{"id":97561,"date":"2026-09-23T09:21:51","date_gmt":"2026-09-23T12:21:51","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=97561"},"modified":"2026-09-23T09:21:51","modified_gmt":"2026-09-23T12:21:51","slug":"festival-de-brasilia-tudo-e-tempo-de-marcos-guttmann-atesta-as-mudancas-na-vida-dos-brasileiros-em-20-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/09\/23\/festival-de-brasilia-tudo-e-tempo-de-marcos-guttmann-atesta-as-mudancas-na-vida-dos-brasileiros-em-20-anos\/","title":{"rendered":"Festival de Bras\u00edlia: &#8220;Tudo \u00c9 Tempo&#8221;, de Marcos Guttmann, atesta as mudan\u00e7as na vida dos brasileiros em 20 anos"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leandro_luz\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leandro Luz<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A competi\u00e7\u00e3o de longas-metragens do <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/festival-de-cinema-de-brasilia\/\">59\u00ba Festival de Bras\u00edlia do Cinema Brasileiro<\/a> foi marcada por uma variedade consider\u00e1vel de estilos e de g\u00eaneros. Compuseram esta mostra sete filmes que, em seu conjunto, demonstraram como o cinema brasileiro est\u00e1 forte e \u00e9 capaz de se renovar. \u00c9 o caso de duas cineastas, Fernanda Salgado e Denise Vieira, com os seus longas-metragens de estreia: \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/09\/17\/festival-de-brasilia-ana-en-passant-de-fernanda-salgado-desenha-uma-belo-horizonte-viva-entre-tecnicas-diversas-de-animacao\/\">Ana, en Passant<\/a>\u201d e \u201cSabes de Mim, Agora Esque\u00e7a\u201d, respectivamente. Renova\u00e7\u00e3o esta que tamb\u00e9m parte de aventuras (no bom sentido) empreendidas por realizadores j\u00e1 amadurecidos, como os novos filmes de Daniel Nolasco (\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/09\/18\/festival-de-brasilia-pequenas-tragedias-de-daniel-nolasco-e-a-estranha-sensacao-de-se-voltar-para-casa\/\">Pequenas Trag\u00e9dias<\/a>\u201d), Ary Rosa e Glenda Nic\u00e1cio (\u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/09\/19\/entrevista-ary-rosa-fala-de-todo-o-sentimento-filme-seu-e-de-glenda-nicacio-que-imagina-o-brasil-apos-a-vitoria-do-golpe-de-8-1\/\">Todo o Sentimento<\/a>\u201d), Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner (\u201cPrivadas de Suas Vidas\u201d) e Andr\u00e9 Novais Oliveira (\u201cSe Eu Fosse Vivo\u2026 Vivia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante da enorme diversidade identificada no conjunto, h\u00e1 elementos que se destacam. Um deles \u00e9 o temperamento dos filmes. O uso do humor como fio condutor da ironia (Nolasco), como potencializador do drama e do horror (Vinagre e Gewdner) ou como fixa\u00e7\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o do amor no cotidiano (Novais Oliveira) foi algo que chamou a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico e da cr\u00edtica. Embora nem todos os filmes tenham escolhido navegar por esta trilha, esta \u00e9 a impress\u00e3o geral que perdura. Outro elemento importante na costura dos filmes &#8211; algo que p\u00f4de ser constatado com mais nitidez apenas no \u00faltimo dia de Festival &#8211; \u00e9 a ideia de deslocamento. Cada filme, a seu modo, lida de um jeito com esse tr\u00e2nsito, que pode tanto ser geogr\u00e1fico, mas principalmente temporal. \u201cTudo \u00c9 Tempo\u201d (Marcos Guttmann, 2026), terceiro filme da competi\u00e7\u00e3o a ser exibido e premiado pelo j\u00fari popular como melhor longa-metragem, certamente \u00e9 o maior expoente disso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O document\u00e1rio de Guttmann come\u00e7a em 2002, na imin\u00eancia das elei\u00e7\u00f5es presidenciais que coroaram Lula presidente do Brasil pela primeira vez ap\u00f3s tr\u00eas tentativas que o deixaram na segunda posi\u00e7\u00e3o (1989, 1994 e 1998). Empunhando a sua c\u00e2mera, o cineasta decide encontrar personagens que, em comum, t\u00eam apenas o fato de votarem em uma mesma zona eleitoral, a saber, o Col\u00e9gio Pedro II, uma institui\u00e7\u00e3o de ensino p\u00fablico federal localizada no Rio de Janeiro. Pelo menos \u00e9 o que fica impresso na primeira metade do filme. A premissa era acompanhar esses personagens por quatro anos e identificar, ap\u00f3s o t\u00e9rmino do mandato do presidente vencedor, que tipos de mudan\u00e7as impactaram essas pessoas e, consequentemente, a partir da l\u00f3gica meton\u00edmica, tamb\u00e9m impactaram o Brasil. Com o ciclo completo, Guttmann percebeu a insufici\u00eancia de suas escolhas. Se quatro anos n\u00e3o foram o suficiente para dar a ver transforma\u00e7\u00f5es profundas no \u00edntimo dessas pessoas e na sociedade brasileira, que tal vinte anos, ent\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cristiane