{"id":98118,"date":"2026-11-04T10:09:51","date_gmt":"2026-11-04T13:09:51","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=98118"},"modified":"2026-11-04T11:36:47","modified_gmt":"2026-11-04T14:36:47","slug":"despojado-ronnie-wood-da-aula-de-musica-pop-do-seculo-xx-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/11\/04\/despojado-ronnie-wood-da-aula-de-musica-pop-do-seculo-xx-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Despojado, Ronnie Wood d\u00e1 aula de m\u00fasica pop do s\u00e9culo XX em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de <a href=\"https:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Capelas<\/a><\/strong><br \/>\nfotos\u00a0<strong>de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/30ebr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">30ebr<\/a> \/ <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/pridiabr\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pridiabr<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 houve um tempo em que os dinossauros andavam sobre a Terra. Majestosos, eles dominavam o ambiente e movimentavam multid\u00f5es. Muitos j\u00e1 se foram, alguns precocemente. Outros se recolheram a seus habitats. De vez em quando, por\u00e9m, uma dessas criaturas quase m\u00e1gicas d\u00e1 o ar de sua gra\u00e7a pelo mundo \u2013 e o resultado \u00e9 um espet\u00e1culo avassalador. Foi o caso da noite do \u00faltimo dia 1\u00ba de novembro, quando Ronnie Wood subiu ao palco do Espa\u00e7o Unimed, em S\u00e3o Paulo. Em pouco mais de duas horas, o veterano ingl\u00eas demonstrou uma verdadeira aula do melhor que a m\u00fasica popular angl\u00f3fona pode oferecer ao longo do \u00faltimo s\u00e9culo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o que muita gente tenha estado l\u00e1 para testemunhar: com pre\u00e7os inflacionados, houve baixa venda de ingressos \u2013 a ponto de pista e pista premium terem se tornado uma s\u00f3 mesmo semanas antes do show, abrindo espa\u00e7o para um setor de mesas e cadeiras. Ao chegar no Espa\u00e7o Unimed, por\u00e9m, o p\u00fablico se deparou com outra surpresa: boa parte do piso do recinto foi inutilizado, com o segmento de mesas come\u00e7ando j\u00e1 na metade do local. Antes da apresenta\u00e7\u00e3o come\u00e7ar, foi dif\u00edcil circular pela pista e encontrar um lugar ideal. Mas quando Ronnie subiu ao palco, aconteceu um efeito colateral positivo: o que poderia ser um show vazio acabou ficando aconchegante, combinando com o car\u00e1ter despojado da noite.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-98125\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-0505.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-0505.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-0505-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 79 anos de idade, Ronnie Wood segue em turn\u00ea por pura divers\u00e3o \u2013 afinal, dif\u00edcil dizer que ele precisa ainda provar alguma coisa para algu\u00e9m. Antes mesmo de ser convidado a fazer parte dos Rolling Stones em 1976, substituindo Mick Taylor, o ingl\u00eas j\u00e1 tinha escrito seu nome na hist\u00f3ria do rock por in\u00fameras raz\u00f5es. Ainda nos anos 1960, ele foi o baixista da banda de Jeff Beck em discos seminais como \u201cTruth\u201d e \u201cBeck-Ola\u201d. J\u00e1 na virada para os anos 1970, foi um dos pilares do Faces, banda que influenciou meio mundo \u2013 do Simply Red ao Sex Pistols, para citar dois extremos \u2013 e mesclou como poucos o rock, o folk, o soul e o R&amp;B.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De quebra, Ronnie tamb\u00e9m foi o guitarrista nos cinco primeiros discos solo do amigo Rod Stewart, dividindo com ele parcerias como \u201cGasoline Alley\u201d, \u201cEvery Picture Tells a Story\u201d e \u201cTrue Blue\u201d. E antes mesmo de fazer parte dos Stones, Wood j\u00e1 tinha colaborado uma por\u00e7\u00e3o de vezes com Jagger &amp; Richards \u2013 seja no seu disco solo de 1974, \u201cI\u2019ve Got My Own Album To Do\u201d, seja numa parceria n\u00e3o-creditada no hit \u201cIt\u2019s Only Rock\u2019n\u2019Roll (But I Like It)\u201d, de 1974. E foi justamente com o hino dos Stones que Wood abriu sua apresenta\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo, oferecendo um cart\u00e3o de visitas para o que se veria a seguir.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-98126 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-0133.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-0133.