Os favoritos de 2025 dos parceiros do Novo Rock Gaúcho

por Homero Pivotto Jr.

Fim de ano é época de reflexões e ponderações sobre o que rolou nos últimos 12 meses. Nesta última coluna do Novo Rock Gaúcho no Scream & Yell em 2025, fazemos essa análise por meio de uma lista com os lançamentos autorais do sul do mundo que mais nos tocaram. Não se trata de “melhores”, mas sim de “preferidos”, conforme predileções de cada um dos responsáveis pelo NRG – o escriba (Homero) e Jaydson.

Complementarmente, cabem também algumas impressões. Uma delas é de que o underground ainda é berço esplêndido de criatividade na música. Há uma diversidade de artistas no submundo mostrando que o rock, ao contrário do que pregam dinossauros como Gene Simons (Kiss), não morreu. Pelo contrário: segue vivo e pulsante, com gente empenhada em encontrar maneiras de produzir, gravar e fazer um som ao vivo. E isso em qualquer canto do Brasil, não apenas no Rio Grande do Sul – que, vale reforçar, é nosso recorte por questões de praticidade na cobertura.

Cremos que, qualitativa e quantitativamente falando, estamos bem servidos de artistas dos mais variados subgêneros. Quem tiver o mínimo de interesse consegue comprovar isso. No site do NRG, por exemplo, são cerca de 270 cadastros de bandas ou projetos solos que estão na batalha.

Outro ponto a se comentar é que estar envolvido com o circuito independente é um ato de resistência. E isso vale para músicos & outros profissionais do meio (produtores, operadores de som, iluminadores, roadies, imprensa especializada…), espaços para shows e, claro, público.

Quem compõe tem de conciliar o fazer criativo com a rotina da vida contemporânea, equalizando esse anseio com trampo, família e outros compromissos. Já a galera que trabalha no meio precisa cavoucar oportunidades, por vezes com remuneração abaixo do adequado. As casas têm de lidar com o desinteresse cada vez maior das pessoas em socializar num evento com performance ao vivo – sim: um show oferece bem mais possibilidades do que apenas o volume alto que vem do palco. Já quem ainda se aventura por inferninhos que abrigam gente tocando temas próprios precisa trabalhar a boa vontade em trocar o conforto do lar por um ambiente barulhento, ainda que capaz de dar fôlego para aguentar a rotina que nos sufoca.

Em tempos nos quais tudo é pensado para te fazer ficar no sofá com a cara enfiada nalguma tela, ir para a rua, flanar pela cidade, cruzar o espaço público para sentir a potência do grave explodindo no peito e reverberando pelo corpo é remar contra a maré. E é pra esse lado que vamos!

Então, eis o compilado de novidades do ano que finda. São escolhas, na nossa opinião, capazes de estimular o fluxo por se buscar na aldeia a trilha sonora apropriada para o que estamos experienciando no momento.

Os favoritos de Homero

– “War Crimes”, Kein Montag – O caos sintetizado com sintetizador criando música orgânica. Barulho industrial, batidas EBM e aura post-punk diluídos no liquidificador da contemporaneidade. Essas referências ajudam a descrever o EP “War Crimes“, do trio porto-alegrense Kein Montag. Gravado no Dub Studio e produzido por Fábio Gabardo, o registro amplia a paleta sonora e conceitual da banda, reforçando o diálogo entre música e discurso que marca o projeto.

A Kein Montag aposta em atmosferas sombrias, recursos eletrônicos e repetições como base para letras que refletem tensões políticas, sociais e existenciais. Quer referências? Front 242, Nine Inch Nails e Joy Division são algumas delas.

Desde o lançamento do EP de estreia, “kein Montag” (2023), o grupo vem galgando espaço na cena alternativa. No mesmo ano, apresentou o segundo trabalho, “No Control”, seguido pelos remixes “Burn Destroy” e “The Techno Machine”. Em 2024, o EP “Peace Liars” reforçou o caráter conceitual da banda e sua abordagem crítica sobre temas políticos e sociais. Já em 2025, lançaram o remix “F.T.R.T.T.S.”, intensificando o diálogo com a música eletrônica e a estética industrial.


