{"id":97440,"date":"2026-09-16T00:17:45","date_gmt":"2026-09-16T03:17:45","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=97440"},"modified":"2026-09-16T00:17:45","modified_gmt":"2026-09-16T03:17:45","slug":"entrevista-yuri-os-terraqueos-lanca-parajorge-um-disco-feito-na-raca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/09\/16\/entrevista-yuri-os-terraqueos-lanca-parajorge-um-disco-feito-na-raca\/","title":{"rendered":"Entrevista: Yuri &#038; os Terr\u00e1queos lan\u00e7a &#8220;ParaJorge&#8221;, um disco feito na ra\u00e7a"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">entrevista de <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/joaopedroramos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jo\u00e3o Pedro Ramos<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Banda de Niter\u00f3i transforma trabalho, improviso e experimenta\u00e7\u00e3o em um disco de 16 faixas feito literalmente com as pr\u00f3prias m\u00e3os<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazer um disco independente no Brasil \u00e9 uma esp\u00e9cie de exerc\u00edcio de teimosia, basicamente. Fazer um disco com 16 faixas, trabalhando de segunda a s\u00e1bado em escala 6&#215;1 e aproveitando os domingos para gravar na casa de um dos integrantes \u00e9 levar essa ideia alguns passos adiante. Para <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/yurieosterraqueos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Yuri &amp; os Terr\u00e1queos<\/a>, por\u00e9m, parece ter sido menos uma escolha est\u00e9tica do que o jeito poss\u00edvel de fazer as coisas acontecerem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cParaJorge\u201d (2026), segundo \u00e1lbum da banda de Niter\u00f3i, nasceu desse processo. As m\u00fasicas vinham sendo escritas desde a \u00e9poca do primeiro disco, \u201cEstranho Novo Mundo\u201d, de 2023. Quando Yuri Terra (voz e guitarra), Lena (voz), Otavio Brunet (guitarra), Dru (bateria) e Wilson Neto (baixo) finalmente sentaram para decidir o que entraria no novo trabalho, havia 32 m\u00fasicas dispon\u00edveis. Dessas, 16 foram organizadas e divididas em blocos de quatro m\u00fasicas que conversam entre si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr\u00f3prio Yuri resume o conceito a partir de uma experi\u00eancia bastante concreta: a vida de quem precisa trabalhar para pagar as contas enquanto tenta, nas horas que sobram, construir uma carreira art\u00edstica. As letras passam por trabalho, precariedade e pelas situa\u00e7\u00f5es vividas no cotidiano. E a maneira como o disco foi gravado acaba sendo quase uma extens\u00e3o natural desse assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Boa parte das grava\u00e7\u00f5es aconteceu na casa de Ot\u00e1vio, usando sala, corredor e banheiro como espa\u00e7os para os amplificadores. A bateria exigiu uma estrutura diferente e contou com a ajuda de outros m\u00fasicos e de equipamentos da Barricada, associa\u00e7\u00e3o de artistas e bandas independentes de Niter\u00f3i da qual eles fazem parte. O resultado \u00e9 um \u00e1lbum que n\u00e3o tenta esconder as condi\u00e7\u00f5es em que foi produzido. Pelo contr\u00e1rio: incorpora essa limita\u00e7\u00e3o como parte de sua identidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 justamente a\u00ed que aparece uma das melhores defini\u00e7\u00f5es para Yuri &amp; os Terr\u00e1queos: \u201crock de guerrilha\u201d. A banda at\u00e9 tentou partir de refer\u00eancias sonoras espec\u00edficas, mas percebeu durante o processo que o resultado n\u00e3o apontava para um \u00fanico lugar. Em vez de perseguir um determinado timbre ou reproduzir uma est\u00e9tica de est\u00fadio, eles foram trabalhando com o que tinham \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo tamb\u00e9m explica a pr\u00f3pria trajet\u00f3ria do grupo. Ot\u00e1vio entrou na banda como f\u00e3 de Yuri, e hoje fala do compositor como um dos grandes nomes da nova m\u00fasica do Rio de Janeiro. Wilson, que havia participado da forma\u00e7\u00e3o inicial como baterista, voltou posteriormente para tocar baixo, instrumento que precisou aprender praticamente do zero para acompanhar as novas m\u00fasicas. Lena tamb\u00e9m aparece como uma pe\u00e7a importante nessa forma\u00e7\u00e3o, tanto pela voz quanto pelas ideias que leva para as can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 a capa de \u201cParaJorge\u201d nasceu de uma combina\u00e7\u00e3o de improviso, trabalho bra\u00e7al e acaso. A ideia desenvolvida com Felipe Ara\u00fajo, o Flip Mags, era usar uma c\u00e2mera p\u00fablica de tr\u00e2nsito de Niter\u00f3i. Yuri passou um