Posts from — Setembro 2011
R.E.M. no Storytellers
Leia também: R.E.M. e o fim de uma era, por Ismael Machado (aqui)
Assista também: O show completo do R.E.M. no Rock in Rio 2001 (aqui)
Setembro 30, 2011 No Comments
Cardosonpaper no Zinescópio

Eu tinha contado semanas atrás que, num acesso de arrumação do guarda-roupa, decidi doar boa parte da minha coleção de fanzines - partindo da ideia de que fanzine tem que circular, não ficar atulhado num canto da casa. Levei alguns para a Casa Dissenso e separei um lote especial para o Jamer, do Zinescópio, que tem feito um trampo massa ao escanear, transformar em PDF e disponibilizar fanzines no blog.
Aproveitando o embalo do audiodocumentário “Porto Alegre Fim de Século – A História do Cardosonline”, produzido para uma disciplina de Radiojornalismo da Fabico/UFRGS (que você pode ouvir aqui), o Jamer disponibilizou no Zinescópio a edição número 8 do Cardosonpaper, versão em papel do famigerado Cardosonline. Eu só tinha três edições do fanzine em papel (7, 8 e 9), e uma delas você pode baixar agora. Valeu, Jamer!
http://zinescopio.wordpress.com/2011/09/29/cardosonpaper-08/
Leia também:
- Scream & Yell On Paper #4 para download no Zinescópio (aqui)
Setembro 30, 2011 No Comments
Crowdfunding, Cultura e Coletividade

Indicação bem interessante da Luísa Alves (leitora do Scream & Yell e pesquisadora), os dois primeiros vídeos abaixo produzidos pela Agência de Conteúdo Recheio reúnem entrevistas com várias pessoas de diferentes projetos de crowdfunding (o nome do momento) no Brasil. O terceiro reúne entrevistas com músicos e produtores sobre as mudanças da relação dos fãs com seus ídolos musicais em função das redes sociais. Vale assistir.
Setembro 30, 2011 No Comments
Uma frase
“Toda essa massa caótica que os periódicos musicais vomitam em profusão sobre a música de hoje se tornou um pesado fardo”
Béla Bártok, 1926
Setembro 28, 2011 No Comments
A história do Cardosonline

“Porto Alegre, Fim de Século - A História do Cardosonline”, conta a história de um dos mais geniais fanzines da virada do século, que era distribuido por e-mail. Tem textos meus que nem lembro que escrevi em alguns números (e até cedi um dos meus raros exemplares do Cardosonpaper pro Jamer, do Zinescópio) além dessa história bacana, um fim de semana insano com todo o pessoal na minha casa (que nem era minha casa - risos). Todas as edições do COL ainda estão disponíveis online além de um pouco de história no link abaixo:
Setembro 28, 2011 1 Comment
A vitória da baixa cultura
“Na primavera de 1917, as plateias parisienses provaram uma amostra dos loucos anos 20, durante um dos períodos mais sangrentos da guerra, quando os Aliados lançaram a mal planejada ofensiva Nivelle e os alemães reagiram com uma estratégia de defesa letal. Em 18 de maio, seis anos depois da morte de Gustav Mahler, os Ballets Russes chocaram a capital francesa mais uma vez apresentando uma tumultuosa produção de estilo circense intitulada ‘Parade’. A lista de participantes era composta de astros de primeira grandeza: Erik Satie compôs a música, Jean Cocteau criou o libreto, Pablo Picasso concebeu o cenário e o figurino, Léonide Massine coreografou, Guillaume Appolinaire escreveu as notas do programa (para as quais inventou a palavra ‘surrealismo’) e o empresário Diáguiliev forneceu o escândalo. (…) O enredo de ‘Parade’ trata, com humildade, do tema da relevância: como pode uma forma de arte antiga, como a música clássica ou o balé, continuar atraindo o público na era do pop, do cinema e do gramofone? Numa feira em Paris, os gerentes de um teatro ambulante recorreram a várias artistas de ‘music hall’ – acrobatas, um mágico chinês, uma garotinha americana – para atrair os transeuntes. Mas as atrações secundarias se mostraram tão interessantes que o público se recusou a entrar. Assim, a baixa cultura passa a ser a principal atração”.
Trecho de “O Resto é Ruído”, de Alex Ross (Companhia das Letras)
Setembro 27, 2011 No Comments
Especial sobre o rock gaúcho, 1986
Dica do @alpn00
Setembro 27, 2011 No Comments
Duas baladas indies… em francês
Setembro 26, 2011 No Comments
Programa Perdidos no Ar, Gazeta AM

