SCREAM & YELL: OS MELHORES DISCOS INTERNACIONAIS DE 2025

Os seis votos que separam os três discos mais votados deste ano não dão conta do quão equilibrada foi essa votação. Os novaiorquinos do Geese dominaram 2/3 da apuração, mas na reta final, com cerca de 80 votos apurados, perderam a liderança primeiro para Rosalia e, depois, para Bad Bunny, para voltar ao topo nos últimos 15 votos (nos últimos 10 votos ainda não dava para cravar o Geese como vencedor!). Foi uma votação equilibrada para um ano equilibrado em que dos nove artistas exibidos aqui, apenas Rosalia havia se sagrado campeã anteriormente, com “Motomami” em 2022 – ou seja, nenhum dos outros oito (incluindo o grande vencedor Geese) havia vencido essa categoria que traz David Bowie (2013 e 2016) e Kendrick Lamar (2015 e 2017) como os únicos que venceram Melhor Disco Internacional mais de uma vez. Conheça os mais votados de 2025:

1º lugar – 32 votos
“GETTING KILLED”, GEESE (PARTISAN)

Votaram Adriano Moralis, Alessandro Andreola, Alexandre Lopes, Alexandre Matias, Amanda Montalvão, Ananda Zambi, Bruno Natal, Claudio Bull, Davi Caro, Eduardo Martinez, Guga Azevedo, Igor Lage, Igor Muller, Ivan Santos, Janaina Azevedo, Jarmeson Lima, Leandro Luz, Leonardo Tissot, Luciano Matos, Luciano Vianna, Lucio Ribeiro, Manoel Magalhães, Marcio Viana, Matheus Schlittler, Nelson Oliveira, Pablo Miyazawa, Pedro Hollanda, Rodrigo James, Thiago Ney, Victor de Almeida, Vinicius Cunha e Wilson Farina.


2º lugar – 29 votos
DeBÍ TiRAR MáS FOTos”, BAD BUNNY (RIMAS)

Votaram Adolfo Morais, Alexandre Inagaki, Ana Clara Matta, Ananda Zambi, André Felipe, Bruno Natal, Cleber Facchi, Danilo Souza, Denis Romani, Flavia Denise, Gabriel Pinheiro, Gabrielle Caroline, Guga Azevedo, Guilherme Guedes, Igor Lage, Jarmeson Lima, John Pereira, Lafaiete Junior, Livio Vilela, Luciano Matos, Marcio Padrão, Nathalia Pandelo, Nelson Oliveira, Philipe Ramos, Renata Arruda, Richard Cruz, Rodrigo Ortega, Victor de Almeida e Vinicius Cunha.


3º lugar – 27 votos
“LUX”, ROSALIA (COLUMBIA)

Votaram Adolfo Morais, Adriano Moralis, Alexandre Inagaki, Ana Clara Matta, Ananda Zambi, André Felipe, Anna Vitoria Rocha, Bruno Capelas, Cleber Facchi, Danilo Souza, Fabio Machado, Flavia Denise, Gabriel Pinheiro, Gabrielle Caroline, Igor Lage, Kaluan Bernardo, Lafaiete Junior, Lenildo Gomes, Livio Vilela, Luciano Matos, Marcio Padrão, Mauricio Gaia, Mauro Ferreira, Philipe Ramos, Renata Arruda, Rodrigo Levino e Rodrigo Ortega.


4º lugar – 16 votos
“PRIVATE MUSIC”, DEFTONES (REPRISE)

Votaram Adriano Moralis, Bruno Eduardo, Bruno Natal, Danilo Souza, Davi Caro, Denis Romani, Fabio Machado, Gabriel Pinheiro, Janaina Azevedo, John Pereira, Mauricio Gaia, Mauricio Angelo, Osmar Portilho, Pablo Miyazawa, Richard Cruz  e Vinicius Castro.


5º lugar – 15 votos
“MORE,”, PULP (ROUGH TRADE)

Votaram Alessandro Andreola, Anna Vitoria Rocha, Carlos Eduardo Lima, Claudio Bull, Diego Queijo, Eduardo Palandi, Leandro Leal, Leandro Luz, Marcio Padrão, Marco Antonio Barbosa, Pedro Salgado, Rodrigo Carneiro, Rodrigo Ortega, Tarcisio Buenas e Wilson Farina.


5º lugar – 15 votos
“MOISTURIZER”, WET LEG (DOMINO)

Votaram Alessandro Andreola, Ana Clara Matta, Barbara Monteiro, Bruno Natal, Denis Romani, Diego Queijo, Gabrielle Caroline, Igor Muller, Isabela Yu, Leandro Leal, Mauricio Gaia, Nathalia Pandeló, Pablo Miyazawa, Rodrigo James e Thiago Ney.


7º lugar – 10 votos
“MAYHEM”, LADY GAGA (INTERSCOPE)

Votaram Alexandre Matias, Ananda Zambi, Anderson Oliveira, Barbara Monteiro, Davi Caro, Gabriel Pinheiro, Gabrielle Caroline, João Pedro Ramos, Omar Godoy e Vinicius Cunha.


7º lugar – 10 votos
“WEST END GIRL”, LILY ALLEN (BMG)

Votaram Adolfo Morais, Ana Clara Matta, André Fiori Teixeira, John Pereira, Leandro Leal, Renato Arruda, Rodrigo James, Rodrigo Ortega, Sarah Quines e Thiago Ney.


7º lugar – 10 votos
“NEVER ENOUGH”, TURNSTILE

Votaram Adriano Moralis, Bruno Eduardo, Bruno Leonel, Bruno Lisboa, Danilo Souza, Dary Jr, Flavia Denise, Guga Azevedo, Osmar Portilho e Vinicius Cunha.