domingo correndo diante da c\u00e2mera at\u00e9 entender seu atraso de aproximadamente tr\u00eas minutos e conseguir a imagem desejada. Algum tempo depois, a c\u00e2mera foi roubada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No fim das contas, talvez seja dif\u00edcil encontrar uma imagem melhor para o disco. \u201cParaJorge\u201d \u00e9 um trabalho constru\u00eddo com tempo apertado, equipamento dispon\u00edvel, deslocamentos, domingos sacrificados e muita insist\u00eancia. Um disco que se recusou a esperar pelas condi\u00e7\u00f5es ideais para existir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seguir, Yuri Terra e Ot\u00e1vio Brunet falam sobre a constru\u00e7\u00e3o de \u201cParaJorge\u201d, a dificuldade de definir o som da banda, a cena independente de Niter\u00f3i e o prazer e cansa\u00e7o de fazer m\u00fasica na ra\u00e7a.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YURI E OS TERR\u00c1QUEOS - PARAJORGE (\u00c1lbum Completo)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mvxfp_25xs8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u201cParaJorge\u201d \u00e9 um disco grande para os padr\u00f5es atuais. S\u00e3o 16 m\u00fasicas e voc\u00eas chegaram a ter 32 para escolher. Como voc\u00eas chegaram a essa vers\u00e3o final?<\/strong><br \/>\nOt\u00e1vio Brunet: Quando a gente come\u00e7ou a pensar no disco, a gente nem sabia direito qual era o conceito. O Yuri tinha escrito muita coisa e acumulou. Eu lembro que come\u00e7amos a contar as m\u00fasicas e tinham 32. Era muita coisa. A gente colocou tudo no papel e se juntou na casa da Helena, que canta com a gente tamb\u00e9m. Come\u00e7amos a pensar no que sa\u00eda, no que entrava. As 16 sa\u00edram daquela reuni\u00e3o. Depois veio o trabalho de organizar e pensar em como contar uma hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Yuri Terra: E a gente pensou tamb\u00e9m na vida como trabalhador, porque n\u00f3s somos trabalhadores al\u00e9m de m\u00fasicos. Tentamos criar hist\u00f3rias que colocassem na cara algumas precariedades que a gente vive e que muita gente vive. Na hora de montar o disco, pensamos por blocos. Se voc\u00ea parar para analisar, cada quatro m\u00fasicas tem um universo ali dentro, e eles v\u00e3o se ligando. A gente colocou muito tempo, dinheiro e amor nessa parada. Acho que por isso saiu t\u00e3o legal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E \u00e9 curioso que voc\u00eas tamb\u00e9m n\u00e3o parecem muito preocupados em caber numa defini\u00e7\u00e3o de g\u00eanero. Afinal, que som voc\u00eas fazem?<\/strong><br \/>\nYuri: Eu tamb\u00e9m n\u00e3o consigo definir. Quando as pessoas perguntam, costumo falar \u201crock suave\u201d, mas acho que a gente j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 mais t\u00e3o suave assim. Ent\u00e3o estou me perdendo nas minhas pr\u00f3prias respostas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ot\u00e1vio: Eu tamb\u00e9m estava tentando entender isso durante a grava\u00e7\u00e3o. Normalmente, quando voc\u00ea come\u00e7a um disco, pega refer\u00eancias de som, monta uma playlist e fala: \u201c\u00c9 isso aqui\u201d. No meio do processo, a gente olhou para o que tinha separado e percebeu que n\u00e3o tinha nada a ver uma coisa com a outra. Acho que fomos para esse caminho porque tamb\u00e9m n\u00e3o temos recurso espec\u00edfico para fazer aquele som espec\u00edfico. Muito do que a gente faz nesses anos foi aprendendo na ra\u00e7a. Ent\u00e3o entendi que a gente abra\u00e7ou essa guerrilha de n\u00e3o ser t\u00e3o criterioso. Usamos os equipamentos que t\u00ednhamos e fomos timbrando de uma forma que ach\u00e1vamos que ficaria legal. Acho que a gente \u00e9 um rock alternativo, um rock de guerrilha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E essa l\u00f3gica aparece tamb\u00e9m na grava\u00e7\u00e3o. Boa parte do disco foi feita na casa do Ot\u00e1vio. Como foi esse processo?<\/strong><br \/>\nOt\u00e1vio: Uma grande parte foi feita aqui nessa sala. Foi caseiro mesmo. Colocamos amplificadores na sala, no corredor, um amplificador no banheiro, puxamos cabo e a t\u00e9cnica ficou aqui. O desafio maior foi a bateria. Tivemos o suporte de uma galera de um espa\u00e7o cultural de Niter\u00f3i, com o Hudson e o Bento ajudando na capta\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m gravamos dois dias na Barricada, que \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o da qual fazemos parte, uma ocupa\u00e7\u00e3o que a gente vem construindo e onde conseguimos equipamentos para fazer grava\u00e7\u00f5es independentes. Era um desejo nosso fazer tudo com as nossas