– “O Que Não Se Quer Perder”, Aster – A base do som da Aster (da cidade de Canoas) é o hardcore melódico. E o mais recente EP do grupo, formado em 2007, deixa isso claro, agregando ainda referências de rock alternativo às composições. As faixas ganham força não só pelas melodias, mas também pelo bom entrosamento entre os músicos e pelas letras bem sacadas – com demonstrações de afeto, questionamentos e reflexões. Cada canção foi captada em um estúdio diferente na cidade natal da banda, saga que está registrada em uma série documental de cinco episódios que fala sobre cada composição e seu processo de gravação.

“Todos esses estúdios fazem parte da história da banda de alguma forma, gravando ou ensaiando. Três deles foram seriamente afetados pela enchente de 2024, ficando completamente submersos. Por isso, ter feito esse trampo um ano após o caos que afetou todo o estado soou como um suspiro de renovação onde a gente pôde contemplar e ser contemplado por esses estúdios, onde por tantas vezes nos reunimos pra fazer o que tanto gostamos e nos faz sentido. Quem tá nesse rolê, sabe como é. Em cada estúdio foi gravada uma música. Os que não tinham a estrutura de gravação, essa estrutura foi levada por nós. O importante é que cada música tivesse as paredes de cada estúdio ressoando em sua respectiva gravação”, destaca o vocalista Felipe “Paulista” Arnt.

Musicalmente, o quarteto passeia por caminhos não tão brutos do hc – Dead Fish, Samiam, Cólera e Dag Nasty são artistas que vem à mente. No entanto, acrescenta guitarras ruidosas que lembram nomes de destaque do indie e do post-hardcore, como Sonic Youth e Fugazi.


– “Fac-Símile”, Profane – Seis músicas de uma devoção 666 juvenil, versadas na urgência hardcore de hoje e no senso pop atemporal. Dado o conteúdo das letras e o fato de que três integrantes do quarteto Profane são ou passaram pela área da ciência que estuda o comportamento humano, o time do NRG convencionou usar a expressão “psicologia do autoenfrentamento com arte” para referir-se ao som da Profane. Afinal, quem encara seus próprios fantasmas com música (ou outra forma de expressão artística) afronta toda a gente doente a quem chamamos de sociedade (antes fosse a dos poetas mortos).

De acordo com o baixista Cristiano Bedin, as influências para o trabalho são Os Replicantes, Ratos de Porão, Mukeka di Rato e DFC. Mas há nas faixas indícios de quem cresceu sob os auspícios da escola Ramones sem esquecer que o mundo é repleto de boas referências a se tomar para si. Embora a prática de apropriação das fontes usada pelo quarteto vá além da música, passando por cinema e literatura, citemos Titãs (circa fim dos 1980/começo dos 1990) e Dead Kennedys como alguns modelos que parecem terem servido de inspiração. A “maldade” do Slayer também atravessa as composições.

O título do registro, “Fac-Símile” (que indica reprodução de algo já existente), sugere a ideia de que “tudo se copia, nada se cria”.

“Como não é possível reproduzir, a singularidade daquilo que a gente compõe acaba sendo produzida pelo desvio, pela imperfeição, pelo deslocamento espaço-temporal. Não há nenhuma pretensão de originalidade, e sim a vontade seguir uma tradição, repetir certos gestos que nos inspiram e constituem musicalmente o que somos”, afirma Bedin.


