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Category — Literatura

Dylan com café, dia 73: Robert Shelton

Bob Dylan com café, dia 73: O que fazer quando você é um jornalista a noticiar pela primeira vez o potencial de um jovem com futuro promissor que você assistiu em uma pequena espelunca, e observa que, nos anos seguintes, esse jovem virá a tornar-se uma das cabeças pensantes mais revolucionárias do universo artístico mundial? Robert Shelton não teve dúvidas: após publicar a resenha “Bob Dylan: A Distinctive Folk Song Stylist” em 29 de setembro de 1961 no jornal New York Times (provavelmente chamando a atenção do caçador de talentos John Hammond, que contrataria Bob em outubro) e observar o artista subir correndo os degraus na escadaria da fama pop, Shelton colou em Dylan, transformando-se em amigo e confidente, e começou a escrever uma biografia autorizada ainda nos anos 60, que seria terminada apenas em 1986, 25 anos depois daquela primeira resenha.

Tido por muitos fãs como a principal biografia de Bob, “No Direction Home: A Vida e a Música de Bob Dylan” (que voltou ao mercado numa edição atualizada em 2011 pelos editores – Shelton faleceu em 1995 – marcando os 50 anos da primeira resenha numa edição “Director’s Cut”) tem tanto pontos positivos quanto negativos. Do lado positivo, a proximidade de Dylan permitiu a Shelton acompanhar muito eventos in loco, o que traz a narrativa (ainda que muitas vezes romantizada) para a primeira pessoa: ou seja, é algo que ele viu, não que algum entrevistado (com possibilidade de distorção) lhe contou; do lado negativo, o fato de ser uma biografia escrita por um jornalista que se tornou grande amigo de seu objeto de estudo coloca o texto na defensiva ao focar muitas vezes no homem em detrimento da obra.

                    Robert Shelton (centro) com Dylan nos anos 60

Isso fica bastante nítido no trecho dedicado ao álbum “Blood on The Tracks” (e levanta “suspeitas” sobre todo o compêndio), em que o jornalista sai em defesa do homem contra todos aqueles que vangloriaram o disco por ele ter nascido de uma tragédia pessoal (o começo do fim do casamento com Sara). No faixa a faixa que faz sobre este álbum no livro, Shelton esvazia o tema polêmico universalizando o tema das letras sem falar no drama do casal (que ele presenciou) em nenhum momento. Isso não invalida a obra, mas é preciso estar atento tanto aos possíveis momentos de manipulação de Dylan (e ele sempre foi um exímio manipulador) quanto aos que Shelton protege o amigo. No saldo final, um compêndio dedicado, caprichado e repleto de informações, mas que precisa de mais uma ou duas visões (uma delas, a de Howard Sounes, e a outra o livro “Crônicas”, o café de amanhã) para que o leitor tenha uma visão menos embaçada de quem poderia vir a ser Bob Dylan (algo que talvez nem ele mesmo saiba).

Especial Bob Dylan com Café

julho 31, 2018   No Comments

Dylan com café, 72: Scrapbook 56/66

Bob Dylan com café, dia 72: Na esteira do lançamento do essencial documentário “No Direction Home” (2005), de Martin Scorsese, e de sua trilha sonora caprichada (“The Bootleg Series 7”), surgiu como complemento oficial este livro, “The Bob Dylan Scrapbook: 1956-1966” (2005), escrito por Robert Santelli, então diretor da Experience Music Project de Seattle (hoje Museum of Pop Culture) e curador da exposição Bob Dylan’s American Journey. Como observa a crítica do jornal londrino Independent na época do lançamento do livro, “o texto do especialista em Dylan não oferece nenhuma nova percepção surpreendente, mas isso não importa porque o ponto aqui é mostrar como o talento e a carreira de Dylan se desenvolveram”.

