{"id":98022,"date":"2026-10-28T22:49:35","date_gmt":"2026-10-29T01:49:35","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=98022"},"modified":"2026-10-28T22:49:35","modified_gmt":"2026-10-29T01:49:35","slug":"entrevista-emmanulle-boudier-fala-sobre-a-17a-edicao-do-festival-de-cinema-frances-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/10\/28\/entrevista-emmanulle-boudier-fala-sobre-a-17a-edicao-do-festival-de-cinema-frances-do-brasil\/","title":{"rendered":"Entrevista: Emmanulle Boudier fala sobre a 17\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival de Cinema Franc\u00eas do Brasil"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PeliculaVirtual\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre 29 de outubro e 11 de novembro acontece mais uma edi\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/festivalcinefrances.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Festival de Cinema Franc\u00eas do Brasil<\/a> que, em 2026, comemora seu 17\u00ba ano de exist\u00eancia promovendo e apresentando, para o p\u00fablico nacional, filmes da safra recente do cinema oriundo da Fran\u00e7a, bem como trazendo sess\u00f5es especiais de cl\u00e1ssicos da terra dos criadores do cinemat\u00f3grafo. O evento acontece em cerca de 50 cidades brasileiras entre capitais e munic\u00edpios de maior ou menor porte, ocupando, aproximadamente, 100 salas de cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos destaques da edi\u00e7\u00e3o deste ano \u00e9 a cinebiografia de quase cinco horas e meia de dura\u00e7\u00e3o do general Charles De Gaulle, o militar que liderou a resist\u00eancia contra os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial durante o per\u00edodo em que a Fran\u00e7a foi ocupada, com a anu\u00eancia de parte do governo, pelas for\u00e7as alem\u00e3s. Sucesso na Fran\u00e7a, com mais de cinco milh\u00f5es de espectadores, o \u00e9pico do diretor Antonin Baudry foi dividido em duas partes: \u201cDe Gaulle: A Fran\u00e7a Livre Parte 1\u201d (\u201cDe Gaulle: R\u00e9sistance\u201d), com 160 minutos, e \u201cDe Gaulle: A Fran\u00e7a Livre Parte 2\u201d (De Gaulle: Libert\u00e9\u201d) com 157 minutos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na com\u00e9dia, um dos destaques \u00e9 \u201cBem-vindos a La Com\u00e9die Fran\u00e7aise\u201d, filme que aborda as dificuldades de uma diretora teatral (Pauline Cl\u00e9ment) que est\u00e1 a poucas horas da estreia do seu espet\u00e1culo quando tudo come\u00e7a a dar errado e ela mesma precisar\u00e1 assumir um papel de atriz. Trata-se, tamb\u00e9m, de um mergulho no ambiente da mais antiga companhia teatral do mundo, La Com\u00e9die Fran\u00e7aise, fundada por Moli\u00e8re em 1680. \u00c9 v\u00e1lido destacar que as sess\u00f5es de \u201cBem-vindos a La Com\u00e9die Fran\u00e7aise\u201d contar\u00e3o com a exibi\u00e7\u00e3o do curta de 30 minutos \u201cDuas Pessoas Trocando Saliva\u201d, filme vencedor do Oscar de Melhor Curta Metragem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra com\u00e9dia, essa com um vi\u00e9s rom\u00e2ntico, \u201cO Que \u00e9 o Amor?\u201d traz o ex-casal Fred Raimbaud (Vincent Macaigne) e Marguerite H\u00e9lias (Laure Calamy) precisando revisitar, perante uma autoridade eclesi\u00e1stica, os erros de seu falido casamento para que ele possa se casar novamente na igreja. No \u00e2mbito da anima\u00e7\u00e3o, o cl\u00e1ssico franc\u00eas de 1980, \u201cO Rei e o P\u00e1ssaro\u201d, filme que representa um marco desse tipo de cinema, tendo influenciado, inclusive, Hayao Miyazaki e o Studio Ghibli. Outro cl\u00e1ssico a ser exibido na mostra francesa \u00e9 \u201cA Grande Escapada\u201d, com\u00e9dia de 1966 com a dire\u00e7\u00e3o de G\u00e9rard Oury.