– “Manifesto Público”, Código Penal – Body Count dos pampas? É reducionista, mas situa a proposta do sexteto porto-alegrense Código Penal. São mais de 30 anos de história, misturando o peso do rock com a contundência do rap. No mais recente EP, a banda resgata a essência questionadora com letras que cutucam as feridas da nossa sociedade. Da regravação da faixa-título ‘Manifesto Público’ às porradas sonoras ‘Bomba H’, ‘Chove Bala’, ‘Perímetro Criminal’ e ‘Justiça Injusta’, o disco é um grito de resistência e atitude. Em 2026, o registro deve ganhar versão em vinil pela E Music Disc.


– “Live Fast, Die Old”, Jaydson – É bacana e fundamental para a cena que a galera mais nova esteja envolvida no rolê, criando e interagindo de alguma forma. Mas também é massa identificar veteranos ainda na ativa ou retomando a lida com a música. É nesse segundo grupo que se encaixa Jaydson. Isso porque, como comentado no texto de abertura deste material, conciliar as tarefas de se ter uma banda com os compromissos da vida adulta é uma árdua tarefa.

O Jaydson é um cara que sempre curtiu som, teve banda e acompanhava o cenário local. Porém, acabou se afastando da função com os sons em razão das vicissitudes da vida. Em 2022, voltou a compor de maneira mais séria, reuniu uma banda e gravou o álbum “Live Fast, Die Old”.

Trata-se de um registro com nove músicas que fazem uma crônica das vivências do artista e compilam suas referências musicais acumuladas desde a adolescência. O som é calcado em punk rock, hardcore melódico, grunge e rock alternativo – com ecos de Nirvana, NOFX e Júpiter Maçã, por exemplo. Pra quem gosta do revival anos 1990, aqui tem uma boa pedida.

Com letras em inglês e português, as composições do disco dividem-se em três eixos centrais. A primeira parte é dedicada às relações interpessoais, a segunda explora a visão crítica da sociedade e, por fim, aparecem os questionamentos existenciais. Boas sacadas, ironia, contestação e niilismo permeiam o conteúdo temático.


– “PU”, Viana Moog – “PU” significa “barulho” em tupi. A expressão foi acertadamente escolhida para batizar o mais recente EP da experiente Viana Moog. O trabalho é calcado no noise-pop, com letras-slogan sobre paixão, psiquismo e relações humanas além do mundo virtual. De acordo com o vocalista Everton Cidade, as quatro faixas – os singles “Íris” e “És” e outros dois temas então inéditos – estão conectadas por um fio narrativo que, segundo ele, “é a vida acontecendo de forma natural num mundo cyberpunk de exposição e delação intermitentes”.

“Talvez possamos dizer que o assunto do disco seja: apesar das câmeras. Eu não me importo em me machucar e quero viver”, resume o vocalista Cidade, complementando que o lançamento tem “guitarras Stooges, sentimentos João Gilberto Noll”.

Gravado da forma mais natural possível no Estúdio Meia Boca (ou seja: ao vivo), em São Leopoldo, “PU” transmite a mesma intensidade das apresentações ao vivo da banda. A produção foi realizada em parceria com o produtor Mario Arruda (guitarrista e vocalista da Supervão), responsável também pela mixagem, masterização e pela regravação de vocais em alguns trechos.

O projeto gráfico é assinado por Diego Gerlach, colaborador de longa data da banda e artista de São Leopoldo reconhecido nacionalmente no universo das publicações independentes. Com uma trajetória marcante em gibis autorais, Diego constrói um imaginário gráfico que dialoga diretamente com a estética da Viana Moog.


– “Fauna e Flora”, Space Rave – A Space Rave segue ativa pelo cosmos promovendo barulho de qualidade. É uma viagem que já dura mais de três décadas e, agora, ganha propulsão com um novo lançamento. Trata-se de “Fauna e Flora”, 13⁰ trabalho da banda, contando fitas k7, cds, DVD e plataformas digitais, além de inúmeras coletâneas.

