“Viva la Vida or Death and All His Friends”, Coldplay

Fragmentos de um texto antigo:
“X&Y” eleva a milésima potência a grandiloqüência exibida em “A Rush Of Blood To The Head”
“A banda continua na árdua caminhada para se transformar no novo U2″.
“Copiando o U2, o Coldplay está mais para um Simple Minds”.
“O Coldplay pinta ser a grande banda da década, porém, ainda deve um grande álbum aos críticos”.
“Chris Martin precisa aprender a cantar sem chorar”
“Algum produtor fodaço (como Daniel Lanois e Brian Eno) precisa mostrar para os músicos que não existem apenas teclados, pianos e sintetizadores no mundo”.
Resenha de “X&Y” datada de 13 de julho 2005 (a integra está aqui).
Três anos se passaram desde o texto acima. Neste meio tempo, o Coldplay baixou na América latina para uma mini-turnê, o vocalista enfezadinho abandonou jornalistas em uma entrevista coletiva de imprensa em São Paulo e mais de 350 comentários superlotaram uma coluna (aqui) que escrevi em março de 2007 sarreando a seriedade de Chris Martin (incrivelmente, 50% querendo o meu pescoço, 50% me elogiando - e eu achei que fosse ser linchado em praça pública sem nenhum amigo para me dar a mão). Ah, e o Coldplay chamou Brian Eno para produzir o seu novo disco…
Brian Eno dividiu os trabalhos com Markus Dravs – recomendado por Win Butler, do Arcade Fire, após ter assinado a produção do maravilhoso “Neon Bible” – e chegou chutando a porta da lojinha Coldplay no geral, e de Chris Martin em particular, falando tudo aquilo que a gente já sabia: “Suas canções são longas demais. Você é muito repetitivo, e usa excessivamente os mesmos truques – e coisas grandes não são necessariamente boas. Você recorre demais aos mesmos sons, e suas letras não são boas o suficiente” (contou o vocalista em entrevista a Rolling Stone norte-americana).
Após uma estréia bonita e inocente, um segundo disco mediano e um terceiro álbum grandiloqüente e decepcionante, o Coldplay chega ao quarto disco assumindo os próprios erros e com desejo de traçar caminhos novos. “Viva la Vida or Death and All His Friends”, resultado do encontro da banda com Eno e Dravs, chega a surpreender pela forma radical com que a banda nega o passado e se prepara para o futuro. Domados pelas mãos sábias da dupla de produtores, o quarteto britânico coloca nas ruas o seu melhor disco.
Além de ser um comparativo de sucesso, o U2 passa agora a ser uma inspiração para Chris Martin, que graças aos céus deixou de cantar em falsete (ele usa o expediente em poucos segundos da gravação), mas investe nos berros a la Bono. O som da guitarra que havia sido aposentado em “X&Y” retorna forte e lembrando em muitos momentos os harmônicos de The Edge. E até órgãos de igreja entraram no álbum (da mesma forma que entraram em “Joshua Tree”, segundo álbum produzido por Eno – e Daniel Lanois – para o U2).
A influência descarada, no entanto, não faz de “Viva la Vida” um pastiche, muito pela qualidade – tanto musical quanto temática – do repertório. Chris Martin voltou no tempo e de lá trouxe boas histórias para suas letras antes romanticamente – corretas e – monotemáticas. “Cemeteries Of London” fala sobre cavaleiros que cavalgam até o amanhecer e enfrentam bruxas e fantasmas. “42″ cita feitiçaria. “Yes” é sobre ceder à tentação. Em “Viva La Vida”, o vocalista ouve os sinos de Jerusalém e acredita que São Pedro não irá chamar seu nome. “Violet Hill” relembra um tempo em que padres também seguravam rifles.
Musicalmente, Brian Eno enxugou os arranjos e deu personalidade aos sons de teclados (que fizeram muito mal aos repertórios de “A Rush of Blood to the Head” e, principalmente, “X&Y”) criando uma sonoridade com um pé no rock progressivo, mas sem cair na vala insuportável da grandiloqüência. Outra boa nova é o resgate do som da guitarra de Jon Buckland (que enriquece faixas como “Violet Hill”, “Cemeteries Of London” e “Strawberry Swing”). Boa parte do repertório de “Viva la Vida or Death and All His Friends” soa grandioso e delicadamente bonito como poucas vezes o Coldplay conseguiu ser em seus dez anos de carreira.
A instrumental “Life in Technicolor” abre o álbum com som de órgão de igreja e é impossível não fazer um paralelo com “Where The Streets Have No Name”, faixa que abre “Joshua Tree”, do U2 (os vocais de Chris Martin ao fundo poderiam ser de Bono, se não forem – brincadeirinha). “Cemeteries Of London” traz Martin gastando voz sob uma cama de órgão, teclado, violão e guitarra. O órgão de igreja retorna no arranjo mantrico de “Lost” (uma das grandes letras do álbum). “42″, a melhor música, mostra o quanto a banda cresceu melodicamente: começa vagarosa e bonita a la Keane e depois se transforma em Radiohead. O arranjo de “Yes” também surpreende, com Martin cantando pausadamente sobre uma boa estrutura melódica que inclui cordas no meio da canção.
As guitarras dão a cara de verdade em “Chinese Sleep Chant”, faixa escondida que começa ao final de “Yes” e faz a cama para a belíssima melodia de “Viva La Vida”, com arranjo de cordas e sons de órgão e teclados vindos do céu. “Eu costumava controlar o mundo / Os oceanos aumentavam quando eu dava a palavra / E agora pela manhã eu me arrasto sozinho”, canta Chris no começo da canção. “Violet Hill” é o mais próximo que o Coldplay já chegou dos Beatles (sonoramente e geograficamente: Violet Hill é uma rua paralela a Abbey Road). “Strawberry Swing” tem clima cigano, e poderia ser o final conceitual do disco, já que “Death and All His Friends” e “The Escapist” (outra faixa escondida, esta com o mesmo órgão que abre o álbum) são o mais próximo que o velho Coldplay aproxima-se do novo.
Mais do que ser um grande disco, “Viva la Vida or Death and All His Friends” coloca em primeiro plano a função do produtor. O que o lançamento sugere é que qualquer bandeca mediana pode lançar um grande álbum se estiver devidamente assessorada. É quase isso, e não é vergonha nem demérito. O que seriam dos Beatles sem George Martin? Possivelmente uma grande banda, mas será que chegariam no lugar em que chegaram?
Ok, não há como comparar Chris com Lennon e McCartney, mas “Viva la Vida” coloca definitivamente o Coldplay no rol das grandes bandas dos anos 00. Chris Martin continua sendo um mala de marca maior (os recentes casos de abandono de entrevista, de recusa a lançar uma música por ser sexy demais e o risco de cancelar a turnê por um acidente no ensaio – isso mesmo, ensaio – só confirmam sua postura coxinha), mas já pode dormir tranqüilo: o Coldplay lançou um grande disco. Agora ele só precisa de um assessor para cuidar de sua vida pessoal, mas uma coisa de cada vez, não é mesmo.
“Viva la Vida or Death and All His Friends”, Coldplay (EMI)
Preço em media: R$ 30
Nota: 8,5
Junho 16th, 2008 at 1:21 am
Mac vs. Fãs de Coldplay, nº XXVIII
heheh
compartilhamos da mesma opinião sobre 42. =]
já Yes… eu não consegui achar tanta graça, apesar de ter lido outros comentários elogiosos a respeito dela.
Junho 16th, 2008 at 2:23 pm
Bom, Marcelo, sou jornalista e lembro que quando lancei um livro sobre o rock paraense (Decibéis sob mangueiras) fui a um programa de entrevistas e a primeira pergunta que recebi foi: você não acha que as mangueiras podem ser prejudicadas com os decibéis? confesso que na hora deu vontade de levantar e ir embora. então, mal comparando, dá para entender porque o cara, o chris, não seja muito afeito a entrevistas e jornalistas. tudo bem, faz parte do jogo, mas como me disse o zuenir ventura, numa entrevista a mim aqui em belém: “tem hora que é complicado atender repórter, principalmente os mais novos”.
acho que o importante é a música. o chris martin pode lá ter os comportamentos “malas” como vc define, mas eu acho melhor do que essa pseudo rebeldia dos strokes, ou aquele lance chaaaattooo de banda que quebra hotel, a la guns and roses, essas coisas.
ah, percebi que meu post lá daquele primeiro artigo (coxinha falando mal de coxinha) não aparece mais.
e, por fim, o coldplay já era uma banda bacana, de boas canções, sem lançar um grande disco, então imagina agora.
abraço.
Junho 16th, 2008 at 2:43 pm
JW, a guerra não acabou! (risos) E já tem gente pedindo a minha cabeça lá na Revolution. Se eu não tivesse falado bem…
Ismael, naquele texto em que eu brincava de sacanear o Chris Martin, escrevi algo sobre isso, sobre estar no pacote de ser um rock star lidar com entrevistas e fotógrafos. O que me impressiona é a imaturidade dele. Não quer dar entrevista? Não dê. É simples. Agora, já que você foi, aguenta o tranco. Você está partindo do pressuposto que o cara que foi entrevistar ele era despreparado, ok. Eu duvido que ele passasse de dez minutos me respondendo. O problema não é o jornalista, é ele. Agora, o importante sempre será a música. E se o importante é a música, pq falam da vida pessoal dele e não da do Julian Casablancas, do Paul Banks, do próprio Bono? Pq eles não dão margem. Entendo seu ponto de vista e sei muito bem que profissionais despreparados vão existir em todas as áreas, inclusive no jornalismo e na música: Chris Martin é despreparado.
Sobre o post sumido, dei uma busca aqui e achei comentários seus em textos do Juno, do Jonas Sá e do Lestics. Não lembro de nenhum outro. Não foi na coluna do Chris na Revolution?
Abraço
Junho 17th, 2008 at 11:07 am
Fala Marcelo,
Tudo bem contigo? A resenha ficou muito bem escrita, dá gosto de ler seus textos, apesar de eu não concordar com o disco, achei ele morno e soa superficial, Não acho que Brian Eno tenha saído feliz desse trabalho e muito menos total controle dele. Ainda prefiro Parachutes. Acredito que o senhor coxinha deve ter dado pitaco demais e forçou sem vaselina, saca?
Abraços
Junho 17th, 2008 at 12:54 pm
Gostei da resenha
Só não concordei quanto a ser o melhor disco, ainda prefiro o “A Rush…”, mas esse ocupa a segunda posição fácil. Acho o “Parachutes” excelente, mas acho que o “A Rush…” meio que consolidou o, por falta de palavra melhor, “estilo” deles.
Concordo tb que o “X&Y” é grandiloquente demais, para mim se salvam umas 6 músicas e olhe lá. E agora enxergo “Viva la Vida” como uma guinada na música do Coldplay, um esforço-evolução que deu certo. Acho que a tendência agora é melhorar, espero.
Ah, e vc só achou Violet Hill beatleniana?Achei Yes com algo deles, principalmente do George, ali no meio. Além disso, melhorou quase que 100% o fato do Martin cantar sem falsete e isso fez essa a minha preferida do disco.
Abraço e parabéns pelo texto
Junho 17th, 2008 at 12:56 pm
Beleza Marcelo?
hahaha, acredita que estava esperando por essa resenha? haha. Queria ver sua opiniao sobre o album. Se vc iria deixar se levar pelas frescuradas do mala do Chris Martin, ou se ia dar opiniao sobra o disco em si. Eu tb acho que esse é o melhor album deles. Mas discordo quanto ao X&Y. Acho um grande album, apesar da voz irritante de Martin na maioria das faixa do album.
