{"id":98144,"date":"2026-11-04T22:48:18","date_gmt":"2026-11-05T01:48:18","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=98144"},"modified":"2026-11-04T22:49:30","modified_gmt":"2026-11-05T01:49:30","slug":"critica-reimaginada-no-formato-serie-carrie-a-estranha-moderniza-um-classico-sem-perder-o-foco-seus-maiores-horrores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/11\/04\/critica-reimaginada-no-formato-serie-carrie-a-estranha-moderniza-um-classico-sem-perder-o-foco-seus-maiores-horrores\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica: Reimaginada no formato s\u00e9rie, \u201cCarrie: A Estranha\u201d moderniza um cl\u00e1ssico sem perder (o foco) seus maiores horrores"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mike Flanagan respeita o g\u00eanero do terror como poucos diretores de sua gera\u00e7\u00e3o. Neste caso, \u201crespeitar\u201d \u00e9 bastante diferente de simplesmente \u201centender\u201d \u2013 e \u201cCarrie\u201d (2026), mais nova adapta\u00e7\u00e3o do romance de estr\u00e9ia de Stephen King, lan\u00e7ado originalmente em 1974, talvez seja a melhor forma de compreender a diferen\u00e7a entre os dois conceitos. Flanagan \u00e9, obviamente, bastante familiar ao horror no audiovisual: seja na televis\u00e3o (como nas s\u00e9ries \u201cA Maldi\u00e7\u00e3o da Resid\u00eancia Hill\u201d (2018) e \u201cA Queda da Casa de Usher\u201d (2023), baseadas nas obras hom\u00f4nimas de Shirley Jackson e Edgar Allan Poe, respectivamente), seja no cinema (meio no qual debutou com \u201cAbsentia\u201d, de 2011), a folha corrida do cineasta esbanja credibilidade em rela\u00e7\u00e3o ao entretenimento de terror. O mesmo se estende, inclusive, \u00e0 suas adapta\u00e7\u00f5es das obras de Stephen King. Afinal, \u201cCarrie: A Estranha\u201d \u2013 reimaginada como uma s\u00e9rie em oito epis\u00f3dios lan\u00e7ada pela Prime Video \u2013 \u00e9 t\u00e3o somente a mais recente transposi\u00e7\u00e3o das hist\u00f3rias de King para as telas a ser feita por Flanagan, que j\u00e1 esteve \u00e0 frente do \u00f3timo \u201cJogo Perigoso\u201d (2017) e iniciou uma rela\u00e7\u00e3o com as obras do autor que se estendem at\u00e9 o brilhante \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/09\/08\/critica-a-vida-de-chuck-se-perde-na-superficialidade-da-auto-ajuda-banal\/\">A Vida de Chuck<\/a>\u201d (2024).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E \u201cCarrie\u201d talvez seja a produ\u00e7\u00e3o na qual o tal respeito que Flanagan tem pelo entretenimento de terror fica mais evidente. N\u00e3o por acaso, l\u00e1 se v\u00e3o cinco d\u00e9cadas desde a primeira adapta\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria, que chegou aos cinemas em 1976 pelas m\u00e3os de Brian DePalma. Ao procurar se ater ao enredo original o m\u00e1ximo poss\u00edvel, o longa acabou se convertendo em um cl\u00e1ssico de sua \u00e9poca, e fez de sua protagonista (interpretada de forma impec\u00e1vel por uma jovem Sissy Spacek) um \u00edcone do horror moderno. A nova releitura, que ret\u00e9m muitos dos principais elementos da narrativa original, se distancia do cl\u00e1ssico que a precedeu \u2013 bem como das duas outras refilmagens que sucederam neste \u00ednterim (uma subestimada adapta\u00e7\u00e3o feita para a TV, em 2002, e um p\u00edfio remake dirigido por Kimberly Pierce, em 2013). Tal distanciamento, no entanto, n\u00e3o deve ser confundido com vergonha do material que inspira a hist\u00f3ria. Pelo contr\u00e1rio: ao transpor o enredo de \u201cCarrie\u201d para os dias atuais, e priorizando a linguagem epis\u00f3dica do streaming, a nova s\u00e9rie tem o potencial de se conectar com novas audi\u00eancias de maneira que muitos poderiam ter julgado como improv\u00e1vel. O que poderia ser interpretado como uma simples tentativa de modernizar a tr\u00e1gica f\u00e1bula escrita por King acaba por ressaltar o apelo que a hist\u00f3ria tem, mais de 50 anos ap\u00f3s sua publica\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-98147\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/carrie3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/carrie3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/carrie3-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carrietta \u201cCarrie\u201d White (Summer H. Howell) \u00e9 uma jovem completamente diferente das outras em sua cidade natal de Chamberlain: filha do construtor civil Ralph (Tahmoh Penikett) e da religiosa dona de casa Margaret (Samantha Sloyan), a jovem foi criada longe do contato social com estranhos e doutrinada na f\u00e9 dominante da m\u00e3e, que percebeu, logo cedo, as estranhas e assustadoras habilidades da crian\u00e7a. Quando seu pai perde a vida em um acidente de trabalho, as