{"id":9894,"date":"2011-09-22T22:22:55","date_gmt":"2011-09-23T01:22:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=9894"},"modified":"2019-07-09T10:44:38","modified_gmt":"2019-07-09T13:44:38","slug":"rem-e-o-fim-de-uma-era","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/09\/22\/rem-e-o-fim-de-uma-era\/","title":{"rendered":"R.E.M. e o fim de uma era"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/2666820211\/in\/set-72157606156786398\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-9895\" title=\"rem\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/rem.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por Ismael Machado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEu sei que vou v\u00ea-los no futuro. Assim como eu sei que verei todos os que nos seguiram e nos apoiaram ao longo dos anos. Mesmo que seja s\u00f3 no corredor de vinil de sua loja de discos local, ou de p\u00e9 na parte de tr\u00e1s de um clube assistindo a um grupo de rock de garotos de 19 anos tentando mudar o mundo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 parte a possibilidade de clich\u00eas que confundem mais do que explicam no universo da m\u00fasica pop e, mais particularmente, no universo do rock and roll, a frase de Peter Buck, guitarrista do R.E.M., insere-se, talvez num dos momentos mais significativos vividos pela m\u00fasica nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas, pelo menos. O \u2018enciclop\u00e9dico\u2019 guitarrista da banda fez com que f\u00e3s no mundo inteiro derramassem pelo menos uma l\u00e1grima emocionada com essa despedida que \u00e9, ao mesmo tempo, uma profiss\u00e3o de f\u00e9 no rock and roll como impulsionador de vidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na quarta-feira, 21 de setembro, o R.E.M. apagou os holofotes, desligou as tomadas e saiu do palco. Encerrou uma das carreiras mais consistentes j\u00e1 vistas na m\u00fasica pop. Os \u00faltimos dois discos da banda, \u201cAccelerate\u201d (2008) e o ainda recente \u201cCollapse  Into Now\u201d s\u00e3o testemunhos vivos de que n\u00e3o estava havendo ainda um desgaste criativo no R.E.M.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E isso n\u00e3o \u00e9 pouco.<\/p>\n<p align=\"center\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/PNi7Kt0iOH4\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/PNi7Kt0iOH4\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram 31 anos de carreira. A banda iniciou em 1980, em Athens, Ge\u00f3rgia. Nenhum daqueles rapazes tinha a cara e o jeito de roqueiros na plena acep\u00e7\u00e3o da palavra (como Wilco e Decemberists atualmente). Michael Stipe era f\u00e3 de Patti Smith. Quando se uniram, trouxeram cada um, o que de melhor pode haver em refer\u00eancia pop. Beatles, punk, Beach Boys, Velvet Underground, Byrds, folk e country, Leonard Cohen, glam rock. Tudo bem empacotado e assimilado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Peter Buck era chamado pelos amigos de enciclop\u00e9dico porque conhecia todos os riffs poss\u00edveis dos cl\u00e1ssicos do rock. Um ano depois de formada a banda veio \u201cMurmur\u201d, o primeiro disco, lan\u00e7ado por uma gravadora independente, a IRS. O disco que come\u00e7ava com \u201cRadio Free Europe\u201d j\u00e1 era uma das melhores cartas de inten\u00e7\u00e3o que se pode ter. Adotado pelas r\u00e1dios universit\u00e1rias, comuns nos Estados Unidos, o R.E.M. deu sentido, pela primeira vez, \u00e0 palavra rock alternativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era uma alternativa musical a excessos, grandiloq\u00fc\u00eancias, pasteuriza\u00e7\u00f5es. Em alguma esquina da vida Byrds encontrava o Clash, observados com benevol\u00eancia pelos Beach Boys. \u00c9 tocante ver a banda nesse per\u00edodo inicial em programas de televis\u00e3o, com Stipe ainda buscando dominar o palco, algo que ele faria com um carisma incomum, anos mais tarde. E ver Peter Buck, sacolejando, pulando, tentando ser ao mesmo tempo blas\u00e9 e Pete Townsend.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vieram outros discos nessa mesma linha, como \u201cFables of Reconstruction\u201d e \u201cLife\u2019s Rich Pageant\u201d, quando o R.E.M. foi colocado na mesma prateleira de algo que era definido como \u2018New Rock\u2019. Elogiados, paparicados pela cr\u00edtica, descobertos por um p\u00fablico cada vez mais \u00e1vido, o R.E.M. sentiu o baque. Em \u201cTalk About the Passion\u201d, um dos primeiros cl\u00e1ssicos, Stipe derrama-se: \u201cNem todo mundo aguenta o peso do mundo \/ Nem todo mundo aguenta o peso do mundo \/ Quanto, quanto, quanto tempo?