Junho 17th, 2008 at 3:49 pm
“Em ‘Viva La Vida’, o vocalista ouve os sinos de Jerusalém e acredita que São Pedro irá chamar seu nome –> Você estava se referindo ao trecho “I know St. Peter won’t call my name”?? Pequeno erro de audição/tradução aí.
“Chris Martin continua sendo um mala de marca maior - o risco de cancelar a turnê por um acidente no ensaio – isso mesmo, ensaio – só confirmam sua postura coxinha”. Eu respeito seu julgamento do Chris, embora não concorde com ele. Mas não suporto a atitude de alimentar ofensas a outrem baseado em fofocas de tablóides. O Chris Martin não se machucou em ensaio algum. Inclusive, ele mesmo só soube da notícia durante uma entrevista de rádio.
Junho 17th, 2008 at 4:48 pm
Eder, o legal da cultura pop é exatamente essa maneira particular que cada pessoa observa algo. Olha o que um cara comentou na Revolution: “O Viva La Vida me fez ouvir de novo boa parte dos discos que o Eno produziu e fica claro que o cara é meio extraterreno”. Particularmente, acho que o Eno levou o Coldplay pruma sonoridade U2, não que essa sonoridade seja Eno, mas ai a discussão é imensa.
Bruno, tentei manter as duas vias de análise, mas o álbum é assunto de mais de 90% do texto, né. (hehe)
Cris, obrigado pela correção. É isso que dá escrever texto de domingo para segunda na madrugada. Quanto ao assunto Chris Martin, acho que a resposta que escrevi pro Ismael, alguns posts acima, sintetiza bem o meu pensamento (a coluna “sete motivos para rir de Chris Martin” era palhaçada, embora tivesse coisas interessantes ali que acredito, mas que ficaram deslocadas pelo teor humoristico do texto). Ou seja, se essas noticias vazam - a ponto de serem discutidas no fórum do próprio grupo - é pq a atitude do Chris Martin causa isso. Obrigado pelo comentário, viu.
Junho 17th, 2008 at 11:55 pm
Se Voces (”Jornalista”(entre aspas) e Postadores) não gostam de Coldplay, porque falar deles?
SE Radiohead (pra vc Sr.”Jornalista”) é maravilhoso… SE U2 (pra vc Sr.”Jornalista”) é maravilhoso… Se Brian Eno (pra vc Sr.”Jornalista”) é tão maravilhoso… Porque não APENAS.. falar deles?
Se Você ADORA Heavy Metal… Vai ODIARRRRR MPB (isso quer dizer que TOM JOBIM é uma MERDA?)
Se Você ADORA MPB…. Vai ODIARRRRR Heavy Metal (isso quer dizer que SEPULTURA é uma MERDA?)
Acredito “Sr Jornalista” que não…
Portanto….
Se Você não gosta de falsete, musica triste, e acha o vocalista de uma banda (que por acaso, canta em falsete e toca/cria musicas tristes) é um “mala”.. Mas que PERDE o seu precioso tempo de “Jornalista” para escrever sobre ISSO…
Realmente …. O “mala” é Você.
E que sua mãe me perdoe..
Junho 18th, 2008 at 7:27 am
Sr Leitor (isso é tão Tom Zé - hehe), que pensamento mais infantil, preconceituoso e reducionista. Por este comentário fica muito fácil descobrir quem é o mala.
Abraço
Junho 18th, 2008 at 8:09 am
Um disco fraco. Como todos do Coldplay.
