Blog do Editor do Scream & Yell
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Category — Música

A caminho de Porto Velho

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Começa hoje o Festival Casarão 2013. Ano passado foi assim.

Maio 23, 2013   No Comments

México: o line-up do Corona Capital

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Dias 12 e 13 de outubro: http://www.coronacapital.com.mx/

Maio 20, 2013   No Comments

Blur convida para show no Chile

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Show no Brasil será anunciado em breve. Separe o dia 09/11…

Maio 17, 2013   No Comments

Movimento Perpétuo Associativo

Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o otimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!

- Agora não, que é hora do almoço…
- Agora não, que é hora do jantar…
- Agora não, que eu acho que não posso…
- Amanhã vou trabalhar…

Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos de vencer!

- Agora não, que me dói a barriga…
- Agora não, dizem que vai chover…
- Agora não, que joga o Benfica…
e eu tenho mais o que fazer…

Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, e é esta a direção!

- Agora não, que falta um ingresso…
- Agora não, que o meu pai não quer…
- Agora não, que há engarrafamentos…
- Vão indo que eu já vou…

Canção original do grupo português Deolinda (conheça) em versão dos brasileiros do Do Amor feita com exclusividade para a coletânea “Projeto Visto”, organizada por Pedro Salgado e Pedro Marques Pereira e divulgada pelo Scream & Yell. Saiba mais e baixe o EP aqui e… “agora sim”.

Maio 17, 2013   No Comments

Cena Brasil: algumas músicas novas

“Despirocar” estará no aguardado disco novo do Apanhador Só. Assista ao clipe aqui (o download da música pode ser feito no player acima).

Ouça e faça o download das duas primeiras músicas de O Cantor Mudo e a Sonora Vaia, novo projeto de Luiz Venâncio Aiello, ex-Pullovers, que conta ainda com Habacuque Lima (guitarras), Rodrigo Lorenza (teclados), Hurso Ambrifi (baixo) e Paulo Ch Rocha (Bateria)

“Nuestros Gritos” é música nova de Frank Jorge. Você pode ouvir também “Palavra Fuck”, outra nova, no Soundcloud do cara: https://soundcloud.com/jorjahto

Maio 14, 2013   No Comments

Conexão BH anuncia programação

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A Rede Conexão anuncia mudanças para 2013, a começar pelo nome, sem a presença da operadora de telefonia Vivo (o patrocínio permanece, avisa a assessoria), e visa criar uma rede nacional para auxiliar e valorizar o “mercado médio” da música brasileira, que tem dificuldade de se sustentar e expandir com as iniciativas públicas e privadas existentes, segundo release. Como pontapé desta nova fase, o Rede Conexão anunciou a programação completa do Conexão BH, festival que acontecerá em Belo Horizonte (cidade onde nasceu o projeto em 1999) entre os dias 29 de maio de 02 de junho.

Da quarta-feira, 29 de maio, até o domingo, 02 de junho, mais de 50 artistas se revezarão entre os três ambientes do Parque Municipal Américo Renné Giannetti e casas de espetáculos como Granfinos e Music Hall. Entre os nomes mineiros destaque para Transmissor, Graveola e o Lixo Polifônico, Fusile, Uakti e Flávio Renegado enquanto a lista de “estrangeiros” traz Otto, Julieta Venegas, Wado, Do Amor, Gang do Eletro, Tulipa Ruiz, Zal Sissokho, O Terno e Mauricio Pereira, entre outros, além de outros eventos, como o ciclo de conversas Pequenas Sessões, do qual estarei participando no dia 04/06.