No sábado, participei da edição número #42 do Perdidos no Ar, um programa de rádio feito por alunos da Cásper Líbero, e que vai ao ar na Gazeta AM. Falei um pouco do Scream & Yell em uma edição que teve como destaques o álbum “Screamadelica”, do Primal Scream, a banda Dungeon e Jack White. Gostei pacas do programa e até gostaria de agradecer a Izabela, Kaluan, André, Luan, Afonso e Vitória pelo convite e acolhida. Valeu. Você pode ouvir online ou baixar o programa aqui.
Setembro 26, 2011 No Comments
Nevermind, vinte anos depois
Assino o texto de abertura do especial “Nevermind”, do Terra Música, em minha volta ao Megaportal. O trampo todo (vídeos, entrevistas - Liam Gallagher diz que nunca ouviu o disco - faixa a faixa), a cargo do Renato Moikano e do Osmar Portilho, ficou muuuuito massa. Vale muito conferir aqui.
No Scream & Yell, o grande Carlos Eduardo Lima ficou responsável por rememorar os 20 anos do disquinho que sacudiu o mundo pop em 1991. Além, linkados, tem entrevistas com Marcelo Orozco (autor de “Fragmentos de Uma Autobiografia”, sobre Cobain), Charles Cross (de “Mais Pesado Que o Céu”) e Steve Albini. Tudo aqui.
Setembro 26, 2011 No Comments
The View, Lou Reed e Metallica
Setembro 26, 2011 No Comments
Cinco fotos: Santorini
Clique na imagem se quiser vê-la maior
Cinco fotos: Chicago, Paris, Londres, Berlim, Atacama, Budapeste, Leuven, Madri, Praga, Nova York, Bratislava, Barcelona, Veneza, Tiradentes, Istambul e Viena (aqui)
Leia também:
- Uma viagem meio sem pé nem cabeça, por Marcelo Costa (aqui)
- Um sonho chamado Santorini, por Marcelo Costa (aqui)
- Uma casinha branca lá no pé da serra, por Marcelo Costa (aqui)
- Dia de vulcão, mar e donkey parade em Santorini, por Mac (aqui)
- Domingo, descanso no paraíso de Santorini, por Marcelo Costa (aqui)
Setembro 25, 2011 1 Comment
Spin Special Edition: Nevermind
Setembro 24, 2011 No Comments
Promo: Dan Nakagawa no Estúdio Emme

No dia 28 de setembro, quarta-feira, o cantor e compositor paulistano Dan Nakagawa lança no Estúdio Emme seu primeiro disco, “O Oposto de Dizer Adeus”. O show terá as participações especiais de Blubell, Pélico e Celso Sim. A noite ainda conta com o lançamento de nove videoclipes, do site do cantor (www.dannakagawa.com.br) e exposição fotográfica.
A partir das 21 horas, Dan Nakagawa mostra os clipes de “Coração Celvagem”, “Two Thousand Miles Between Smiles”, “Infinito Instante”, “A Linha e o Linho”, “Assim Assim”, “A Nossa Vida Toda”, “O Sol da Meia Noite”, “Todo Mundo o Tempo Todo”, “Eu Sofro por Amor” e “O Oposto de Dizer Adeus”, que dá nome ao disco.
No repertório, além das músicas de seu segundo disco, ele traz releituras de “Dê um Rolê” (Moraes Moreira) e “Um Pouco de Calor”, composição de Dan que ficou consagrada na voz de Ney Matogrosso, com quem prepara o lançamento de um DVD para o início de 2012.
O Scream & Yell, em parceria com a Namidia, irá sortear cinco pares de convites para a festa. Basta ir aos comentários e deixar um quero ir para concorrer. Boa sorte.
E quem irá ao show com convidado Scream & Yell / Namídia será: Vinicius, Thiago, Alex e Paula. Bom show pra vocês.
Os ingressos custam R$20 (antecipado) e R$30 (na hora). Eles já estão disponíveis na bilheteria do Estúdio Emme (www.estudioemme.com.br) e no site Compre Ingressos (www.compreingressos.com.br). O CD já está a venda na Livraria Cultura.
Setembro 24, 2011 4 Comments
Top 5 do primeiro dia do RiR 2011
01) Gif da Katy Perry (via http://katyperrysboobies.tumblr.com/)