Magalh\u00e3es Rosa, m\u00e9dica infectologista de classe m\u00e9dia &#8211; ela mesmo tem dificuldades para se enquadrar dentro das divis\u00f5es de classe no Brasil &#8211; \u00e9 a primeira personagem que viaja no tempo para, de antem\u00e3o, anunciar ao espectador que a expectativa da mudan\u00e7a prevista por Guttmann n\u00e3o ser\u00e1 frustrada. A montagem de Arthur Fraz\u00e3o faz tocar um \u00e1udio de WhatsApp logo no in\u00edcio do filme, dando a ver as contradi\u00e7\u00f5es anunciadas. Ela reclama com o cineasta, frustrada com as suas falas do passado e com receio de que elas firam a sua filosofia pol\u00edtica atual. A op\u00e7\u00e3o por trazer esse \u00e1udio de antem\u00e3o soa tanto como inseguran\u00e7a do realizador, no sentido de garantir ao espectador que h\u00e1 movimento em seu filme, quanto como uma estrat\u00e9gia para for\u00e7ar o espelho quebrado proposto ao final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os outros tr\u00eas personagens s\u00e3o Carlos Eduardo Ibrahim, filho de um l\u00edder sindical e ex-preso pol\u00edtico, nascido no Panam\u00e1 durante o ex\u00edlio dos pais, Fernando Pereira, morador da Cidade de Deus e representante da classe trabalhadora carioca, e Heber Cunha, que se define como poeta e desempregado &#8211; praticamente um n\u00f4made, como veremos a seguir. Junto com Cristiane, eles s\u00e3o acompanhados pela c\u00e2mera e pela curiosidade de Guttmann, que estabelece um v\u00ednculo dific\u00edlimo atrav\u00e9s dos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto o filme se concentra nos primeiros quatro anos, as descobertas sobre esses personagens s\u00e3o fascinantes. Cristiane destaca a sua forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em movimentos estudantis, mas votou na direita em 2002 (Serra) e em 2006 (Alckmin). O seu arco \u00e9 certamente o mais inesperado, de liberal a ativista do ecossocialismo, eleitora confessa de Lula em 2022, que se esfor\u00e7a para entender suas pr\u00f3prias opini\u00f5es pol\u00edticas do passado. Carlos nasceu no ber\u00e7o da pol\u00edtica e tem orgulho de dizer que o seu principal objetivo \u00e9 viver disso. Apesar (ou em fun\u00e7\u00e3o, na verdade) do hist\u00f3rico familiar, assim como Cristiane, acha que a candidatura do PT n\u00e3o est\u00e1 pronta para encarar os desafios do pa\u00eds. Votou na direita. Fernando e Heber, por sua vez, declararam voto no Lula tanto em 2002 quanto em 2006. Os dois transmitem ideias muito comuns para n\u00f3s, brasileiros: o primeiro acredita na for\u00e7a do pr\u00f3prio trabalho &#8211; \u201cmeu bra\u00e7o esquerdo e meu bra\u00e7o direito\u201d, como afirma em determinado momento -, mas sem deixar de reconhecer como o pre\u00e7o do quilo de arroz baixou em quatro anos de governo progressista; o segundo \u00e9 o mais complexo (e engra\u00e7ado) do conjunto, apresentando um discurso quase anarquista, repleto de contradi\u00e7\u00f5es maravilhosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Heber questiona a tudo e a todos (sobretudo o pr\u00f3prio filme de Guttmann). Em uma das cenas mais interessantes do document\u00e1rio, na qual o diretor coloca os quatro personagens juntos pela primeira e \u00fanica vez, Heber aponta, inclusive, as contradi\u00e7\u00f5es dos outros &#8211; o embate principal, aqui, \u00e9 com Carlos, exibindo um debate que n\u00f3s, espectadores, estamos doidos para participar. Como um filho da tortura \u00e9 capaz de defender uma candidatura de direita? Mais adiante na trama, ele tamb\u00e9m ir\u00e1 questionar a si pr\u00f3prio, notando com surpresa as suas contradi\u00e7\u00f5es particulares. \u00c9 um personagem fascinante, carism\u00e1tico, respons\u00e1vel por boa parte do humor presente no document\u00e1rio. Tamb\u00e9m \u00e9 dele a reflex\u00e3o mais valiosa, sobre o sentido da palavra \u201cesperan\u00e7a\u201d. Ele nega essa no\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a no futuro e aponta, ao inv\u00e9s dela, uma prefer\u00eancia pelo conceito de \u201cf\u00e9\u201d &#8211; do ponto de vista filos\u00f3fico, n\u00e3o exatamente religioso. Segundo ele, \u00e9 imposs\u00edvel confiar no futuro. A sua capacidade de viver o presente \u00e9 inspiradora, mas tamb\u00e9m triste. Nos lembra da nossa insignific\u00e2ncia. Paralelamente, nos instiga a tentar mudar o presente.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tudo \u00e9 Tempo - promo\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/1194407088?h=ad433a539e&amp;dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"747\" height=\"420\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o passar dos anos e com a consci\u00eancia de que o seu filme precisa de mais tempo para iluminar quaisquer reflex\u00f5es mais profundas sobre o Brasil, Guttmann passa a acompanhar Cristiane, Carlos, Fernando e Heber com elipses mais frouxas. Ele chega a abrir a c\u00e2mera nas elei\u00e7\u00f5es de 2018, na ocasi\u00e3o da chegada do fascismo ao governo, mas n\u00e3o faz contato com todos. \u00c9 apenas em 2022 que o filme reencontra todo mundo e, nesse momento, percebemos como Guttmann perdeu um pouco o prumo. Em um di\u00e1logo com Carlos no meio da rua, o cineasta contesta seu personagem, desafiando-o a entrar em contradi\u00e7\u00e3o. A resposta \u00e9 agressiva. Carlos conta de um acidente que o levou a ter uma dupla hemorragia na cabe\u00e7a. O assunto se encerra ali. O cineasta recua, meio arrependido. Um momento constrangedor. Guttmann n\u00e3o sabe o que est\u00e1 fazendo &#8211; ou se perde momentaneamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A visita \u00e0 casa de Fernando em 2022 \u00e9 outro momento marcante. Flertando com o bolsonarismo, ele nos conta que deixou a velha casa para os filhos. L\u00e1 chegando, vemos que a porta est\u00e1 enfeitada com uma toalha do Lula. Os mesmos c\u00f4modos que conhecemos em 2002 est\u00e3o completamente diferentes vinte anos depois. As paredes est\u00e3o muito bem pintadas, a cozinha equipada com eletrodom\u00e9sticos modernos e o banheiro tinindo de novo. Talvez tenha sido neste instante que o p\u00fablico do Cine Bras\u00edlia assumiu o seu favoritismo por \u201cTudo \u00c9 Tempo\u201d. Com o seu filme, Guttmann atesta o \u00f3bvio ululante: o Brasil passou, sim, por mudan\u00e7as significativas na qualidade de vida dos brasileiros nessas duas \u00faltimas d\u00e9cadas. \u00c9 a sombra, no entanto, que fica ainda mais imponente: se nem assim conseguimos nos afastar do fascismo, que raios podemos fazer para encontrar a sa\u00edda?<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-97563 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/cartaz-TeT-laurea-BSB.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1099\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/cartaz-TeT-laurea-BSB.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/cartaz-TeT-laurea-BSB-205x300.jpg 205w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Leandro Luz (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leandro_luz\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.instagram.com\/leandro_luz\/&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw2y1ecqCW_KBoFqtTKVBQEK\">@leandro_luz<\/a>) pesquisa e escreve sobre cinema. Coordena a \u00e1rea de audiovisual do Sesc RJ, atuando na curadoria, programa\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de projetos em todo o estado do Rio de Janeiro. Exerce atividades de cr\u00edtica no\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/screamyell.com.br\/site\/&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw263alYeTRQy1GYVR0TXsQG\">Scream &amp; Yell<\/a>\u00a0e nos podcasts\u00a0<a href=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/tudoebrasil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/tudoebrasil&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw1BTqnliQ9DvtqDHkpafqt5\">Tudo \u00c9 Brasil<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/plano-sequencia&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw3TjpLW5o8SaVAAdNU3jD2Z\">Plano-Sequ\u00eancia<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/1disco1filme-podcast\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/creators.spotify.com\/pod\/show\/1disco1filme-podcast&amp;source=gmail&amp;ust=1743510468220000&amp;usg=AOvVaw3DtKMpqv1bp5QVCI6MvWbM\">1 disco, 1 filme<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O document\u00e1rio de Guttmann come\u00e7a em 2002, na imin\u00eancia das elei\u00e7\u00f5es presidenciais que coroaram Lula presidente do Brasil pela primeira vez ap\u00f3s tr\u00eas tentativas\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/09\/23\/festival-de-brasilia-tudo-e-tempo-de-marcos-guttmann-atesta-as-mudancas-na-vida-dos-brasileiros-em-20-anos\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":137,"featured_media":97562,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,4],"tags":[8363,8383],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97561"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/137"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=97561"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97561\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":97564,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97561\/revisions\/97564"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/97562"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=97561"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=97561"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=97561"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}