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No papo abaixo, Emmanuelle Boudier, curadora e co-diretora geral do evento, aprofunda mais o processo de curadoria do festival e fala sobre as dificuldades em rela\u00e7\u00e3o a patroc\u00ednio. Confira!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"O #FestCineFranc\u00easBR est\u00e1 de volta em 2026! | De 29 de outubro a 11 de novembro em todos o pa\u00eds!\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HU4vjNLsFIE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>D\u00e9cima s\u00e9tima edi\u00e7\u00e3o do Festival de Cinema Franc\u00eas. A cada ano, o leque de filmes \u00e9 bem amplo. H\u00e1 dificuldades na curadoria?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o tivemos problemas em selecionar os filmes porque, como sempre, a cinematografia francesa apresenta uma diversidade muito grande. Ent\u00e3o, teve muita produ\u00e7\u00e3o boa. H\u00e1 muitos filmes produzidos e que estiveram presentes nos maiores festivais do mundo, como o de Veneza, Locarno, Cannes. Sempre temos muitas op\u00e7\u00f5es de escolha. O problema \u00e9 mais escolher do que faltar filmes. O mais complicado \u00e9 que, agora, estamos em uma fase na qual o mercado est\u00e1 fraco, infelizmente. Tem poucos distribuidores brasileiros comprando filmes franceses. Sempre trabalhamos com filmes que possuem distribuidor no Brasil, porque, a fun\u00e7\u00e3o e o papel do festival, tamb\u00e9m, \u00e9 de ajudar os distribuidores brasileiros. Isso \u00e9 uma rampa para futuros lan\u00e7amentos na salas. Ent\u00e3o, quando tem poucos distribuidores brasileiros comprando, para n\u00f3s, \u00e9 dif\u00edcil porque somos n\u00f3s que temos que comprar todos os filmes. Como o festival acontece em mais de 50 cidades, cada filme tem entre 200 e 300 proje\u00e7\u00f5es. \u00c9 como se fosse um lan\u00e7amento comercial. Assim, pagamos os direitos dos filmes como se fosse para lan\u00e7\u00e1-los nas salas. N\u00e3o \u00e9 como um festival que acontece numa cidade s\u00f3, que vai fazer apenas uma, duas ou tr\u00eas proje\u00e7\u00f5es, paga um &#8220;fee&#8221; (taxa de exibi\u00e7\u00e3o) e pronto. N\u00f3s temos que comprar os filmes para poder organizar o festival. Ent\u00e3o, isso \u00e9 uma coisa que, \u00e0s vezes, \u00e9 complicado. Porque temos que aguardar os distribuidores fecharem os acordos de aquisi\u00e7\u00e3o dos direitos com os vendedores l\u00e1 na Fran\u00e7a. Ent\u00e3o, tem muito suspense, \u00e0s vezes, porque pode demorar. Isso pode ser uma fonte de preocupa\u00e7\u00e3o. Mas sempre d\u00e1 certo. E este ano tem v\u00e1rios distribuidores cujos filmes s\u00e3o representados no festival. Tem a Vitrine Filmes, a Synapse, a F\u00eanix Filmes, a Autoral Filmes e a California Filmes. Conseguimos uma boa representa\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O festival sempre marca presen\u00e7a em cinemas de rua, como no caso de Salvador, com o Cine Glauber Rocha e o Circuito SaladeArte. Isso \u00e9 bem importante para valorizar esses espa\u00e7os.