02) Não teve rock, não teve drogas, mas teve sexo (via Info Abril)
03) JULIO DE SOROCABA (cortesia Sorocaba)
4) Tô Loka na arena do rock (estrelando Cristiane Torlone)
5) Atriz da Globo que ouviu mais do que devia de Elton John (aqui)

Setembro 24, 2011 No Comments
Wilco ao vivo versão 2011
Na quarta-feira, 21/09, o Wilco baixou no programa do David Letterman para um set especial de 12 músicas (cinco delas novissimas). É só clicar e assistir. O set foi assim:
01. Art Of Almost (The Whole Love)
02. I Might (The Whole Love)
03. I Am Trying To Break Your Heart (Yankee Hotel Foxtrot)
04. One Wing (Wilco: Album)
05. Born Alone (The Whole Love)
06. Whole Love (The Whole Love)
07. Handshake Drugs (A Ghost Is Born)
08. Jesus, etc (Yankee Hotel Foxtrot)
09. Impossible Germany (Sky Blue Sky)
10. Dawned On Me (The Whole Love)
11. War On War (Yankee Hotel Foxtrot)
12. A Shot In The Arm (Summerteeth)
Setembro 22, 2011 1 Comment
Opinião do Consumidor: Einbecker
A Einbecker Brauhaus foi aberta na baixa Saxônia, Alemanha, em 1378 e segue desde então fabricando cervejas – sendo uma das responsáveis pela popularização do estilo Bock, uma lager muito mais encorpada, ruiva, maltada e até um pouco doce. Bock é uma corruptela de “Ein Beck”, a cidadezinha natal da Einbecker (com pouco mais de 25 mil habitantes e uma paisagem que, ainda em 2011, não parece ter saído do século 15), e nasceu da necessidade de ser transportada para a Itália (numa história bem próxima a das Indian Pale Ales). A Einbecker produz atualmente onze rótulos de cerveja.
A versão Ur-Bock Dunkel da Einbecker Brauhaus é marcada pela forte presença de malte de caramelo tostado no aroma – e um bocadinho de álcool, bem suave, e também mel. O paladar começa bastante agradável com o malte de caramelo se apresentando em um conjunto denso que valoriza o lúpulo enquanto se desmancha levemente deixando um amargor suave no céu da boca e no começo da garganta. Porém, o final, longo e amargo, deixa a impressão de um conjunto pouco harmonioso (doce demais no começo, amargo demais no final).
Já a Ur-Bocok Hell é uma versão loura da Bock Dunkel da casa. O aroma maltado e levemente adocicado surpreende abrindo espaço também para o lúpulo. O paladar é refrescante e o conjunto disfarça de forma exemplar os 6,5% de graduação alcoólica – que em nenhum momento chega a agredir. O malte novamente chama pra si a atenção deixando uma marca suave no céu da boca enquanto o lúpulo se encarrega de caprichar no final levemente amargo – mas de um leve surpreendente. Uma excelente representante do estilo.
Teste de Qualidade: Ur-Bock Dunkel
- Produto: Bock
- Nacionalidade: Alemanha
- Graduação alcoólica: 6,5%
- Nota: 2,1/5
Teste de Qualidade: Ur-Bock Hell
- Produto: Bock
- Nacionalidade: Alemanha
- Graduação alcoólica: 6,5%
- Nota: 3,75/5
Leia também:
- Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (leia aqui)
- Primeiro Beer Experience, em São Paulo, por Marcelo Costa (aqui)
Setembro 21, 2011 1 Comment
O show do R.E.M. no Rock in Rio 2001
Hoje, 21 de setembro de 2011, o R.E.M. anunciou, via site oficial, que estava encerrando as atividades. Uma das cinco grandes bandas dos últimos 30 anos (sinta-se a vontade para eleger as outras quatro), o R.E.M. conseguiu em um carreira extensa manter-se honesto ao propósito inicial: fazer grandes canções. O único tropeço, assumido pela própria banda, foi o disco “Around The Sun”, de 2004, mas eles recuperaram a fé do público com dois grandes discos: “Accelerate” (2009) e “Collapse Into Now” (2011).
Tive o prazer de ver o R.E.M. cinco vezes ao vivo em minha vida. A primeira, cuja sequência de vídeos abaixo registra, foi no Rock in Rio 3, em 2001, um show espetacular, uma comunhão perfeita entre público e banda. Depois cruzei a banda na turnê “Accelerate” em Leuven, na Bélgica (atendi o pedido de Michael Stipe e levantei meu celular para o alto emulando as luzes de Hollywood Hills em “Electrolite” - assista aqui) e suportei um show inteiro do Kings of Leon na Escócia para poder ficar no gargarejo (e valeu a pena).
