Três perguntas: Hurricanes celebram álbum lançado em vinil e a oportunidade de tocar em festival com Deep Purple

entrevista de Marcelo Costa

Não é nenhum segredo que tocar e tocar e tocar é um dos melhores caminhos para evoluir como banda, e a Hurricanes segue a risca esse preceito: quando não estão na estrada defendendo material autoral ou tocando clássicos do rock (são “entre seis a oito shows por mês fazendo esse esquema de releituras”, eles adiantaram na conversa anterior com o Scream & Yell), o grupo se enfurna em algum estúdio para testar o repertório pelo simples prazer de “tocar junto”.

Os “exercícios” em estúdio renderam uma série de registros que a banda vem compartilhando com os fãs, valorizando sempre o momento: “As imperfeições fazem parte das músicas, variações naturais de tempo e dinâmica”, conta o baixista Henrique Cezarino na rápida conversa abaixo, motivada tanto pela celebração da notícia de que “Back to the Basement“, o segundo álbum, está prestes a ganhar edição em vinil, quanto pelo convite para se apresentar (de 17h20 às 18h20 do dia 15 de junho) no Festival Best of Blues & Rock no dia do Deep Purple.

“Deep Purple é das bandas responsáveis por estarmos aqui, lendas absolutas, acho que desde a primeira banda de cada um aqui nós sempre tocamos músicas deles”, revela Henrique, que ainda aproveita a conversa para listar os vinis favoritos do pessoal da banda e adiantar a escalação do Hurricanes para o festival (“Estamos preparando um show com o nosso time completo, com o Jimmy Pappon nos teclados e Julia Benford e Lucille Berce nos backing vocals”) além de deixar no ar “alguma surpresinha”. Assista ao set no Trampolim Estúdio e leia o papo abaixo.

Após lançar “Back to the Basement”, vocês passaram a disponibilizar uma série de gravações ao vivo em diversos formatos e estúdios. Como está sendo experimentar o repertório dessa forma?
Nós somos uma banda que gosta de tocar junto, temos uma boa conexão musical. As imperfeições fazem parte das músicas, variações naturais de tempo e dinâmica. Faz muita diferença na execução ouvir diretamente a pressão sonora da bateria, dos amplificadores, ouvir pelo fone dá uma limitada na percepção. Achamos legal mostrar ao público a banda tocando ao vivo dentro do estúdio, com essa atmosfera que é um meio termo entre o disco e um show.

“Back to the Basement” irá ganhar uma edição em vinil, um sonho para muita banda. Como vocês veem esse formato? Quais os vinis favoritos de vocês?
É um grande sonho realizado, a gente cresceu ouvindo grandes discos que família e amigos nos apresentavam e indo em lojas e feiras para conhecer artistas que nunca tínhamos escutado antes. O disco de vinil é o melhor formato pra se ouvir música, mas não apenas pela qualidade sonora, é por todo o ritual sensorial, tirar o disco da capa, colocar a agulha no disco, sentar para ouvir as músicas com atenção, segurar a capa e apreciar a arte gráfica, ler a ficha técnica, as letras, levantar para virar o lado do disco. A lista de vinis favoritos é quase infinita, mas dá pra citar o “Fire and Water” do Free, o “Machine Head” do Deep Purple, qualquer um dos quatro primeiros do Led Zeppelin…

Vocês vão se apresentar no Best of Blues & Rock no mesmo dia que Deep Purple e Judith Hill. Ansiosos? O que vocês estão preparando para esse dia?
Sem dúvida estamos ansiosos, é uma honra muito grande estar no Best of Blues and Rock agora como parte do line-up, já estivemos antes como espectadores e sempre foi uma experiência ótima. A Judith Hill é um espetáculo, nós conhecemos o trabalho dela quando ela foi anunciada no festival e foi uma surpresa muito boa. O Deep Purple é uma das bandas responsáveis por estarmos aqui fazendo o que fazemos, lendas absolutas, acho que desde a primeira banda de cada um aqui nós sempre tocamos músicas deles. Estamos preparando um show com o nosso time completo, com o Jimmy Pappon nos teclados e Julia Benford e Lucille Berce nos backing vocals, vamos tocar músicas dos nossos dois álbuns e talvez role alguma surpresinha que só quem assistir o show saberá.

– Marcelo Costa (@screamyell) é editor do Scream & Yell e assina a Calmantes com Champagne.

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