<\/p>\n<p align=\"center\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/pBVVtNnHeEg\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/pBVVtNnHeEg\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 necess\u00e1rio respirar. \u00c9 necess\u00e1rio preservar o que de intacto h\u00e1 no sonho. E, como a Legi\u00e3o Urbana fez logo depois do estrondoso sucesso dos dois primeiros discos, o R.E.M. foi buscar no passado a pausa certa. O arquivo de cartas mortas de \u201cDead Letter Office\u2019 traz vers\u00f5es para Velvet, Aerosmith, Pillon, brinca com rascunhos de can\u00e7\u00f5es, flerta com a surf music. A encruzilhada estava ali, pronta a engolir a banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas veio o canto de cisne dessa primeira fase. Como se fosse o \u201cprimeiro ano do resto de nossas vidas\u201d, o R.E.M. lan\u00e7ou em 1987 \u201cDocument\u201d, o \u00faltimo independente. O primeiro da nova fase que viria a seguir. Coeso, intenso, enxuto e din\u00e2mico, o disco traz cl\u00e1ssicos instant\u00e2neos como \u201cKing of Birds\u201d, \u201cFinest Worksong\u201d e as duas arrasa-quarteir\u00f5es, \u201cThe One I Love\u201d, inspirada, segundo Stipe, nos Smiths e \u201cIt\u2019s the End of The World&#8230;\u201d, uma das melhores can\u00e7\u00f5es j\u00e1 feitas para se encerrar um show.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mundo pop quedou-se diante do R.E.M. O disco foi escolhido por muitas publica\u00e7\u00f5es como o melhor do ano. E ent\u00e3o surgiu a Warner. Seria o fim do baluarte dos independentes? Essa era uma quest\u00e3o que jornalistas musicais se colocavam. A resposta s\u00f3 veio dois anos depois. \u201cGreen\u201d, o disco de transi\u00e7\u00e3o, o primeiro por uma grande gravadora. Disco de preciosidades ocultas como \u201cWorld Leader Pretend\u201d e de cl\u00e1ssicos como \u201cOrange Crush\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O R.E.M. fincava terreno. Mantinha convic\u00e7\u00f5es democratas, defendia os \u00edndios, alfinetava a pol\u00edtica norte-americana. Mas n\u00e3o se esquecia das can\u00e7\u00f5es. E enquanto a d\u00e9cada findava, e os anos 90 iniciavam, o R.E.M. lan\u00e7ou dois dos melhores discos da hist\u00f3ria do rock. \u201cOut of Time\u201d e \u201cAutomatic for the People\u201d levaram a banda a outro patamar. Ia embora, definitivamente, a adolesc\u00eancia e entrava a maturidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/2667641438\/in\/set-72157606156786398\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9896 aligncenter\" title=\"rem3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/rem3.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA vida \u00e9 maior do que voc\u00ea e voc\u00ea n\u00e3o sou eu \/ Os caminhos por onde irei \/ a dist\u00e2ncia em seus olhos \/ Oh, n\u00e3o, eu falei demais\/ Eu causei tudo isso&#8230;(&#8230;) Aquele sou eu no canto \/ aquele sou eu sob os holofotes \/ perdendo minha religi\u00e3o \/ tentando te acompanhar \/ e eu n\u00e3o sei se eu consigo fazer isso\u201d, cantava a banda em \u201cLosing My Religion\u201d. E qual seria essa religi\u00e3o que estava sendo perdida? \u201cEu pensei ter ouvido voc\u00ea rindo \/ Eu pensei ter ouvido voc\u00ea cantar \/ Eu pensei ter visto voc\u00ea tentar\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando dizia \u201cestou escolhendo minhas confiss\u00f5es\u201d, \u00e9 como se Stipe estivesse percebendo o que deve ser feito e dito e o que \u00e9 para ser evitado nas luzes e cores da fama. \u201cOut of Time\u201d \u00e9 um disco denso, deslocado no tempo. As can\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais pungentes, h\u00e1 mais espa\u00e7os para \u00f3rg\u00e3os, violinos, bandolins. Stipe come\u00e7a a mostrar do que \u00e9 realmente capaz como vocalista em can\u00e7\u00f5es como \u201cCountry Feedback\u201d. \u201cN\u00f3s viemos de falsos colapsos, de m\u00e1goa pessoal, de cole\u00e7\u00f5es de auto-ajuda, dor pessoal&#8230;\u201d  e manda um sonoro \u2018fuck off\u2019, para dizer depois que tinha o controle, mas perdeu a cabe\u00e7a&#8230; e que era louco pensar no que se poderia ter tido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cHalf a World Away\u201d, o lamento \u00e9 mais intenso. \u201cEste poderia ser o p\u00f4r do sol mais triste que j\u00e1 vi&#8230; Minha mente est\u00e1 correndo, como sempre&#8230; Minhas m\u00e3os cansadas, meu cora\u00e7\u00e3o d\u00f3i&#8230; estou metade do mundo longe, aqui\u201d. Os sussurros e gritos de dor e f\u00faria encontram eco. As turn\u00eas se multiplicam. A banda ganha ares de primeiro escal\u00e3o. O p\u00fablico cai de joelhos ao \u2018novo\u2019 R.E.M. H\u00e1 perplexidade nisso tudo. Mas o melhor ainda estaria por vir.