Por fim, eles tocaram duas noites seguidas no Via Funchal, em 2008, para uma plateia de amigos que dançavam, cantavam e pulavam aquelas canções cravadas na alma enquanto Michael Stipe festajava sua Itapava. Foram 30 anos intensos e, parafraseando a amiga Pamela Leme, só nos resta agradecer ao R.E.M. pelos shows e, principalmente, por nos fazer suportar a vida. Poucas bandas hoje em dia conseguem arrancar lágrimas sinceras da gente e, bem, eu chorei enquanto escrevia isso. Talvez não aconteça nunca mais. Talvez.
“Não basta admirar um artista para que ele seja responsável pelo melhor show que você viu na vida. É uma pequena conjunção de fatores que torna um show algo especial. Particularmente, admiro (muito) e já vi ao vivo gente como Brian Wilson, Patti Smith, Neil Young e Echo & The Bunnymen, e apesar deles terem feito grandes shows, nenhum deles está neste Top Ten pessoal. É um preâmbulo necessário para evitar comentários óbvios tipo “esse é o seu show preferido porque você é fã da banda”. Nem sempre as bandas que mais admiramos são aquelas que fazem os melhores shows de nossas vidas. Às vezes são os piores…
Não é o caso do R.E.M. no Rock In Rio 3. O show aconteceu no segundo dia do festival, num sábado, e estava cercado de expectativas. Quando recebi no meio da tarde o set list que a banda iria apresentar mais à noite, fiquei impressionado: era impossível que eles fizessem um show ruim com aquele repertório. O trio havia selecionado um repertório best of para seu show no Brasil, que viria a se tornar o maior público para o qual a banda já tinha se apresentado. Assim que o Foo Fighters encerrou sua apresentação, tratei de arrumar um lugar na “fila do gargarejo” para presenciar o show. E foi… inesquecível.
Michael Stipe estava visivelmente emocionado. O som – que havia derrubado Beck e Foo Fighters – começou ruim, com o baixo à frente dos outros instrumentos, mas em três músicas já estava tudo ok. Daí vieram clássico atrás de clássico: “Fall On Me”, “Stand”, “So Central Rain”, “Daysleeper”, “At My Most Beautiful”, “The One I Love”, “Man on The Moon”, “Everbody Hurts”… Até hoje em dia, quando ouço o CD com o áudio do show, me arrepio quando Peter Buck dispara no bandolim o riff inconfundível de “Losing My Religion”, e ouve-se a massa vibrando (imagine 150 mil pessoas atrás de você gritando insanamente quando ouvem uma das músicas mais lindas já escritas na música pop). No final, “It’s The End” embebida em microfonia e Michael Stipe repetindo “and i fell fine” sem querer sair do palco. Antológico, clássico e inesquecível”. Um dos shows especiais da minha vida (mais aqui)
Setembro 21, 2011 8 Comments
Download: Canções de Guerra, Pública

Baixe o novo disco da Pública no http://www.publicaoficial.com/
Murilo Basso, do Scream & Yell, entrevistou a banda. Leia aqui
Setembro 21, 2011 No Comments
Debates sobre música: Curitiba e Maceió
No dia 21/10 estarei em Curitiba dividindo uma mesa com o produtor Jorge Falcón e o amigo jornalista Guga Azevedo em um debate sobre a Produção Musical na internet. O encontro, no Sesc Paço da Liberdade, propõe uma discussão sobre os caminhos abertos pela internet para a produção musical e a necessidade de reciclagem do artista contemporâneo. Deve render bastante assunto (algumas infos aqui).
Depois, entre 01 e 02 de dezembro, estico até Maceió para participar do II Encontro Nacional de Pesquisadores em Comunicação e Música, o COMUSICA 2011. A programação completa ainda não foi divulgada, mas fiquei bastante feliz com o convite. Assim que tiver mais informações sobre o evento, divulgo aqui, mas vale de antemão seguir o @co_musica no Twitter.
Setembro 20, 2011 No Comments