<\/strong><br \/>\nAh, sim. A gente faz quest\u00e3o de estar presente nessas salas porque n\u00f3s defendemos muito os cinemas de rua. Al\u00e9m disso, gostamos de trabalhar com todo mundo. Ent\u00e3o, tem cinema de rua, cinemas com um perfil de salas de arte e, tamb\u00e9m, tem cinemas de shopping. Trabalhamos, tamb\u00e9m, com o Cin\u00e9polis, com Kinoplex. Porque tamb\u00e9m \u00e9 importante que os cinemas de shopping possam dedicar um espa\u00e7o para outra cinematografia al\u00e9m dos blockbusters americanos. \u00c9 uma negocia\u00e7\u00e3o sempre bem dif\u00edcil, mas, at\u00e9 agora, conseguimos, tamb\u00e9m, uma presen\u00e7a no shopping. Buscamos mapear o m\u00e1ximo poss\u00edvel todo o leque de cinemas para poder atingir o m\u00e1ximo poss\u00edvel de um p\u00fablico diversificado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um dos destaques do festival esse ano \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o de quase cinco horas e meia (divididas em duas partes) e conta a trajet\u00f3ria de Charles De Gaulle, um dos her\u00f3is da Fran\u00e7a na Segunda Guerra Mundial. E a cada ano, torna-se uma marca do festival trazer filmes que foram fen\u00f4menos de bilheteria no pa\u00eds.<\/strong><br \/>\nSim. Esse filme foi o mais marcante na Fran\u00e7a esse ano. Alias, n\u00e3o somente desse ano na Fran\u00e7a, mas, eu diria, dos \u00faltimos dez anos. \u00c9 um d\u00edptico (N.E. obra em duas partes) espetacular. Uma super produ\u00e7\u00e3o que totalizou mais de cinco milh\u00f5es de espectadores na Fran\u00e7a. Teve um or\u00e7amento como poucas vezes houve no cinema franc\u00eas. Foram mais de 70 milh\u00f5es de euros. Teve uma frase de um cr\u00edtico que eu li em um jornal, mas n\u00e3o me lembro agora o nome dele, que disse: &#8220;\u00c9 um filme como os americanos costumavam fazer, mas que n\u00e3o fazem mais, e que s\u00e3o os franceses, agora, que est\u00e3o fazendo&#8221;. Realmente, esse tipo de or\u00e7amento \u00e9 muito dif\u00edcil de se atingir na Fran\u00e7a, mas \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o muito grande e de muita qualidade, tamb\u00e9m. N\u00f3s gostamos desse filme n\u00e3o somente por essas raz\u00f5es, de or\u00e7amento grande, elenco incr\u00edvel e muitos espectadores, mas, tamb\u00e9m, porque \u00e9 um filme que tem um ponto de vista. Um filme que escolheu um per\u00edodo da hist\u00f3ria da Fran\u00e7a que foi a organiza\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia. Ent\u00e3o, al\u00e9m de mostrar qual foi a luta desse homem que estava sozinho para organizar a resist\u00eancia, totalmente sozinho, e como isso se desenvolveu, al\u00e9m disso, o filme tem uma mensagem. E foi o que o diretor falou na Fran\u00e7a: &#8220;Esse filme \u00e9 a minha mensagem para as novas gera\u00e7\u00f5es. Nunca desistir da luta, mesmo quando tudo parece acabado, parece desesperador. Individualmente, cada um de n\u00f3s pode resistir.&#8221; Acho essa mensagem muito bonita, muito contempor\u00e2nea. \u00c9 um filme necess\u00e1rio no per\u00edodo que a gente est\u00e1 vivenciando no Brasil, na Fran\u00e7a e no mundo inteiro.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-98026 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/franca3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1063\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/franca3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/franca3-212x300.jpg 212w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acho que a escolha do filme vai trazer para o espectador muita dessa reflex\u00e3o nesse sentido tamb\u00e9m.<\/strong><br \/>\nEspero que sim. Espero que sim. \u00c9 a nossa mensagem. Houve um debate quando escolhemos essa imagem do general De Gaulle como identidade visual do festival. Porque ele \u00e9 um militar, n\u00e9? Perguntaram para n\u00f3s: &#8220;Nossa, voc\u00eas v\u00e3o colocar um militar como identidade visual do festival agora com a situa\u00e7\u00e3o que o Brasil est\u00e1 passando?