m\u00e3os. Ter essa experi\u00eancia de aprender fazendo sozinho tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Yuri: E foi um processo muito louco porque o Ot\u00e1vio mora no Rio e eu moro em Niter\u00f3i. Eu trabalho de segunda a s\u00e1bado. Ent\u00e3o, v\u00e1rias vezes, todos os meus domingos do m\u00eas eu estava indo para a casa do Ot\u00e1vio. Minha \u00fanica folga era passar o dia inteiro gravando. A gente j\u00e1 tinha produzido bem as m\u00fasicas, ensaiado e tal. N\u00e3o tinha pressa para lan\u00e7ar, mas eu estava com pressa porque queria muito lan\u00e7ar essa parada. E s\u00e3o v\u00e1rias bandas envolvidas dentro de uma banda s\u00f3, ent\u00e3o todo mundo precisa dividir o tempo entre projetos e trabalho. Fizemos tudo em seis meses nessa ida e volta para o Rio. Foi duro, dif\u00edcil, cansativo, mas foi maneiro pra caramba. Depois bate aquela saudade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ot\u00e1vio, voc\u00ea entrou na banda como admirador do trabalho dela. Isso muda a maneira como voc\u00ea enxerga as m\u00fasicas?<\/strong><br \/>\nOt\u00e1vio: Totalmente. Eu entrei na banda como f\u00e3 do Yuri. A vida me apresentou a ele, e acho que ele \u00e9 um dos melhores compositores que temos aqui no Rio. \u00c9 muito foda poder trabalhar com uma m\u00fasica que j\u00e1 \u00e9 muito boa. Voc\u00ea consegue tocar no viol\u00e3o e ela funciona. O Yuri sabe colocar uma imagem muito boa na letra, fazer voc\u00ea imaginar as coisas. Ele tamb\u00e9m tem umas m\u00e9tricas muito diferentes, junta as palavras de um jeito que eu n\u00e3o sei como faz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u201cParaJorge\u201d existem m\u00fasicas que ainda t\u00eam uma identidade do Yuri de 2017, 2018, aquele jeito de tocar no viol\u00e3o, uma levada meio Pink Floyd. Mas tamb\u00e9m d\u00e1 para perceber a evolu\u00e7\u00e3o de todo mundo: do baterista, do Yuri como vocalista, compositor e guitarrista.E tem que falar do Wilson. Ele era o baterista no come\u00e7o, saiu e depois voltou tocando baixo. Ele n\u00e3o sabia tocar as m\u00fasicas, mas caiu para dentro. A gente estava sem baixista e precisava gravar. Eu gravava os riffs aqui e ele foi aprendendo. Hoje est\u00e1 tocando tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Yuri: Foi uma transforma\u00e7\u00e3o mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ot\u00e1vio: E voc\u00ea v\u00ea uns v\u00eddeos nossos de 2018 e d\u00e1 muito orgulho. E tem a Lena tamb\u00e9m, que para mim \u00e9 uma das melhores vozes da nova m\u00fasica brasileira. A sensibilidade dela e as ideias que ela d\u00e1 s\u00e3o muito importantes.<\/p>\n<figure id=\"attachment_97441\" aria-describedby=\"caption-attachment-97441\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-97441 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/yuri3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"742\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/yuri3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/yuri3-300x297.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-97441\" class=\"wp-caption-text\"><em>Capa de &#8220;Para Jorge&#8221;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A capa de \u201cParaJorge\u201d tamb\u00e9m parece ter essa mesma l\u00f3gica de fazer com o que est\u00e1 dispon\u00edvel. Como voc\u00eas chegaram naquela imagem?<\/strong><br \/>\nYuri: A capa foi feita pelo Flip Mags. A gente estava pensando em como seria e ele trouxe a ideia de fazer alguma coisa com c\u00e2mera de seguran\u00e7a. Eu tinha uma ideia de trabalhar com as c\u00e2meras dos \u00f4nibus, mas descobrimos que em Niter\u00f3i existem c\u00e2meras p\u00fablicas que qualquer pessoa pode acessar. Fomos para a rua, escolhemos o melhor ponto e come\u00e7amos a fazer os testes. Tinha uma coisa engra\u00e7ada: a c\u00e2mera tinha um delay de uns tr\u00eas minutos. Ent\u00e3o a gente teve que entender isso. Passei um domingo inteiro correndo na rua, na frente de um sinal e de uma c\u00e2mera de seguran\u00e7a. Depois descobrimos que essa c\u00e2mera foi roubada. Ent\u00e3o a gente conseguiu pegar os \u00faltimos momentos dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ot\u00e1vio: A c\u00e2mera n\u00e3o existe mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Yuri: Pois \u00e9. A gente at\u00e9 tirou umas fotos dela destro\u00e7ada. Mas fiquei muito feliz com o resultado. O Felipe mandou muito bem na capa, contracapa e encarte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ot\u00e1vio: O processo do Felipe tamb\u00e9m tem muito a ver com o disco. Ele gosta de se desafiar. Se precisa cortar v\u00e1rios pap\u00e9is e ter mil peda\u00e7os de papel para fazer alguma coisa, ele vai l\u00e1 e corta. Isso conversa com a ideia de trabalho e com quanto tempo e esfor\u00e7o leva para fazer alguma coisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O trabalho independente em Niter\u00f3i e S\u00e3o Gon\u00e7alo tamb\u00e9m parece ser uma parte importante da identidade da banda.