{"id":97925,"date":"2026-10-19T09:37:17","date_gmt":"2026-10-19T12:37:17","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=97925"},"modified":"2026-10-19T09:37:17","modified_gmt":"2026-10-19T12:37:17","slug":"critica-oasis-dont-look-back-in-anger-registra-a-apoteose-da-mais-esperada-e-improvavel-reuniao-do-seculo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/10\/19\/critica-oasis-dont-look-back-in-anger-registra-a-apoteose-da-mais-esperada-e-improvavel-reuniao-do-seculo\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica: \u201cOasis: Don\u2019t Look Back in Anger\u201d registra a apoteose da mais esperada e improv\u00e1vel reuni\u00e3o do s\u00e9culo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/caro.davii\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Davi Caro<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 exagero dizer que a turn\u00ea de reuni\u00e3o do Oasis j\u00e1 \u00e9 um dos eventos musicais mais memor\u00e1veis desta d\u00e9cada. Mesmo aqueles menos afei\u00e7oados \u00e0s can\u00e7\u00f5es que al\u00e7aram a banda de Manchester ao estrelato nos anos 90 t\u00eam de concordar que a reconcilia\u00e7\u00e3o dos irm\u00e3os Noel e Liam Gallagher constitui uma esp\u00e9cie de milagre contempor\u00e2neo \u2013 daqueles que s\u00f3 acontecem uma vez a cada 20 anos (ou mais). A din\u00e2mica pessoal conturbada sempre serviu como uma esp\u00e9cie de complemento \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o aut\u00eantica, por parte de Liam, das geniais can\u00e7\u00f5es que seu irm\u00e3o mais velho comp\u00f4s; esta mesma combust\u00e3o gerada pelo choque de egos e personalidades dos dois tamb\u00e9m terminou sendo a causa da dissolu\u00e7\u00e3o da banda, em 2009, ap\u00f3s a sa\u00edda barulhenta de Noel. As in\u00fameras ofensas e coment\u00e1rios \u00e1cidos direcionados um ao outro, atrav\u00e9s da m\u00eddia, ao longo dos \u00faltimos 15 anos, definitivamente n\u00e3o foram o bastante para que a legi\u00e3o de f\u00e3s que o Oasis angariou por todo o mundo abandonasse as esperan\u00e7as de, um dia, testemunhar o retorno do grupo. Ningu\u00e9m poderia ter esperado que isso aconteceria \u2013 quem dir\u00e1 se concretizar, (quase) sem atribula\u00e7\u00f5es ou brigas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste sentido, \u201cOasis: Don\u2019t Look Back In Anger\u201d (2026) com certeza cumpre com louvor a miss\u00e3o de documentar a turn\u00ea \u201cLive \u201825\u201d, que atravessou o mundo entre julho e novembro de 2025. Mas, em alguns sentidos, consegue ir al\u00e9m: dirigido por Will Lovelace e Dylan Southern (a mesma dupla respons\u00e1vel por dois interessantes e informativos document\u00e1rios da hist\u00f3ria recente: \u201cShut Up And Play the Hits\u201d, de 2012, e \u201cMeet Me In The Bathroom\u201d, de 2022), o filme adquire a caracter\u00edstica de registro hist\u00f3rico mesmo por outro motivo: fosse com o objetivo de gerar ainda mais mist\u00e9rio em meio ao p\u00fablico, fosse para evitar quaisquer atritos que pudessem eventualmente colocar a opera\u00e7\u00e3o em risco, nenhum dos Gallaghers aceitou dar entrevistas antes ou durante a turn\u00ea. Deste modo, \u201cDon\u2019t Look Back In Anger\u201d (que teve lan\u00e7amento limitado nos cinemas brasileiros e, agora, chega ao streaming via Disney+) \u00e9 o registro definitivo da tour de reuni\u00e3o sob a perspectiva de suas duas maiores estrelas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os acontecimentos que antecederam esta mesma jornada de retorno, oficializada em agosto de 2024, n\u00e3o poderiam ser simplesmente ignorados; a dupla de diretores acerta, no entanto, em n\u00e3o dedicar mais tempo do que o necess\u00e1rio a dissecar a briga que resultou no fim do Oasis. Pelo contr\u00e1rio: n\u00e3o demora muito para que a produ\u00e7\u00e3o se dedique a trechos gravados durante as seis semanas de ensaios dos dois irm\u00e3os, junto a seu fiel esquadr\u00e3o de escudeiros \u2013 o baixista Andy Bell (presente na banda desde 2000), o guitarrista Gem Archer (que se juntou \u00e0 banda na mesma \u00e9poca), o baterista Joey Waronker (reconhecido por uma extensa folha corrida de servi\u00e7os que inclui R.E.M. e Beck, entre outros), o tecladista de apoio Christian Madden e, mais crucialmente, o guitarrista e membro fundador Paul \u201cBonehead\u201d Arthurs, que deixou a banda em 1998 ap\u00f3s os excessos, em est\u00fadio e na estrada, do controverso \u201cBe Here Now\u201d (1997). Mas o foco, claro, n\u00e3o poderia ser outro; embora todos os membros, e em especial este \u00faltimo, se fa\u00e7am merecedores de refer\u00eancias diretas, nenhum deles \u00e9 sequer entrevistado