Confira a programação e o serviço abaixo:

Quarta-feira (29/05)
-Uakti (MG) convida Zal Sissokho (Senegal)
- Garbo convida Kicila (MG) e Carlos Malta (RJ)
- Fusile (MG) convida Gabriel Thomaz (RJ)
- Do Amor convida Domenico
- Brasilidades (MG)
- Roodboss (MG) + Teia (MG)
- Baianas Ozadas (MG)
- Cidade Hip Hop convida Julgamento e Face 3 DJs (MG)

Quinta-feira (30/05)
- Maglore (BA) convida Wado (AL)
- Transmissor (MG) convida cícero (RJ)
- Duelo de MC’s nacional - Eliminatoria BH
- Peu Meurray convida Magary Lord (BA)
- Sala da Toscaria na Base e BNegão tocam “Underground”, de Marku Ribas
- Bloco do Moreré (MG)
- Túlio Araújo e Projeto Dobradura (MG)
- Zimun (MG)
- Bloco do Moreré (MG)

Sexta-feira (31/05)
- Julieta Venegas (MEX) convida Otto (PE)
- Metaleiras da Amazonia convida Juca Culatra (PA)
- Dona Onete (PA)
- Tulipa Ruiz (MG)
- Cateb (MG) + Black Josie (MG)
- Samba da Meia Noite (MG)
- Projeto Secreto Macacos (PA)
- Tempo Plástico (MG)
- Warley Henrique (MG)

Sábado (1/6)
- Graveola e o Lixo Polifônico (MG) convida Thiago Amud (RJ)
- O Terno convida Mauricio Pereira (SP)
- Ilê Aiyê (BA) convida Maíra Freitas (RJ)
- Orquestra Voadora (RJ) convida DJ Corisco e Baque de Mina (MG)
- Yuga + Thiagão (MG)
- Mumia (MG)
- Baque de Mina (MG)
- Deskareggae Sound System e convidados (MG)

Domingo (2/6)
- Flávio Renegado convida Meninas de Sinhá, Aline Calixto, Rogério Flausino (MG) e Sany Pitibull (RJ)
- Viva Viola (MG)
- Gang do Eletro (PA)
- Rafa no Som (MG) + Simbarerê (MG)
- J a c a (MG)
- Bloco Benteviu (MG)

SERVIÇO: CONEXÃO BH 2013
- Cidade Hip Hop – 23 a 26/05
Informações: (www.facebook.com/cidadehiphop)

- Festival Conexão BH – 29/05 a 02/06
Informações: (www.facebook.com/conexoeslivres)

- Circuito de Festas Conexão – 24/05 a 01/06

- Pequenas Sessões – 04/06 a 09/06
Informações: (www.facebook.com/pequenassessoes)
INGRESSOS - SHOWS PARQUE:

- Ingressos dos shows no Parque: R$15 (meia) e R$30 (inteira)
- Passaporte para todos os dias (29/05 a 02/05): R$50 (meia) e R$100 (inteira)
- Circuito de Festas: os ingressos variam de R$20 (meia) a R$50 (inteira), de acordo com local e lote.

VENDA DE INGRESSOS: www.sympla.com.br/conexaobh

Maio 14, 2013   No Comments

Um poster do Big Star

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Vi na lojinha do Museu da Stax, em Memphis…

Maio 1, 2013   No Comments

Em Memphis, Beale Street Festival

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No mesmo fim de semana em que estarei acompanhando o New Orleans Jazz & Heritage Festival, Memphis celebra a música com o Beale Street Music Festival. 85 dólares por três dias de festival…

http://www.facebook.com/bealestreetmusicfestival

Abril 19, 2013   No Comments

Três perguntas: John Ulhoa

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Aproveitando o gancho da canção do Pato Fu regravada por Giancarlo Rufatto no recém-lançado EP “Record Store Day 2013”, enviei três perguntinhas rápidas para John Ulhoa, que falou um pouco sobre a versão de “Quase” assinada pelo Rufatto (saiba mais sobre o EP e baixe-o aqui), sobre o Record Store Day e avisa: vem algo novo do Pato Fu pra logo. Confira.

