“A entrevista ping-pong é o mais próximo da entrevista real”, afirma Marcelo Costa

entrevista de João Paulo Barreto


Um dos site de Cultura Pop mais completos da internet brasileira, o Scream & Yell está completando, neste final de ano, 25 anos de existência. Para comemorar, uma seleção de grandes entrevistas publicadas no portal compõe o livro “Eu nem queria dar entrevista: o melhor do Scream & Yell, vol. 1” (Editora Barbante), organizado pelo seu editor, Marcelo Costa, carinhosamente conhecido por todos como apenas Mac. “A proposta de lançar o livro veio do Alessandro Andreola, da Editora Barbante, que eu já conhecia e adorava essa área de Cultura Pop que eles têm na série de livros chamada Sound + Vision“, relembra Mac.

Um dos heróis do jornalismo cultural e independente no país, Marcelo conversou com o Jornal A TARDE, de Salvador, sobre esse lançamento, e abordou, também, a história do site, falou sobre a evolução do veículo independente neste 1/4 de século desde sua criação ainda em um formato impresso, o popular fanzine, sua migração on line, sobre uma proposta de aprofundamento de pautas com longos papos publicados e sobre, claro, a seleção especial de nomes reunidos nesta primeira coletânea de entrevistas. O time de peso traz figuras como Fernanda Young, Richard Hell, Pitty, Cowboy Junkies, Marina Lima, Mike Watt, Pato Fu, Selma Uamusse, Guilherme Arantes, Alain Johannes, Frank Jorge, Russo Passapusso e Antonio Carlos & Jocafi, Jello Biafra, Jair Naves, Fito Paez e Steve Albini. Confira o papo!

Há 25 anos, no final do ano 2000, o Scream & Yell passava de sua versão impressa para a internet em um mundo virtual bem diferente do de hoje. Como foi esse processo?