pela equipe de filmagens. Todos os trechos dedicados a entrevistas com a banda s\u00e3o inteiramente voltados a Liam e Noel, como se a ideia fosse mostrar que n\u00e3o, a reabilita\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es musical e fraternal dos dois irm\u00e3os n\u00e3o \u00e9 apenas um truque midi\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro acerto est\u00e1 nas bem capturadas imagens ao vivo da turn\u00ea, come\u00e7ando pelo primeiro, e clim\u00e1tico, show do Oasis desde 2009, na cidade de Cardiff, no pa\u00eds de Gales. Al\u00e9m de documentar o n\u00edvel de prepara\u00e7\u00e3o e tens\u00e3o dos pr\u00f3prios m\u00fasicos e equipe frente \u00e0 estreia da turn\u00ea (e resultar em um dos momentos mais impag\u00e1veis do filme, com a equipe de seguran\u00e7a sendo instru\u00edda sobre como lidar com a catarse que estava prestes a ocorrer), \u00e9 aqui que fica claro o grande diferencial desta produ\u00e7\u00e3o. Afinal, como os dois principais integrantes do grupo fazem quest\u00e3o de destacar, seu p\u00fablico \u00e9 parte fundamental do espet\u00e1culo que, contra todas as probabilidades, foi poss\u00edvel materializar. E vamos combinar que mesmo o mais c\u00e9tico dos haters deve achar dif\u00edcil conter a emo\u00e7\u00e3o de ver membros da audi\u00eancia \u00e0s l\u00e1grimas, mal sendo capazes de acreditar no que est\u00e3o testemunhando. Desde a performance de \u201cHello\u201d (a faixa que abriu todas as apresenta\u00e7\u00f5es da tour), fica claro que n\u00e3o \u00e9 para menos \u2013 ainda que n\u00e3o seja a mesma de outrora, a voz de Liam soa t\u00e3o inconfund\u00edvel quanto os timbres de guitarra de Noel, mesmo que o nervosismo do primeiro show de retorno acabe transparecendo em alguns momentos do registro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A import\u00e2ncia e a dedica\u00e7\u00e3o dos f\u00e3s nunca deixam de estar em foco aqui: um bom exemplo disso est\u00e1 na malta de seguidores da banda que pulou a cerca do Heaton Park, de Manchester, onde o show do grupo em sua cidade natal acabou sendo realizado. Mesmo sem ingressos, legi\u00f5es de f\u00e3s se dependuraram em \u00e1rvores e cercas para escutar uma reluzente \u201cSome Might Say\u201d, que Liam dedica aos determinados penetras. Mas a tal admira\u00e7\u00e3o, se pode ver, \u00e9 percept\u00edvel muito al\u00e9m das fronteiras do munic\u00edpio onde o Oasis se formou: seja na Coreia do Sul, onde a execu\u00e7\u00e3o de \u201cAcquiesce\u201d \u00e9 sobreposta com a rotina de mergulhadores e coletores de algas apaixonados pela banda; seja na Argentina, onde a paix\u00e3o pela banda, que espelha a devo\u00e7\u00e3o local religiosa pelo futebol, se pode notar em cada instante de uma \u201cWonderwall\u201d cantada em un\u00edssono; ou mesmo nos EUA, onde o status de one-hit-wonder do grupo mancuniano se mostra, no m\u00ednimo, question\u00e1vel, ap\u00f3s uma eletrizante \u201cRoll With It\u201d, gravada no m\u00edtico Rose Bowl.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Oasis: Don&#039;t Look Back In Anger | Official Trailer | In Theaters September 11\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/X9sIYLtgc_s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns momentos, no entanto, se destacam por seu peso hist\u00f3rico e\/ou emocional. O espectador pode acompanhar uma f\u00e3 inglesa da banda, que sobreviveu ao atentado terrorista de maio de 2017, na Manchester Arena (onde mais de vinte pessoas foram assassinadas pelo Estado Isl\u00e2mico durante um show de Ariana Grande) e que fala sobre a import\u00e2ncia da can\u00e7\u00e3o que d\u00e1 t\u00edtulo ao filme, e que \u00e9 inclu\u00edda aqui em uma redentora vers\u00e3o estendida, gravada no est\u00e1dio de Wembley. E, como n\u00e3o poderia deixar de ser, o Brasil acaba cobrando certo protagonismo no filme: d\u00e1 um quentinho no cora\u00e7\u00e3o acompanhar a f\u00e3 que, embora n\u00e3o identificada, superou a depress\u00e3o gra\u00e7as \u00e0s can\u00e7\u00f5es do Oasis, chegando inclusive a nomear seu simp\u00e1tico cachorro com o mesmo apelido de Bonehead. Representando os dois derradeiros shows da tour, a passagem por S\u00e3o Paulo, em novembro de 2025, com duas performances realizadas no est\u00e1dio do Morumbi, carrega um peso todo pr\u00f3prio: para al\u00e9m de eternizadas aqui via uma demolidora \u201cBring It On Down\u201d, as apresenta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m ocorreram pouco ap\u00f3s o falecimento de Gary \u201cMani\u201d Mounfield, eterno baixista dos Stone Roses e um dos primeiros grandes nomes a se aproximarem de um Oasis ainda iniciante. \u00c9 ao falecido \u00eddolo e amigo que