entrevista de Fabio Machado
O termo “intimista” tem sido adotado mais do que o recomendável nos últimos tempos, até mesmo na descrição de apresentações que pouco ou nada têm de intimidade. São tempos difíceis para a semântica. Portanto, é ótimo se deparar com trabalhos onde a natureza real do termo aparece não de forma gratuita, mas como elemento essencial dos arranjos e da musicalidade do artista. É o caso da franco-camaronesa Irma, cujo trabalho é centrado no minimalismo da voz e violão, em um repertório que passeia por composições próprias (cantadas em inglês e francês) com influências de folk, pop e R&B e versões que vão de Michael Jackson – sua autodeclarada maior influência – aos brasileiros João Gilberto e Maria Bethânia.
Ela chega ao Brasil para uma segunda turnê em 2025 nesse mesmo formato, dessa vez em nove cidades: Brasília (03/11 e 04/11, Eye Patch Panda), São Paulo (07/11 e 09/11, Blue Note), Recife (11/11 e 12/11, Teatro Apolo / Hermilo Borba Filho), Rio de Janeiro (14/11, Blue Note e 15/11, Dolores), Fortaleza (19/11, Theatro Via Sul), Salvador (21/11, Teatro Faresi), Porto Alegre (24/11, Teatro Unisinos), Belo Horizonte (29/11, Teatro do Centro Cultural Unimed) e Curitiba (02 e 03/12, Teatro Paiol) – informções de ingressos aqui.
A visita acontece meses depois da primeira e bem-sucedida série de apresentações no país, quando Irma passou por 13 localidades com shows sold-out e grande recepção do público brasileiro. A passagem por nosso país marcou a artista desde antes da chegada: ao comprar a passagem para o Brasil pela primeira vez, ela começou a chorar sem razão aparente. Ao ser perguntada sobre esse episódio durante entrevista por chamada de vídeo ao Scream & Yell, ela prefere não eleger um motivo específico: “Para ser sincera, realmente, aquele momento foi uma coisa mística. Eu não sei o que aconteceu, mas eu senti algo forte… não sei o que aconteceu”.
Para além dos mistérios que não conseguimos nomear, a conexão de Irma com o Brasil tem raízes concretas na ascendência africana, onde ela também vê semelhanças culturais e afetivas entre o povo camaronês e o nosso. E foi da África que veio muito da nossa música, o que também explica a afinidade pela música brasileira, que para Irma tem sido uma grande fonte de inspiração, mesmo nas canções mais simples: “Existe uma riqueza na música brasileira que a faz ser algo muito inspirador e muito vibrante”, contou a franco-camaronesa, que tem buscado conhecer (e tocar) mais da nossa música.
Durante a conversa, Irma também falou sobre o início da carreira nos final dos anos 2000, que coincide com a ascensão do YouTube como plataforma para músicos e outros criadores de conteúdo. Foi através dessa janela que ela deu os primeiros passos no mundo artístico, e dessa forma também se tornou uma pioneira (reconhecida pelo próprio YouTube) nessa estratégia para mostrar suas músicas ao mundo. Passados alguns anos, a artista tem uma carreira consolidada com turnês globais e o desafio de continuar criando em um mundo que cada vez mais se reinventa. Mas em meio da cacofonia das redes, o violão e a voz de Irma continua a se sobressair. Leia a entrevista completa a seguir.
Bom, para começar eu queria saber mais sobre sua relação com o Brasil, já que essa é a sua segunda vez por aqui alguns meses depois da primeira turnê no início do ano, certo? E me parece que você realmente gostou do país, então eu gostaria de saber quais são as suas lembranças e experiências dessa primeira visita, e o que você gostou mais do Brasil? E agora, o que você está esperando dessa segunda vez?
O que eu mais gostei foi definitivamente dos brasileiros, das pessoas, o povo é maravilhoso. Acho que existe uma energia incrível por aí. Todo mundo fala isso e é verdade, mas você tem que realmente experimentar isso, sabe, e de alguma forma isso me faz lembrar da minha terra natal, em Camarões.
É um lugar muito acolhedor, as pessoas são muito receptivas, todos querem ajudar, todos são lindos e cheios de uma energia de alta vibração, e eu penso que é incrível estar rodeada dessa energia. Então eu realmente me lembro disso, é algo muito vibrante no meu corpo, e acho que eu gostaria de recriar essa experiência. Eu sei que vai ser diferente dessa vez porque eu vou passar por cidades bem diferentes daquelas que fui da última vez, mas também sei que essa energia é uma coisa brasileira, e que está em todo o país. Então é isso, eu realmente estou ansiosa para estar envolvida por tudo isso novamente.
É muito bom saber disso. Na verdade, eu estava para perguntar sobre essa conexão entre Brasil e Camarões, porque aqui nós temos essa herança rica de várias culturas, mas principalmente vinda de raiz africana, assim como em Camarões. Quais seriam as principais similaridades entre os países? Você já nos contou sobre essa energia e a felicidade presente nos dois povos, mas tem algum outro aspecto cultural que você observa entre Camarões e Brasil?
Creio que a espiritualidade é realmente uma dessas similaridades. A forma como nós compreendemos a vida, não é exatamente a mesma forma como o Ocidente compreende a vida. Não tem a ver com o tempo ou não perder tempo. Trata-se de aproveitar o tempo ao máximo e estar presente no momento em que estamos aqui, e compartilhar os momentos. Sabe, isso não é um conceito muito típico da cultura ocidental. Entende o que eu quero dizer? Então, tem esse fator. Além disso, acho que a cultura, a presença da música em todo lugar também é algo grande. Eu estive aí antes do… como vocês dizem em português? Carnaval, certo?
Sim, isso mesmo! Carnaval.
Eu estava aí bem antes desse período. E a música estava em todo canto, e isso me lembrou muito Camarões.
É uma época totalmente diferente no ano, porque o Carnaval é algo que toma todo mundo no Brasil de assalto, e todos querem festejar e estar nas ruas.
Sim, é isso mesmo. E como você disse, é algo que nos toma de assalto, mas de uma forma positiva (risos).
Certo. E dessa vez você está apresentando o show “You and My Guitar”, que como o nome indica é voltado para a sua voz e seu violão, com apenas uma stomp box e alguns elementos eletrônicos como acompanhamento. Sei que você já possui uma conexão com o violão, mas porque você escolheu esse formato ao invés de uma banda completa para essa turnê?
De fato, é minha segunda vez no Brasil. Em algumas dessas cidades, será a primeira vez. E eu sinto que a conexão com a audiência é mais efetiva quando estou sozinha no palco. E aí, depois que me descobriram tocando dessa forma, sozinha, eu adoraria tocar com uma banda e tocar com outros músicos, porque a música é feita para ser compartilhada.
Então isso é realmente uma experiência que quero ter no Brasil. Mas a primeira vez, eu acho que as pessoas… acho que a melhor maneira de me apresentar a elas, de certa forma, a melhor maneira é simplesmente eu e o violão, porque é assim que eu comecei. É assim que eu sempre compus as minhas canções. E penso que assim é o mais próximo de quem eu sou, na minha essência.
E falando sobre influências de música brasileira, até onde vi nas suas redes sociais você vem tocando algumas canções bem conhecidas por aqui, como “Eu Vim da Bahia” (João Gilberto) e “Ainda Lembro” (Marisa Monte). Você já estava ligada na nossa música antes de visitar o país ou foi algo que surgiu após essa primeira turnê? E quais outros artistas ou bandas brasileiras você tem ouvido?
Foi uma mistura das duas coisas. Na verdade, eu comecei a ouvir muita música brasileira antes de ir até aí, mas foi realmente quando estive, cercada pela sonoridade do Brasil, obviamente isso me fez querer ouvir mais. E eu estava comentando com alguém antes da primeira viagem que estava meio cansada do jeito que eu estava tocando e abordando a música, porque em certo momento você fica fazendo as mesmas coisas e não se inspira mais.
E descobrir a música brasileira e o jeito que vocês… sabe, é algo tão valioso. Tão rico. Lembro de perguntar para uma amiga brasileira, “Você pode me passar algumas músicas bem populares e fáceis de aprender?” Ela me deu uma playlist, e eu fiquei: “Isso é fácil para vocês? Isso não é nada fácil”. É muito… (risos) A música é ótima, sabe?
E quando as pessoas ouvem a palavra “popular”, sabe, às vezes podem estar acostumadas com canções bem simples, mais fáceis. Mas acho que existe uma riqueza na música brasileira que a faz ser algo muito inspirador e muito vibrante, em uma frequência elevada. Não sei como dizer isso de outra forma.
Então, é uma coisa que inspira muito. E eu também adorei descobrir Maria Bethânia. A obra dela é muito, muito inspiradora. A voz dela é… [suspira em admiração]. Sim, como os clássicos. Eu estou só no início de descobrir tudo isso. É uma coisa muito emocionante, porque sei que vocês conhecem todas essas músicas, mas eu sou bem nova nisso. É algo muito doido.
Sim. Mais uma vez, acredito que isso vem da cultura africana porque nós temos todas essas ligações no Samba, Bossa Nova e outros estilos. Tudo isso vem da África no fim das contas. Existem todos esses ritmos e melodias, coisas que vieram da mesma fonte, não é?
Totalmente. É exatamente isso. Eu também sinto isso no ritmo, a parte rítmica está sempre lá. Mesmo quando é apenas violão e voz, o ritmo está sempre lá. É muito similar. Você escuta as mesmas raízes. Sim.
Mas eu devo dizer que alguns dos seus arranjos para temas como “Thriller” (Michael Jackson) têm elementos bem complexos, onde você está reproduzindo a melodia, o baixo e as guitarras em um só instrumento. E isso tem muita coisa em comum com o jeito brasileiro de tocar violão, porque temos ao longo da história pessoas como João Gilberto e Baden Powell, que são grandes virtuosos. Eles também pensavam arranjos fazendo vários elementos de baixo e harmonia enquanto cantavam. Então, queria saber quais foram suas primeiras influências musicais ao longo da vida – não só no violão, mas também no jeito de cantar.
Pois é, eu adoro desafios. Realmente amo um desafio. Eu amo tudo que me faz trabalhar, que faça colocar todo o meu ser em um objetivo. E toda essa coisa de misturar o baixo e as harmonias e tudo o mais, é um jeito de estar focada. Eu amo esses desafios e essas performances.
Então, é por isso que eu sempre opto por… quer dizer, quando posso, eu sempre escolho esse tipo de música. Mas quando eu era mais jovem, era basicamente a mesma coisa que o Brasil. Nós ouvíamos de tudo em Camarões. Nós ouvíamos música européia, brasileira, até música americana. Ouvíamos de tudo um pouco. E claro que também ouvíamos a música local camaronesa e africana. Então, é realmente uma mistura de influências. Não posso dizer que eu ouvia uma coisa mais do que outra.
Mas é claro que a minha primeira emoção real, musicalmente falando, foi com Michael Jackson, definitivamente. E é isso, quando eu o descobri, fiquei decidida. Eu falei: “Ok, é isso que eu quero fazer”. E é uma coisa que, sei lá, como muitos da minha geração, ele realmente era alguém fora de série. Ele estava em outro planeta. É isso.
E a partir daí você desenvolveu seu próprio estilo, foi isso?
Sim, exato. Porque eu adorava tocar instrumentos. O Michael era um showman, mas eu realmente amava aprender instrumentos musicais. Então, eu comecei com o piano e aí aprendi sozinha a tocar violão. Depois, descobri o Jeff Buckley, então misturei um pouco disso ao que eu já tinha. Aí, descobri a Lauryn Hill e…
…E uma coisa levou à outra. E você disse que é autodidata no violão, mas chegou a ter algum aprendizado formal em música?
Eu aprendi piano com uma professora russa que vivia em Camarões. Então, eu tenho um treinamento clássico no piano, mas aprendi a tocar o violão sozinha. E com o canto foi a mesma coisa. Eu fiz algumas aulas (de canto) depois de adulta, porque é claro que quando você entra em turnê, quando começa a cantar, precisa tomar cuidado com esse instrumento. Então, sim, eu tive que fazer algumas aulas. Mas aprendi a cantar por conta própria.
Você se tornou bem conhecida fazendo versões de músicas internacionais. Mas ao pesquisar seus vídeos, também notei que você tem várias composições próprias. Como você equilibra o repertório de canções autorais e versões em seu setlist?
A maior parte do repertório em minhas apresentações é formada por músicas minhas, e as pessoas sempre ficam felizes. Mas eu sou uma dessas artistas que gostam de fazer o público feliz. Muitos artistas ficam meio, “eu não vou fazer covers porque quero que escutem minhas canções”. Mas eu amo tocar versões.
Adoro fazer isso porque gosto de sentir como quando alguém está em um karaokê, e todo mundo está cantando, e parece que somos um grupo de amigos cantando a mesma música. Adoro isso. Então, sempre toco as versões que sei que o público vai curtir. Mas na verdade… A maioria das músicas do show são minhas, mas todas as covers que o público conhece, eu toco. Eu nunca deixo de tocá-las.
No press release sobre a turnê atual, eu li uma história contando que, quando você comprou a passagem de avião para o Brasil, começou a chorar sem saber a razão. Queria saber se você já processou todos esses sentimentos e se pode nos dizer o que passou na sua cabeça em relação a essa vinda para cá. Você sente essa mesma emoção agora (com a chegada da próxima turnê) ou é algo diferente?
Para ser sincera, realmente, aquele momento foi uma coisa mística. Eu não sei o que aconteceu, mas eu senti algo forte… não sei o que aconteceu. Eu só comprei a passagem para Salvador (Bahia) e aí comecei a chorar. E não sei dizer o porquê.
Eu estava, tipo… comentei com a minha irmã, em tom de brincadeira, que talvez em outra vida, eu tenha vivido lá, eu não sei. Mas não faço ideia do que ocorreu. E nesse momento, voltar ao Brasil me faz sentir como retornar a um lugar que está próximo de casa. Mas eu só estive lá uma vez.
Então, essa conexão é uma coisa estranha. Eu não sei o que aconteceu lá. E também, assistir a audiência respondendo tão bem (durante a primeira turnê) foi algo mágico, mas também meio óbvio. Eu não sei o porquê, não me pergunte a razão. E eu sempre senti uma conexão, alguma coisa. É muito estranho tudo isso.

É legal ver algumas das fotos em seu Instagram durante esse período, como a que você está sentada na Escadaria Selarón (ponto turístico do Rio de Janeiro) vestindo uma camiseta verde e amarela. E pela foto, podemos dizer que você já é praticamente brasileira, de certa forma (risos).
Sim (risos). Meu nome é Irma, que significa “irmã” em português, certo? Acho que isso é algo legal (risos).
Bom, nessa turnê atual você irá passar por nove cidades brasileiras. Você pode dizer se o setlist será o mesmo em todas as apresentações, ou haverá algo de diferente dependendo do local da apresentação? Não quero que você dê spoilers do show, mas tem alguma coisa extra sendo preparada para os fãs brasileiros?
Vai ter um setlist principal para as apresentações, claro. Mas sim, tento preparar algo diferente para cada cidade, pelo menos em algumas canções. Algo que vai ser realmente particular para aquele lugar, e que não será tocado necessariamente em outra cidade.
Mas na verdade, sempre me dou um pouco de flexibilidade com o setlist, dependendo da energia. Tenho tantas músicas para tocar. Já são 20 anos de composições. Então, tenho muitas canções para apresentar. Sempre tenho um setlist pronto, mas eu sempre adapto.
Você lida com muitos pedidos da audiência? Coisas do tipo “Ei, você pode tocar aquela lá do Michael Jackson”?
Às vezes, quando aparece um pedido e é alguma coisa que realmente me toca. Normalmente, não é algo que eu costumo fazer. Mas acho que aconteceu isso em São Paulo da última vez, alguém pediu por uma canção minha que eu atendi. Mas foi uma música bem antiga, que eu não fazia há anos. E eu realmente fiquei muito, muito comovida com isso. E aí eu toquei a música. Mas sim, isso depende.
Enquanto pesquisava seu trabalho nas redes sociais, vi que seu vídeo mais antigo no YouTube era de 2015, se não me engano. Esse foi o ano em que você começou a mostrar as suas músicas?
Na verdade, foi bem antes disso. Eu comecei quanto o YouTube começou, então acho que foi em 2009 [nota do redator: oficialmente, 24 de abril de 2005 é a data em que o primeiro vídeo foi publicado na plataforma]. E eu até apaguei alguns desses vídeos. Mas eu realmente comecei lá. Eu era jovem, bem jovem. E estava postando vídeos apenas para mostrar aos amigos. Porque o YouTube era o único jeito de publicar vídeos maiores, certo? E então a plataforma começou a crescer rápido. Aí eles chegaram a pegar uma das minhas músicas e colocar na página inicial do YouTube em, tipo, 20 países diferentes no mundo. E foi assim que tudo começou. É isso, foi tipo em 2009, 2010.
Eu estava imaginando aqui, como foi a curva de aprendizado e os desafios quando você estava começando? Hoje em dia, nós temos um nome para essa atividade, a “criação de conteúdo” nas redes sociais, e tem vários vídeos de pessoas cantando e tocando. Mas você provavelmente foi uma das pioneiras, uma das primeiras garotas fazendo isso em uma plataforma de grande alcance. Quais foram os desafios naquela época?
Naquela época… É verdade, você está certo. Porque o YouTube fez uma campanha aqui na França, uma campanha de TV na verdade, com a minha história, porque eu fui a primeira a fazer isso. Usar o YouTube na França para compartilhar músicas. E pra falar a verdade, isso é muito maluco. Eu não fazia ideia do que ia acontecer. Então, não haviam desafios reais porque eu estava fazendo isso por diversão. E aí se tornou alguma coisa. Entende o que eu quero dizer? Mas o lance é que éramos só algumas pessoas naquela época.
Existiam, tipo, 10 YouTubers. E não é como se todos fossem algo do tipo, não era um emprego. Não era uma coisa. Eram apenas pessoas se divertindo na internet. E é louco porque nós realmente conhecíamos uns aos outros, e todos nós recebemos ofertas de gravadoras. E nós falamos, tipo: “Ok, vamos deixar o YouTube (risos) e fazer CDs. CDs são ótimos, e o YouTube vai morrer” (risos). E foi praticamente o oposto. Nós não fomos visionários nesse aspecto, estávamos absolutamente errados. E nos realmente vimos toda essa coisa rolar onde nós fomos gravar discos, fazer lives, enquanto o YouTube estava se tornando cada vez maior. E aí eu deixei o YouTube por um tempo, e depois voltei.
Uau, essa é uma baita história. É justo dizer que a sua carreira começou no YouTube e depois decolou. E agora você está fazendo turnês mundiais e voltando para o Brasil.
Sim, o YouTube me levou para longe (risos). Eu estava conversando ontem com meu pai e falei: “Você consegue imaginar isso?” Eu estava observando a venda de ingressos em algumas cidades e pensando que eu nunca teria imaginado, sabe, se alguém tivesse contado quando eu tinha cinco anos, que eu iria vender dois ingressos nessas cidades. Eu ia ficar, tipo, você está viajando?
E agora você tem uma turnê sold out.
Sim, isso é ótimo. Não, eu me arrepio com isso. É algo maluco. Não, Deus é ótimo e a vida é maravilhosa.
Bem, Irma, muito obrigado pelo seu tempo. Se quiser falar uma mensagem para os fãs brasileiros, esse é o momento.
Eu só queria dizer [falando em português]: Eu tô muito feliz em ver vocês! Muito obrigada pelo apoio. [Voltando para o inglês] E eu espero ver vocês muito em breve nos palcos, vamos nos divertir muito! [Em português novamente] Vamos cantar, dançar…e vai ser ótimo. Vejo vocês em breve.
Isso foi muito bom! Se eu soubesse, teria feito a entrevista toda em português (risos).
(Risos) Esse é o meu desafio para a próxima vez. Vamos fazer a entrevista foda em português (risos).
– Fabio Machado é músico e jornalista (não necessariamente nessa ordem). Baixista na Falsos Conejos, Mevoi, Thrills & the Chase e outros projetos.