{"id":97539,"date":"2026-09-22T00:01:51","date_gmt":"2026-09-22T03:01:51","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=97539"},"modified":"2026-10-12T00:05:09","modified_gmt":"2026-10-12T03:05:09","slug":"helloween-em-sp-ao-vivo-septeto-vive-momento-magico-e-imbativel-do-power-metal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/09\/22\/helloween-em-sp-ao-vivo-septeto-vive-momento-magico-e-imbativel-do-power-metal\/","title":{"rendered":"Helloween em S\u00e3o Paulo: ao vivo, septeto vive momento m\u00e1gico e imbat\u00edvel do power metal"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/paulo.pontes.376\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Paulo Pontes<\/a><br \/>\nfotos de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/dougmosh.prod\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Douglas Mosh<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Completar 40 anos de estrada \u00e9 uma marca respeit\u00e1vel para qualquer banda, mas o que chama a aten\u00e7\u00e3o na trajet\u00f3ria atual do Helloween n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a capacidade de resistir ao tempo, pois o grupo alem\u00e3o chegou a 2026 vivendo uma de suas fases mais emblem\u00e1ticas, interessantes e vitoriosas. Na noite de s\u00e1bado (19\/9), na Suhai Music Hall, em S\u00e3o Paulo, o septeto encerrou a agenda de shows do ano com uma apresenta\u00e7\u00e3o de duas horas e quinze minutos que deixou uma coisa bem clara: se em est\u00fadio os trabalhos recentes n\u00e3o s\u00e3o un\u00e2nimes e nem chegam perto dos cl\u00e1ssicos do passado, no palco os caras entregam um puta show. \u00c9 um momento praticamente imbat\u00edvel e obrigat\u00f3rio para qualquer f\u00e3 de m\u00fasica pesada e, principalmente, de power metal.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-97545 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/dougmosh-6867-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/dougmosh-6867-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/dougmosh-6867-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa foi a 57\u00aa apresenta\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da banda no Brasil, fechando a perna nacional da turn\u00ea de 40 anos depois de passarem por Porto Alegre. O que se viu em S\u00e3o Paulo foi um grupo totalmente em paz e \u00e0 vontade no papel de gigante do metal. Em vez de entregarem um show burocr\u00e1tico ou preso ao roteiro mais \u00f3bvio de sucessos, eles usaram essa \u00faltima data do ano para dosar os cl\u00e1ssicos de sempre, tocar sons do disco mais recente, \u201cGiants &amp; Monsters\u201d (2025), e resgatar algumas raridades que n\u00e3o davam as caras no setlist h\u00e1 um bom tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grande trunfo dessa forma\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 caminha para dez anos de estabilidade desde o retorno de Michael Kiske e Kai Hansen em 2017, continua sendo a conviv\u00eancia no mesmo palco. A divis\u00e3o de espa\u00e7o entre o Kiske e o Andi Deris \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo. Sem disputa de ego, a qu\u00edmica e o entrosamento entre os dois passam uma leveza muito legal para quem est\u00e1 assistindo da pista.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-97544 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/dougmosh-6999-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/dougmosh-6999-1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/dougmosh-6999-1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deris domina a comunica\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico e vem cantando demais nessa fase, adaptando sua voz de um jeito muito natural para dividir os microfones com Kiske. Essa troca de timbres funciona bem demais: as m\u00fasicas da era Deris ganham o alcance e os agudos do Kiske, enquanto os cl\u00e1ssicos dos anos 1980 ganham a agressividade e o tom mais rasgado do Deris. Kiske, por sua vez, parece cada vez mais solto nessa volta. O momento em que a dupla senta \u00e0 frente do palco para um curto (mas celebrado) bloco ac\u00fastico mostra bem esse clima descontra\u00eddo. Antes de entrarem em \u201cA Tale That Wasn\u2019t Right\u201d, Kiske mandou no viol\u00e3o trechos de \u201cSuspicious Minds\u201d, de Elvis Presley, e \u201cYesterday\u201d, dos Beatles, brincando e trocando o instrumento com Deris antes de come\u00e7arem a cantar. Para fechar a trinca de vocalistas, Kai Hansen assume os vocais principais na visceral \u201cRide the Sky\u201d, al\u00e9m de contribuir em outras faixas, resgatando aquela raiz mais r\u00e1pida e pesada do come\u00e7o da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Montar o repert\u00f3rio de uma banda com quatro d\u00e9cadas de hist\u00f3ria e dois vocalistas de fases t\u00e3o marcantes \u00e9 uma tarefa ingrata. Algu\u00e9m sempre vai sentir falta de alguma coisa. Mas as escolhas feitas para S\u00e3o Paulo se mostraram (em sua esmagadora maioria) acertadas O show j\u00e1 come\u00e7ou quente com \u201cMarch of Time\u201d, faixa cultuad\u00edssima que raramente entrava nas turn\u00eas passadas e j\u00e1 conquistou o p\u00fablico. Outro ponto alt\u00edssimo foi o resgate de \u201cHey Lord!\u201d. Lan\u00e7ada no \u201cBetter Than Raw\u201d (1998) \u2013 um dos discos preferidos deste que vos escreve \u2013, a m\u00fasica trouxe de volta a energia daquele per\u00edodo da discografia que \u00e0s vezes fica um pouco escondida atr\u00e1s do peso hist\u00f3rico dos Keepers. Foi um gola\u00e7o ter colocado essa no setlist, e d\u00e1 at\u00e9 aquela sensa\u00e7\u00e3o de que mais faixas desse \u00e1lbum poderiam aparecer no show (\u201cPush\u201d teria sido um sonho).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-97540 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/dougmosh-6636.