circunst\u00e2ncias acabam for\u00e7ando as duas sobreviventes da fam\u00edlia a confrontarem o mundo l\u00e1 fora. Enquanto Margaret se v\u00ea condicionada (ainda que de forma compuls\u00f3ria) a arrumar um emprego, a fim de manter a cust\u00f3dia da filha, Carrie v\u00ea na possibilidade de passar a frequentar a escola local uma chance de desbravar um mundo completamente novo, repleto de segredos e descobertas. O aparecimento da desajustada jovem acaba impactando a todos \u2013 se, por um lado, o corpo docente da institui\u00e7\u00e3o enxerga a introdu\u00e7\u00e3o da menina ao ambiente escolar com curiosidade e, muitas vezes, com pena, o mesmo n\u00e3o pode ser dito dos alunos. Embora alguns vejam a garota com um misto de empatia e intriga, como Susan \u201cSue\u201d Snell (Siena Agudong) e seu namorado, Tommy Ross (Joel Oulette), outros v\u00eaem na nova aluna um alvo f\u00e1cil. \u00c9 o caso de Tina Blake (Josie Totah) e, sobretudo, de Christine \u201cChris\u201d Hargensen (Alison Thornton), a aluna mais popular, e mais cruel, do col\u00e9gio. Quando Carrie se depara com seu primeiro ciclo menstrual dentro de um vesti\u00e1rio lotado, sem qualquer conhecimento de um fen\u00f4meno completamente normal, seu choque acaba virando motivo de risos em meio \u00e0s alunas (lideradas por Hargensen) que testemunham o horror da jovem White.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o demora muito para que o bullying sofrido pela menina chame a aten\u00e7\u00e3o do diretor da escola, Henry Grayle (Matthew Lillard). O aparecimento de uma conta em redes sociais, identificada como \u201cCarrie Red\u201d e motivada a expor e a humilhar tanto a mais nova aluna, quanto diversos outros estudantes e professores da Ewen High School, cria um ambiente cheio de desconfian\u00e7a e paranoia, onde discentes como Rita Desjardin (Amber Midthunder) e Seth Peist (Rahul Kohli) se v\u00eaem diretamente impactados a n\u00edvel pessoal e profissional. A revela\u00e7\u00e3o de Chris como a principal respons\u00e1vel pelas difama\u00e7\u00f5es e o envolvimento da pr\u00f3pria Margaret no drama interescolar fazem com que a situa\u00e7\u00e3o se transforme em uma bomba-rel\u00f3gio \u2013 com Carrie, cada vez mais consciente de suas extraordin\u00e1rias habilidades, no centro do impacto. E quando esta explosiva conjun\u00e7\u00e3o finalmente detona, ningu\u00e9m em toda a cidade de Chamberlain permanece imune. E o surgimento de uma misteriosa garota chamada Emaline West (Thalia Dudek), que parece conhecer bem os poderes ocultos de Carrie, indica que h\u00e1 mais por tr\u00e1s dos fen\u00f4menos que a adolescente parece ser capaz de causar. E um potencial destrutivo muito maior do que sua m\u00e3e, seus professores, ou seus impiedosos algozes escolares podem imaginar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora seja uma hist\u00f3ria h\u00e1 muito conhecida e readaptada, existe o suficiente nesta nova interpreta\u00e7\u00e3o de \u201cCarrie\u201d para justificar sua exist\u00eancia. Al\u00e9m de tomar determinadas liberdades para com o universo no qual ocorre, a transposi\u00e7\u00e3o do enredo para uma realidade contempor\u00e2nea e p\u00f3s-pand\u00eamica \u00e9 primorosa em seu desenvolvimento. Longe de ser piegas em seus coment\u00e1rios sobre viol\u00eancia escolar, depress\u00e3o e ass\u00e9dio dos mais diversos tipos, a forma com a qual a produ\u00e7\u00e3o de Mike Flanagan discorre sobre estes t\u00f3picos \u00e9 bem-escrita ao ponto de fazer com que qualquer espectador possa esquecer estar vendo uma hist\u00f3ria fundamentalmente sobrenatural. A decis\u00e3o de n\u00e3o abordar o roteiro em formato de longa-metragem \u00e9 outro acerto: al\u00e9m de permitir maior aprofundamento das hist\u00f3rias que antecedem o enredo principal, a escolha tamb\u00e9m permite que as mudan\u00e7as trazidas aqui (algumas superficiais, outras bem mais dr\u00e1sticas) passem longe de serem apressadas ou inadequadas. Em oito epis\u00f3dios, \u201cCarrie\u201d passa muito mais r\u00e1pido do que qualquer um poderia imaginar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Carrie: A Estranha \u2013 Trailer Oficial | Prime Video\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OL1SKztQWjg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo uma hist\u00f3ria com um apelo t\u00e3o universal quanto esta n\u00e3o poderia ser bem adaptada sem um elenco \u00e0 altura da tarefa. E, neste aspecto, a produ\u00e7\u00e3o mais uma vez acerta: Summer H. Howell n\u00e3o se at\u00e9m \u00e0 lend\u00e1ria interpreta\u00e7\u00e3o de Sissy Spacek, fazendo com que sua Carrie seja multidimensional, instigante, e totalmente fact\u00edvel aos anos 2020. O mesmo pode ser dito da Chris Hargensen de Alison