Este é o segundo disco do quarteto ruidoso gaúcho a sair pelo selo Maxilar, de Gabriel Thomaz (Autoramas). As composições foram gravadas entre 2022 e 2024, e contam com diversas participações especiais e afetivas que trazem novas cores e camadas sonoras. A capa criada pelo guitarrista Murilo Biff resume o espírito selvagem do registro, numa pilha “Stoogeana” (i’m a street walking cheetah with a heart full of napalm), ainda que com animais distintos.

Os sons são imersos em poética lapidada por revolta e insatisfação cotidianas, algo típico das criaturas que buscam afeto e prazer num mundo decadente e insano. Tudo envolto em camadas de riffs grudentos e melodias melancólicas gritadas com a angústia de quem busca conforto na arte e na expectativa de se reencontrar como indivíduo.

—————————————————————————————-

Os favoritos de Jaydson

– “Brazapunk”, Flor ET – Dez faixas que, segundo  a banda, são “uma celebração à liberdade artística e uma provocação ao mercado”, bem como “um chamado à transgressão dos padrões, à experimentação e à originalidade”.

O álbum da Flor ET é cheio de riffs de guitarra e saxofone, sintetizadores imersivos e groove marcante que criam um universo único, potente e vibrante que balança até headbangers. A música ‘QSF’, que abre o disco, mescla rock, surf music e rap. Dá espaço ainda para um solo eletrizante de hammond com boas pitadas de blues. A letra ácida, narra os fatos ocorridos no dia 8 de janeiro de 2023, data a qual a gangue do “surto coletivo” invadiu o planalto central impulsionada pela manipulação daqueles que ferem a nossa democracia. É do disco também o single, “O Corre”, que marcou a estreia da nova fase da banda, o qual manteve a temática de luta nas composições, agora agregando mais punch ao “tropicalismo punkeado” do grupo. “Cansada”, também single, tem o mesmo “tom”, mas trazendo de forma mais subjetiva a dor de pessoas enquadradas como minorias e também de todo trabalhador desprovido de “sobrenome”. A produção é assinada por Alexandre Birck (Estúdio Sangha/RS) e Barral Lima (Ultra Estúdio/MG).


-“Caminhos Selvagens”, Catto – A cantora e compositora gaúcha Catto lançou em 15 de maio o álbum “Caminhos Selvagens”, com oito faixas que mostram a intimidade de Catto com a guitarra. O disco trilha uma jornada autoconfessional, com a artista expondo amores & desamores em meio a um combinado de rock alternativo com MPB. O registro é o primeiro de inéditas em oito anos e tem produção da própria Catto em parceria com Fabio Pinczowski e Jojo Inácio.


– “FDP”, Frau – Lançado em 30 de setembro em todas as plataformas de streaming, o EP “FDP”, da Frau, tem cinco faixas inéditas: ‘FDP’, ‘Pele de Rato’, ‘Chá de Merda’, ‘Papa’ e ‘Dona Máxima’. Para um projeto que surgiu mais pelo acaso do que pela intenção, a Frau acumulou ao longo de dois anos uma bagagem experiente, sem nunca ter abandonado a despretensão e a dedicação em fazer música por diversão – algo que, conforme os próprios músicos, define a originalidade do grupo.

É isso que Joana Berwanger (vocalista), Matheus Leal (guitarrista), Jenny Vieira (baixista) e Hélio Cordeiro (baterista) sintetizam nesse EP de estreia. O registro só foi possível graças ao financiamento coletivo realizado pela banda. Com o apoio de 25 pessoas, o trabalho saiu do papel e tornou-se realidade. O material foi pensado para representar com a maior fidelidade possível as composições da maneira como são tocadas ao vivo. Por isso, não espere arranjos e solos estranhos, instrumentos adicionais ou excesso de efeitos. Como um bom compilado de punk rock, o EP propõe-se a ser cru e autêntico, mas gravado e produzido com qualidade. Quer saber mais? Confere aqui um faixa a faixa!