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/dougmosh-6636.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/dougmosh-6636-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A grande surpresa da noite ficou para a entrada de \u201cI\u2019m Alive\u201d, tocada pela primeira vez nesta turn\u00ea para substituir \u201cHell Was Made in Heaven\u201d. A resposta da galera foi imediata, gerando uma como\u00e7\u00e3o generalizada na pista premium e na comum, com todo mundo cantando junto esse cl\u00e1ssico do \u201cKeeper of the Seven Keys Part I\u201d (1987). J\u00e1 as m\u00fasicas novas de \u201cGiants &amp; Monsters\u201d (2025), como \u201cA Little Is a Little Too Much\u201d e a mais viagem \u201cUniverse (Gravity for Hearts)\u201d, cumpriram bem o seu papel. Por mais que os \u00e1lbuns de est\u00fadio dessa nova fase dividam opini\u00f5es e n\u00e3o entrem para a lista de cl\u00e1ssicos absolutos da banda, ao vivo essas can\u00e7\u00f5es ganham mais corpo e d\u00e3o uma din\u00e2mica interessante para o roteiro do show. Por outro lado, \u201cThis is Tokyo\u201d continua t\u00e3o morna ao vivo quanto \u00e9 em est\u00fadio. Poderia ter dado espa\u00e7o para alguma outra da fase Deris (qualquer uma do \u201cMaster of the Rings\u201d, que foi deixado de lado em SP, teria sido melhor) ou mesmo uma do disco anterior, autointitulado, como \u201cBest Time\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No bis, durante a execu\u00e7\u00e3o de &#8220;Eagle Fly Free&#8221;, rolou um daqueles momentos t\u00edpicos de show ao vivo. Ali no meio da m\u00fasica, o batera Dani L\u00f6ble deu uma aceleradinha no andamento, o que deixou Kiske ligeiramente perdido no vocal. Ele olhou para tr\u00e1s, deu risada e seguiu o baile numa boa. Pode ter sido algum detalhe de retorno do batera, mas no fim \u00e9 o tipo de detalhe org\u00e2nico que faz parte de uma banda tocando de verdade no palco, sem prejudicar em nada a entrega de um dos maiores cl\u00e1ssicos da hist\u00f3ria do metal<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-97547 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/dougmosh-6825.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/dougmosh-6825.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/dougmosh-6825-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechando a noite com o bis cl\u00e1ssico de &#8220;Eagle Fly Free&#8221;, &#8220;Power&#8221; e &#8220;Dr. Stein&#8221;, o Helloween provou em S\u00e3o Paulo que essa reuni\u00e3o deixou de ser um mero projeto comemorativo para se transformar em uma das bandas mais divertidas de se ver ao vivo atualmente. A \u00fanica coisa a lamentar na noite foi mesmo a qualidade do som na Suhai Music Hall. Em alguns pontos da pista, o \u00e1udio estava meio embolado e com frequ\u00eancias agudas excessivamente destacadas, o que acabou encobrindo um pouco dos solos de guitarra e as linhas de baixo do Markus Grosskopf.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se em est\u00fadio o atual Helloween entrega discos apenas corretos, em cima do palco a hist\u00f3ria \u00e9 totalmente outra. A entrega, o entrosamento e o carisma de Kiske, Deris e companhia transformam a apresenta\u00e7\u00e3o em uma celebra\u00e7\u00e3o viva do metal. Para quem gosta do estilo e por algum motivo ainda n\u00e3o teve a chance de conferir essa forma\u00e7\u00e3o em a\u00e7\u00e3o, ver esse show \u00e9 um compromisso b\u00e1sico com a hist\u00f3ria do power metal. Vale muito!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-97546 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/dougmosh-6740.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/dougmosh-6740.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/dougmosh-6740-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Paulo Pontes \u00e9 colaborador do\u00a0<a href=\"http:\/\/whiplash.net\/autores\/paulopontes.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Whiplash<\/a>\u00a0e escreve de rock, hard rock e metal no Scream &amp; Yell. \u00c9 autor do livro \u201c<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/photo.php?fbid=2123311197759382&amp;set=a.356284934462026&amp;type=3&amp;theater\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Arte de Narrar Vidas: hist\u00f3rias al\u00e9m dos biografados<\/a>\u201c.<\/em><br \/>\n<em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/dougmosh.prod\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Douglas Mosh<\/a>\u00a0\u00e9 fot\u00f3grafo de shows e produtor. Conhe\u00e7a seu trabalho em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/dougmosh.prod\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">instagram.com\/dougmosh.prod<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em sua 57\u00aa apresenta\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da banda no Brasil, o septeto encerrou a agenda de shows do ano com uma set list de duas horas e quinze minutos e um puta show.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/09\/22\/helloween-em-sp-ao-vivo-septeto-vive-momento-magico-e-imbativel-do-power-metal\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":65,"featured_media":97543,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[4027],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97539"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/65"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=97539"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97539\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":97555,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97539\/revisions\/97555"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/97543"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=97539"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=97539"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=97539"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}