Para acompanhar esse desenvolvimento, o leitor tem a mão dezenas de xerox de documentos, letras escritas a mão pelo homem e reproduções de itens interessantes do período além de um CD com 45 minutos de áudio divididos em 14 faixas, 10 delas de falas extraídas do filme de Scorsese e outras quatro entrevistas de Dylan colhidas de rádios entre 1961 e 1966. Um texto do New York Times rememora: “Em 4 de novembro de 1961, após trabalhar em clubes do Greenwich Village, Bob Dylan fez sua estreia em Nova York no Carnegie Chapter Hall. Dos 225 lugares, 55 estavam ocupados. Menos de dois anos depois, ele era a estrela reinante do movimento das canções de protesto. Mais dois anos, e uma geração discutia se era certo que ele fosse elétrico – não que ele prestasse atenção”.

Este “The Bob Dylan Scrapbook: 1956-1966” traz a reprodução do folheto que apresentava este primeiro show de Dylan, além de cópias das letras manuscritas de “Talkin’ New York”, “Blowin’ In The Wind”, “Gates of Eden”, “It Ain’t me Babe” (escrita num papel do May Fair Hotel, em Londres) e “Chimes of Freedom” (escrita num papel do The Waldorf Astoria, em Toronto), entre outras, e reproduções dos cartazes (Folk City, “Don’t Look Back”, Newport Folk Festival), do convite de Dylan para a Marcha de Washington (quando Martin Luther King fez o discurso “I have a dream”), de releases (“Rebel with a cause”, dizia um texto da Columbia Records) e diversas outras curiosidades imperdíveis para fãs do homem.


Especial Bob Dylan com Café

julho 24, 2018   No Comments

Scream & Yell Vídeos: Programa 85

No Scream & Yell Vídeos número 85, mais um livro (“Carlos Viaja”, de China com arte de Tulipa Ruiz), um DVD (mais um box da série “O Cinema”, desta vez compilando seis filmes do gênio Luis Buñuel) e um CD (o segundo álbum da grande banda Maria Bacana!). Assista abaixo!

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julho 3, 2018   No Comments

Scream & Yell Vídeos: Programa 83

O programa número 83 da série é daqueles que mapeiam lançamentos e, neste em especial, reúne um disco (“Taurina“, de Anelis Assumpção), um DVD (a caixa com três discos e seis filmes “O Cinema de Jean-Luc Godard”) e um livro (“Canções Iluminadas de Sol: Entre Tropicalismos e Manguebeats“, de Carlos Gomes).  Assista abaixo!

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junho 12, 2018   No Comments

Download: poesia completa de Fernando Pessoa


O portal Domínio Público disponibiliza para download a poesia completa de Fernando Pessoa. O acervo contempla toda a obra conhecida do poeta português. Fernando Pessoa nasceu em Lisboa, em junho de 1888, e morreu em novembro de 1935, na mesma cidade. É considerado, ao lado de Luís de Camões, o maior poeta da língua portuguesa e um dos maiores da literatura universal. Poemas mais conhecidos foram assinados pelos heterônimos Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, além de um semi-heterônimo, Bernardo Soares, que seria o próprio Pessoa, um ajudante de guarda-livros da cidade de Lisboa e autor do “Livro do Desassossego”, uma das obras fundadoras da ficção portuguesa no século 20. Confira! http://bit.ly/1cPbL3V

junho 2, 2018   No Comments

Scream & Yell Vídeos: Programa 81

Na edição número 81 do programa Scream & Yell Vídeos, um trio de dicas punk rock: um livro (“Música ao Fundo, Poucos Acordes, Uma Voz Rouco”, de Lenildo Gomes), um DVD (“The Clash: The Joe Strummer History”) e um disco (“Acorde! Acorde! Acorde!“, do Cólera) . Assista abaixo!

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maio 22, 2018   No Comments

Assista ao Scream & Yell Vídeos nº 79

2018 já tem grandes lançamentos em discos, livros e CDs. Nesta edição do Scream & Yell Vídeos, a de número 79, juntamos três lançamentos que merecem bastante destaque: o cantautor Gustavo Kaly apresenta a coletânea “Primavera Punk e Outras Estações de Falso Jazz”, um lançamento Morcego Records que compila trabalhos de Kaly com a Stuart, os Últimos Românticos da Rua Augusta e os Hospedes do Chelsea. Bacana demais. Já o DVD triplo “Uma Viajante Alma Paulistana” compila sete temporadas de causos contados e rememorados por Guilherme Arantes (que mostra clipes de época e mais de 90 versões inéditas). Já a cantora e compositora Badi Assad emociona em “Volta ao Mundo em 80 Artistas”, um livro em que ela escreve, de maneira pessoal e apaixonada, sobre 80 artistas de todo o mundo. Mais informações no vídeo abaixo! Confira!

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maio 3, 2018   No Comments

Top 100 Momentos Icônicos da Cultura Pop

Em 2005, a bacanuda revista inglesa Uncut saiu perguntando prum time invejável de “colaboradores” quais foram os momentos mais marcantes da cultura pop, aquele fragmento de segundo em que um objeto de cultura (um livro, um disco, um filme, um single, um programa de TV, etc…) mudou a sua vida, em particular, e revolucionou a cultura pop em geral. No “júri” seletíssimo da revista estão nomes como Patti Smith, Paul McCartney, Keith Richards, Ozzy Osbourne, Lemmy, Stephen Malkmus, Björk, Michael Stipe, Noel Gallagher e muitos, muitos outros. Abaixo você confere a lista Top 100 que foi publicada em um especial de 50 páginas na revista em setembro de 2005, e quem escreveu sobre aquela obra.

1. “Like a Rolling Stone” (1965), de Bob Dylan, por Patti Smith
2. “Heartbreak Hotel” (1956), de Elvis Presley, por Paul McCartney
3. “She Loves You” (1963), dos Beatles, por Ozzy Osbourne
4. “(I Can’t Get No) Satisfaction” (1965), dos Rolling Stones, por Roger Daltrey
5. “Laranja Mecânica” (1971), de Stanley Kubrick, por Malcolm McLaren
6. “O Poderoso Chefão I e II” (1972/1974), de Francis Coppola, por Steve Van Zandt
7. “Rise & Fall of Ziggy Stardust & the Spiders from Mars” (1972), de David Bowie, por Robert Smith
8. “Taxi Driver” (1976), de Martin Scorsese, por Edwart Norton
9. “Never Mind the Bollocks, Here’s the…” (1977), dos Sex Pistols, pelos Buzzcooks
10. “Prisoner” [TV serie] (1967/1968), por Donovan
11. “Meu Ódio Será Tua Herança” (1969), de Sam Peckinpah, por Michael Madsen
12. “Velvet Underground and Nico” (1967), por Michael Stipe
13. “Purple Haze” (1967”, de Jimi Hendrix, por Lemmy
14. “Simpsons [TV series]”, por Matt Stone
15. “After the Gold Rush” (1970), de Neil Young, por Jim Jarmusch

16. “Ramones” (1976), dos Ramones, pelo Sonic Youth
17. “Pet Sounds” (1966), dos Beach Boys, por Jimmy Webb
18. “My Generation” (1965), do The Who, por Bob Mould
19. “On the Road” (1957), de Jack Kerouac, por Roddy Frame
20. “Unknown Pleasures” (1979), do Joy Division, por Paul Morley
21. “Waterloo Sunset” (1967), do Kinks, por Peter Buck
22. “Raw Power” (1973), de Iggy & the Stooges, por Josh Homme
23. “Trans Europe Express” (1977), do Kraftwerk, por Richard Kirk
24. “Clash” (1977), do Clash, por Bo Diddley
25. “This Charming Man” (1983), dos Smiths, por Noel Gallagher

26. “Easy Rider” (1969), de Dennis Hopper, pelo New Order
27. “Johnny B Goode” (1957), de Chuck Berry, por Keith Richards
28. “Almoço Nu” (1959), de William Burroughs, por Lou Reed
29. “Spiral Scratch” (1977), dos Buzzcocks, por Alex Kapranos
30. “Music from Big Pink” (1968), da The Band, por Richard Thompson
31. “Eight Miles High” (1966), do The Byrds, por Johnny Marr
32. “Tutti Frutti” (1955), de Little Richard, por Al Green
33. “Blue Monday” (1983), do New Order, por Bernard Butler
34. “Um Estranho no Ninho” (1976), de Miles Forman, por Jesse Malin
35. “Grievous Angel” (1974), de Gram Parsons, por Bobby Gillespie

36. “Born to Run” (1975), de Bruce Springsteen, por Badly Draw Boy
37. “Scarface” (1983), de Brian de Palma, por Don Letts
38. “Five Leaves Left” (1969), de Nick Drake, por John Martyn
39. “Medo e Delírio em Las Vegas” (1971), de Hunter S. Thompson, por Ralph Steadman
40. “Monty Python’s Flying Circus [TV serie]” (1969/1974), por Lee Hazlewood
41. “Roxy Music” (1972), do Roxy Music, por Marc Almond
42. “New York Dolls” (1973), do New York Dolls, por Billy Idol
43. “Brass Eye” [TV series] (1997/2001), por Brian Eno
44. “Astral Weeks” (1968), de Van Morrison, por Kevin Rwoland
45. “Forever Changes” (1967), do Love, por Robert Plant
46. “Manhattan” (1979), de Woody Allen, por Gene Wilder
47. “Horses” (1975), de Patti Smith, por John Cale
48. “What’s Going On” (1971), de Marvin Gaye, por Paul Weller
49. “Ghost Town” (1981), dos Specials, por Damon Albarn
50. “#1 Record” (1972), do Big Star, por Mike Mills

51. “Marquee Moon” (1977), do Television, por Paul Haig
52. “Blue” (1971), de Joni Mitchell, por Crosby & Nash
53. “Curb Your Enthusiasm [TV series]”, por Doves
54. “Surfer Rosa” (1988), do Pixies, por J. Mascis
55. “Takes a Nation of Millions to Hold Us Back” (1988), do Public Enemy, por Beck
56. “Innervisions” (1973), de Stevie Wonder, por Josh Rouse
57. “Trout Mask Replica” (1969), do Captain Beefheart & His Magic Band, por Davey Henderson
58. “Physical Graffiti” (1975), do Led Zeppelin, por Dave Grohl
59. “Juventude Transviada” (1955), de Nicolas Ray, por Andrew Loog Oldham
60. “Bo Diddley” (1955), de Bo Diddley, por Mark E. Smith

61. “I Say a Little Prayer” (1968), de Aretha Franklin, por Rufus Wainwright
62. “Be My Baby” (1963), das Ronnetes, por Brian Wilson
63. “Catch a Fire” (1973), de Bob Marley the Wailers, por Suggs
64. “Rastros de Ódio” (1956), de John Ford, por Chris Hillman
65. “Electric Warrior” (1971), do T.Rex, por Luke Haines
66. “Nevermind” (1991), do Nirvana, por Gus Van Sant
67. “Shot by Both Sides” (1978), do Magazine, por Jarvis Cocker
68. “I Feel Love” (1977), de Donna Summer, por Sparks
69. “Piper at the Gates of Dawn” (1967), do Pink Floyd, por Carl Barat
70. “Tracks of My Tears”(1969), de Smokey Robinson & the Miracles, por Colin Blundstone
71. “Whole Lotta Shakin’ Goin’ On” (1971) de Jerry Lee Lewis, por Moby
72. “Doors” (1967), do Doors, por Grace Slick
73. “Live at the Apollo” (1963), de James Brown, por Hall & Oates
74. “Psicose” (1960), de Alfred Hitchcock, por Alice Cooper
75. “Reach Out (I’ll Be There)” (1966), dos Four Tops, por Wayne Kramer

76. “Metal Box” (1979), do Public Image Ltd, por Wayne Coyne
77. “Daydream Nation”, do Sonic Youth, por Stephen Malkmus
78. “A Change is Gonna Come” (1964), de Sam Cooke, por Kurt Wagner
79. “Relax” (1983), do Frankie Goes to Hollywood”, por Kevin Godley
80. “Midnight Cowboy” (1969), de John Schlesinger, por Norman Blake
81. “Off the Wall” (1979), de Michael Jackson, por Adam Ant
82. “Falling & Laughing” (1980), do Orange Juice, por Stuart Murdoch
83. “Good, the Bad & the Ugly” (1966), de Sergio Leone, por Robert Rodriguez
84. “Kick Out the Jams” (1969), do MC5, por Juliette Lewis
85. “Hurt” (2003), de Johnny Cash, por Trent Reznor
86. “Clube da Luta” (1999), de David Fincher, por Frank Black

87. “Murmur” (1983), do R.E.M., por Guy Garvey
88. “Sopranos” [TV series], por Ian McCulloch
89. “Catch 22” (1961), de Joseph Heller, por Noddy Holder
90. “Bullitt” (1968), de Peter Yates, por Todd Rundgren
91. “Stone Roses” (1989), dos Stone Roses, por Saint Etienne
92. “Fear of Music” (1979), dos Talking Heads, por Steve Harley
93. “There’s a Riot Goin’ On”, de Sly & the Family Stone, por Tim Burgess
94. “Good Times” (1979), do Chic, por Martin Fry
95. “Rumours” (1977), do Fleetwood Mac, por Magic Numbers
96. “Imperial Bedroom” (1982), de Elvis Costello & the Attractions, por Robert Downey Jr.
97. “Screamadelica” (1991), do Primal Scream, por Serge Pizzorno
98. “Sulk” (1982), do Associates, por Bjork
99. “Operação Dragão” (1973), de Robert Chouse, por Jean Jacques Burnel
100. “Soft Bulletin” (1999), dos Flaming Lips, por Chirs Martin

abril 20, 2018   No Comments

Sobre a biografia de Bruce Dickinson

A convite da Intrínseca, escrevi sobre a autobiografia de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden (entre muitas outras coisas), para o blog da editora:

“Um dos caras mais gente boa do metal, Bruce Dickinson consegue fisgar o leitor tanto com histórias escabrosas (tipo urinar na sopa dos professores do colégio — e ser pego depois) quanto por momentos emocionantes (como uma visita a uma creche em Sarajevo no meio da guerra ou outra a Auschwitz: “Chorei muito depois da visita. Senti raiva e fiquei em silêncio”, conta). Sua autobiografia vai além da história de uma celebridade relembrando momentos de sua vida”. (Texto completo aqui)

abril 11, 2018   No Comments

De Bruce Springsteen para Philip Roth

Terminei a bio do Bruce e raras vezes li algo tão pessoal e comovente, tão confidente. O fato de ser um herói pessoal e abrir-se mostrando seus defeitos e sua intensa luta contra a depressão (ainda hoje) torna a experiencia muito mais palpável, como se fosse um amigo que a gente admira contando seus causos. Daqueles livros que fazem você admirar ainda mais o autor. Bem, seguindo um acordo que fiz com a Lili, alternarei um livro de música e um romance este ano (a ideia é voltar a ler um livro por mês) então partiu para Philip Roth (eu já tinha deixado “O Complexo de Portnoy” na fila muito antes do Roth elogiar a bio do Bruce. Acabou sendo uma feliz coincidência).

fevereiro 16, 2018   No Comments