No final dos anos 1990, eu ainda morava e trabalhava em Taubaté (para onde minha família se mudou em 1973, quando eu tinha três anos de idade). Era concursado da UNITAU, trabalhava na biblioteca da Faculdade de Direito. Na época, virada do século, recebi uma oportunidade de trabalhar com Jornalismo em São Paulo. Foi uma porta que o fanzine impresso do Scream & Yell abriu. Eu o enviava para vários jornalistas como uma forma de retribuição pelo o que eles tinham feito por mim, pelo quanto eles foram importantes na minha paixão por cultura em geral, e música em particular. Gente como Lúcio Ribeiro, o Álvaro (Pereira Júnior), a Ana Maria Baiana, o pessoal da Bizz, da MTV. (Fábio) Massari, Soninha, Gastão (Moreira). Eu mandava os fanzines para todo mundo que eu conseguia contato. Separava um grupo de jornalistas que eu achava que eram influentes na minha formação e mandava para eles como uma forma (meio tola) de retribuição… sem nenhuma ideia de que isso poderia abrir portas, Acabou abrindo, O Lúcio Ribeiro acabou me trazendo para São Paulo, me indicando para trabalhar no Portal iG, que estava começando a se formar. A migração do Scream & Yell do fanzine para a internet é, praticamente, uma coisa aleatória. Porque eu, sendo um cara do interior, de Taubaté, com todas as limitações culturais que tinham na cidade, quando venho morar em São Paulo, entro numa rotina de eventos todos os dias. Começo a virar noites em São Paulo vendo filmes em salas de cinema (Taubaté não tinha cinema nessa época, tinha virado igreja), vendo shows, indo a bares, encontrando pessoas e tal. E sempre com o fanzine na mochila. “Ó, eu faço isso aqui, também.” Em uma dessas botecagens, encontro um cara que é muito importante nessa história toda: o Hugo (Lopes Tavares). Nós dois escrevíamos para um site de opiniões na época que eu nem me lembro o nome, Mas foi um entressafra entre o impresso e o digital. Escrevíamos de filmes, de discos, de livros, como se fossem opiniões para outras pessoas analisarem se valia a pena investir tempo e dinheiro naquele “objeto”. No fundo, eram resenhas mesmo. Porque eu estava em São Paulo e não tinha mais como fazer o fanzine em papel por toda a correria da capital. E eu queria escrever. Estava vendo shows pra caramba, vendo filmes para caramba. E a gente emitia opiniões nesse site onde nos conhecemos. Trocamos contatos e saímos pra beber e eu mostrei o fanzine para ele. Ele amou e me perguntou se eu nunca havia pensado em fazer um site. Disse a ele que havia acabado de começar a trabalhar com internet e lhe dei os fanzines. Quinze dias depois, a gente se encontra novamente no boteco. Ele havia criado uma página em um site gratuito – screamyell.hpg.com.br, que seria o equivalente ao Wix hoje em dia. Ele criou o esqueleto em HTML ali. E falou: “Tá aqui, ó. A senha é essa, o login é esse. Só você entrar e publicar os textos. Na época, eu não tinha computador em casa, e na verdade eu nem tinha casa, estava morando de favor no ap de um amigo querido da faculdade e trabalhava no iG Nova Economia, que era o portal de economia do iG, de 6 da manhã ao meio-dia. Então passei cerca de dois ou três meses entrando à meia-noite e saindo a meio-dia. Entre meia-noite e 6 da manhã, eu estava “populando” o Scream & Yell de textos do fanzine, textos que eu tinha escrito para aquele site de opiniões, e de novos textos. Sempre digo que