<\/strong><br \/>\nOt\u00e1vio: Acho que isso ajudou a reacender alguma chama em S\u00e3o Gon\u00e7alo e Niter\u00f3i nos \u00faltimos anos. Tem muita banda boa aqui e muita gente fazendo coisa interessante. A Barricada \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o de artistas e bandas independentes. A gente est\u00e1 sempre movimentando um espa\u00e7o no DCE, fazendo show, evento, ativa\u00e7\u00e3o art\u00edstica, oficina. Tem muita coisa pela frente.<br \/>\nNiter\u00f3i est\u00e1 no mapa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Yuri: Eu queria muito recomendar bandas de amigos justamente por isso. Tem muita banda boa aqui na cena de Niter\u00f3i e S\u00e3o Gon\u00e7alo. A gente acaba se influenciando e buscando coisas novas. Acho importante tamb\u00e9m parar de olhar s\u00f3 para as refer\u00eancias de fora. N\u00e3o \u00e9 porque voc\u00ea cresceu ouvindo determinado som que precisa ficar preso nele. Voc\u00ea pode pegar a refer\u00eancia, estudar, misturar com outras coisas e criar seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E, depois de todo esse processo, o que voc\u00eas querem fazer com \u201cParaJorge\u201d agora?<\/strong><br \/>\nYuri: A gente j\u00e1 tocou o disco inteiro ao vivo, na \u00edntegra. Talvez tenha sido a primeira vez em muito tempo que fizemos isso. Mas vamos segurar um pouco porque \u00e9 um disco muito grande para tocar ao vivo e nem sempre temos todo esse tempo dispon\u00edvel. Agora temos shows em Niter\u00f3i e Juiz de Fora e outros que ainda vamos divulgar. E a gente tamb\u00e9m est\u00e1 com merch. No \u00faltimo show tinha camisa, bon\u00e9, pano de prato e quadros inspirados nas m\u00fasicas que eu mesmo fiz em casa. O CD tamb\u00e9m est\u00e1 chegando, agora numa vers\u00e3o bonitinha, com capinha. A gente vai fazendo as coisas assim. Na ra\u00e7a mesmo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"PARAJORGE: come\u00e7o\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ybRNyT9rSww?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Estranho Novo Mundo: Rascunhos (Videoclipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VN7N7sZjAzA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Yuri e os Terr\u00e1queos - Ao Vivo [Lim\u00e3o Siciliano]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/A6vUVxeTHUQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/joaopedroramos84\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jo\u00e3o Pedro Ramos<\/a> \u00e9 jornalista, redator, social media, colecionador de vinis, CDs e\u00a0<a class=\"google-anno\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2024\/12\/29\/conheca-15-produtos-de-merchandising-inusitados-de-bandas-e-artistas\/#\" data-google-vignette=\"false\" data-google-interstitial=\"false\">\u00a0<span class=\"google-anno-t\">m\u00fasica<\/span><\/a>\u00a0em geral. E \u00e9 um dos respons\u00e1veis pelo podcast Troca Fitas!\u00a0<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/1x1aN5D1qWkQFOSvOpV2RC?si=ef225a0d555f4fa5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ou\u00e7a aqui<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Banda de Niter\u00f3i transforma trabalho, improviso e experimenta\u00e7\u00e3o em um disco de 16 faixas feito literalmente com as pr\u00f3prias m\u00e3os\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2026\/09\/16\/entrevista-yuri-os-terraqueos-lanca-parajorge-um-disco-feito-na-raca\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":95,"featured_media":97442,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[7548,4833,3],"tags":[8369],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97440"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/95"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=97440"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97440\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":97443,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/97440\/revisions\/97443"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/97442"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=97440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=97440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=97440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}