&#8221; E, sim, ele \u00e9 um militar, mas n\u00e3o \u00e9 qualquer militar. Ele \u00e9 o militar que livrou a Fran\u00e7a do per\u00edodo fascista. Mas teve toda essa discuss\u00e3o. Sempre tivemos uns cartazes bem amorosos com casais se beijando, se abra\u00e7ando, coisas de amor. E esse ano, realmente, escolhemos chamar aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico sobre um problema pol\u00edtico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ano passado,<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/26\/entrevista-emmanuelle-e-christian-boudier-falam-sobre-a-edicao-2025-do-festival-de-cinema-frances\/\"> a marca Varilux deixou de ser a patrocinadora master do evento<\/a>. Como tem sido o processo de busca de novos patroc\u00ednios para manter o festival vivo?<\/strong><br \/>\nEsta edi\u00e7\u00e3o, para ser bem transparente, quase foi cancelada. H\u00e1 tr\u00eas meses, estava cancelada. Porque temos muita dificuldade para juntar patrocinadores, j\u00e1 que a Varilux, que era a marca que, durante 15 anos, nos apoiou, deixou de ser o patrocinador master principal. Eles tinham o nome, o t\u00edtulo do festival com a marca. Mas a Varilux foi comprada por uma empresa italiana chamada Luxottica. Essa nova diretoria n\u00e3o manteve a marca Varilux como prioridade dentro da Luxottica. N\u00e3o \u00e9 mais o carro chefe. Varilux \u00e9 a marca de uma lente. E, agora, eles valorizam mais a comunica\u00e7\u00e3o e o apoio de outras marcas como a Persol, a Ray-Ban, por exemplo. E, assim, a Varilux come\u00e7ou a diminuir o apoio a tal ponto que, no ano passado, eles perderam o t\u00edtulo como nome do festival. Tivemos que renomear como Festival de Cinema Franc\u00eas do Brasil. Passamos a utilizar o nome gen\u00e9rico porque eles deixaram de ser o patrocinador que, sozinho, permitia a realiza\u00e7\u00e3o do festival. E \u00e9 muito dif\u00edcil compensar essa perda. Conseguimos outros patrocinadores, como o banco BNP Paribas, que ajudou muito a viabilizar o festival, mas isso dificilmente compensa. Ent\u00e3o, estamos em uma configura\u00e7\u00e3o, este ano, muito &#8220;no osso&#8221;, sabe? Mantivemos 21 filmes em todo Brasil, em mais de 50 cidades e mais de 100 cinemas. Este ano, com uma programa\u00e7\u00e3o muito boa. Muitos filmes em muitas sess\u00f5es nas salas. Mas em edi\u00e7\u00f5es anteriores, consegu\u00edamos fazer coisas ao redor, como sess\u00f5es ao ar livre, mandar os talentos para outras cidades al\u00e9m de Rio e S\u00e3o Paulo, como Salvador e Recife. Esse ano, a gente n\u00e3o conseguiu fazer. Mas conseguimos viabilizar o festival e estamos, agora, muito felizes por ter salvado essa edi\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 dif\u00edcil, \u00e9 dif\u00edcil. Mesmo com apoios, claro, como, por exemplo, a gente se beneficia dos mecanismos da Lei Rouanet de Incentivo \u00e0 Cultura, mas, mesmo assim, se tornou muito, muito dif\u00edcil. A verdade \u00e9 que \u00e9 uma luta. \u00c9 uma luta grande. Mas \u00e9 amor \u00e0 causa, tamb\u00e9m. Para n\u00f3s, \u00e9 muito importante defender a diversidade cultural neste pa\u00eds. N\u00f3s vivemos no Brasil h\u00e1 mais de 22 anos, agora. Um dos nossos filhos nasceu aqui, os outros quase se sentem brasileiros. Para n\u00f3s, estamos aqui defendendo a diversidade. Na medida do poss\u00edvel, criar op\u00e7\u00f5es para as pessoas verem outras coisas al\u00e9m do mainstream das produ\u00e7\u00f5es americanas. Tentar formar plateias, tamb\u00e9m. Temos muitas a\u00e7\u00f5es educativas. Faremos uma a\u00e7\u00e3o educativa com o filme cult de anima\u00e7\u00e3o \u201cO Rei e o P\u00e1ssaro\u201d (Le Roi et L\u2019Oiseau, 1980), de Paul Grimault, que \u00e9 um filme que foi um marcador de \u00e9poca. H\u00e1 o antes e o depois dele. Esse filme inspirou at\u00e9 o Miyazaki