o Scream & Yell estreou em novembro de 2000, mas, mais ou menos em setembro e outubro, já tínhamos matérias no ar. Eu só não divulgava. Era um endereço que ninguém conhecia, que ninguém tinha acesso. A partir de novembro, começo a divulgar nos meios que eu tinham na época, como ICQ, por exemplo. E o endereço ficou muito popular, ganhou prêmios (do próprio HPG, inclusive). Foi uma coisa muito aleatória porque se o Hugo não tivesse tido esse trabalho de criar um endereço e me dar, eu não sei se o site estaria no ar, hoje. Paralelamente, com o site encontro essa coisa nova de sair do espaço limitado do impresso. Eu tinha todo o espaço do mundo para colocar as minhas ideias.

Uma das características principais do Scream & Yell é o seu aprofundamento em temas, com entrevistas longas que permitem à pessoa interessada justamente esse mergulho distante do superficial. Como foi levar alguns desses papos para o livro que está sendo lançado agora?
O livro “Eu nem queria dar entrevista: o melhor do Scream & Yell, vol. 1” é totalmente feito com base nessa ideia. São matérias que não cabem no impresso tradicional. A entrevista do Guilherme Arantes, por exemplo, tem 30 páginas. A entrevista da Fernanda Young tem 28 páginas. É praticamente a (Folha) Ilustrada inteira. Uma entrevista do livro é mais do que a Ilustrada inteira. A migração do fanzine impresso para o digital foi também uma migração ideológica de entender uma nova maneira de fazer o jornalismo. Lembro quando fiz a edição número 5 do fanzine Scream & Yell em papel, que tem o Kevin Smith na capa. Eu a levei na redação do Notícias Populares, que ficava no andar debaixo da Folha de São Paulo, para o Marcelo Orozco, outro jornalista que eu admirava e que trabalhava lá. Ele me deu uma aula de Jornalismo em meia hora. Lembro dele falando: “Olha, você tá vendo esse texto que você colocou aqui do Marcelo Rubens Paiva? Não cabe aqui. Você espremeu as palavras. Você tem que aprender editar. Você precisa entender que em um espaço para 2.500 toques não cabe 3.000. Você precisa cortar, certo?” Eu fiz Comunicação Social com Habilitação em Publicidade e Propaganda. Então, eu não vim do Jornalismo. Passei em Jornalismo no vestibular da UNITAU, mas a pró-reitora foi categórica: não havia como me liberar para estudar à noite sendo que o turno mais essencial da Biblioteca de Direito era o noturno, e Jornalismo só tinha à noite. Então segui com a segunda opção, Publicidade, que tinha de manhã. Mas seguia escrevendo, e eu escrevia mais como uma coisa de apaixonado por jornalismo e música. Então, essa aula do Marcelo Orozco, que teve diversos tópicos em cerca de 20 minutos, quatro anos de faculdade em 20 minutos, surge praticamente ao mesmo tempo que essa liberdade da internet para que eu possa publicar uma entrevista de 28 páginas. Sendo que, paralelamente, eu pego a Folha de São Paulo e penso: “Bom, essa entrevista do Caetano na Folha, talvez ela tenha 28 páginas. Mas o cara colocou duas ou três na Ilustrada, porque não cabem as outras 25. Só que nas outras 25 páginas tem muitas ideias legais que ficaram de fora (na fita bruta)”. E aí eu comecei a me interessar por essas coisas que ficaram de fora. E isso, mais ou menos, é a gênese de como que, editorialmente, o Scream & Yell nasce. Um lugar para você ler entrevistas longas. Ou sendo mais direto, entrevistas completas. Nada fica de fora.

