme tem essa ideia de reforçar uma construção coletiva que é como a gente é como grupo”, resume.
Esse direcionamento se manifesta na costura do filme: “São depoimentos soltos, mas a narrativa só existe quando esses depoimentos estão juntos”, explica Erik. A trilha também acentua essa ideia, com os instrumentos de cada músico aparecendo isoladamente durante suas falas e depois surgindo junto com os demais elementos das faixas tocadas. Para Erik, o filme “é uma reflexão sobre como individualmente somos partes de um todo que, trabalhando junto, fica muito mais forte, interessante, criativo”.
O título “Até aqui” traduz uma multiplicidade de sentidos desejada pelos artistas, que, entre outras inspirações, passa por uma noção de movimento e pela ideia de fazer música em qualquer circunstância.
Este projeto foi selecionado pelo Edital de Música – Lei Paulo Gustavo, realizado por meio da Secretaria de Cultura do Estado do Pará e pelo Ministério da Cultura. Assista abaixo!
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