– “Lado A”, Os Aciderais – Pra viajar na música não é preciso ir ao espaço sideral. Basta ouvir a psicodelia groovada d’Os Aciderais. O quarteto lançou um EP com quatro faixas chamado “Lado A”. Conforme o próprio grupo, em postagem no instagram, a viagem para materializar o registro não foi barbada: “O caminho até aqui não foi fácil, mas com certeza foi bonito e será mais ainda quando pudermos compartilhar contigo toda nossa alegria, doideira, inspiração arte e amor. Ouça e navegue pelo cosmos!


– “Jive II”, Jive – O trio porto-alegrense Jive reúne a urgência do hardcore, a força do metal, a intensidade do post-punk e a ousadia do experimental/alternativo. No mais recente EP, intitulado “Jive II” e disponibilizado na última semana de maio nas plataformas, essa mistura fica evidente. Grosso modo, é rock pesado que remete à estética musical dos 1990, com as cinco composições variando entre momentos de introspecção e explosão. O trabalho foi gravado em 2024 no estúdio Hill Valley, na capital gaúcha, com engenharia de som assinada por Davi Pacote. A mixagem é de Diego Poloni.

– ‘Run or Bet’, ‘Entercool’, ‘The Anchor’ (que saiu como single em abril), ‘Simple Things’ e ‘Curfew’ são as faixas, compostas de 2018 a 2024, que integram o registro e foram gravados por Gustavo Mantese (voz e guitarra), Luigi Rokero (bateria) e Lucas Rachewsky (baixo). Liricamente, “Jive II” mostra um ponto de vista de reflexão pessoal, às vezes aproximando-se de espiritualidade, sobre temas variados do ciclo de vida (como relacionamentos, trabalho e sociedade).

A arte de capa foi criada por Júlia Tannous Sager e pelo baixista Lucas Rachewsky usando desenho feito por Carlos Leão. Sonoramente, de maneira simplista, o trabalho remete a nomes como Helmet e Fugazi, agregando referências de Sonic Youth, Joy Division e Pixies.


“Infervo”, Infervo – O trio de rock alternativo Infervo disponibilizou nas plataformas de streaming seu álbum de estreia. Batizado com o nome da própria banda, o registro apresenta 10 composições.

Segundo os integrantes, a gravação do primeiro disco foi rápida (dois meses), graças ao trabalho do amigo Rodrigo Avellar que captou as baterias de Mirela e ao incrível produtor Franklin Dahm e sua gravadora a Chimiarecods.

Ainda de acordo com os músicos, o álbum escancara emoções com letras afiadas, sonoridade pulsante e a coragem de falar de tudo aquilo que muitos preferem esconder. Com influências que vão do britpop, guitarras distorcidas dos anos 80 ao emo dos anos 2000, passando por baladas melancólicas e hinos de resistência, o disco apresenta dez faixas que tratam do amor, da identidade, do medo e da vontade urgente de viver — sem censura e sem amarras.


– “The Completers”, The Completers – O primeiro disco da The Completers resume muito bem os quase dez anos de trajetória da banda e representa muito bem as origens do punk e faça-você-mesmo, já que foi produzido pelos quatro integrantes, mixado pelo guitarrista Jonas Dalacorte e está sendo lançado pelo selo Yeah You!, de propriedade do baterista Guilherme Chiarelli Gonçalves.
A masterização ficou por conta do estadunidense Carl Saff, que já trabalhou com Sonic Youth, Dead Moon, Wipers, Mudhoney, Fu Manchu e muitas outras bandas. E arte é do Renato Ren, que soube transportar muito bem seu trabalho com intervenções urbanas para a capa do disco.

Nas dez músicas do álbum, o ouvinte vai se deleitar com nuances que vão desde o pós-punk tradicional, por vezes mais eletrônico com algo do minimalismo do krautrock, por outras beirando a psicodelia.

– Homero Pivotto Jr. é jornalista, vocalista da Diokane e responsável pelo videocast O Ben Para Todo Mal.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *