{"id":97791,"date":"2026-10-12T00:01:50","date_gmt":"2026-10-12T03:01:50","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=97791"},"modified":"2026-10-12T00:03:55","modified_gmt":"2026-10-12T03:03:55","slug":"balaclava-fest-2026-aposta-em-contrastes-e-mostra-forca-da-musica-alternativa-com-winona-riders-pedro-the-lion-dry-cleaning-e-beach-fossils","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/10\/12\/balaclava-fest-2026-aposta-em-contrastes-e-mostra-forca-da-musica-alternativa-com-winona-riders-pedro-the-lion-dry-cleaning-e-beach-fossils\/","title":{"rendered":"Balaclava Fest 2026 aposta em contrastes e mostra for\u00e7a da m\u00fasica alternativa com DIIV, Pedro the Lion, Dry Cleaning e Beach Fossils"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Lopes<\/a><br \/>\nfotos do texto de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/fernandoyokota\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fernando Yokota<\/a><\/strong><br \/>\nfoto de abertura de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/marciokovacs\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcio Kovacs<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Balaclava Fest passou <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Balaclava+Fest\">novamente<\/a> pelo Tokio Marine Hall, em S\u00e3o Paulo, nos dias 26 e 27 de setembro, propondo novamente uma maratona que n\u00e3o parece muito interessada em facilitar a vida de quem tenta definir o festival por um \u00fanico g\u00eanero. Entre guitarras barulhentas, p\u00f3s-punk, hardcore, indie pop, shoegaze, rock alternativo e eletr\u00f4nica, a edi\u00e7\u00e3o deste ano teve alguns shows que funcionaram melhor justamente por n\u00e3o entregarem aquilo que se esperava deles.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97797\" aria-describedby=\"caption-attachment-97797\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-97797\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Pedro-Mizutani-3000px-37-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Pedro-Mizutani-3000px-37-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Pedro-Mizutani-3000px-37-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97797\" class=\"wp-caption-text\"><em>Pedro Mizutani<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">No s\u00e1bado, o festival come\u00e7ou no palco Hall com Pedro Mizutani, acompanhado por uma forma\u00e7\u00e3o de quinteto com baixo, guitarra, teclado, bateria e vocal\/viol\u00e3o. Sua voz grave e tortuosa lembrava, em alguns momentos, o tipo de interpreta\u00e7\u00e3o associada ao Radiohead, mas havia uma identidade pr\u00f3pria na constru\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas. O encerramento foi particularmente interessante, come\u00e7ando de maneira delicada ao teclado, com uma melodia de assobios que lembrou a m\u00fasica da rede de supermercados P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, antes de mudar novamente de clima e ritmo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97799\" aria-describedby=\"caption-attachment-97799\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-97799\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Bar-Italia-3000px-44-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Bar-Italia-3000px-44-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Bar-Italia-3000px-44-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97799\" class=\"wp-caption-text\"><em>Bar Italia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira grande atra\u00e7\u00e3o internacional do dia veio \u00e0s 16h22, quando o Bar Italia (que teve uma turn\u00ea latina cancelada em 2024) ocupou o palco principal. O trio brit\u00e2nico (acompanhado de dois m\u00fasicos de apoio no baixo e bateria &#8211; ampliando o leque <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/26\/entrevista-bar-italia-comenta-sobre-disco-the-twits%cb%9c-indica-livros-e-fala-sobre-signos-astrologicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que adiantaram em entrevista ao Scream &amp; Yell<\/a>) come\u00e7ou de maneira relativamente contida, com uma faixa lenta (&#8220;My Kiss Era&#8221;) e a vocalista Nina Cristante dan\u00e7ando de maneira insinuante enquanto, nos momentos em que n\u00e3o cantava, segurava uma meia-lua. A din\u00e2mica vocal entre ela e os dois guitarristas Jezmi Fehmi e Sam Fenton foi um dos elementos que mais chamaram aten\u00e7\u00e3o durante a apresenta\u00e7\u00e3o. A segunda m\u00fasica, &#8220;My Little Tony&#8221;, j\u00e1 trouxe uma abordagem mais roqueira, com os tr\u00eas dividindo os vocais. Ventiladores foram posicionados diante dos integrantes principais, e volta e meia Nina era &#8216;v\u00edtima\u2019 dos ventos em sua blusa, desnudando-a, enquanto o restante da banda seguia sem interromper o fluxo do repert\u00f3rio. O grupo pouco conversou com o p\u00fablico, limitando-se a alguns t\u00edmidos \u201cthank you\u201d e \u201cobrigado\u201d entre as can\u00e7\u00f5es. Musicalmente, a apresenta\u00e7\u00e3o foi ganhando intensidade at\u00e9 chegar a momentos mais festejados e acelerados, como \u201cNurse!\u201d e \u201cPunkt\u201d, at\u00e9 encerrar com &#8220;Cowbella\u201d. Foi um show correto e esfor\u00e7ado, mas parece que faltou algo mais para conquistar realmente o p\u00fablico.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97800\" aria-describedby=\"caption-attachment-97800\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-97800\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Wishy-3000px-80-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Wishy-3000px-80-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Wishy-3000px-80-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97800\" class=\"wp-caption-text\"><em>Wishy<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s 17h20, o palco Hall recebeu o Wishy, quinteto de Indiana que fazia sua primeira apresenta\u00e7\u00e3o no Brasil. O grupo transitou entre indie rock e pop punk, com destaque para os momentos em que Nina Pitchkites assumia os vocais principais. \u201cPersuasion\u201d, \u201cLove on the Outside\u201d, \u201cLovesick\u201d e \u201cAll the Rage\u201d ajudaram a apresentar ao p\u00fablico brasileiro uma banda ainda relativamente nova por aqui. Acabou que animaram mais a plateia do que o Bar Italia anteriormente.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97801\" aria-describedby=\"caption-attachment-97801\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-97801\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Pedro-The-Lion-3000px-92-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Pedro-The-Lion-3000px-92-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Pedro-The-Lion-3000px-92-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97801\" class=\"wp-caption-text\"><em>Pedro The Lion<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco depois, o palco Balaclava recebeu o Pedro the Lion, projeto de David Bazan que trouxe uma proposta bem diferente. Com uma forma\u00e7\u00e3o em trio bastante econ\u00f4mica, bateria \u00e0 frente de um lado, baixo e vocal de Bazan no centro e guitarra do outro, o palco tinha como principal elemento visual o nome da banda escrito em branco sobre um enorme fundo azul no tel\u00e3o. E nem precisou de mais do que isso para fazer um belo show. O repert\u00f3rio caminhou por m\u00fasicas melanc\u00f3licas como &#8220;The Fleecing&#8221;, &#8220;Modesto\u201d e &#8220;Criticism as Inspiration\u201d, mas sem perder firmeza nos momentos mais guitarr\u00edsticos. Bazan conduziu a apresenta\u00e7\u00e3o de maneira discreta e, antes da \u00faltima m\u00fasica, &#8220;Bands With Managers&#8221;, agradeceu ao p\u00fablico por estar ali e falou sobre como a internet \u00e9 uma coisa incr\u00edvel por permitir que pessoas de lugares t\u00e3o diferentes conhe\u00e7am as m\u00fasicas da banda e acabem reunidas em um show como aquele. O coment\u00e1rio fazia sentido diante da cena que se formou durante a \u00faltima m\u00fasica. Em meio a um festival movimentado, algumas pessoas ao redor simplesmente fecharam os olhos para ouvir. Sem grandes efeitos, o Pedro the Lion encerrou seu show apostando apenas na for\u00e7a de suas pr\u00f3prias can\u00e7\u00f5es. E ganhou bonito.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97803\" aria-describedby=\"caption-attachment-97803\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-97803 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Ludovic-3000px-119-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Ludovic-3000px-119-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Ludovic-3000px-119-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97803\" class=\"wp-caption-text\"><em>Ludovic<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s 19h, foi a vez do Ludovic. Diferente do palco principal, o som do palco Hall chegou perto de um n\u00edvel de estrid\u00eancia desconfort\u00e1vel, e a banda pareceu pequena diante das dimens\u00f5es cada vez maiores do p\u00fablico que se acumulava para conferir a apresenta\u00e7\u00e3o. O guitarrista <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Eduardo+Pra%C3%A7a\">Eduardo Pra\u00e7a<\/a>, de \u00f3culos escuros e empunhando uma guitarra Gretsch, remetia um pouco visualmente a um Roy Orbison e contrastava com a postura mais frontal e en\u00e9rgica de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=Jair+Naves\">Jair Naves<\/a>. A banda tocou faixas de seu disco mais recente, que foram bem recebidas pelos f\u00e3s presentes, mas a apresenta\u00e7\u00e3o ganhou mais for\u00e7a justamente quando o grupo come\u00e7ou a revisitar m\u00fasicas mais antigas. \u201cJaneiro Continua Sendo o Pior dos Meses\u201d, \u201cQorpo-Santo de Saias\u201d e \u201cCVV\u201d apareceram entre os destaques da reta final. Nos \u00faltimos 11 minutos, Fernando Sanches, apresentado por Naves como \u201co her\u00f3i da m\u00fasica brasileira\u201d, assumiu o baixo para que o vocalista pudesse ficar livre no palco. Antes da \u00faltima m\u00fasica, Jair falou sobre ter vergonha de dizer o pr\u00f3prio nome em um per\u00edodo de elei\u00e7\u00f5es e afirmou que est\u00e1 longe de ser um exemplo pol\u00edtico. Depois, lembrou a import\u00e2ncia de continuar sonhando, antes de anunciar a derradeira \u201cVoc\u00ea Sempre Ter\u00e1 Algu\u00e9m a Seus P\u00e9s\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97804\" aria-describedby=\"caption-attachment-97804\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-97804\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Dry-Cleaning-3000px-136-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Dry-Cleaning-3000px-136-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Dry-Cleaning-3000px-136-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97804\" class=\"wp-caption-text\"><em>Dry Cleaning<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A apresenta\u00e7\u00e3o seguinte foi uma das mais curiosas do s\u00e1bado. \u00c0s 19h40, o Dry Cleaning entrou no palco principal com a vocalista Florence Shaw no centro, criando uma presen\u00e7a c\u00eanica dif\u00edcil de ignorar justamente por sua aparente falta de esfor\u00e7o. De cabelos compridos, camisa larga e uma saia igualmente volumosa, ela passava boa parte do tempo praticamente im\u00f3vel, segurando uma garrafinha de \u00e1gua com uma m\u00e3o e o microfone com a outra, falando longos mon\u00f3logos como se estivesse conversando consigo mesma. A vocalista gesticulava ocasionalmente, balan\u00e7ava a cabe\u00e7a, revirava os olhos e assumia uma express\u00e3o quase impass\u00edvel enquanto a banda constru\u00eda uma cama instrumental precisa ao seu redor. Guitarra, baixo e bateria e viol\u00e3o e teclados se alternavam, funcionando como uma esp\u00e9cie de m\u00e1quina p\u00f3s-punk, enquanto os backing vocals apareciam apenas em momentos pontuais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97806\" aria-describedby=\"caption-attachment-97806\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-97806\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Dry-Cleaning-3000px-144-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Dry-Cleaning-3000px-144-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Dry-Cleaning-3000px-144-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97806\" class=\"wp-caption-text\"><em>Dry Cleaning<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tel\u00e3o permaneceu praticamente todo o show exibindo a imagem da capa do disco &#8220;Secret Love\u201d (2026), uma pintura de Erica Eyes retratando Florence Shaw tendo seu olho lavado por uma pessoa. O resultado era estranhamente hipn\u00f3tico, especialmente em m\u00fasicas como \u201cBlood\u201d, \u201cMagic of Meghan\u201d e &#8220;My Soul\/Half Mind\u201d. Florence conversou pouco. Depois do hit \u201cScratchcard Lanyard\u201d, agradeceu timidamente pelo retorno a S\u00e3o Paulo (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?s=dry+cleaning\">eles tocaram no C6 Fest 2023<\/a>) e disse que amava muito o p\u00fablico brasileiro. Perto do final, ainda tentou arriscar um portugu\u00eas: \u201cMuito obrigada. Sorry for my shit Portuguese, love ya\u201d. O guitarrista que ficava \u00e0 esquerda do palco, mais comunicativo ao microfone, tratou de exaltar a vocalista antes da despedida.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97807\" aria-describedby=\"caption-attachment-97807\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-97807\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Sharp-Pins-3000px-165-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Sharp-Pins-3000px-165-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Sharp-Pins-3000px-165-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97807\" class=\"wp-caption-text\"><em>Sharp Pins<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s 20h50, o Sharp Pins mostrou um indie pop com forte sotaque e indument\u00e1ria de mod brit\u00e2nico &#8211; embora a banda seja de Chicago. O quarteto liderado por Kai Slater bebe bastante (at\u00e9 demais) da fonte dos anos 60, sem medo de parecer uma vers\u00e3o mirim do The Kinks. O grupo aproveitou a apresenta\u00e7\u00e3o para divulgar &#8220;I Wonder Where You Hide All Your Love&#8221;, <a href=\"https:\/\/sharppins.bandcamp.com\/album\/i-wonder-where-you-hide-all-your-love\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">m\u00fasica dispon\u00edvel no Bandcamp<\/a>, cuja renda seria destinada a crian\u00e7as palestinas. Em determinado momento, tamb\u00e9m sobrou uma provoca\u00e7\u00e3o ao isent\u00e3o Ed Sheeran, criticado por n\u00e3o defender Macklemore ap\u00f3s o rapper ser retirado de sua turn\u00ea americana por press\u00e3o de empres\u00e1rios contr\u00e1rios \u00e0s suas manifesta\u00e7\u00f5es em apoio \u00e0 Palestina. Perto do fim, veio uma surpresa especialmente adequada ao festival: \u201cA Minha Menina\u201d, dos Mutantes. O cover colocou uma rever\u00eancia brasileira dentro de uma apresenta\u00e7\u00e3o que, at\u00e9 ent\u00e3o, parecia mergulhada em influ\u00eancias angl\u00f3fonas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97812\" aria-describedby=\"caption-attachment-97812\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-97812 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Blonde-Redhead-3000px-186-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Blonde-Redhead-3000px-186-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-26-Blonde-Redhead-3000px-186-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97812\" class=\"wp-caption-text\"><em>Blonde Redhead<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O palco principal recebeu o Blonde Redhead \u00e0s 21h40. A apresenta\u00e7\u00e3o come\u00e7ou com um sil\u00eancio prolongado e algum suspense antes de Kazu Makino aparecer usando um bon\u00e9 vermelho com refer\u00eancia \u00e0 Palestina. A cantora alternou entre baixo de seis cordas e teclado e, aos poucos, foi estabelecendo uma comunica\u00e7\u00e3o t\u00edmida com o p\u00fablico, enquanto se mostrava totalmente entrosada musicalmente com os g\u00eameos Simone e Amedeo Pace. \u201cOl\u00e1\u201d e \u201cobrigada\u201d foram algumas das poucas palavras em portugu\u00eas, mas a profunda rela\u00e7\u00e3o da musicista com nosso pa\u00eds (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/09\/26\/entrevista-kazu-makino-passa-a-limpo-ligacao-com-o-brasil-encontro-com-gal-costa-e-longevidade-do-blonde-redhead-quimica-musical\/\">relatada em uma entrevista aqui no Scream &amp; Yell<\/a>) ficou ainda mais expl\u00edcita quando Makino disse: \u201cBrasil, voc\u00eas s\u00e3o nosso guia espiritual. Vote Lula\u201d, com direito a imagens do presidente e manifesta\u00e7\u00f5es anti Trump e Fl\u00e1vio Bolsonaro no tel\u00e3o. A apresenta\u00e7\u00e3o percorreu diferentes fases da carreira da banda, incluindo \u201cBipolar\u201d, \u201cFalling Man\u201d, \u201cMelody Experiment\u201d e m\u00fasicas de \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/10\/18\/critica-sit-down-for-dinner-novo-disco-do-blonde-redhead-e-delicadamente-comovente\/\">Sit Down for Dinner<\/a>\u201d (2023). O trio deixou o palco depois de \u201cSpring and by Summer Fall\u201d, mas voltou para um bis com \u201cDistilled\u201d e \u201cKiss Her Kiss Her\u201d. Quando parecia que o encerramento estava definido, ainda veio uma terceira m\u00fasica, \u201c23\u201d, que nem sequer aparecia na lista de repert\u00f3rio impressa. Um belo encerramento para o primeiro dia, pena que diante de um p\u00fablico que pode ser considerado pequeno para uma atra\u00e7\u00e3o principal de um festival.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97813\" aria-describedby=\"caption-attachment-97813\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-97813\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Budang-3000px-221-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Budang-3000px-221-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Budang-3000px-221-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97813\" class=\"wp-caption-text\"><em>Budang<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">No domingo, o Balaclava Fest recome\u00e7ou com Budang, \u00e0s 15h40. A banda colocou uma vers\u00e3o de \u201c1406\u201d, dos Mamonas Assassinas, no repert\u00f3rio (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2025\/11\/14\/entrevista-elogiada-por-rodrigo-lima-dead-fish-a-budang-chega-a-seu-disco-de-estreia-magia-pela-deck\/\">presente em seu disco de estreia<\/a>) e teve um vocalista bastante ativo, descendo diversas vezes at\u00e9 o cercadinho diante do palco. O grupo agradou os f\u00e3s de algo mais pesado que j\u00e1 estavam por ali, mas terminou a apresenta\u00e7\u00e3o cerca de cinco minutos antes do hor\u00e1rio previsto.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97814\" aria-describedby=\"caption-attachment-97814\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-97814\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-High-Vis-3000px-232-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-High-Vis-3000px-232-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-High-Vis-3000px-232-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97814\" class=\"wp-caption-text\"><em>High Vis<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira grande descarga de energia do segundo dia veio \u00e0s 16h20, com o High Vis. Em sua primeira passagem pelo Brasil, o grupo ingl\u00eas fez aquilo que se esperava de uma banda de hardcore: colocou uma roda de pogo em funcionamento durante \u201cWhy Go Any Higher\u201d e deixou claro que havia ali espa\u00e7o para pessoas da velha guarda e tamb\u00e9m para quem est\u00e1 chegando ao g\u00eanero agora, especialmente quem descobriu o hardcore por meio de bandas como Turnstile. E de fato, o Tokio Marine Hall se encheu muito mais r\u00e1pido de espectadores do que no dia anterior, ent\u00e3o pode-se dizer que o High Vis teve uma grande participa\u00e7\u00e3o nisso. Perto do final da apresenta\u00e7\u00e3o, o vocalista Graham Sayle comentou que havia tentado tirar a pr\u00f3pria vida no ano anterior e falou sobre acreditar que j\u00e1 havia conseguido sair daquele lugar. O discurso mudou o tom da apresenta\u00e7\u00e3o antes de a banda voltar \u00e0 m\u00fasica e encerrar o show com \u201cTrauma Bonds\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97815\" aria-describedby=\"caption-attachment-97815\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-97815\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Adoravel-Cliche-3000px-254-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Adoravel-Cliche-3000px-254-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Adoravel-Cliche-3000px-254-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97815\" class=\"wp-caption-text\"><em>Ador\u00e1vel Clich\u00ea<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s 17h20, o palco Hall estava lotado para receber a Ador\u00e1vel Clich\u00ea. A quantidade de pessoas dificultava at\u00e9 entender alguns dos versos cantados em portugu\u00eas, mas o p\u00fablico parecia conhecer bem o repert\u00f3rio. Durante \u201cEu S\u00f3 Queria que Tudo Tivesse um Fim\u201d, foi poss\u00edvel flagrar um casal se beijando apaixonadamente no meio da multid\u00e3o, enquanto o baterista levantava do banco em alguns momentos para atacar os pratos com mais entusiasmo. \u201cTra\u00e7os\u201d, \u201cNaquele Inverno\u201d, \u201cMedo\u201d, \u201cCDs\u201d e \u201cAs Coisas Mudam pra Melhor\u201d fizeram parte de uma apresenta\u00e7\u00e3o que cresceu junto com o p\u00fablico. At\u00e9 um cover de \u201cMyth\u201d, do Beach House, apareceu no repert\u00f3rio.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97816\" aria-describedby=\"caption-attachment-97816\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-97816 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Wednesday-3000px-271-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Wednesday-3000px-271-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Wednesday-3000px-271-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97816\" class=\"wp-caption-text\"><em>Wednesday<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco depois, o palco Balaclava recebeu o Wednesday, um dos shows mais interessantes e cheios do domingo. Depois de duas m\u00fasicas, Karly Hartzman avisou: \u201cThis is our first time in Brazil\u201d. A banda come\u00e7ou com uma sequ\u00eancia mais pesada com \u201cReality TV Argument Bleeds\u201d, mas foi mudando de dire\u00e7\u00e3o ao longo da apresenta\u00e7\u00e3o, incorporando elementos de country e lap steel antes de retornar \u00e0s guitarras mais agressivas. A forma\u00e7\u00e3o de quinteto, com bateria, baixo, guitarra, vocal\/guitarra e lap steel, permitiu que o grupo transitasse entre esses extremos sem parecer que estava trocando de banda a cada m\u00fasica. Hartzman, uma figura pequena no palco, alternava entre uma guitarra Danelectro e uma Stratocaster e usava uma blusa feita com partes do pr\u00f3prio cabelo, como ela mesma chegou a explicar. Em determinado momento, um f\u00e3 praticou crowd surfing e a vocalista percebeu a movimenta\u00e7\u00e3o, chegando a rir durante um refr\u00e3o. Mais tarde, antes de uma m\u00fasica, ela explicou que iria gritar no final e disse que gostaria de usar aquela energia para ajudar o Brasil contra alguma coisa, mas tinha receio de falar errado. Olhou para baixo, conferiu o que havia escrito no papel ou teleprompter e mandou: \u201cFuck Bolsonaro\u201d. O coment\u00e1rio veio antes de \u201cBull Believer\u201d, que encerrou uma sequ\u00eancia especialmente pesada depois de m\u00fasicas como \u201cGot Shocked\u201d, \u201cHot Rotten Grass Smell\u201d, \u201cQuarry\u201d e \u201cBitter Everyday\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97817\" aria-describedby=\"caption-attachment-97817\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-97817\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Winona-Riders-3000px-302-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Winona-Riders-3000px-302-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Winona-Riders-3000px-302-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97817\" class=\"wp-caption-text\"><em>Winona Riders<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s 19h, os argentinos do Winona Riders encontraram o palco Hall lotado para apresentar um show forte de rock com doses de psicodelia e fuzz. A banda, formada por seis integrantes, com tr\u00eas guitarras e teclado, construiu um dos momentos mais triunfantes do festival. Visualmente, o vocalista lembrava Julian Casablancas, mas foi na pen\u00faltima m\u00fasica que o grupo chegou ao ponto mais interessante da apresenta\u00e7\u00e3o, com uma linha de baixo repetitiva, efeitos de teclado, bateria dan\u00e7ante e luzes piscando. Era o tipo de final que poderia fazer algu\u00e9m esquecer por alguns minutos que havia outra atra\u00e7\u00e3o esperando para come\u00e7ar no palco principal.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97819\" aria-describedby=\"caption-attachment-97819\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-97819\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Beach-Fossils-3000px-330-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Beach-Fossils-3000px-330-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Beach-Fossils-3000px-330-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97819\" class=\"wp-caption-text\"><em>Beach Fossils<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema \u00e9 que essa outra atra\u00e7\u00e3o era justamente os queridinhos do Beach Fossils. \u00c0s 19h40, o grupo americano entrou diante de uma plateia cheia, e que ia aumentando \u00e0 medida que o show do Winona Riders chegou ao fim. Ficou claro que boa parte do p\u00fablico estava ali para ver os norte-americanos do lo-fi dream pop. Com bastante gente batendo palmas para ajudar a impulsionar o ritmo das m\u00fasicas, o repert\u00f3rio percorreu diferentes fases da banda, de \u201cDon&#8217;t Fade Away\u201d e \u201cWhat a Pleasure\u201d a \u201cSleep Apnea\u201d, \u201cDown the Line\u201d e \u201cDaydream\u201d. O p\u00fablico parecia conhecer boa parte das letras e assumiu um papel importante no andamento do show, especialmente nas faixas mais diretas e conhecidas, com coros nos refr\u00f5es e sacolejos nos momentos mais dan\u00e7antes. Parecia at\u00e9 que o Beach Fossils era um time jogando em casa.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97820\" aria-describedby=\"caption-attachment-97820\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-97820\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Beach-Fossils-3000px-327-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Beach-Fossils-3000px-327-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Beach-Fossils-3000px-327-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97820\" class=\"wp-caption-text\"><em>Beach Fossils<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00faltimo show do palco Hall ficou por conta de Sudan Archives, mas ficou dif\u00edcil para este rep\u00f3rter vencer o cansa\u00e7o e conferir a apresenta\u00e7\u00e3o; acabei escolhendo pegar um lugar para repor as energias para acompanhar o \u00faltimo show. Mas segundo relatos de amigos, sua presen\u00e7a ajudou a manter a caracter\u00edstica do festival de colocar artistas de trajet\u00f3rias e propostas diferentes no mesmo programa, com seu som eletr\u00f4nico experimental adornado de influ\u00eancias de R&amp;B, hip hop e suas habilidades no violino. Quem sabe numa pr\u00f3xima?<\/p>\n<figure id=\"attachment_97821\" aria-describedby=\"caption-attachment-97821\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-97821\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Sudan-Archives-3000px-355-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Sudan-Archives-3000px-355-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Sudan-Archives-3000px-355-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97821\" class=\"wp-caption-text\"><em>Sudan Archives<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ent\u00e3o veio o DIIV. \u00c0s 21h40, o palco Balaclava recebeu os norte-americanos em ternos propositalmente grandes demais para seus corpos, uma imagem quase caricatural diante da m\u00fasica carregada e sussurrada que viria a seguir. Uma estrela rosa torta aparecia no tel\u00e3o enquanto o grupo come\u00e7ava a apresenta\u00e7\u00e3o de sua nova turn\u00ea, &#8220;ZIRP!&#8221;. \u201cUnder the Sun\u201d apareceu logo no come\u00e7o, seguida por uma sequ\u00eancia que misturou repert\u00f3rio conhecido e v\u00e1rias estreias ao vivo. As novas \u201cThe Fountain\u201d, \u201cThe Crash\u201d, \u201cKid\u201d, \u201cDare Me\u201d, \u201cMy Star\u201d e \u201cTrillions\u201d fizeram suas primeiras apari\u00e7\u00f5es diante de uma plateia brasileira. A escolha mais improv\u00e1vel veio quando o DIIV apresentou \u201cPlayboy Bunny\u201d, de Charli xcx, tamb\u00e9m pela primeira vez ao vivo. A vers\u00e3o n\u00e3o parecia uma tentativa de simplesmente reproduzir o universo pop da cantora, mas uma forma de encaixar a m\u00fasica na atmosfera do grupo. A conex\u00e3o fazia ainda mais sentido diante da participa\u00e7\u00e3o de A. G. Cook, um dos nomes respons\u00e1veis pela sonoridade de \u201cBrat\u201d, na produ\u00e7\u00e3o do novo \u00e1lbum do DIIV (eles aprofundaram a hist\u00f3ria sobre a colabora\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/09\/23\/diiv-um-artista-sozinho-nao-pode-derrotar-o-sistema-mas-podemos-critica-lo\/\">em conversa com o Scream &amp; Yell<\/a>). Depois, o grupo voltou ao pr\u00f3prio repert\u00f3rio com o envolvente peso lento de \u201cSoul-net\u201d, \u201cFrog in Boiling Water\u201d, \u201cTaker\u201d, \u201cAcheron\u201d e as urgentes \u201cDoused\u201d e \u201cBlankenship\u201d. Era um encerramento coerente para um festival que passou dois dias alternando entre o familiar e o inesperado.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97822\" aria-describedby=\"caption-attachment-97822\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-97822\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Diiv-3000px-364-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Diiv-3000px-364-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Diiv-3000px-364-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97822\" class=\"wp-caption-text\"><em>DIIV<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Balaclava Fest 2026 manteve uma das caracter\u00edsticas mais interessantes do evento: n\u00e3o parece haver muita preocupa\u00e7\u00e3o em construir uma programa\u00e7\u00e3o que funcione como uma playlist homog\u00eanea. O p\u00fablico precisou alternar entre p\u00f3s-punk, indie, hardcore, shoegaze, country alternativo, psicodelia e diferentes formas de m\u00fasica, sem reclamar do resultado. Mas uma ressalva importante (al\u00e9m dos altos pre\u00e7os das bebidas, comidas e merchs das bandas, sempre inflacionados em festivais de m\u00fasica) fica por conta do sistema de som do palco principal. Depois dos shows, ouvi amigos comentarem sobre falhas nas caixas do lado direito do PA, que teriam deixado de funcionar por alguns minutos em diferentes apresenta\u00e7\u00f5es. O problema teria come\u00e7ado no show do Dry Cleaning, no s\u00e1bado, e voltado a ocorrer nas apresenta\u00e7\u00f5es de Wednesday, Beach Fossils e DIIV, nesta \u00faltima em tr\u00eas ocasi\u00f5es. Segundo os relatos, a falha persistiu de um dia para o outro, aparentemente sem uma tentativa de corre\u00e7\u00e3o entre os shows. Este rep\u00f3rter n\u00e3o percebeu todos esses epis\u00f3dios, possivelmente por ter assistido \u00e0 maior parte das apresenta\u00e7\u00f5es do lado esquerdo do palco. S\u00f3 notei algo estranho durante o Wednesday, quando cheguei a pensar que a interrup\u00e7\u00e3o pudesse fazer parte da din\u00e2mica de uma das m\u00fasicas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97823\" aria-describedby=\"caption-attachment-97823\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-97823 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Diiv-3000px-381-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Diiv-3000px-381-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/2026-09-27-Diiv-3000px-381-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97823\" class=\"wp-caption-text\"><em>DIIV<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, nem todos os shows funcionaram da maneira esperada e algumas atra\u00e7\u00f5es pareceram menores diante do tamanho do palco ou do pr\u00f3prio contexto do festival. Mas a edi\u00e7\u00e3o teve momentos em que a aposta em nomes menos \u00f3bvios se pagou, como no High Vis, Wednesday, Winona Riders e Sharp Pins, enquanto Blonde Redhead, Ludovic, Pedro the Lion, Beach Fossils e DIIV encontraram p\u00fablicos especialmente receptivos. Mais uma vez, o Balaclava Fest parece interessado em uma coisa que festivais maiores frequentemente deixam de lado: possibilitar que o p\u00fablico descubra alguma coisa diferente entre suas atra\u00e7\u00f5es favoritas. E, para um evento que j\u00e1 construiu uma identidade bastante pr\u00f3pria no calend\u00e1rio paulistano, talvez esse continue sendo seu maior acerto.<\/p>\n<p><em>\u2013 Alexandre Lopes (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@ociocretino<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ociocretino.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ociocretino.blogspot.com.br<\/a>.\u00a0<\/em><br \/>\n<em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/fernandoyokotafotografia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fernando Yokota<\/a> \u00e9 fot\u00f3grafo. Conhe\u00e7a seu trabalho: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/fernandoyokota\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/fernandoyokota.com.br<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Balaclava Fest parece interessado em uma coisa que festivais maiores frequentemente deixam de lado: possibilitar que o p\u00fablico descubra alguma coisa diferente\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/10\/12\/balaclava-fest-2026-aposta-em-contrastes-e-mostra-forca-da-musica-alternativa-com-winona-riders-pedro-the-lion-dry-cleaning-e-beach-fossils\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":101,"featured_media":97824,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,3],"tags":[7360,8007,7478,3538,7559,6812,6871,7891,8405,7354,5764,8407,7372,8402,8404,8406,8410,8408,8409,8403],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97791"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/101"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=97791"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97791\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":97826,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97791\/revisions\/97826"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/97824"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=97791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=97791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=97791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}