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-0133-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mensagem n\u00e3o deve ser tomada ao p\u00e9 da letra: mais do que \u201cs\u00f3\u201d rock, a aula que Wood oferece ao longo do show passeia pelos diversos ritmos que compuseram a m\u00fasica pop do p\u00f3s-guerra \u2013 o que fica claro no blues el\u00e9trico de \u201cAm I Grooving You\u201d, tema de Freddie Scott registrado no primeiro \u00e1lbum solo do guitarrista, ou ainda no groove rocksteady de \u201cTake It Easy\u201d, do jamaicano Hopeton Lewis. N\u00e3o se trata todavia de uma li\u00e7\u00e3o sisuda. Pelo contr\u00e1rio: com uma banda formada basicamente por amigos de d\u00e9cadas, o ingl\u00eas fica t\u00e3o \u00e0 vontade no palco que o que se v\u00ea n\u00e3o parece um show, mas sim uma jam ou uma canja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Wood veio ao Brasil muito bem acompanhado: a Ammo Band, que o segue nessa turn\u00ea, \u00e9 formada por gente que j\u00e1 tocou em tudo que \u00e9 canto. O baterista Andy Newmark, por exemplo, fez parte da Sly &amp; the Family Stone e tocou com David Bowie, John Lennon e Roxy Music. J\u00e1 o baixista Willie Weeks tocou com Stevie Wonder, Etta James e Eric Clapton \u2013 al\u00e9m de ter recebido elogios de George Harrison, que certa vez disse preferir t\u00ea-lo como companheiro no baixo em vez de Paul McCartney.<\/p>\n<figure id=\"attachment_98122\" aria-describedby=\"caption-attachment-98122\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-98122\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-9823.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-9823.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-9823-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-98122\" class=\"wp-caption-text\"><em>Chanelle Haynes<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tecladista brit\u00e2nico Andy Wallace, por sua vez, j\u00e1 foi escudeiro de gente como Roger Waters e Robbie Williams \u2013 n\u00e3o confundir com o produtor americano respons\u00e1vel por mixar discos como \u201cReign In Blood\u201d e \u201cNevermind\u201d. J\u00e1 a backing vocal Chanelle Haynes, al\u00e9m de ter feito Tina Turner no teatro, excursiona desde 2023 com os Stones. \u00c9 da garganta dela que sai, inclusive, o pr\u00f3ximo grande momento do show: a irrepreens\u00edvel execu\u00e7\u00e3o vocal de \u201cFlying\u201d, dos Faces, utilizando um agudo potente para substituir a voz rascante de Rod Stewart no original.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A performance de Chanelle no tema dos Faces e tamb\u00e9m em \u201cHey Negrita\u201d, dos Stones, acaba por eclipsar um pouco a entrada no palco de Imelda May \u2013 cantora irlandesa cujo nome foi anunciado como participa\u00e7\u00e3o especial do show. A princ\u00edpio t\u00edmida, por\u00e9m, a cantora acaba se soltando ao longo de \u201cRemember (Walking in the Sand)\u201d, das Shangri-las \u2013 mais conhecida por ter viralizado h\u00e1 algum tempo no TikTok como a can\u00e7\u00e3o do \u201coh no! oh no!\u201d, servindo de trilha para memes em que algo parece dar errado.<\/p>\n<figure id=\"attachment_98123\" aria-describedby=\"caption-attachment-98123\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-98123\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-0885.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-0885.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-0885-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-98123\" class=\"wp-caption-text\"><em>Imelda May<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 o in\u00edcio do delicioso momento jukebox do concerto, quando Wood revisita sua juventude e d\u00e1 vaz\u00e3o a temas do R&amp;B, do soul, do doo-wop e, claro, do blues \u2013 na bela sequ\u00eancia da ensolarada \u201cYou\u2019re So Fine\u201d (The Falcons) e dos blues \u201cBaby What You Want Me To Do\u201d (Jimmy Reed) e \u201cShow Me\u201d (Johnny Winter). O mesmo esp\u00edrito vai aparecer logo adiante, quando Wood convida Chanelle para reler um dos hits de Ike &amp; Tina Turner, \u201cRiver Deep, Mountain High\u201d, ou ainda na releitura charmosa de \u201cChain of Fools\u201d, um dos hits m\u00e1ximos de Aretha Franklin. \u00c9 um dos grandes momentos de uma noite cheia de grandes momentos \u2013 e olha que, mesmo com duas cantoras no palco, quem comanda os vocais \u00e9 o timbre esgani\u00e7ado e marcante de Wood.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sess\u00e3o jukebox, por\u00e9m, \u00e9 entremeada com outros grandes n\u00fameros mais ao folk e ao gospel \u2013 caso de \u201cMystifies Me\u201d, tema do disco solo de 1974 de Wood, que come\u00e7a despretensiosa e aos poucos explode num crescendo, como muitas das boas baladas dos Stones dos anos 1970. Por falar em Stones, eles voltam a aparecer no repert\u00f3rio com \u201cCountry Honk\u201d, a vers\u00e3o caipira de \u201cHonky Tonk Women\u201d, para del\u00edrio dos presentes. Foi como se ter ido fosse necess\u00e1rio para voltar \u2013 afinal, a can\u00e7\u00e3o nasceu a 300 km de dist\u00e2ncia do Espa\u00e7o Unimed, quando Jagger &amp; Richards <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/09\/23\/assista-cinco-documentarios-na-integra\/\">passaram uns dias numa fazenda em Mat\u00e3o<\/a> (SP), em janeiro de 1969, a convite do banqueiro Walther Moreira Salles, pai de Jo\u00e3o e de Walter.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-98127 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-1015.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-1015.