Ps. Peço desculpas por desafinar a canção do John no vídeo abaixo…

“Isopor” é um disco forte, com um som encorpado, e termina com “Quase”, uma das duas canções que você canta no álbum, a mais suave. Por que vocês optaram por fechar o álbum com ela? E o que você achou da versão do Giancarlo Ruffato?
Acho que “Quase” se encaixa naquela categoria “chill out” de fim de disco, a música mais suave, sempre pro final. Nunca foi um hit, mas tem seus admiradores. Estou sempre recebendo pedidos pra tocá-la ao vivo. Acho que é pelo clima meio de valsa pop achada no lixo e sempre temos um coral dos losers (incluindo eu) no final. A versão do Giancarlo é bem legal, mantém o clima meio lo-fi e largado dos instrumentos… congrats!

Você ainda compra discos de vinil? E CDs? O que você acha do Record Store Day?
Vinil não… eu ganho alguns, hehe. Tenho onde escutar em casa, mas não tenho esse fetiche, não. CDs ainda compro, mas em lojas na internet, a maioria das vezes. Sinto falta das lojinhas de discos, aquela tentação… Não conheço o Record Store Day, perdoem esse fariseu aqui. É uma celebração dessa cultura musica/loja/objetos musicais físicos? Boa celebração, se for.

E o Pato Fu: já há planos para o novo disco? O que podemos esperar?
Eu terminei a pouco a trilha do “Aventuras de Alice no País das Maravilhas”, peça de teatro de bonecos do Giramundo. Trabalho gigantesco. Estreou 11/04 em BH. Agora vamos pensar um bocado em Pato Fu, e virá algo novo.

Leia também:
- Discografia Comentada do Pato Fu, por Tiago Agostini (aqui)
- Quatro vídeos: Lados b do Pato Fu, por Marcelo Costa (aqui)
- Entrevista: John Ulhoa -> “Como essa porra deu certo?”(aqui)
- Pato Fu libera vídeos em site especial, por Marcelo Costa (aqui)

Abril 19, 2013   No Comments

Festival Casarão anuncia line-up

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Estarei em Porto Velho novamente. Veja como foi em 2012 aqui.

Abril 17, 2013   No Comments

Outside Lands anuncia line-up 2013

Esse era o festival pelo qual eu tinha mais expectativa em 2013 por:

1) O line-up de 2012 foi espetacular: Jack White, Metallica, Stevie Wonder, Neil Young & Crazy Horse, Foo Fighters, Beck, Norah Jones, Sigur Ros, Justice, The Kills, Regina Spektor, Passion Pit, Andrew Bird, Grandaddy, Big Boi, Explosions in the Sky, Santigold, Franz Ferdinand e mais 40 bandas

2) Não é só um festival: são TRÊS. Um de música, outro de vinhos do Napa Valley, e outro de comida.

Porém, o pessoal de São Francisco é mais um sofrendo o reflexo de uma entressafra de shows e grandes artistas… Abaixo, o line-up 2013. Ainda assim, eu gostaria muito de ir (quem sabe, quem sabe).

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Outside Lands
De 09/08 a 11/08 em São Francisco, EUA
Site oficial: http://www.sfoutsidelands.com/

Abril 17, 2013   No Comments

Eurockéennes anuncia line-up

Festival francês com ótimo line-up…

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De 04/07 a 07/07 em Belfort, França
Site oficial: http://www.eurockeennes.fr/

Abril 17, 2013   No Comments

A venda de música através dos tempos

Abril 12, 2013   No Comments

Download: Bizz Especial The Cure 1987

Edição especial que acompanha os bastidores da turnê brasileira do Cure em 1987. Para ler online ou mesmo baixar, basta clicar na imagem.

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Leia também:
- The Cure no Brasil em 2013: grande show, por Marcelo Costa (aqui)

Abril 10, 2013   No Comments

Ouça os discos de Luê e Ana Cañas

Abril 9, 2013   No Comments

Lollapalooza Brasil x Lollapalooza Chile

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No domingo à noite, André Mori (@andremori) me contava no Twitter suas impressões sobre o Lollapalooza Chile:

“Eu vim nos 3 anos. A evolução é clara. A estrutura melhora a cada ano e este ano tinha 70mil pessoas por dia. Sem contar que o Perry Farrell aparece muito aqui. Está direto nos shows. Lembro que em 2011, ao final do show do Jane’s, ele chamou os três produtores ao palco para agradecer e cantar parabéns a um deles. (Este ano foi) praticamente o mesmo line-up (do Brasil). Aqui não teve o 1º dia daí, mas teve Keane e Bad Brains. (Ainda assim) aqui o festival acontece redondo. Entrada em menos de cinco minutos, filas de banheiro/comida idem, metrô/ônibus com 1h a mais rodando nas duas linhas principais. A cidade inteira envolvida com o festival. E vem muita gente de fora. América Latina em peso aqui. Enfim, a produção daqui está muito a frente da nossa e, com certeza, influência as bandas.” No Facebook, André acrescentou: Para mim a grande diferença é que aqui há uma preocupação maior em oferecer de fato um festival e não somente distribuir 30, 40 bandas em 5 palcos e os clientes (não dá para esquecer disso) que se virem para chegar, entrar, comer, transitar entre os palcos e ir embora”.

No show do Queens of The Stone Age no Lollapalooza Chile, por exemplo, o líder do Pearl Jam, Eddie Vedder, apareceu para participar de “Little Sister”. Josh Homme retribuiu a gentileza engrossando o coro da decantada cover de “Rockin’ In The Free World”, que o Pearl Jam praticamente tomou de Neil Young para si (Perry Farrell também marcou presença no palco assim como uma queima de fogos anunciando a despedida do Lollapalooza de terras latino-americanas em 2013). Um pouco antes, no hotel, Eddie Vedder e Josh Homme foram conversar com fãs e distribuíram ingressos para a galera. De eventos exclusivos do Chile, o festival ainda contou com uma apresentação secreta do Chevy Metal, projeto de Taylor Hawkins, batera do Foo Fighters, com participação de Perry no palco infantil. Mais? Nesta segunda, enquanto Alex Kapranos agradecia ao público chileno no Twitter (‏@alkapranos Thanks to everyone at the show in Santiago yesterday. I’m still buzzing), Stuart Braithwaite, guitarrista do Mogwai, respondia “@plasmatron @alkapranos probably my favourite city to play. Great place”.

Antes que algum brasileiro comece a criar birra com o Chile (tal qual faz, muitas vezes idiotamente, com argentinos), seria legal olhar para o próprio umbigo. Logo na primeira edição brasileira do Lollapalooza, um atrapalhado Perry Farrell contava que a edição paulistana do festival só tinha por objetivo bancar a edição chilena. Muita gente se sentiu ofendida, mas uma análise isenta e mais delicada pode verificar que algumas bandas não se sentem à vontade tocando no Brasil. Opinião minha: tem muita gente na terra de Feliciano envolvida nesse meio de produção que parece muito mais preocupada com dinheiro do que com a música, e isso reflete não só no descaso de alguns artistas como também no preço alto dos cachês cobrados para shows na Ilha de Vera Cruz (às vezes o dobro do preço cobrado em outros países latino-americanos- algumas vezes o triplo). Por uma razão simples: empresários (a grande maioria deles) estão muito mais preocupados com o lucro do que com um grande show. Quem destes chefões das grandes empresas de entretenimento do país conhece realmente (e admira) uma banda como Alabama Shakes, Bad Brains, Tomahawk e Foals? Elas vieram por escolha ou por que estavam em um pacote? E qual destes homens se preocupa com a produção e o bem estar do público?

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No ano passado tive o prazer de conversar com Alberto Guijarro, responsável pelo Primavera Sound, festival que, para este que vos escreve, é o melhor do mundo (devido a um line-up que foge do óbvio ancorado em parceiros – ATP, Pitchfork, Vice – que definem com liberdade suas atrações nos palcos secundários e que assustariam ainda mais aqueles que se assustaram com o show do Flaming Lips no Lollapalooza Brasil). Na entrevista, Guijarro elenca os shows históricos do festival (“Neil Young em 2009, a volta do Pulp em 2012 e um show mítico do White Stripes debaixo de chuva em 2003”) e indicava os shows a serem vistos na edição daquele ano: “As voltas do Mazzy Star e Afghan Whigs, o novo set do Justice, o Refused e, mais do que todos eles, Jeff Mangum, um cara que é um dos artistas de cabeceira para todos nós que fazemos o festival”. Para conhecer a carreira de Jeff Mangum é preciso ir além das capas de revistas. Enric Palau, do Sónar (que cancelou a edição brazuca pela dificuldade em lidar com o mercado brasileiro) também deu boas respostas em outro bate papo do ano passado. Quantos grandes empresários brasileiros conseguiriam conversar sobre música? Conseguiriam listar seus shows favoritos sem parecerem óbvios?

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Esse olhar explicitamente capitalista pode estar contaminando o showbussiness musical brasileiro. Lógico, não está só. Há ainda a colaboração negativa do Estado e do Município na falta de vontade em auxiliar eventos. Em Londres, durante festivais e eventos de grande porte no Hyde Park (para cerca de 50 mil pessoas), as catracas das quatro estações de metrô na região permanecem abertas para evitar filas e desafogar a saída do público. Em São Paulo, o metrô cede 15 minutos de seu tempo e fecha a porta na cara de milhares de pessoas que pagam IPTU. Por sua vez, taxistas não querem atender a pessoa se não for uma boa corrida para eles e juntamos a isso as reclamações constantes sobre pessoas que não vão a um show porque querem assisti-lo, mas porque é um evento, e, por isso, passam quase todo o tempo conversando (e atrapalhando quem quer ver), acredito que sair de casa para ver um show no Brasil (algo que deveria ser divertido) é cada vez mais um ato requer muita coragem e paciência. A grande questão que fica: o problema são os produtores de shows/festivais, os taxistas, os políticos ou os brasileiros como um todo? Quanto o jeitinho brasileiro, a malandragem e a Lei de Gerson estão ferrando a nós mesmos? Vale pensar com calma…

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-Balanço: Lollapalooza Brasil 2013, por Marcelo Costa (aqui)

Abril 8, 2013   1 Comment

O line-up do Glastonbury 2013

Clique na imagem para ver em alta

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Glastonbury
De 26/06 a 30/06 em Pilton, Inglaterra
Site oficial: http://www.glastonburyfestivals.co.uk/

Leia também:
- 60 Festivais 2013: Europa, Japão e Estados Unidos (aqui)

Março 27, 2013   No Comments

Montagem: Lollapalooza Brasil 2013

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Está chegando a hora: na tarde desta segunda-feira ensolarada em São Paulo, a produção do Lollapalooza Brasil convidou jornalistas e blogueiros para conferirem como estão os retoques finais da produção técnica do festival, que começa nesta sexta-feira, 29 de março, e vai até o domingo, 31, no Jóquei Clube de São Paulo. Segundo informações da organização, o dia mais próximo de esgotar é o domingo, encabeçado por Pearl Jam e Planet Hemp, e logo depois vem a noite de sábado, com Black Keys. A noite de sexta, com Killers, é a menos concorrida. Ingressos continuam à venda.

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Antes do “passeio”, Leo Ganem, porta-voz da Geo Eventos, responsável pela edição brasileira do Lollapalooza, respondeu algumas questões. Perguntando sobre as grandes filas (para se comprar tickets para comida e bebida além das filas nos banheiros) que se formaram em alguns momentos da edição 2012, Leo avisou que este ano haverá menos pessoas (60 mil em 2013 contra 75 mil em 2012) e muito mais caixas, além de pessoas disponíveis para informação caminhando no evento. Leo reforçou: “O Lolla é uma pequena cidade para 60 mil pessoas”.

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Sobre a saída do festival, Leo Ganem contou que o Lollapalooza conseguiu que o Metrô de São Paulo esticasse seu horário até às 1h da manhã no sábado, e apenas até a 00h15 na sexta e no domingo. No entanto haverá pós 21h30 diariamente uma linha direta de ônibus partindo da porta do evento com destino ao metrô Anhangabaú. Importante lembrar que os shows devem acabar pontualmente às 23h em todos os dias do festival.

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Segundo Leo Ganem, numa postura felizmente diferente da produção de alguns outros festivais brasileiros, “a maioria dos problemas ocorridos no primeiro ano do festival foi culpa nossa, por inexperiência de quem está lidando com um festival desse porte pela primeira vez”. Apesar de ser básico e clichê, reconhecer os erros é um dos caminhos para o acerto. O Lollapalooza 2013 já começa com o pé direito nesse quesito, e o olhar cuidadoso da produção deve resultar em melhorias em todo o evento.

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O que deu para tirar desse passeio é que a caminhada será longa de um palco para o outro (prepare-se), mas o palco “alternativo”, localizado no meio do festival, cuja programação começara 10 minutos antes da do Palco Cidade Jardim, terá atrações como Hot Chip, Passion Pit, Alabama Shakes, Crystal Castles, Gary Clark Jr., Vanguart e Criolo (ou seja, vai valer parar na metade do caminho para ver alguns shows). Apesar do Jane’s Addiction não estar no lineup, Perry Farrel estará presente acompanhando todos os dias do evento. Será que rola alguma participação especial?

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Leia também:
- Confira a divisão de bandas por dia e horários no Lolla BR 2013 (aqui)
- O mapa do Lollapalooza Brasil 2013 (aqui)
- Lollapalooza Chile x Lollapalloza Brasil (aqui)
- Saiba como foi o Lollapalooza Brasil 2012 em texto e fotos (aqui)
- Infográfico: Lollapalooza 1991-2013 - > a história do festival (aqui)
- Não há previsão de chuva durante os três dias do festival (aqui)
- Veja o que pode e o que não pode levar no Lolla Brasil (aqui)

Março 25, 2013   No Comments

Stephen Malkmus & The Jicks no Brasil

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Stephen Malkmus, fundador do Pavement, se apresenta no Beco SP e POA, nos dias 30 de abril e 02 de maio, respectivamente. Em São Paulo, o show será Open Bar a noite toda. É a primeira passagem de Malkmus pelo Brasil depois do show realizado com o Pavement no Festival Planeta Terra, em 2010.

Ingressos à venda aqui

Serviço:
Stephen Malkmus & The Jicks
São Paulo: 30/4 | 20h | Open Bar
R$ 80 primeiro lote
R$ 110 segundo lote
R$ 140 terceiro lote
R$ 170 quarto lote

Porto Alegre: 02/05 | 21h
R$ 70 primeiro lote
R$ 90 o segundo

Março 22, 2013   No Comments

Três perguntas: DeFalla

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Uma das melhores noticias do sofrido cenário musical brasileiro nesta década foi a volta do DeFalla, cultuada banda gaúcha que enlouqueceu meio mundo no final dos anos 80 com uma mistura esquizofrênica de rock, funk, hard rock, glam, rap, hardcore, Miami Bass e barulho, não necessariamente nessa ordem, e seguiu os anos seguintes aumentando o repertório de maluquices. Os dois primeiros discos –“Papaparty” de 1987 e “It’s Fuckin’ Borin’ to Death”, de 1988 – são obras-primas do rock nacional que conquistaram que arriscou ouvi-los. Também são os únicos dois discos com a formação clássica: Biba Meira, Castor Daudt, Edu K e Flu.

A baterista Biba Meira saiu logo depois destes dois primeiros álbuns e o trio restante gravou um ao vivo independente pornográfico e hard rock (“Screw You!”, 1989), um disco de trash metal (“We Give a Shit! (Kickin’ Ass for Fun)”, 1992) um sensacional álbum de crossover (“Kingzobullshitbackinfulleffect92”, 92), um disco sem o maluco de carteirinha Edu K (“D.Fhala Top Hits”, de 1995) e um flerte com o Miami Bass (nessa altura só com Edu K da formação original) que rendeu o maior hit da história da banda, a faixa “Popozuda Rock’n Roll” (e trazia versões de “Freak Le Boom Boom”, da Gretchen, “Feiticeira”, de Carlos Alexandre, e “Ilarie”, de você sabe quem).

Os primeiros shows de retorno com a formação clássica foram em 2011, e o DeFalla não decepcionou. Em Belém, no Festival Se Rasgum 2011, o quarteto tocou um repertório com boa parte das canções dos dois primeiros álbuns – “Sodomia”, “Não Me Mande Flores”, “Papaparty”, “Melô do Rust James”, “Jo Jo”, “Sobre Amanhã”, “Repelente”, “It’s Fuckin’ Borin’ to Death” – além da fodaça “Caminha (Que Aqui é de Osasco)”. Alguns meses depois, numa manhã de Virada Cultural em São Paulo, o repertório foi mais funk com versões hip hop chapadas de “(I Can’t Get No) Satisfaction”, “Help”, “Whole Lotta Love” (mixada com “Como Vovó Já Dizia”, de Raul Seixas) e “Sossego”.

A química desta volta deu tão certo que o grupo decidiu gravar um novo álbum, e após conversas com alguns selos, surgiu opção do crowdfunding. Segundo projeto postado no site Embolacha, a banda pretende arrecadar R$ 50 mil até o dia 30 de abril para cobrir custos com passagens, alimentação, aluguel de estúdio de gravação, mixagem e masterização, equipamentos, prensagem de CDs, DVDs e VINIS, entre outras coisas. Os valores começam em R$ 20 (Nome nos Agradecimentos + Download Autorizado do Disco + Bônus Tracks) e vão até R$ 1000,00 (confira aqui). Em bate papo via Facebook, Castor Daunt fala um pouco mais sobre a volta e conta o que espera desse novo projeto, afinal, o mundo precisa de um novo disco do DeFalla.

http://www.embolacha.com.br/projeto/271

Como se deu esse reencontro da formação original?
O Leandro “Lelê” Bortholacci, dono da Olelemusic, teve a ideia de convidar a formação clássica do DeFalla (Biba, Castor, Edu e Flu) para tocar o nosso primeiro LP (“Papaparty”, de 1987) no projeto “Discografia do Rock Gaúcho”, em maio de 2011. Foi no Beco, em Porto Alegre. A procura de ingressos foi tanta que tivemos de fazer duas sessões na mesma noite! Daí em diante choveram convites para shows no Brasil todo: de Brasília a Belém, passando por São Paulo e POA, claro. Essa volta nos animou bastante e começamos a cogitar fazer umas músicas novas!

Como surgiu a ideia de fazer o disco por crowdfunding?
Tivemos algumas propostas de selos e gravadoras para fazer um novo disco, mas não conseguimos acertar alguns detalhes. Como o DeFalla sempre foi uma banda de vanguarda e independente, mesmo no inicio quando contratada pela BMG-Ariola, decidimos apostar neste formato de patrocínio direto do consumidor, que tem tudo a ver com a gente!

Como estão indo os ensaios e o que você espera desse novo álbum do DeFalla?
Fizemos alguns ensaios para experimentar e nos surpreendemos com a quantidade de músicas que conseguimos criar. Foi tudo muito rápido e instantâneo, as músicas começaram a sair praticamente prontas! Eu acredito que este disco será um dos melhores do DeFalla, pois a banda está afiada e a química está melhor que antes. E temos agora uma experiência muito grande em todos os aspectos de gravação, produção e finalização de um álbum. Acho que é a hora perfeita! E o mundo precisa de um novo álbum do DeFalla, não acha??

Março 20, 2013   1 Comment