Junho 18th, 2008 at 10:49 am
marcelo, entendo e respeito teu ponto de vista, embora discorde de alguns pontos. mas replico o post por lembrar de uma coisinha. acho que os beatles seriam os beatles sem george martin. lembro que um amigo me mandou um arquivo em que o paul tocava ao violão a música for no one para o george. e lá pelas tantas, o velho maca simulou com a boca todo o solo de trompete que há na música. ou seja, tava tudo na cabeça dele. entre essa mostra inicial e o que saiu no revolver, não há diferença alguma. o george martin apenas traduzia o que passava pela cabeça dos quatro (ou três, se excluirmos o ringo). se o martin fosse tão essencial, tão único assim, ele teria feito um disco maravilhoso quando pegou diversos artistas, como aerosmith, bee gees, peter frampton, na trilha sonora de um filme chamado sgt peppers lonely hearts… No entanto, com as mesmas músicas (geniais), ele produziu um disco que valha-me deus, de tão ruim!
abraço,
ismael
Junho 18th, 2008 at 11:50 am
Ismael, concordo e muito sobre o George Martin e os Beatles.
Junho 18th, 2008 at 1:04 pm
Escutando o cd neste exato momento, só posso dizer que ele é tão burocrático quanto X&Y…
Parachutes e sua “inocência” ainda imperam na minha lista!
Junho 18th, 2008 at 8:35 pm
Li de novo sua resenha pra fazer uma comparacão com outras resenhas que li pela Internet. E realmente gostei do seu texto. E acho que entendi a diferença de um album bem feito, bem tocado e bem produzido de um album que “caia na vala insuportável da grandiloqüência ” .
Talvez de ate mais uma chance ao Neon Bible do Arcade Fire de novo. Pois sempre o achei um album que caia nessa vala da grandiloquencia.
obs. Estava vendo os comentários da sua resenha, e me lembrei de uma resenha gringa de Viva la vida . Sem querer me passar por “o entendido” de música, mas parece que a resenha que li tem toda razao : “o Coldplay faz musica pra gente que nao gosta de música”
Junho 19th, 2008 at 11:01 am
Marcelo,
Primeiro quero dizer que gostei da resenha. Você realmente descreveu bem o disco. Eu li primeiro a resenha e depois ouvi o disco. E quando ouvia, lembrava da suas análise das canções. A melhores para mim foram “42” e “Yes”.
Quanto a questão da “banda coxinha” e o texto onde você dava 7 razões para rir do vocalista da banda, vejo os textos como humor. E quando se trata de pop/rock não devemos levar tudo tão a sério assim. O bom humor cai bem em textos sobre música pop.
Entretanto discordo de algumas de suas opiniões. O que creio ser natural, pois gosto musical é algo bem pessoal. E toda crítica por mais que tente ser imparcial, sempre carrega uma dose da linha de pensamento do próprio autor. Isto não é bom nem ruim, simplesmente a coisa funciona desta maneira. Ninguém é totalmente imparcial quando dá uma opinião ou escreve uma resenha.
Para mim a vida pessoal do Chris Martin, o seu “jeito mala” de ser, a imagem de “bom moço”, são questões insignificantes. O meu interesse é pela música. E sempre gostei da música do Coldplay. Claro que eles não são geniais como o Radiohead ou o Árcade Fire. E neste ponto concordo com você. Eles produzem boas canções. Nada que vá mudar a direção do mundo da música, mas boas canções. Gosto de Parachutes. Realmente um disco honesto e simples. Mas gosto também do segundo (“A Rush of Blood…”). Há ótimas canções (faixa título, “God Put a Smile…”, “Clocks”, “The Scientist”). Para mim o problema foi o terceiro disco. Não havia canções marcantes, as músicas eram longas demais, a duração do disco também era longa demais. Tudo parecia como variações do mesmo tema. Ouvi o disco e quando terminou disse: interessante, mas não dá mais vontade de ouvi-lo novamente. Um disco morno. Creio que foi a mesma sensação quando o ouvi o quarto disco dos Los Hermanos. Nenhuma canção me arrebatou.
Ainda não sei dizer se “Viva La Vida” é o melhor disco do Coldplay. Preciso ouvi-lo mais, mas é bem provável que sim. E aí concordo novamente com você. Realmente os produtores fizeram a diferença. Tudo está mais enxuto e com uma boa dose de experimentação.