e os Studios Ghibli, sabe? Influenciou muito a anima\u00e7\u00e3o mundial. Vamos exibir esse filme que, tamb\u00e9m, tem um pano de fundo pol\u00edtico. \u00c9 um filme suave, porque \u00e9 infantil, mas tem um pano de fundo pol\u00edtico porque se trata de um rei que quer se casar \u00e0 for\u00e7a com uma mo\u00e7a e abusa do seu poder promulgando leis totalmente absurdas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E um dos filmes vencedores do Oscar esse ano, o curta \u201cDuas Pessoas Trocando Saliva\u201d, tamb\u00e9m faz parte da programa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9?<\/strong><br \/>\nSim. Ele vai ser exibido antes da sess\u00e3o de um filme que eu adoro na sele\u00e7\u00e3o que \u00e9 \u201cBem-vindos \u00e0 La Com\u00e9die Fran\u00e7aise\u201d. \u00c9 o tipo de com\u00e9dia que eu acho que os brasileiros gostam, tamb\u00e9m. E os atores s\u00e3o incr\u00edveis. S\u00e3o todos atores da \u201cLa Com\u00e9die Fran\u00e7aise\u201d. Acho muito bonito esse filme por ser uma cr\u00edtica um pouco desse mundo do teatro franc\u00eas, mas, ao mesmo tempo, ele faz isso de uma maneira muito benevolente, suave. Uma forma muito gentil e delicada. O curta \u201cDuas Pessoas Trocando Saliva\u201d ser\u00e1 exibido antes, e \u00e9 um filme que eu adoro, tamb\u00e9m. O assisti antes dele ter sido premiado com o Oscar. Foi a produtora que me mandou e adorei. Achei um filme t\u00e3o forte. \u00c9 um filme que se passa em um mundo dist\u00f3pico. \u00c9 uma obra muito original e cr\u00edtica, muito fant\u00e1stica. \u00c9 uma coisa que n\u00e3o pode se classificar. N\u00e3o \u00e9 um filme de terror, n\u00e3o \u00e9 um filme totalmente fant\u00e1stico, n\u00e3o \u00e9 um filme 100% s\u00f3 pol\u00edtico. Ele est\u00e1 abrangendo muitos g\u00eaneros. \u00c9 muito interessante a forma e a linguagem desse filme. Depois que assisti, fiquei na torcida para que ganhasse um C\u00e9sar. Ele foi indicado, n\u00e3o ganhou o C\u00e9sar, mas ganhou um Oscar. Ent\u00e3o, fizemos quest\u00e3o de coloc\u00e1-lo. \u00c9 a primeira vez que selecionamos um curta para o festival.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"&quot;Duas Pessoas Trocando Saliva&quot;, de Natalie Musteata e Alexandre Singh | #FestCineFranc\u00easBR 2026\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HWRfukVKCR8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"&quot;Bem-Vindos a La Comedie Fran\u00e7aise&quot;, de Martin Darondeau e Bertrand Usclat |#FestCineFranc\u00easBR 2026\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YzpatqMfn0I?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"&quot;De Gaulle: A Fran\u00e7a Livre&quot;, de Antonin Baudry | LEG PT-BR | #FestCineFranc\u00easBR 2026\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-tglxZUaxGA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100009655066720\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto\u00a0<\/a>\u00e9 jornalista, cr\u00edtico de cinema e curador do\u00a0<a href=\"http:\/\/coisadecinema.com.br\/xiii-panorama\/apresentacao\/panorama-2017\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema<\/a>. Membro da Abraccine, colabora para o Jornal A Tarde, de Salvador, e \u00e9 autor de \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/11\/11\/entrevista-mitico-guitarrista-baiano-alvaro-assmar-ganha-biografia-joao-paulo-barreto-fala-sobre-uma-vida-blues\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma Vida Blues<\/a>\u201d, biografia de \u00c1lvaro Assmar.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Estamos aqui defendendo a diversidade. 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