<\/p>\n<p align=\"center\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ijZRCIrTgQc\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ijZRCIrTgQc\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse melhor atende por \u201cAutomatic for The People\u201d. O disco que, entre outras coisas, traz \u201cDrive\u201d, \u201cEverybody Hurts\u201d, \u201cFind The River\u201d e \u201cMan on The Moon\u201d. S\u00f3 isso j\u00e1 o qualificaria como cl\u00e1ssico absoluto. \u201cEverybody Hurts\u201d parece direcionada ao R.E.M. de dois, tr\u00eas anos atr\u00e1s. Afinal, todos sofrem, todos se sentem s\u00f3s, mas h\u00e1 sempre a possibilidade de amigos, de um novo come\u00e7o. Nunca Stipe cantou t\u00e3o bem. E nos palcos, a banda ganha consist\u00eancia, forja os melhores shows que se pode imaginar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a estrada cobra ped\u00e1gio. Foram turn\u00eas atr\u00e1s de turn\u00eas. Dois anos seguidos na estrada. O resultado em disco \u00e9 \u201cNew Adventures in Hi-Fi\u201d, logo depois do \u2018sujo\u2019 \u201cMonster\u201d, a vers\u00e3o R.E.M. para o grunge. H\u00e1, entre tantas guitarras distorcidas, a singeleza de \u201cStrange Currencies\u201d, a que diz \u201cEu tropecei e ca\u00ed, mas ser\u00e1 que morri?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poucas bandas souberam cantar o amor como o R.E.M. E pense no amor como o que voc\u00ea quiser pensar. Mas \u00e9 Stipe quem sussurra, lento: \u201cE eis meu apelo: Preciso de uma chance, uma segunda chance, uma terceira chance e uma quarta \/ uma palavra, um sinal, um aceno, um suspiro \/ apenas pra me iludir, pra me pegar, pra transformar em realidade essas palavras, Voc\u00ea ser\u00e1 minha!&#8221;. Sejamos feitos do mais frio a\u00e7o para n\u00e3o sucumbirmos a isso. A n\u00e3o sermos tocados nesse momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As letras de Stipe nesta fase ganham qualidade maior. Est\u00e3o mais maduras. Falam de relacionamentos fracionados, de fraturas de sentimentos, de desencanto com a esfera p\u00fablica. Em \u201cBe Mine\u201d ele canta: \u201cque se voc\u00ea me fizer sua religi\u00e3o \/ eu te darei todo o espa\u00e7o que precisar \/ eu vou inalar sua respira\u00e7\u00e3o \/ eu serei a ta\u00e7a, caso voc\u00ea sangre\u201d.<\/p>\n<p align=\"center\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"600\" height=\"340\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/LMkgU4fBA7Y\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"340\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/LMkgU4fBA7Y\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou em \u201cNew Test Laper\u201d, em que Stipe mostra que entende sobre relacionamentos a dois. \u201cQuando eu tentei contar minha vers\u00e3o da hist\u00f3ria \/ eles me cortaram, entrou o intervalo \/ fiquei em sil\u00eancio durante cinco comerciais \/ eu n\u00e3o tinha mais nada a dizer\u201d. Experimente olhar para o parceiro ou para a companheira ao lado e n\u00e3o se identificar com isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desgaste tamb\u00e9m na banda. Bill Berry, o baterista, sofre um aneurisma. Decide sair da tormenta de turn\u00eas e grava\u00e7\u00f5es. Recolhe-se em uma fazenda. O trio que sobra sente o baque. Volta depois com o subestimado \u201cUp\u201d. Mas como achar ruim um disco que tem \u201cAt Most My Beautiful\u201d, \u201cWalk Unfraid\u201d, \u201cWhy Not Smile\u201d. Como? Tente escrever algo assim: \u201cNo meu momento mais bonito \/ Eu conto seus c\u00edlios, secretamente \/ a cada um, sussurro &#8220;eu te amo&#8221; \/ E deixo voc\u00ea dormir \/ Eu sei que voc\u00ea est\u00e1 me vigiando de olhos fechados, ouvindo. Pensei ter visto um sorriso\u201d. Apenas tente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se os anos 80 foram de afirma\u00e7\u00e3o, os 90 de consolida\u00e7\u00e3o e maturidade, os anos 2000 encontraram o R.E.M. num desafio. Manter-se relevante. Manter-se alerta contra a indulg\u00eancia a si pr\u00f3prio. A banda conseguiu. Mesmo que haja cr\u00edticas a \u201cReveal\u201d e \u201cAround The Sun\u201d, h\u00e1 ali can\u00e7\u00f5es que mais da metade das bandas pop do mundo n\u00e3o conseguiram produzir em toda a carreira. \u201cEu costumava pensar, como os p\u00e1ssaros voam \/ Eles cantam pela vida, ent\u00e3o por que n\u00e3o podemos? N\u00f3s nos apegamos a isso e reivindicamos o melhor \/ Se isso \u00e9 o que voc\u00ea est\u00e1 oferecendo \/ Eu vou pegar a chuva, eu vou pegar a chuva\u201d, diz \u201cI\u2019ll Take The Rain\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O an\u00fancio do fim do R.E.M. \u00e9 um daqueles momentos que ser\u00e3o preservados para os f\u00e3s mais antigos da banda, aqueles que cresceram com eles, como um sinal de que o tempo, inexor\u00e1vel, vai pedindo passagem, corroendo antigos sonhos, transformando outros, modificando nossos pr\u00f3prios passos, trazendo ang\u00fastias e certezas. \u00c9 a nossa vida, afinal de contas, ou como a banda canta: \u201cLevante-me, levante-me, eu atinjo meu sonho \/ Eu me perdi, me perdi deles \/ Dor de cabe\u00e7a me chamando \/ Eu me perdi em tristeza \/ Eu me perdi em dor \/ Eu me perdi em gravidade \/ Mem\u00f3ria, deixa, deixa, deixa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/2666817867\/in\/set-72157606156786398\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-9897 aligncenter\" title=\"rem2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/rem2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/rem2.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/rem2-300x211.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Ismael Machado \u00e9 rep\u00f3rter especial do Di\u00e1rio do Par\u00e1 e est\u00e1 lan\u00e7ando o   livro \u201cSujando os Sapatos &#8211; O Caminho Di\u00e1rio da Reportagem\u201d. Saiba  mais  <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/\/blog\/2011\/08\/24\/tres-livros-bacanas-dois-em-promocao\/\">aqui<\/a><br \/>\n&#8211; Fotos por <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/maccosta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcelo Costa<\/a> do show do R.E.M. no T In The Park, na Esc\u00f3cia, em julho de 2008<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; \u201cLifes Rich Pageant \u2013 Deluxe\u201d: muitos rascunhos interessantes (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/08\/04\/cds-arcade-fire-charlatans-e-rem\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n-\u201cLive at The Olympia\u201d, R.E.M &#8211; N\u00e3o show, nem ensaio, mas uma aula (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/09\/22\/2011\/08\/04\/2010\/02\/11\/the-killers-morrissey-e-rem\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; R.E.M. ao vivo em S\u00e3o Paulo: sobre sono e sonhos, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/11\/12\/sobre-sono-sonhos-e-rem\/\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cSongs For a Green World\u201d e a transi\u00e7\u00e3o do R.E.M. do indie ao mainstream (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/09\/22\/cds-iggy-pop-bruce-springsteen-e-rem\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cReconstrucion of Fables\u201d, o \u00e1lbum mais fraco da primeira fase do R.E.M. (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/08\/21\/cds-rem-teadrop-explodes-e-qotsa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211;<strong><\/strong> V\u00eddeos: assista ao show do R.E.M. no Rock in Rio 2001 (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2011\/09\/21\/o-show-do-rem-no-rock-in-rio-2001\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cAccelerate\u201d, do R.E.M: Cinismo e barulho, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/03\/23\/accelerate-rem\/\" target=\"_top\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; R.E.M. apresenta as novas can\u00e7\u00f5es ao vivo no Blogotheque (<a href=\"http:\/\/www.blogotheque.net\/R-E-M\" target=\"_top\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Cinco shows \u2013 que eu vi \u2013 para baixar e ouvir: R.E.M. na B\u00e9lgica (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/09\/04\/cinco-shows-que-eu-vi-para-ouvir\/\" target=\"_top\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; R.E.M ao vivo no Rock In Rio 3, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musica\/rem_rir.html\" target=\"_top\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; R.E.M. \u2013 Discografia comentada, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/secoes\/remdiscografia.html\" target=\"_top\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; R.E.M. no Rock Werchter, na B\u00e9lgica, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/03\/werchter-day-1\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; R.E.M. no T I The Park, na Esc\u00f3cia, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/14\/t-in-the-park-sunday\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Ismael Machado\nO R.E.M. desligou as tomadas e saiu do palco. Encerrou uma das carreiras mais consistentes j\u00e1 vistas na m\u00fasica pop.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/09\/22\/rem-e-o-fim-de-uma-era\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":15,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9894"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9894"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9894\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52364,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9894\/revisions\/52364"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9894"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9894"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9894"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}