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-1015-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A plateia aplaude, delira e ensaia um coro de \u201col\u00ea ol\u00ea ol\u00ea, Ronnie, Ronnie\u201d, ao qual o guitarrista responde com sorrisos e um breve rebolado. Mas, em vez de deitar sobre as gl\u00f3rias dos colegas, Wood emenda outras duas envenenadas releituras. Uma \u00e9 \u201cBoogie Disease\u201d, de Doctor Ross. A outra \u00e9 \u201cSpoonful\u201d, tema do bluesman Willie Dixon, imortalizado por Howlin\u2019 Wolf e tamb\u00e9m pelos compatriotas do Cream, aqui comandada por Chanelle.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o palco parece pronto para explodir, vem a voz da experi\u00eancia: Wood toma o microfone para si e recorda \u201cOoh La La\u201d, talvez o hit tempor\u00e3o dos Faces, levando as m\u00e3os do p\u00fablico para o alto. \u00c9 um daqueles momentos que n\u00e3o s\u00f3 fazem valer um ingresso, mas tamb\u00e9m fazem a vida fazer sentido, num sopro de felicidade que combina bem com o clima da \u00faltima semana no Brasil \u2013 e olha que nem mencionamos que houve quem tenha transformado a can\u00e7\u00e3o em \u201cLula l\u00e1\u201d (opa!).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ronnie Wood - Country Honk (The Rolling Stones) @ Espa\u00e7o Unimed, S\u00e3o Paulo - 01\/11\/2026\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IZYgEO-42Xs?list=PLHXwc-M8hLAc\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era suficiente para mandar todo mundo para casa, mas Ronnie queria se divertir um pouco mais. Sorte do p\u00fablico, que pode conferir uma vers\u00e3o acachapante de \u201cCan\u2019t You Hear Me Knocking\u201d, dos Stones, com direito a dois solos incr\u00edveis do ingl\u00eas \u2013 um na gaita, outro na guitarra. Ainda havia espa\u00e7o para mais surpresas no set principal. Em vez de \u201cOutlaws\u201d, que encerrou o repert\u00f3rio na recente turn\u00ea europeia, Wood puxou da bagagem dois petardos de sua carreira solo: \u201cBreathe on Me\u201d e a deliciosa \u201cI Can Feel the Fire\u201d, cujo clima tropical foi perfeito para que Imelda May sacasse uma bandeira brasileira da plateia e a colocasse sobre as costas do bandleader.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ainda teve bis! Primeiro, Ronnie voltou ao palco sozinho para tocar \u201cDust My Broom\u201d, um cl\u00e1ssico do blues de Elmore James. Depois, j\u00e1 com a banda, emendou um medley que serviu como autorever\u00eancia, unindo \u201cBlack Limousine\u201d, dos Stones, a \u201cPlynth\u201d, do Jeff Beck Group, e \u201cGasoline Alley\u201d, de Rod Stewart.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em esp\u00edrito de volta ol\u00edmpica, s\u00f3 faltava lembrar do Faces mais uma vez \u2013 o que aconteceu em outra gloriosa exibi\u00e7\u00e3o de \u201cStay With Me\u201d, botando todo mundo pra dan\u00e7ar. O p\u00fablico bem que tentou fazer jus ao nome da can\u00e7\u00e3o, pedindo mais um bis, mas j\u00e1 era tarde. N\u00e3o importa: depois do sinal bater, o que fica na mem\u00f3ria s\u00e3o os ensinamentos do mestre Ronnie \u2013 e a enorme quantidade de li\u00e7\u00e3o de casa que o professor oferece, numa discografia frut\u00edfera pronta para ser descoberta ou revisitada. Uh l\u00e1 l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-98120\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-0007.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"914\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-0007.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/PRIDIA-0007-246x300.jpg 246w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013 Bruno Capelas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@noacapelas)<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista. Apresenta o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/programadeindie\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Programa de Indie<\/a>\u00a0e escreve a newsletter\u00a0<a href=\"https:\/\/meusdiscosmeusdrinks.substack.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Meus Discos, Meus Drinks e Nada Mais<\/a>. Colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em pouco mais de duas horas, o veterano ingl\u00eas demonstrou uma verdadeira aula do melhor que a m\u00fasica popular angl\u00f3fona pode oferecer ao longo do \u00faltimo s\u00e9culo.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/11\/04\/despojado-ronnie-wood-da-aula-de-musica-pop-do-seculo-xx-em-sao-paulo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":14,"featured_media":98124,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,3],"tags":[1260,8433,1395],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98118"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=98118"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98118\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":98141,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98118\/revisions\/98141"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/98124"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=98118"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=98118"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=98118"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}