Luís Carlos Batista
Junho 19th, 2008 at 2:37 pm
Karina, tem coisas boas no disco. De uma chance a mais pra ele.
Bruno, de uma chance pro Neon Bible sim. Acho um graaaande disco. E curti muito a definição gringa… risos
Luís, primeiramente, agradeço seu longo comentário. Tenho o pensamento de que o texto já vale ter sido escrito quando as pessoas param, tentam entende-lo, e comentam. Isso é muito valoroso, muito especial. Obrigado por esse retorno. Você toca em pontos ótimos em seu comentário. No Scream & Yell como um todo, e eu em particular, sempre houve a defesa dessa “parcialidade” em textos sobre cultura, afinal o texto é a opinião passada pelo prisma de experiências do resenhista. E isso é um elemento importante do texto. Legal você pensar sobre isso também! Grande abraço
Junho 20th, 2008 at 11:23 am
Marcelo, você escreve muito e conhece muito, meu amigo. Mas COLDPLAY não dá. É muito chato.
Junho 21st, 2008 at 8:20 pm
hahahaha engraçado como o Coldplay gera tanta discussão ! por que será ???
Aquele Philipe fez um comentário à lá Chris Martin , querendo que ninguém ofenda ninguém , que nada seja críticado. Apenas um ponto de vista em relação a algo seria conveniente demais. O jornalista também tem a função de fazer a pessoa pensar e não alienar. Se o Marcelo critica o Coldplay não é por que ele não gosta da banda , é por que ele se importa com a banda e quer o melhor dela. Que bonitinho não ?
Junho 25th, 2008 at 6:57 pm
Até admiro a coragem da banda em tentar ousar, fazer algo diferente, mas o problema é que eles simplesmente não têm talento para lançarem um disco memorável. O Coldplay jamais lançará um The Joshua Tree, ou um Ok Computer, só para citar as bandas que eles adorariam ser. O disco é ruim? Não, é apenas razoável. E talvez seja mesmo o melhor trabalho deles. Não há nenhum grande hit (o que é ótimo, pois os hits do Coldplay são mais insossos que os não-hits), mas há uma certa coesão. Claro que há momentos chatíssimos, claro que há muita pretensão, claro que há aquele ranço babaca tão caro à banda, claro que há a voz de Martin, mas nem tudo isso junto torna o disco insuportável - o que não deixa uma grande evolução para a banda.
O fato é que os fãs não podem reclamar: eles fizeram o melhor cd que podiam, que podem, ou que poderão fazer. Para mim é muito pouco, mas muita gente já deve achar esse o melhor disco do ano, quiça da década. Fazer o quê?
Junho 26th, 2008 at 9:02 am
O próprio Radiohead tem seus críticos..
U2 só nâo os tem mais, pois seus críticos seriam cruxificados..
Achei o Viva La Vida um ótimo disco, mesmo, e acho que não da pra comparar ele com os anteriores, quando pra mim Parachutes e Rush of Blood estão em igualdade, acho-os maravilhosos e acho que X&Y Realmente foi um pequeno tropeço.. mas com muitas musicas boas, mas Viva La Vida abriu uma nova etapa para a banda, e para quem é fã, como eu, aposto que foi um disco refrescante e uma alegria de ver a proposta de continuar evoluindo e explorando os potenciais deles!
É bem verdade que sou fanzão do som da banda né.. cada um na sua!
Junho 26th, 2008 at 9:03 am
errata: *crucificados.
AH adorei sua crítica do album, e a crítica do X&Y não tinha lido pois nao te acessava na época mas estou de acordo em muito do que você diz, no mais, meus parabéns, ganhaste um novo leitor!
Junho 27th, 2008 at 12:52 pm
Olá….
tipo…. tô precisando de uma interpretação da música viva la vida… agora uma justa… me ajuda aí!