VENCEDORES ANTERIORES

2001: “Is This It”, The Strokes (BMG)
2004: “You Are The Quarry”, Morrissey (Attack)
2005: “You Could Have It So Much Better”, Franz Ferdinand (Trama)
2006: “Modern Times”, Bob Dylan (Sony & BMG)
2007: “In Rainbows”, Radiohead (Ato Records / Red)
2008: “Oracular Spectacular”, MGMT (Sony & BMG)
2009: “Them Crooked Vultures”, Them Crooked Vultures (Sony Music)
2010: “The Suburbs”, Arcade Fire (Universal)
2011: “El Camino’, The Black Keys (Nonesuch/Warner)
2012: “Blunderbuss”, Jack White (Sony Music)
2013: “The Next Day”, David Bowie (Sony Music)
2014: “Lost In The Dream”, The War on Drugs (Secretly Canadian)
2015: “To Pimp a Buttlerfly”, Kendrick Lamar (Top Dawg)
2016: “Blackstar”, David Bowie (Sony Music)
2017: “Damn”, Kendrick Lamar (Interscope)
2018: “Tranquility Base Hotel + Casino”, Arctic Monkeys (Domino Records)
2019: “Ghosteen”, Nick Cave and The Bad Seeds (Ghosteen Ltd.)
2020: “Fetch The Bolt Cutters”, Fiona Apple (EPIC)
2021: “Collapsed in Sunbeams”, Arlo Parks (Transgressive Records)
2022: “Motomami”, Rosalía (Columbia)
2023: “The Record”, Boygenius (Interscope)
2024: “Songs of a Lost World”, The Cure (Lost Music)
2025: “Getting Killed”, Geese (Partisan Records)

5 thoughts on “SCREAM & YELL: OS MELHORES DISCOS INTERNACIONAIS DE 2025

  1. Sem entrar em méritos ou deméritos, apenas uma observação vista de outro ângulo. Essa é a categoria onde os escolhidos acabam quase sempre sendo álbuns que com raras exceções não sobrevivem ao relógio do tempo. Quem ainda lembra do disco de Rosália que ganhou? Qual a grande mudança que ela provocou? Por mais que eu particularmente ache o primeiro disco dos Strokes muito derivativo e sem nada de novo, entendo que ele foi um marco para a época.

  2. Não entendi a questão: a votação é sobre os melhores discos do ano ou sobre discos que mudam alguma coisa? Rosalía é gigante e o disco Motomami tambem. Ela e seus discos fazem parte de um levante ibero-americano gigante. Bad Bunny não fez o que fez no Superbowl sozinho e nem Rosalia está fazendo o que faz só, eles fazem parte de uma linhagem muito importante da música mundial. Não enxergar isso é estar desconectado do mundo.

  3. A Gab foi perfeita na colocação dela, mas há algo no comentário do Ismael que me interessa muito: qualquer votação (dessa daqui ao Oscar – para criarmos um parâmetro “extenso”) retrata um espaço/tempo, e o que fica a partir desse espaço/tempo é uma outra questão (que me interessa muito também, mas uma coisa por vez). O que me interessa no comentário do Ismael é essa preocupação em olhar o resultado além de uma simples lista, e sim tentando entender o que ele simboliza – meu esforço em erguer esse especial ano a ano reside nesse interesse, inclusive.

    Discordo da visão do Ismael quanto aos discos não resistirem ao relógio do tempo, pois até o disco do MGMT, que, para mim, é o vencedor mais fraco dessa categoria, sobrevive e bem (o mesmo pode ser dito do Them Crooked Vultures, que é um bom disco, mas cuja vitória entrega que seu ano foi um ano fraco de lançamentos). Do mesmo jeito, se olharmos com cuidado, há discos em 2019 que permaneceram muito mais que o disco de Nick Cave, que era um disco com um certo apelo (o do pai buscando se conectar com o filho que se foi), mas Billie Eilish (que perdeu por um voto), Lana Del Rey e Tyler, the Creator são mais simbólicos daquele ano do que o disco do Cave, que é um disco particularmente difícil (o que soa interessante em vê-lo ali).

    Isso tudo, lógico, colocando em retrospecto toda a mudança pela qual a indústria e os meios de radiodifusão passaram nos últimos 50 anos (falando por mim, que tenho 55) e nos últimos 30 (pensando na votação, que tem 25 anos): a maneira de se relacionar com um disco hoje é diferente da de 2001, quando o Strokes venceu a votação. É completamente diferente de 2007 quando o Radiohead decidiu vender “In Rainbows” sem gravadora, num site. E tudo isso precisa ser colocado em perspectiva quando se pensa em perenidade, que como a Gab observou muito bem, não é o foco (inicial) dessa votação: quando convido alguém para votar peço uma lista com os melhores discos do ano, e cada cabeça uma sentença. Mas essa discussão toda me interessa.

  4. Exatamente, Marcelo. Tem algo que me fez refletir foi olhar pra essa lista de lá de trás. Não digo que faço o certo, mas eu sempre tento pensar nessa lista em algo até um pouco além do meu gosto. Por exemplo, eu votei no rock doido da Gaby Amarantos sem realmente gostar do estilo, mas por entender o que ele representou como estética. É uma reflexão que faço sem querer ser ou estar com a razão. Apenas uma observação que senti vontade de compartilhar

  5. O Rock Doido da Gaby Amarantos é o primeiro disco de uma artista da região norte no topo do Screamyell.

    Me divirto analisando essas listas do ponto de vista geográfico. Quantos discos por estados, regiões e etc.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *