Quatro cervejas e Del Rey

June 27th, 2008

Foram só quatro cervejas (ao menos é o que estava anotado na comanda) e acordei com uma leve ressaca. Como cantaria Wander Wildner, eu não bebo mais como eu bebia. Já o show do Del Rey foi… um pouquinho de vergonha alheia. Não sei, mas acho que criei muita expectativa de ver a banda e tal, e me decepcionei. A idéia de perverter o repertório do Rei é ótima, mas me falta humor suficiente para agüentar “Emoções”. O grande momento do show é um medley que une “Detalhes” a “Como é Grande o Meu Amor Por Você”, e mesmo aqui o grupo esbarra na pieguice. Vale muito como diversão, mas eu esperava mais. Só mais uma coisa: “Ilegal, Imoral ou Engorda” é foooooda.

Já sobre o novo espaço do Studio SP, na rua Augusta, uns dois minutos do meu apartamento,  me dividi. Ele ganha em localização (nada contra a Vila Madalena, mas a Mada já era no quesito balada), o espaço é maior, a pista é muito melhor, mas o pessoal precisa limitar o número de pessoas que entram na casa, pois senão fica intransitável fazendo com que o ato de pegar uma cerveja se transforme em uma tarefa árdua e cansativa (e vamos combinar: pegar cerveja tem que ser um prazer - hehe). No mais, o “novo” público da casa é interessante. E o que dizer de sair na balada e ver o Pereio alugando um cara no meio da pista. Sensacional, vai.

Ps. Último dia de trabalho. No fim da tarde, férias. Volto apenas 11 de agosto (ao iG). Na terça, Europa. Espero que a ressaca passe até lá (não a ressaca de ontem, mas a de hoje – Superguidis no CB – e a de amanhã – Autoramas no Inferno e/ou Curumin no Studio SP). 

Sobre sebos e Dawson’s Creek

June 24th, 2008

Eu adoro sebos. Na verdade, sou viciado. Tenho amigos que não gostam de livros, CDs ou filmes usados. Eu não ligo. Se estiver em boas condições, e o preço estiver ok, não penso duas vezes. Há, em São Paulo, ao menos uns dez sebos que vivo batendo cartão. Quando pinta uma folga, como hoje, faça um pequeno roteiro atrás de algumas preciosidades. Existem uns bons sebos em Pinheiros, alguns ótimos na Teodoro Sampaio, na Augusta e no Centro da cidade. Hoje, pela correria, só consegui passar na Disconexus, uma loja bacana na Consolação quase com a Paulista (número 2682). Dá para perder umas boas duas horas lá (ainda mais que agora eles colocaram uma bancada enorme de DVDs), mas hoje deixei a passagem por todas as bancadas por uma olhada rápida.

Uma das partes da loja que sempre me atrai, e que sempre me faz sair com algo bom nas mãos, é a bancada de R$ 2,99 (quatro por R$ 10). Já encontrei ali em dias iluminados o “Wild Swing Tremolo”, do Son Volt, e o “Feast of Wire”, do Calexico. Hoje sai com o Thou (”Put us In Tune”, um CD que a Ju Alencar gravou num CDR pra mim anos e anos atrás), o “Disqueria”, do Radiola Santa Rosa (que o Azenha já entrevistou pro Scream), o Caesars (”Paper Tigers”, que o André sempre elogia) e o Josh Rouse que saiu no Brasil (”Home”), e que um amigo não acreditava ser possível achar mais. Presente pra ele. E tudo deu R$10.

Porém, quando estava no balcão, para pagar, olhei nas bancadas de entrada um box de DVD: a primeira temporada completa de Dawson’s Creek. Senti um deja vu. No Scream & Yell On Paper número 2, de janeiro de 1999, está cravado no editorial: “Textos, melancolia e paixão pela Joey: Marcelo Costa”. Sério. Passei uns dois ou três anos apaixonado pela Joey, personagem da Sra. Tom Cruise e mãe da fofinha Suri, Katie Homes, na época. A título de info, Dawson’s Creek foi uma série exibida originalmente entre 20 de Janeiro de 1998 à 14 de Maio de 2003 pela Warner Channel.

No Brasil, Dawson’s Creek passava na Sony, e em uma época que não havia TV paga em casa, e não tinha como baixar os episódios na web como acontece hoje. Resultado: um amigo gravava os episódios inéditos em VHS na segunda, e me levava na faculdade na terça. As duas primeiras temporadas da série são sensacionais, mas o clima cai da terceira em diante, quando o criador Kevin Williamson abandona o barco para arriscar um outro projeto, e só retorna para fechar a tampa da série, em 2003, com o episódio final.

Que eu me lembre, só assisti às três primeiras temporadas. Ao final da terceira, que já não tinha o mesmo brilho das duas primeiras comandadas por Williamson, desencanei e me separei da Joey – e, obviamente, da ex-Sra Heath Ledger, Michelle Williams, e também da (suspiro) Meredith Monroe, que fazia o papel da Andie. Não sei nada do que aconteceu nas temporadas seguintes (vi um outro episódio esparso zapeando pela TV) e nunca me deu vontade de descobrir, mas sempre quis, ao menos ter as duas primeiras temporadas em casa, para matar saudade. Agora tenho a primeira. Não resisti.

Ps. Uma das lembranças mais divertidas que tenho da série, porém, não é da série. No VMA de 98, apresentado por Samuel Jackson, numa das brincadeiras aparecem Dawson e Joey. Ela vira pra ele e diz: “Dawson, cansei dessa enrolação toda. Vamos nos beijar”. O drama da série era exatamente esse: Joey e Dawson demoram anos para ficarem juntos (tipo Jack e Katie em Lost). Na piada armada pela MTV, porém, a câmera faz o close de um personagem, olhos fechados e biquinho esperando o beijo, e em seguida do outro. Quando a cena abre, está cada um de lado do quarto, e pelo jeito vai demorar anos para esse beijo sair.

Eis que, então, entra pela janela Samuel Jackson, taco de beisebol na mão. Joey, desde criança, sempre entrou no quatro de Dawson pela mesma janela, nunca com um taco de beisebol. Está tocando a música tema da série, o casal sem ser casal naquele lenga lenga que sabemos que não vai dar em nada, e Samuel Jackson estraçalha o toca-fitas com o tema da série. Dawson e Joey param imediatamente. Samuel pergunta: “Eu odeio essa música. Podem continuar”. Eles ficam estáticos. Samuel, então, improvisa e começa a cantar o tema da série. Eles voltam ao beijo. É sensacional (procurei no Youtube, mas não achei).

Hoje em dia, Dawson’s Creek não entraria num Top 5 de séries que mais gostei de assistir, e olha que eu nem devo ter assistido dez séries inteiras. Um pouco pela irregularidade do roteiro pós saída de Kevin Williamson, outro pouco devido ao fato de que Friends, Simpsons e Seinfeld tem lugares garantidos no podium, e são imbatíveis. Mesmo assim, eu acho que devia aquele cara de dez anos atrás esse fragmento de felicidade de cultura pop. Talvez, assistindo agora, eu não ache essas duas primeiras temporadas tão boas quanto as achava na época, mas com certeza devo passar alguns meses apaixonado pela Joey… novamente.

Ressaquinha

June 19th, 2008

Senti um deja vu no título do post…

Bem, semana do São Paulo Fashion Freak, então tudo meio de cabeça pra baixo aqui. Sorry pela ausência. Ontem vi o show do Chuck Berry (Lili bateu fotos - aqui) e vou tentar escrever assim que acordar nesta sexta. Também vi o Mundo Livre S/A na Clash, um show que começou com “Destruindo a Camada de Ozônio” e “Computadores Fazem Arte”, segui-se ali pelo meio com “A Expressão Exata” (com direito a coro do público no verso “a minha pobre próstata inerte”) e “Seu Suor é o Melhor de Você”, e ainda contou com “Meu Esquema”, “O Mistério do Samba”, “Muito Obrigado”, “Livre Iniciativa”, “Bolo de Ameixa” e “Pastilhas Coloridas”, da frase que eu citei uns dias atrás sobre sonhos e maracujás… foda.

Acordei numa puta ressaca. :/

Ps. Faltam 8 dias para as férias, 12 para a viagem.

Ps 2. O Messi podia ter feito aquele gol, né.

Ps 3. Eu tinha mais alguma coisa pra falar, mas esqueci. Vou ver Lost e, se lembrar, volto.

Ps 4. Sono.

Sonic Youth, Sinatra, Coldplay e Podcast

June 12th, 2008

O Rodrigo Ortega, do ótimo Pílula Pop, convidou alguns malucos para elegerem quais músicas deveriam entrar numa coletânea do Sonic Youth, gente como Alexandre Matias, Jair Naves, Bruno Dias, Gabriel Thomaz, Rodrigo Lariú e… eu. Escolhi uma música da fase recente (coletâneas sempre tem uma, né), e deixei para os craques na juventude sônica a escolha do material mais - ahñ - clássico. A lista toda, com pequenos comentários, você lê aqui.

A Mariana, do marketing a Abril, achou que uma promo que eles estão fazendo lá - sorteando dez boxes da fase dourada do Frank Sinatra no cinema - era a cara dos leitores deste blog. Também acho, Mariana. O link do especial está aqui, mas tem que fazer cadastro… (e cadastro é algo tão 1998 na web).

O Allan Lito me convidou para participar da gravação do podcast Frequência Damata #7. Topei, e a gente deve gravar nos próximos dias. Enquanto isso, vai ouvindo os números anteriores do podcast aqui.

Nesta sexta tem 500 Toques na Revoluttion. Faz um tempo que estou querendo instituir coluna na segunda, e 500 Toques na quarta e na sexta, mas quem diz que o tempo deixa. Nessa semana, no entanto, consegui. Vê lá a partir das 8 da manhã o disco que, pra mim, poderia assumir o posto de “Pet Sounds” do século XXI. Aqui.

Para quem não anda prestando atenção na capa do Scream & Yell, a Juliana Zambelo estreou um novo blog, Supernovas, voltado para novidades da música. Dá uma passada lá por aqui.

Eu juro que tento ir com a cara do Chris Martin. Juro. Então surge uma noticia de que o cara se quebrou (leia aqui) no ensaio da banda!?!?! Como assim???? Depois surge o próprio dizendo que Brian Eno o avisou que suas letras não são lá grande coisa, que a banda é repetitiva e que as músicas do Coldplay são longas demais (tudo aquilo que nós já sabíamos, leia aqui). Quanto mais perto chega a data de lançamento do álbum, mais bobagens sobre a banda surgem no noticiário. Eu queria falar bem desse disco… aliás, vocês conseguiram ler o que o Andy Gill, do Independent, escreveu sobre a banda? O título do texto é: ‘Why I hate Coldplay’. Imperdível (aqui).

Por fim, o Maurício Teixeira, amigo e ex-chefe, após 15 dias de férias da internet, voltou ao seu blog de bola, no iG, com uma certeza: não existe futebol sem internet. Sempre me pergunto: como a gente vivia sem internet no século passado? Os argumentos do Mau são precisos, certeiros, e podem ser adaptados na sua totalidade ao conteúdo de música, filmes e séries que povoa a web. Leia a coluna (curtinha) do Mauricio aqui e concorde conosco.

Faltam 15 dias para as férias, 19 para a viagem. Começou a contagem regressiva!

Será?

June 5th, 2008

“Viva la Vida” é o melhor disco do U2 desde “Zooropa”?

Eu vs Chris Martin

June 4th, 2008

Coldplay nega música de Kylie Minogue
Qua, 04 Jun, 01h08
 
(BR Press)  O grupo de brit rock Coldplay decidiu deixar de fora de seu próximo álbum, Viva La Vida, a canção resultado da colaboração com a cantora australiana Kylie Minogue. Em uma entrevista à rádio inglesa Q, o vocalista Chris Martin disse que a música acabou saindo “sexy demais” e que, no momento de sua carreira, “não dá para ser tão sexy”.
 
No entanto, a banda ainda cogita usar a faixa em seu próximo álbum, que tem previsão de lançamento para o final de 2009. Intitulada Lunar, a cançnao não deixou de arrancar elogios de Martin, apesar de ter sua inclusão negada em Viva La Vida, o disco que conta com produção de Brian Eno. “Kylie está particularmente brilhante nesta música”, afirmou o vocalista.

Dois lados do sucesso

Formado em 1998, o Coldplay construiu uma das carreiras mais bem sucedidas entre seus companheiros contemporâneos. Com influências que vão de U2 e Echo & The Bunnymen a George Harrison e Johnny Cash, consagrou-se no cenário musical desde o álbum de estréia, Parachutes, que emplacou quatro singles em paradas do mundo inteiro.

No entanto, apesar do sucesso comercial e crítico, o grupo é vítima de alguns ódios, por soar uma trapaça, com composições sem sal. Um dos nomes dessa corrente é o escritor Marcelo Costa, cujo texto “Sete Motivos para rir de Chris Martin” (leia aqui) circulou pela internet em 2007.

(Pedro Keppler/Especial para BR Press)

Texto publicado via BrPress no Yahoo Notícias (aqui)

Ps. Eu não odeio o Chris Martin. Só acho que ele é coxinha.

Ps2. Adorei “Violet Hill”

Ps3. Vazou “Viva la Vida or Death and All His Friend”. No POTQ.

Va Va Voom

May 29th, 2008

De vez em quando o mundo cansa. Você já sentiu não fazer parte do mundo em algum momento da sua vida? Esse pensamento é tão recorrente para mim. Lembro de um poema bem antigo em que eu dizia “estar deslocado do viver nesse mundo”. Mais ou menos isso. Eu tinha vinte e poucos anos e sei lá, ainda me sinto deslocado. Bem, viver não é fácil, a gente (eu e você) sempre soube, mas tem dias que até ser feliz dói. Nessas horas, nada melhor do que o silêncio, do que uma taça de Merlot e desapego. Do que a beleza das coisas simples. Milhares de problemas do mundo estariam resolvidos se as pessoas descobrissem o quanto é relaxante lavar a louça (a água escorrendo entre os dedos, o cheiro do detergente de coco), molhar as plantas (temos três em casa) ou ouvir de cabo a rabo um disco do Cinerama. Até dá vontade de sorrir…

Ressaaaaaaaaca

May 22nd, 2008

Não misture vodka, gim e saque com coca-cola e soda. :/

Conta maluca

May 14th, 2008

Conversando com um amigo, logo após ele comentar algo sobre São Thomé das Letras, brinquei que era a minha segunda casa. Automaticamente me veio à mente uma conta maluca dos lugares que eu mais estive em minha vida, cidades mesmo. Em um chute aproximado (somando várias viagens), seria isso:

25 anos em Taubaté
10 anos em São Paulo
01 ano em São Bernardo do Campo

50 dias em Pindamonhangaba
50 dias em Ubatuba

40 dias em São Vicente
40 dias no Rio de Janeiro

30 dias em São José dos Campos

25 dias em São Thomé das Letras

20 dias em Campos do Jordão
20 dias em Porto Alegre

15 dias em Bernardino de Campos
15 dias em Vitória
15 dias em Parati

10 dias em Buenos Aires
10 dias em Curitiba
10 dias em Uberaba

Já passei seis dias em Belo Horizonte e em São Pedro do Atacama, cinco dias em Maceio e em Santiago, e vou conhecer Brasília no fim do mês (só três dias).

Ps. Falando em viagem, passagens compradas. Entre 02 de julho e 06 de agosto, este blog será escrito de terras européias. Frio na barriga, pouca grana e procura constante por melhores preços de passagem, albergues e/ou hotéis (seeeeempre). Os grandes trechos neste momento em aberto são Bruxelas/Glasgow (devo ir de Ryanair), Glasgow /Madrid e Madrid/Paris. As coisas estão se ajeitando.

Sobre o que falar?

May 4th, 2008

Isabella Nardoni? Padre Carli? Ronaldo Fenômeno e Andréia? Sobre o que falar? Não estou com vontade de falar e escrever sobre nada, sabe. Um cansaço sobre os ombros que parece o peso do mundo. Uma preguiça de fazer as coisas que mais amo, como ir ao cinema ver o novo filme do Woody Allen, ou escrever sobre o disco do Nick Cave. Falta total de vontade de fazer qualquer coisa. Estou me procurando. Vou “forçar” uns textos essa semana para não cair no limbo da falta de criatividade, mas a vontade que tenho agora era a de deitar no colchão da sala, me enrolar no edredom e passar dias e dias assistindo os filmes que tenho na estante e também a Lost. Quem dera, né. :/