Junho 27th, 2008 at 9:10 pm
Mário, esse disco até eu gostei! risos
James II, hahaha, curti o comentário. E na verdade, nem é pq eu gosto ou não dá banda, e sim o que aquilo representa pra mim, Marcelo Costa, neste momento que o mundo está vivendo. Não existe crítica isenta, como já disse sabiamente alguém, e é sobre esse verniz que o texto precisa ser lido. Abração
Fabrizzio, assino embaixo duas vezes! Quando digo “qualquer bandeca” é disso mesmo que estou me referindo: qualquer bandeca pode lançar um grande disco se for devidamente assessorada. Poucas bandas lançam discos realmente definitivos, como os que você citou! Belo comentário!
Lucas, fico feliz que você tenha curtido. Quando um fã entende realmente o propósito do texto me faz pensar que o mundo não está totalmente perdido! Obrigado
Dane, vou tentar… me aguarde.
Julho 11th, 2008 at 12:57 am
Cristiane, ele fala sim “I know Saint Peter WILL call my name”. Ouça com um pouco mais de cautela, e perceberá que é assim. Até pq, faz mais sentido no contexto e no “humor” da música.
“I hear Jerusalem bells are ringing,
Roman cavalry choirs are singing
Be my mirror, my sword and shield
My missionaires in a foreign field
For some reason i can’t explain
I know St. Peter will call my name”
Quanto a resenha, parabéns ao autor. Concordo com vários pontos, só não concordo com as críticas a “X&Y”
E minhas canções preferidas do álbum são “42″, “Yes”, “Violet Hill” e “Death and All His Friends”, não necessariamente nessa ordem. Mas acho todo o álbum excelente…
Julho 11th, 2008 at 1:11 am
Bom, Mac, já que mencionastes uma resenha em inglês, leia essa, por favor, que dá o devido valor a, na minha opinião, a melhor banda do século 21, até agora:
http://www.bbc.co.uk/music/release/2h54/
Ahh, essa também:
http://www.thesun.co.uk/sol/homepage/showbiz/bizarre/article1202492.ece
Talvez a participação do Eno tenho sido decisiva mesmo, mas pra mim Codplay tem sempre evoluído, desde Parachutes, nunca o contrário. X&Y é um álbum incompreendido pela crítica (isso inclui você). O tema pode ser “um só”, mas a forma como foi tratado é que importa.
Ah, só mais uma coisa: Os Beatles seriam Os Beatles, com ou sem George Martin. É só escutar os discos solo do Paul para saber disso…
Agosto 18th, 2008 at 8:57 pm
Caramba, sera que eu to viajando, mas eu acho que esse cd eh um chupao da musicalidade da otima banda Doves (desculpa, to sem acento)
Um Doves mais alegrinho eh claro, mas continua sendo pra mim em certas harmonias uma grande incorporacao, indevida eh claro.
Eu particulamente, nao achei nada demais esse cd, ouvi uma vez e ja tinha visto isso, ouvi outras 05 e minha opiniao nao mudou… vai ver que o meu gosto mudou, vai ver que criou-se tanta expectativa sobre o disco, que quando ele saiu, vimos que foram mortais que compuseram o disco e nao deuses, que a gente tem a mania de rotular como ” melhores da decada de 00″ ” super banda inglesa do patamar do u2″ isso eh triste…
Setembro 1st, 2008 at 9:18 pm
Lamento, mas o Coldplay ainda não lançou um grande disco… talvez não lance nunca. O segundo, apesar de você achar mediano, é o mais interessante pra mim; o primeiro e o terceiro são deploráveis e este último dá pra ouvir, mas não passa de razoável. E não se esqueça de que a tal “belíssima melodia de Viva la Vida” na verdade é de uma banda independente americana, Creaky Boards, que até deixou a original disponível para download no Myspace… Ouça e confira “The Songs I Didn’t Write” em http://www.myspace.com/creakyboards (aliás, é bem melhor que a cópia)
Setembro 9th, 2008 at 10:06 pm
Brian Eno faz até a Pitty lançar um grande disco.