Thornton, que vai al\u00e9m de ser uma vil\u00e3 manique\u00edsta e caricata \u2013 como o pr\u00f3prio material original a retrata \u2013 para se tornar uma figura quase t\u00e3o tr\u00e1gica quanto a pr\u00f3pria protagonista. Ou melhor: as protagonistas; afinal, Samantha Sloyan justifica aqui o favoritismo de Flanagan, com quem mant\u00e9m uma parceria longeva. N\u00e3o s\u00f3 por escapar da forma mais melodram\u00e1tica que Piper Laurie adotou para o papel de Margaret White no filme de De Palma, mas tamb\u00e9m por reinventar uma personagem que cobra certa empatia, mesmo com um comportamento obsessivo e por vezes assustador. Apesar de agraciados com tempo de tela mais limitado, tanto Amber Midthunder quanto Matthew Lillard entregam performances memor\u00e1veis, assim como Siena Agudong e Josie Totah \u2013 esta \u00faltima, em especial, acaba sendo o acerto secreto da temporada, partindo de uma figura detest\u00e1vel nos primeiros epis\u00f3dios apenas para alcan\u00e7ar uma esp\u00e9cie de reden\u00e7\u00e3o no explosivo e sangrento trecho final da trama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, a\u00ed est\u00e1 a grande mudan\u00e7a de \u201cCarrie\u201d, a s\u00e9rie, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 hist\u00f3ria que a originou (e tamb\u00e9m \u00e0s adapta\u00e7\u00f5es que a sucederam): seu final, que surpreende ao ser mais amb\u00edguo e menos conclusivo do que se esperaria deste enredo. Ainda n\u00e3o est\u00e1 claro se, ou quando, uma nova temporada poderia acontecer; entretanto, ao final de seu \u00faltimo epis\u00f3dio, fica claro que h\u00e1 mais nuances a serem exploradas aqui. Muitos poderiam pensar se tratar de sacril\u00e9gio para com um dos mais relevantes contos da era contempor\u00e2nea, ou, ao menos, interpretar como desrespeito diante do intento original de seu autor. No entanto, \u00e9 importante voltar ao ponto central deste texto: Mike Flanagan mostra, acima de tudo, respeito para com as hist\u00f3rias que conta nas telas \u2013 sejam elas grandes, como as de cinema, ou pequenas, como as dos celulares onde muitos preferem assistir produ\u00e7\u00f5es como estas nos dias atuais. Seja no primor de seu roteiro, seja na escala\u00e7\u00e3o de um impressionante elenco como este, ou seja nos incr\u00edveis valores de produ\u00e7\u00e3o postos em pr\u00e1tica, \u201cCarrie\u201d \u00e9 uma das melhores s\u00e9ries a chegar aos streamings neste 2026 justamente por servir como uma esp\u00e9cie de avatar de sua protagonista: facilmente subestim\u00e1vel, embora guarde muito, muito mais do que o ceticismo \u00e9 capaz de conceber.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-98145 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/carrie1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/carrie1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/carrie1-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4cfQaQO-YD4\">\u00a0Davi Caro<\/a>\u00a0\u00e9 professor<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4cfQaQO-YD4\">,<\/a>\u00a0tradutor, <a class=\"google-anno\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/09\/15\/critica-fito-paez-o-mundo-cabe-em-uma-cancao-e-uma-egotrip-recheada-de-inseguranca-e-de-grandes-cancoes\/#\" data-google-vignette=\"false\" data-google-interstitial=\"false\">\u00a0<span class=\"google-anno-t\">m\u00fasico<\/span><\/a>, escritor e estudante de Jornalismo. Leia mais textos dele\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/davi-caro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mike Flanagan respeita o g\u00eanero do terror como poucos diretores de sua gera\u00e7\u00e3o. Neste caso, \u201crespeitar\u201d \u00e9 bastante diferente de simplesmente \u201centender\u201d&#8230;.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/11\/04\/critica-reimaginada-no-formato-serie-carrie-a-estranha-moderniza-um-classico-sem-perder-o-foco-seus-maiores-horrores\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":134,"featured_media":98146,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,4],"tags":[8437],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98144"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/134"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=98144"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98144\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":98149,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98144\/revisions\/98149"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/98146"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=98144"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=98144"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=98144"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}