Como é buscar esse público mais interessado em um aprofundamento e que não fica apenas dando scroll em telas sem conseguir ficar muito tempo com a mesma tela no celular?

Existe um público para tudo, sabe? Mas a gente não inventou a roda. A (revista) Uncut faz isso. A Mojo faz isso. São entrevistas longas, também. Eu acho que tem público para tudo. Esse é o ponto inicial. No fundo, porém, são só maneiras diferentes de lidar com o Jornalismo. Inocentemente, lá para 2010, 2011, eu achava que todos iriam perceber isso, também. O valor do que fica fora da entrevista, mas não, até hoje ninguém dá muita bola. Mesmo com os jornais e revistas tendo versões online, que poderiam abrigar esse conteúdo mais completo. Mas isso também faz parte de uma visão de controle da narrativa, do que vai ser dito ou não. Quando começamos a fazer o Scream & Yell dessa maneira, falei: “A gente vai publicar tudo. Nada vai ficar de fora. Vamos fazer sempre um ping-pong, porque ping-pong, para mim, é o mais próximo da entrevista real”. Porque a matéria corrida é a visão do jornalista sobre a entrevista. Isso é uma coisa que as pessoas muitas vezes não pensam. E é uma coisa que eu estou tentando reforçar nessas conversas sobre o lançamento do livro, agora. Fiz uma entrevista com a Fernanda Young (em 2001) que durou duas horas e que rendeu 28 páginas (e o título do nosso livro). Selecionei alguns trechos que achei interessante para uma matéria que saiu na Reuters, que agência internacional que produz conteúdo e distribui para seus parceiros (pequenos e grandes veículos). Foram eles quem me pautaram para eu fazer essa entrevista. Então, a matéria que saiu na Reuters, não é a entrevista. É a minha visão da entrevista condensada em duas páginas. Os jornalistas, muitas vezes, vão para uma pauta buscando aspas, afirmações que completem uma ideia que ele próprio tem na cabeça sobre o objeto cultural em questão. Então, se a gente vai entrevistar um diretor de um filme ou um cara que fez um disco, já vamos com uma certa ideia / opinião do que o disco ou o filme são. E perguntamos como se estivéssemos buscando uma afirmação, mas da boca deles, para validar a ideia que a gente tem daquele objeto. É legal, é lindo. É uma das coisas mais gostosas de ser jornalista porque você está botando a sua impressão ali. Mas a conversa, a entrevista, é muito mais do que isso. E é muito mais do que você perguntar e a pessoas responder. O modo mais perfeito de entrevista é a presencial em que o espectador pode acompanhar as respostas, o semblantes e os movimentos de entrevistador e entrevistado. Entrevista é uma dança, e se um dos dois não quiser, não tem festa. A entrevista televisiva ao vivo chega próximo, mas ainda tem o jogo de câmeras, o angulo, fatores que podem mudar a maneira do espectador “ler” essa conversa. Mas, no fundo, é isso: o cara perguntou, a outra pessoa respondeu e você está vendo o semblante dos dois. Tenho entrevistas no Scream & Yell em que tive dificuldade de passar esses semblantes, por exemplo. As pessoas falam: “Nossa, mas essa entrevista está muito pesada.” E eu : “Não! Os temas são pesados, mas a conversa foi leve, divertida, rimos muito e tal”. Mas existem coisas que são difíceis para se traduzir no texto. Por isso a entrevista ao vivo é ideal. Duas pessoas conversando, você perguntando, a pessoa respondendo e a pessoa que está assistindo está vendo o semblante dos dois. Ela sabe que a pessoa ficou nervosa na hora de responder tal coisa. Tal resposta pode ter incomodado o jornalista, que também demonstrou isso. Isso tudo é muito difícil de botar pro texto. Num texto corrido, que muitos chamam de entrevista, há a visão do jornalista que usa as aspas para justificar essa ou aquela opinião (e o que mais existe é entrevistado reclamando que tiraram sua frase de contexto. E tiraram mesmo). A gênese do site vem dessa entrevista com a Fernanda Young. Uma entrevista que foi para a Reuters com duas páginas. Ou seja, outras 26 ficaram de fora. E tinha tanta coisa boa que eu decidi publicar a integra no site, um momento de “Eureka”. Essa entrevista é praticamente um manual de jornalismo do Scream & Yell. É uma entrevista na qual eu vou com uma pauta sobre um livro que a Fernanda estava lançando, e eu chego lá e a Fernanda fala: “Eu não gosto muito de dar entrevista”. E a primeira pergunta que eu fiz foi: “É ruim dar entrevista?” E o nosso diálogo começa com base nesse improviso, de ela falar que não vê sentido em falar do livro pronto e eu perguntar sobre o que ela gostaria de saber de autores que ela gosta. Lá pelas tantas, ela vira e fala: “Cara, estou me lembrando de coisas incríveis. Nunca falei tanto como estou falando agora e eu nem queria dar entrevista”. Essa troca entre entrevistado e entrevistador, para mim, é mágica. E muitas vezes não entra na reportagem por falta de espaço. Muitas vezes, uma coisa que não parece importante para a gente, pode ser um grande furo para quem conhece mais profundamente o entrevistado, pode mudar o lead da entrevista toda. Vira a principal coisa da entrevista. Quando o jornalista sai pra pauta, ele sai muito focado no que ele quer saber para a matéria, e muitas vezes algumas coisas que a gente não valoriza no processo passa batido, mas alguém olha e fala: “Nossa, o cara falou isso daqui, ó. E eu nunca vi ele falar disso.”

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Além da Fernanda Young, você tem outros exemplos de entrevistas assim que estão no livro?