um visivelmente emocionado Liam canta a sempre arrepiante \u201cLive Forever\u201d, \u00e0 beira das l\u00e1grimas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 se sabe, no entanto, que os dois shows no Morumbi n\u00e3o foram, afinal, os \u00faltimos shows do Oasis: uma nova turn\u00ea, programada para come\u00e7ar em maio de 2027, deve levar a banda mais uma vez a est\u00e1dios da Europa e dos EUA, culminando no que se espera ser o triunfal retorno dos Gallagher e sua trupe ao Knebworth Park (onde, h\u00e1 mais de 30 anos, a banda realizou seus shows mais emblem\u00e1ticos). Poderia ser interpretado como apenas a extens\u00e3o de uma rent\u00e1vel excurs\u00e3o; os mais c\u00ednicos poderiam, inclusive, argumentar que este pode se tornar apenas um novo h\u00e1bito bianual, que h\u00e1 de se provar bastante proveitoso financeiramente mesmo que os irm\u00e3os nunca registrem uma \u00fanica nova composi\u00e7\u00e3o juntos sequer. No entanto, nem Liam nem Noel nunca fizeram quest\u00e3o de esconder seus objetivos \u2013 assim como sua lend\u00e1ria arrog\u00e2ncia, a satisfa\u00e7\u00e3o dos dois em seu retorno conjunto aos palcos, depois de mais de dez anos de animosidades e expectativas frustradas, se mostra genu\u00edna. No trecho final do longa, Noel fala sobre como a imprensa nunca entendeu o Oasis, mas que \u201celes\u201d entendem exatamente do que se trata. \u201cEles\u201d, podendo se referir a uma por\u00e7\u00e3o de pessoas diferentes \u2013 os dedicados f\u00e3s, os leais m\u00fasicos que os acompanham, ou (mais provavelmente) os pr\u00f3prios Liam e Noel. Muito distante de ser a porta de entrada para novas gera\u00e7\u00f5es de f\u00e3s, o filme de Lovelace e Southern pode frustrar aqueles em busca de iluminadas reconsidera\u00e7\u00f5es do passado (o document\u00e1rio \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/12\/07\/documentarios-beatles-e-oasis\/\">Oasis: Supersonic<\/a>\u201d, de Mat Whitecross, lan\u00e7ado em 2016, cumpre este papel). Deixe para l\u00e1 qualquer m\u00e1-vontade: \u201ceu preciso ser eu mesmo\/n\u00e3o posso ser mais ningu\u00e9m\u201d s\u00e3o as palavras que abriram o primeiro single desta singela, embora determinada banda, em um j\u00e1 distante 1994; \u201cOasis: Don\u2019t Look Back In Anger\u201d faz estas mesmas palavras valerem mais do que nunca, independentemente de qualquer improbabilidade ou cinismo. Nem todos acreditam em milagres \u2013 mas \u00e9 dif\u00edcil n\u00e3o acreditar no Oasis.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-97926 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/oasis.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1112\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/oasis.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/oasis-202x300.jpg 202w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4cfQaQO-YD4\">\u00a0Davi Caro<\/a>\u00a0\u00e9 professor<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4cfQaQO-YD4\">,<\/a>\u00a0tradutor, <a class=\"google-anno\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/09\/15\/critica-fito-paez-o-mundo-cabe-em-uma-cancao-e-uma-egotrip-recheada-de-inseguranca-e-de-grandes-cancoes\/#\" data-google-vignette=\"false\" data-google-interstitial=\"false\">\u00a0<span class=\"google-anno-t\">m\u00fasico<\/span><\/a>, escritor e estudante de Jornalismo. Leia mais textos dele\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/davi-caro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cOasis: Don\u2019t Look Back In Anger\u201d (2026) com certeza cumpre com louvor a miss\u00e3o de documentar a turn\u00ea \u201cLive \u201825\u201d, que atravessou o mundo entre julho e novembro de 2025.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/10\/19\/critica-oasis-dont-look-back-in-anger-registra-a-apoteose-da-mais-esperada-e-improvavel-reuniao-do-seculo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":134,"featured_media":97927,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,4,3],"tags":[4221,373],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97925"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/134"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=97925"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97925\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":97928,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97925\/revisions\/97928"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/97927"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=97925"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=97925"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=97925"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}