Muitos! Na conversa que o Jello Biafra teve com o Homero (PIvotto Jr.), ele conta algumas coisas que eu já sabia, de que ele esteve com Renato Russo, ficou impressionado com os amigos dele e que não sabia o quão grande a Legião Urbana era no Brasil. Mas ele também conta que foi para a casa de um cara que tinha uma coleção vasta de discos e ele se apaixonou por um disco da Elba Ramalho. Eu nunca vi o Jello Biafra, vocalista do Dead Kennedys, falando que havia se apaixonado por um disco da Elba Ramalho no Brasil! O que é sensacional. Passar as entrevistas do site para o papel me permitiu lê-las de novo, mas de uma maneira diferente, sem a correria do dia-a-dia, e com a preocupação da edição para um livro. E reencontrei diversas pérolas. Por exemplo, Richard Hell conversando com Guilherme Lage. Tem um momento que o Guilherme pergunta para o Richard como ele desenvolveu seu jeito de cantar. E o Richard Hell fala assim: “Você já ouviu a minha primeira banda, a Neon Boys, uma banda que eu tive com o Tom?” Esse Tom é o Tom Verlaine, o guitarrista do Televison, amigo da Patti Smith, um cara importantíssimo na cena novaiorquina dos anos 70. Não que Richard Hell não seja também importantíssimo nessa narrativa. Mas você consegue ter uma visão uma pouquinho mais ampla do negócio a partir de um nome que ele fala. Você pode falar: “Não conheço tanto o Richard Hell, não conheço o Neon Boys, mas agora eu já estou tendo uma ideia da cena punk novaiorquina em que ele está inserido porque ele começou uma banda com o Verlaine”. Por exemplo, outra. Mike Watt, que é um grande representante da cena independente do rock americano dos anos 1980. Nos anos 1990, ele lança um disco que virou clássico na cena independente, (“Ball-Hog or Tugboat?”, de 1995). É um disco onde ele toca com um monte de gente. Na conversa com o Leonardo Tissot, ele falou: “Ah, eu fiz o disco, mas eu não ia fazer uma turnê. Mas o Dave e o Eddie viraram para mim e falaram: ‘Nós vamos ser a sua banda’. E esse “nós” aí são o Dave Grohl e o Eddie Vedder, das duas maiores bandas do período: o Nirvana e o Pearl Jam. Os caras viram para o Mike Watts e falam: “A gente vai tocar com você”. O David fala: “Eu vou ser o baterista”. O Eddie fala: “Eu vou ser o guitarrista. Você é o baixista, mesmo. Então, vai ser esse o show”. Isso é muito legal, amplifica a visão sobre o entrevistado. Porque talvez um fã de Pearl Jam não conheça Mike Watt. Alguns fãs do Foo Fighters e do Nirvana, também. Mas eles sabem que dois caras de quem são fãs eram tão fãs do Mike que falaram: “Não, a gente vai sair em turnê e vamos ser a sua banda”. Isso é muito legal. Outra entrevista nesse naipe é a do Alain Johannes, que é um nome bem importante. As pessoas que acompanharam o Queens of The Stone Age talvez o conheçam. Quando o Soundgarden foi fazer uma turnê na Europa, o Chris Cornell chegou a falou: “A gente queria que o Eleven tocasse com a gente nessa turnê.” Eleven era a banda do Alain Johannes com a parceira de vida dele. Aí a gravadora fala: “A gente não tem grana para bancar”. Eles ligam para o Alain e ele fala que quer tocar, que quer ir. Aí o Chris pede dez minutos e retorna a ligação: “Então, ó, cada um da banda deu 35 mil dólares para ter vocês com a gente”. Cris Cornell um gigante da música. Aí depois o Chris Cornell vai lançar primeiro disco solo dele. e diz: “Olha, Alain, a gravadora me pagou um adiantamento e com esse dinheiro você vai fazer um estúdio para você. E eu vou gravar o disco lá”. Então, o primeiro disco solo do do Chris Cornell foi gravado no estúdio que o Alain Johannes construiu com o dinheiro do adiantamento do disco de Chris Cornell. Esses detalhezinhos da música que você vai juntando acaba criando uma big picture, um grande cenário. Isso tudo me interessa demais. Eu acho que o livro tem diversos momentos disso, sabe? Diversos momentos. De Marina Lima dando rolê com Mano Brown em São Paulo, do Pato Fu falando de todos os produtores de seus discos, de Steve Albini comentando sobre os artistas que produziu, tem muita, muita coisa boa nesse livro… Sou suspeito, mas pode confiar: esse livro está sensacional!

– João Paulo Barreto é jornalista, crítico de cinema e curador do Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema. Membro da Abraccine, colabora para o Jornal A Tarde, de Salvador, e é autor de “Uma Vida Blues”, biografia de Álvaro Assmar.

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